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No JP Ponto Final, a deputada Gisela Simona (União- MT) abordou temas como a polarização e tensões na política.

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00:00Salve, seja bem-vindo. Nós estamos falando diretamente dos estúdios da Jovem Pan aqui no
00:11Planalto Central do país, o Coração do Poder. E vamos falar aqui de política. Você sabe que a
00:17política mexe com a sua vida, né? Define a escola do seu filho, a casa que você mora e a projeção
00:24de futuro. Sem a política é a barbárie. Daí a necessidade de cada vez mais possamos entender as
00:31entranhas daqui do poder. Hoje aqui no Ponto Final nós estamos com a deputada importante que trabalha
00:38muito nos bastidores aqui. A deputada do Mato Grosso, do União Brasil, Gisela Simona. Deputada,
00:45muito obrigado por estar aqui nos estúdios da Jovem Pan. Olá, José Maria Trindade, uma honra estar aqui
00:51com você, com todos aí que assistem o programa Ponto Final aqui na Jovem Pan, né? Poder
00:57compartilhar um pouco do nosso mandato, da nossa luta aí em defesa da população brasileira
01:02dentro do Congresso Nacional. E a senhora falou de luta, deputada. Hoje a política é uma luta, né?
01:07É uma luta. Como a senhora está vendo aí essa tensão? Eu acho que política sempre teve, né? Porque
01:12envolve paixão, envolve opiniões pesadas. Então, essa tendência era natural. Mas o fogo não está
01:19quente demais nessa disputa, não? Quente demais, né? Eu costumo dizer que a luta é grande para chegar
01:26até aqui. E, na verdade, quando estamos aqui, a gente percebe que não tem dia fácil dentro do
01:32Congresso Nacional. Então, são dias de muita discussão e, ultimamente, cada vez mais tenso, né?
01:38Eu falo que vão esticando a corda a todo momento e a gente chega no momento em que você vê a própria
01:44democracia ameaçada também, né? O que é muito ruim para o país, porque eu, particularmente, sou muito
01:50contra a questão da polarização. Eu acredito que isso nos faz desviar do verdadeiro foco, que é aí a
01:56defesa das pessoas, de melhorar a vida das pessoas aqui dentro do Parlamento, né? Então, quando você
02:01desvia esse foco dentro da polarização, você está buscando torcida organizada e, nesse contexto, você deixa
02:08de discutir aquilo que realmente importa para o nosso país. Deputada, eu escuto de colegas da senhora
02:13de que, quando chega na base para fazer campanha, pedir o voto, aí a pergunta é, mas você é Lula ou
02:20Bolsonaro? Aí, ah, você é Lula ou Bolsonaro? Quer dizer, fica um contexto muito complexo, né?
02:27Muito complexo, José Maria. Inclusive, as últimas eleições foram assim e acredito que, infelizmente, ainda
02:34talvez teremos isso em 2026, né? As pessoas, às vezes, nem querem saber sua proposta, né? O que você
02:40pensa sobre o que vai resolver a saúde, a educação do país ou qualquer outra pauta, ela quer saber aí a
02:47sua decisão para o executivo, ou seja, você, como você falou, você é Lula ou você é Bolsonaro e não
02:53existe meio termo, né? E, volto a dizer, isso para mim é muito ruim para o país, porque você deixa de
02:58conhecer verdadeiramente aquele que é o representante do povo, aquele que vai estar
03:04ali na linha de frente da trincheira para lutar e defender e fiscalizar aquilo que você
03:10precisa no seu dia a dia, por conta, muitas vezes, de ideologias que nem sempre dizem o
03:17melhor para você.
03:17Mas é um divisor de águas importante, né? É uma ideia de grupos, é uma ideia que tem
03:25parâmetros, não é por acaso. E também é uma tendência mundial. Eu acho até que no Brasil
03:30chegou tarde.
03:31É uma tendência, né? Vejam que, eu acredito que ela, na verdade, te dá norte, né? De quem
03:40é a pessoa que você, ou bandeiras que a pessoa minimamente defende e que estará à frente
03:45protegendo, né? Mas no dia a dia, vejam que, quando nós estamos dentro do Congresso Nacional,
03:51eu digo que há pautas que vêm, muitas vezes, de iniciativas da direita, que correspondem
03:58sim àquilo que eu entendo que é necessário para a minha população, como também existem
04:02pautas da esquerda que vêm e correspondem à minha população. Então, quando eu falo
04:06que é ruim, é do ponto de vista de você, muitas vezes, deixar de votar numa pauta que
04:10é boa para a população, porque ela é oriunda da esquerda ou da direita. Então, é nesse
04:16sentido que eu entendo ruim. Mas ter lado é sempre necessário nesse país, até para
04:21você poder tomar o direcionamento mais adequado, né?
04:25Recentemente, a senhora foi relatora de um projeto muito importante, né? Que é um projeto
04:30que foi levado pela bancada negra, que cria um fundo de promoção e de desenvolvimento,
04:36por que não dizer, dos negros e pardos no Brasil. O projeto foi aprovado, mas esse é um assunto
04:42muito polêmico até aqui no Congresso Nacional. Por que é tão polêmico, assim, falar na
04:48população negra e nas dificuldades? É evidente, na própria representação aqui, esse quadro
04:55é descrito, né? A representação é muito menor do que a representação no Brasil e na sociedade.
05:03Exato. É polêmico porque, na verdade, existe uma narrativa que toda vez que você discute
05:07de políticas públicas, por exemplo, para a população negra, que nós poderíamos estar tentando
05:12dividir o país entre brancos e negros ou algo nesse sentido. Mas esse fundo é uma pauta
05:18que eu entendo que é diferente disso. Porque, vejam que, primeiro, só para o cidadão que
05:24está nos assistindo entender, para você propor uma emenda constitucional, você precisa
05:28minimamente de 171 assinaturas. Essa, ela vem com 175 assinaturas de pessoas brancas,
05:35pardas, negras, de diferentes siglas partidárias, o que demonstra que é uma pauta suprapartidária,
05:42que interessa à esquerda, à direita, ao centro, a todos do Congresso Nacional.
05:47E vem exatamente para quê? Para a gente corrigir aquilo que os números nos mostram,
05:50que é incontestável. Infelizmente, a população negra do nosso país é a que tem menos acesso
05:56ainda à saúde, à educação. É ela que está mais presente nos índices de violência
06:02do nosso país. Então, quando você tem uma política pública que, na verdade,
06:07ela vem com o objetivo de reparar essa discriminação racial que existe no nosso país,
06:14as pessoas aceitam a ideia. E vejam que, embora seja muito polêmica,
06:18na CCJ nós conseguimos ganhar com 41 votos contra 15.
06:24Então, um número bastante expressivo com relação a essa vitória,
06:28que garantiu, sim, 20 bilhões de reais da União, né, para que se possa investir
06:35e dar igualdade de oportunidades à população negra do nosso país.
06:39E quando eu falo de população negra, eu estou falando de pretos e pardos do nosso país.
06:43É, o retrato é o seguinte, são 513 deputados.
06:47Só 135 são, é autodeclaração, né?
06:51Exato.
06:51De negros e pardos. Mas se a maioria do povo brasileiro é de negros e pardos,
06:58quer dizer, tem aí já um desequilíbrio.
07:00Exatamente.
07:00Mas é uma pauta muito contestada, né?
07:02Os argumentos são de que é preciso ajudar, é preciso fortalecer a pobreza,
07:07os que não têm chance e aí não teria cor.
07:11Por que que não é assim?
07:15Então, na verdade, não é assim porque, e aí é todo um conjunto de dados, né,
07:20quando você observa essa distorção, essa desigualdade,
07:24você acaba verificando a população negra nos rincões aí mais pobres do nosso país,
07:31que aí você encontra a desigualdade racial juntamente com a desigualdade social,
07:35também, junto a isso, né, com o menor número de negros dentro das escolas, né,
07:42depois das políticas afirmativas.
07:45A gente teve, inclusive, uma mudança nesse cenário, né,
07:48inclusive nas universidades brasileiras com o maior número de negros,
07:51o que demonstra que há uma necessidade ainda, assim,
07:54de ter essas reparações do ponto de vista legal
07:57para que a gente consiga realmente atingir essa plenitude de igualdade
08:01que nós tanto almejamos no nosso país.
08:03Olha, deputada Gisela, a senhora trabalha em pautas sensíveis, né,
08:07mulher, negra, de um estado, assim, relativamente pequeno na representatividade aqui,
08:14é muito difícil, né, levar essas pautas em frente.
08:18É difícil, né, mas aí eu digo que também, quando a gente chega na Câmara,
08:21a gente vai descobrindo um pouco do que a gente tem de bom,
08:25no sentido de descobrir um pouco dessa vontade e da necessidade
08:29e da habilidade para articular, né,
08:31porque o que nós entendemos, quando você consegue demonstrar com dados,
08:37com números, né, evidências claras da importância de uma pauta,
08:41você faz o convencimento, né,
08:43então, isso a gente tem feito dentro do nosso mandato,
08:46no sentido de tudo que nós apresentamos,
08:49que vem embasado, né, com números, com dados, com evidências,
08:53isso ajuda muito no convencimento de uma pauta, por mais difícil que seja.
08:57Você fala aí, por exemplo, da questão da violência contra a mulher.
09:01Nós acabamos aí de encerrar o agosto,
09:03que é um mês dedicado aí ao agosto de lais,
09:06que nós falamos que é o mês do combate à violência contra a mulher no nosso Brasil,
09:11e vejam aí que nós temos dados muito graves, né,
09:15de quatro mulheres morrendo por dia no nosso país por feminicídio.
09:19E eu tenho muita honra de ter sido relatora do chamado pacote anti-feminicídio
09:24na Câmara dos Deputados, que fez com que a pena hoje do feminicida,
09:27ela seja a maior do Código Penal brasileiro,
09:30que é uma pena de 40 anos, né,
09:32então é uma resposta também que nós precisamos dar
09:34para diminuir esse sentimento de impunidade, né,
09:38porque hoje o que você vê na notícia?
09:40É uma que levou 61 socos dentro do elevador,
09:44é outra que teve 120 facadas,
09:46é outra mulher que morreu aí com marteladas, né,
09:49ou seja, crimes graves, crimes de ódio,
09:51que nós estamos assistindo, né,
09:54e o Congresso Nacional precisa tomar posição.
09:57Não só pela pena, né, mas agora, por exemplo,
09:59que começa toda a discussão da LDO,
10:01e nós estamos discutindo isso nas comissões,
10:04é ter dinheiro, né,
10:05a gente diz sempre, né,
10:07e isso foi uma justificativa no fundo de reparação,
10:10de que não há política pública sem dinheiro.
10:12Então, se o governo federal,
10:14ele também não destinar para o orçamento do Ministério das Mulheres,
10:18recurso para que a gente tenha nos estados e municípios,
10:22né, um aumento aí voltado para o acolhimento a essa mulher,
10:26para a rede de proteção,
10:28para mais delegacias 24 horas,
10:30enfim, todo um arcabouço aí de investimento,
10:33nós não vamos ter aí esses números diminuídos no nosso país.
10:37Peraí, deputada, eu realmente não sei porquê
10:39essas pautas que nós estamos falando,
10:42elas foram, tipo, sequestradas pela esquerda.
10:45Isso é pauta de esquerda ou de direita?
10:47Por quê?
10:48Eu digo que é uma pauta suprapartidária.
10:50É, deveria ser, né?
10:51Porque, veja bem, deveriam ser,
10:52e a gente trabalha muito nesse sentido,
10:55porque vejam que quando você,
10:57na verdade, trata da mulher,
10:59e aqui eu falei do número de feminicídios, por exemplo,
11:02quando uma mulher morre,
11:04eu vou te dar um exemplo de Mato Grosso,
11:05que, infelizmente, aí é o Estado do Brasil,
11:08é o meu Estado e é o Estado do Brasil hoje
11:10com o maior número de feminicídios do Estado brasileiro.
11:14E vejam que nós fechamos o ano passado, por exemplo,
11:17com 47 feminicídios,
11:20e até agora, o mês de agosto,
11:22nós já estamos com 37 feminicídios.
11:24E por quê? Qual é o motivo?
11:25Aqui também, no Distrito Federal,
11:28o número é surpreendentemente negativo,
11:30é muito alto.
11:31Por quê, deputada?
11:32Aqui a senhora atribui essa cultura.
11:34Então, vejam que essa situação da...
11:38os Estados que são conservadores, principalmente,
11:41eu vejo que há muita uma naturalização da violência no dia a dia,
11:47porque o feminicídio, por exemplo,
11:49ele não acontece do dia para a noite.
11:51Estudos científicos já feitos com dados
11:53demonstram que, na verdade,
11:55a violência começa ali,
11:57muitas vezes, com cenas que aparentemente são de ciúmes,
12:00são violências verbais,
12:02são violências psicológicas,
12:04moral, que acontecem dentro da família,
12:06que vai se naturalizando...
12:07Reconstruindo, né?
12:09Reconstruindo isso,
12:10até você chegar à maior delas,
12:12que é a morte.
12:14E a comprovação é de que quem denuncia,
12:17ao contrário do que se imagina,
12:19quem denuncia,
12:20fica livre desse tipo de violência, né?
12:23Exatamente.
12:24É preciso denunciar, né?
12:25Exato.
12:25Tanto que o nosso incentivo é exatamente para romper o silêncio, né?
12:29Que as mulheres rompam o silêncio, né?
12:31Inclusive, nós temos aí vários projetos de lei nesse sentido,
12:34conseguimos conseguir êxito aí,
12:37para que, por exemplo, na Voz do Brasil,
12:38a gente tenha um minuto por dia divulgando os canais
12:41de denúncia da violência contra a mulher, né?
12:45Temos aí a própria...
12:47Transformar esse canal num canal acessível
12:49para pessoas com deficiência, né?
12:52Porque mulheres que são surdas, mudas,
12:54tiveram dificuldade de acessar o 180 hoje,
12:57então temos projetos nesse sentido também,
12:59para tornar mais acessível o canal.
13:02Enfim, há uma necessidade, sim,
13:04de termos publicidade hoje no nosso país,
13:07voltada, primeiro, para mostrar
13:09que quem mata mulher, pelo fato de ser mulher,
13:12não sai mais pela porta da frente da delegacia,
13:14que hoje tem uma pena de 40 anos, para...
13:17É maior do que eletrocínio, né?
13:18Exatamente.
13:19Ou por seguir de morte.
13:20Exatamente.
13:20Então, nós precisamos mostrar isso, né?
13:23Para desincentivar qualquer tipo de tentativa de feminicídio,
13:28mas nós precisamos mostrar que existe uma rede de proteção.
13:32E aí, quando eu falo da rede de proteção,
13:34que existe, na verdade, existe em alguns lugares, né?
13:37E é por isso que nós, como eu falei,
13:39precisamos de investimento, de recurso público
13:41para esse tipo de política pública.
13:43Pois é, como polêmica pouca não adianta,
13:46a deputada Gisela, ela lida muito na área de defesa do consumidor.
13:50A senhora foi do PROCON, do Mato Grosso, né?
13:52Exato.
13:53O Código de Defesa do Consumidor é um documento relativamente novo no Brasil, né?
13:58E um dos melhores do mundo, por concentrar ali toda a legislação sobre o mesmo assunto.
14:04Hoje, depois de 35 anos, né?
14:07Do Código, como é que está essa relação consumidor e fornecedor?
14:11Importante a pergunta, José Maria, inclusive, no próximo dia 11 de setembro,
14:16o Código de Defesa do Consumidor completa aí seus 35 anos.
14:21No dia 9 de setembro, tem uma sessão solene que nós estamos organizando aí na Câmara dos Deputados,
14:27exatamente para que a gente possa aí, inclusive, agradecer a essas pessoas
14:33que fizeram parte de toda essa história desses 35 anos do Código de Defesa do Consumidor,
14:38porque é um código, é novo, nós tivemos muita inovação no mercado de consumo,
14:43mas ele continua atual, porque é uma norma bastante principiológica, né?
14:47E traz regras ali bastante atuais, né?
14:50E que estão, na verdade, sendo adaptadas, como é principiológico, ao mundo atual.
14:55Eu digo isso, por exemplo...
14:56Até hoje se adaptando.
14:57Se adaptando, né?
14:59Nós comentávamos nos bastidores, você que foi alguém que acompanhou muito de perto, né?
15:04Todo esse nascedor do Código de Defesa.
15:05O Dr. Herman Benjamin, que é uma pessoa importantíssima.
15:08Ministro Herman.
15:08O Geraldo Alckmin.
15:10Exato.
15:10Então, a gente conversava aí nos bastidores essa questão, por exemplo,
15:15as compras pela internet, né?
15:17Que em 1990 você não existia, mas tem lá o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor
15:23que fala que quando você compra à distância, né?
15:25Você...
15:26Fora do estabelecimento, mesmo que seja na cidade, mas fora do estabelecimento comercial.
15:31Exatamente.
15:31Se dá o direito de arrependimento.
15:33Então, aquilo que servia para aquelas compras que, na verdade, era do vendedor que passava
15:39na porta de casa para fazer a compra ali do dia a dia, na verdade, hoje você usa isso
15:45pelas compras pela internet que se faz e, então, o e-commerce que tornou muito forte.
15:52É claro, precisando, muitas vezes, de novas adaptações, mas um código que se mantém
15:58atual e o que hoje nós fazemos muito na Câmara é evitar retrocessos a esse ordenamento jurídico
16:03tão importante.
16:04Deputado, eu tenho duas dúvidas sobre esse assunto.
16:07É sobre hotéis e passagens aéreas, né?
16:11O código é muito claro de que você não pode tratar pessoas diferentes, né?
16:16Assim, um preço para uma e um preço para outra.
16:19Em caso da passagem, isso acontece.
16:21Ninguém sabe o valor real.
16:23Quanto que é uma passagem daqui para Cuiabá?
16:25Ninguém sabe.
16:26Dependendo do dia, da hora.
16:28Quanto é uma passagem de Brasília a São Paulo?
16:30Ninguém sabe.
16:31Se você chegar lá no guichê, você vai ser extorquido.
16:35Extorquido mesmo, porque é muito caro.
16:37Quer dizer, isso não é contra o código.
16:39E agora os hotéis estão indo no mesmo caminho.
16:41Nós temos uma linha muito tênue aí, né?
16:46Hoje existe toda a lei que trata da questão do liberalismo econômico hoje, né?
16:53Em que, na verdade, você tem uma variação do preço também de acordo com a procura do mercado, né?
17:01Então isso influencia no preço do produto, né?
17:04Como uma corrida por aplicativo hoje, né?
17:07Que você vai fazer, na verdade, depende do trânsito como está, da disponibilidade de carros à sua disposição.
17:16Então há discussões grandes dentro da Câmara dos Deputados, por exemplo,
17:21quando você tenta ter o preço fixo de um produto ou de um determinado serviço,
17:27se isso, na verdade, ele prejudica ou ajuda o consumidor, né?
17:31Porque você teria essas variações, né?
17:34Então, muita gente defende, né?
17:36Por exemplo, pegando dois tipos de transporte.
17:39O transporte rodoviário, por exemplo, que você vai no guichê e você tem o preço certo
17:43para ir determinado dia e voltar, independente se falta 10 dias ou 20 dias
17:49ou é no mesmo dia a sua viagem.
17:51Tendo vaga, você compra, né?
17:52Tendo vaga, você compra.
17:53Mas algumas empresas já estão adotando esse sistema.
17:55Estão adotando esse sistema também.
17:57Mas a senhora considera que, de certa forma, beneficia também quem se antecipa, né?
18:04Então, na verdade, a gente tem, inclusive, eu faço parte da Comissão de Defesa do Consumidor,
18:08a gente, inclusive, requereu à equipe legislativa alguns estudos nesse sentido,
18:13porque nós temos vários projetos hoje, alguns questionando essa questão do preço diferenciado
18:20e alguns, na verdade, conclamando para que tenha, porque melhora aí o preço ao consumidor final.
18:27Não tem uma, como eu disse, em algumas situações ajuda, em algumas situações prejudica, né?
18:33Mas é só com esse estudo que nós solicitamos a gente vai ter mais uma comprovação científica
18:39do que é realmente benéfico ou não para o consumidor.
18:42Deputada, nós falamos aqui da segurança e a violência contra a mulher, né?
18:46E a mulher sempre é mais exposta em qualquer sistema de violência, né?
18:51E nós estamos com uma epidemia de violência no Brasil, né?
18:55Os estados estão amargando índices aí muito graves,
18:58há um sentimento de insegurança muito grande
19:01e o Congresso Nacional está com a PEC da Segurança Pública para votar.
19:06Melhora, a senhora está apostando nessa possibilidade de mudança na Constituição?
19:10A gente acha que é concentradora aqui no governo federal?
19:13Então, vejam que é uma PEC que ainda vai dar muita discussão, né?
19:19Porque, inclusive, para a admissibilidade dela na CCJ,
19:23houve um acordo de que realmente todo o mérito fosse discutido agora
19:27por essa comissão especial que será criada, né?
19:31O que se conseguiu retirar na admissibilidade da PEC,
19:34que se colocou como inconstitucional,
19:37foi a questão de não tirar aí a autonomia dos estados, né?
19:42Porque a União...
19:42Mas o próprio texto do governo já foi, assim, com vetos ali,
19:47a retirada de autonomia dos estados.
19:49É, mas precisou de ter o substitutivo pelo relator, né?
19:53Na época, para que a gente conseguisse até, inclusive,
19:56ter esse consenso de, principalmente, admitir aí a PEC.
20:01Ainda não saíam os nomes da comissão especial.
20:04Muitas vezes, com os nomes, a gente também tem uma visualização
20:07de como ela vem, né?
20:09Se ela vem mais governo ou mais modelo de oposição.
20:12No texto inicial, a gente não tem nada voltado para essa questão específica
20:16da questão da mulher, né?
20:18Da violência contra a mulher no nosso país.
20:20Como também não tem nada, por exemplo, voltado para a questão das facções,
20:24que é uma grande preocupação hoje do nosso país.
20:28Então, são pontos aí que, agora, na comissão especial,
20:32se tentará mobilizar para que haja uma previsão específica no texto.
20:37Precisa mudar, precisa, né, deputada?
20:38Precisa.
20:39O poder do crime organizado, como cresceu no Brasil,
20:43enraizou e está tomando conta de todos os setores, né?
20:46Exatamente.
20:47Inclusive, participamos aí nas últimas semanas da reunião da FPA,
20:52que é a Frente Parlamentar Agropecuária.
20:55Inclusive, a própria FPA, depois de toda essa descoberta
20:59de envolvimento do PCC, né, em várias situações econômicas aí,
21:03da listagem de projetos de lei que são importantes colocar em pauta
21:07para blindar um pouco essa questão do crime organizado em setores específicos.
21:11Desde a questão da sonegação barrar, mais a questão da sonegação fiscal,
21:16dentro da questão dos combustíveis, né?
21:18Então, há uma necessidade, sim, do Congresso Nacional
21:21ter isso como pauta prioritária.
21:24A senhora mostra que o Congresso, aparentemente,
21:27quem vê de longe, acha que o debate aqui é sobre anistia,
21:32Bolsonaro ou Lula, julgamento no Supremo Tribunal Federal,
21:36e vai muito além, né?
21:37Tem muitos detalhes, muitos projetos em andamento,
21:40e todos projetos importantes.
21:42Projetos muito importantes, né?
21:44Veja aí que, muitas vezes, é isso, né?
21:47Como fica a torcida falando de alguns projetos
21:50que podem aí ter mais destaque na mídia, né?
21:53Como você falou no caso da anistia, mas tudo está acontecendo, né?
21:57Há pouco tempo enfrentamos aí a questão da adultização, né?
22:02Da questão de crianças e adolescentes.
22:04Foi rápido, né?
22:05Foi rápido, né?
22:06Com relação à questão aí nas redes e mídias sociais,
22:10de maneira geral, que entendo que foi muito relevante também, né?
22:14Essa situação passou pela Câmara dos Deputados,
22:17já passou pelo Senado, né?
22:18Aguardando aí a sanção presidencial,
22:21porque é um tema que, na verdade, existe uma discussão há muito tempo no país.
22:25Foi necessário um influencer vir a público
22:27para poder chamar a atenção do país
22:31de uma forma que a Câmara, o Congresso, como um todo, debatesse, né?
22:35Mas a regulamentação das redes sociais, né?
22:39Da mídia, como um todo, no que se refere a crimes
22:43que já são punidos no âmbito convencional, é muito importante.
22:47Pois é. Esse é um debate muito mais profundo.
22:50Eu entendo que o comunicador Felp, ele fez uma gravação
22:56sobre a adultização de crianças, que é grave, né?
23:00Estava aí na cara de todo mundo e ninguém tomava providência nenhuma.
23:05Mas ele, na verdade, ele denunciou as redes,
23:08que são escadas, são palco para uma série de injustiças e crimes.
23:14A gravação que ele fez com criança,
23:17você pode pegar negros, lésbicas, gays, gordos, magros, feios, feias.
23:25Se você for prestar atenção,
23:27as redes empurram o que você está vendo,
23:31e cada vez mais, cada vez mais.
23:33Ódio, ódio, ódio, amor até amor, amor, amor.
23:36Então, assim, a senhora acha que é preciso colocar freio,
23:40ou está bom e deixa a coisa andar?
23:42Na minha opinião, tem que colocar freio,
23:45tem que ter responsabilização, né?
23:47Porque é muito grave o que tem se cometido aí
23:50pelas redes sociais, né? De maneira geral.
23:53É claro que sempre tentam, de alguma forma,
23:56frear essas pautas com o risco de ferir a liberdade de expressão,
24:01de nós voltarmos a ter censura no nosso país,
24:04mas vejam que nós não podemos ter esse receio
24:07e deixar com que essa avalanche de crimes aconteçam
24:11nas redes sociais sem que haja uma verdadeira proteção,
24:15sem que haja a verdadeira responsabilização,
24:18principalmente das plataformas.
24:19Onde tem esse limite?
24:20De não permitir a censura,
24:23e aí seria grave,
24:23a Constituição proíbe a censura,
24:26mas proíbe também o anonimato.
24:28Mas onde tem esse limite ali, deputada?
24:30Então, é um limite muito tênue, né?
24:32Porque o que acontece?
24:33Nós precisamos sempre de ter,
24:36e aí é isso que é a desconfiança hoje, né?
24:38Principalmente da oposição,
24:40é porque nós precisamos ter um órgão regulador.
24:42Nós precisamos ter um terceiro desinteressado, né?
24:47Em A, o lado A, o lado B,
24:50que vai fazer a gestão disso.
24:52Porque quem faz o filtro quando eu denuncio
24:54que aquilo é um crime, né?
24:56Que aquilo é errado, que aquilo fere direitos.
25:00Então, na verdade, vai ter que ter essa confiança
25:03num órgão regulador.
25:05E pra isso, né?
25:06É que há essa desconfiança,
25:07porque você pega a oposição,
25:09fala que é o governo,
25:10que o governo vai pensar a favor de quem é do governo,
25:13e aí você começa toda essa discussão, né?
25:16Mas o liane é tênue, mas é possível existir.
25:19E hoje nós temos condições, sim,
25:21de fazer normas que fazem essa diferença, né?
25:24Do que é a liberdade de expressão,
25:26e do que é crime.
25:28É verdade.
25:29E a origem disso tudo,
25:30essa divergência,
25:31essa, vamos dizer,
25:33essa dificuldade de conviver com esse novo mundo da comunicação,
25:36é a educação.
25:38O Brasil passou por uma grande transformação na educação
25:42durante o governo Fernando Henrique.
25:44Paulo Renato, no programa Todos na Escola,
25:47colocou as nossas crianças na escola,
25:49o que não era obrigatório.
25:51Mas esqueceu da qualidade.
25:53De lá pra cá não houve mudanças, né?
25:55A educação está com problemas, viu, deputada?
25:58Eu vi os últimos números, né?
26:00De DEB e de avaliações internacionais.
26:04Os nossos melhores alunos
26:05são equivalentes aos piores alunos,
26:08por exemplo, da Europa.
26:11Isso é muito grave, né?
26:13E o que a gente verifica, né?
26:14Que muitos problemas que hoje nós temos,
26:17ele é exatamente oriundo disso, né?
26:19A educação, a médio e longo prazo,
26:21é ela que vai corrigir muitas distorções,
26:24muitos crimes que hoje acontecem na sociedade.
26:27Nós falamos aqui, como eu te disse,
26:30da questão, por exemplo,
26:32da violência contra a mulher.
26:34É algo que a família, as escolas,
26:38têm um papel fundamental.
26:40Quando você vê nessa própria questão...
26:41Quebrar a lógica, né?
26:43É dessa cultura machista e tudo mais.
26:46Então, é parte dali, né?
26:48Essa questão cívica nossa,
26:51de amor pelo país, né?
26:53De lutar da solidariedade,
26:55tudo isso vem da educação, né?
26:57Então, é preciso um investimento forte nisso, né?
27:01Pra que a gente possa ter uma mudança
27:03no perfil das pessoas aí
27:05que nós estamos formando no país.
27:06O extrato educacional no Brasil
27:08prioriza muito a educação superior.
27:13É onde o governo investe muito.
27:16O Ministério da Educação cuida das universidades.
27:19São verbas fortes.
27:21Os profissionais das universidades
27:23ganham muito mais
27:24do que os professores de outras escolas.
27:27E não venham dizer
27:28ah, porque nível superior tudo é professor
27:30e cada um tem as suas dificuldades, né?
27:33Uma professora lá do ensino fundamental
27:35tem dificuldades com os alunos
27:37talvez até maiores do que
27:39na universidade pública.
27:41E há quem defenda
27:42uma inversão dessa lógica, né?
27:44Investir, porque hoje a educação básica
27:46é do município, depois do estado
27:48e aí a união.
27:50Só que é um funil muito grande
27:52e poucas pessoas que saem
27:55de escolas públicas
27:57conseguem entrar nas universidades públicas.
28:00Mesmo com cortes.
28:01Verdade.
28:02Eu defendo muito essa inversão, né?
28:04Porque, na verdade, é na base
28:05que a gente começa a formar
28:08os cidadãos de verdade, né?
28:09Que a gente precisa para o país.
28:11A inversão é colocar mais atenção
28:14de investimento, né?
28:15Exato.
28:15E deixar as universidades mais
28:17para a iniciativa privada, mais ou menos, né?
28:20Exatamente.
28:21Porque o que acontece na prática?
28:23Na educação infantil, né?
28:25Você ainda tem muito problema
28:26de acesso no nosso país, né?
28:28A dificuldade de chegar até as escolas, né?
28:31Para quem conhece o interior do nosso país aí,
28:35as dificuldades das escolas rurais,
28:37de você ter um transporte escolar que muitas vezes...
28:39E fica sob responsabilidade do prefeito,
28:41que nem sempre entende essa importância.
28:43Nem entende e não tem recurso,
28:45porque hoje muitos prefeitos,
28:47nós sabemos aí,
28:48que vivem de pires na mão,
28:49seja com relação a solicitar verba de emendas,
28:53inclusive, vivendo,
28:54sobrevivendo dentro dos municípios
28:56em busca de emenda parlamentar, né?
28:58Algo que deveria se ter de pronto, né?
29:01Você tem incentivos ainda muito pequenos,
29:03por exemplo, da própria merenda escolar,
29:05no que se refere ao que se paga,
29:08porque nós sabemos aí que o motivador,
29:10que o incentivador para si ter a frequência escolar
29:13é a merenda no nosso país.
29:15Nós não podemos ignorar isso jamais.
29:17Então, são custos aí que hoje estão
29:19com o prefeito municipal, né?
29:21Que há pouca participação ainda da União
29:23nessa fase tão fundamental do ensino.
29:26Pois é, deputada,
29:27nosso tempo está se encerrando,
29:29mas eu queria que a senhora falasse um pouco do Mato Grosso.
29:31O Mato Grosso hoje é um dos maiores,
29:33talvez o maior exportador do agro do Brasil.
29:35Como é que está o Mato Grosso?
29:37Mato Grosso, felizmente,
29:38é um estado que eu tenho muito orgulho
29:41de dizer que é um pedaço do Brasil que dá certo, né?
29:44Eu digo isso porque nós falamos há pouco da educação, né?
29:47Antes de iniciar o atual governo,
29:50que é o governador Mauro Mendes,
29:51nós estávamos aí em 24º lugar,
29:55hoje está em 8º lugar do IDEB, né?
29:58Os índices aí de melhora da educação,
30:00então melhorou muito, né?
30:02Nós temos aí uma gestão que hoje
30:04consegue ter cerca de 20% para investimento, né?
30:08Então é um estado que em todos os municípios
30:11que você vai tem muita obra sendo feita.
30:13Eu estou falando de asfalto, de pontes, né?
30:16Eu estou dizendo que é essa parte logística,
30:18de infraestrutura,
30:19mas eu estou dizendo também que, por exemplo,
30:20um problema que é grave em todos os estados da federação
30:23com relação à saúde, por exemplo,
30:26Mato Grosso hoje está se preparando
30:27para inaugurar seis grandes hospitais regionais
30:30dentro do estado,
30:32o que vai facilitar muito a vida das pessoas
30:35no que se refere a um atendimento de saúde
30:37que seja digno à população, né?
30:40Então é um estado que realmente cresce
30:42não só do ponto de vista do agro, né?
30:44Que é a maior riqueza do estado
30:46e é o que gera essa economia,
30:48mas que tem cuidado muito das pessoas também.
30:51Eu queria agradecer muito o pessoal da ProSoja,
30:54do Mato Grosso, lá de Cuiabá,
30:56e o pessoal de Canarana,
30:57que é uma cidade maravilhosa também,
30:59que tem uma produção agrícola fantástica.
31:01Gostei muito de conhecer Canarana.
31:03Pois é.
31:04O ponto final é assim,
31:05mostra as entranhas e o que pensa cada parlamentar.
31:07Isso é muito importante
31:08para o nosso dia a dia
31:10e para a vida de todos nós, né?
31:11Deputada, muito boa noite.
31:14E a você, muito obrigado.
31:16Muito boa noite.
31:22A opinião dos nossos comentaristas
31:25não reflete necessariamente
31:26a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
31:34Realização Jovem Pan
31:35Jovem Pan
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