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O jurista André Marsiglia analisou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF e explicou os desdobramentos jurídicos esperados. Ele também comentou sobre o voto de Luiz Fux que foi contrário ao do relator Alexandre de Moraes, a possível anulação do processo e se os votos devem ser feitos no campo político ou técnico.
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NotíciasTranscrição
00:00Propor que a gente receba aqui o jurista André Marcília, mais um chará,
00:04e que com certeza está tendo um desempenho tanto nas últimas semanas, meses e nos últimos tempos, por que não,
00:11realmente trazendo o embasamento jurídico para poder, de alguma forma, apresentar item por item, fato por fato, vícios nesse processo.
00:22Tudo bem? André, obrigado pela presença aqui, prazer em te conhecer.
00:25Vou contar uma breve história aqui, se você me permite, que é o seguinte.
00:28No dia 4 de setembro de 1997, eu tinha três aninhos de idade, os meus pais celebraram o casamento deles no Rio de Janeiro,
00:37e o juiz federal, à época da 18ª vara cível do Tribunal de Justiça do Rio, chamava-se Luiz Fux.
00:43Ele tinha uma máxima que disse aos meus pais, e aqui eu me permito fazer a imitação, onde ele disse,
00:50olha, todos os casamentos que eu ministrei jamais deram em divórcio, vocês não vão quebrar essa escrita.
00:57E, dito e feito, meus pais seguem casados 33 anos.
01:00Na minha visão, seguindo a máxima do próprio ministro Fux,
01:05mais um compromisso de firmeza, intransigência e compromisso com a letra fria da lei, os códigos da lei,
01:12e uma tecnicidade ali altamente precisa no voto dele.
01:16Foi essa a impressão que você também teve?
01:17Bom dia, bom dia, Marinho, bom dia a toda a bancada, a audiência.
01:23Muito boa a imitação, parabéns.
01:25É a primeira vez que eu vejo o Fux sendo imitado, confesso.
01:28Agradeço.
01:29Mas pode continuar, pode continuar.
01:32Senão eu fico 14 horas falando aqui e tenho um pânico daqui a pouco.
01:37Tá bom?
01:38Até o topete tá semelhante.
01:41Veio bem, veio bem.
01:43Mas vamos botar...
01:44Veio bem, veio bem.
01:45Xará pode, Xará tá com crédito.
01:47Mas vai botando a bola no chão aqui.
01:49Realmente foi um voto e tanto, muito pra gente dissecar,
01:52e eu tô ansioso pra ouvir a tua opinião dos principais trechos aqui,
01:55e a importância simbólica que ele terá na sequência,
01:58por mais que não vá mudar muito o resultado final.
02:00Perfeito.
02:02Olha, Marinho, a gente teve, de fato, como você bem disse, um voto técnico.
02:06Aliás, muita gente falando, olha, ele ficou com receio de sanções,
02:09ele ficou com medo da Magnitsky.
02:11Eu acho que se a gente, se em algum momento as pessoas forem coagidas
02:16a cumprir a Constituição, talvez essa seja uma coação a se pensar.
02:20Se você é coagido a ser técnico, talvez isso deva ser algo a se considerar como adequado.
02:28Não vejo que tenha isso.
02:31Ele foi técnico durante todas as 12 horas.
02:34Talvez uma ou outra coisa ali é o discorte, por exemplo,
02:37na condenação até mesmo de uns e não de outros.
02:41Mas são pequenas questões que faz parte sempre uma ou outra coisa ser discutida
02:48ou passível de debate.
02:50Mas os pontos centrais, me parece, são técnicos,
02:53que é o fato de que o STF é incompetente para esse julgamento
02:57e que não é possível você, dentro do território da cogitação
03:01ou da postagem, ou de lives, ou de reuniões,
03:06entender que isso é o início de uma execução de um golpe de Estado.
03:10Os crimes, tanto o golpe de Estado quanto a abolição violenta,
03:13o próprio nome já indica, violenta do Estado,
03:16são crimes que exigem o elemento violência.
03:19A gente não pode passar de uma hora para outra
03:21entender no Brasil que a violência pode ser simbólica,
03:24que a violência, que é algo tão grave,
03:27pode ser simplesmente imputado a palavras.
03:31É muito grave, inclusive, para depois desse julgamento,
03:34essa jurisprudência que fica.
03:35Eu acho que o Fux coloca a bola no chão
03:37e, de alguma forma, nos mostra como esse julgamento
03:41poderia ou deveria ser seguido pelos demais
03:44se nós estivéssemos no terreno do debate jurídico
03:47e não do debate político.
03:49Tanto o voto dele, quanto o voto, por exemplo,
03:52a respeito de redes sociais do André Mendonça,
03:54acho que criaram uma imensa polêmica
03:57por serem técnicos e por serem votos que leem,
04:01basicamente, o texto literal da Constituição.
04:04E isso, no Brasil, hoje, virou algo revolucionário.
04:06O bom senso virou revolucionário.
04:09Ler a Constituição como ela foi escrita,
04:11e não como os ministros desejariam que ela tivesse sido escrita,
04:15passou a ser alvo de polêmica.
04:16Isso é muito ruim.
04:17Creio que alimenta, inclusive,
04:19a possibilidade de um debate público mais qualificado
04:22esse voto do Fux.
04:24Excelente, André.
04:25Marcília, a gente segue aqui com a bancada nesse momento.
04:27Vou acionar o David de Tarso para a próxima pergunta.
04:29Eu gostaria de saber, doutor,
04:31se tem alguma expectativa também,
04:33já que o STF não é competente para tal julgamento,
04:37quais são os mecanismos, então,
04:39para uma possibilidade de que esse julgamento
04:40não tenha validade adiante?
04:42Olha, David, o que vale, nesse caso, na turma,
04:47aliás, a respeito dessa incompetência,
04:49acho que o próprio Fux explicou muito bem quando ele disse
04:51se o Bolsonaro estiver sendo julgado como ex-presidente,
04:55tem que estar na primeira instância,
04:56porque ele não tem foro privilegiado.
04:58Se ele estiver sendo julgado pelos atos da presidência,
05:01tem que ser julgado no plenário com todos os ministros
05:03e não na primeira turma.
05:05Quer dizer, é bem ilustrativa essa explicação dele próprio,
05:08e parece ser a melhor forma de a gente entender isso.
05:11O problema é que o voto dele é um voto minoritário,
05:15e acredito eu, pela expectativa que temos
05:17do voto da Carmen Lúcia e do Zanin,
05:20é de que seja, inclusive, um voto isolado.
05:22Se ele tiver, portanto, ali um 4 a 1,
05:25o voto para a primeira turma,
05:27para a condenação da primeira turma,
05:28não vale nada na prática.
05:31Vale no sentido de que abre uma divergência
05:33que pode fazer com que haja um recurso,
05:36que a gente chama de embargos infringentes,
05:38esse recurso suscitaria a possibilidade
05:41de que o plenário fosse acionado,
05:43os demais 11 ministros fossem chamados a votar,
05:47e, eventualmente, aquilo que é hoje,
05:49é a minoria ou um voto isolado do Fux,
05:51pode ganhar a maioria.
05:53Difícil, mas essa é a única possibilidade
05:56dessa visão dele se tornar válida
05:59para o resultado final.
06:00Por enquanto, é apenas um voto isolado
06:03que não tem eficácia de modificar nada
06:05nesse julgamento.
06:06Importante sempre lembrar
06:09o que está, de fato, em jogo aqui,
06:12apesar das paixões e emoções
06:14que estão inflamando
06:16a interpretação de todos os lados
06:18do que a gente está vendo.
06:19De qualquer forma, eu vou acionar agora,
06:21André, se você me permite,
06:22o Dr. André Marcília segue aqui com a gente,
06:23o Mano Ferreira, para a próxima pergunta.
06:25Bom dia, André, é um prazer conversar com você.
06:28A minha pergunta, a gente sabe que isso é improvável de ocorrer,
06:32mas caso houvesse um entendimento de que os aspectos processuais
06:39levantados pelo ministro Fux devessem ser considerados,
06:43e, portanto, o atual processo fosse declarado nulo,
06:46o que se faria com os autos,
06:50com as provas que foram levantadas pela Polícia Federal,
06:53pelo Ministério Público?
06:54Isso tudo seria remetido a algum juiz de primeira instância?
06:59Seria possível dar reinício ao processo?
07:02Ou, simplesmente, a gente passaria uma borracha
07:07e faria de conta que nada aconteceu?
07:09O que é que aconteceria caso o Supremo entendesse
07:13que o argumento da incompetência do foro está adequado?
07:19Olha, Mano, é uma boa pergunta.
07:22A gente, se tudo isso se houvesse, se houver, né,
07:25depois desse julgamento da primeira turma,
07:28um recurso ao plenário,
07:30o plenário considerar que o Fux tem razão, vamos dizer assim,
07:33nessa questão da incompetência,
07:34o julgamento precisa ser declarado nulo.
07:36Por isso que essa questão da incompetência, inclusive,
07:38é, às vezes, passa batido,
07:41mas é mais relevante do que a absolvição.
07:43Porque, veja, se um tribunal é incompetente,
07:45ele não importa se ele julga culpado ou inocente.
07:48O voto culpado ou voto inocente é incompetente.
07:51Portanto, tudo é anulado e aí sim volta
07:54ou para o plenário, vai para o plenário
07:56para reiniciar o julgamento
07:58ou para a primeira instância.
08:00Eles pegam todas as provas,
08:01remetem todas elas para a primeira instância
08:04e é como se realmente apagasse,
08:06passasse uma borracha e começasse
08:07tudo de novo.
08:10E aí tem que pensar, né,
08:11pode ser, inclusive, que o tempo que isso leve
08:15passa com que
08:17esses julgamentos, enfim,
08:20nunca aconteçam.
08:21Vamos lembrar que nós tivemos já casos recentes
08:23até no Brasil
08:24de que o tempo, né,
08:25houve preclusão, como a gente chama,
08:27o tempo passado faz com que haja extinção
08:29da punibilidade.
08:31A possibilidade do Estado punir essas pessoas
08:33passe em razão do tempo.
08:35Então, tudo isso pode acontecer,
08:36quer dizer,
08:37é como se você estivesse perdendo um jogo
08:40de 4 a 0
08:42e falasse, olha,
08:44vamos começar tudo de novo
08:45porque a gente está aqui no campo errado.
08:46O campo certo de jogar não é esse,
08:48é o outro,
08:49a métrica aqui do campo não é correta.
08:51O gol está num tamanho diferente.
08:53Então, precisamos começar tudo de novo,
08:54o jogo,
08:55e aí a bola começa novamente a correr
08:58num outro ambiente,
08:59de uma outra forma.
09:01E se esse tempo passar,
09:02talvez com outro STF,
09:04porque o governo seguinte
09:07terá ainda nomeações a serem feitas,
09:09talvez num outro executivo,
09:11porque a gente vai ter eleições.
09:12Então, muda, inclusive,
09:13o cenário contextual
09:15a respeito desse julgamento
09:16se ele for anulado.
09:17É, doutor André Marcilio,
09:20isso aí, para mim,
09:21está dado como 2 e 2 são 4.
09:23Acho que isso aí é iminente
09:24em algum momento
09:25dos próximos capítulos da nossa história
09:28aqui que a gente já pode antecipar.
09:30Mas, de qualquer maneira,
09:31eu vou com a Aninha Beatriz Richa
09:32agora para a próxima pergunta.
09:35Oi, doutor André, bom dia.
09:37Obrigada pela presença.
09:38A minha pergunta,
09:39ela diz respeito
09:40aos demais julgamentos
09:42que envolvem o 8 de janeiro
09:43e que foram feitos pelo STF
09:46sem qualquer questionamento
09:48por parte do ministro Luiz Fux
09:49a respeito da competência.
09:52Então, a minha pergunta é,
09:53este voto abre margem
09:55para um requestionamento
09:57por parte daqueles
09:59que já foram condenados?
10:01E, se sim,
10:01como isso pode acontecer?
10:04Tudo bem, Aninha.
10:05Olha, tinha uma pergunta também.
10:07Veja, tem aqui duas coisas.
10:09Primeiro, que eu estava
10:11até num debate ontem
10:12e uma das questões era essa.
10:14Como é que o Fux...
10:15quem estava no debate comigo
10:17dizia assim,
10:18causa perplexidade
10:20que o Fux tenha tido
10:21um entendimento antes,
10:23seja o juiz punitivista
10:24e agora mude de ideia.
10:25E eu respondi,
10:26causa perplexidade
10:28se uma pessoa passar a vida inteira
10:29sem mudar de ideia.
10:30Eu acho que faz parte
10:31do ser humano,
10:32inclusive,
10:32é desejável aos juízes
10:34que mudem de ideia.
10:35É assim que é feito
10:37o debate público, inclusive.
10:40Por isso que existe, inclusive,
10:42a liberdade de expressão
10:42e o debate
10:43para a gente poder mudar de ideia.
10:45Agora, o Fux,
10:47na prática,
10:48o voto dele
10:48não muda nada.
10:50Se houver
10:50um acórdão
10:51depois
10:52no plenário
10:53que acolha
10:54essa visão dele,
10:55aí sim,
10:56esse é um ponto relevante
10:57aí,
10:58entra nisso
10:58que você estava falando,
10:59Aninha.
11:00É possível, sim,
11:01que os réus
11:02do dia 8
11:02tenham
11:04até mesmo
11:05uma revisão
11:05do seu julgamento.
11:06Porque, veja só,
11:07o julgamento
11:09dos réus
11:09do dia 8,
11:10esses julgamentos
11:11são conexos
11:12a esse julgamento
11:13do golpe.
11:14Esses fatos todos
11:15se entrelaçam.
11:16Então, se você tiver
11:17num julgamento
11:19do processo do golpe
11:20o entendimento
11:21de que o STF
11:22é incompetente
11:23e no julgamento
11:23dos réus do dia 8
11:24o entendimento
11:25de que o STF
11:26é competente,
11:27bom, a gente tem um conflito.
11:28Casos conexos
11:29com decisões conflitantes.
11:31Isso pode suscitar,
11:32sim,
11:33a revisão
11:33do julgamento,
11:35inclusive,
11:35dos réus do dia 8.
11:37Tem uma figura
11:37no direito penal
11:38que chama-se
11:38revisão criminal
11:39ou julgamento
11:41por equidade
11:42que é justamente
11:43para casos como esse.
11:44Quando você tem
11:45casos que são
11:46conexos aos fatos,
11:47fatos conexos,
11:48mas decisões
11:49conflitantes.
11:50E aí,
11:51a próprio judiciário
11:52deverá abrir portas
11:53para a revisão
11:54do julgamento
11:55daqueles réus do dia 8.
11:57Então,
11:57se o plenário
11:58acompanhar o FUX
11:59em um segundo momento,
12:01isso pode modificar,
12:03sim,
12:03o julgamento
12:03dos réus do dia 8
12:04adiante.
12:06É, meus amigos,
12:07vou com o David
12:07Digitaço.
12:08Mais uma pergunta?
12:09Temos,
12:10enfim,
12:10são muitas aqui
12:11no caso.
12:11Vamos com o David,
12:12então?
12:12David,
12:13com a palavra.
12:13Sim,
12:14porque,
12:14diferente até,
12:16acho que o doutor
12:16já esclareceu
12:17em relação
12:17à possibilidade,
12:19né,
12:19de que o ministro
12:21FUX pudesse
12:21influenciar os outros
12:22ministros,
12:24essa chance
12:25é praticamente nula,
12:26né?
12:26Mas ele trouxe pontos,
12:27acho que,
12:27importantes,
12:29mas na sua visão também,
12:30você como jurista,
12:31acredita que
12:32as questões
12:33trazidas pelo ministro
12:34FUX em relação
12:35à organização criminosa,
12:38à tentativa
12:39de abolição
12:40do Estado Democrático
12:41de Direito
12:41por violência,
12:43realmente são questões
12:44que não podem ser julgadas
12:45porque não há elementos
12:46suficientes
12:47quanto às provas
12:47que existem nos autos?
12:49Olha,
12:51David,
12:52a questão não é
12:53haver ou não
12:54provas,
12:55né?
12:55De fato,
12:56as provas,
12:57elas,
12:58enfim,
12:58foram levadas
12:59agora aos autos.
13:01O problema é que
13:01essas provas,
13:02elas não indicam
13:03que houve
13:04uma tentativa
13:06de golpe de Estado.
13:07O que a gente tem
13:08é provas
13:09de que
13:10essas pessoas
13:11que estão sendo julgadas,
13:12elas produziram
13:14materiais,
13:15veja,
13:16qual é a imputação
13:17para a gente
13:18também aqui
13:19colocar um pouco,
13:20esclarecer um pouco,
13:21qual é a imputação
13:22que está sendo feita
13:22a esses réus?
13:23De que eles
13:24enfraqueceram
13:25o Estado de Direito
13:26por meio
13:27de lives,
13:30postagens,
13:31reuniões,
13:32monitoramentos
13:33de autoridades
13:35e etc.
13:36Essas provas,
13:37vamos dizer assim,
13:37estão lá.
13:38O problema é que
13:39isso não é um golpe de Estado.
13:40Você monitorar
13:41autoridades
13:42significa que
13:43você pode ser punido.
13:44Se você é um servidor público,
13:45você pode ser punido.
13:46Isso é desvio de finalidade.
13:47Isso é um ilícito,
13:48mas não punido
13:49por um golpe de Estado.
13:50Você postar algo,
13:53bom,
13:53isso pode eventualmente
13:54ser tido como
13:55um crime contra a honra,
13:56se essa postagem
13:57ofendeu alguém,
13:58mas isso não é um golpe de Estado.
13:59Então,
14:00o problema aqui
14:01da falta de provas
14:02não é que essas pessoas
14:03simplesmente
14:04não fizeram nada.
14:06É que essas pessoas
14:06que estavam lá,
14:08o que falta
14:09é a prova
14:09da ligação delas
14:10com o golpe de Estado,
14:11com a efetividade
14:12de um golpe de Estado.
14:13Isso não veio à tona.
14:15E se a gente
14:15condena essas pessoas todas,
14:17esse me parece
14:18ser o grande perigo,
14:19a gente está dizendo
14:20que o uso,
14:21o exercício
14:22da liberdade de expressão
14:24pode resultar
14:24num golpe.
14:26Então,
14:26aqui todos nós
14:27que estamos,
14:28usamos da palavra
14:29de polgados,
14:29jornalistas,
14:30se alguém,
14:31como os réus
14:32do dia 8,
14:33utilizarem
14:35aquilo que eu estou falando
14:36para um ato
14:38ilícito,
14:39bom,
14:39então eu sou o mandante
14:40amanhã de alguma coisa,
14:41porque eu estou aqui
14:42dando uma ideia,
14:43porque eu estou aqui
14:44trocando informações,
14:45porque eu estou aqui
14:46questionando a democracia
14:48ou urnas,
14:49ou seja o que for.
14:50Quer dizer,
14:50isso é muito grave.
14:51A gente passar
14:52a entender
14:53que o questionamento
14:54das pessoas
14:55a respeito
14:56de determinados fatos
14:58que existem
14:58dentro do país
14:59pode resultar
15:00num golpe,
15:01é essa parte,
15:02esse link
15:02é que não tem provas,
15:04essa relação
15:05é que não foi comprovada,
15:06a meu ver,
15:07claro,
15:07e também do flux,
15:09e isso é que é
15:10o mais grave
15:11dessa história toda,
15:12porque criminaliza
15:13de alguma forma
15:13o exercício
15:14até mesmo
15:15da liberdade expressiva.
15:17André Marcília,
15:18eu peço para você
15:18permanecer com a gente
15:20aqui por mais
15:20alguns minutos,
15:21não sei antes
15:21eu me despedir
15:22de todo mundo
15:22que nos acompanhou
15:23pela rede Jovem Pan
15:24de rádio,
15:25pânico daqui a pouco
15:25para vocês,
15:26Morning Show
15:26fica por aqui,
15:27tchau.
15:28Em frente sempre aqui
15:29para quem nos acompanha
15:30por imagens
15:30nas multiplataformas
15:31da Jovem Pan,
15:32Mano Ferreira aqui
15:33ansioso para fazer
15:34uma pergunta já
15:34na reta final
15:35do Morning de hoje,
15:36Mano.
15:36Eu queria entender
15:36como seria
15:37a tipificação adequada
15:39da conduta,
15:40por exemplo,
15:41do general Mário Fernandes,
15:42que na condição
15:43de secretário executivo
15:44da Secretaria Geral
15:46da Presidência da República
15:47elaborou planos
15:48para assassinar
15:50o presidente eleito,
15:51inclusive o ministro
15:52relatou e imprimiu
15:54até impressoras oficiais
15:56do Palácio do Planalto,
15:58tudo isso está corroborado
16:00com as provas
16:01nos autos.
16:02Então, que tipo
16:04de conduta
16:04é essa?
16:05Por que um funcionário
16:06público usar
16:07a estrutura do Estado
16:08para criar um plano
16:09para matar alguém
16:10não é exercício
16:11da liberdade de expressão?
16:14Olha,
16:15veja só,
16:16se eu,
16:17nesse momento agora
16:18que estou aqui com vocês,
16:19estiver aqui
16:20cogitando amanhã
16:22assaltar um supermercado,
16:24eu não posso ser preso.
16:25Se eu imprimir um plano
16:26para assaltar o supermercado,
16:28não é crime.
16:29Se eu não começar
16:30a assaltar o supermercado,
16:31eu não preciso concluir
16:32o assalto,
16:33mas eu preciso iniciar
16:34o assalto.
16:35Se eu estiver no terreno
16:36de impressão,
16:37de cogitação e etc.,
16:38isso não é crime.
16:39E aí não é uma opinião minha
16:41e nem de nenhum ministro.
16:42Está na nossa legislação.
16:44Então, esse é o ponto.
16:45A cogitação,
16:46isso também o Fux aborda,
16:47a cogitação de algo,
16:50ela não passa
16:51pelo terreno
16:52da criminalização
16:53ou uma tentativa.
16:54Não há uma tentativa
16:55de assaltar o supermercado
16:56se eu estiver aqui
16:57pensando a respeito disso.
16:59Mas quando um funcionário
17:00público faz isso,
17:00não tem nenhum desvio
17:01de finalidade?
17:03Não, sim.
17:04O funcionário pode,
17:05eventualmente,
17:06se ele gastou o tempo
17:07público,
17:08o tempo destinado,
17:10que ele deveria ter destinado
17:11a uma função pública
17:12com isso,
17:12ele pode,
17:13na esfera administrativa,
17:14ser punido.
17:15Mas o problema aqui
17:16é que o que está em jogo
17:17é se essa punição
17:17pode ser por golpe
17:19ou por tentativa de golpe.
17:20esse foi o André Marcília.
17:23Muito obrigado
17:24pela presença aqui,
17:25a gente agradece demais
17:26e estende aqui já o convite
17:28para você retornar
17:29o quanto antes
17:29porque conteúdo
17:31e matéria
17:31não vai faltar.
17:32Obrigado.
17:32Foi um prazer
17:34estar aqui com vocês,
17:35um abraço a todos.
17:36É isso aí.
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