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O senador mineiro e pré-candidato Carlos Viana é o entrevistado deste sábado (13/6), no EM Minas, programa da TV Alterosa em parceria com o jornal Estado de Minas e o Portal Uai.

Apresentação: Ricardo Carlini
Imagens: TV Alterosa

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#minas #senado #eleicoes

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Transcrição
00:15Olá, tudo bem? Como estão vocês?
00:18Um prazer reencontrá-los aqui no nosso programa multiplataforma Oi Minas,
00:23que você vê agora na tela da Alterosa, também no portal UI,
00:27e a íntegra da entrevista na edição de segunda-feira impressa do jornal Estado de Minas.
00:35Convidamos todos os pré-candidatos ao Senado da República por Minas Gerais,
00:40que já se apresentaram.
00:41O primeiro que recebemos e aceitou o convite, o senador Carlos Viana.
00:47Seja bem-vindo, senador. Tudo bem?
00:49Muito obrigado, Carlene. Um abraço estar com você aqui,
00:52nossos telespectadores da multiplataforma, né?
00:54Estado de Minas, UI. Um trabalho espetacular.
00:57É muito importante abraçar o povo de Minas Gerais.
00:58Nossa, teve a Alterosa, sim.
01:00Viana.
01:01Diga.
01:01Você já é senador da República.
01:04Sim.
01:04Qual o seu partido?
01:05Eu estou no PSD.
01:07PSD.
01:07Social Democracia.
01:08É o mesmo do governador, Matheus Simões.
01:10Exatamente.
01:11E por que você agora se apresenta como pré-candidato?
01:16Que você precisa de uma chancela para ser candidato?
01:19É, a legislação diz que você só é candidato a partir do momento em que existem as convenções dos partidos.
01:27Até lá, todo o trabalho tem que ser feito como pré-candidatura.
01:30É uma decisão que o TSE criou e que, na verdade, muda muito pouco.
01:35Mas era preciso definir os momentos.
01:37Então, sou pré-candidato à reeleição, já senador há sete anos, representando Minas Gerais.
01:43Coloquei meu nome à disposição e o PSD, na convenção, deverá ratificar essa decisão.
01:49Deixar claro para o pessoal, para você ser candidato ao Senado novamente, você não precisa se licenciar do seu atual
01:58trabalho, do seu atual mandato?
02:01Não. No caso do Legislativo, que são deputados, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores, você não se desvincula, você não
02:09sai, não desincompatibiliza.
02:11Só prefeitos, que é o Executivo, governadores e Presidente da República, nem o Presidente.
02:15O Presidente agora é no cargo.
02:18Esses têm a condição de continuar numa reeleição sequencial.
02:23E as convenções acontecem agora, no mês de julho.
02:25É, o prazo máximo é até o final de julho, porque a campanha começa dia 16 de agosto.
02:31Aí, até lá, todas as chapas terão que estar montadas, os partidos têm que apresentar a documentação toda.
02:36E se o partido falar que você não vai ser candidato?
02:38Bem, aí é uma questão, vamos dizer assim, de legislação, não há o que fazer.
02:43Se na convenção do partido ficar decidido que um ou outro não entrará, é uma decisão soberana.
02:49A justiça não tem como interferir nessas coisas.
02:51Mas o PSD hoje tem um projeto muito firme para Minas Gerais.
02:56Do Matheus Simões, governador, para a reeleição, e o meu nome como senador.
03:00Agora, nós trabalharmos para ver quem vai se juntar a essa coligação.
03:05Se a Federação União PP permanece, se o PL vai ter candidatura própria ou não.
03:10Os outros partidos, naturalmente, vão ter a esquerda, com dois candidatos, ao que está se indicando.
03:16PSB com Jarba Soares, o ex-procurador, e o PDT com o ex-prefeito Alexandre Calil.
03:22O Matheus Simões, o senador Cleitinho, que vai se definir ou não, se vai ser ou não.
03:28E o PL, se terá candidatura ou próprio ou não, ou se a direita se juntará num palanque só.
03:33E tem o MDB também, do Gabriel Azevedo.
03:37Tem, até porque, acho que ali o caminho é uma vice-candidatura.
03:43O Gabriel Azevedo, na minha opinião, será um futuro prefeito de Belo Horizonte.
03:48Você falou de várias possibilidades de coligações do PSD para a eleição.
03:56São duas vagas este ano.
03:58Sim.
03:59A sua coligação, o candidato seu, a governadora, é o Matheus Simões.
04:04Sim.
04:04Ele pode lançar mais do que dois candidatos a senador para ele apoiar?
04:08Não, a coligação pode lançar dois candidatos só.
04:11Dois candidatos.
04:12No caso, o PSD vai lançar a minha candidatura pelo PSD e a coligação que chegar primeiro.
04:18O governador Matheus Simões tem compromisso com já um candidato.
04:22E, naturalmente, quer cumprir a palavra dele, desde que o partido, a federação que esse
04:28candidato faz parte, apoie o nome de Matheus Simões.
04:31Se essa federação, que é a União PP, decidir não apoiar o Simões, ir para outro lado, naturalmente
04:37que a vaga não será preenchida.
04:39E se essa federação apoiar e outro partido também apoiar e quiser também apresentar um
04:45candidato a senador, como é que fica?
04:46Não, aí será uma decisão de composição.
04:49Pode entrar um vice, por exemplo, há uma vice-candidatura e um outro nome ao Senado.
04:55Uma coisa está muito tranquila.
04:56O PSD tem candidato a senador e isso está muito bem definido com a Executiva Nacional
05:01e Executiva Estadual.
05:02Porque, falando os nomes, aí o senhor me corrija se eu estiver errado.
05:07Da federação que está conversando, o candidato seria o Marcelo Aro, o secretário Marcelo Aro.
05:15Do PL, que está conversando também com o governador Matheus Simões, seria o deputado
05:20Domingos Sávio.
05:21Sim.
05:22Então, mais o senhor, aí já deu três.
05:24É.
05:25Só que o PL tem todo um sentido de lançar a candidatura própria.
05:29O PL tem se reunido na tentativa de se juntar ao senador Cleitinho para que eles tenham lá
05:35uma candidatura, um palanque próprio para o Flávio, o Flávio Bolsonaro, que é o pré-candidato
05:41à presidência da República do grupo hoje em Brasília.
05:45Isso não está definido.
05:47O que eu posso dizer, Kalinei, é claro que o Matheus Simões é quem tem a liberdade de
05:51fazer, ele é o governador, ele fará as composições que achar, mas não sem ouvir
05:56o PSD.
05:57O partido vai ser ouvido em toda essa história, o presidente Castro Soares é parte fundamental
06:02nessa decisão final, nesse arranjo que será de lançamento da candidatura de Matheus Simões.
06:08O que eu posso dizer é que o partido não vai ficar reboque.
06:12O PSD é um partido grande, é o que mais tem prefeitos em Minas Gerais, é o partido
06:17que tem o melhor nome para governar o Estado, que é o Matheus Simões, nome mais responsável,
06:21mais preparado.
06:22Mas não pode ficar reboque se o PL vai decidir ou não, se vai apoiar ou deixar de apoiar.
06:28O partido tem que ter uma sequência.
06:30O meu nome como pré-candidato ao Senado é uma dessas sequências.
06:35Hoje nós temos o melhor projeto para governar Minas Gerais.
06:38O senhor defende o partido como protagonista, não pode julgar.
06:42Não, o PSD hoje é o partido que mais define as questões pelo número de partidos.
06:48Tem candidato próprio à presidência da República, que é um nome muito bom,
06:52que é Ronaldo Caiado, um nome que pode crescer muito porque tem experiência, foi governador,
06:57foi senador.
06:58É o homem que tem todo o apoio do agronegócio.
07:00E que nessa polarização esquerda e direita, o Ronaldo Caiado aparece como um nome importante
07:07nessa disputa.
07:09Nós não sabemos se essas candidaturas se manterão.
07:11Não há certeza absoluta hoje se o Lula será candidato de verdade.
07:15É preciso levantar a questão da idade, a questão da rejeição, que está muito alta no nome dele.
07:21E tem o Flávio Bolsonaro, que foi alvo agora de denúncias, de vazamento, no caso do
07:26Banco Master, vazamentos específicos dele.
07:29Podem surgir outras questões.
07:31Até lá, até o final de julho, nós podemos ter nomes diferentes aí na disputa.
07:36Mas como se avizinha o nome de Flávio Bolsonaro, o PSD também vai lançar seu candidato.
07:42Ronaldo Caiado seguirá até o fim numa proposta própria do partido.
07:47Falando português bem claro, senador, é briga feia, né?
07:51Os bastidores, os senhores xingam um outro assim, vocês brigam?
07:54Não, não.
07:55Sai na mão?
07:55Como é que é isso?
07:56Há uma convivência muito pacífica.
07:58Porque a gente já vê em público aí que é uma falação, uma doideira de declarações horrorosas.
08:04Não, o que acontece é que, por exemplo, existem narrativas.
08:08Os lados, o Brasil polarizado, esquerda e direita, cada uma levanta a sua narra.
08:12A imprensa e direita?
08:13A esquerda e direita.
08:13Mas eu nunca li isso na imprensa, sempre está escrito outra coisa.
08:17A imprensa hoje tem muita gente da esquerda e tem muita gente da direita.
08:20Nós estamos precisando, inclusive, você que tem muita experiência, e eu que aprendi um pouco nos 23 anos,
08:27nós estamos precisando trazer de novo a imprensa para o equilíbrio do não posicionamento.
08:32Uma coisa é você dar opinião e seu posicionamento como analista.
08:36Outra é a militância como a gente tem hoje.
08:39Fazer campanha.
08:39Fazer campanha.
08:40Você tem, por exemplo, a esquerda, que é ótima em criar narrativas contra a direita.
08:45E a direita que cria narrativas contra a esquerda.
08:48Só que, para a pessoa comum que está em casa, o que importa é o seguinte, vai melhorar a minha
08:53vida?
08:54Como eu vou fazer para chegar no supermercado, poder comprar mais?
08:58Como eu vou ter condição de ter meu emprego e pagar minhas contas no final do mês?
09:02É isso que interessa ao eleitor.
09:04Essa briga fica muito no âmbito de manchetes, mas não chega ao brasileiro comum, porque esse brasileiro, ele sabe que
09:12ele é, vamos dizer assim, o mais prejudicado.
09:15Se um governo erra na economia, quem sofre é o pobre.
09:18Se nós tomamos decisões erradas em Brasília, é o pobre quem sofre as consequências.
09:23Porque o mundo político, você já viu, tem o nosso garantido.
09:27Eu queria falar sobre essa nomenclatura.
09:31O senhor é de direita ou o senhor é de extrema-direita?
09:34Não, eu não sou de extrema-direita.
09:53São socialistas que replicam o que a esquerda coloca, especialmente o PT.
09:58Existem braços do PT na imprensa, nos blogs.
10:01Eu mesmo fui muito atacado durante a CPMI do INSS.
10:05Mas vamos falar delas daqui a pouco.
10:06Eu tive a coragem de cobrar explicações do filho do presidente, do Lulinha, de quebrar o sigilo dele,
10:13de querer chamar o presidente, o irmão do presidente, que tem explicações a dar.
10:17Não estava dizendo que ele é um culpado, sou inocente, não.
10:19Mas eles tinham explicações a dar.
10:21Eles passaram a me atacar de uma maneira, criaram uma narrativa.
10:24Ah, você é extrema-direita.
10:26Eu sou uma pessoa de centro-direita.
10:29Eu dialogo com a esquerda, não vejo problema nenhum em que a gente possa trabalhar bandeiras.
10:35Política, como era antigamente.
10:36Agora, a extrema-direita não conversa com a extrema-esquerda.
10:40A extrema-direita, que ainda é muito forte no Brasil, é o tipo da coisa assim, só eu tenho razão.
10:45Eu não concordo com isso.
10:46Em nenhum lado.
10:47Eu entendo que a direita tem bandeiras que a esquerda defende, que são bandeiras de Estado,
10:52que a direita também deveria defender.
10:55Meu posicionamento é de equilíbrio.
10:57Equilíbrio é o que falta para a política brasileira.
11:00Exato.
11:01Daqui a pouco a gente volta na sequência do Em Minas de hoje,
11:04conversando com o senador Carlos Viana, que é pré-candidato ao Senado por Minas Gerais.
11:10Até já.
11:26Estamos de volta com o Em Minas de hoje, recebendo o senador da República e pré-candidato ao Senado pelo
11:32PSD,
11:33Carlos Viana.
11:34Viana, você bombou no Brasil inteiro presidindo a CPMI do INSS.
11:43Esse roubo descarado, horroroso aí.
11:46Absurdo.
11:46Meter a mão nos velhinhos, nas pensionistas, isso é inadmissível.
11:50Sem comentário.
11:52Vou mandar...
11:53Desculpa a palavra, Davi, a gente já conhece há um pouco tempo, né?
11:56Mandaram você calar a boca ou sossegaram você porque você estava querendo chamar o filho do presidente,
12:03o irmão do presidente e começou a mexer no vespeiro?
12:06É, o que aconteceu foi o seguinte, Carlinhos.
12:08Quando nós começamos a investigar o rombo, que durou 10 anos, passou por três governos diferentes,
12:14a base, que eram as quadrilhas, os servidores públicos corrompidos, isso tudo a gente conseguiu mapear.
12:22Foi a CPMI que mais deu resultados no Brasil.
12:27Só de pessoas em prisão foram seis que eu dei voz de prisão.
12:30Um deles, inclusive, mineiro, do Conafer, Carlos Roberto Lopes, eu dei voz de prisão para ele na CPMI.
12:37Nós tentamos uma representação para que ele fosse levado à penitenciária, a justiça deu para ele uma fiança.
12:42Ele fugiu até hoje, não foi preso.
12:44Nós deixamos 16 pessoas na cadeia.
12:48É a CPMI que mais produziu resultado.
12:50Mas o problema é que essa base, essas quadrilhas e os servidores não teriam conseguido desviar tanto dinheiro
12:57se não tivesse a participação de políticos envolvidos e de gente do judiciário.
13:02Quando nós começamos a investigar, o filho do presidente se apresentava por uma testemunha como beneficiário de 300 mil reais
13:09por mês.
13:10Se era verdade ou não, nós precisávamos da quebra de sigilo para poder confirmar.
13:22O irmão do presidente, o irmão dele, o Frei Chico, é vice-presidente de um sindicato que movimentou
13:29850 milhões de reais.
13:31Sindicatão.
13:32Um sindicato.
13:32Tinha 480 milhões que nós apreendemos na conta.
13:36Duas contas em offshore, ou seja, em paraíso fiscal, o sindicato tinha.
13:40O sindicato que defendia o interesse dos humildes trabalhadores brasileiros tinha duas mega contas em paraíso fiscal.
13:49E movimentou 850 milhões de reais em dinheiro.
13:52Para ajudar os trabalhadores, senador, e o senhor queria prejudicar?
13:55Pois é, mas eu tive a coragem de questionar.
13:57Aí, resultado, começaram a vir as liminares do Supremo Tribunal Federal, os habeas corpus.
14:02O absurdo foi tão grande que no dia que a gente quebrou o sigilo do Lulinha, de 85 pessoas, pelo
14:09menos,
14:09eu quase fui agredido.
14:10Foi uma das cenas mais impressionantes.
14:13O pessoal da base do governo partiu para cima querendo me agredir, deputado de Lulinha.
14:16Tito na sua cara.
14:17Olha, é um negócio absurdo.
14:18Só que aí veio uma decisão do Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino.
14:24Uma decisão impedindo a quebra de sigilo e invadindo uma prerrogativa do Congresso.
14:30A CPMI mostrou claramente que nós temos um Supremo hoje político em várias decisões.
14:35Decisões monocráticas, políticas, e que nós temos a obrigação de corrigir como senadores a partir do ano que vem.
14:42Isso é papel do Senado.
14:43E a coisa piorou ainda, Carlinhos, o dia que vazou a informação de que a mulher do Alexandre de Moraes
14:48tinha um contrato de 130 milhões com o Vorcaro e que tinha recebido 80 milhões.
14:53Aí, dali para frente, porque chegou no topo da pirâmide envolvendo parentes de presidente Lula, envolvendo gente da direita, senadores,
15:03deputados, e envolvendo o Supremo.
15:06Ali, meu amigo, eles decidiram matar a CPMI.
15:08E foi o que aconteceu.
15:09Só que matou o lado político.
15:11A investigação continua, está na mão de um ministro chamado André Mendonça, que eu tenho certeza vai fazer um grande
15:19trabalho pelo Brasil.
15:20Por que você tem certeza?
15:21Porque ele tem os mesmos princípios que os meus.
15:24Ele não vê a autoridade como vaidade ou como preponderância.
15:29Eu vejo a autoridade que tenho como responsabilidade.
15:32Eu fui imbuído pelo povo de Minas Gerais de representar o Estado.
15:36Então, a minha obrigação era o mínimo investigar, independentemente de esquerda ou de direita, de dar respostas aos aposentados.
15:44Por isso é que a CPMI bombou, que nós não poupamos ninguém.
15:47Hoje, a gente vê vazamentos contra a direita, porque a direita está envolvida.
15:53Flávio Bolsonaro com a questão do filme, do pai, com o Márcio.
15:56Só que tem gente da esquerda até o pescoço.
16:00Ministros do governo Lula, ex-ministros, líderes, gente que ganhou muito dinheiro em cima dos aposentados.
16:06O senhor teve acesso a esses nomes todos?
16:08Tudo, tudo.
16:09O nome do senador, do seu amigo, do deputado.
16:12Todo mundo, deputado, todos eles.
16:13Nós tivemos as informações pelas quebras de sigilo dos assessores.
16:17Por exemplo, teve assessor do presidente do Senado que recebeu 3 milhões e meio de reais em conta.
16:22Acessor do presidente do Senado.
16:25O atual presidente do Senado?
16:27O atual presidente do Senado.
16:28E quando nós descobrimos...
16:29E é o homem que não deixou você esticar o prazo da CPMI.
16:32E colocou 100 anos de sigilo sobre as imagens da visita do careca do INSS no Senado.
16:38O presidente do Senado quer proibir a imagem do careca por 100 anos.
16:46100 anos de sigilo.
16:47Nós não conseguimos acessar quais os gabinetes que o careca do INSS visitou.
16:52Isso já não é prova para o senhor flagrante de que estava tudo errado?
16:55Mas para isso a gente precisa de documentação.
16:58De quebra de sigilo, nós precisamos de relatório de informação financeira, declarações de imposto de renda.
17:04Nós precisamos de tudo isso para configurar o crime.
17:07Só a palavra não funciona.
17:09Eles não nos deixaram chegar às provas.
17:11E com essa intervenção de políticos fortes, de parentes do presidente do Supremo Tribunal Federal, o senhor não pode fazer
17:18isso?
17:18Não podemos, porque a CPMI tinha todo o direito de fazer legalmente, é uma atribuição nossa, só que aí vieram
17:25as decisões do Supremo.
17:27Decisões que nos impediram de continuar a CPMI legitimamente com assinaturas.
17:32Decisões que nos impediram de quebrar o sigilo de 85 pessoas, que estão sendo quebrados agora, inclusive,
17:37de uma lobista ligada ao PT, que era intermediária com o Careca e que precisava dar explicações e foi proibida.
17:47E aí vai.
17:48Quando entrou a questão do Vorcaro, por exemplo, nós descobrimos o mesmo esquema da Previdência no Banco Master.
17:54Ele tinha 350 mil contratos de desconto nos aposentados, sem nenhuma auditoria, sem que o aposentado que foi vítima de
18:02fraude pudesse reclamar,
18:04porque os servidores da Previdência, procuradores corrompidos, diziam que não era problema da Previdência.
18:10Jogavam para a Justiça.
18:12A Justiça não tinha onde recolher dinheiro.
18:14Era o maior absurdo, Careca.
18:16Ô senador, durante a CPMI o senhor mostrou lá que a Contag estava envolvida.
18:21Agora o MSS está fazendo parceria com a Contag de novo?
18:24Olha, quando a Controladoria Geral da União recomendou o fim dos contratos por conta das fraudes, duas continuaram tendo os
18:33descontos.
18:34A Contag, que é a mais antiga, que é o braço do PT em Pernambuco e que tem braços aqui
18:39em Minas Gerais
18:39e que financia, inclusive, a desconfiança de que esse dinheiro é usado para financiar o submundo das campanhas eleitorais,
18:47da esquerda especificamente, e a outra era o sindicato que o irmão do presidente era o vice-presidente, o Sindinap.
18:56Essas duas continuaram descontando dos aposentados, mesmo com a Controladoria Geral da União dizendo que era para parar.
19:03Agora a Contag está tentando reativar a Previdência.
19:07Ou seja, o governo não tem a menor preocupação com o impacto.
19:13E eu vou te falar, essa CPMI, ela gerou desgaste, e muito desgaste para o governo.
19:20Você foi ameaçado de morte?
19:23Algumas vezes nós recebemos mensagens ameaçadoras, mas nada.
19:26Eu lembro que eu falava para você, Viana, anda de colete à prova de bala.
19:30Você falou, ah, não, não precisa.
19:32Mas recebeu ameaça de morte?
19:34Eu acredito.
19:35Recebeu ou não recebeu?
19:37Recebeu.
19:38Direta?
19:39Diretamente, de telefonemas para o escritório e tudo mais.
19:43Mas nós tínhamos o acompanhamento...
19:44Ameaçaram só você ou ameaçaram só a família?
19:47Entravam nas redes da minha família, da minha neta, da minha esposa e tudo mais,
19:50agredindo com palavras, com agressões e dizendo que eu estava querendo chamar a atenção em cima de um assunto muito
19:57sério e tudo mais.
19:58Mas é aquela história, eu estava preparado para isso.
20:01Eu, como jornalista...
20:02Mas preparado para quê?
20:03Para tomar um tiro, Viana?
20:04Pelo amor de Deus.
20:05Eu, Carlinhos, como jornalista ajudei a investigar muito grupo de extermínio.
20:09Eu lembro.
20:09Então, eu conheço bem o que é ameaça, especialmente vinda de quem deveria estar do lado da lei e que
20:17foi para o lado dos bandidos.
20:18Então, a gente sabe lidar com isso.
20:19Eu acredito que se nós tivéssemos caminhado mais nessa estrutura que hoje favorece as campanhas do submundo da esquerda, aí
20:30sim a situação teria ficado mais grave.
20:32Com o fim da CPMI, o que você identifica nas pessoas?
20:37Seja sincero, as pessoas ficaram decepcionadas com você.
20:43Pô, esse senador não tocou para frente.
20:46Ou essas pessoas têm alguma consciência que fatores externos deram esse cala-boca?
20:52Olha, há uma consciência...
20:57Entendeu o que eu perguntei.
21:06De que a gente, e vou te falar, se tivesse me dado mais 60 dias, nós íamos fazer essa república
21:11tremer.
21:13Porque nós íamos...
21:14Um ano eleitoral, um mês antes de uma eleição...
21:16Não, essa investigação dos contratos do Alexandre de Moraes pela mulher dele, nós temos a obrigação de investigar isso, cara.
21:22Até para dizer se o ministro tem culpa ou não tem.
21:24Isso é obrigação do Senado, mas junta...
21:26E por que não está investigando o senador?
21:28Não junta o presidente do Senado, o presidente da Câmara, o Alexandre de Moraes, o Toffoli, o Gilmar Mendes,
21:33Esses cinco, eles são os principais, agora o ministro Flávio de Lúcio, na minha opinião, os seis principais na tentativa
21:40de impedir essa investigação.
21:42Só que o André Mendonça está fazendo isso de uma forma muito sigilosa.
21:47Vai aparecer mais cedo ou mais tarde.
21:49O senhor acredita hoje que o Senado da República é refém de outras instituições, de outros poderes?
21:55Eu digo para você com muita responsabilidade, com muita clareza.
21:58O ex-presidente do Senado, mineiro Rodrigo Pacheco, entregou a chave do Senado para o Supremo Tribunal Federal.
22:05E o Davi Alcolumbre não foi buscar até hoje.
22:08Hoje o Senado está cabisbaixo, depende de decisões monocráticas do Supremo,
22:14decisões que invadem nossas prerrogativas, como essa da CPMI,
22:18e que no ano que vem a gente precisa corrigir.
22:20Esse ano não, é um ano eleitoral, é um ano contaminado, mas ano que vem a gente tem que se
22:26levantar para poder retomar o equilíbrio dos poderes.
22:30Nós temos um Supremo hoje, Tribunal Federal, que a vaidade tomou conta de alguns ministros,
22:35e as decisões não seguem nem mais a Constituição, porque se seguisse a Constituição,
22:39nós não teríamos sido impedidos de investigar esse rombo do MSS.
22:44Senador, muito obrigado pela sua presença aqui no Em Minas, na TV Alterosa.
22:48Está encerrando o nosso tempo aqui na TV, mas a gente continua para mais uma sequência desse bate-papo no
22:52canal do YouTube do Portal A.
22:54Muito obrigado.
22:55Um abraço.
22:55Sucesso aí na caminhada.
22:56Obrigado a você pelo carinho.
22:59Na próxima segunda-feira, a íntegra dessa entrevista nas páginas do jornal Estado de Minas.
23:04E já, já, todo o programa também no YouTube do Portal A.
23:09Muito obrigado.
23:10A gente se vê no próximo programa.
23:12Tchau.
23:27No Em Minas, de hoje, que você estava acompanhando pela Alterosa,
23:30seguimos aqui no Portal A e no YouTube, recebemos o senador Carlos Viana, pré-candidato ao Senado.
23:37O senhor terminou a participação na televisão com a declaração forte.
23:42Quando perguntei ao senhor se o Senado hoje estava refém de outros poderes, o senhor disse que o senador Rodrigo
23:52Pacheco, então presidente do Senado, teria entregue a chave do Senado ao Supremo?
23:59Sim.
24:00Isso, inclusive...
24:01Com base em quem, como é que isso é?
24:02É uma acusação grave.
24:04Não, não, eu já falei isso para ele.
24:06Eu falei isso.
24:07Vou te dar um exemplo.
24:09Quando a CPI do Covid foi instalada, era uma decisão da presidência do Senado.
24:16Veio uma decisão monocrática do ministro Barroso impondo a CPI.
24:22Que ela fosse instalada.
24:24Fosse instalada.
24:24E eu conversei com o Rodrigo Pacheco.
24:27Não está lá.
24:28Chama o Senado, abre o painel e pergunta aos senadores.
24:32Você vai ter 80 votos contra a decisão monocrática.
24:35Ele fala lá, o Senado não aceita.
24:37Uma questão de altivez, de atitude.
24:40Mas não.
24:41Aceitou a decisão monocrática do Barroso, resultado.
24:44Daí para frente, nós estamos sendo invadidos constantemente.
24:47Só não fomos invadidos na CPMI.
24:51Você vê, o que era legítimo, que era a continuidade da CPMI, porque nós tínhamos
24:55a assinatura e que o André Mendonça nos deu o direito de continuar a CPMI, aí o Supremo
25:00levantou o discurso de não interferir na decisão do Senado.
25:04Por quê?
25:04Porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbo, foi lá reclamar com os ministros.
25:08Que é o Davi quem está segurando os pedidos de impeachment.
25:11É o Davi quem está segurando as investigações.
25:14E por que ele segura, Sérgio?
25:15Mas ele tem as questões dele lá no Supremo.
25:17Ele fala que é um equilíbrio republicano, mas, a meu ver, é uma questão de acordos
25:22que nós, mais cedo ou mais tarde, nós vamos ficar sabendo.
25:25Agora, o presidente Davi Alcolumbo deve ser candidato à reeleição da presidência
25:31do Senado logo no começo do ano que vem.
25:33Ele tem direito a mais um mandato nesse retorno.
25:36Mas eu digo para você que nós precisamos trocar.
25:39Nós precisamos ter um novo presidente do Senado que tenha coragem de retomar as nossas
25:45atribuições, de retomar o poder que o Senado tem, de investigar quem quer que seja, inclusive
25:50o ministro do Supremo.
25:51Olha, se nós descobrimos que Alexandre de Moraes, em hipótese, hoje, usou da toga para
26:00ajudar o Banco Master ou tentar ajudar e recebeu pelo escritório da mulher, isso é crime.
26:05Isso não tem nada a ver com o Supremo.
26:07Isso é uma ação individual.
26:09Se isso ficar confirmado, Carlinhos, ele tem que sofrer um impeachment.
26:12A gente tem que tirar ele de lá.
26:13Porque o mesmo juiz que condenou pessoas do 8 de janeiro que carregavam bandeiras como
26:18se fosse fuzil, esse juiz tem que ser investigado também.
26:22A mesma lei tem que ser a lei para ele.
26:25Não pode ser porque ele é ministro do Supremo.
26:27E é isso que a gente percebe hoje.
26:29Uma tentativa de se blindar dizendo que nós estamos atacando o Supremo.
26:33Negativo.
26:33Eu estou cansado de ouvir pessoas falando.
26:36Você é contra o Supremo?
26:38Muito pelo contrário.
26:39De jeito nenhum.
26:40O Supremo nos trouxe, nas últimas décadas, no último século, grandes juristas respeitados.
26:47Mas era uma época que eles falavam só nos autos, né, senhor Alvão?
26:51Virou uma situação muito vaidosa hoje.
26:52Então, eu não sou contra o Senado da República.
26:57Agora, para mim, bandido, ladrão, vagabundo, não tem partido.
27:01Pode ser do partido A, B, C, centro, direita, esquerda.
27:04Cometer o crime tem que ir para a cadeia.
27:06O que o centro explica...
27:07E o que a gente vê é uma atuação muito...
27:09Ah, se é de tal corrente política, pode tudo.
27:13Se é de outra corrente política, tudo é crime.
27:16Isso é um ditado mineiro, né?
27:17Isso é ridículo.
27:18Aos amigos tudo, aos inimigos a lei.
27:20O que aconteceu, assim, para a gente ter uma ideia clara, quando a Constituição de
27:2588 foi feita, se criou um Supremo Tribunal Federal com capacidade de decisões ilimitadas
27:31dentro da Constituição.
27:33Nos pontos em que não houvesse uma lei, Carline, existe um conceito jurídico chamado de freio
27:40e contrapeso.
27:40O que é isso, a grosso modo?
27:42Não tem uma lei?
27:43Freia, manda para o Parlamento.
27:46Contrapeso, por quê?
27:47É respeitar os poderes.
27:49Só que depois que o ministro Barroso entrou, existe algo que eu chamo de militância jurídica,
27:57o ativismo judicial.
28:00A Constituição diz que o judiciário é obrigado a responder à demanda.
28:03Só que não diz que é obrigado a responder se não estiver na Constituição, mas eles
28:07entendem, e o ministro Barroso foi o primeiro a crer isso, que já que o Parlamento não responde,
28:12o judiciário tem que responder.
28:13Dali para frente, virou um problema.
28:15Para que serve o Parlamento?
28:17O Parlamento é eleito para isso, para debater a lei e fazer a lei.
28:19E os presidentes do Congresso não se levantaram contra isso.
28:23Então, o conceito que 88 criou, voltado lá para 64, os constituintes ficaram preocupados
28:30com o governo militar, de não se repetir golpe de Estado, governo de exceção, e deram
28:35ao Supremo um poder ilimitado.
28:37Só que com freios e contrapesos.
28:39Só que hoje isso não existe mais.
28:40Hoje, infelizmente, o ministro dá uma decisão monocrática impedindo uma CPMI de investigar
28:46pessoas.
28:47Uma invasão absurda politicamente.
28:49Que não é o papel dele que tem que legislar e fiscalizar as questões constitucionais.
28:54Aí, vira e mexe, você vê lá um julgamento.
28:57Ó, nós vamos decidir hoje se pode andar com baseado no bolso.
29:01É, virou uma delegacia de polícia.
29:02Vamos decidir hoje se fulano pode fazer aborto, outro não, se na escola pode ter isso ou não.
29:09Para que que nós elegemos deputados e senadores, não é para isso?
29:12Exatamente.
29:13Esse desequilíbrio é que a partir do ano que vem a gente precisa retomar.
29:18E não é atacar o Supremo, porque ninguém quer um judiciário que não haja com independência.
29:24Ninguém quer um juiz.
29:24Pelo contrário, a gente quer funcionando legalmente.
29:27Agora, nós precisamos retomar, por exemplo, fim das decisões monocráticas.
29:33Tem que ser decisão de turma ou do pleno do Supremo.
29:36Tem que obedecer.
29:37Mas decisão monocrática de ministro contra decisão dos parlamentares?
29:41Não.
29:42Segundo ponto, mandato para os ministros do Supremo.
29:45A gente precisa criar 10, 12 anos e encerrar.
29:49Outra coisa mais importante, que é o terceiro ponto, mudar a forma de indicação.
29:54Nós não podemos mais ficar com essa história de que entrou um governo de esquerda, lança
29:59um juiz de esquerda.
30:01Entrou um governo de direita, vai lançar.
30:03Tem que ser uma questão técnica.
30:04Não podia ser uma carreira, senador.
30:06É o ideal.
30:07O ministro mais antigo do STJ abriu uma vaga no Supremo, ele sobe para o Supremo.
30:13É o ideal.
30:14E há 100 desembargadores mais antigos.
30:16Idade mínima, 55 anos.
30:18Por isso tudo tem que ser discutido.
30:20Agora, para você ter uma ideia, eu já ouvi de ministro do Supremo em entrevista
30:25dizendo que essas questões são afeitas ao próprio Poder Judiciário, não é o
30:29Parlamento que tem que decidir.
30:30Agora, olha o absurdo.
30:31Como é que pode?
30:32Tem um tipo de regime que diz respeito a esse tipo de análise.
30:36Virou uma coisa absurda isso daí.
30:37Tem um tipo de regime.
30:38Mas a gente precisa ano que vem eleger um novo presidente do Senado.
30:41O senhor acredita que vai mudar o presidente do Senado?
30:43O senhor acredita que vai ter uma renovação no Senado?
30:46Vai depender da população em outubro.
30:49A população em outubro vai escolher um número muito grande de novos senadores.
30:54São 50.
30:55O senhor acredita?
30:55Acredito.
30:56Se houver uma renovação de senadores como eu, que tem desejo de fazer com que o Senado
31:01volte até a altivez e o controle, o equilíbrio dos poderes, aí nós vamos fazer mudança.
31:07Nós temos que abrir investigações.
31:08Nós não podemos deixar a população sem resposta.
31:10É o Senado que tem que fazer isso.
31:12Recebemos hoje o pré-candidato ao Senado da República por Minas Gerais, senador Carlos
31:18Viana.
31:19Viana, muito obrigado.
31:19Obrigado a você, Carlini.
31:21Sucesso na caminhada.
31:22Abraço.
31:22Abraço a todos.
31:23A vocês, muito obrigado e até a próxima.
31:25Tchau.
31:26Tchau.
31:28Tchau.
31:36Tchau.
31:41Tchau.
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