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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é acusado de atuar contra o projeto de anistia geral no Congresso. O movimento aponta que Alcolumbre estaria barrando a pauta para agradar o governo de Lula.

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Transcrição
00:00Porque parlamentares da oposição estão muito frustrados com a escolha de Paulinho da Força
00:05para a relatoria desse projeto da anistia.
00:08Segundo esses parlamentares que foram ouvidos em sigilo,
00:11um dos principais responsáveis por esse banho de água fria nos aliados de Jair Bolsonaro
00:16seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
00:20O líder da Casa Alta travou a discussão sobre a polêmica PEC da blindagem,
00:25deixando os deputados sem respaldo,
00:27que aguardavam justamente para avançar com algum tipo de perdão ao ex-presidente
00:32e descumprindo uma articulação entre as siglas do centrão e a oposição.
00:37O líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante, chegou a manifestar apoio a Paulinho da Força
00:43dizendo que ele é um ferrenho crítico do governo
00:45e que os conservadores vão trabalhar para fazer justiça a Jair Bolsonaro
00:49e aos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro.
00:52Só que ele foi amplamente criticado pelos internautas.
00:56Inclusive, essas informações constam em um artigo que foi publicado pelo Felipe Gustavo,
01:02vocês não conhecem, que ele trabalha nos bastidores, é o coordenador aqui do Pingos,
01:06mas esse artigo está publicado, inclusive, no portal da Jovem Pan, jovempan.com.br.
01:12Muitas apurações, bastidores, as articulações em torno do PL da anistia
01:17e essa frustração de vários parlamentares da oposição.
01:19Vou chamar o Cristiano Beraldo porque o Beraldo mencionou União Brasil ou Desunião Brasil
01:26e, ao Columbre, é acusado de ter participação no não avanço da anistia ampla, geral e restrita
01:35e tem a ver com a PEC da blindagem.
01:38Porque quando ele diz, ó, a tramitação vai ser lenta, muitos fazem conexão.
01:42Bom, tem a ver com o presidente do partido?
01:46Porque sem a aprovação da PEC da blindagem, o presidente do partido está descoberto.
01:50E também acaba deixando muitos parlamentares inseguros.
01:55Ah, será que a gente vota com tranquilidade no PL da anistia ampla, geral e restrita?
02:01Não, dessa maneira talvez seja melhor a anistia light.
02:04Eu acho que é possível conectar essas pontas, né, Beraldo?
02:09Pois é, em Brasília nada, absolutamente nada, é por acaso, Caniato.
02:14E aí eu fico pensando, o Mota tinha falado, né, de coisas inegociáveis, né, as convicções
02:20e usou uma outra palavra que agora me fugiu.
02:24Mas, ô Mota, você imagina a frustração daqueles parlamentares que foram à tribuna
02:29defender a PEC da blindagem, confiando de que, apesar de estarem ali passando por cima do bom senso,
02:40passando por cima de bandeiras que eles próprios defendem e defenderam durante as suas campanhas,
02:47as suas eleições, que teriam como recompensa por esse vexame a aprovação da anistia.
02:55E agora eles ficaram com todo o desgaste para que, quando a matéria fosse para o Senado,
03:03o presidente do Senado segurasse a blindagem, a PEC da blindagem,
03:09e posasse ele com seus pares senadores, posasse de bons moços.
03:14Ora, veja bem, porque já temos benefícios demais.
03:18Mas, aí, foi, não sei se foi Omar Aziz, ou Otto Lekar, que disse,
03:23ah, mas o povo brasileiro que não tem nem certidão de nascimento,
03:27e nós já estamos aqui até com um passaporte diplomático,
03:31fazendo, assim, elucubrações do arco da velha
03:34para dizer que parlamentares não precisam da PEC da blindagem.
03:39Sendo que, obviamente, para quem conhece um pouquinho da dinâmica do Congresso Nacional,
03:44a gente sabe que isso é uma encenação combinada.
03:48Então, houve, sim, a ruptura de um acordo.
03:52E esta ruptura, ela foi feita pelo presidente do Senado,
03:57que, uma vez segurando a evolução da PEC da blindagem,
04:00não cria o ambiente necessário para uma proposta de anistia
04:06mais ousada, digamos assim.
04:09E o pior, ao colocar Paulinho da Força para ser o relator,
04:15que já indica que será uma anistia, que não será uma anistia,
04:18será uma redução de pena para os manifestantes de 8 de janeiro,
04:23como é que ficam os bolsonaristas na Câmara e no Senado?
04:29Vão votar só para beneficiar os manifestantes de 8 de janeiro
04:36e deixar Bolsonaro sem nenhum tipo de benefício,
04:41preso, condenado a 27 anos?
04:43Ou não vão votar a favor,
04:46mandando um recado de que, na verdade,
04:48eles não estão nem aí, não estão ligando
04:50para aqueles manifestantes,
04:54senhores e senhoras de idade,
04:56mães de família, pais de família que estão presos,
04:58só porque não tem Bolsonaro no pacote.
05:02Então, Davi Alcolumbre deu um nó em todo mundo
05:06e ele se tornou o protagonista da política brasileira hoje.
05:13E de quebra, Caniato,
05:15parece estar articulando para rifar
05:18Antônio Ruedo, presidente do seu partido União Brasil,
05:22da cena política brasileira.
05:24Eventualmente, até com a expectativa dele próprio
05:28assumir a presidência do partido,
05:30entregar o União Brasil
05:32para o presidente Lula na sua campanha à reeleição
05:37e, com isso, praticamente matar a viabilidade
05:40de uma candidatura forte
05:44que una o centrão em torno de um nome como Tarciso de Freitas.
05:48Não é ficção, viu?
05:49Isso que o Beraldo trouxe na finalização do seu comentário
05:52vem sendo discutido amplamente em Brasília,
05:55nos corredores das casas legislativas
05:58e nos gabinetes dos deputados.
05:59Como o Beraldo fez um comentário
06:02a partir da análise do Motta,
06:04quer fazer o complemento, Motta?
06:05Depois eu passo para o Dávila.
06:08Essa é uma situação extremamente complicada.
06:12Eu acho que, se você tem que correr riscos,
06:17se você tem que correr o risco de perder,
06:20se você tem que correr o risco de quebrar a cara
06:22ou outros riscos que todo político corre no Brasil de hoje,
06:27que seja, pelo menos, defendendo as suas convicções.
06:29É isso que eu defendo.
06:32Se, na defesa das suas convicções,
06:36às vezes você tem que aceitar alianças
06:40com determinadas pessoas
06:42ou aceitar determinadas manobras,
06:46eu acho que isso faz parte da política.
06:48Agora, abrir mão das convicções
06:52é o caminho para o desastre,
06:55a não ser que você não tenha convicção
06:58para abrir mão dela.
06:59Nós temos aqui duas situações relacionadas,
07:05mas distintas.
07:07Uma delas é a situação dos réus de 8 de janeiro.
07:11Outra é a situação do presidente Jair Bolsonaro.
07:15para a gente tratar as duas,
07:19basta lembrar do voto do ministro Fux,
07:22que lembrou, manifestação não é crime,
07:24acampamento não é crime.
07:26Então, existe golpe de Estado
07:28quando as pessoas não têm condição
07:31de mudar o governo pelas suas ações.
07:34e falando do presidente Jair Bolsonaro,
07:37ele disse que a sua conduta não se encaixa
07:40na definição de crime na lei.
07:41são duas coisas gravíssimas.
07:45A de 8 de janeiro,
07:47porque afeta centenas de pessoas
07:49que estavam, a maioria delas,
07:52se manifestando,
07:53como milhares de pessoas já se manifestaram
07:56na história do Brasil,
07:57e nunca aconteceu nada com elas.
07:58Inclusive, pessoas que quebraram,
08:01depredaram, incendiaram,
08:03como o próprio ministro Fux lembrou.
08:05No caso do presidente Jair Bolsonaro,
08:09é porque nós estamos assistindo
08:11o uso da máquina do Estado
08:13para tirar da cena política um adversário.
08:16Mais uma vez, eu lembro,
08:17isso poderia acontecer com qualquer um.
08:21Então, são duas situações
08:23que têm que ser resolvidas.
08:25E, lógico, a situação do presidente Jair Bolsonaro
08:28está, de certa forma,
08:29conectada à situação dos réus de 8 de janeiro,
08:33porque foi um dos argumentos usados
08:35para determinar a sua culpa,
08:37que ele teria, através de palavras,
08:39de discursos, incitado
08:41à manifestação de 8 de janeiro.
08:44Então, são duas coisas
08:44que têm que ser resolvidas.
08:46A política é uma coisa complicada,
08:49envolve alianças com pessoas
08:51que você não gosta,
08:53com as quais você gostaria
08:55que não tivesse que lidar,
08:56mas a gente não pode esquecer
08:59a gravidade desses dois assuntos.
09:02Não há nada no país mais importante.
09:05Eu vejo parlamentares,
09:07eu acho que teve um parlamentar
09:09que reclamou
09:09que o Congresso está obcecado
09:12com esse assunto,
09:12que não trata de mais nada.
09:14Não deveria tratar de mais nada mesmo.
09:18O Congresso Nacional
09:19tem nas suas mãos
09:20a responsabilidade, neste momento,
09:24pelo que vai acontecer
09:25no Brasil nos próximos dias,
09:29nas próximas semanas,
09:30nos próximos meses.
09:31É uma situação gravíssima
09:33que tem que ser tratada
09:35com toda a dedicação pelo Congresso.
09:38Você, Davila,
09:39a figura de Davial Columbre
09:40teria sido fundamental
09:43na dificuldade de avançar
09:46com o projeto de lei da anistia,
09:48aquela versão ampla, geral e restrita,
09:51inclusive,
09:52nesse anúncio que ele faz
09:54de que a PEC da blindagem
09:56terá uma tramitação
09:57diferente daquela que aconteceu
09:59na Câmara dos Deputados.
10:01Nada de agilidade.
10:03Vai passar pela CCJ,
10:05uma tramitação regular,
10:06sem pressa nenhuma,
10:11sem informação que chegou de Brasília.
10:13Diante disso,
10:14a gente pode capturar
10:15algumas informações
10:17e fazer aqui
10:18um desenho para o nosso público.
10:20Só recebendo as pessoas
10:21que nos acompanham
10:22pelas emissoras de rádio,
10:23o Davila fará uma análise,
10:25inclusive,
10:26sobre a figura de Davial Columbre
10:27nesse processo que envolve
10:29a aprovação da PEC da blindagem
10:31e o avanço da anistia,
10:33não mais a ampla, geral e restrita.
10:35Davila,
10:36a PEC da blindagem
10:39é uma vergonha.
10:41Na verdade,
10:41foi uma forma
10:42de aprovar
10:43a volta do voto secreto
10:45para proteger
10:47picaretas
10:48que têm mandato.
10:49Essa é a verdade.
10:50E o que ele vai fazer
10:51é justamente agora
10:53se pousar,
10:54como bem disse o Beraldo,
10:56como um grande árbitro
10:58da moralidade política
10:59e questionar
11:01esse absurdo.
11:02E o que acontece?
11:03Se ele derrubar
11:04a PEC da blindagem
11:06nesse sentido,
11:07volta para estacar zero,
11:08porque aí não tem como
11:10recomeçar tudo de novo,
11:11porque é uma PEC,
11:13não é um projeto de lei,
11:14não dá para voltar,
11:15mudar,
11:15modificar.
11:16Então,
11:16vai ser abafado no Senado
11:18e vai se posar
11:19de político
11:20de convicção,
11:22como o Mota fala.
11:23Na verdade,
11:24na política
11:24tem dois tipos
11:26de pessoas.
11:27As pessoas
11:27que têm convicção,
11:29como bem disse o Mota,
11:31são as pessoas
11:32que não estão
11:33preocupadas
11:33com o julgamento
11:34dos outros.
11:35Elas atuam
11:36de acordo
11:36com as suas convicções.
11:39E como dizia
11:39o Oscar Wilde,
11:40a única maneira
11:40de ser feliz
11:41é se nós vivermos
11:43pelas nossas
11:43próprias convicções.
11:45E eu acredito
11:45exatamente nisso.
11:46Mas isso são
11:47os estadistas.
11:48A maioria
11:49das pessoas
11:50que está
11:51na política
11:52está para
11:53defender
11:54interesses.
11:55E elas
11:56abrem mão
11:56de suas convicções
11:57para defender
11:58os seus interesses
11:59pessoais,
12:01eleitorais.
12:02E aí,
12:03Caniato,
12:04é a imagem
12:04da nossa
12:05PEC
12:06da blindagem,
12:08é a imagem
12:09que nós temos
12:10das emendas PIX.
12:12Isso tem
12:12tudo a ver
12:13com defesa
12:14de interesses
12:15pessoais
12:16eleitoreiros,
12:18partidários,
12:20e não tem
12:21nada a ver
12:21com o povo.
12:23Então,
12:23o que nós temos
12:24hoje
12:24é, na verdade,
12:26um político
12:27clássico
12:28na defesa
12:29de interesses,
12:31presidindo
12:31o Senado,
12:33e quando tem
12:34oportunidade,
12:35dá pra pousar
12:36de defensor
12:37de convicções.
12:40Pois é,
12:40agora,
12:41Beraldo,
12:41nessa informação
12:43que nós destacamos
12:45há pouco,
12:45na apuração
12:46que o Felipe
12:47Gustavo fez,
12:48alguns parlamentares
12:49chegaram a dizer
12:50que,
12:51claro,
12:51estão muito frustrados,
12:52não veem agora
12:53uma luz no fim
12:54do túnel,
12:55que tudo
12:56que eles podiam
12:56entregar,
12:57já entregaram,
12:58inclusive,
12:59aquela história
12:59da tal
13:00reversão
13:01da inelegibilidade,
13:02era um jabuti,
13:03era uma gordurinha
13:04no texto,
13:05sim,
13:06entendiam que era
13:06muito difícil
13:07um projeto
13:08que atendesse
13:09também a esse pleito,
13:11mas que,
13:12diante dos últimos
13:12acontecimentos,
13:13a oposição não teria
13:15o que oferecer,
13:17e aí,
13:17muitos apostam,
13:18sabem no quê?
13:19Agora,
13:19a saída é Donald Trump,
13:21a saída é esperar
13:22o que os Estados Unidos
13:23farão,
13:25novas medidas
13:26serão impostas
13:27às autoridades brasileiras,
13:29enfim,
13:29e aí,
13:30é preciso olhar também
13:31para o próximo
13:32presidente da República,
13:33se não for o atual,
13:35se o atual não conseguir
13:36a reeleição,
13:37então,
13:38me parece que as apostas
13:39indicam esperar
13:41alguma coisa
13:42fora do roteiro
13:43que vai ser
13:45tomada
13:45por Donald Trump,
13:47ou,
13:47talvez,
13:48uma medida tomada
13:49pelo próximo
13:49presidente da República,
13:50né,
13:51leia-se indulto,
13:52graça,
13:52e por aí vai.
13:55Pois é,
13:56agora,
13:56eu não vejo
13:57nenhuma medida
13:58que possa ser tomada
13:59pelo presidente
14:01Donald Trump,
14:03pelo governo
14:04norte-americano,
14:06que causaria
14:07uma pressão tal
14:08que o resultado
14:11seria a redução
14:14de pena
14:15ou anular
14:16o julgamento
14:19de Jair Bolsonaro,
14:20porque não tem
14:22instrumentos
14:22para isso,
14:23né,
14:23por mais que se aplique
14:25suspensão de visto,
14:26aliás,
14:27veja,
14:28o ministro da Saúde
14:29teve o visto
14:30suspenso,
14:31agora teve o visto
14:32concedido
14:33para que ele
14:34acompanhe o presidente
14:35da República
14:35na reunião
14:37da ONU,
14:37tá lá,
14:38cheio de restrição,
14:40tem que ficar
14:40a cinco quadras
14:42do prédio da ONU
14:43e tal,
14:43mas,
14:44enfim,
14:44vai entrar lá
14:45de novo,
14:46óbvio,
14:46existem acordos
14:47internacionais,
14:49tratados internacionais
14:50que exigem os Estados Unidos
14:51de conceder
14:52visto nesses casos
14:54em que as pessoas
14:55de governos
14:56vão até a ONU,
14:58mas gera
14:58um certo
15:00constrangimento
15:01de parte a parte.
15:02Agora,
15:02em relação ao Brasil,
15:04além disso,
15:05de suspensão
15:06de visto,
15:07até a aplicação
15:08da lei Magnitsky,
15:09que os ministros
15:10do Supremo Tribunal Federal,
15:11tenho certeza,
15:11alguns já estão
15:13até dando
15:13como certo
15:14e preparando
15:15as suas vidas
15:16para que eles
15:17possam seguir adiante
15:18mesmo com a impossibilidade
15:20de manter qualquer tipo
15:22de relação
15:23com os Estados Unidos
15:24ou empresas
15:25norte-americanas,
15:27então,
15:27eu não vejo
15:28como fazer a diferença,
15:29acho que vai fazer a diferença
15:30para o Brasil
15:31como um todo,
15:32não só a imagem
15:33do Brasil,
15:34mas essa questão
15:35tarifária
15:36que afeta, sim,
15:37uma série de setores
15:38da indústria
15:39e do comércio brasileiro.
15:41Agora,
15:42internamente,
15:44o instrumento
15:47que toda a política
15:49estava apostando
15:50era justamente
15:52a anistia,
15:52e isso,
15:53como você disse,
15:54Caniato,
15:54game over,
15:55acabou,
15:56não haverá
15:57uma anistia
15:58que vai trazer
16:01para o grupo
16:02de beneficiados dela
16:04Jair Bolsonaro.
16:06Então,
16:06não há esse cenário hoje.
16:08E em relação
16:09ao próximo presidente,
16:11aí entra essa consideração
16:12de que a candidatura
16:14de Luiz Inácio Lula da Silva
16:16com essa movimentação
16:18que houve,
16:19acabou ficando mais forte.
16:21E aí eu destaco,
16:22Caniato,
16:22um problema grave
16:24pelo qual
16:25o próprio Jair Bolsonaro
16:26vai acabar pagando preço,
16:28que foi essa
16:29demora excessiva
16:31em determinar
16:33quem seria o candidato
16:35a ser apoiado
16:36por ele.
16:37Por insegurança,
16:39talvez por uma
16:40percepção
16:41de ambiente,
16:43que na minha opinião
16:43é uma percepção
16:44equivocada,
16:46ele acabou segurando
16:47essa decisão
16:48e estamos aí
16:49nessa situação
16:50em que
16:50tudo ficou ruim
16:52para Jair Bolsonaro
16:54e as pessoas
16:55conectadas a ele,
16:56e o governo
16:57conseguiu fazer
16:59essa articulação
16:59política
17:00para entrar
17:00num bom momento
17:01no mesmo
17:03cenário.
17:03Eu não estou dizendo
17:04num bom momento
17:05que a aprovação
17:06vai subir
17:07e que o governo
17:07está fazendo
17:08alguma coisa
17:09de bom,
17:10estou dizendo
17:10num bom momento
17:11porque politicamente
17:12o governo
17:14hoje está
17:15mais fortalecido
17:16que ontem,
17:16o projeto de reeleição
17:18de Lula
17:18está mais fortalecido
17:19do que estava ontem.
17:21Então,
17:21esse é o jogo.
17:22Bolsonaro perdeu,
17:24Lula ganhou
17:24e nada pior
17:26poderia acontecer
17:27com o Brasil.

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