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Nesta edição do Hora H do Agro, Mariana Grilli traz as notícias mais recentes do agronegócio brasileiro, começando com o impacto do tarifaço dos EUA, que já afeta 78% das exportações do agro. Analisamos os prejuízos em setores como café, arroz e frutas, com depoimentos de associações e produtores, além de uma reportagem que mostra o descontentamento com a postura do Ministro da Agricultura. No "Ações e Cotações", a consultora Silvia Bampi explica como as tarifas movimentam o mercado da soja e oferece dicas de gestão de risco para produtores. O programa também aborda um problema crônico do setor: a falta de espaços de armazenagem, com a análise aprofundada de Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial. E mais: entenda como uma possível nova lei dos EUA contra a Rússia pode gerar outra crise, desta vez no mercado de fertilizantes.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro, oferecimento, consórcio Magi, Volkswagen, caminhões e ônibus.
00:17Hora H do Agro.
00:21Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:24Eu sou a Mariana Grilli e estaremos juntos na próxima hora, falando então sobre as principais notícias do agronegócio.
00:32Tarifaço. Apesar da lista de exceções, diversos setores do agro estão sofrendo com as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
00:40Com a finalização da colheita do milho safrinha e início do calendário agrícola, retorna então o antigo problema de armazenagem e produção.
00:49E mais, uma análise de como o Brasil pode ser impactado com sanções aos países que fazem negócio com a Rússia.
00:58Fique por aí porque o Hora H do Agro está só começando.
01:02As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que passaram a vigorar na última quarta-feira, dia 6,
01:10podem afetar 78% das exportações do agro brasileiro, é o que aponta um estudo feito pela área de pesquisa de agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, a FGV.
01:23Pescados, café e frutas são alguns dos setores que estão se organizando para buscar reverter as tarifas.
01:31O Vinícius Estrela, diretor executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais, a BSCA, comentou que contratos futuros já estão sendo renegociados. Vamos ver.
01:44O setor de cafés especiais acompanha a entrada em vigor das tarifas de importação de café pelos Estados Unidos do Brasil com certa preocupação.
01:56Pois alguns operadores do mercado já vêm buscando entender e renegociar contratos futuros, buscando repartir parte dessas tarifas com alguns produtores, exportadores e cooperativas,
02:16de modo a impactar de maneira diminuída o consumidor americano.
02:21A BSA continua a trabalhar junto ao governo americano e às entidades americanas e brasileiras no sentido de diminuir os impactos negativos da entrada em vigor da tarifa de mais 40% sobre o café especial brasileiro.
02:42O setor arrozeiro do Brasil também está preocupado com os efeitos do decreto nos Estados Unidos.
02:48Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz, a ABI Arroz, as perdas estimadas são de até 25 milhões de dólares por ano.
02:59Nós ouvimos a Andressa Silva, diretora executiva da associação. Vamos ver.
03:04Enquanto os Estados Unidos são um importante parceiro comercial para o Brasil, as exportações brasileiras de arroz representam apenas 2% do volume total importado por este país.
03:16Isso significa que as possibilidades do setor privado norte-americano realizar gestões junto ao governo para incluir o arroz brasileiro na lista de exceção são muito limitadas.
03:28Os Estados Unidos conseguem diversificar os seus fornecedores muito facilmente, mas o Brasil não consegue repor esse importante mercado no curto e médio prazo.
03:38A ABI Arroz estima que a interrupção do comércio de arroz entre Brasil e Estados Unidos pode levar a uma perda de cerca de 20 a 25 milhões de dólares anualmente.
03:50Isso impacta diretamente o mercado interno, porque quando há um excesso de produto no mercado interno, isso leva a um desequilíbrio de preços, a um desestímulo do produtor para se manter na atividade em razão da inviabilidade econômica e ameaça a autossuficiência do Brasil na produção do arroz.
04:09A indústria do arroz tem trabalhado de forma prioritária em gestões junto ao governo para que seja realizada uma negociação para redução da tarifa imposta pelos Estados Unidos, tendo em vista a vulnerabilidade do setor industrial orizícola.
04:23Paralelamente, a ABI Arroz realizou um mapeamento dos principais mercados potenciais com vistas a redirecionar o volume de arroz que seria exportado para os Estados Unidos e tem trabalhado com o governo para que sejam feitas medidas de facilitação de acesso a esses mercados.
04:42Alguns deles demandam a realização de acordo fitossanitário, outros ampliação de acordo comercial ou mesmo apoio institucional do governo para facilitação do comércio.
04:53São medidas com resultados de médio a longo prazo, mas que são essenciais para minimizar os prejuízos que devem adivir da manutenção da tarifa imposta pelos Estados Unidos.
05:05E um evento em São Paulo essa semana reuniu diferentes atores da cadeia de frutas, verduras, legumes e flores bem no dia em que o tarifaço dos Estados Unidos começou a valer.
05:17No evento, então, produtores, exportadores, varejistas falaram dos impactos da decisão de Donald Trump para esses diferentes segmentos.
05:27A reportagem é de Marcelo Matos.
05:29O tarifaço de Donald Trump domina as discussões no setor produtivo brasileiro.
05:35Nós estamos numa feira de frutas e legumes e é claro que o impacto de 50% nas exportações, esse impacto preocupa muito os produtores.
05:45Aqueles que ficaram de fora da lista da taxação também lembram que é preciso pensar na cadeia global.
05:51Mesmo de fora, eles terão impacto aqui no Brasil e, evidentemente, lá fora nos Estados Unidos.
05:58Explica o produtor de laranjas, Júnior Lucato.
06:03O egoísmo de você olhar só para o seu ramo de atividade aqui, no caso, a sua fruta, eu acho que é inviável para o Brasil.
06:10Porque se nós temos um complicador, por exemplo, estamos falando aí de manga, de uva, que são os itens mais atingidos nesse momento.
06:17Se nós tivermos um preço de venda muito baixo aqui no Brasil, nós teremos esse preço de venda também na gôndola do consumidor.
06:26E, assim, produtos que você não precisaria estar na gôndola, de má qualidade, vai passar, tá?
06:34Porque o pessoal não vai exportar e vai trazer para cá.
06:38Ah, no primeiro momento, economicamente, é interessante para o consumidor brasileiro, porque ele vai ter oportunidade de comprar mais barato.
06:43Mas isso para o setor é muito ruim, porque ele acaba prejudicando os outros produtos, as outras frutas, por exemplo, né?
06:49Então, a preocupação com o nosso setor, ela é total. Ela não é só do nosso produto.
06:54A força do suco de laranja brasileiro nos Estados Unidos deixou o setor de fora dos 50% de Trump.
07:02Ia ser um complicador muito grande para nós, produtores, porque a dificuldade que a gente teria de passar essa matéria-prima para as indústrias do suco
07:09sem a possibilidade de exportação, que ficaria economicamente inviável.
07:14Então, num primeiro momento, foi um impacto.
07:15O tema dominou o The Brasil Conference e Expo, realizado em São Paulo,
07:44que reuniu segmentos de frutas, flores, legumes e verduras dentro da International Fresh Produce Association.
07:52Olha, de cada 10 pessoas, 9 estão falando de tarifas aqui.
07:57Não só do seu produto, mas do setor, representantes de vários setores aqui,
08:01pessoas importantes também, parte política.
08:05Está todo mundo preocupado aqui, todo mundo na expectativa disso poder ser revertido.
08:09O presidente do Conselho da IFPA no Brasil, Alex Lee, analisa os possíveis impactos ao mercado brasileiro.
08:18O Brasil é uma terra de oportunidade incrível.
08:20A gente tem um clima espetacular, a gente tem o que é mais importante, que é a água.
08:24Esse é um ativo que o Brasil tem, que os outros países não têm.
08:27Como é que é possível que o Brasil seja sete vezes menor do que o período em exportação de frutas?
08:33Nós tínhamos que dar nas cabeças. O Brasil é um país de muitas oportunidades e o nosso setor está crescendo.
08:40Sem dúvida nenhuma, o Estarefaço vai interferir, mas ao mesmo tempo vai abrir os olhos brasileiros
08:45para novos mercados, novas oportunidades.
08:47Eu acho que nós vamos talvez escolher melhores frutos depois disso tudo passar, depois dessa onda passar.
08:53Mas uma boa notícia surge no comércio com os Estados Unidos.
08:58No ano passado, representou quase 150 milhões de dólares.
09:02A gente teve uma informação ontem que foi muito interessante.
09:04Por exemplo, a gente tem a Walmart mundial comprando no Brasil aqui hoje o nosso evento.
09:10E eles não vão reduzir a compra. Pelo contrário, vão aumentar.
09:14Eles falaram que vão apoiar.
09:15Então nós vamos ter o apoio das grandes empresas norte-americanas.
09:19Isso é uma informação que a gente ainda ficou sabendo ontem com o pessoal lá dos Estados Unidos.
09:24E eles vão nos ajudar e vão pagar mais caro e vão tentar compor isso de outra forma.
09:31Então isso vai nos ajudar bastante.
09:33As grandes empresas norte-americanas nos deram essa lição positiva.
09:36Isso nos deixa um pouco mais aliviado.
09:38Quem sabe nessa feira vão gerar muitos negócios com essas redes que estão vindo comprar de fora dos Estados Unidos
09:44e que a gente consiga trazer um pouco mais de tranquilidade para o produtor brasileiro.
09:48Nós tivemos um ano muito bom no começo do ano e um ano preocupante nessa segunda parte.
09:53Então a partir de abril, maio, os preços caíram sistematicamente.
09:59O clima foi muito bom.
10:00Então quando o clima é bom, produz-se mais.
10:02Então o pessoal está um pouco apreensivo.
10:04Porque os volumes são altos e os preços caem.
10:06E com isso a rentabilidade da operação diminui um pouco.
10:10Mas para o consumidor é muito positivo.
10:12O consumidor tem a oportunidade de poder comprar um produto melhor, de qualidade, na safra.
10:17O diretor institucional da Abra Frutas, Luiz Roberto Barcelos, dimensiona o mercado com os Estados Unidos.
10:25Embora na fruticultura os Estados Unidos não sejam o grande destino da nossa fruta,
10:30nosso grande destino está na Europa, mas os Estados Unidos vêm crescendo as nossas vendas para lá,
10:35ampliando o número de frutas, as espécies de frutas que a gente pode exportar.
10:40Então a gente vira uma ascendência.
10:42Hoje já estava aí perto de 10%, 12% da nossa exportação já ia para os Estados Unidos.
10:48Então esse tarifácio é algo que coloca a gente numa situação de muita preocupação,
10:52principalmente para dois produtos, a manga e a uva.
10:55A manga já é 30% da manga brasileira vai para os Estados Unidos.
10:58Então com esse aumento de 50% e você tendo outros países da América do Sul
11:03que podem abastecer os Estados Unidos nesse mesmo período sem essa penalidade, vamos chamar assim,
11:09isso tira a competitividade da nossa manga.
11:12E aí o importador americano vai preferir comprar manga de outros países, como o Equador, como o Peru, por exemplo,
11:18e aí nós teremos que direcionar essa manga para a Europa, que é outro local que a gente manda muita fruta.
11:24Mas como é um produto altamente perecível, você não pode se tocar por muito tempo,
11:27você aumentando a oferta num determinado mercado, do qual não vai ter o aumento da correspondente do consumo,
11:34o preço fatalmente irá cair, muito.
11:36E aí pode chegar um ponto que não compense nem a colher a manga.
11:39Nós estamos começando essa safra agora, quer dizer, a janela de exportação está exatamente no começo de agosto,
11:45então nós já estamos sentindo aí alguns cancelamentos de exportação,
11:51mas no fundo acontece isso.
11:53A uva vai mais um pouco mais para frente, daqui a dois meses,
11:57então espera que até lá a gente consiga pelo menos acomodar aí uma situação,
12:00mas é uma situação muito complicada, porque a gente não vê como que a gente sai desse problema,
12:05porque ele não é comercial, ele é político.
12:07E sendo político, você tem mais atores nessa situação, não depende só do executivo,
12:13tem o legislativo no meio, tem o judiciário principalmente.
12:18Então, assim, para nós, como produtor, como empresários,
12:21que geramos emprego, produzimos, trazemos divisa, não interessa quem é o culpado.
12:25A gente quer que isso seja solucionado, para que a gente possa, com tranquilidade,
12:29exercer aquilo que a gente sabe fazer, produzir, exportar, gerar emprego, trazer divisas para o Brasil.
12:34Então, realmente, a situação não é nada boa para ninguém.
12:37Mas como vencer uma batalha mais política do que comercial?
12:42E o pior é que, para você preparar uma manga, que você conhece agora,
12:46ela é preparada com um ano de antecedência.
12:48Já vem cuidando da árvore, aí vem o momento de floração, frutificação.
12:52Os Estados Unidos têm um protocolo de trabalho que é peculiar só para os Estados Unidos.
12:57Então, vem fiscais dos Estados Unidos, inspecionar essas áreas.
13:01Então, todo esse trabalho foi feito, foi gasto, foi investido.
13:05E chega na hora do momento da colheita, a gente é deparado com uma notícia dessa.
13:09Então, realmente, não é qualidade, não é problema de você ter mercado, não é problema de preço.
13:13Então, realmente, a gente fica de mãos atadas.
13:16Lamentamos muito e isso gera uma grande incerteza para próximos investimentos.
13:21Então, isso para a economia brasileira, certamente, não é muito bom.
13:24Numa demonstração de pujança do agronegócio brasileiro,
13:28a família Capelaro deixou o sul do Brasil para produzir uvo e manga em Petrolina,
13:34no estado de Pernambuco, o que parecia impossível há 30 anos,
13:39ressalta Daniel Capelaro.
13:41A região do Vale de São Francisco, a religião de clima tropical,
13:45semiárido tropical.
13:46E é praticamente, era para ser praticamente impossível produzir uva lá.
13:51E nós fazemos a mágica de produzir uva de mesa,
13:54que uva, ela é muito delicada, perecível.
13:58E a gente, com tecnologia, com muito esforço, muito amor e carinho,
14:02a gente consegue fazer essas lindas frutas aí, gostosas, saborosas, nutritivas também.
14:08A família exporta uvas e mangas aos Estados Unidos.
14:12Nosso foco é mercado interno e nossa exportação é para a Europa, Paraguai, Argentina também, né?
14:20Mas a questão da manga, a gente também tem manga, um pouco de manga,
14:24que a manga caiu no tarifácio e que sim vai impactar bastante na produção da manga.
14:31Na uva vai ser um pouco menos, mas também vai impactar para muitos produtores da nossa região,
14:36porque tem uvas que são específicas para o mercado americano e que eles gostam
14:42e são janelas específicas agora também em outubro, né?
14:45Então sim, vai ter um impacto grande.
14:47A uva um pouco menos, porque a gente consegue realocar para outros países,
14:51que não seja os Estados Unidos, e também o mercado interno absorve.
14:53Mas a manga, o mercado brasileiro, ele não absorve a manga que tem.
14:58E a variedade de manga que a gente manda para os Estados Unidos,
15:03ela não é consumida aqui no Brasil.
15:06Então sim, vai ter bastante prejuízo na nossa região.
15:09Mesmo com investimentos na produção, tudo pode ir para o descarte.
15:15O descarte da manga, ela tem que ou queimar, cremar ou enterrar, né?
15:20Então vai ter que a produção, que se a gente deixar jogar ao ar livre, né?
15:25Tem mosca das frutas, que é feito um trabalho na região para o controle, né?
15:30E vai enterrar dinheiro.
15:33Infelizmente, dinheiro vai enterrar dinheiro.
15:35A economia vai dar uma grande quebra na nossa região,
15:39porque a nossa região é a agricultura.
15:41Outra coisa também, nos empregos, né?
15:43Porque muitas pessoas vão ficar desempregadas,
15:45porque não vai fazer sentido trabalhar para ter prejuízo, né?
15:51Então, infelizmente, na nossa região vai ter bastante impacto,
15:54porque a produção de manga é grande lá e não vai ser fácil.
15:59É unânime no setor a instabilidade num segmento que depende de planejamento,
16:05logística e, justamente, previsibilidade.
16:09Os produtores reforçam a necessidade de negociações permanentes
16:14entre o governo do Brasil junto aos Estados Unidos
16:18para expandir os produtos com as taxações anteriores ao tarifácio.
16:24A Associação Brasileira de Proteína Animal, que representa o setor de ovos,
16:30alerta também para o impacto direto da medida nas exportações brasileiras,
16:36especialmente em um momento de alta nos embarques.
16:39Entre janeiro e junho de dois mil e vinte e cinco,
16:43os embarques de ovos para o país cresceram mais de mil por cento.
16:48Em relação ao mesmo período do ano anterior,
16:50um movimento impulsionado pela influência aviária
16:54que afetou a produção local norte-americana.
16:58Durante esse evento que o Marcelo Matos esteve,
17:03eu conversei com diferentes empresários que manifestaram descontentamento
17:07em relação à postura do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
17:12Para as fontes ouvidas, era esperado que ele estivesse mais por dentro dos diálogos
17:17com os importadores das commodities brasileiras.
17:20E, além disso, as fontes também relataram essa preocupação
17:25porque parece que Fávaro está mais atento ao Senado em dois mil e vinte e seis
17:29do que pensar e contribuir com as soluções
17:32para compensar as exportações que, eventualmente, deixem de ir para os Estados Unidos.
17:38A gente está tentando contato com o Ministério da Agricultura
17:41e vê, inclusive, se o ministro responde às nossas solicitações de entrevista.
17:46E agora a gente vai continuar falando de tarifácio, é claro, né?
17:49Porque a decisão de Donald Trump mexe nas relações comerciais globais
17:54e, é claro, que isso também tem desdobramentos para a soja.
17:58Vamos falar disso agora no Ações e Cotações.
18:03Ações e Cotações
18:05E para tratar desse assunto, nós recebemos no Hora H do Agro a Silvia Bamp.
18:12Ela é consultora em gerenciamento de riscos da Stonex.
18:17Silvia, obrigada pela sua participação.
18:19Já vou começar te perguntando sobre o quanto que esse tarefaço,
18:24se ele está sustentando, de alguma forma, a demanda de soja por parte da China.
18:30E de entender, se na sua avaliação, quais as consequências que o mercado da soja já está sentindo
18:35desde a aplicação das tarifas aí dos Estados Unidos, oficialmente a partir do dia 6, né?
18:42É claro que a gente já vem vendo nos últimos dias aí desdobramentos para isso,
18:47mas pelo menos desde quarta-feira, o que também já está sendo mais palpável de enxergar no mercado da soja.
18:54Obrigada novamente por aceitar aí o nosso convite para participar aqui do Hora H do Agro.
18:58Olá, Mariana. Olá a todos os telespectadores.
19:03Realmente, a gente tem tido diversos impactos na questão do mercado agro, do tarifaço.
19:10Particularmente, quando a gente olha para o mercado de grãos, soja e milho,
19:15o tarifaço dos Estados Unidos com relação ao Brasil acaba não tendo tanto impacto direto
19:20nas cotações destas commodities como, como você bem mencionou, a relação dos Estados Unidos com China.
19:27Quando a gente olha a relação de Brasil com os Estados Unidos,
19:31hoje o Brasil não tem um vínculo de exportação dessas commodities grãos com os Estados Unidos
19:36a exemplo do que a gente tem, por exemplo, no suco de laranja, nas carnes, frutas
19:41e outros produtos que a gente vem acompanhando nos mercados.
19:45O Brasil hoje majoritariamente exporta sua soja para a China, como você bem mencionou,
19:51e o milho, por exemplo, a gente tem outros destinos no Oriente, como é a casa do Irã, Egito, Japão.
19:56E sim, em relação ao tarifaço voltado especificamente para o Brasil,
20:02como eu comentei que a gente não teve impacto direto nas cotações destas commodities,
20:06a gente acaba tendo um impacto em uma outra variável que é formadora de preço.
20:11Quando a gente fala em preço destas commodities, eu tenho que dividir isso e segmentar em três variáveis.
20:17Eu estou falando das cotações nas principais bolsas,
20:20Bolsa de Chicago, que reflete só de milho,
20:22a própria Bolsa Brasileira, que reflete também no milho.
20:26Eu estou falando da variação cambial,
20:28e aí nós temos, hoje aqui no Brasil, os nossos produtos são negociados
20:32em boa parte do país na moeda nacional, que é o real,
20:36e desde que foi anunciada essa questão do tarifaço em relação ao Brasil,
20:40num primeiro momento nós vimos uma desvalorização da nossa moeda, o real,
20:45isso impulsionou, de certa forma, as cotações do dólar
20:47e refletiu na realidade dos preços também.
20:50Mas quando a gente olha o terceiro elemento da formação de preço,
20:54que no meu ver é um hoje que está trazendo oportunidades para os produtores,
20:59que é a variável prêmio,
21:01aí sim, nesse contexto que a gente olha a relação entre Estados Unidos e China,
21:06isso tem direcionado a demanda, principalmente quando a gente fala para a soja aqui para o Brasil.
21:11Hoje a soja brasileira, ela é mais competitiva e exatamente por causa desse contexto da tarifa.
21:18Perfeito, te agradeço então esse contexto dado,
21:21porque a gente, é importante colocar bem os pingos nos is nesse sentido,
21:26de entender que não necessariamente tem um reflexo direto,
21:29mas indiretamente mexe na formação de preço como você colocou.
21:33E aí falando então de preços, a cotação da soja disponível no mercado interno,
21:40me parece que está favorável aí ultimamente.
21:43Você enxerga dessa forma, queria entender como que isso fica diante do avanço da safra americana,
21:50porque é isso, é uma formação de preço global,
21:52então a gente olha para a nossa safra daqui,
21:54mas precisa olhar para ver se a grama do vizinho está verde ou não.
21:57Perfeitamente, quando a gente fala de mercado de commodities,
22:03como é o exemplo de soja e milho, a gente não fala mais de um mercado global,
22:07de um local na verdade, a gente está falando de um mercado global
22:10que vai sofrer influência desses grandes produtores,
22:13Estados Unidos é um exemplo para essas duas commodities.
22:16E a gente vem, diga-se de passagem, com uma conjuntura muito positiva da safra por lá,
22:21para ambas, tanto para a soja quanto para milho,
22:23e logo aí nos próximos meses essa oferta tende a chegar no mercado.
22:27E é claro que esse contexto do avanço da safra norte-americana positivo
22:31vem trazendo uma certa pressão sobre as cotações nas principais bolsas,
22:36e vem refletindo a nossa realidade de preços aqui,
22:39porém outros formadores de preço, até há uma semana atrás nós vimos o câmbio escalando,
22:46e isso favorecia a nossa realidade de preço em reais por saca aqui no Brasil,
22:50e principalmente, como eu comentei antes,
22:52hoje uma das variáveis que está atrativa para o produtor,
22:55que pesa na nossa realidade de preços, é exatamente o prêmio.
22:59O prêmio reflete muito essa demanda, esse apetite da demanda na outra ponta,
23:05e ele traz reflexos também nos preços em reais por saca.
23:08E por que a gente menciona que talvez esse seja um momento oportuno,
23:12e que é interessante o nosso produtor ficar atento a essa realidade nas cotações?
23:16Porque nós temos um incerto futuro, mas talvez quase que certo,
23:22de uma possibilidade de um acordo comercial entre daqui a pouco Estados Unidos e China,
23:27que como consequência, uma safra chegando aí nos próximos meses,
23:31pode de certa forma redirecionar essa demanda,
23:35e com isso só trazer reflexos sobre esse formador de preço que é o prêmio,
23:39ou seja, amenizando esse movimento que a gente tem nesse momento,
23:42e consequentemente pensando sobre a realidade dos preços também em reais por saca.
23:47Que interessante isso, porque são coisas que são paralelas,
23:51e que o produtor fica de olho, tanto na cotação em si,
23:54quanto no prêmio, como que isso reflete aqui dentro.
23:57E você trouxe esse termo de um futuro que é incerto, mas que está quase certo,
24:05a gente faz um pouco desse exercício de futurologia aqui no programa também,
24:10é claro, com base em dados, informação, nas análises,
24:13mas eu queria que você então respondesse para a gente,
24:16você é consultora em gerenciamento de riscos,
24:19então dentro desse momento incerto, mas que está quase certo,
24:23mas que está basicamente na incumbência aí de dois presidentes,
24:26Brasil, China, Estados Unidos,
24:29quais riscos que você alerta para quem está comercializando a soja nesse momento,
24:34para quem não travou lá atrás, e de fato está escoando uma parte,
24:38pelo menos da produção agora,
24:40que riscos que são necessários de se manter atentos aí no radar,
24:46olhando para esse contexto de incertezas,
24:49mas a venda, ela precisa se concretizar.
24:53Perfeito.
24:54Quando a gente fala especificamente das commodities que o produtor já negociou,
24:58eu acho que é importante, primeiro,
25:00a gente tem em vista que acabamos de colher uma safra,
25:03eu fico aqui no Rio Grande do Sul,
25:05o Rio Grande do Sul em particular teve problemas significativos com a produção,
25:09isso trouxe incertezas também por parte do produtor,
25:11mas o restante do país a gente teve uma boa safra,
25:14um número que foi até expressivo,
25:16e muito desse custo de produção já foi coberto pelo produtor,
25:19mas uma parte significativa também ficou em aberto.
25:22E tudo isso que a gente comentou,
25:24nos traz um viés de oportunidades.
25:26O que é gerenciar risco?
25:28É ficar atento aos riscos que eu tenho,
25:30os riscos que estão aí na mesa,
25:32e como é que eu posso trabalhar com eles?
25:34E hoje o produtor tem ferramentas para trabalhar com a gestão de risco,
25:38que é exatamente mensurar, na verdade,
25:41a minha realidade, custos versus margem, versus retorno,
25:45e utilizar as variáveis que formam o preço
25:47para fazer um travamento e muitas vezes maximizar esse resultado.
25:51Hoje o produtor tem acesso a travamentos com a bolsa de Chicago,
25:54tem acesso a travamentos de câmbio,
25:56e aí eu não estou falando só necessariamente da safra atual,
25:59estou olhando também para a nossa próxima safra,
26:01nós estamos quase nos aproximando no início de uma próxima safra,
26:06os custos de produção estão sendo formados,
26:09então é importante o produtor ficar atento a essas oportunidades,
26:12e todo esse cenário geopolítico,
26:14dessa volatilidade,
26:16está trazendo oportunidades para essas variáveis formadoras de preço.
26:19O prêmio, que é um que a gente acabou de comentar,
26:22no meu ver, nesse momento, é uma das variáveis que mais está atrativa,
26:27e hoje o produtor tem no mercado, através de ferramentas,
26:31derivativos também para que ele possa travar,
26:33ou maximizar em algum momento o travamento do seu prêmio,
26:37para tentar trazer um resultado melhor na formação de preço lá na frente.
26:41Eu trabalho na Stonics,
26:43a Stonics é uma empresa que tem essa ferramenta de travamento
26:46através do derivativo de prêmios,
26:48então eu acho que é importante o produtor ficar atento a essas oportunidades,
26:52na volatilidade do mercado,
26:54nas três variáveis que formam o preço,
26:56e ele pode ir tirando vantagem dessas variáveis,
26:59lógico, sempre atento à sua realidade de custo de produção,
27:02sempre atento às margens,
27:04aos números pelo qual o produtor trabalha,
27:06mas ele tem sim oportunidades,
27:08e é importante a gente destacar isso.
27:10Como a gente comentou antes,
27:11é um futuro incerto, que é quase certo,
27:14então por que não,
27:15apesar da gente saber que o Brasil tem risco climático,
27:17que eu não tenho a próxima safra definida,
27:20mas vamos pensar na safra atual,
27:22e mesmo na próxima safra trabalhar com percentuais,
27:25o produtor já pode ir cobrindo esse custo,
27:27já pode ir se garantindo.
27:29Então eu acho que isso é muito importante,
27:30e gerenciar risco é exatamente isso,
27:32avaliar as oportunidades que eu tenho,
27:35mas não só ficar na avaliação,
27:37tomar alguma ação sobre isso.
27:39Tomar providências,
27:41afinal de contas,
27:42isso é basicamente o que o produtor rural faz o tempo inteiro,
27:45o dia inteiro,
27:46cada hora tomando uma decisão,
27:48seja sobre a comercialização,
27:49a importação de fertilizantes,
27:51a forma como vai,
27:53o calendário em que vai entrar ali a semente na hora do plantio,
27:56muitas variáveis.
27:57Muito obrigada, Silvia,
27:58te agradeço bastante pelas explicações,
28:01espero que você volte,
28:02inclusive para a gente também fazer análises aí,
28:03em relação ao início do plantio,
28:05como você falou aí também,
28:06já está em contagem regressiva praticamente, né?
28:09Obrigada de novo pela participação.
28:10Perfeito,
28:11foi um prazer participar,
28:12muito obrigada.
28:13Muito obrigada.
28:14E agora nós vamos para um rápido intervalo,
28:17e na volta nós teremos uma análise,
28:19para saber como fica uma nova taxação,
28:21que pode vir a impactar o Brasil,
28:23e dentro de 90 dias.
28:25Não sai daí.
28:26Hora H do Agro
28:38Nunca foi tão fácil levar um Volvo para a garagem.
28:43Chegou o Volvo Car Consórcio.
28:45Com ele,
28:45você conquista seu zero quilômetro sem juros e sem entrada,
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29:05ou acesse vovocarconsórcio.com.br
29:08Coloque a racionalidade para trabalhar a seu favor.
29:17O primeiro dos cinco passos da caminhada financeira
29:20que vamos apresentar neste curso
29:23tem um nome que não é em vão.
29:26Faça um pedido ao seu dinheiro.
29:29Neste curso,
29:30você também vai aprender a tomar decisões financeiras
29:33por conta própria, levando em consideração
29:35o que é mais importante.
29:38Eu vou te dar quatro dicas
29:39para você saber encarar os seus monstros financeiros.
29:44Você deve se preparar para encarar este curso
29:47como a oportunidade de conhecer um lado diferente do dinheiro
29:52para a qual a maioria das pessoas não dá atenção.
29:55Acesse newcursos.com.br
30:03E comece a fazer as pazes com as suas finanças.
30:21Hora H do Agro
30:22Estamos de volta com o Hora H do Agro
30:27aqui na Jovem Pan News
30:28e com a finalização da colheita do milho safrinha
30:32e o início do calendário agrícola
30:34o problema crônico de armazenagem da produção
30:37volta a preocupar o setor assim como todo ano.
30:42Para falar conosco sobre isso
30:43nós recebemos o Rafael Mingotti
30:45ele é analista da Embrapa Territorial
30:47que realiza um trabalho importante
30:49para mostrar a distribuição e a organização da armazenagem no Brasil.
30:54Bem-vindo ao Hora H do Agro, Rafael.
30:56Muito obrigada por poder compartilhar um pouquinho
30:59dos conhecimentos, dos dados que vocês levantam.
31:02Eu queria primeiro começar te pedindo
31:04para fazer um raio-x
31:06de como está a armazenagem no Brasil hoje.
31:09Queria que você, se for possível,
31:11destacasse pontos fortes e fracos
31:14e também explicar rapidamente,
31:17depois a gente pode até mergulhar melhor,
31:18mas como que vocês fazem esse levantamento de dados
31:21porque são dados oficiais também, né?
31:24A Embrapa recolhe de um banco que já existe, né?
31:27Olá, Mariana.
31:28Também cumprimento a todos os telespectadores.
31:31Agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.
31:34Bom, falando em armazenagem no Brasil,
31:36nós temos um problema que se estende há muitos anos.
31:39E o que estamos vivendo hoje,
31:43vivemos todos os anos os agricultores
31:46com dificuldades para armazenar,
31:48com falta de armazém
31:49e aí toda a sua complexidade na comercialização.
31:53Então nós, desde o começo do ano,
31:55tivemos a colheita da soja,
31:57depois o produtor tem que tomar sua decisão
31:59em que momento vender essa soja.
32:02E sabendo que viria uma safra,
32:05uma safrinha, né?
32:06Uma segunda safra de milho.
32:07E foi se confirmando, safra recorde,
32:10e ela aconteceu.
32:12E aí o produtor que tem a sua estrutura de armazenagem
32:15pôde adiantar ou não
32:17a substituição da soja do armazém
32:19pelo milho, né?
32:22E quando, do momento da colheita da safrinha,
32:25nós tivemos um atraso nessa colheita, né?
32:29E ali as dificuldades em caminhão,
32:31escoamento para chegar aos portos.
32:33Ou seja, esse cenário nós vemos sempre, né?
32:35E falando em pontos fortes e pontos fracos,
32:39nós temos o ponto forte que o setor privado,
32:41o setor produtivo,
32:43ele está sedento pela armazenagem
32:45e vem investindo há muito tempo.
32:47Então nós vemos isso como um ponto positivo,
32:50ano após ano,
32:51a armazenagem dentro da propriedade rural avançando.
32:55E agora com o advento, né?
32:57A produção de etanol a partir do milho,
33:00nós vemos a armazenagem voltada
33:02a essa finalidade cada vez maior,
33:05porque a produção do álcool se estende ao longo do ano,
33:08utilizando esse milho armazenado.
33:10E o ponto fraco,
33:12também não é novidade,
33:14mas é a dificuldade do governo
33:16fornecer aos agricultores
33:18o que eles precisam de meios
33:20para expandir a sua armazenagem.
33:23Ano após ano,
33:24os agricultores, os empresários,
33:25eles dizem ao governo que precisam,
33:28sejam taxas, sejam fundos,
33:30sejam ali políticas,
33:33mas o governo tem dificuldade em atender.
33:36Então isso resume um pouquinho
33:37dos pontos fortes e fracos.
33:39E nós aqui da Embrapa Territorial,
33:41por meio da plataforma macrologística agropecuária,
33:45nós buscamos trazer,
33:47não só aos produtores,
33:48mas também aos tomadores de decisão,
33:50seja órgãos públicos,
33:51seja iniciativa privada,
33:53dados relevantes
33:54sobre a produção,
33:57também a armazenagem,
33:58o beneficiamento,
34:00o escoamento,
34:02por onde isso acontece,
34:05para 10 produtos agropecuários,
34:07aqueles que mais exportam no Brasil.
34:09E fazemos isso com base
34:11em dados oficiais,
34:12como você mesma disse,
34:13Nariana,
34:14e ali temos uma dificuldade
34:17que é que os dados oficiais
34:18têm um atraso em relação à safra atual.
34:21Então nós temos parceiros
34:22como a Conab e outros
34:24que nos fomentam de dados atualizados
34:27para nós levarmos ao governo
34:28e aos produtores rurais
34:29essa visão
34:31e também as demandas.
34:33Quais são as demandas logísticas
34:34e armazenamento do agro?
34:36Nós procuramos atraso nesse meio.
34:38Pois é,
34:39eu vou pegar desse ponto
34:40que você trouxe,
34:41porque quando a gente pensa em Brapa,
34:42a gente pensa em pesquisa.
34:44E esses dados coletados,
34:46por exemplo,
34:46como você menciona,
34:47da Conab,
34:48vocês coletam esses dados
34:50e pesquisam os cenários
34:52a partir disso.
34:53pesquisam essa relação,
34:55inclusive,
34:56do tamanho da produção
34:57com o tamanho da capacidade
34:58de armazenagem.
35:01E aí,
35:02essa que era a minha próxima pergunta,
35:03vocês fazem o que
35:05com essa pesquisa?
35:06Então,
35:07esses dados,
35:08esse consenso
35:09que vocês chegam,
35:10eles são,
35:11por exemplo,
35:12um direcionador
35:13para políticas públicas?
35:14Eles passam a ser
35:16alguma coleta de dados
35:21ali em que o produtor
35:22também pode se apoderar
35:23e pleitear,
35:25enfim,
35:25espaços
35:26em políticas públicas
35:28para armazenagem.
35:29Qual que é
35:30a função
35:31para além
35:32dessa análise
35:33que vocês fazem?
35:35Muito bem, Mariana.
35:36Exatamente.
35:37Nós fazemos
35:37a pesquisa.
35:38Uma parte
35:39do que fazemos
35:40é a organização
35:41e a disponibilização
35:42dos dados,
35:43o que já é
35:44algo difícil
35:45e valorizado
35:47pelos produtores
35:49e pelos tomadores
35:51de decisão,
35:51porque muitas
35:52das informações
35:53estão extremamente
35:54dispersas.
35:56Então,
35:56a partir desses dados,
35:57nós fazemos
35:58o que chamamos
35:58de modelagem,
35:59modelagem logística,
36:01modelagem de transporte.
36:04É algo que nós
36:04estamos a cada dia
36:06trabalhando aqui
36:07na Embrapa.
36:08Então,
36:09por exemplo,
36:10o Queiro tem
36:10um cenário
36:11de exportação
36:12simples,
36:13de soja,
36:14no interior
36:14do Mato Grosso.
36:16Qual a melhor saída
36:17pensando que tem
36:17que chegar na China?
36:18modelagem logística
36:22de transporte
36:23envolvendo aí
36:24as dificuldades
36:26de cada safra.
36:28Então,
36:28tem safra
36:29aqui,
36:29nós temos
36:29melhorias
36:30em alguns modais,
36:32ferrovias,
36:34hidrovias,
36:35rodovias,
36:37portos
36:37e em outras safras
36:39nós temos
36:39situações críticas,
36:41né?
36:42Então,
36:42seja,
36:43dificuldades,
36:44por exemplo,
36:45em hidrovias,
36:45né?
36:46como aconteceu com Madeira
36:47há algum tempo atrás,
36:48nós temos também
36:50contratos novos,
36:52seja em terminais,
36:53seja em ferrovias,
36:55então tudo isso
36:55entra nos nossos modelos
36:56para que nós possamos
36:57trazer ao tomador
36:58de decisão,
37:00incluindo aí
37:01o Ministério da Agricultura,
37:03onde estão
37:04as principais lacunas
37:05e as prioridades
37:06pensando no agro,
37:07né?
37:08Porque quando a gente
37:08fala em transporte,
37:09nós temos todo um Brasil,
37:11toda uma produção
37:12nacional,
37:13seja de informática,
37:14de tecnologia,
37:16de informação,
37:17seja de agronegócio
37:17e tantos e tantas outras,
37:19mas pensando no agronegócio,
37:21quem é que fornece
37:22essa informação
37:23para a priorização
37:25do governo?
37:25Uma delas somos nós,
37:27né?
37:27E todos esses dados
37:28estão organizados,
37:30como eu disse,
37:30e públicos,
37:31todos os dados
37:32que produzimos
37:33estão disponibilizados
37:34no nosso portal.
37:35É importante a gente
37:36trazer essa informação,
37:37né?
37:37Exatamente porque
37:38às vezes é muito mais fácil
37:40você ir num local
37:42onde já está tudo
37:43concentrado,
37:43onde as informações
37:44já estão concentradas
37:45do que ficar pegando
37:47dados pulverizados
37:48e aí eu imagino
37:48que esse trabalho
37:50aí de vocês
37:51também é isso,
37:52né?
37:52Consolidar dados
37:53para ser referência.
37:54Uma última pergunta
37:55muito rapidamente,
37:56você disse que são
37:57dez produtos,
37:58então,
37:59olhando para esse
38:00trabalho de pesquisa
38:02de vocês
38:03das commodities,
38:04da armazenagem
38:05das commodities.
38:06De alguma forma,
38:08existe um trabalho,
38:10ou vocês preveem
38:11trabalhar olhando
38:12para produtos
38:13como arroz e feijão?
38:15Como que está
38:15a armazenagem
38:16do arroz e feijão
38:16no Brasil?
38:17Onde que ela está?
38:18Como que ela está,
38:20enfim,
38:20posicionada geograficamente?
38:22Também tem algum
38:23tipo de trabalho
38:24ou expectativa
38:24de fazer
38:25para produtos
38:26da alimentação
38:27básica do brasileiro
38:28e que não necessariamente
38:29são exportados,
38:30né?
38:30Mas que ficam aqui
38:31para a segurança
38:32alimentar nacional?
38:34Sim, Mariana,
38:35você disse muito bem.
38:36Esse é o nosso
38:37novo desafio.
38:38É um desafio
38:39que envolve
38:41a coleta de dados,
38:42porque esses produtos
38:43que você mencionou,
38:44arroz e feijão
38:44e outros,
38:46nós temos
38:47poucos dados
38:49coletados
38:50e organizados.
38:51Por exemplo,
38:53o arroz e feijão,
38:55ele é produzido
38:55aonde?
38:56Isso nós sabemos,
38:57né?
38:57Nós temos aqui
38:57todo um trabalho
38:58de mapeamento,
38:59censuramento remoto
39:00das culturas
39:01e nós temos também
39:03as informações
39:03da Conab,
39:04mas
39:05para onde
39:06é consumido
39:08cada produto
39:10produzido.
39:12Então,
39:12o arroz do Rio Grande do Sul,
39:14onde ele é mais consumido?
39:16Então,
39:16essas informações
39:17de destino,
39:19né?
39:19A produção nós sabemos
39:20que é a origem,
39:21mas qual é o destino?
39:22Isso vale também
39:23para leite
39:23e outros produtos,
39:25tantos,
39:25daí da alimentação
39:26do dia a dia.
39:28O nosso,
39:29está no nosso horizonte
39:30de novos trabalhos,
39:31novas pesquisas,
39:32estamos buscando aí
39:34iniciar projetos
39:35nessa área
39:35e envolverá
39:37isso que eu te disse
39:38que é a coleta
39:39das informações
39:40que para muitas
39:42dessas culturas básicas
39:43essas informações
39:44não estão sequer
39:45coletadas,
39:45Mariana.
39:47Perfeito,
39:47Rafael,
39:48muito obrigada
39:49pelas suas explicações,
39:50ficamos então aí
39:51curiosos
39:52para saber
39:52esse andamento
39:53da armazenagem
39:55desses outros produtos
39:56e o convite
39:57para você
39:57voltar com essas novidades.
39:59Obrigada, viu?
40:00Eu que agradeço,
40:01Maria,
40:01foi um prazer.
40:03E agora a gente vai falar
40:04de novo de Trump,
40:05porque as sanções
40:06secundárias
40:07do presidente
40:08dos Estados Unidos,
40:09ele também colocou
40:11aí nesse contexto
40:12uma ameaça
40:13de aplicar
40:13aos países
40:14que fazem negócio
40:16com a Rússia.
40:16Ele está ameaçando
40:18que países
40:18que façam negócio
40:19com a Rússia
40:20sejam sancionados
40:21de alguma forma
40:22por conta
40:23da guerra na Ucrânia.
40:24E tudo isso
40:25deve afetar
40:26o agronegócio brasileiro.
40:27Isso porque
40:28o Brasil importa
40:29hoje
40:30petróleo
40:31e fertilizantes
40:32do país russo.
40:33O Aragado Agro
40:34foi até o Congresso
40:36da Associação Nacional
40:37dos Distribuidores
40:39de Insumos Agrícolas
40:40e Veterinários
40:41para verificar
40:42como o setor
40:44tem se organizado
40:45frente a essa nova
40:47ameaça
40:47dos Estados Unidos.
40:49A reportagem
40:50é do Marcelo Matos.
40:52Caso a ameaça
40:53do presidente
40:54Donald Trump
40:55de impor
40:55retaliações
40:57aos países
40:57que fazem negócios
40:59com a Rússia
41:00vire realidade
41:01o agronegócio brasileiro
41:03sentirá um grande impacto.
41:05A comitiva
41:06de senadores
41:06que visitou
41:07os Estados Unidos
41:09foi comunicada
41:10da intenção
41:11de Washington
41:11em propor
41:12uma lei
41:13anti-Rússia
41:14diante do impasse
41:15sobre a guerra
41:16com a Ucrânia.
41:17O presidente
41:18da BAG
41:19e Associação Brasileira
41:20do Agronegócio
41:21Caio Carvalho
41:22analisa
41:23a gravidade
41:24aqui para o país.
41:26O Brasil depende
41:26muito de fertilizantes
41:28externos
41:29parte vem
41:30do Canadá
41:31parte vem
41:31enfim
41:32da própria Ucrânia
41:33e por aí vai
41:34e também da Rússia.
41:36Eu acho que é parte
41:36do processo negocial
41:38ou seja
41:39tentar
41:40estabelecer
41:42com os Estados Unidos
41:45da América
41:45o que significa
41:46para a segurança alimentar
41:49a falta de fertilizantes
41:50para um país
41:50como o Brasil.
41:51Portanto é parte
41:52do processo negocial
41:53que tem que acontecer.
41:54Haveria um plano B
41:56Caio?
41:56Você pode buscar
41:58fornecedores
41:59que já estão aí
42:00é uma questão
42:01de
42:02tentar
42:04aproveitar
42:05alguma evolução
42:06tecnológica
42:06que tivemos
42:07com a área
42:07de biológicos
42:08produtos que
42:09substituem
42:10inclusive
42:10fertilizantes
42:12químicos
42:14é o que nós
42:15temos que fazer
42:16enquanto
42:16se negocia
42:18essa realidade
42:18global
42:19que é a dependência
42:20de algumas coisas.
42:21Os políticos
42:22brasileiros
42:23foram alertados
42:24por parlamentares
42:25da oposição
42:26e governistas
42:28nos Estados Unidos
42:29sobre o projeto
42:30de lei
42:30apresentado em abril
42:32no Congresso
42:33que pretende
42:34impor uma
42:34sobretaxa
42:35de até
42:36quinhentos por cento
42:37sobre produtos
42:39importados
42:39por países
42:40que continuem
42:41seus negócios
42:42com a Rússia.
42:43O tema
42:44dominou as discussões
42:45do Congresso
42:46da Andave
42:46Associação Nacional
42:48dos Distribuidores
42:49de Insumos Agrícolas
42:51e Veterinários
42:52que foi realizado
42:53aqui em São Paulo.
42:54O presidente
42:55da Frente
42:55Parlamentar
42:56da Agropecuária
42:57FPA
42:58Pedro Lupion
42:59participou de maneira
43:01remota na abertura
43:02e o deputado
43:03reforçou que Andave
43:04é responsável
43:05pela metade
43:06dos insumos
43:07utilizados
43:08no agronegócio
43:10hoje no Brasil.
43:11Uma cadeia
43:11que gera mais de
43:12quarenta e cinco mil
43:13empregos diretos
43:14e que sem dúvida
43:15precisa sempre
43:17do nosso apoio
43:18para o seu
43:18fortalecimento
43:19e obviamente
43:20pelo trabalho
43:21que realiza
43:21na democratização
43:23do acesso
43:23aos insumos
43:24agropecuários
43:25do nosso país.
43:26A nossa produção
43:27agropecuária
43:27tem a importância
43:28que tem
43:29e tem o tamanho
43:29que tem
43:30dado aos insumos
43:32que são utilizados
43:33e obviamente
43:33uma cadeia
43:34de distribuição
43:35extremamente
43:35bem organizada.
43:37A Andave
43:37está conosco
43:38no dia a dia
43:38junto lá na UIPA
43:40no Instituto Pensar Agro
43:41ao lado da FPA
43:42trabalhando na elaboração
43:44de políticas públicas
43:45sempre buscando
43:46que a política
43:48não atrapalhe
43:49a vida
43:49do nosso produtor
43:50e que a gente
43:51consiga ter
43:52harmonia
43:53dentro do setor
43:54agropecuário
43:54para desenvolver
43:55cada vez mais
43:55e crescer
43:56cada vez mais.
43:57Infelizmente
43:57eu não pude
43:58estar presente
43:59com vocês
43:59justamente
44:00por estar
44:00numa semana
44:01extremamente
44:02complicada
44:02em Brasília.
44:03Terça-feira
44:04é um dia
44:04importante
44:05de reunião
44:06da FPA
44:06reunião semanal
44:07da nossa bancada
44:08em que a gente
44:09precisa
44:09estar ao par
44:10de tudo
44:11que está acontecendo
44:11no Congresso
44:12Nacional
44:13e principalmente
44:14os desafios
44:15que nós temos
44:15pela frente
44:16que são muitos
44:16desafios
44:17extremamente
44:18pesados
44:18difíceis
44:19e que a gente
44:20precisa enfrentar
44:21seja no âmbito
44:22doméstico
44:22como também
44:23no âmbito
44:23internacional
44:24em que a gente
44:25precisa estar
44:25preparado
44:26para esse
44:26enfrentamento.
44:26O senhor
44:27da Fertiliza
44:28Bioquímica
44:29o Jean de Carlo
44:30reforça
44:31a necessidade
44:32da negociação
44:33para um bom
44:34desempenho
44:35do setor
44:35ainda
44:36no Brasil.
44:37A gente
44:37vem aqui
44:38preocupado
44:40com essa
44:41taxação
44:42aí
44:42com relação
44:44a Rússia
44:44onde pode
44:46nos prejudicar
44:47principalmente
44:48com
44:49produtos
44:51a base
44:51de potássio
44:52produtos
44:53nitrogenados
44:54onde equivale
44:56a mais ou menos
44:5680%
44:58das importações
44:59do Brasil
45:00perante a Rússia
45:01isso daí pode
45:02afetar muito
45:03o nosso setor
45:03a gente fica
45:04muito preocupado
45:04com relação
45:05a isso
45:05e isso daí
45:07também
45:08pode impactar
45:09no setor
45:11de óleo mineral
45:12porque todo mundo
45:13sabe
45:14que a nível mundial
45:16o óleo mineral
45:16é um produto
45:18que sobra
45:19a nível mundial
45:22e a Petrobras
45:24ela baliza
45:24os preços
45:25aqui dentro
45:25do nosso mercado
45:26com relação
45:28a essas importações
45:30mas no mesmo tempo
45:31a gente sabe
45:32que a Petrobras
45:33é responsável
45:34em torno
45:34de 60%
45:35do que ela
45:36produz aqui
45:3740%
45:37a gente tem
45:38que importar
45:39e com certeza
45:40esse problema
45:42aí que está
45:42ocasionando
45:44dessa taxação
45:45pode proporcionar
45:46com que
45:47principalmente
45:48produto a base
45:49de óleo mineral
45:50isso é a minha opinião
45:51venha ocorrer
45:52um sério aumento
45:54aí no futuro
45:55porque
45:55dificilmente
45:57como eu falei
45:58a Petrobras
45:59conseguirá
46:00suprir toda
46:01a necessidade
46:02que o Brasil
46:03consome
46:04o Brasil
46:04seria sancionado
46:06por importar
46:07petróleo bruto
46:08para a fabricação
46:09do óleo diesel
46:10vital
46:10um país
46:11que depende
46:12dos caminhões
46:13para a maior parte
46:14da logística
46:15e transporte
46:16e também
46:16um grande
46:17comprador
46:17de fertilizantes
46:19da Rússia
46:20reforça
46:20Renato Rodrigues
46:21também
46:22da Fertiliza
46:23Bioquímica
46:24a Rússia
46:25ela é uma
46:26uma produtora
46:27não é
46:27nós importamos
46:28nitrogenados
46:30fertilizantes potássicos
46:32também
46:33e fósforo
46:34também deles
46:34e se caso
46:36realmente aconteça
46:37essa situação
46:37para o Brasil
46:38vai existir
46:39uma ruptura
46:40muito grande
46:40nesse fornecimento
46:42desses materiais
46:43para nós
46:43ocasionando aí
46:44um aumento
46:45nos nossos fertilizantes
46:46e precisamos
46:47de estratégias
46:48para poder mudar
46:49essa situação
46:50estratégias
46:51é diversificar
46:52também
46:52os nossos importadores
46:53temos Marrocos
46:55temos a Índia
46:56temos a África do Sul
46:57que são outros
46:58produtores
46:59desses insumos
47:00então precisamos
47:01diversificar
47:02em relação
47:03a isso aí
47:03e mudar
47:04também
47:04nossa estratégia
47:05tentar antecipar
47:07as nossas compras
47:07seria uma estratégia
47:09interessante
47:09para nós
47:10aqui
47:10como
47:10produtores
47:12de fertilizantes
47:14e tentar
47:15também
47:15buscar
47:16alternativas
47:18como
47:19condicionadores
47:20de solos
47:21como bioinsumos
47:22sair dessa
47:23gama aí
47:25de commodities
47:27e trabalhar
47:28esses tipos
47:29de produtos
47:30também
47:30então seria
47:31uma alternativa
47:31para nós
47:32também aqui
47:33como produtores
47:34como fábrica
47:36como fabril
47:37realmente aqui
47:37de diversificar
47:39no mercado
47:39também
47:40e conseguir
47:40englobar
47:41esses produtos
47:43perante
47:43os nossos
47:44clientes
47:45então seria
47:46uma forma
47:46também
47:47de diversificar
47:47e sair um pouco
47:49dessa situação
47:49também da taxação
47:50os senadores
47:51brasileiros
47:52regressaram ao país
47:53com a preocupante
47:54pauta a ser
47:55debatida pelo
47:56congresso
47:57e sobretudo
47:57pelo governo
47:58federal
47:59além do tarifácio
48:00de 50%
48:01dos Estados Unidos
48:03o país
48:03pode sentir
48:04agora também
48:05os efeitos
48:06no setor
48:06responsável
48:07por seguidos
48:08crescimentos
48:09do PIB
48:09no Brasil
48:10o agronegócio
48:11a medida
48:12engloba
48:12um pacote
48:13de sanções
48:13econômicas
48:14amplas
48:15colocadas
48:16pelos Estados
48:17Unidos
48:17contra governos
48:18e empresas
48:19que ainda
48:20mantém
48:21relações
48:21comerciais
48:22com Moscou
48:23em meio
48:23ao prolongado
48:24conflito
48:25na Ucrânia
48:26numa forma
48:26de afetar
48:27economicamente
48:28o Kremlin
48:29e evitar
48:30formas
48:30de fugas
48:31do embargo
48:32comercial
48:33imposto
48:33desde o início
48:34da guerra
48:35iniciada pela
48:36Rússia
48:37contra a Ucrânia
48:38e anos
48:38de conflitos
48:39sem solução
48:40e uma antiga
48:41promessa
48:41de Trump
48:42sobre uma rápida
48:43interrupção
48:44do conflito
48:45após sua posse
48:46algo que não
48:48ocorreu
48:48e agora nós vamos
48:49falar sobre a previsão
48:50do tempo
48:51para a próxima semana
48:52esse é mais um
48:53Por Dentro do Clima
48:54Por Dentro do Clima
48:59Marco Antônio
49:02nosso mestre
49:03da meteorologia
49:04está de volta
49:05para nos contar
49:06aí as previsões
49:07para essa semana
49:08num Brasil
49:09que é gigantesco
49:10cada hora
49:11tem uma novidade
49:12mas eu queria
49:13que você começasse
49:14falando um pouquinho
49:15para a gente
49:16Marco Antônio
49:16do que esperar
49:17para a região
49:18sul e sudeste
49:19muito frio
49:19vamos começar assim
49:20obrigada pela participação
49:22de novo
49:22Olá Mariana
49:25Olá a todos
49:26e olha Mariana
49:27vamos comer um final
49:28de semana
49:28gelado
49:30em todo o Brasil
49:31uma nova massa
49:33de ar polar
49:33já avança
49:34sobre o centro
49:35sul do Brasil
49:36e levará
49:37ao declínio
49:38acentuado
49:39das temperaturas
49:40em grande parte
49:41do centro sul
49:43do Brasil
49:43então regiões
49:45como sul
49:45e sudeste
49:46terão
49:48não só
49:48temperaturas
49:49muito baixas
49:50mas também
49:51geadas
49:53há previsões
49:54de geadas
49:55ao longo
49:56dos próximos dias
49:58por conta
49:59desse frio
50:00mais intenso
50:01outro ponto
50:02de atenção
50:03é com relação
50:04à próxima semana
50:05porque
50:07mais uma nova
50:08massa de ar polar
50:09estará avançando
50:10então ao longo
50:11desses próximos
50:12dez dias
50:12duas massas
50:14de ar polar
50:14deverão avançar
50:15e trazer
50:17frios recorrentes
50:18para todo
50:19o centro sul
50:20do Brasil
50:20e isso pode
50:22impactar
50:23algumas
50:26lavouras
50:27principalmente
50:27no caso
50:28das hortaliças
50:29trigo
50:30aveia
50:31podem ser
50:32penalizadas
50:33bem como
50:34também pastagens
50:35canha de açúcar
50:37que também
50:38podem sofrer
50:39os efeitos
50:40da geada
50:41mas essa geada
50:42só para a gente
50:43trazer um pouquinho
50:44mais de explicação
50:46é uma geada
50:47que está confirmada
50:48o produtor
50:49que está relacionado
50:50com essas cadeias
50:51produtivas
50:52que você mencionou
50:53por exemplo
50:53está em tempo
50:54de tentar
50:55prever essa
50:56prever essa geada
50:57então
50:58e se precaver
50:59no sentido
51:00de ações
51:00olha
51:02Mariana
51:05há previsões
51:06de frio
51:07nesse final de semana
51:08principalmente
51:08no domingo
51:10dia 10
51:11e também
51:12a partir do dia 15
51:14então
51:14nós estamos
51:15aí na iminência
51:16dessa queda
51:17brusca
51:18das temperaturas
51:19principalmente
51:21nos estados
51:22do Rio Grande do Sul
51:23Santa Catarina
51:24Paraná
51:25sul do Mato Grosso
51:26do Sul
51:27bem como também
51:27algumas áreas
51:28de São Paulo
51:29já na próxima semana
51:32em torno
51:33aí entre os dias
51:3415 e 17
51:35quando as temperaturas
51:37caem novamente
51:38aí
51:40essas
51:41baixas temperaturas
51:43deverão ficar
51:43mais restritas
51:44ao sul
51:45então Rio Grande do Sul
51:45Santa Catarina
51:46e também
51:47ao Paraná
51:48mas
51:49há como
51:51mitigar
51:51os efeitos
51:52da geada
51:53aí com o uso
51:54de fumaça
51:56artificial
51:56e bem como
51:57também
51:58é o uso
51:59da irrigação
51:59e para centro-oeste
52:02e nordeste
52:03o que que essa semana
52:03nos aguarda
52:04estamos falando
52:05de chuvas
52:05estamos falando
52:06de tempo seco
52:07o que a gente pode
52:08explicar do meio
52:09do mapa
52:09para cima
52:10olha Mariana
52:12com relação
52:13a praticamente
52:14todo o Brasil
52:14essas duas massas
52:16de ar polar
52:16impedirão
52:18o avanço
52:18das frentes frias
52:20ou a formação
52:21de nuvens
52:22de chuvas
52:22com isso
52:23a previsão
52:23é de tempo
52:24bastante seco
52:26em praticamente
52:27todo o Brasil
52:28aí
52:29então
52:29e essa condição
52:31de tempo
52:32mais firme
52:34sem chuvas
52:35e com temperaturas
52:36mais ou menos
52:37isso
52:38propicia
52:39irá colaborar
52:40irá favorecer
52:42o rápido avanço
52:43da colheita
52:44então
52:44nós estamos aí
52:45com a colheita
52:46do café
52:47da cana-de-açúcar
52:49do milho
52:50do algodão
52:52e de outras culturas
52:54então
52:54esse clima
52:55irá favorecer
52:56bastante
52:57o rápido avanço
52:58da colheita
52:59porém
53:00uma coisa
53:01está chamando
53:01muito nossa atenção
53:03devido
53:03essas temperaturas
53:05mais baixas
53:06que vem ocorrendo
53:07nos últimos meses
53:08isso tem afetado
53:10o desenvolvimento
53:11ou atrasado
53:12melhor dizendo
53:13os ciclos
53:14das culturas
53:15em especial
53:15o algodão
53:16então
53:17muitos
53:18labores de algodão
53:20estão sentindo
53:21os efeitos
53:23e o produtor
53:25está demorando
53:26um pouco mais
53:26para colher
53:28e o comilho
53:30não está sendo
53:30diferente
53:31essas baixas
53:33umidades
53:34desculpa
53:35essas baixas
53:35temperaturas
53:36não está deixando
53:37o grão
53:38secar
53:39então
53:39muitos produtores
53:41de milho
53:42estão colhendo
53:42com grãos
53:43bastante úmidos
53:44isso
53:45desfavorece
53:46um pouco
53:46a logística
53:48e aí a gente
53:48pode até pensar
53:49em como que isso
53:50se desdobra
53:51para a etapa
53:52de secagem
53:53desses grãos
53:53porque a gente sabe
53:54que muitos produtores
53:55acabam
53:55economizando
53:57ou pelo menos
53:57tentando economizar
53:59deixando o grão
53:59secar no campo
54:00mas se não
54:01está secando
54:02no campo
54:02provavelmente
54:03ele tem que
54:03se planejar
54:05e também
54:06para investir
54:06num secador
54:07e terminar
54:08de secar
54:08esse grão
54:08de forma
54:09industrial
54:09assim
54:10né
54:10exatamente
54:12aí
54:12aí começam as filas
54:14nos armazéns
54:15né
54:15então começa a trazer
54:17problemas ali
54:18para os armazéns
54:19e tudo mais
54:20filas
54:21mas de uma certa forma
54:23as condições
54:23estão muito boas
54:24esse ano
54:25né Mariana
54:25choveu na hora certa
54:27no momento certo
54:28altas produtividades
54:30então
54:31o clima esse ano
54:33aqui no Brasil
54:34só tem colaborado
54:35né
54:36tá certo
54:38Marco Antônio
54:39muito obrigada
54:39aí pela sua participação
54:41por trazer
54:41esse
54:42esse contexto
54:43do mapa brasileiro
54:44a gente fica de olho
54:45nos desdobramentos
54:46seja pela região
54:48seja pela cultura
54:49você faz a gente
54:50conseguir compreender
54:51melhor aí
54:52obrigada
54:52até semana que vem
54:54eu que agradeço
54:55um grande abraço
54:55a todos
54:56e até semana que vem
54:57até lá
54:58e por enquanto
54:59o nosso programa
55:00fica por aqui
55:01mas você continua
55:02conectado
55:03nas nossas redes sociais
55:04ligado na programação
55:06da Jovem Pan News
55:07muito obrigada
55:08pela sua companhia
55:09eu agradeço
55:09a todo mundo
55:10que faz esse programa
55:11acontecer
55:11eu te espero
55:12na semana que vem
55:13até lá
55:13um abraço
55:14hora H do Agro
55:27hora H do Agro
55:30oferecimento
55:31consórcio Magi
55:33Volkswagen
55:34caminhões e ônibus
55:35a opinião
55:37dos nossos comentaristas
55:38não reflete
55:39necessariamente
55:40a opinião
55:41do grupo
55:41Jovem Pan
55:42de comunicação
55:42Realização
55:47Jovem Pan
55:48Música
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