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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avalia a possibilidade de comparecer presencialmente ao seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para o dia 2 de setembro. A ida de Bolsonaro ao tribunal, onde será julgado pela suposta trama golpista, ainda é incerta, e seu quadro de saúde pode inviabilizar a presença. Reportagem: André Anelli.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/0UfT86-MmgU

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Transcrição
00:00Quero falar agora do julgamento de 2 de setembro, o julgamento de Jair Bolsonaro e de seus aliados
00:04e há agora uma expectativa sobre a participação presencial do ex-presidente Jair Bolsonaro nesse julgamento
00:10diante da situação de saúde principalmente e também das consequências políticas que isso possa gerar para ele lá na frente.
00:17O André Anelli vai trazer as informações para a gente a partir de agora.
00:20O que os aliados estão debatendo, hein André Anelli? Seja muito bem-vindo.
00:23Sim, Evandro, existe um debate nesse momento a respeito do impacto político que teria para Jair Bolsonaro
00:33fazer essa espécie de enfrentamento, por assim dizer, como é avaliado por alguns aliados
00:39de justamente encarar esse julgamento frente a frente ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes
00:46e frente a frente então a inclusive os demais acusados.
00:50A gente relembra que tudo acontece no contexto da suposta tentativa de golpe de Estado
00:55para permanecer no poder desde 2022, logo depois do resultado das eleições
01:01e de lá para cá as investigações mostraram, por exemplo, alguns documentos relacionados, por exemplo, à Minuta
01:08que foi encontrada com o então secretário de Segurança Pública, ministro da Justiça do então governo Jair Bolsonaro, Anderson Torres
01:18também conversas com pessoas próximas do governo, principalmente com membros das Forças Armadas
01:26enfim, são questões que levaram juntamente com a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid
01:33a uma possibilidade então de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro
01:38e que agora ele pretende levar então esse enfrentamento para o Supremo Tribunal Federal
01:45no sentido então de angariar questões políticas favoráveis a ele com esse enfrentamento
01:51e também com a possibilidade de fazer até mesmo recortes
01:55não nas redes sociais dele próprio, mas também de alguns aliados.
01:59Evandro.
02:00Obrigado pelas informações, André Anerci.
02:02Agora eu quero retomar a nossa conversa sobre a estratégia que está sendo discutida
02:05para que Jair Bolsonaro vá ou não presencialmente ao julgamento no Supremo Tribunal Federal
02:10a partir de 2 de setembro.
02:12Para quem nos acompanha pela rádio, agora 5 horas e 26 minutos, um rápido intervalo.
02:17Daqui a pouco vocês estão de volta e a gente vai estar nesse bate-papo aqui.
02:20Nas outras plataformas seguimos.
02:22Alangani, parte dos aliados de Jair Bolsonaro defende que a presença dele seria importante
02:27para simbolizar a força diante de um julgamento que ele diz ser injusto.
02:32E pelo fato de, segundo ele e seus aliados, ele ser vítima de uma perseguição política e jurídica.
02:39Qual estratégia você acha que é a melhor nesse momento?
02:42Porque há também, segundo esses mesmos aliados, o fator saúde
02:45que pode impedir que Jair Bolsonaro tenha uma presença robusta diante dos ministros do Supremo.
02:52Eu acredito que a melhor estratégia para o ex-presidente seria ir, sim, presencialmente,
02:58apesar da situação de saúde.
03:01A última chance que ele tem de expor uma situação, sim, de perseguição política.
03:07Mais ou menos como fez muito bem em sua defesa o Felipe Martins, o seu assessor.
03:13Ele fez uma defesa muito técnica, muito educada e muito ponderada,
03:18apontando ali algumas injustiças que fizeram contra ele.
03:22Por exemplo, ele ficou um bom tempo preso, injustamente, no meu entendimento,
03:26para forçar ali uma delação premiada.
03:29O mesmo se aplica a Jair Bolsonaro.
03:32Ele poderia, Evandro, dizer o seguinte,
03:35olha, se eu realmente quisesse dar um golpe de Estado,
03:39bastaria tirar do cargo o comandante da aeronáutica e o comandante do exército
03:46e ter colocado ali o número 2, o número 3, alguém que quisesse dar o golpe.
03:51Isso seria muito fácil, né?
03:53Inclusive, o advogado de Jair Bolsonaro fez esse questionamento a ele
04:00e seria muito fácil trocar e ali teria consumado o golpe.
04:04Então, houve uma desistência voluntária de um ato preparatório que também não é crime.
04:11Colocasse isso em sua defesa perante os ministros da Suprema Corte.
04:16Zé Maria Trindade, qual você acha que deve ser a estratégia adotada por Jair Bolsonaro
04:21a partir do dia 2 de setembro até o dia 12,
04:24quando deve sair a definição pelo Supremo Tribunal Federal?
04:27Eu acho que não interfere no resultado final, né?
04:32A tendência é de condenação, isso está claro, na primeira turma, né?
04:38Então, essa estratégia de ir ou não ir seria mais no sentido de imagens, né?
04:43No sentido de uma pressão política.
04:45Devo dizer que, tradicionalmente, no Supremo, o réu não fica presente no julgamento.
04:52Eu não me lembro aqui, pode acontecer um ou outro caso, não é proibido, né?
04:57Em que o réu esteja presente.
04:59Lá no Supremo, existem algumas situações, inclusive essa,
05:04de que, veja bem, o réu presente no julgamento significa
05:08a possibilidade de, vamos dizer, de constrangimento aos juízes, aos ministros.
05:14Eu não acho isso.
05:15Estou dizendo que lá se entende isso.
05:18Então, os próprios advogados recomendam ao réu de ficar em casa,
05:23acompanhando tudo pela televisão.
05:24E os advogados é que sabem de que maneira reagir a cada voto,
05:30de argumentar, os advogados terão lá o espaço para falar, né?
05:34Como é que funciona?
05:36O Alexandre vai apresentar o relatório dele, o ministro Alexandre de Moraes, né?
05:41O relatório, não voto o relatório.
05:43Em seguida, ouve-se o Ministério Público,
05:47a Procuradoria Geral da República vai falar,
05:49e depois os advogados dos réus, né?
05:53Então, assim, a presença dele ou não, não vai interferir no resultado final.
05:59E não é usual, ou seja, pode ser prejudicial até ficar lá no momento do julgamento
06:06que não é prática no Supremo Tribunal Federal.
06:09Então, assim, entendo que não há necessidade.
06:12Fala, Piper.
06:15Olha, eu acho que do ponto de vista prático, em relação ao resultado do julgamento,
06:19realmente eu concordo com o Zé.
06:20Não vai ter lá muita utilidade.
06:22Porém, ele, obviamente, um político experiente,
06:24ele não está buscando interferir nos votos dos ministros, né?
06:30Que são pessoas, são operadores do direito,
06:33que já têm as suas convicções muito bem solidificadas em relação a esse tema.
06:38Mas, sobretudo, passar, abastecer a sua militância com imagens daquilo que ele entende ser um excesso de pressão.
06:50Passar uma imagem de vitimização para a sua militância.
06:54É isso que ele vai buscar.
06:55Certamente, essa imagem, ela vai continuar sendo usada aí, né?
07:01Por muito tempo, inclusive com fins eleitorais lá na frente,
07:05até porque é muito provável que, em 2026,
07:10uma possível anistia Bolsonaro seja um dos temas em jogo e defendido pelos candidatos da direita.
07:20O que foi, Gani?
07:21Não, eu só queria complementar que, no primeiro julgamento ali, lá atrás, né,
07:26o Jair Bolsonaro foi muito cobrado pela sua base porque ele teve uma postura mais dócil,
07:34não teve uma postura de enfrentamento, fez piada.
07:38Nesse último julgamento, ele não tem muito a perder, eu concordo com os colegas, né?
07:42A sentença está praticamente dada, pelo menos essa é a nossa percepção.
07:47E aí, é claro que ele vai para o tudo ou nada, ele não tem mais nada a perder.
07:50Ô Bruno Musa, o Zé Maria Trindade e todos aqui estavam falando sobre o quanto essa estratégia é mais política
07:55do que de fato prática, porque já há ali um entendimento sobre a possibilidade grande
08:01de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de muitos de seus aliados
08:05na primeira turma do Supremo Tribunal Federal.
08:07Mas Jair Bolsonaro sempre foi visto como um político e uma autoridade muito combativa
08:14ao Supremo Tribunal Federal.
08:15Você entende que se ele não, pelo menos tentasse, participar desse julgamento agora,
08:20isso poderia simbolizar algum tipo de fraqueza no momento mais crítico desse embate
08:26entre ele e o Supremo, principalmente na figura do ministro Alexandre de Moraes?
08:31Veja, Evandro, eu concordo com um pouco de tudo aqui que todo mundo falou.
08:34Eu estou mais na linha que não vai mudar em absolutamente nada,
08:38eu acho que isso somos unânimes aqui, infelizmente, porque já houve uma politização disso,
08:43mesmo com todos os excessos praticados, grande parte dos operadores do direito
08:47mencionando sobre isso, parece que é aquilo que nós falamos,
08:51passou de um ponto de não retorno, onde eles não conseguem mais voltar atrás,
08:54portanto, essas injustiças continuarão sendo praticadas dentro desse processo
09:00e a gente já tem, não é de agora, a gente já tem uma decisão tomada há muito tempo,
09:04é só questão de saber quanto tempo ele será condenado.
09:08Os próprios juízes, que hoje no Brasil virou super comum pegar o microfone
09:12e se pronunciarem fora dos autos, que isso praticamente não existe em países avançados,
09:17eles já praticamente proclamaram os seus próprios votos de condenação,
09:23uma vez que eles colocam, inclusive, a raiva, o sentimento negativo pessoal
09:27que eles têm perante o réu.
09:29Mas eu acho que faz sentido ele estar presente, não que vá mudar o resultado de forma alguma,
09:35mas faz sentido sim, porque eu acredito que esse é um momento
09:37que há necessidade de ser mais combativo,
09:41tanto da parte dos advogados, como da parte dele, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
09:47Eu acho que ser combativo num momento onde, com outro lado, não há conversa,
09:51mais ou menos na mesma relação que a gente vê na geopolítica hoje,
09:54não tem outro caminho senão esse.
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