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Neste sábado, dia 20, o programa EM MINAS recebe o vice-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Conselheiro Agostinho Patrus.

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00:00O que é a TV Alteirosa?
00:30O que é a TV Alteirosa?
01:00Para as pessoas que não conhecem muito, há algumas décadas o Tribunal de Contas era uma instituição pesada de conselheiros mais velhos, de idade mais avançada.
01:13Agora vemos um jovem como o senhor, já vice-presidente da corte, e coordenando uma mesa de conciliação de uma instituição que antes só punia, só fiscalizava.
01:24Agora o Tribunal de Contas também concilia?
01:28É isso, Carlinho. Nós no Tribunal temos uma história de 90 anos.
01:33Uma história muito bonita, que foi feita e construída por vários conselheiros, por servidores, e que, claro, foi se moldando ao longo dos tempos.
01:43O Tribunal era sempre um pouco do final da carreira, daqueles que passavam pela vida pública, que tinham outras atribuições e para lá tinham um caminho no fim da sua vida.
01:58O que nós vimos é que isso está se transformando na Assembleia também, os nomes que estão aí cotados para poder substituir os conselheiros que se aposentaram,
02:07são todos nomes mais jovens, de deputados jovens também, para poder ir para lá.
02:13Eu acho que isso é um pouco o reflexo de um novo momento que a gente vive no Brasil, como vive também nas instituições.
02:19Nós temos governadores mais novos, temos prefeitos cada vez mais novos, deputados na Assembleia, na Câmara Federal também mais novos.
02:28Sim, esse é um novo momento de entrada da vida pública e também que leva a um novo momento também nas demais instituições.
02:36E o que levou o Tribunal de Contas a se apresentar hoje para a sociedade como conciliador?
02:43Porque recentemente, se não me engano, há cerca de uma semana, o senhor mesmo anunciou a questão da conciliação do Hospital de Choflotoni, para a conclusão.
02:51Qual é esse papel do Tribunal?
02:53É um novo momento, Carlino, que nós vimos há cerca de um ano e meio atrás, antes da posse do conselheiro Duval como presidente do Tribunal,
03:03e eu seria o vice-presidente.
03:05Nós nos dedicamos a conhecer um pouco mais dos outros tribunais pelo Brasil afora e também do Tribunal de Contas da União.
03:16Estivemos em Brasília, estivemos também em São Paulo, o Tribunal de Contas do município também faz um trabalho importante nessa área de conciliação.
03:24Tribunais também da região centro-oeste também já trabalham com a conciliação.
03:30E também o TCU tem uma atuação muito significativa nessa questão.
03:34E aí resolvemos que assim que fôssemos empoçados, o Duval como presidente e eu como vice,
03:40iniciaríamos uma mesa de conciliação, mudando essa visão, como você colocou muito bem aqui na abertura,
03:46de simplesmente punitivista, para sentar junto à mesa e tentar de forma conjunta uma solução.
03:53É isso que nós fizemos, nós já estamos, antes desse momento, nós fizemos algumas conciliações,
03:59até para se tentar e ver a forma a aprender.
04:02O conselheiro Duval mesmo fez uma conciliação importante na questão das clínicas que prestam serviço ao DETRAN.
04:09O conselheiro Cláudio Terrão fez uma conciliação também com a Prefeitura de Belo Horizonte,
04:13Prefeitura de Contagem e Copasa, para a questão da poluição na Lagoa da Pampulha,
04:19que já tem frutos sendo colhidos.
04:22Eu também fiz uma a respeito, sobre uma questão do transporte na região de Vespasiano,
04:28porque a empresa que estava lá para o transporte de ônibus quebrou.
04:33E a Prefeitura precisava buscar um caminho e a licitação estava com dificuldade, sendo judicializada.
04:39Então sentamos todos à mesa para buscar uma solução.
04:42E aí instituímos essa questão formal no tribunal.
04:46Isso que eu ia perguntar, já havia essa previsão legal de conciliação dentro da legislação de contas?
04:52Não, isso foi uma iniciativa do presidente Duval Ângelo, que instituiu essa mesa,
04:58que delimitou a sua atuação, delimitou quem dela pode solicitar a atuação ou participar.
05:05Enfim, criamos ali um esboço dentro dessa experiência que te contei de um ano e meio antes da posse,
05:11visitando, conhecendo e aperfeiçoando isso que nós fomos enxergando em cada um dos locais,
05:17vendo quais eram as dificuldades, quais eram os pontos positivos,
05:21para que a gente pudesse avançar nessa questão.
05:24E tem sido muito interessante a questão da conciliação.
05:28A questão do hospital de Tiofilo Ottoni, que é o mais recente.
05:31Quem que o senhor chamou para conversar? Como é que funcionou isso? E de onde veio o dinheiro?
05:36Na realidade, o que acontece? Existe já uma ação, um processo no tribunal e as partes solicitam a conciliação.
05:48A iniciativa não parte do tribunal, parte das partes.
05:51Ou seja, nesse caso, o governo do Estado e o Instituto Mário Pena,
05:56que foi aquele ente que ganhou a licitação para poder operar o hospital de Tiofilo Ottoni,
06:03é que nos solicitaram a mesa de conciliação.
06:06Então, nós sentamos à mesa para intermediar os entendimentos entre o governo do Estado e o Mário Pena,
06:13o que resultou no maior hospital público do interior de Minas.
06:18Ou seja, nós vamos...
06:19A perspectiva é que no início...
06:21Mais de 400 leis.
06:21432 leis, mas também toda a questão de CTI, de UTI, é uma estrutura espetacular,
06:31que já está praticamente pronta, mas que dependia das modificações que precisavam ser feitas,
06:38porque como é um projeto de construção antigo, de mais de 15 anos, os equipamentos foram se modificando.
06:44Então, você tinha equipamentos que eram chumbados no chão, colocados no chão,
06:47e eles passaram a ser colocados no teto e não havia adequação para isso.
06:52Então, é importante que o Instituto Mário Pena vai fazer todas essas pequenas reformas
06:57e instalar os novos equipamentos que serão comprados.
07:02Foi um acordo de cerca de 130 milhões de reais que vão ser transferidos do Estado para o hospital,
07:10utilizando os recursos...
07:11Mas, se o senhor me permite uma perguntinha delicada, só um pouquinho de política.
07:16O senhor é de uma família de políticos muito hábeis, famosos, né?
07:21Memória do seu saudoso pai, Agostinho Patrosa, aqui.
07:24E o senhor também teve um trabalho muito destacado na Assembleia Legislativa.
07:29Eu que estou meio esquecido, ou o senhor não tinha uma discussãozinha com o governo do Estado
07:34sobre esse hospital sobre a sua velha?
07:37Isso são outros momentos, sabe, Carlinhos?
07:38Tinha, não tinha?
07:39Tinha. A gente, na política, a gente vive diversos momentos.
07:45Eu, quando fui eleito secretário, eleito deputado no meu primeiro mandato,
07:51depois fui convidado pelo governador para ser secretário de desenvolvimento social.
07:55Então, eu tirei ali aquelas vestes de deputado para vestir o papel daquele que seria o gestor
08:04da área social em Minas Gerais, que cuidaria da área de trabalho, de emprego, renda,
08:09que cuidaria, enfim, da toda a parte social.
08:12Acontece a mesma coisa.
08:13Eu era presidente da Assembleia, representava os 76 parlamentares,
08:19era também eleito por um número grande, e graças a Deus sempre tive de eleitores,
08:23e precisava representá-los.
08:24Agora, a política está distante.
08:27Eu não sou mais filiado a partido político nenhum.
08:30Estou lá no Tribunal de Contas buscando o melhor gasto do recurso público.
08:36Muitas vezes a gente escuta que, olha, falta dinheiro para isso, falta dinheiro para aquilo.
08:40É importante que o Tribunal de Contas tenha uma atuação, principalmente, na questão da qualidade do gasto público.
08:46Se nós temos pouco recurso, eles têm que ser bem usados.
08:50Nós não podemos simplesmente falar, olha, gastou tantos por cento disso,
08:53porque era o mínimo que estava previsto na lei.
08:55Não, se gastou, mas se gastou com qualidade.
08:58Como é que estão os indicadores?
09:00A política de saúde é positiva?
09:01Diminuiu a mortalidade infantil?
09:04Melhorou a expectativa de vida?
09:06Os alunos estão bem na escola?
09:08Conseguem ler, escrever, multiplicar, dividir, somar?
09:13Quer dizer, é isso que é importante.
09:14E é isso que a gente passa a fazer no Tribunal.
09:16Então, ficam para trás as divergências que são da política e caminham aí a questão da...
09:22Nos dias atuais, isso aí parece música, ouvir isso, de tanta brigada.
09:27O ministro Anastasia passou aqui também nesse quadro e exatamente falou isso,
09:34sobre essa questão de um novo momento.
09:36Ele também esteve muitas vezes envolvido na questão política e tudo,
09:41e a gente vive ele lá no Tribunal de Contas da União, eu aqui no Tribunal de Contas do Estado,
09:46um novo momento, um pouco distante da política, mas preocupado com a execução dos gastos,
09:54com o dinheiro público ser bem usado.
09:56Porque há alguns anos já o Tribunal também faz uma prevenção junto aos gestores,
10:00principalmente pequeno prefeito, e o senhor conhece o Estado como ninguém.
10:03Tem prefeito que erra sem saber, que efetua uma despesa desconhecendo,
10:09sem saber que pode e não pode, e aí era punido por causa daquilo.
10:14Isso é fundamental, Carlinho, que nós utilizamos também,
10:17nós temos uma escola de contas no Tribunal também para qualificar.
10:22Muitas vezes o município é pequeno e isso acontece em cidades maiores.
10:25Nós estamos vendo aí exemplos de problemas em grandes municípios,
10:31de má prestação de contas, de dificuldade com os processos licitatórios, enfim.
10:38Imagina naquelas cidades que tem uma estrutura menor, tem um número menor de servidores.
10:43Um funcionário.
10:44Exatamente, é o funcionário que faz a licitação, que confere os produtos que estão chegando,
10:49que distribui dentro do município para que possa haver um bom atendimento à população.
10:54Então, é fundamental formar também esses gestores e essas pessoas que dão o suporte aos prefeitos,
11:01dão o suporte também à Câmara Municipal.
11:03Nós somos, em Minas, o maior tribunal de contas do Brasil.
11:07Nós temos mais jurisdicionados do que o próprio TCU,
11:11porque nós temos 853 municípios, mais as câmaras municipais,
11:16mais também as escolas, que muitas têm um caixa escolar.
11:22Então, nós temos um trabalho muito grande e dentro desse trabalho está a conscientização,
11:27a formação, a preparação.
11:29Nosso intuito não é punir.
11:31Nosso intuito é que as pessoas prestem um bom serviço.
11:35Nós temos mais um minutinho, só para terminar o tempo da TV.
11:39A questão dos radares da MG30.
11:42O senhor está com esse pepino aí?
11:43Sim.
11:44E aí, vai ter radar?
11:45Eu, como conselheiro e depois também o pleno, nós paralisamos a licitação,
11:51porque entendíamos que haviam problemas no processo licitatório.
11:56E agora, o governo do Estado solicitou uma mesa de conciliação.
12:00Então, assim que terminarmos essas mesas que estamos hoje fazendo,
12:03nós vamos também fazer a mesa de conciliação para poder tratar,
12:07junto com o governo do Estado e o bloco de oposição na Assembleia,
12:10que levou a denúncia para que se a gente tentar chegar a um acordo
12:14sobre as questões dos radares.
12:16Vocês sabem quando é que o conselheiro vai decidir o dia que vai funcionar o radar?
12:21Ele vai falar daqui a pouquinho, com exclusividade,
12:24no canal do YouTube do portal Wipe, que termina aqui o nosso encontro na TV.
12:29Muito obrigado, conselheiro.
12:30Obrigado, eu que agradeço.
12:30Um prazer em recebê-lo.
12:32Corre para lá que ele vai falar dos radares e amanhã a entrevista completa no Estado de Minas.
12:36Muito obrigado.
12:37Tchau.
12:40Dando sequência ao nosso bate-papo aqui no Em Minas de hoje,
12:57recebendo com muita honra, muito prazer, o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado,
13:01o conselheiro Agostinho Patrus, que é o chefão da mesa de conciliação
13:05que aqui em Minas diz que é o trem que está resolvendo.
13:08É isso, né?
13:09É isso.
13:10O senhor terminou o programa na televisão falando que vai logo assumir a conciliação
13:15da questão dos radares da MG30.
13:19Isso está um bafafá danado.
13:21Quando o senhor vai pegar isso para começar?
13:23Nós estamos aguardando, Carlinhos, porque eu estou lá com uma mesa de conciliação,
13:27com duas atividades importantes, uma tratando, inclusive, de restos a pagar
13:30deste governo e dos governos anteriores, de cerca de 17 bilhões de reais.
13:3617 bilhões de reais.
13:38De restos a pagar de quê?
13:39De restos a pagar da saúde, da educação.
13:42Foram convênios que foram feitos, foram compromissos que foram feitos e que depois não conseguiu
13:48se pagar.
13:49E o governo do Estado está querendo renegociar tudo isso para poder quitar esses valores.
13:53Então, nós estamos tratando dessa questão, que é uma questão importantíssima, porque
13:58nós provavelmente teremos aí Propag no futuro e aí teremos parcelas também a serem pagas
14:05ao governo federal.
14:06Então, isso tem que se adequar também à condição e à capacidade de pagamento por parte do governo.
14:11Desculpe interromper o raciocínio, depois, se eu esquecer, porque eu estou meio gagar,
14:15a gente volta.
14:17Essa questão implica o repasse desses restos a pagar.
14:21Tem alguma data limite o ano que vem em função de ser ano eleitoral?
14:25Não.
14:25Não tem.
14:26Interfere?
14:26Não, não interfere.
14:27Por quê?
14:28Porque são restos a pagar que já estão, entre aspas, vamos dizer, para que o nosso telespectador
14:33possa ouvir aqueles que estão conosco no YouTube.
14:36Eles já foram contabilizados, muitos deles já foram empenhados, ou seja, já existe a
14:42nota de compra e eles não foram somente pagos.
14:45Então, é fazer uma negociação para que esses valores que ficaram pendentes possam ser
14:51quitados no futuro.
14:53O Estado faz uma proposta de prazo, de tempo, nós estamos analisando, o Ministério Público
14:58junto ao Tribunal também tem uma proposta e nós estamos tentando aproximar esses dois
15:04polos.
15:05Agora, 17 bi é muito dinheiro.
15:07É muito recurso.
15:08Essa conversa deve demorar, não é?
15:09Sim, é um valor.
15:10Não é uma conciliação fácil de fazer.
15:11É um valor muito grande.
15:13O Estado, esse ano, já pagou 1 bilhão e 700 milhões sobre esses restos a pagar.
15:18Então, é necessário que se faça um acordo.
15:21Estão se falando no Propag, vamos ver aí quanto o governo vai conseguir reduzir as parcelas,
15:27mas se estima mais ou menos em 300, 400 milhões o pagamento do Propag para o próximo
15:33ano.
15:33Você imagina uma dívida que seria de 1 bilhão e 700 no ano que vem.
15:38Então, é um assunto que nós temos que tomar cuidado, até porque senão não sobram
15:44recursos para as outras atividades públicas.
15:47Mas aí, supõe nessa mesa de conciliação o governo e representantes do Ministério Público
15:57de Contas.
15:58O Ministério Público de Contas.
15:59Isso.
16:00Representa a todos os outros interessados.
16:01Representa a todos os outros interessados.
16:03É o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas com o governo.
16:07E logo em seguida, aí sim, nós iremos dar início a essas novas mesas.
16:12Uma trata do vetor norte da MG30, da sua privatização e da instalação dos radares.
16:19E aí, quem que vai participar dessa mesa de conciliação?
16:21Essa mesa participam aqueles que denunciaram a licitação, que é uma das partes, que é
16:27o bloco de oposição na Assembleia, que já concordou em sentar a mesa e buscar em conjunto
16:32uma...
16:32Então, disposta a conversar.
16:34A conversar.
16:34E também o governo do Estado, que foi quem solicitou que essa mesa acontecesse.
16:41E o senhor acha eu?
16:43E o senhor pensa que é viável buscar uma conciliação que não ocorreu numa casa legislativa,
16:54do debate, uma casa do povo?
16:57É o que a gente vai tentar, Carlinhos.
16:58Nossa, isso também foi questão de judicialização.
17:02O Estado, eu tomei a decisão, o Estado judicializou.
17:06Em primeira instância, a juíza que tratou do caso nos deu razão.
17:11Também na segunda instância, no Tribunal de Justiça.
17:13E vamos agora partir para uma conciliação solicitada pelo Estado.
17:17É o que nós vamos tentar fazer.
17:19Há necessidade da melhoria das condições da rodovia, da ampliação também rodoviária,
17:26do aumento do número de faixas.
17:28Isso tudo tem que estar muito claro para a população, porque senão fica só uma visão
17:32de que vai ter o pedágio.
17:33Mas o que a população vai ter de melhoria?
17:36Nós vamos ter ambulância...
17:36Vai fazer o quê com o dinheiro?
17:37É isso.
17:38Nós vamos ter ambulância para cuidar das pessoas no caso de um acidente?
17:42Nós vamos ter uma sinalização melhor?
17:44Nós temos um piso melhor?
17:46Nós vamos ter uma rodovia mais larga?
17:49O que faz com que os carros tenham uma velocidade, não precisam ficar parando e acelerando?
17:53Ou seja, diminuindo o consumo para o consumidor daquela rodovia?
17:57Aqueles que transitam sempre terão um desconto na tarifa?
18:02As empresas de ônibus, como é que serão tratadas?
18:04Quer dizer, aquele que está dentro do ônibus também vai aumentar o custo da passagem,
18:09porque vai cobrar pedágio do ônibus que vai passar lá?
18:12Isso tudo precisa ser acertado, sentado à mesa.
18:14Você acredita que pode chegar algum dia nessa mesa de conciliação a questão do transporte
18:19de graça, do ônibus de graça?
18:21Eu acho que pode.
18:22É uma discussão que está na Câmara.
18:24Eu não consigo avaliar.
18:25É uma questão que está na Câmara.
18:27Eu não sei a capacidade das prefeituras de arcar com esse custo.
18:31Quem vai pagar a passagem?
18:32Com esse custo.
18:33Porque a hora que se paga a passagem, vão se deixar de ter recurso para outras áreas
18:38dentro da prefeitura.
18:40O orçamento da prefeitura de Belo Horizonte ou de qualquer município não é um orçamento
18:44infinito.
18:45Então, como gestor, como já fui também como secretário várias vezes, a gente pega
18:50o orçamento e fala, não, vou dar prioridade a isso, eu vou gastar tanto com isso, tanto
18:54com aquilo.
18:55Bom, se isso às vezes pode ser uma prioridade do gestor.
18:58Isso vai depender do prefeito.
18:59Isso vai bater lá.
19:01Pode ser que acabe lá uma discussão, um entendimento nesse sentido.
19:06Nós estamos provocados, estamos à disposição.
19:08E o senhor pode, desculpa a ignorância, como chefe, presidente da mesa de conciliação,
19:15sugerir, não, vamos pôr pedágio também em tal lugar para conseguir a arrecadação
19:22necessária.
19:22Porque tem uns lugares aqui na região metropolitana que só sabe que tem mais dinheiro que outros
19:27lugares, né?
19:27Sim, o senhor não vai pôr um pedágio no Xangri lá, lá em Justinópolis, sendo que o senhor
19:31pode botar um pedágio aqui, saindo para o rio, aqui tem mais dinheiro.
19:36Existe isso?
19:36Eu acho que essa questão é uma questão que tem que ser debatida, eu fico vendo.
19:39Pode ser colocado isso?
19:40Pode, eu acho que pode ser uma questão que pode ser colocada.
19:43Eu fico vendo a situação do bairro Belvedere, que na divisa de Belo Horizonte com Nova
19:47Lima, que as pessoas não conseguem transitar.
19:50Para parar dentro do carro.
19:51O que a gente sente é que não existe, muitas vezes, recurso público para fazer.
19:56As obras importantes são viadutos, são alargamentos de pontes de viadutos que precisam
20:01ser feitas.
20:01Quem sabe não pode ser aí uma privatização que pode solucionar esse problema.
20:06E como você colocou muito bem, é uma população que tem uma renda maior e que, portanto, comprometeria
20:12uma parcela muito menor do seu orçamento mensal com essa questão e teria também um ganho
20:18grande de tempo no seu deslocamento.
20:20Eu acho que essa ideia é uma ideia que pode ser, pode avançar.
20:22Interessante.
20:23Tem tantos lugares no interior de São Paulo já que já praticam esse pedágio diferenciado
20:28para morador, para cidade, que pode ser copiado, pode ser replicado.
20:33Exatamente.
20:34E um pedágio também proporcional.
20:36Não fica uma coisa que, se o pedágio está a 300 metros da sua casa, você paga todo dia
20:41um pedágio que está sendo cobrado num trecho de 50 quilômetros, ou de 20 quilômetros,
20:46ou de 10 quilômetros.
20:47Quer dizer, a gente tem que pensar também que quem trafega mais pague mais, quem anda menos
20:52pague menos.
20:52O prazer de países que já fazem isso há anos, copia o sistema.
20:56Vem cá, explica aí como é que é.
20:57Saiu da estrada, joga moedinha, pagou, passa o cartão.
21:01É isso aí.
21:01Para trazer ideias boas, tem que ser copiado.
21:04Com essa tecnologia de sem parar, de free flow, de que passa debaixo de a cobra, algo
21:11que pudesse ser justo para a população.
21:14E melhora o trânsito.
21:15E melhora o trânsito e traga investimentos.
21:17Porque hoje tem três pistas lá.
21:19Não, mas se virarem cinco pistas, ou se virarem seis pistas, poxa, aí eu vou trafegar
21:23ali a 60 por hora, a 70 por hora, a 80 por hora.
21:27O que eu sinto muito a necessidade, e a gente fica vendo em outros estados, em outras unidades
21:32da federação, são esses grandes investimentos.
21:35Quando a gente vê Salvador ligado por metrô até o aeroporto, a gente fala, poxa, ficamos
21:42para trás.
21:42Quando a gente vê os grandes investimentos no Rio de Janeiro...
21:45E o Rio já tem metrô até na Barra.
21:47É isso.
21:48Grandes investimentos de metrô, de grandes vias, com três, quatro vias de cada lado,
21:57isso tudo nos mostra que Minas precisa também avançar nessas questões.
22:02Vamos falar um pouquinho, a reta final do nosso bate-papo.
22:05Podemos falar um pouco da vida pessoal do conselheiro?
22:07Claro, claro.
22:08Conselheiro, o senhor ainda gosta de cavalos, manga larga, marchador?
22:11Eu gosto, meus... é uma herança de família.
22:15Meu pai foi, vocês já sabem disso, acompanhou, presidente da Associação Brasileira de Manga
22:20Larga Marchador, o Breno, meu irmão, também já participou várias vezes da diretoria.
22:25E a criação de cavalo era o momento que nós nos encontrávamos na nossa fazenda, com
22:30meu pai, com a minha mãe, meus irmãos.
22:32Era um momento, quando meu pai não estava viajando muitas vezes por causa da política,
22:36mas era um momento de encontrar a família.
22:39Então, o manga larga representa um pouco isso, de novos amigos, amizades, de encontrar
22:44os amigos, de ir em uma exposição, de fazer cavalgadas.
22:48É, sem dúvida nenhuma, um lazer muito agradável.
22:51Hoje, não mais com aquele volume, com aquela necessidade no primeiro momento de disputar
22:57as pistas, de levar animais, mas do convívio com meus irmãos, com meus sobrinhos, com
23:02as minhas cunhadas, que é tão prazeroso com meus filhos, com a minha esposa, que é
23:07tão prazeroso para nós.
23:08O Breno, o Lucas...
23:09Breno, o Lucas...
23:10E aí, para o pessoal que é mais jovem, o conselheiro Agostinho Patrus é filho de
23:17uma das maiores autoridades da medicina que o Brasil já teve, doutor Orcanda, da sua
23:23memória, uma mulher de uma lhanesa e de uma elegância, uma dama, doutor Orcanda, tive
23:29o prazer de conhecê-la, e de um dos maiores políticos que foi festejado a vida toda pela
23:35sua habilidade de conversar, padrinho, o Agostinho Patrus, de quem você herdou o nome, que até
23:42então você era o Agostinho Célio, depois, quando entrou para a vida pública, é o Agostinho
23:46Patrus.
23:47Quando que Agostinho Célio foi chamado para a vida pública como herdeiro político da
23:53família?
23:54Começou, Carlinhos, lá atrás, a gente, essa coisa de gostar de algo, começa quando
24:01a gente é novo.
24:01Eu viajava com meu pai porque meu pai gostava de ele mesmo ir dirigindo.
24:06Ele teve dois acidentes de carro quando viajava com o motorista, então ele gostava de ir dirigindo.
24:11E a gente, filho, minha mãe, ficavam preocupados de estar viajando para o interior, voltando
24:17muitas vezes à noite, de madrugada, e aí eu tinha férias na escola e ia com ele, em julho,
24:22dezembro, janeiro, julho, viajava com ele, e aí a gente vai tomando gosto.
24:27E eu não me esqueço, Carlinhos, uma cidade, lá no norte de Minas, em Ubaí, uma vez eu
24:33fui com ele, o prefeito fez questão de nos levar em umas casas muito humildes e tudo,
24:38e nós chegamos, eu, meu pai era o secretário de obras à época e mostrou para nós, na frente
24:45das casas, umas crianças, uma menininha só de calcinha, um menininho de cueca e tudo,
24:51brincando no meio de uma água que era o esgoto que saiam das casas.
24:56E aí, meu pai olhou aquilo e tudo, falou, não, nós temos que dar um jeito nisso, você
25:01imagina a quantidade de doença que isso pode gerar, a quantidade de coisas.
25:05E me lembro depois, ele aí acumou os recursos e tudo, mas não foi mais candidato, porque
25:11a minha mãe estava doente, e eu fui o candidato e me lembro de ir lá inaugurar.
25:15Então, essa sensação é que move a gente, de falar, puxa vida, nós conseguimos resolver
25:20um problema que atingia ali algumas crianças, que criavam problemas para uma família, e
25:27a gente conseguiu resolver.
25:28Isso é que é aquela mosca da política que morde a gente, é essa sensação de poder
25:33ajudar.
25:33E por isso, tantas e tantas vezes, viajei para o interior, vi, às vezes, asilos com uma
25:41goteira no teto e uma senhorinha de 80, 90 anos dormindo num corredor, cara.
25:46E aí você fala, puxa vida, eu tenho que arrumar o recurso para arrumar isso aqui, não
25:49dá para uma senhora, depois de uma vida toda, estar lá cobertinha, porque estava chovendo
25:54o dia que me levaram lá, ela coberta, outros homens em volta, e ela morrendo de vergonha
25:59porque estava fora do quartinho dela, lá nesse asilo.
26:02Então, é isso que move a gente.
26:03Então, não teve discussão dos irmãos, foi meio que natural.
26:05Então, Breno e Lucas, nós somos, você sabe disso, nós somos muito ligados, sempre
26:09apoiaram muito, eu sou muito grato a eles pelo apoio que sempre tive.
26:14E agora estou lá no Tribunal de Contas, dando continuidade a essa trajetória.
26:19Para encerrar, temos como sonhar em ter um país em que possamos voltar a ter debates
26:29de ideias, debates políticos, como vivemos até recentemente, 15, 20 anos atrás?
26:36Podemos ou é?
26:37É o que a gente espera, né, Carninho?
26:39Infelizmente, isso se tornou uma tendência mundial.
26:42A gente vê países na Europa, Estados Unidos, enfim, o mundo inteiro nessa polarização.
26:48As redes sociais criaram algo em que a veemência, a agressão dá ibope, dá curtida, dá likes
27:00e isso tornou as pessoas mais agressivas, tornou as pessoas mais beligerantes.
27:07Infelizmente, nós estamos vivendo num mundo que, a cada dia, tem menos cuidado com o próximo, né?
27:13A gente aprende que o seu direito termina quando começa o do outro, o seu espaço termina
27:20quando começa o do outro.
27:21E todos temos deveres também.
27:22Não é isso?
27:23E a gente perdeu tudo isso, né?
27:25Isso se tornou, quem dá bom dia na rede social não tem uma curtida.
27:30Se xingar um monte de palavrão, tem um monte de gente curtindo.
27:33E o senhor acredita que a gente pode voltar aos debates sadios?
27:38Nós vamos viver ciclos na vida, como sempre vivemos, né?
27:41Momentos mais ríspidos, momentos mais tranquilos.
27:44Mas eu espero que passe logo para que a gente possa ser mais unido.
27:50Mais unidos.
27:50A gente vê famílias se distanciando por essa questão de briga, amigos de longa data
27:55que hoje não conversam mais por uma questão política.
27:58E as pessoas têm que estar unidas pelo país, estar unidas até no final de semana
28:04para conversar de outros assuntos, tomar sua cerveja, bater um papo, comer um torresmo.
28:08É isso que é o importante, né?
28:10Tomar um vinho, tem uns amigos que seca a garrafa de uísque inteira.
28:13Toma todos.
28:14Tem uns amigos perigosos.
28:15Conselheiro vice-presidente, Agostinho Patrúcio, muito obrigado pelo seu carinho,
28:19pelo prazer desse bate-papo aqui no Eminas.
28:22É uma honra muito grande receber.
28:24Alegria, obrigado.
28:25Com alegria estar aqui na Alterosa e também nos diários associados.
28:29Obrigado.
28:30A todos vocês, muito obrigado pelo carinho da companhia.
28:33Fiquem com a gente, acessem o nosso conteúdo e amanhã as páginas do Estado do Minas.
28:38Tchau.
28:38Transcrição e Legendas Pedro Negri
28:43Transcrição e Legendas Pedro Negri
28:49Legendas Pedro Negri
28:58Transcrição e Legendas Pedro Negri
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