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Acompanhe os principais destaques do agronegócio nesta edição do Hora H do Agro! Entenda o fim do vazio sanitário em várias regiões do Brasil e por que a estratégia é crucial para o controle de pragas como a ferrugem asiática, com a análise do pesquisador Rafael Soares, da Embrapa Soja. Saiba como o governo reage ao tarifaço dos EUA com a regulamentação do programa Brasil Soberano e a análise da Lei de Reciprocidade Econômica. No "Ações e Cotações", exploramos as mudanças na economia global com a queda do dólar e o avanço do Yuan, com o professor Paulo Vicente, da Fundação Dom Cabral, e discutimos as expectativas para a próxima safra de soja, considerando os desafios do crédito rural, com o conselheiro Renato Seraphim, do CESB. Para fechar, confira a previsão do tempo para o plantio, com a agrometeorologista Ludmila Camparotto, da Agroclima.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro, oferecimento, consórcio Magi, Volkswagen, caminhões e ônibus.
00:17Hora H do Agro.
00:21Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:24Eu sou a Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora, falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:31Contagem regressiva para o fim do vazio sanitário em diversas regiões do Brasil.
00:36Nós vamos te mostrar as datas de plantio para o mês de setembro e também a expectativa de área plantada no Brasil.
00:43Nós também falaremos sobre o Plano Brasil Soberano e a previsão do clima.
00:47Então fique por aí, porque o Hora H do Agro está só começando.
00:50Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil estão em contagem regressiva para o final do vazio sanitário,
00:59que é uma medida para controlar a ferrugem asiática.
01:03Portanto, por um período mínimo de 90 dias, estipulado pelo Ministério da Agricultura, fica proibido o plantio de soja.
01:10As datas de estados variam por região e nós montamos uma arte para mostrar para vocês.
01:17Então, na tela nós conseguimos conferir aí o calendário de semeadura dos plantios em setembro.
01:23Então, os estados que não estão aparecendo aqui é porque o plantio só começa depois.
01:27Então, na semeadura da soja da região sul, o Ministério da Agricultura separa o Paraná em três regiões.
01:34Então, a gente está vendo aí, região 1 pode plantar, então, a partir de 20 de setembro e até 20 de janeiro.
01:42Na região 2, de 1º de setembro, então, aí os próximos dias, até dia 31 de dezembro de 2025.
01:49E na região 3 do Paraná, a gente está falando aí de 11 de setembro a 10 de janeiro.
01:54E em Santa Catarina, 22 de setembro é o período que começa o plantio, que pode começar o plantio de soja no estado de Santa Catarina.
02:04Lembrando que essa é uma condução aí do Ministério da Agricultura e que, primeiro, obviamente, precisa se respeitar.
02:14O produtor rural, ele precisa respeitar o vazio sanitário.
02:17Mas também tem essa questão de que ele não precisa necessariamente começar a plantar, por exemplo, no dia 22 de setembro, quando a gente está falando aí de Santa Catarina.
02:26Outras regiões também estão contempladas nesse início de cultivo para setembro.
02:33Na região sudeste, estamos falando do Rio de Janeiro e de São Paulo, ou seja, Minas Gerais planta depois.
02:39Mas a região sudeste, no Rio de Janeiro, pode plantar a partir do dia 29 de setembro.
02:45E em São Paulo, assim como no Paraná, o estado é dividido em três regiões.
02:49Então, na primeira região, em São Paulo, o período começa agora também, primeiro de setembro.
02:55Na região de número dois aí de São Paulo, o plantio começa no dia 13 de setembro.
03:00E na região três, 16 de setembro de 2025.
03:04Então, datas aí para os sojicultores de São Paulo.
03:08Vamos para outras regiões do país também, falando, claro, de centro-oeste.
03:12Uma das principais regiões, a principal produtora de grãos do Brasil.
03:17Em Goiás, 25 de setembro, está liberado o plantio da soja até dia 2 de janeiro.
03:23No Mato Grosso, a gente está se referindo a 7 de setembro, a 7 de janeiro.
03:28E no Mato Grosso do Sul, dia 17 de setembro até 31 de dezembro.
03:33Então, Mato Grosso, que é o principal produtor aí de grãos do Brasil, está na contagem regressiva.
03:39A expectativa é que algumas regiões realmente já comecem a plantar em 7 de setembro no estado mato-grossense.
03:46Agora, indo para a região norte do país.
03:49Podem começar a plantar a soja aí no Acre, no Amazonas, no Pará e em Rondônia.
03:56No Amazonas e em Rondônia, estamos falando de 11 de setembro para a liberação do plantio da soja.
04:01No Pará, a data aí permitida pelo Ministério da Agricultura é 16 de setembro.
04:08E no Acre, 21 de setembro.
04:10E para a região nordeste, a gente também tem aí estados que podem começar a plantar soja no mês de setembro.
04:18Eles são Bahia e Piauí.
04:20Na Bahia, o plantio está permitido a partir do dia 15 de setembro.
04:24E no Piauí, a partir de 30 de setembro.
04:27Então, mais lá para o final do mês.
04:28Mas é isso, o mês de setembro, ele é um mês decisivo aí para muitas regiões produtoras de soja.
04:36Como a gente disse, importante continuar aí olhando para esse calendário.
04:41Afinal de contas, é um calendário que começa aí a abrir a safra 2025-2026.
04:48Onde, como a gente falou aí, as principais regiões produtoras já começam a produzir, a plantar em setembro.
04:55Então, é claro que a gente vai ficar de olho na condução dessas datas, no apetite do produtor em começar a produzir logo no primeiro dia.
05:03Ou se tem estratégias aí para plantar depois de setembro.
05:07A gente vai continuar acompanhando, é claro, e trazendo aqui, inclusive, explicações.
05:12A gente vai entender, é claro, o que é o vazio sanitário.
05:15Por que ele existe, qual é a importância dele.
05:17E agora nós vamos falar da importância da estratégia que é o vazio sanitário para a cultura da soja.
05:24Ele se tornou crucial para controlar pragas e doenças, especialmente a ferrugem asiática, que é a mais severa doença aí da cultura.
05:35Para conversar conosco sobre isso, nós vamos receber o Rafael Soares, que é pesquisador da Embrapa Soja.
05:40Bem-vindo ao Hora H do Agro, Rafael.
05:43Quero começar te pedindo para explicar a relevância do vazio sanitário.
05:48A gente mostrou aqui no mapa, mostrou aqui um mapa, falando das regiões que começam a produzir agora em setembro.
05:55Mas, antes disso, queria que você trouxesse esse resgate, né?
05:58A importância do vazio sanitário, como que isso tem ajudado, inclusive, a soja a se desenvolver, né?
06:04Porque a área fica descansando ali e depois a tendência é que a soja volte melhor.
06:09Obrigada de novo pela sua participação.
06:13Obrigado, é um prazer poder estar aqui com vocês.
06:16É, o vazio sanitário é uma medida muito importante, que já vem sendo adotada no Brasil há alguns anos,
06:24com o principal intuito de controlar a ferrugem asiática, como você falou, né?
06:29Então, por que, né, controlar a ferrugem asiática com o vazio sanitário?
06:33Você fica um período sem ter a cultura da soja, sem ter plantas de soja na lavoura, no campo, né?
06:41Então, você não só não pode plantar como você é obrigado ao agricultor ter que controlar aquelas plantas espontâneas que nascem, né?
06:49Porque o fungo que causa a doença ferrugem, ele precisa da planta viva para se multiplicar.
06:55E quando ele não encontra essa planta, ele tem alguns outros hospedeiros alternativos, mas que não é o ideal, como é a soja.
07:02E com isso, o patógeno fungo, ele acaba morrendo, né, como não tem a planta viva ali.
07:08E quando o agricultor começa a nova safra, a população do fungo no ambiente está bastante baixa,
07:14então a doença demora para voltar a ocorrer.
07:17E com isso, né, o agricultor tem maior segurança, precisa...
07:21O controle químico, depois que é utilizado para controlar a ferrugem, tem maior eficiência.
07:27Então, o vazio sanitário tem demonstrado essa eficiência para ser mais uma ferramenta, né, de manejo da ferrugem asiática,
07:37que é muito agressiva, muito preocupante para o agricultor.
07:39E é um calendário que a gente estava falando aqui, é um calendário estipulado pelo próprio Ministério da Agricultura,
07:45exatamente a partir do monitoramento dessa tendência também, né, da população ali,
07:52do aparecimento do vazio, do...
07:56Desculpa, da ferrugem asiática.
07:59E aí eu queria entender um pouco isso, assim, né,
08:01como a Embrapa também monitora ao longo do vazio sanitário a incidência dessas plantas invasoras,
08:08queria entender um pouco como, se vocês têm um levantamento,
08:11têm uma avaliação, por exemplo, sobre esse vazio sanitário que está se encerrando agora,
08:16porque é isso, assim, é um momento estratégico para o controle da ferrugem,
08:21mas isso também está ligado muito à questão climática, né,
08:24a tendência de aparecer pragas e doenças sempre está ligada com o clima, né.
08:28A Embrapa monitora isso, queria saber um pouquinho se vocês têm algumas percepções
08:33sobre esse vazio sanitário que está encerrando agora.
08:36É, primeiro, essas datas que foram estipuladas, se você for ver, né,
08:41são... tem mais de... tem 21 estados que têm o vazio sanitário,
08:47mais o Distrito Federal, e essas datas variam de estado para estado.
08:51Isso aí foi o Ministério, junto com as entidades estaduais, né,
08:55que determinaram essas datas em função do período ideal de plantio, né,
09:01e de cultivo da soja em cada estado, né, que é variável.
09:06Muitos estados, inclusive, têm...
09:08Então, dentro do próprio estado, você tem duas, três divisões de...
09:13de regiões no estado que variam as datas, né,
09:16em função do período ideal para se ter o cultivo em cada estado.
09:21E, a partir disso, né, a Embrapa, ela tem a função de ver,
09:28de colaborar, né, com essas informações técnicas para...
09:31para determinar esses melhores períodos, né.
09:34Mas o acompanhamento, a fiscalização, né,
09:38cabe às entidades estaduais, né, de defesa da parte da agricultura, né,
09:45Secretaria de Agricultura, órgãos de defesa de cada estado,
09:48que fazem uma fiscalização, então, nessa entre-safra, né.
09:53Para ter uma ideia, não é só as lavouras, as áreas de cultivo que são fiscalizadas,
10:01estradas, rodovias, porque se um caminhão transporta a soja e derruba a soja
10:08e essa soja nasce na beira de uma rodovia, né,
10:11a concessionária responsável por essa rodovia,
10:15ela é obrigada a controlar essa soja.
10:17Então, ela pode ser autuada e multada também.
10:19Então, é um conjunto, né, um município ali, áreas, né,
10:24dentro de área urbana, muitas vezes, às vezes, tem algumas lavouras, né,
10:28que começam a invadir a área urbana,
10:30ou a área urbana começa a invadir as áreas agrícolas, né.
10:35Então, isso aí é tudo uma fiscalização feita pelos órgãos estaduais.
10:39A Embrapa contribui com as informações técnicas, né,
10:42mas a parte de regulação, de fiscalização, né, cabe a essas entidades.
10:48Interessante isso que você traz, por exemplo, esse exemplo aí das rodovias, dos caminhões,
10:55porque é um esforço coletivo, né, isso, vazio sanitário,
10:59ele é um esforço coletivo nacional que todo mundo precisa estar fazendo a sua parte, né,
11:04seja o sojicultor, seja a Embrapa na pesquisa ou os órgãos de fiscalização como você trouxe.
11:11Agora, para a gente trazer um pouquinho mais de informação para esse produtor rural
11:15que já obedece o vazio sanitário, que sabe das questões agronômicas,
11:19mas, de alguma forma, pode ter dúvidas sobre a aparição da ferrugem, né,
11:24queria entender um pouco se você pode explicar para a gente
11:26quais condições climáticas que favorecem a proliferação das plantas daninhas nessa época, assim.
11:33A gente está falando de setembro, é um período que começa muita seca,
11:38é um período que começa, então, o plantio, em outubro a chuva vem,
11:42e aí o plantio ganha mais tração em várias regiões do país,
11:46mas nesse período de vazio sanitário, de entre safra, tem condições ali,
11:52claro, generalizando, né, se a gente estiver falando do centro-oeste,
11:55principais regiões de grãos ali, principais regiões de soja,
11:58tem condições climáticas que acabam fazendo com que a ferrugem se prolifera com mais facilidade?
12:08É, isso varia de estado para estado, por exemplo, né, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná,
12:13que nós temos aí um inverno mais rigoroso, né,
12:17então, e não se cultiva, não teria condição de cultivar soja, que é uma cultura de verão.
12:21Então, o inverno mais rigoroso, geatas, isso aí ajuda a controlar essas plantas
12:27que poderiam servir de hospedeira, essas plantas espontâneas de soja também,
12:32mas muitas vezes sobra alguma coisa, então o agricultor tem que estar atento ali
12:36para, né, fazer um controle químico, um controle manual ali dessas plantas
12:42que aparecerem de voluntárias de soja.
12:45Em outros locais, como no Centro-Oeste, por exemplo,
12:49a temperatura, ela seria adequada para cultivar soja, porque faltaria água, né,
12:55então, durante algum tempo, antes de começar a fazer o sanitário,
12:59havia áreas irrigadas que cultivavam soja nessa entre safra
13:02e ficava muito propício para a ferrugem, né,
13:05porque você tinha temperatura adequada e água,
13:07e o fungo, ele depende muito de umidade,
13:10então, ele varia a agressividade, a intensidade das epidemias, né,
13:14da ferrugem, ela varia de ano para ano em função da umidade,
13:19a gente costuma dizer que um ano bom para a soja, né,
13:21que chove bem, acaba sendo um ano bom para a ferrugem também,
13:25mas pelo menos a ferrugem a gente consegue controlar, né,
13:27então, a gente aplica fungicidas, essas coisas,
13:31então, é melhor que tenha uma condição boa para ela,
13:33porque vai ser bom para a soja, né,
13:35do que tenha uma seca muito grande que vai prejudicar a soja,
13:38mas também não vai dar condição para a doença aparecer.
13:40Então, você falou, né, os agricultores estão preparados,
13:47já aceitam, porque ninguém gosta de ser proibido de fazer alguma coisa, né,
13:50no Mato Grosso, no Centro-Oeste, ali,
13:52você poderia plantar em áreas irrigadas soja na entre safra,
13:56mas todos os agricultores estão muito conscientes, atualmente, né,
13:59da importância do vazio, né,
14:03conseguiram ter outras culturas alternativas para colocar na entre safra ali,
14:09e, porque realmente, dessa forma que se consegue controlar a doença, né,
14:16não é só uma ferramenta ou uma medida isolada com controle químico
14:22que você controla a doença,
14:24você tem que usar todas essas outras ferramentas de controle
14:29para o manejo integrado, que a gente chama, né.
14:31Perfeito, perfeito.
14:32É um pacote de soluções nessa tarefa aí nacional de combater esse prejuízo,
14:39porque a ferrugem asiática, ela prejudicia o mesmo, né,
14:43produtividade, rentabilidade,
14:44então a gente sabe que é importante acompanhar isso,
14:47respeitar o vazio sanitário como você trouxe.
14:49Muito obrigada pela sua participação,
14:51a gente espera contar com você em outras oportunidades,
14:54é sempre bom ter a avaliação da Embrapa aqui no Araga do Agro.
14:57Obrigada, viu, Rafael?
14:58E agora, falando das reverberações que continuam com o tarifaço,
15:05porque esse tarifaço aí, imposto pelos Estados Unidos,
15:08continua influenciando muito a nossa vida,
15:11e o governo federal, essa semana,
15:13regulamentou as compras públicas simplificadas
15:16para redirecionar a produção de alimentos
15:19afetados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
15:23Então, aqueles produtos que iriam para os Estados Unidos
15:26estão ficando no Brasil, e o governo federal, então,
15:29montou esse plano, e a gente vai ver mais
15:31na reportagem de Aline Beckett.
15:34De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário,
15:37Paulo Teixeira, a medida provisória autoriza
15:40a União, Estados e Municípios
15:42a adquirirem frutas, mel, castanhas e pescados
15:46sem licitação, para programas como a merenda escolar
15:49e hospitais públicos.
15:51Um país como o nosso, que está tendo deflação de alimentos,
15:56é um país que não pode dialogar com nenhuma perda de alimentos.
16:03Nós não podemos aceitar nenhuma perda de alimentos.
16:06Então, nós vamos socorrer os produtores,
16:09eles terão todo o apoio do governo brasileiro,
16:12eles terão toda a ajuda das instâncias de governo,
16:17municipais, estaduais, nacional.
16:20Já a carne bovina e o café ficaram de fora da lista
16:24por terem demanda em outros mercados.
16:27O ministro acredita que esses produtos
16:29devem ser retirados da sobretaxa pelos Estados Unidos.
16:33Nós acreditamos que eles vão, em algum momento,
16:36excepcionar o café e a carne, né?
16:39Porque aumentou o preço da carne nos Estados Unidos,
16:42eles passaram a fazer hambúrguer com carne de primeira,
16:45que eles faziam com carne de segunda,
16:46que estão fazendo o hambúrguer com carne de primeira,
16:50encarecendo o preço do hambúrguer,
16:52encarecendo o preço da carne.
16:54Tem outros mercados que quererão a carne brasileira.
16:58A carne brasileira é muito barata,
17:00de altíssima qualidade.
17:03Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset Bank,
17:06a escolha de deixar o café e a carne de fora
17:09das compras governamentais é justificável.
17:12Ele destaca que 77% do café brasileiro é exportado,
17:17sendo os Estados Unidos um dos principais destinos.
17:20No caso da carne, quase metade da produção vai para a China
17:24e cerca de 12% para os Estados Unidos.
17:28Para ele, essa dependência dos mercados
17:30garante que os produtos tenham destino,
17:32mesmo com as tarifas.
17:34No caso do café, de fato, nós entendemos
17:37que é bem provável que ocorra por parte dos Estados Unidos
17:42a exclusão do café da lista, dos produtos tarifados.
17:47Em um pior cenário, nós também entendemos que
17:50o Brasil tem condições de escoar essa produção,
17:55essa venda para outros países.
17:57Ou seja, de tudo que o Brasil exporta hoje,
18:00dos 77% da sua produção,
18:02os Estados Unidos consomem 16%.
18:04Os outros dois países, se não me falha a memória,
18:07a Alemanha consumindo 14%,
18:09a Itália consumindo próximo de 10%,
18:11nós temos depois um pool de outros países
18:14que juntos consomem 60% dessa produção.
18:16Ou seja, dividir ela em outros parceiros
18:19não seria um desafio.
18:21A portaria garante que a produção impactada
18:24seja adquirida pelo preço médio de mercado.
18:26Os programas sociais já têm recursos previstos no orçamento,
18:31o que, segundo o governo, evita a criação de novas despesas.
18:35Gustavo Assis explica que o impacto inflacionário
18:38da medida será pequeno,
18:40já que o programa foi planejado para absorver
18:42a produção excedente.
18:44Ele alerta, porém, que o redirecionamento
18:46das exportações para novos mercados
18:49pode levar tempo, dependendo de regras sanitárias
18:52e legais de cada país.
18:54É necessário, sim, um período de adaptação
18:58e aí é muito característico, né?
19:01Eu posso ter um direcionamento da carne para o Egito,
19:03como nós dissemos recentemente,
19:05mas tem as questões legais, os acordos comerciais
19:08unilaterais já firmados com esses países.
19:10Então, de novo, há essa expectativa,
19:13é um fato concreto,
19:15porém, ela tem, de fato,
19:17ela tem, sim, uma necessidade de ajustes.
19:19O governo segue negociando com Washington
19:22a retirada das sobretaxas
19:24e destaca que quase 700 produtos
19:27já foram liberados.
19:28Importante dizer que o Brasil,
19:32o Brasil, em 2003,
19:34tinha 25% do seu comércio com os Estados Unidos.
19:39Agora, no começo desse século,
19:45o governo do presidente Lula
19:46trabalhou muito pela diversificação dos mercados.
19:49Hoje a gente vende 12%
19:51para os Estados Unidos.
19:54Nesses 12%,
19:55menos de 4% estão sendo tributados
19:58nesse tarifaço.
20:01E nós vamos trabalhar para diminuir
20:03esse tamanho dos produtos
20:05que estão sendo tarifados.
20:08Além das compras simplificadas,
20:10o Plano Brasil Soberano
20:11deve reforçar o apoio ao setor
20:14a partir de setembro,
20:15com linhas de financiamento
20:17e garantias às exportações.
20:19A expectativa é que a medida ajude
20:21a garantir renda
20:22para os produtores afetados
20:24pelo tarifaço americano,
20:26ao mesmo tempo em que assegura
20:27o abastecimento de programas sociais no país.
20:31De Brasília, Aline Beckett.
20:34E ainda falando de tarifaço,
20:36o governo brasileiro
20:37deu mais um passo
20:38para a aplicação da Lei
20:40da Reciprocidade Econômica
20:42contra os Estados Unidos
20:43em resposta às tarifas
20:45aplicadas pelo governo norte-americano.
20:48A partir de agora,
20:49a Câmara do Comércio Exterior
20:51tem 30 dias
20:52para apresentar um relatório
20:54analisando se as tarifas
20:56aplicadas pelos Estados Unidos
20:57quebram as regras
20:59de comércio internacional.
21:01Se isso for comprovado,
21:03a adoção de medidas
21:04de reciprocidade
21:05são justificadas.
21:07Isso de acordo com a lei
21:09aprovada pelo Congresso
21:10em abril desse ano.
21:12Caso todas as etapas
21:13e consultas
21:14aos ministérios envolvidos
21:16sejam cumpridas,
21:17a aplicação da lei
21:18só deverá ocorrer
21:19em 210 dias,
21:22contando a partir
21:23de 28 de agosto.
21:25Nós vamos continuar
21:26acompanhando os desdobramentos
21:27disso e, claro,
21:29os desdobramentos
21:30para o agronegócio.
21:33E um relatório
21:34divulgado pelo Fundo Monetário
21:37Internacional
21:38revelou que a participação
21:40do dólar
21:40nas reservas globais
21:42despencou 58%
21:44em 2025.
21:46Este é o menor nível
21:47em 25 anos,
21:48refletido pelo avanço
21:50do yuan,
21:50a moeda chinesa,
21:52e da rúpia,
21:53a moeda indiana.
21:55Como essas mudanças
21:56impactam o agro brasileiro,
21:58nós te mostramos aqui
22:00em mais um
22:00Ações e Cotações.
22:01Para falar sobre este assunto,
22:09nós vamos conversar
22:10com o Paulo Vicente,
22:11que é professor associado
22:13da Fundação Dom Cabral.
22:14Bem-vindo ao
22:15Hora H do Agro.
22:16Paulo, muito obrigada
22:17pela sua participação,
22:19pela sua disponibilidade.
22:20E primeiro,
22:21eu quero começar
22:22falando sobre
22:23a possibilidade
22:25que foi sinalizada
22:26por uma parte
22:27do agro brasileiro
22:28de passar a utilizar
22:29o yuan
22:30em larga escala
22:32nas transações comerciais.
22:34Considerando
22:35o atual cenário
22:36geopolítico,
22:37econômico,
22:38você considera
22:39isso realmente possível?
22:40Qual que é a sua avaliação
22:42dessa substituição
22:43ou pelo menos
22:44um avanço robusto
22:46do yuan
22:46utilizado pelo agro?
22:48Obrigada de novo
22:49pela participação.
22:51Olá, Mariana.
22:52Obrigado pelo convite.
22:53Prazer estar aqui.
22:54Eu acho que vai haver
22:56um avanço, sim.
22:57Como já aconteceu,
22:58como você falou aí,
22:59da rúpia
23:00e do yuan
23:01por conta da negociação
23:03da Rússia
23:04que está bloqueada
23:05por conta de sanções,
23:07ela começou a negociar
23:08com a Índia
23:08em rúpias
23:09e com a China
23:10em yuan.
23:12Isso fez com que
23:13o yuan
23:14avançasse bastante.
23:16Mas há desequilíbrio,
23:17né?
23:17O problema lá
23:18é que às vezes
23:19sobra yuan,
23:20às vezes falta yuan
23:21na Rússia.
23:23Mesma coisa
23:23com a Índia.
23:24A Índia ficou
23:25às vezes com rubro
23:26sobrando
23:26e agora teve
23:27que comprar
23:28petróleo
23:29da Rússia
23:29pra usar
23:30os rubros,
23:31né?
23:31Porque você não tem
23:32uma moeda franca
23:34como o euro
23:34ou o dólar
23:36no caso
23:36dessas duas moedas.
23:38Pro Brasil,
23:39acho que alguns
23:40negócios fazem sentido
23:41você fazer
23:42a compra
23:42ou venda
23:43em yuan,
23:44tá?
23:45Mas a pergunta fica
23:46é,
23:46e aí o que o agricultor
23:47ou o que o governo
23:48vai fazer com esse yuan?
23:51Provavelmente vai ter
23:51que trocar por dólar
23:52ou euro
23:52pra fazer
23:53algum outro tipo
23:54de transação
23:54ou vai ser obrigado
23:56a ficar negociando
23:57fortemente com a China,
23:59no caso da Rússia
24:00fortemente com a Índia,
24:01porque o problema
24:02desse é,
24:03eu preciso
24:03de uma moeda
24:04que seja
24:05fácil
24:06de eu transacionar
24:07qualquer coisa.
24:09Se você olha
24:10pra o caso
24:11do agro,
24:11por exemplo,
24:12eu preciso comprar
24:13fertilizante,
24:14eu preciso comprar
24:14máquina,
24:16eu vou fazer isso
24:16com yuan?
24:17Posso vender
24:18o meu produto
24:19pra o chinês,
24:20receber yuan,
24:21mas o que eu faço
24:22com yuan?
24:22então ele vai acabar
24:24tendo que trocar
24:25ou por euro
24:26ou por dólar
24:26pra fazer compras
24:27de outros insumos
24:28ou outras transações
24:29quaisquer.
24:30Então a transação
24:31da moeda,
24:33a transação da moeda
24:34você acredita
24:35que vai continuar
24:35existindo de alguma forma?
24:37Ainda que a comercialização
24:37exista em yuan,
24:39é isso,
24:40esse yuan
24:40tende a virar dólar
24:41em algum momento?
24:43Provavelmente.
24:45Porque,
24:45salvo você comprar
24:47maquinário
24:47e fertilizante
24:48de volta
24:48da China
24:49ou de alguém
24:50que aceite
24:51o yuan,
24:52você vai ter
24:52que transverter
24:54ele.
24:54Agora,
24:55de que forma
24:56então que essa
24:57adoção
24:57que o agro
24:58já está sinalizando
24:59pode simplificar
25:02ou complicar
25:02as negociações
25:04com a China?
25:05Você acredita
25:05que de alguma forma
25:06existem aí
25:08desafios logísticos,
25:10operacionais,
25:11que incorporando
25:12o yuan
25:13isso pode facilitar?
25:15Ou,
25:15é isso,
25:15é mais complexo
25:17do que só passar
25:19a utilizar a moeda
25:20e as coisas
25:20vão se destravar?
25:23Os chineses
25:23operarem o yuan
25:24é mais fácil.
25:25Eles controlam a moeda,
25:26eles podem manipular
25:27a moeda,
25:28como já fizeram
25:29no passado,
25:30alterando o câmbio
25:31arbitrariamente,
25:33o que também
25:34traz um risco
25:35para quem tem
25:35o yuan na mão.
25:36Você tem um monte
25:37de yuan,
25:37a qualquer momento
25:38o governo chinês
25:39pode desvalorizar
25:40esse yuan
25:40e você perdeu
25:42um valor,
25:42às vezes significativo,
25:44arbitrariamente.
25:45e esse é o motivo
25:47pelo qual
25:47no mundo inteiro
25:49se prefere
25:49ter euro e dólar,
25:51ou ouro,
25:51porque não tem
25:52essa arbitrariedade.
25:54Moeda é confiança,
25:55você tem que confiar
25:56que um banco central
25:57não vai ficar
25:58alterando o valor
25:59arbitrariamente.
26:00Então você tem
26:01mecanismos mais robustos
26:03na Europa
26:03e nos Estados Unidos
26:04para evitar
26:05esse tipo de mecanismo.
26:06Agora,
26:07inclusive a preocupação
26:08nos americanos,
26:09que tem enfraquecido
26:10o dólar também
26:11por conta disso,
26:12é uma crescente
26:13tentativa de interferência
26:15do governo Trump
26:16no Federal Reserve Bank,
26:19que pode alterar
26:20a força do dólar.
26:21Na verdade,
26:22o próprio governo Trump
26:23tem desejado
26:25fazer um dólar
26:25mais fraco,
26:26um pouco,
26:27para poder facilitar
26:28as exportações americanas.
26:30E isso é uma parte
26:31do que fortalece
26:32todas as outras moedas.
26:34No final do dia,
26:35eu ainda acho
26:35que o euro
26:36é o mais estável
26:37nesse momento.
26:38A China em si
26:39está fazendo
26:40reserva em ouro.
26:42e então você vê
26:44que claramente
26:45ela mesma...
26:46Qualquer moeda que seja
26:47fazendo como
26:49faziam os incas
26:50e os aztecas,
26:51vamos guardar ouro,
26:53que é o mais garantido.
26:55Ouro sempre será ouro,
26:56né?
26:58Agora,
26:58você trouxe
26:59essa frase
27:01de que isso,
27:02assim,
27:02moeda é confiança.
27:04De alguma forma,
27:05também,
27:06a gente não pode dizer
27:07que existe desconfiança
27:09nos negócios
27:10entre Brasil e China
27:11porque eles avançam
27:13cada vez mais,
27:14cada vez mais
27:15a gente está exportando,
27:16cada vez mais
27:16a China procura
27:17o Brasil investir,
27:20inclusive,
27:20em portos.
27:21A gente sai só
27:22de olhar os grãos
27:23e começa a olhar
27:24para uma perspectiva
27:25de investimento
27:26em portos,
27:27logística.
27:29Ainda assim,
27:30você acredita
27:30que se a gente olha
27:32então para essa pujança
27:33que já existe
27:34da negociação
27:35entre Brasil e China
27:36e tudo o que está acontecendo
27:38na geopolítica
27:39que é muito novo,
27:40né?
27:40Para cravar,
27:41mas de alguma forma
27:42você acredita que
27:43a longo prazo
27:45pode ser uma tendência
27:46mais, então,
27:47factível
27:48a operação
27:49com o Yuan
27:50à medida que,
27:51como você mesmo trouxe,
27:52o próprio governo
27:53dos Estados Unidos
27:53hoje está enfraquecendo
27:55o dólar
27:56para conseguir exportar
27:57mais?
27:59De um ponto de vista
28:00geopolítico,
28:02há um risco
28:02muito grande
28:03dessa excessiva dependência
28:04que o Brasil tem
28:05da China
28:05e a excessiva dependência
28:07é que a China
28:07atende o Brasil.
28:09Porque em caso de guerra,
28:12como é que eu vou levar
28:13a soja brasileira
28:14para a China?
28:15Como é que eu vou trazer
28:15produtos chineses
28:16para o Brasil?
28:17Nem a China
28:18tem a capacidade
28:19de superar
28:20as limitações
28:21logísticas
28:22e militares
28:23contra a marinha americana,
28:25muito menos
28:25a marinha brasileira.
28:27Então,
28:27os dois ficariam isolados.
28:29No caso de a China
28:29decidir, por exemplo,
28:30atacar Taiwan de fato
28:32ou ir a uma guerra
28:32com as Filipinas,
28:34o que é um cenário
28:34que no longo prazo
28:35é cada vez mais provável,
28:38a China seria bloqueada
28:38navalmente
28:39e durante meses
28:40ou anos
28:40a gente não poderia
28:41nem vender
28:41nem comprar nada
28:42da China.
28:43Na verdade,
28:44o que eu tenho falado
28:45em aula,
28:45em meus escritos,
28:46é que a gente deveria
28:47diminuir
28:48a concentração
28:49na China,
28:50buscando outros mercados,
28:51Europa,
28:53África,
28:53Oriente Médio,
28:54a diversificação.
28:56Mas é isso...
28:57Até está sendo falado
28:57antes,
28:58mas a gente não tem
28:59essa diversificação real.
29:01É isso que eu ia te perguntar,
29:02porque a gente tem
29:03até uma própria postura
29:04do governo federal
29:05de falar tanto
29:07em abertura
29:08de novos mercados
29:09para diferentes produtos,
29:10mas tornou-se muito
29:12uma bandeira
29:12do Ministério da Agricultura
29:14desde o começo
29:15do mandato do Fávaro ali,
29:18essa questão
29:18de abrir mercados,
29:20retomar esse relacionamento,
29:21mas na prática
29:22a gente continua
29:24sendo muito dependente
29:25de China.
29:26É isso,
29:27você acredita que
29:28a partir do momento
29:29em que se passa
29:30a avaliar
29:31o uso do yuan,
29:33a gente está literalmente
29:34jogando a toalha
29:35e falando,
29:35é, não,
29:36vamos vender tudo
29:37para a China mesmo,
29:38vamos solidificar
29:40ainda mais,
29:41isso pode,
29:42de alguma forma,
29:43ir na contramão
29:44da abertura de mercado
29:45e da diversificação dos...
29:47Não colocar os ovos
29:48na mesma cesta?
29:50Pois é,
29:51essa é a tensão
29:51entre objetivos
29:52de curto prazo
29:53e objetivos de longo prazo.
29:55O objetivo de curto prazo
29:56é quero vender para a China
29:57porque é mais fácil
29:58e eu vou ganhar dinheiro.
30:00O objetivo de longo prazo
30:00é vou diversificar
30:01para não depender da China
30:02se a China for de fato
30:03a uma guerra
30:04e eu não fico na mão
30:05numa situação complicada.
30:08Então há uma tensão
30:09entre esses objetivos
30:09de curto prazo
30:10e objetivos de médio
30:11para longo prazo.
30:12O que eu vejo
30:13olhando a projeção demográfica
30:15é que o mundo
30:16está começando a parar
30:17de crescer
30:18em termos populacionais,
30:19inclusive a China,
30:20com uma exceção importante
30:22que é a África subsaariana.
30:24A África toda,
30:25não só a subsaariana,
30:26vai sair de 1,5 bilhões
30:27de pessoas hoje
30:28para estimar
30:30os 3,5 bilhões de pessoas
30:31ao longo dos próximos
30:3275 anos,
30:33ou seja,
30:33até 2100.
30:35São 2 bilhões
30:36de novas pessoas
30:37querendo comer.
30:39Então,
30:39eu brinco que a África
30:40é nosso melhor amigo
30:42de infância.
30:43A gente tem que começar
30:43a desenvolver
30:44os mercados africanos
30:45para tentar,
30:46no longo prazo,
30:47se não vai acontecer
30:48da noite para o dia,
30:50ter a diversificação
30:51pelos africanos.
30:53A recompensação,
30:54se os africanos vão crescer,
30:55a China vai encolher.
30:58Ela é estimada
30:58que ela vai sair
30:59de 1,4 bilhões de pessoas
31:01para 660 milhões de pessoas
31:03no final do século,
31:04ou seja,
31:05vai sobrar 40%
31:06dos chineses
31:07que tem hoje
31:07daqui a 75 anos.
31:10A China
31:10é um excepcional mercado
31:12no curto prazo,
31:13ela vai começar
31:14a ficar cada vez menor
31:15no longo prazo.
31:17Índia vai crescer
31:18ainda um pouco
31:19e depois retrai.
31:20Então,
31:20tem que olhar
31:21para essas variações
31:21demográficas,
31:22nem para questões
31:23políticas,
31:24militares,
31:25porque guerra
31:26faz parte
31:27do processo histórico.
31:28Eventualmente,
31:29vai ter guerra.
31:31E a gente tomou
31:31essa surpresa
31:32na cara em 2022
31:34como se isso fosse
31:35uma coisa
31:35do outro mundo.
31:37Mas se olha
31:37para a história,
31:38o período de 80 anos
31:39que a gente tem
31:39da Segunda Guerra Mundial
31:40para cá,
31:41é uma exceção.
31:43E aí,
31:44só para a gente
31:45encerrar,
31:46então,
31:46retomando depois
31:47essa questão
31:47do Yuan,
31:49é isso?
31:49Não é da noite
31:49para o dia,
31:50por mais que se pense
31:52então a longo prazo
31:53e considere-se,
31:54de alguma forma,
31:56a gente consegue falar
31:57quais seriam
31:58os riscos
31:59e os benefícios
32:00para o setor financeiro
32:01como um todo
32:03com essa mudança?
32:04Sim,
32:04eu sei que pode parecer
32:05um pouco etéreo,
32:06mas tentar trazer
32:07para quem está
32:08nos assistindo
32:09um pouco mais palpável
32:11esse tipo de mudança.
32:12Ela traz risco,
32:13ela traz benefício,
32:16a gente saindo um pouco
32:17só do agro,
32:18mas como que isso
32:19pode nos tocar
32:20enquanto consumidores?
32:22Porque no final
32:22das contas
32:23a gente está falando
32:23de produtos agropecuários,
32:24né?
32:26É,
32:26a vantagem
32:27é você,
32:28trabalhando com Yuan
32:29e até com Rúpia,
32:31você diminui
32:31a dependência do dólar,
32:33te dá mais poder
32:33de barganha
32:34e negociações futuras.
32:36O governo Trump
32:37hoje está fazendo tarifas,
32:39pode recuar,
32:40pode não recuar,
32:41mas futuros governos
32:42americanos
32:42podem fazer isso,
32:44né?
32:44Mesmo
32:45olhando para
32:45após o governo Trump,
32:47Trump vai ter
32:48o segundo mandato
32:49agora,
32:49não vai ser reeleito
32:50em princípio,
32:51mas o movimento
32:52magra vai continuar
32:53existindo e os herdeiros
32:55do Trump,
32:55políticos,
32:56vão continuar
32:57podendo ser eleitos.
32:58Então a gente tem
32:58que levar em conta
32:59que esse tipo de estresse
33:00vai continuar existindo
33:02num horizonte
33:02de 20, 30, 40 anos.
33:04Quanto mais a gente
33:05tiver poder de barganha
33:06para trabalhar
33:07com outras moedas,
33:08não é uma má ideia.
33:09Diversificar
33:10não é uma má ideia,
33:11tudo isso é muito bom.
33:12Só que você tem
33:13que diversificar
33:14e não trocar
33:15a dependência.
33:16e isso é que
33:17é o grande risco.
33:19E uma coisa
33:20é você trocar
33:20yuan por dólar ou euro,
33:21não é tão difícil assim,
33:23rupia é a mesma coisa.
33:23Agora rublo,
33:25com sanção,
33:26hoje é muito complicado.
33:27Então eu não acho,
33:28é ruim necessariamente
33:30você ter yuan
33:30e rupia,
33:31mas acho que rublo
33:32é complicado.
33:34E eu até ia te perguntar,
33:35tem alguma outra moeda
33:36que nós não estamos falando aqui
33:38que você esteja mapeando
33:40que seja interessante,
33:42né?
33:42Nesse mundo
33:42da geopolítica
33:45e da globalização
33:46que cada vez mais também
33:47parece que os países
33:48estão ficando
33:49cada vez mais
33:50fechados em si mesmo,
33:53assim, né?
33:53Olhando muito
33:54para as suas prioridades,
33:54como você colocou, né?
33:55A China priorizando
33:56completamente
33:57a sua segurança alimentar
33:59e tende aí
34:00a comprar menos
34:01e produzir mais.
34:03Nessas movimentações,
34:05tem alguma outra moeda
34:06que esteja no seu radar
34:07ou que pelo menos
34:09pode ser interessante
34:10de monitorar
34:11nesse horizonte?
34:12Você falou 20, 30, 40 anos?
34:15Siga o dinheiro.
34:16A China está comprando ouro.
34:18Então, ouro é uma moeda relevante
34:20também,
34:20no longo prazo.
34:22E a Europa,
34:23acho que também o euro
34:24também é uma moeda
34:25que tende a ficar mais forte
34:26porque ela está fora
34:27dessa lógica
34:28da briga,
34:28das tarifas
34:29e muita gente
34:31vai começar
34:31a buscar a Europa.
34:33A Europa vai se rearmar.
34:34Existe um plano
34:35que é o
34:35Readiness 2030
34:37para enfiar
34:38800 bilhões
34:39de euros
34:40em armamento
34:40e um trilhão
34:41de euros
34:41em infraestrutura.
34:43Então, vai ter
34:43muita negociação
34:44com o euro aí.
34:45E, de novo,
34:46tem que diversificar
34:46do dólar
34:48para diminuir
34:49o poder de barganha
34:50de governo atual
34:51e futuros governos
34:52americanos
34:53nessa mesa de barganha.
34:56E continuar acompanhando
34:57toda essa
34:59emoção geopolítica
35:02porque é isso,
35:02a gente também está aqui
35:03analisando algo,
35:05uma figura
35:05do momento,
35:07mas a gente sabe
35:07que em poucos dias
35:08as coisas estão
35:09se movimentando
35:11muito rápido,
35:11né, professor?
35:12Te agradeço muito,
35:13Paulo Vicente,
35:14professor associado
35:15da Fundação
35:16Dom Cabral.
35:17Obrigada pela sua
35:18participação,
35:18pelas explicações
35:19e está aqui
35:20de portas abertas
35:21para a gente
35:22recebê-lo novamente.
35:23Obrigada, viu?
35:24Prazer, é meu?
35:25Ponte comigo.
35:26Muito obrigada.
35:27Agora nós vamos
35:28para um rápido intervalo
35:29e na volta
35:30nós teremos
35:30uma entrevista
35:31para saber
35:32como que fica
35:32a previsão do tempo
35:33para a próxima safra
35:35e a expectativa
35:36do setor de soja
35:37para o plantio
35:38que se inicia.
35:39Até lá.
35:51Hora H do Agro
35:52Nunca foi tão fácil
35:55levar um Volvo
35:56para a garagem.
35:57Chegou o Volvo
35:57Car Consórcio.
35:58Com ele,
35:59você conquista
36:00seu zero quilômetro
36:01sem juros
36:01e sem entrada.
36:02Com créditos
36:03a partir de 300 mil
36:04em até 60 meses
36:06e a taxa administrativa
36:07de 10%
36:08a menor do mercado.
36:10Até 320 contemplações
36:12já nos primeiros
36:12dois anos.
36:13Volvo Car Consórcio.
36:15Um caminho seguro
36:16em direção
36:16ao carro
36:17dos seus sonhos.
36:18Visite uma concessionária
36:19ou acesse
36:20volvocarconsórcio.com.br
36:22Coloque a racionalidade
36:29para trabalhar
36:30a seu favor.
36:31O primeiro
36:32dos cinco passos
36:33da caminhada financeira
36:34que vamos apresentar
36:35neste curso
36:36tem um nome
36:38que não é em vão.
36:39Faça um pedido
36:41ao seu dinheiro.
36:43Neste curso
36:43você também
36:44vai aprender
36:45a tomar decisões financeiras
36:47por conta própria
36:48levando em consideração
36:49o que é mais importante.
36:51Eu vou te dar
36:52quatro dicas
36:53para você saber
36:54encarar os seus
36:55monstros financeiros.
36:56você deve
36:58se preparar
36:59para encarar
37:00este curso
37:01como a oportunidade
37:03de conhecer
37:03um lado
37:04diferente
37:05do dinheiro
37:05para a qual
37:06a maioria das pessoas
37:07não dá atenção.
37:14Acesse
37:15newcursos.com.br
37:17e comece
37:18a fazer
37:18as pazes
37:19com as suas
37:19finanças.
37:20o
37:22o
37:23o
37:24o
37:26o
37:26o
37:27o
37:28o
37:30o
37:31o
37:32o
37:32o
37:33o
37:34o
37:35Tchau, tchau.
38:05Tchau, tchau.
38:35O BYD Dolphin Mini.
38:39BYD Dolphin Mini e BYD Dolphin, os carros mais econômicos do Brasil.
38:45Façam test drive.
38:46Hora H do Agro.
39:01Estamos de volta com o Hora H do Agro aqui na Jovem Pan News e agora nós vamos falar sobre a previsão do tempo para a próxima safra.
39:11Esse é mais um Por Dentro do Clima.
39:17O Dentro do Clima.
39:19Hoje a função de falar aqui de agrometeorologia conosco é da Ludmila, que esteve conosco também na semana passada, fazendo as vezes aqui do Marco Antônio, quando ele está viajando por aí, vendo o clima na prática.
39:35Obrigada, Ludmila, pela participação mais uma vez.
39:39E é isso, a gente queria trazer informações para esse início de safra, né?
39:43Saber como que está a previsão do tempo para as principais regiões aí, sendo que setembro é importantíssimo para o plantio de soja aí do Brasil.
39:53A gente trouxe o mapa aqui mostrando as regiões produtoras, os estados que podem começar a produzir.
40:00O que o seu agricultor pode esperar para setembro, então, Ludmila?
40:03Obrigada de novo por estar com a gente.
40:06Eu que agradeço, Mariana. Olá, olá a todos.
40:09Mariana, se a gente estivesse tendo essa conversa um ano atrás, a gente estaria falando em chuvas, principalmente para a região central do Brasil, para daqui 60 dias, né?
40:19E a gente já tem observado algumas chuvas acontecendo, mesmo que de maneira irregular.
40:27Durante essa primeira quinzena do mês de setembro, a expectativa é de chuvas mais voltadas para a região sul do Brasil, principalmente falando em Rio Grande do Sul, áreas de Santa Catarina.
40:37Mas o que é importante? A gente começa a observar uma conexão entre a umidade que desce da Amazônia e as frentes frias que sobem da região sul do Brasil.
40:47Então, aos poucos, essas chuvas começam a ganhar um pouquinho mais de abrangência.
40:53Então, nós não descartamos a possibilidade de ocorrência de chuvas já ao longo dessa primeira quinzena do mês de setembro na faixa mais oeste do Brasil.
41:02Então, áreas de Rondônia, Acre, oeste do Mato Grosso, oeste do Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso do Sul e algumas áreas do Paraná, claro.
41:11E Paraná, Santa Catarina e também Rio Grande do Sul.
41:16Mas na faixa central do Brasil, nós ainda teremos uma condição de tempo mais firme, temperaturas ainda um pouco mais elevadas,
41:25mas que aos poucos, essas chuvas ao longo da segunda quinzena de setembro, devem começar a avançar também para essa região mais central do país.
41:34Mas ainda de maneira muito irregular.
41:36Então, realmente, as áreas onde o vazio sanitário termina agora dentro do mês de setembro, nós teremos algumas condições para início de plantio uso.
41:45Mas ainda de maneira bastante irregular.
41:47Eu acho que o MS, Paraná, Rio Grande do Sul ainda estão muito de olho se a gente vai ter uma condição ainda de temperaturas mais baixas ou não.
41:56Existe essa possibilidade ainda dentro da primeira quinzena do mês de setembro.
42:00É claro, não são temperaturas extremamente baixas.
42:04Mas aquelas mínimas variando de 6 a 8 graus, muitos produtores ficam com um pouquinho de receio, né?
42:11Pensando em germinação de semente.
42:13Mas, principalmente, a partir da segunda quinzena, depois do dia 20 de setembro,
42:18a gente começa a se observar essas chuvas ganhando amplitude.
42:21E áreas da região central, região sudeste, devem ter condições para início de plantio.
42:28É claro que muitas regiões só tem o término de vazio sanitário ali a partir de outubro,
42:33que é quando realmente as chuvas começam a ganhar maior abrangência e maior regularidade.
42:40Então, eu falo assim, Mariana, que essas chuvas de setembro, elas serão bastante favoráveis,
42:45principalmente para os preparos pré-plantios.
42:50Então, realizações de dissecações, preparo do solo.
42:54Então, a gente vem com uma condição bem mais favorável, né?
42:57Com um terreno mais limpo, digamos assim, para o início do plantio da nova safra.
43:03Tanto de milho, né? Milho verão, quanto da safra de soja.
43:07Excelente, Ludmila. Excelente.
43:08Uma boa notícia você está trazendo, né?
43:11Principalmente aí olhando para essa segunda quinzena do mês que você falou.
43:15Pelo que a gente pode, então, continuar acompanhando aqui,
43:19a partir dessa sua informação, é entender a velocidade das plantadeiras ali,
43:24então, principalmente a partir da segunda quinzena de setembro.
43:28E aí sim, dali em diante, como você trouxe, né?
43:30Outubro, ganhando muitas regiões, ganhando velocidade de plantio,
43:34até por encerrar o vazio sanitário só em outubro.
43:37Mas é isso, monitorar a velocidade aí das plantadeiras indo para campo
43:43na segunda metade de setembro, né?
43:46E aí queria...
43:47E eu falo de ansiedade, né, Mariana?
43:49Ah, sim.
43:50Ansiedade do produtor em querer plantar, né?
43:53Muita atenção com esse início, pessoal.
43:56Porque as chuvas, assim, apesar de elas começarem a ganhar abrangência,
43:59elas podem acontecer ainda de maneira muito irregular.
44:02A gente tem uma condição de umidade do solo
44:05diferente do que tinha ano passado.
44:07Nós tivemos um período de chuva um pouquinho mais prolongado esse ano,
44:10então, realmente, o solo está um pouco mais úmido,
44:14mas muita atenção com essa irregularidade das primeiras chuvas.
44:18E acho que vale ressaltar também que muitas delas
44:21poderão vir acompanhadas de rajadas de ventos mais fortes,
44:25algumas tempestades pontuais, né?
44:28A ocorrência de granizo esse ano pode ocorrer
44:30de maneira um pouco mais frequente.
44:33Então, são pontos de atenção também nesse início, né,
44:36da retomada da estação chuvosa.
44:38É por isso que a gente conta com vocês todas as semanas aqui
44:41para ajudar o produtor rural a entender
44:43qual que é o melhor período, o mais estratégico,
44:46ou pelo menos o que tem menos risco.
44:48Mas eu queria trazer também um pouquinho de previsão
44:51um pouco mais para perto aqui, para a próxima semana.
44:54Temos previsão de temporais, de ventos fortes em alguns estados,
44:58que a gente pode falar também nesse horizonte
45:00um pouquinho mais de curto prazo, né?
45:04Principalmente sobre áreas do Rio Grande do Sul,
45:06nós teremos, né, ao longo desse início do mês de setembro,
45:10dois sistemas avançando pela região,
45:12podendo provocar chuvas um pouco mais frequentes
45:15durante os dez primeiros dias do mês de setembro.
45:19E esses temas poderão, sim, vir acompanhadas de rajadas,
45:22de ventos fortes e algumas tempestades pontuais.
45:25A gente não vê aí uma tendência de chuvas muito volumosas,
45:30mas a gente sabe, é claro, né, que essas tempestades pontuais
45:32podem trazer um volume um pouco mais significativo em algumas áreas.
45:38Consequentemente, da região mais centro-norte do Paraná, né,
45:41para a região mais central do Brasil,
45:43o tempo deve permanecer mais seco, com temperaturas máximas elevadas.
45:48A gente ainda tem temperaturas mínimas um pouquinho mais baixas,
45:50o que mantém a amplitude térmica nessa diferença
45:53entre a temperatura máxima e mínima, bastante elevada.
45:57Então, o que diminui também, né, reduz a umidade relativa do ar,
46:01então muita atenção com pontos, né, de focos de queimadas.
46:04Isso pode acontecer, já que a gente tem períodos, sim,
46:07de ventos mais fortes.
46:09E não é que não possam ocorrer nenhuma pancada de chuvas
46:12em áreas do sudeste, sul de São Paulo,
46:14algumas áreas da região central.
46:15Sempre que essas frentes frias se deslocarem para o Atlântico,
46:19a gente pode, sim, ter algumas áreas de instabilidades se formando,
46:24principalmente em áreas do sudeste.
46:26E com isso, acontecerem algumas pancadas de chuvas,
46:30como a gente observou no final, agora, do mês de agosto, tá?
46:33E só uma última pergunta, muito rapidinho.
46:39Você falou dessa amplitude térmica, né,
46:42que realmente a gente, eu estou aqui em São Paulo, por exemplo,
46:45a gente pega aqui dias que começam com 12,
46:48ao meio-dia faz 32, depois cai de novo bastante.
46:52A gente está caminhando para o fim do inverno,
46:54ainda tem previsão de frio intenso para essa semana,
46:58para esse fim de inverno?
46:59Tem alguma região do Brasil que pode concentrar um frio,
47:03assim, que é categórico de inverno mesmo?
47:08Eu acredito que não, Mariana,
47:10mas nós ainda teremos pelo menos duas entradas de massas de ar frio
47:13dentro da primeira quinzena do mês de setembro.
47:16Então, são dois sistemas avançando pelo Rio Grande do Sul.
47:19Na retaguarda desse sistema, nós teremos avanços de massas de ar polar
47:22que podem, sim, derrubar as temperaturas,
47:25mas muito mais restritas.
47:26É uma temperatura mais baixa ao Rio Grande do Sul.
47:30A região do extremo sul do Rio Grande do Sul,
47:32áreas mais serranas ali de Santa Catarina,
47:35extremo sul do Paraná,
47:37não estamos falando em geadas, tá?
47:39Mas aquelas temperaturas que podem ali variar em torno de 5 graus, né?
47:44Então, muita atenção para você, produtor,
47:46principalmente que está pensando em semear as culturas de verão,
47:51porque a gente tem esse friozinho ainda aparecendo aí na primeira quinzena do mês.
47:54Perfeito. Muito obrigada, Ludmila Camparotto.
47:58Obrigada mesmo pela sua participação,
48:00por dar essa amplitude de informações.
48:02A gente espera você, Marco Antônio,
48:04sempre portas abertas para vocês voltarem também. Obrigada.
48:08Eu que agradeço, Mariana. Até a próxima.
48:10Até a próxima.
48:11E a consultoria da Tagro e a AG Resource Brasil
48:16apontam aumento de 2% na área plantada de soja,
48:20como a gente está falando aí,
48:22plantio que deve começar em algumas regiões agora no mês de setembro.
48:25Contudo, o setor relata margens não tão boas para os agricultores
48:30e crédito apertado, o que deve, então, impactar nessa área plantada.
48:36O Maurício Buffon, que é presidente da ProSoja Brasil,
48:39diz que o momento é de incerteza,
48:41exatamente devido a essa disponibilidade de crédito para os produtores.
48:46Vamos ouvir.
48:47Safra 25, 26 chegando, a semeadura muito próxima,
48:51mas ainda estamos com um grande problema de crédito na agricultura.
48:54Segundo os dados de algumas consultorias,
48:58temos aí cerca de 1,2% a 1,4% de aumento de área produtiva de soja nessa safra,
49:06um dos menores aumentos dos últimos 20 anos de área de soja no Brasil,
49:12mas devido à grande falta de crédito.
49:15Plano safra muito aquém do que precisava
49:17e os produtores muito, mas muito preocupados ainda
49:21para arrumar crédito para suas áreas já consolidadas.
49:24muita questão, principalmente de fertilizantes,
49:28um atraso muito grande na chegada desses fertilizantes
49:31devido a essa questão de crédito.
49:34Então, um desafio enorme pela frente nessa questão de crédito.
49:39Os preços de produtos não estão ajudando,
49:42isso tudo leva a esse menor aumento de área
49:45e também a incerteza do tamanho da safra
49:48devido ao crédito reduzido
49:51e nós não sabemos como vai ser plantada essa safra.
49:54Acreditamos que com muita redução de investimentos
49:59e por isso fica a incerteza do tamanho dessa safra.
50:03Aliada a essa questão da geopolítica global,
50:06aonde esses tarifácios aí
50:08indiretamente vêm atingindo o produtor de soja
50:12devido aí às carnes estarem nesse tarifácio
50:16e isso impacta aí sim a cadeia de soja.
50:20Então, um desafio enorme, uma safra desafiadora
50:23ainda para o produtor brasileiro.
50:26Para avaliar esse cenário, nós vamos conversar
50:29com o Renato Serafim, que é conselheiro
50:31do Comitê Estratégico Soja Brasil, conhecido como SESB.
50:36Renato, bem-vindo ao Hora H do Agro.
50:38Obrigada aí pela sua disponibilidade.
50:40A gente está vendo que as consultorias do setor
50:43elas estão prevendo, então, uma área plantada aí,
50:46um acréscimo entre 2% e 5%,
50:49mas os produtores, a própria ProSoja,
50:52diz que isso não deve ocorrer por falta de crédito
50:54por conta desse fôlego financeiro do produtor
50:57em investir, então, na ampliação diária.
51:00O que você tem acompanhado?
51:02Gostaria de entender um pouco a sua visão
51:03enquanto conselheiro do SESB.
51:05Essa expectativa de ampliação diária é real?
51:09Está tímida mesmo?
51:10O produtor está preocupado com crédito mesmo?
51:12Queria entender um pouco a sua avaliação.
51:14E obrigada de novo por estar aqui com a gente.
51:16É um prazer estar com vocês aqui.
51:18Eu vejo algumas oportunidades
51:20para o agricultor brasileiro.
51:22Eu vejo esse receio do agricultor plantar também.
51:25Eu acredito que não vai passar desses 2%.
51:28Essa é a menor expansão diária
51:31que nós estamos vendo desde 2005, 2006.
51:33Então, seria uma expansão em torno de 400 a 600 mil hectares.
51:37É bem modesto.
51:38Mas tem alguns fatores que podem agravar isso.
51:42Eu acho que os custos para o agricultor estão maiores.
51:44Você teve um custo maior de fertilizante.
51:47Você tem um custo maior de defensivos e sementes também
51:50que vai fazer com que o agricultor tenha uma rentabilidade menor.
51:53Uma incerteza até regulatória com essa parte de moratória da soja.
51:59Essas discussões de moratória da soja.
52:01Isso dá uma insegurança jurídica para o agricultor.
52:04Ele fica com medo de investir.
52:06O clima.
52:07Eu vejo o clima muito ainda incerto.
52:10Alguns falam de laninha.
52:12Isso pode ter um impacto para o agricultor também.
52:16Vamos ter problema logístico.
52:18O aumento de custos.
52:19A falta de infraestrutura do Brasil pesa para o agricultor.
52:22Mas ao mesmo tempo eu vejo alguns alertas positivos.
52:26Então eu vejo a expansão do biocombustível.
52:29A expansão do óleo diesel.
52:31Da taxa de óleo diesel vai fazer com que o agricultor...
52:34Vai fazer com que o mercado de soja se expanda.
52:36As exportações do Brasil.
52:38Nós vamos ter que aumentar esse protagonismo de ser o maior exportador global ainda.
52:43E muito eu vejo o agricultor muito mais sustentável.
52:47Eu vejo muito o agricultor usando produtos biológicos.
52:49Tanto para reduzir a dependência de fertilizantes como a de químicos.
52:54Eu vejo muito o agricultor buscando nova diversidade de cultura.
52:58Como canola.
53:00Como outros cultivos para ajudar no custeio dele.
53:04Mas essa expansão, esse receio do agricultor é natural.
53:08Eu vejo como um ponto de interrogação para mim ainda nesse ponto.
53:14Você trouxe aí dois fatores bem interessantes que a gente...
53:20Não vou dizer que é inédito.
53:23Mas de fato trazem aí um gostinho especial para essa safra.
53:28Que é a questão do biodiesel.
53:30Então a maior procura por esse mercado.
53:33A gente está vendo que isso está avançando ano a ano.
53:36Então, dedicar ali uma maior porcentagem de produção da soja para a produção do biodiesel.
53:44E toda a questão de exportação como você trouxe.
53:47Olhando para essa geopolítica confusa, conturbada como está.
53:52Mas que de alguma forma é isso.
53:54Dá para manter mercado.
53:56Dá para manter a exportação da soja para a China.
53:58É isso que o produtor está esperando.
54:00De alguma forma, dentro do que vocês acompanham, dentro do SESB também.
54:05Eu sei que você está relacionado a várias companhias também do agro.
54:08Circula muito nos bastidores.
54:11Vocês acreditam que de alguma forma é esses dois fatores.
54:14A possibilidade favorável de mais exportações.
54:17Uma exportação sólida para a China.
54:19E a procura do biodiesel.
54:20Então, podem ser dois fatores que façam o produtor olhar o copo meio cheio.
54:26Embora os desafios estejam dados aí, como você citou.
54:31Eu sou otimista por natureza.
54:33Eu vejo que nós não vamos ter preços de soja como nós tivemos anos atrás.
54:39Soja R$ 200 a R$ 190.
54:41Os preços da soja vão estar estáveis.
54:43E o agricultor vai ter que investir muito em quê?
54:45Ele vai ter que investir muito na eficiência dele.
54:48O agricultor vai ter que ser muito mais tecnológico.
54:50Ele vai ter que conseguir extrair da mesma quantidade de terra mais produção.
54:55Por isso até que essa redução da área plantada,
54:59nesse momento de cautela, vai ser muito bom.
55:02Porque vai fazer com que o agricultor, em vez de expandir a área,
55:06ele se concentre em aumentar a tecnologia dele.
55:09Então, o agricultor tem que começar a investir mais em tecnologias de agricultura de precisão,
55:14em novos produtos, em novos cultivares.
55:16E ele saiba que vai ter o mercado.
55:19Independente dessas crises internacionais, o mercado vai consumir soja.
55:24Nós vamos continuar sendo um grande exportador.
55:27E o fato da gente começar a ter mais uso de óleo de soja no biodiesel vai ser compensatório.
55:36Assim como as usinas de etanol estão facilitando muito o escoamento do milho,
55:41que estão fazendo com que a safrinha aumente.
55:43Então, essa combinação de safra de soja, safra de sojinha, de milho,
55:48tendo um mercado interno e as exportações crescentes,
55:52pelo menos o mercado não vai faltar.
55:53Eu não vejo grandes quedas de preço para o próximo ano,
55:58mas o agricultor, um conselho para o agricultor aqui é investir em tecnologia.
56:03É fazer mais com menos, fazer mais na mesma área,
56:07e investir muito em aumentar a produtividade.
56:10Hoje nós temos tecnologia para isso.
56:12Mas como, então encerrando, perguntando para você,
56:15como investir em tecnologia se a reclamação,
56:19a gente tem aí a fala do Maurício Buffon, presidente da ProSoja,
56:22é exatamente, o momento é exatamente de uma reclamação
56:26por conta de falta de crédito, por conta de juros altos.
56:30Como que o produtor investe se muitas vezes
56:32o custeio da safra por si só já está difícil?
56:37Como que você acredita que seja, então, possível equilibrar isso
56:41em um momento em que o produtor,
56:44mesmo que ele espere um pouco depois de setembro,
56:46para fim de vazio sanitário, planta em outubro,
56:49mesmo assim, ele já se planejou, né?
56:51Ele já comprou esses insumos.
56:52Então, como fazer, como equilibrar esses pratinhos, Renato?
56:56Eu vejo um custo alto, mas temos tecnologia hoje
57:01que o agricultor não usa ainda, que pode fazer esse equilíbrio.
57:04Então, uma maior procura por insumos mais baratos,
57:09você tem uma diversidade de produtos comoditizados aí,
57:13que estão em um preço mais baixo do que certas especialidades.
57:17Você fazer o uso racional dos fertilizantes, né?
57:20Dos bioestimulantes com tecnologia, com agricultura de precisão.
57:25E ele está fazendo o caminho certo.
57:27Acho que, embora o agricultor tenha feito o planejamento,
57:29ele está demorando para tomar a decisão
57:31exatamente para usar os produtos de uma forma mais correta.
57:36Então, acho que o próprio fato desse planejamento,
57:38ele está demorando um pouquinho mais para acontecer,
57:40já mostra que ele está de olho mais nos custos
57:43e ele está de olho em ser mais eficiente.
57:44E hoje nós temos tecnologias que não vão dispender muito o capital dele,
57:50mas tecnologias que trazem resultado.
57:52Então, uma boa informação, olhar o que está acontecendo no mercado,
57:57olhar as técnicas novas, vão fazer com que ele seja mais eficiente
58:01com o mesmo custo.
58:03Então, o agricultor brasileiro é resiliente por natureza.
58:08E essa vai ser mais uma safra, vai ser uma safra muito nervosa.
58:11O próprio ânimo de ele plantar a menos está nos mostrando isso,
58:16mas eu tenho certeza que ele consegue ter ferramentas
58:19e ele consegue, com as tecnologias que nós dispomos hoje,
58:23de fazer uma grande safra.
58:25Acreditamos nisso e vamos continuar acompanhando.
58:28Muito obrigada, Renato Serafim, pela sua participação.
58:31A gente te espera em outras ocasiões aqui no programa.
58:33Obrigada.
58:34Até mais, eu agradeço.
58:35Conte comigo.
58:35E agora, o nosso programa fica por aqui,
58:41mas você continua conectado nas nossas redes sociais
58:44e ligado na programação da Jovem Pan News.
58:47Te agradeço muito pela companhia,
58:49também agradeço a equipe que faz o programa acontecer
58:51e eu te espero na próxima semana.
58:53Um abraço.
58:54Até lá.
58:54A opinião dos nossos comentaristas
59:18não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
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