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O Podcast Divirta-se desta semana recebe uma dobradinha gastronômica, Daniela Fernandes, realizadora do festival ‘Matula’, festival de cinema e gastronomia e Carlos Ribas, diretor de um dos filmes exibidos na mostra, o ‘Cachaça, o espírito brasileiro’.

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#cultura #gastronomia #cachaça

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Notícias
Transcrição
00:00Um festival de cinema e gastronomia exibido no mercado central de Belo Horizonte
00:04e um filme sobre uma bebida essencialmente brasileira.
00:08Olá, seja bem-vindo ao Divirta-se, o seu podcast de cultura do Jornal Estado de Minas.
00:13Divirta-se! Divirta-se! Divirta-se! Cultura! Divirta-se!
00:18E aí, Lucas, tudo bem? Fala, Otávio, beleza?
00:21Animado aí por esses assuntos? Poxa, demais, cara! Muito curioso!
00:25Será que a gente vai sair com fome ou com sede aqui hoje?
00:27Acho que os dois, viu? Tomara, né?
00:29Bom, a gente vai falar hoje sobre o Matula, o Festival Matula, que acontece no mercado central.
00:36E para isso a gente trouxe a Daniela Fernandes, a diretora do festival.
00:39Seja bem-vindo ao Divirta-se, Daniela.
00:41Obrigada, obrigada pelo convite.
00:43Valeu! E também, ao lado da Daniela, temos Carlos Ribas, que é o diretor do filme Cachaça, o Espírito Brasileiro.
00:51Ribas, um prazer te receber, seja bem-vindo.
00:54Otávio, é uma honra.
00:56E eu tive menino, né, Tadinho? Então, os anos passam, talvez a Cachaça tenha me deixado mais cura e curado,
01:04né?
01:05Então, é também um orgulho estar aqui com vocês.
01:08É um prazer.
01:09Obrigado, Carlos.
01:10O orgulho é nosso e o prazer também.
01:12Bom, então vou começar pela Daniela, para a gente entender o que é o Matula, né?
01:17Me conta um pouquinho de onde surgiu, está na quarta edição, como que é o Matula, o que é o
01:22Matula.
01:23Tem oficinas, tem coisas de degustação e tem exibição de filmes, pois é um festival de cinema.
01:29Fala um pouquinho do Matula para a gente.
01:31Eu gosto de contar a história por trás do Matula, né?
01:36Era pandemia, 2020, eu fiquei doente, enfim, como grande parte da população brasileira.
01:44E eu lembrava muito que quando a gente ficava doente, a minha avó fazia uma Matula para a gente,
01:50um engrossado de fubá, franguinho e um arrozinho, embrulhava no pano de prato
01:56e mandava para a gente, para a gente ficar boa.
01:59E aí eu lembrava na pandemia que se eu tivesse a Matula da minha avó,
02:03eu com certeza teria esse conforto e esse acolhimento que a comida traz para a gente.
02:11Infelizmente, a vovó já não estava viva mais, mas eu falei assim,
02:14por que não fazer uma Matula igual a vovó fazia, né?
02:18Para trazer esse acolhimento para as pessoas num momento tão difícil, né?
02:21Que era pandemia, desolamento e tudo mais.
02:24E aí eu crio o Matula Film Festival, que é um festival que une duas paixões minhas,
02:31que é cinema e comida.
02:34E aí era uma forma da gente levar um pouquinho desse amor, dessa coisa bem mineira, né?
02:40Que é coisa de vó mineira.
02:42Minha avó era de uma região ali, perto de Guimarães Rosa, ali de Pompéu, perto de Cordisburgo.
02:47E eles nunca falavam marmita, eles sempre falavam Matula.
02:51Então eu aprendi desde pequena que para mim marmita sempre foi Matula.
02:55E aí eu resolvi fazer um festival que me lembrasse a minha avó e todo o acolhimento,
03:01todo o amor que ela tinha pela comida e pelos netos, pela família.
03:07Então assim nasce o Matula.
03:10Que bonito.
03:10A gente está na quarta edição, ano passado a gente fez uma edição especial, no de pão em queijo.
03:16Então a gente está na quinta edição, mais ou menos.
03:20Mas a gente está muito feliz de poder estar no Mercado Central,
03:23que é um local, um templo muito especial e muito simbólico para o mineiro, né?
03:29Que é um templo da gastronomia.
03:31E a gente está super feliz de poder estar lá, poder montar uma sala de cinema
03:35e poder discutir comida, comida de verdade.
03:39Pois é.
03:40Conta para a gente o que vai ter no Matula, né?
03:42São várias atividades envolvendo gastronomia, exibições de filme, tal qual o Cachaça.
03:49Conta aí, o que a pessoa que for ao Matula, quando ele vai acontecer?
03:53E o que a pessoa que for lá vai encontrar?
03:55O Matula vai acontecer 6, 7, 8 de agosto.
03:59No período total de funcionamento do Mercado Central, até 6 horas da tarde, então, de 9.
04:05É um pouquinho mais tarde, um pouquinho, do que o horário de abertura do Mercado, de 9 às 18.
04:10E ali a gente vai ter tour gastronômico com o nosso curador, que é o Nené O Neto,
04:15do Baixa Gastronomia, que faz a curadoria gastronômica inteira, do festival.
04:19A gente tem 8 sessões de cinema, 7 cozinhas shows,
04:233 lançamentos de publicação, que vai desde um livro ao mapa dos queijos de Minas Gerais.
04:33E a gente também está com uma atividade especial voltada para o filme do Ribas,
04:42que é o Território da Cachaça, com o Leo Gomes,
04:44que é um dos principais sommeliers de cachaça que a gente tem em Minas Gerais,
04:49que vai fazer uma oficina sobre o território das cachaças,
04:53que é justamente as cachaças que estão presentes no filme do Ribas.
04:56Então, a gente vai fazer essa atividade especial antes da exibição do filme dele.
05:01Ah, legal.
05:02Exibição vai ser no dia 7, se não me engano, a gente estava falando aqui antes de começar, né?
05:07É, aí tem que ver a data, né? Se dá tempo de...
05:12E do que se trata a cachaça, né? O nome já diz, mas assim, são vários tipos.
05:17Ali você pega a história da cachaça, não, é utilidade dela, como é que funciona?
05:23Na verdade, é o seguinte, foi um desafio porque eu fui convidado para fazer o filme
05:28e eu, durante um determinado momento, eu virei uma garrafa de cachaça ambulante, sabe?
05:35Porque toda vez que eu fazia muito mercado internacional, assim, eu virei...
05:42Eu ia, fui durante uns 10 anos em Cannes, numa feira de mercado,
05:50e no primeiro, uma feira de documentário, chamada Sun Sign of the Dock, em La Rochelle,
05:56e fui durante 9 edições no MIP, com que é a maior feira de mercado.
06:02E eu sempre levava uma cachaçinha, uma amostrazinha, né?
06:07E aí, aquilo foi começando a ficar grande, aí eu comecei a levar as amostras,
06:11depois comecei a levar um litro, dois litros, três litros.
06:14Aí eu fui fazendo amizade e eu andava nos estandes,
06:18aí, assim, na Inglaterra tinha lá o uísque, no México a tequila, enfim.
06:23Aí, ele servia uma caipirinha horrorosa lá no estande do Brasil, né?
06:31E aí, e era ainda feita com açúcar de beterraba, não tem gelo, assim, né?
06:37Então, era um negócio, um xarope, um negócio horroroso.
06:40E aquelas cachaças, assim, aquelas origens, né?
06:44O Rota era uma mulher com um cacho de banana, e, assim, brasileiro em cachaça.
06:49Então, eu falei, não, aí eu levava só exemplares, assim, interessantes, né?
06:56Escolhidos.
06:57Aí, eu levava, às vezes, uma bandeirinha de Minas, botava, assim, do lado,
07:00e o pessoal assustava que ficava mais gente lá comigo do que...
07:06Eles começavam, tinham que colocar um vinho, um Guaraná Antártico e tal.
07:11Aí, eu fiquei popular com isso lá, né?
07:14Aí, eu comecei também a fechar negócios, assim, né?
07:17Parcerias, aí fiz uma parceria que foi mais relevante com a África do Sul,
07:20que a gente criou um projeto de um programa em sete,
07:24chamava Express Capirinha.
07:25Então, que era...
07:27Aí, eles me convidaram para fazer, né?
07:29Eu fiz os dois, três pilotos e tudo, e...
07:33E aí, já era...
07:34Uma das exigências minhas é que ficasse, fizesse com cachaça brasileira.
07:40Aí, no ano seguinte, a coordenadora do festival, lá dessa feira,
07:46falou comigo, vamos fazer o coquetel só de cachaça.
07:49Eu fui, levei 40 litros para lá.
07:52Aí, assim, ela embarcou como material promocional,
07:58e daí eu fiquei com esses tigmas.
07:59E depois, todos os mercados daqui, né?
08:03Os do Rio, lá, o Rio Contem, depois virou o Rio To See,
08:07depois tem a própria Max aqui.
08:10A gente sempre fazia, levava essa cachaça.
08:12Então, eu virei essa aí, essa garrafa de cachaça ambulante.
08:15Até que os produtores do filme me convidaram para dirigir esse longa,
08:21que eu, com essa expertise também,
08:23cadê?
08:24E aí, absorvendo, e essa história minha,
08:26desde lá de Curvelo, né?
08:28Que é onde Pompel faz parte da grande Curvelo ali, né?
08:32Que é onde o mundo nasceu e foi expandindo.
08:34A gente, desde pequeno, a gente convivia muito com cachaça também, né?
08:41Lá, inclusive, tinha uma cachaça que foi durante 10 anos, assim,
08:45era o ranking que tinha, era da Playboy.
08:47Ela foi o primeiro lugar, esses muitos anos,
08:49que era a cachaça Correinha,
08:51que eu até presto uma homenagenzinha para ela lá no filme.
08:55E, então, foi isso.
08:57E, assim, se eu estiver alongando, você me corta.
09:00Fica apontando.
09:00É porque aí, na verdade, assim,
09:03o desafio de fazer um longa documental,
09:06a gente tem vários, a gente tem vários, assim,
09:12caminhos, poderiam ter seguido vários caminhos.
09:14Um caminho mais didático, um caminho mais...
09:20tentando perseguir ali uma cronologia,
09:23os status que a cachaça foi passando, adquirindo.
09:27Então, eu, como sou essencialmente de televisão,
09:31e o filme tinha essa encomenda de virar, né,
09:34futuramente um produto de televisão,
09:36eu, que é uma versão maior, 82 minutos,
09:41e essa menor, 52, que é um telefilme.
09:44Então, eu usei como se fosse uma imersão do telespectador ali dentro,
09:50levando ele para dentro do Alambique e para dentro da discussão.
09:54e do que aconteceu de transformação na produção da cachaça,
10:01de tudo que incidiu historicamente nela,
10:06e percebemos vários problemas, né,
10:10que estão aí até hoje com relação ao preconceito,
10:14à vivida espiritual,
10:16e a gente sabe, descobriu esses motivos ali,
10:19e também, de certa forma, entender que a cachaça
10:25pode chegar a ser uma das maiores bebidas do mundo,
10:28assim, em termos de apreciação de consumo.
10:32A gente tem potencial e tem produto para isso,
10:35inclusive a ciência prova que a cachaça é melhor que o uísque,
10:38assim, tecnicamente falando, sabe?
10:40Então, foi esse tipo de experiência.
10:42E aí, obviamente, que ele tem um cabo virando um pouco fanista,
10:47pelo fato de, né, a gente termina lá com um samba,
10:50mostrando que, né, e um brinde,
10:54de uma figura muito carismática no filme,
10:56que eu peguei da Viola e falei,
10:57agora é a hora do pão, né, e da festa, né,
11:01então, mostra o quanto que é um elemento também de, né,
11:05de celebração, o quanto que ela sobreviveu a essas coisas todas.
11:09Como é que foi o processo desse filme, assim,
11:11de você selecionar, o que vocês foram e não fazer,
11:15escrita de roteiro,
11:16fala um pouquinho da parte técnica mesmo,
11:19de pré-produção, né,
11:21a gente tem aqui a Paula,
11:22que participou ativamente, um abraço.
11:26Queria que você contasse isso, assim,
11:29de onde que vocês decidiram gravar,
11:31como e qual que foi a decisão da relevância, assim,
11:36de cada lugar e cada etapa.
11:40Os produtores me indicaram uma consultoria de início,
11:44que é uma pessoa que produz festival aqui de cachaça, etc.
11:50Só que, desde o início, me cobrava um roteiro,
11:52eu preciso de um roteiro,
11:53mas um pouco, assim,
11:55uma ideia de que,
11:56quem que vai falar, quem não vai falar,
11:58quem pode falar.
12:00E, na verdade,
12:02assim,
12:03eu tinha que ter uma habilidade
12:05para não entrar em melindres e situações
12:09do próprio setor da cachaça, né?
12:13Então,
12:13é porque é o seguinte,
12:17há uma característica marcante
12:21do universo da cachaça,
12:25que é a chamada cachaça de alambique,
12:28e a cachaça industrial,
12:29a cachaça a mais popular,
12:32que é feito, na verdade,
12:35um processo,
12:37que a indústria tem
12:39para diminuir os custos,
12:43e a outra,
12:44ela leva mais tempo
12:45por conta do envelhecimento
12:47e por conta, também,
12:48das chamadas boas práticas.
12:50Então,
12:51ao chegar,
12:53nesse momento,
12:54das chamadas boas práticas,
12:55que veio muito do encontro
12:57da produção da cachaça
13:01com a academia,
13:02com a universidade,
13:04então, eles provaram
13:05e também criaram ali,
13:07né,
13:07alguns métodos,
13:09e aí,
13:10com muita imposição de fiscalização,
13:12também de capacitação,
13:16buscando,
13:17desde higiene,
13:19até mesmo esses parâmetros,
13:22então,
13:24um passo de mágica
13:27deixou de ser empírico
13:28e começou a seguir um padrão.
13:31E esse padrão
13:31da cachaça de alambique,
13:34ela, necessariamente,
13:35ela é
13:38em escala menor,
13:40né,
13:41só que você tem como
13:42usar esse padrão,
13:43e isso a gente prova
13:44no filme também,
13:45aumentando a escala,
13:47tentando
13:49manter as garantias,
13:51tanto de qualidade,
13:52quanto de
13:53escala de produção.
13:56E aí,
13:56é óbvio que,
13:57se você
13:59começar um filme
13:59falando,
14:00por exemplo,
14:01não vou citar o nome da marca,
14:02mas de uma grande,
14:04que está aí no Campeonato Brasileiro,
14:06etc e tal,
14:07que tem todos os
14:09quiosques da praia
14:10de Copacabana,
14:12né,
14:12que é uma grande
14:13marca de cachaça,
14:14que é uma cachaça industrial,
14:16feita lá,
14:17né,
14:18no interior de São Paulo,
14:19em Cereço Lung,
14:20que não seria,
14:23até,
14:24de certa forma,
14:25deveria
14:26ser contextualizada.
14:29mas,
14:30ela aparece
14:31num segundo
14:32no filme,
14:33quando
14:33uma personagem
14:34fala,
14:35tem cachaça
14:35de todos os gostos,
14:37de todos os preços,
14:38aí aparece ela.
14:39Mas,
14:40porque realmente,
14:40a gente precisa
14:42fazer essa mudança
14:43de visão também,
14:44porque senão
14:45fica tudo uma coisa só,
14:46sabe?
14:47Só,
14:47rapidamente,
14:48o que
14:49essas boas práticas
14:51previam
14:51é o seguinte,
14:52o que elas orientam
14:54é o seguinte,
14:55de um determinado
14:56momento da destilação,
14:59a primeira
15:02carga ali
15:03de destilação
15:04é chamada
15:04cabeça,
15:05que é onde
15:06vem os álcools mais,
15:09digamos,
15:10mais
15:12potentes,
15:13enfim,
15:13é o que é o metanol,
15:14é o que faz o carro andar,
15:16né,
15:17aí no meio
15:18é o chamado coração,
15:19que é onde
15:20os álcools
15:21estão mais
15:21equilibrados,
15:22e o finalzinho,
15:24ali,
15:24os últimos 10,
15:2615%,
15:26é chamado
15:27d'água rala,
15:28que é o que eles
15:29escargam também,
15:30mas geralmente
15:30usam ali para limpeza
15:31e tudo,
15:32então,
15:32esse miolo,
15:33onde há esse equilíbrio
15:34na destilação,
15:36que,
15:37né,
15:38muitas
15:38são vendidas ali
15:40in natura mesmo,
15:41vão,
15:42ficam
15:43reservadas em inox,
15:44né,
15:45e são vendidas
15:47branquinhas,
15:47né,
15:48transparentes
15:48e in natura,
15:49e outras vão
15:50para envelhecimento,
15:52né,
15:52e o Brasil
15:52tem uma característica,
15:53a gente tem
15:54mais de 30
15:56espécies de
15:57árvores,
15:58né,
15:59de madeira
15:59diferente,
16:00que a gente,
16:01é um diferencial,
16:03né,
16:03porque a gente só
16:04fazia como
16:05os europeus
16:06e americanos,
16:07que só utilizavam
16:08barris de carvalho,
16:10ainda há barris de carvalho,
16:11há muitos
16:13produtores
16:14que utilizam
16:14carvalho,
16:15mas a gente tem
16:16esse diferencial,
16:19sabe,
16:19então assim,
16:20você tem aí hoje
16:21as mais
16:22já badaladas,
16:24a amburana,
16:25né,
16:26aí você tem
16:27o amendoim,
16:28você tem
16:29o jequitibá,
16:31né,
16:32mas assim,
16:33você tem até
16:33o calipo,
16:34você tem
16:36madeiras
16:37da Amazônia
16:38que estão chegando também,
16:39então isso é um outro
16:40diferencial brasileiro também,
16:41e é hoje
16:42boa parte
16:44dos produtores,
16:45assim,
16:46que já estão,
16:49enfim,
16:50descobrindo hoje
16:51esse novo mercado
16:52de coquetéis,
16:53de cartas
16:54de cachaça
16:55exóticas
16:56em bares,
16:56no Rio,
16:57em São Paulo,
16:59e viu isso
16:59desde o hotel
17:02internacional
17:02até os principais
17:04bares,
17:05né,
17:05lá de São Paulo,
17:06por exemplo,
17:06então hoje
17:07de repente eles
17:08estudam
17:09o sommelier,
17:10os mixologistas
17:11especialistas
17:13e fazem uma cachaça
17:14específica
17:14para aquela casa
17:15ou para aquele
17:16público,
17:18sabe,
17:18com um determinado
17:20tipo de,
17:20né,
17:21de nota
17:22aromática ali
17:23que vai
17:24combinar
17:25com aquele tipo
17:26de perfil
17:26de coquetel
17:27e também de...
17:28Pensando nas harmonizações
17:30ali também,
17:31né,
17:31com as comunidades.
17:32Que não é só mais
17:33a cachaçinha
17:33do Xote,
17:35né,
17:35e nem a cachaçinha
17:38do...
17:38Nem a cachaça
17:39para fazer a caipirinha,
17:40quer dizer,
17:41hoje,
17:42a caipirinha,
17:43ela é um...
17:44talvez o grande
17:47abre alas,
17:48assim,
17:48para divulgar a cachaça
17:49no mundo,
17:50foi,
17:50ainda é,
17:53mas hoje
17:54se faz coquetéis,
17:56né,
17:57lá no filme,
17:58por exemplo,
17:58a gente fez um...
18:00lá no Bar dos Arcos,
18:02lá em...
18:03Chama Pauliceia
18:04Desvairada,
18:05lá em cima do...
18:06Embaixo do...
18:08do teatro...
18:11Gente,
18:12Teatro Municipal
18:13de São Paulo,
18:14que eu levaria
18:15um carro-pipa
18:16para casa,
18:17sabe,
18:18que é feito com...
18:19com azeitona,
18:21água gasificada
18:23e essa cachaça de...
18:25que é a famigerada
18:26que é do...
18:28que é do...
18:29do Aroudo,
18:30que ele fez
18:31especificamente
18:32para ela
18:33com...
18:34é armazenada
18:35em amendoim.
18:37Então,
18:37é um negócio
18:38absurdo,
18:38sabe,
18:39então,
18:39sim,
18:40e...
18:41se você,
18:43talvez,
18:44ofertasse falando
18:45que era de...
18:45né,
18:46uma coisa,
18:46vamos fazer aqui
18:47um coquetel de cachaça,
18:49talvez,
18:50o preconceito
18:51não deixaria você,
18:53né,
18:54ter a experiência
18:55daquele coquetel,
18:56sabe?
18:57Eu quero falar
18:58um pouco do preconceito,
18:59mas antes,
18:59eu queria te perguntar,
19:00Daniel,
19:01se...
19:02e essa é a ideia
19:03da ação
19:04com o Léo,
19:05é Léo?
19:05Léo Gomes.
19:06Léo Gomes,
19:07que ele vai desenvolver
19:08uma cartela
19:09de coquetéis
19:10com cachaça,
19:11como é que vai funcionar?
19:12E vai seguindo
19:13nessa ideia
19:13do que o Ribas falou,
19:15de tirar mesmo
19:17o preconceito
19:17mostrar o...
19:19o tanto...
19:20o leque
19:20de possibilidades
19:21que você tem
19:22com a cachaça.
19:23Sim,
19:24recentemente,
19:25a gente teve
19:25a semana
19:26da cachaça,
19:29que ele teve,
19:30inclusive,
19:31ele foi dando
19:32uma aula
19:32para a gente
19:33lá na cozinha
19:33também,
19:34por Pumbuca,
19:35ali lá no Mercado Central
19:36mesmo,
19:37e mostrando
19:39essa diversidade,
19:40né,
19:40que a cachaça
19:41pode dar,
19:41então,
19:42ele fez um drink
19:43maravilhoso,
19:44que as pessoas
19:45falavam assim,
19:46é inacreditável
19:47como é que a bebida
19:49te dá
19:50essas possibilidades
19:52de criação,
19:53de invenção,
19:54então,
19:54acho que ele
19:55vai fazer
19:56esse território
19:58da cachaça
19:58com sete etapas,
20:00assim,
20:01e cada...
20:02eu não sei
20:03se são as sete cachaças
20:04que eu estou
20:04sem meu celular aqui,
20:05sem a minha colinha,
20:07mas ele me passou
20:09detalhamente
20:10o que ele vai fazer
20:11com cada cachaça,
20:12cada experimento dela,
20:13né,
20:13e todas as cachaças
20:15mineiras daqui,
20:17é claro que no filme
20:18do Ribas
20:18tem outras cachaças
20:20também,
20:21não só de Minas,
20:24mas nesse,
20:25no Matula
20:26especificamente,
20:27a gente vai trabalhar
20:27com as cachaças mineiras,
20:29assim,
20:30então,
20:31a gente tem
20:31uma diversidade
20:33enorme de cachaça.
20:34E tem algum ingrediente
20:36com o qual
20:36a cachaça foi combinada
20:38que te surpreendeu?
20:39Você falou assim,
20:40gente,
20:40dá para combinar
20:41com isso aqui.
20:42Posso pegar
20:42minha colinha?
20:43Eu vou pegar
20:44meu celular aqui
20:44que tem a minha colinha.
20:51A gente pode
20:52mudar a cena.
20:53Vou jogar
20:54nessa câmera aqui
20:55e aí a gente
20:55continua.
20:56Beleza.
20:57Vou te pegar aqui.
20:59Porque aí o Lucas
20:59fez aquela pergunta,
21:00estava na...
21:02Eu vou perguntar isso,
21:05se eu souber.
21:06Beleza.
21:07É, peraí.
21:08E aí a terra
21:08é diferente.
21:10Isso.
21:10Vamos lá.
21:11Mas deixa ela
21:12fazer a resposta.
21:13Aí eu te pergunto
21:14isso das cidades.
21:19Não, ele...
21:20Só um segundinho
21:21e vamos aproximar
21:21o meu fote.
21:23Aqui?
21:24Isso.
21:24Se quiser,
21:25pode aproximar
21:26também essa cadeira.
21:26Tá.
21:27Se eu puder
21:28ficar aqui no canto,
21:29eu consigo...
21:30Eu fico menos flutuando
21:32do meu pezinho.
21:34Com licença.
21:35Isso.
21:36Perfeito.
21:38Ele fica me mandando
21:39umas fotos, assim.
21:41A hora que você estiver
21:42ok, você me fala.
21:49Então, em 3, 2, 1, valendo.
21:55Ele é bem sacana comigo, sabe?
21:56Ele fica me mandando
21:57umas fotos, falando assim,
21:58olha os testes que eu estou fazendo.
21:59Aí tem um aqui que ele
22:00está fazendo um espumante
22:02feito com cachaça e coentro.
22:04Olha só, coentro.
22:06Interessante.
22:06E eu falei, coentro?
22:09Justo, coentro?
22:10Porque coentro é aquela
22:11das coisas, igual o Pequi,
22:12que você ama ou você odeia.
22:14Sim.
22:15Mas é incrível como ele
22:18pensa e ele é versátil nisso, né?
22:21O coentro tem até uma coisa genética
22:23que tem gente que sente gosto
22:25de sabão que eles falam.
22:26Tem um processo no cérebro.
22:28É, aqui, né?
22:29É, de coentro.
22:31Tem um amigo nosso,
22:32o Cristian Monaya,
22:34que ele fala que coentro
22:35devia ser criminalizado.
22:38Monaya está no México.
22:40É, está lá.
22:41Lá não deve ter muito coentro.
22:42E aí ele vai fazer
22:44uma degustação com a taça ISO,
22:46que é uma análise sensorial
22:48que ele vai fazer.
22:50Aí tem um copo baixo
22:52com gelo translúcido,
22:53enfim, ele vai fazer
22:55várias experimentações,
22:57coquetel à base de cachaça.
23:01Então, harmonizar com acidez,
23:03com amargo, com gin, com uísque.
23:08Então, ele vai...
23:09Ah, tem mistura também com outras bebidas.
23:10Tem mistura também com outros destilados.
23:12Ah, interessante.
23:13E aí tem mistura
23:14e você substitui também
23:15algumas bebidas,
23:18alguns clássicos.
23:19Você acha que só é no uísque,
23:21mas aí ele substitui pela cachaça
23:23e fica perfeito, assim.
23:26Ah, que legal.
23:26Pois é, né?
23:27Um longa sobre cachaça, né, Ribas?
23:30Um longa.
23:31Por que fazer um longa?
23:33E eu queria que você passasse
23:35um pouco das cidades que foi.
23:37Eu tenho interesse nisso,
23:38porque quando eu morei fora de Minas,
23:40as minhas experiências com cachaça
23:42eram terríveis, assim.
23:44Mesmo em São Paulo e tal,
23:46quando você pega a cachaça mais popular,
23:48ela geralmente é de péssima qualidade,
23:50até pior do que essas mais famosas
23:53que você tinha comentado antes.
23:55Onde que vocês foram?
23:57Conta um pouquinho da história,
23:59fazendas antigas,
24:01gente tradicional,
24:02produtores tradicionais de cachaça.
24:04Fala um pouquinho.
24:05E se puder falar também
24:06dessa questão
24:07de como o filme aborda o preconceito, né?
24:10Carlinho, é o seguinte,
24:13na verdade,
24:14eu fiquei muito frustrado
24:16de muitas cachaças
24:18que eu sou fã,
24:20sou, né,
24:22sou ali parceiro pessoal delas,
24:24etílicamente falando,
24:26não consegui ir lá.
24:28Esses dias até uma,
24:30a menina de uma cachaça
24:32muito pioneira e famosa aqui
24:34me mandou,
24:35mas só nós ficamos fora do filme,
24:36não foi fazer, infelizmente, né?
24:39Porque, na verdade,
24:41o longa parece assim,
24:43mas eu tenho certeza absoluta
24:45que a gente tem que,
24:46eu fiquei como devedor
24:49de muitas histórias,
24:50então, certamente,
24:51vai ter que vir uma série aí,
24:52pelo menos uns 5 a 10 episódios,
24:55porque, assim,
24:55se você for falar só das madeiras,
24:57dá um episódio, sabe?
24:58Se você for falar só dos coquetéis,
25:00dá um episódio.
25:00Se você for falar,
25:02aprofundar na questão do preconceito,
25:04dá um outro episódio, né?
25:06E também desafios de mercado,
25:08enfim, tem muitas coisas,
25:11porque a gente ficou preso
25:13com a ideia da cachaça,
25:14porque, assim,
25:15rapidamente ela,
25:17quando ela,
25:18não tem uma data precisa
25:20de surgimento dela no Brasil,
25:23mas ela,
25:24quando os portugueses vieram para cá
25:25e trouxeram da Índia
25:31as primeiras mudas, né?
25:33Martins e Afonso Souza lá
25:34e plantaram a cana
25:36para produzir a cana de açúcar,
25:40né?
25:41Os portugueses,
25:42enfim,
25:43havia um banzo, assim,
25:45de um destilado, né?
25:46Eles já faziam lá uma bagaceira,
25:48também tinha as grapas,
25:50enfim, né?
25:51E aí,
25:52eles vão produzir a cachaça.
25:55Então, assim,
25:55a gente quebra uns mitos,
25:56que tinham aquela ideia
25:57de que, ah,
25:59evaporou,
25:59caiu nas costas dos negros,
26:01eles ficavam aquilo ardindo.
26:03Isso aí é tudo um mito,
26:04porque você precisa
26:05de muito processo
26:06e muito também
26:07para fixar a ideia
26:09de que a cachaça também
26:10era uma coisa menor,
26:12porque ela nunca teve valor,
26:15assim, no início,
26:17um valor monetário dela, assim.
26:19Ela era uma moeda de troca,
26:21né?
26:22Que se dava ali
26:22um barril de cachaça
26:25e mais dois de fumo
26:27e três escravos,
26:29por três escravos, então.
26:30E o Brasil foi o país
26:32que permaneceu com a escravidão
26:36por 400 anos.
26:38E esse mito
26:39e essa ideia
26:41de que a cachaça
26:42era um subproduto,
26:43não tinha valor,
26:44ficava só à margem
26:46ou na senzala,
26:47servindo de insumo ali
26:51para aquecer,
26:53entorpecer
26:54e alimentar
26:56os escravos, né?
26:57O que era como se fosse
26:59um bônus
26:59e também tinha essa coisa
27:00de moeda de troca ali.
27:02Então, ela ficou à margem
27:03disso há muito tempo.
27:04E produzindo ainda,
27:05sendo produzida ainda
27:07sem as boas práticas,
27:09então,
27:10era realmente
27:12mais do que estigma,
27:13era um convite
27:15a anuir
27:16naquele lugar
27:16horroroso.
27:18Aí eu até
27:19uma coisa
27:19que eu exemplifiquei
27:20para as entrevistas,
27:22para os produtores
27:23que a gente visitou,
27:26foi a ideia
27:27do Pato Donald,
27:28aquela coisa
27:29que o Pato Donald
27:31vem cá
27:31e o Zé Carioca
27:32dá a ele
27:32uma cachaça
27:33de brinde
27:34e sai
27:34aquele jato de fogo.
27:38Então,
27:39era aquela cachaça
27:40que a gente bebia
27:40até pouco tempo mesmo.
27:42Então, assim,
27:44quem teve paciência
27:46para esperar isso
27:48e passar
27:49por esse processo todo,
27:51eu brinco,
27:52ainda vou falar
27:53da cidade,
27:54o meio produtivo
27:57da cachaça
27:58é muito parecido
27:58com o nosso
27:59do audiovisual,
28:00assim, sabe?
28:00Tem a coisa
28:01do santo de casa,
28:03tem a coisa também
28:05dos processos,
28:06da falta
28:08de investimento
28:13e de capacitação,
28:15assim,
28:16e de colheita
28:16desses processos,
28:18a cada,
28:19todo dia
28:20tem que surgir
28:21uma ideia
28:22e um processo
28:22diferente.
28:23Minas Gerais
28:25é realmente
28:26o grande
28:28país
28:29produtor de cachaça,
28:30assim, né?
28:31A gente tem cachaça
28:31produzida hoje
28:33no Brasil inteiro
28:34e para ser cachaça
28:36tem que ser produzida
28:37no Brasil
28:38e realmente
28:39a gente acredita
28:39na ideia
28:40do terroir,
28:41sabe?
28:41Porque o terroir
28:42tem a ver
28:42com a incidência
28:43do sol,
28:45né?
28:45A latitude certa
28:47e com vários
28:48fatores naturais
28:49ali que vão
28:50se combinando,
28:51né?
28:51Então,
28:53tanto aqui
28:53quanto no Nordeste
28:54se tem
28:55essa coisa
28:57da amplitude
28:57térmica
28:58comparada.
28:59Então,
29:00a gente tem
29:00só que a terra
29:01daqui é mais,
29:04acaba ajudando
29:05essa cana
29:06a concentrar
29:06mais açúcares
29:07e ter mais elementos,
29:09né?
29:09que realmente
29:12é sentida
29:13no sabor
29:13lá na frente,
29:14sabe?
29:15Isso também
29:15a gente tem lá
29:16a fala
29:17de uma cientista
29:18falando que o terroir
29:19realmente,
29:20né?
29:20Você pode ter ali
29:21as leveduras,
29:22sabe?
29:24Você pode tentar
29:25buscar alguma coisa
29:26na fermentação
29:27que leva,
29:28mas a gente vê
29:30isso muito
29:30na hora de montar
29:31o bruxo ali
29:32que é diminuir
29:34o açúcar
29:34com água mesmo,
29:35né?
29:36Na garapa ali
29:37antes de ir
29:38para o fermento.
29:40tem uma regra,
29:42mas você vê
29:43a diferença
29:44de uma garapa
29:44para uma região
29:45e de outra.
29:46E aí a gente
29:47não tinha também
29:47condições de rodar
29:49o Brasil.
29:49A gente teve
29:50quase ir no Rio Grande do Sul
29:51na cachaça
29:53que é um case
29:55internacional
29:55chamado Weber House
29:57que é
29:58ela foi a primeira
29:59de exportação
30:00de sucesso
30:02de exportação
30:03e aí a gente teve
30:05que não podia
30:06faltar,
30:06por exemplo,
30:07assim,
30:07Paraty,
30:08né?
30:08porque é onde
30:09realmente
30:11a cachaça
30:12até a produtora
30:14que a gente
30:15entrevistou,
30:15ela brinca
30:16que Minas
30:17começou a beber
30:17a cachaça
30:18vindo de Paraty,
30:20né?
30:20E tem essa
30:21constatação
30:22de que
30:22essa cachaça
30:23aqui,
30:23quando descia
30:24os burros
30:26com ouro
30:27para seguir
30:29do porto
30:30de Paraty,
30:31quando voltava
30:32com a cachaça
30:32que era produzida
30:33em Paraty
30:35ela vinha
30:36ela passava
30:37um tempo
30:38nos barris
30:39e já chegava
30:39mais pigmentada
30:41e mais
30:42já com algum sabor
30:44da madeira
30:45ali.
30:46Então,
30:46isso tudo
30:46empiricamente já foi,
30:48né?
30:49E aí,
30:49quando
30:50numa dessas
30:51alguém
30:52falou,
30:52ah não,
30:53vou fazer uma
30:53nambique lá também
30:54porque precisava
30:54abastecer as minas
30:55desse insumo
30:57e tudo
30:57e criou isso.
30:58Então,
30:59tinha Paraty
30:59a gente teve
31:01em São Paulo
31:01muito por conta
31:02do mercado,
31:03desse novo mercado
31:05de coquetéis
31:06e dessas novas
31:07facetas
31:08aí da cachaça
31:08e o Rio de Janeiro
31:10por ser
31:10esse cartão postal,
31:12né?
31:13Só que a gente
31:14não quis
31:15fazer o clichê
31:16mostrar lá
31:17a mulata,
31:19sabe?
31:19O cara com a caipirinha
31:21tocando samba
31:22na mesa do bar
31:24ali.
31:25Então,
31:25então a gente
31:27entendeu
31:27que era importante
31:28colocar o pão
31:30de açúcar
31:30e o cocovado
31:32e o clima
31:33muito
31:34para fazer
31:35esse signo
31:36de identificação
31:37internacional
31:37com o Brasil
31:38e daqui.
31:40E lá a gente
31:41fez um,
31:43né?
31:44Desde o Boteco
31:45até um Hotel
31:46Cinco Estrelas
31:47para entender
31:47essa relação
31:48ainda com a caixaça.
31:49Agora,
31:49só fazer um comentário
31:51que essa que você
31:52falou de Paraty
31:54tem muito a ver
31:55com a tradição
31:56mineira também
31:57da carne de lata,
31:59do feijão tropeiro,
32:01né?
32:01Que são comidas
32:02que você leva
32:04e que aí elas vão
32:05se transformando
32:06ali, né?
32:08Nesse meio.
32:09Então,
32:09conversa muito
32:10com a gastronomia mineira,
32:12com a cultura
32:14gastronômica mineira mesmo.
32:15Total.
32:16Agora,
32:16só uma pergunta.
32:17Eu quero depois
32:17entrar nos filmes,
32:19mas...
32:20só porque essa questão
32:22da cachaça
32:22me despertou
32:23uma curiosidade
32:23que é o seguinte,
32:24no vinho,
32:25por exemplo,
32:25a gente tem
32:26várias uvas,
32:28o que vai
32:28transformar
32:29um vinho
32:30no cabernet,
32:32no cirrá,
32:33enfim.
32:34Cachaça,
32:35existem pelo menos
32:36uns cinco tipos
32:37de cana.
32:38Tem uma só
32:39que faz cachaça,
32:40são todas
32:41isso...
32:42Existe essa...
32:43Uma safra,
32:44vamos dizer assim,
32:45de cachaça?
32:46Não,
32:46eu garanto
32:47para você
32:47que tem
32:47muito mais
32:48de cinco tipos
32:49de cana.
32:50Hoje,
32:50para você ter ideia,
32:51a produção
32:52de cachaça
32:53hoje não tem
32:54nem nome,
32:54a cana
32:56é a K1232,
32:59a Y1217,
33:01então,
33:01são canas
33:02que já são
33:04preparadas
33:04depois de
33:05processos
33:06na Embrapa,
33:07onde tem
33:08mais resistência
33:09a várias
33:11intempéries
33:11naturais e tudo,
33:12então,
33:13hoje,
33:14a cana
33:15ainda é a
33:16gramínea
33:16lá,
33:17a cana
33:17de açúcar.
33:18Tem uma
33:19lenda,
33:20por exemplo,
33:20a gente foi
33:21a Salinas,
33:22que é onde
33:22a meca
33:23da cachaça,
33:25porque o
33:26produtor
33:28Anílio Santiago,
33:29que produz
33:30tanto
33:31Anílio Santiago
33:33e Havana,
33:34ele era um senhor
33:35muito
33:37assim,
33:39perpicaz,
33:40então,
33:40ele falou,
33:41eu não vou fazer,
33:42inclusive,
33:42contra a Diana Paulinha,
33:43eu não faço
33:44porcaria,
33:45não,
33:46e aí,
33:47eu falei,
33:47por que eu vou
33:48até abrir
33:49um teaser
33:50nosso com
33:50essa frase,
33:52por quê?
33:53Porque tudo
33:53que se falava
33:54de castraça
33:54era porcaria,
33:56então,
33:56ele falou,
33:57não,
33:57então,
33:57eu não vou fazer
33:57porcaria,
33:58ele ficava
33:58observando,
33:59ele achava
33:59muito caro
33:59pagar
34:01champanhe,
34:02pagar caro
34:03com o isque
34:04e tudo,
34:04e a gente
34:04fazia um
34:05desse lado
34:05muito bom,
34:06então,
34:07ele fez
34:08questão
34:08de trazer
34:09uma cana,
34:10que era
34:10chamada
34:11cana Java,
34:12que é da
34:12ilha de Java,
34:13que era uma
34:13cana mais,
34:15digamos,
34:16ela era mais
34:17grossa,
34:18mais substância,
34:19dava mais
34:21garapa,
34:22né,
34:23e,
34:23então,
34:24assim,
34:24e eles mantêm
34:26essa cana
34:26até hoje,
34:27sabe,
34:28então,
34:29assim,
34:30pode ser
34:32uma,
34:32né,
34:33uma tradição,
34:34uma superstição,
34:35né,
34:36e muito por conta
34:37dessa coisa
34:38do seu aniso,
34:39né,
34:40que ele conseguiu
34:41chegar nesse
34:42ponto,
34:42ele foi
34:47resistindo
34:47a vários
34:49momentos
34:50de que,
34:51ah,
34:51você não vai
34:52dar em nada,
34:53você não vai
34:53conseguir chegar
34:54onde você está
34:56querendo,
34:56não dá essa
34:56cachaça logo,
34:58ele foi,
34:59não,
34:59deixa mais um ano,
35:01então,
35:01ele foi empiricamente,
35:03alquimicamente,
35:04produzindo aquilo
35:05até chegar
35:05naquele padrão,
35:06então,
35:06ele foi anotando
35:07aquilo tudo,
35:07criou,
35:08né,
35:09um tipo
35:10de fazer cachaça,
35:11né,
35:12provavelmente,
35:12inclusive,
35:13até já fazendo isso,
35:14ele tem,
35:14até esses processos,
35:16ele deve ter feito,
35:18eu,
35:18a gente não,
35:19não foi muito
35:21didático
35:22para não ficar chato,
35:22mas isso está lá
35:23presente,
35:24então,
35:24assim,
35:24essa característica
35:26dessa cana
35:27está na cachaça
35:29hoje,
35:30talvez,
35:30que tenha maior
35:31valor.
35:32Mas isso é conhecido
35:33do público,
35:34por exemplo,
35:34ah,
35:34eu quero a cachaça
35:35da cana tal,
35:36ou não.
35:36Pois é,
35:37não,
35:38isso não existe,
35:39realmente é um elemento
35:40que não é relevante
35:41à questão da cana,
35:44mas,
35:46provavelmente,
35:48quando vinha
35:51a lenda
35:52que se fez
35:53de cachaças
35:54produzidas,
35:54por exemplo,
35:56em Salinas,
35:56é muito mais por isso
35:57terroar,
35:58e por causa desse saber,
36:01né,
36:01e de resistência
36:03de homens
36:04como o senhor
36:04Anílio Santiago,
36:05do que,
36:06provavelmente dita,
36:07porque você pode ter
36:08uma cachaça
36:09tão saborosa,
36:10tão feita
36:12no Rio Grande do Sul,
36:13feita,
36:13né,
36:14mas ali,
36:15com essa,
36:16eu,
36:16por exemplo,
36:18nós somos,
36:19o filme tem,
36:20inclusive,
36:20uma participação
36:21de mulheres
36:21produtoras
36:22muito grande,
36:23eu faço até
36:23uma homenagem
36:25para elas,
36:25e,
36:26assim,
36:28tem umas meninas
36:29que são
36:30herdeiras,
36:31assim,
36:31digamos,
36:32do legado
36:33do senhor Anís,
36:33porque o pai dela
36:34trabalhou com o senhor Anís,
36:36e elas estão lá
36:37em Salinas,
36:38elas são até sobrinhas
36:39do Procopio Cardoso Neto,
36:40que é lá de Salinas também,
36:41teve aqui outro dia,
36:42pois é,
36:43e aí,
36:44ele,
36:45é uma cachaça saborosíssima,
36:48sabe,
36:48é um negócio absurdo,
36:50né,
36:50e só para rematar
36:51o negócio do preconceito,
36:53porque,
36:53assim,
36:54o negócio do preconceito
36:56da cachaça
36:56ficou tão absurdo,
36:57que é o seguinte,
36:58às vezes o cara
36:58abusa
36:59do isque
37:01ou do vinho
37:02ou da champanhe,
37:03se ele faz
37:03alguma besteira,
37:05ah,
37:05é o cachaça lá,
37:07né,
37:07e sendo que você
37:08não sai tomando,
37:11porque aquela
37:12imagem do
37:14sujeito degradado,
37:15né,
37:15com o lido de cachaça ali,
37:17né,
37:17aquela alpingu,
37:18isso tudo
37:20ajudou
37:20a colocar,
37:22né,
37:23inclusive,
37:24às vezes,
37:24até com estratégia
37:26de mercado,
37:28para que a gente
37:29tenha realmente
37:29condições de
37:31produzir cachaça
37:32e não dar um monte
37:32de cachaça
37:34e não
37:35de uísque
37:36ou de vótico
37:37ou de tequila
37:37ou de rumo,
37:38entendeu?
37:39Sim.
37:39Então, assim,
37:40isso é um negócio,
37:42digamos,
37:42até pensado,
37:43né,
37:44por isso,
37:44e acho que
37:46o próprio meio
37:47faço uma questão,
37:48fiz questão de
37:49lá em Salinas,
37:50no Museu da Cachaça,
37:52fazerem que eles
37:53numa sala de espelhos,
37:55lá,
37:55lembra o...
37:56Incrível aquela sala,
37:57né,
37:57lembra lá o...
38:01Fortaleza da Solidão,
38:02lá do...
38:03do Superman,
38:04né,
38:05então ali,
38:06eu fiz questão
38:07de fazer,
38:08como ela é uma cachaça
38:10de frente para a outra,
38:11então fiz questão
38:12de,
38:12no final do filme,
38:14assim,
38:14ter uma grande reflexão
38:16deles com eles mesmos,
38:17assim,
38:18né,
38:19como se estivesse
38:19se refletindo
38:20na realidade
38:21que eles estavam
38:22os desafios
38:23que virão pela frente,
38:24né,
38:24então é isso,
38:26onde o que tem que...
38:28o que não pode mais
38:29voltar para trás
38:30em termos de,
38:31né,
38:31desses protocolos,
38:33e o que falta
38:34para eles,
38:34inclusive,
38:35ganhar um mercado
38:36maior.
38:37É,
38:37acho que só uma curiosidade,
38:39porque eu estou na presidência
38:40do Sindicato da Indústria
38:41do Audiovisual,
38:42e lá na FIENG,
38:43a gente tem feito
38:44um trabalho muito próximo
38:46com as outras indústrias,
38:47então, assim,
38:48a gente tem uma parceria
38:49com o SIN de Bebidas
38:53muito importante,
38:53assim,
38:54e com a CILENG também
38:55que é a indústria
38:56dos laticínios.
38:57Então,
38:58o Ribas
38:59foi muito precursor
38:59disso
39:00e foi até
39:02um estimulante
39:03para a gente,
39:04porque no audiovisual,
39:05quando a gente vai
39:06para o mercado
39:07internacional
39:08vender nossos produtos,
39:09a gente tem que falar
39:10muito do nosso
39:10soft power, né,
39:12o que é
39:12o que é
39:13o nosso soft power,
39:15o que a gente traz.
39:16E aí,
39:17desde que eu assumi
39:19a presidência,
39:20eu falei assim,
39:20todo mercado
39:21que a gente for,
39:23a gente vai levar
39:24o queijo
39:25e a cachaça juntos,
39:26porque são
39:27os nossos soft powers.
39:29Então,
39:29todos os eventos
39:30internacionais
39:31que a gente leva
39:32queijo e cachaça
39:33é impressionante
39:34como tem
39:36uma repercussão
39:37muito boa
39:38e muito incrível,
39:40tanto da cachaça
39:41quanto do queijo.
39:42Então,
39:42essa questão
39:44essa questão
39:45que tinha
39:46a cachaça,
39:47eu consigo ver
39:48nesses mercados
39:49internacionais
39:50que não existe mais,
39:51assim,
39:52existe um reconhecimento
39:53da importância
39:54da bebida,
39:55desse destilado,
39:56que é a nossa essência,
39:58a nossa raiz mesmo,
39:59a nossa soft power
40:00e a gente leva
40:01para o mundo inteiro
40:01e todo mundo
40:02é respeitado,
40:03assim.
40:04Ribas falou que,
40:05assim,
40:05grande parte do mercado
40:06tem muitas mulheres
40:07também, né,
40:08e às vezes a gente
40:09fazia uma seleção
40:11junto com sim
40:12de bebidas,
40:13de uma curadoria
40:13também que tivesse
40:14um paladar
40:15também que as mulheres
40:17pudessem, né.
40:19Eu falo da Ana Marta
40:21que é uma produtora
40:22de cachaça mineira,
40:24não sei se posso falar
40:25a marca dela aqui,
40:27mas é a mineriana,
40:28que é uma cachaça
40:30fantástica
40:31e as mulheres
40:33ficam apaixonadas
40:34por essa cachaça,
40:36assim,
40:36porque ela desce
40:37num nível
40:38muito suave
40:41e dá gosto
40:42de ver
40:43o tanto que
40:43eles valorizam
40:45a nossa produção.
40:46Acho que talvez
40:46a gente não valorize
40:47tanto quanto
40:48o exterior valoriza
40:50a nossa cachaça,
40:52porque a gente,
40:53nessas feiras internacionais,
40:55tanto de canne,
40:56a gente tem ido
40:57muito no Latam também,
40:58que é parceiro
40:59do Sun of Soft
41:00e Doc,
41:01que é incrível,
41:02quando vocês falam assim,
41:04ah, lá vem os mineiros
41:05e a cachaça
41:06e o queijo,
41:07a gente fica super feliz,
41:08porque, assim,
41:09vincular o nosso audiovisual
41:11com cachaça e queijo
41:12é tudo que a gente tem
41:13de melhor.
41:15Então...
41:15E a gente faz negócio,
41:18né?
41:18E a gente vende muito,
41:20dando muita cachaça
41:21e muito queijo
41:21para esse povo.
41:22A gente já precisou
41:23caminhar para o fim,
41:24o diretor já está
41:24sinalizando ali.
41:25Então, Daniela,
41:26eu queria que você
41:27desse o serviço,
41:29digamos assim,
41:30de falar do festival,
41:31quais outras temáticas
41:33de filme
41:34que terão lá,
41:35rapidamente,
41:36e convidar o pessoal,
41:37tem uma câmera
41:38escondidinha ali,
41:39se você quiser
41:41convidar mesmo
41:42as pessoas
41:42para ir no Matula
41:43e falar que tipo
41:44de além de cachaça
41:46que vai ter lá.
41:49Essa é uma edição
41:49muito especial
41:50do Matula,
41:51no dia 6, 7, 8 de agosto
41:53no Mercado Central.
41:55A gente, literalmente,
41:56nossos filmes
41:57falam um pouco
41:57do nosso soft power, né?
41:58A gente tem o filme
41:59do Carlos Ribas
42:00da cachaça,
42:01mas a gente tem
42:02a primeira ficção
42:03de queijo do mundo,
42:04que é o melhor queijo
42:05do mundo,
42:07protagonizado pelo
42:08Maurício Tizumba,
42:09que é a primeira ficção
42:10de queijo.
42:11Além disso,
42:12a gente tem
42:13outros documentários
42:14também do Daniel Veloso,
42:15que é o queijo
42:16do Ivair também,
42:17que é um pouquinho
42:18da história,
42:19com curadoria,
42:20muito especial.
42:22E aí a gente queria,
42:24enfim,
42:25que todo mundo
42:25pudesse abraçar,
42:26lembrar um pouquinho
42:28de casa de vó,
42:30de acolhimento,
42:31de mineridade,
42:33prestigiando o Matula,
42:34assistindo os filmes,
42:35contando um pouquinho
42:36da nossa cultura alimentar
42:39e prestigiando
42:40nossas obras.
42:40Deixa as redes sociais
42:41também,
42:42fala onde que eles
42:43encontram informações.
42:44No nosso Instagram,
42:46matulafilmefest,
42:47e no nosso site,
42:49matulafilmefestival.com.br,
42:51vocês acompanham
42:52todas as 23 programações,
42:5523 atividades
42:56do Matula,
42:58então tem muita coisa boa,
42:59tem muita comida,
43:00tem muito filme bom,
43:01e tem muitos encontros bons,
43:03assim,
43:04então,
43:04por favor,
43:06prestigi.
43:07Ribas,
43:07também,
43:08passar aí as redes sociais
43:09do filme,
43:10sua,
43:11da produtora,
43:12onde que a gente
43:13vê mais aí?
43:14Na verdade,
43:15sim,
43:15o filme,
43:16eu acho que a oportunidade
43:17boa de ver ele lá
43:17numa tela de cinema
43:18é agora,
43:19no Matula,
43:20porque eu falo
43:23que o filme ainda
43:23não teve um lançamento
43:24por questões protocolares
43:26da forma que ele foi feito,
43:28ele já foi exibido
43:29no canal que é o
43:32Prime Brox Brasil,
43:34e no
43:36Travel Food Drinks,
43:38também,
43:39mas,
43:40como a gente está começando
43:41o mercado agora internacional,
43:43ele vem a versão reduzida,
43:45provavelmente a gente faça,
43:48um pequeno lançamento,
43:49assim,
43:50para a imprensa nacional,
43:52mas,
43:53depois,
43:54já é mercado internacional,
43:56então,
43:56hoje,
43:56eu fico devendo onde assistir,
43:58a não ser lá no Matula.
43:59Entendi,
44:00não,
44:00beleza.
44:01E,
44:01assim,
44:02é um,
44:04foi um,
44:05eu não vou falar que vou fechar
44:06meu ciclo,
44:07a cachaça,
44:07não,
44:08mas,
44:08é uma forma também
44:09de coroar isso tudo,
44:11assim,
44:11de tão,
44:12de tão gratificante
44:13que quer ver
44:15que a gente,
44:15no fundo,
44:15estava certo,
44:16né,
44:16a gente não,
44:17não,
44:17né,
44:18carregou esse,
44:19esse preconceito nas costas
44:22muitos anos,
44:23né,
44:24e,
44:25mas,
44:25assim,
44:26como uma boa cachaça,
44:28né,
44:29ela,
44:29quanto mais tempo ela ficar ali
44:30envelhecida,
44:31mais ela vai surpreender à frente.
44:33Legal,
44:34legal.
44:34E só uma observação,
44:36as sessões de cinema
44:37são acompanhadas
44:38por fones de ouvido,
44:40a gente sabe que o mercado
44:41tem o,
44:42o seu ambiente,
44:44é barulhento,
44:44e a gente está também
44:47pertinho do estacionamento,
44:48então a gente trouxe a tecnologia
44:50também de fones
44:52que são abafadores de ruído,
44:53então você entra...
44:55Programação gratuita,
44:56totalmente gratuita.
44:57Precisa retirar no Simpla,
45:00aí o link está lá
45:01no nosso Instagram.
45:02Só lembrar aqui
45:03que o Léo,
45:04que vai fazer
45:05essa experiência,
45:07ele teve no filme,
45:08mas infelizmente
45:08ele não falou,
45:10porque a gente,
45:10eu fiz questão
45:11de fazer um,
45:12um espécie de um banquete
45:14imaginário
45:15lá no palácio,
45:16até no Palácio das Magabeiras,
45:18então tinha um pianista
45:19tocando um piano,
45:21né,
45:22ele fez várias harmonizações,
45:25e o chefe Ivo Faria,
45:27que fez um bom depoimento,
45:29fez também um exemplo
45:30de harmonização,
45:32é como se ele estivesse também
45:33mostrando isso,
45:34mostrando que a gente
45:35vai desde o Cachaça com Gelo
45:37até esses coquetéis maravilhosos.
45:40Legal,
45:40dá para ver que o negócio
45:41é chique, né?
45:43É fino.
45:44Então,
45:45outro patamar.
45:46É isso.
45:47Então,
45:47vou convidar aí vocês,
45:48né,
45:49para ir no festival,
45:50vejam o filme,
45:52entre nas redes sociais aí,
45:53e vamos beber com moderação,
45:56até para a gente não cair
45:57nessa cilada do preconceito aí,
46:00até porque coisas de muita qualidade
46:01são feitas para ser degustadas
46:03no tempo delas e tudo.
46:05É isso, Lucas.
46:06Com certeza.
46:07Um brilho de mais.
46:08Então,
46:10esse papo legal,
46:11a cachaça brasileira.
46:12Faltou a cachaça aqui, né,
46:14Rivas,
46:14a gente podia ter trago.
46:15Mas tudo bem,
46:17vocês ficam devendo uma cachaçinha
46:18para a gente aqui
46:19na mesinha do Divitas,
46:22né,
46:22desejar sorte ao festival.
46:24E se você chegou até aqui,
46:26deixe um comentário,
46:27deixe um like,
46:28né,
46:28o que a gente tem feito,
46:30papo sobre cinema,
46:31sobre arte,
46:32sobre música no geral.
46:34Então,
46:34a gente gostaria muito
46:35de ouvir o que você tem a dizer aí,
46:37né,
46:38se você vê o filme,
46:39se você está interessado
46:40no festival,
46:41tá bom?
46:42Então,
46:43para notícias do Brasil
46:44e do mundo,
46:45é m.com.br
46:46e agora aquele corte
46:48naquela câmera de lá,
46:49para a gente dar um tchau
46:50coletivo aqui,
46:51que já é uma tradição
46:52do Divirtas.
46:52Até a próxima.
46:54Tchau, tchau.
46:55Divirta-se.
46:57Cultura.
46:57Divirta-se.
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