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O governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, minimizou os ataques feitos por Carlos Bolsonaro (PL) a governadores que podem ocupar o espaço de Jair Bolsonaro, chamando-os de “ratos, oportunistas e canalhas”.
Zema afirmou, em entrevista coletiva na segunda-feira, 18, estar surpreso com a reação do vereador, mas disse que "até marido e mulher discordam".
Quem também evitou o embate com Carlos Bolsonaro foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que falou em “focar” no projeto do estado.
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:
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Zema afirmou, em entrevista coletiva na segunda-feira, 18, estar surpreso com a reação do vereador, mas disse que "até marido e mulher discordam".
Quem também evitou o embate com Carlos Bolsonaro foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que falou em “focar” no projeto do estado.
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NotíciasTranscrição
00:00A gente fala agora das eleições de 2026.
00:02Romeu Zema, do Partido Novo, minimizou os ataques feitos por Carlos Bolsonaro
00:05aos governadores que podem ocupar o espaço de Jair Bolsonaro,
00:08chamando-os de ratos, oportunistas e canalhas.
00:11Zema afirmou em entrevista coletiva, na segunda-feira, 18,
00:14estar surpreso com a reação do vereador, mas disse que até marido e mulher discordam.
00:19Aspas.
00:20Nós da direita temos as mesmas propostas, estamos lutando pelos mesmos objetivos.
00:24Eu fico até surpreso, mas compreendo.
00:25Me solidarizo com a família, Bolsonaro, que tem vivido momentos difíceis.
00:30Continuamos caminhando juntos.
00:32Até marido e mulher discordam, então o que dizer, de partidos políticos diferentes.
00:36Fecho aspas.
00:37Quem também evitou o embate com Carlos Bolsonaro foi o governador de São Paulo,
00:41Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que afirmou a respeito das eleições de 2026 o seguinte,
00:46abro aspas.
00:47Acho que mais importante do que pensar em uma candidatura de centro-direita
00:51é pensar num projeto de país.
00:53Qual é o projeto?
00:54Qual é a agenda para o Brasil?
00:55Quais são os problemas que nós temos de resolver?
00:59E aí nós temos um compromisso gigantesco, que a nossa geração vai deixar para as gerações
01:03que estão vindo.
01:04Onde eu posso contribuir?
01:05Primeiro, em fazer um trabalho legal aqui em São Paulo, tentar entregar aqui em São
01:09Paulo, e eu vou focar neste projeto de São Paulo.
01:13Se eu fizer um bom trabalho aqui, a gente vai ajudar num projeto desse campo político.
01:16Meu objetivo agora é ajudar este campo, ajudar quem vai vir, quem vai ser candidato do nosso
01:21campo, tentar ajudar com um projeto de Brasil.
01:25Fecho aspas.
01:27Lembrando que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na sua entrevista ontem, da qual a gente
01:32comentou apenas um pedaço, ele, na sua entrevista, ele foi questionado a respeito desses ataques
01:38aí do Carlos Bolsonaro.
01:40E ele, na linha do que fez o Zema, ele também minimizou e contemporizou, falou que entende o desabafo
01:48nesse momento difícil.
01:50Quer dizer, eles estão ignorando, evitando bater de frente com os filhos de Jair Bolsonaro e
01:56tratando aquilo como um grito diante da situação delicada pela qual passam, mas quer dizer, sem
02:04retirar a candidatura.
02:05Eu vou aproveitar aqui, antes da rodada de análise, fazer um panorama geral do que está
02:10acontecendo.
02:11Os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado já se lançaram pré-candidatos à presidência,
02:16enquanto Tarcísio de Freitas segue dizendo que vai focar no projeto de São Paulo.
02:20A tendência é que Tarcísio mantenha essa postura, pelo menos até a conclusão do julgamento
02:25de Jair Bolsonaro, quando a provável condenação do ex-presidente pela trama golpista aumentará
02:30as pressões para que a família Bolsonaro defina seu candidato para as eleições de
02:352026.
02:36Com isso, Tarcísio evita bater de frente com Carlos e Eduardo, que xingam os governadores
02:40de ratos, enquanto exploram a candidatura, entre aspas, do pai inelegível, misturando
02:46a corrida eleitoral com a sua defesa política, midiática e jurídica.
02:49A estratégia de contornar a pecha de traidor, sem antecipar um cenário, que será definido
02:55em breve por força de outros agentes, poderá até render a Tarcísio algum crédito com
03:01o bolsonarismo.
03:02A questão é o quanto os Bolsonaro exigirão do governador e quanto ele estará disposto
03:07a entregar em troca de apoio, mesmo sem o ex-presidente no palanque.
03:11Mais do que nunca, os Bolsonaro precisarão de um aliado no poder a partir de 2027 para
03:16tentar indultar ou anistiar o patriarca, mas é nítido que preferem que seja um deles,
03:22ou que pelo menos um deles integre a chapa, o que tornaria Tarcísio ainda mais refém
03:28do bolsonarismo.
03:29O maior pavor da família Bolsonaro, depois da prisão, claro, não é a reeleição de
03:34Lula, que manteria acesa a chama bolsonarista, mas sim que um presidente à direita do PT ocupe
03:41o espaço de representatividade do antipetismo, que não só já existia na sociedade, mas
03:46como também celebrou suas maiores vitórias antes da ascensão de Jair Bolsonaro ao poder.
03:51O impeachment de Dilma Rousseff em 2016, a primeira condenação de Lula em 2017 e sua
03:57prisão em 2018.
03:59Os Bolsonaro, que contribuíram para a impunidade geral quando seu histórico de funcionalismo
04:03fantasma foi descoberto e que ainda entregaram o eleitorado moderado a Lula com uma série
04:08de condutas alopradas, agora calculam como explorar da melhor maneira, no próximo ano,
04:14o que restou do capital eleitoral do ex-presidente para não cair no esquecimento.
04:18O certo é que eles reivindicarão os créditos pela eventual vitória de qualquer aliado e
04:23atribuirão à eventual derrota a retirada de Jair Bolsonaro da disputa, ainda que ele
04:28tenha perdido, em 2022.
04:30Como estão dispostos a queimar toda a floresta e sacrificar tudo, palavras do Eduardo, não
04:37será surpresa se esticarem não só a corda, mas esse período de chantagem e sabotagem
04:41prejudicando a viabilidade da candidatura de Tarcísio, que ainda precisa alcançar a
04:46projeção nacional.
04:48Qualquer impasse nesse xadrez 4D poderá abrir caminho, muito embora sinuoso, para Zema
04:55e Caiado, ou mesmo Ratinho Júnior, com todos somando forças em eventual segundo turno,
05:00se não forem eliminados no primeiro.
05:03Cada um traz o seu singelo trunfo.
05:05O Zema pega impulso de um colégio eleitoral decisivo, nacionalmente, o de Minas Gerais.
05:10Caiado já era de direita três décadas antes de Bolsonaro crescer.
05:14E Ratinho Júnior tem altíssima aprovação e baixíssima rejeição, além de ser, do PSD
05:19de Gilberto Kassab, o partido com maior número de prefeitos eleitos no país.
05:23Se há um governador, no entanto, que tem criticado abertamente lulismo e bolsonarismo
05:29e que teria desprendimento para apontar a sabotagem feita pelos Bolsonaro à oposição
05:35à Lula, é Eduardo Leite, também do PSD.
05:39Ele corre por fora, sem base ideológica de eleitorado, mas atrás da adesão de milhões
05:44de brasileiros cansados do nós contra eles.
05:47Contrariando o preconceito dos falsos machões que associam todos os gays à falta de firmeza,
05:52Leite tem sido o único governador firme no repúdio aos dois polos, aspas, sou inimigo
05:58da polarização porque a polarização é inimiga do Brasil, fecho aspas, sentenciou
06:04ele, governador do Rio Grande do Sul.
06:06Enquanto isso, Lula explora medidas impostas pelo governo de Donald Trump contra o país
06:11e ministros do Supremo Tribunal Federal para posar de defensor da soberania nacional.
06:16A única bandeira restante para um presidente perdulário, com ideias mofadas e, por isso
06:23mesmo, dependente do bolsonarismo como cortina de fumaça e contraponto redentor.
06:30Esse é o cenário de um Brasil adoecido, agarrado a um passado que não deu certo e à espera
06:36de um futuro que, em algum grau, o repita.
06:39Ricardo Kertzmann.
06:41Mais uma análise, Felipe, ampla, detalhada, certeira e que a mim me faz pensar que existem
06:49duas corridas simultâneas aqui por parte desses pré-candidatos oposicionistas ao governo Lula.
06:57A primeira corrida é entre eles.
07:00É ver qual deles vai chegar em 2026 com chances de vencer e qual deles vai ser ungido por esse
07:07grupo a ser o opositor ou do presidente Lula ou de um candidato apoiado por ele.
07:13Porque me parece muito pouco provável e seria extremamente imprudente que houvesse uma disputa
07:19fracionada, que esse espectro opositor ao presidente Lula entrasse fracionado com duas, três, talvez
07:26até quatro candidaturas.
07:27Eu acho que isso seria quase que entregar de bandeja mais uma vez a eleição para o presidente Lula
07:35Lula ou outro candidato por ele apoiado.
07:38Então essa é a primeira corrida.
07:39E a segunda é conquistar, a partir daí, o apoio do clã Bolsonaro.
07:44Felipe, ainda que o Eduardo Bolsonaro esteja e muito provavelmente estará fora do país
07:49ano que vem, brincando dinheiro lá nos Estados Unidos, trabalhando contra o Brasil, e ainda
07:57que o presidente Bolsonaro também esteja já condenado e talvez preso, ainda que esses
08:03dois estejam fora da disputa eleitoral direta, não dá para negar a influência que o clã
08:10como um todo tem.
08:11Você vai ter o Flávio Bolsonaro, a própria Michelle Bolsonaro atuando politicamente e
08:16sendo as vozes do irmão lá nos Estados Unidos e do pai aqui no Brasil.
08:22Então o apoio do clã Bolsonaro, da família Bolsonaro, vai ser fundamental.
08:26Uma eleição tão polarizada como deve ser a próxima, assim como foi a última, que deu
08:31a vitória ao Lula com uma margem muito pequena de votos.
08:35Não dá para ninguém, nenhum desses opositores, esses pré-candidatos, desprezarem o apoio
08:40do Bolsonaro.
08:41Então me parece que são essas duas corridas que eles estão travando para poder chegarem
08:45em 2026 para poder tentar vencer as eleições.
08:49E só para complementar o comentário, analisando a respeito das falas do Tarcísio e também
08:55do Zema, olha, quem sou eu para poder dar conselho ou ensinar política a qualquer um
09:00dos dois?
09:01A gente está falando aqui dos governadores de dois dos principais estados do Brasil.
09:05Mas a mim chega a ser constrangedor essa situação.
09:09Eu fico realmente impressionado com o grau de subserviência, de sabugice de ambos.
09:15Um é governador do estado mais importante do Brasil, do maior colégio eleitoral do Brasil
09:20e é muitíssimo bem avaliado dentro de São Paulo.
09:23Estou falando, obviamente, do Tarcísio.
09:25E o outro é um governador também muito bem avaliado, de um dos três maiores estados
09:31economicamente falando do Brasil, e do segundo maior colégio eleitoral.
09:35Eles têm vida própria, eles não precisam ficar à mercê dessas chineladas públicas
09:40da família Bolsonaro.
09:42Mas se eles acham que esse é o melhor caminho, que sejam felizes assim.
09:46Dua Teixeira.
09:47Bom, eu fiquei...
09:50Me chamou muito a atenção a reação dos governadores e chamo a atenção para a diferença
09:56na postura, na atitude dos filhos do Jair Bolsonaro com a postura dos governadores pré-candidatos
10:06a presidente, ou quase isso, no caso do Tarcísio de Freitas.
10:09Porque a gente vê a família Bolsonaro realmente desesperada, publicando várias mensagens.
10:18A gente comentou a publicação do Carlos do Carluxo ontem aqui.
10:23Enquanto a gente estava comentando, ele estava publicando mais coisas, encaixa em maiúscula.
10:29E está realmente...
10:30Padrão Xandão.
10:30E naquela situação de...
10:33O mundo vai acabar, precisamos fazer alguma coisa, cobrando a atitude dos outros.
10:40E aí quando a gente olha a reação dos governadores, foi uma reação muito mais serena, muito
10:47mais tranquila.
10:47Ouviram as chineladas, como disse o Ricardo Ketzmann, e responderam ali, olha, eu me solidarizo,
10:56entendo o desespero, mas não responderam e jamais não falaram nada também no mesmo tom.
11:05Então, olha, realmente aquilo ali, entendo que ele está com um problema em casa, o pai
11:11está preso, mas a gente tem...
11:13E aí o Tarcísio vem e diz aí, nós temos o nosso projeto, o projeto do nosso campo.
11:18Então, o que que essa diferença de atitudes mostra, ao meu ver, é que os governadores
11:25estão muito mais tranquilos porque o tempo está a favor dos governadores.
11:29E o tempo está indo contra a família Bolsonaro, porque o Bolsonaro está em prisão domiciliar.
11:35É isso.
11:35Ele vai ser provavelmente condenado no começo de setembro, já está inelegível e tudo
11:43isso quer dizer que ele vai ter menos força, menos poder político, né?
11:47Ele vai ter menos chance de influenciar no Congresso.
11:51Ele já não consegue distribuir poder, entrar ali na decisão de emendas parlamentares, né?
11:59Porque as pessoas, todos os políticos vão olhar para o Bolsonaro e falar assim, puxa,
12:02isso daí já está preso, não tem mais como interferir, perdeu o poder político.
12:09Enquanto que os governadores mantêm o poder, incrivelmente estão unidos, né?
12:16Você não vê eles brigando um com o outro.
12:20Então, aquela iniciativa do Michel Temer, que foi lá e juntou, na verdade, toda hora você
12:26vê ali um evento aqui, outro ali, os três ou quatro falando juntos, né?
12:31Falando as mesmas coisas, falando que a direita tem que ter um nome.
12:36Então, o que vai acontecer no futuro?
12:38Os governadores sabem que o Bolsonaro, em algum momento, vai ter que escolher um deles
12:43e vai ter que escolher um deles que tem chance.
12:46E como o Felipe apontou, o Bolsonaro vai querer alguém que possa indultá-lo ou anistiá-lo
12:53em 2027.
12:56Então, o Bolsonaro também não pode pegar e dizer que o Eduardo Bolsonaro vai ser candidato,
13:00porque o Bolsonaro, esse daí explodiu as próprias chances, né?
13:05A Michel Bolsonaro também tem uma rejeição alta.
13:07Então, o Bolsonaro não vai ter muita força em dizer quem vai ser o escolhido dele, né?
13:16Os governadores estão olhando para o outro e já estão pensando assim,
13:21a gente vai vir aqui, vai ter mais chances e vamos todo mundo nesse sujeito.
13:26Então, eles estão tranquilos, estão esperando o julgamento do STF,
13:33sabem que o Bolsonaro, uma hora, vai ter que escolher um deles, um deles que tem a chance.
13:38E aí, estão fazendo ouvidos moucos aí ao que dizem os filhos do Bolsonaro,
13:44porque realmente não tem porquê sair brigando com essa turma.
13:47Exatamente. É por isso que é bom a gente fazer um panorama geral que fica todo mundo
13:52ciente do que está acontecendo nesse momento do país.
13:55Porque o noticiário é muito disperso, é muito fragmentado, muitas vezes superficial,
13:58as pessoas estão no seu trabalho, elas estão na rua, elas veem algumas manchetes e tal,
14:02e aqui a gente concatena os fatos para trazer clareza e uma visão de fora,
14:09uma visão holística sobre o todo e cada uma das suas partes.
14:12Então, de fato, não tem, até o momento, brigas internas, públicas, entre os governadores.
14:19Eles, pelo contrário, acenam com a possibilidade de se apoiar uns aos outros,
14:23mesmo que cada um lance a sua candidatura.
14:27Caiado deixou isso claro em entrevista, falando que a democracia é isso,
14:32cada um lança o seu projeto, lá na frente pode estar junto, etc.
14:35E é isso, o tempo está a favor desses governadores.
14:41Eles estão, vamos dizer assim, cada um no seu tempo, dando um passo para deixar o bolsonarismo
14:49para trás do ponto de vista eleitoral, do ponto de vista de nome na disputa de 2026.
14:58Não é que eles vão recusar, porque inclusive se aproximaram também com esse objetivo,
15:03um apoio do bolsonarismo como um todo.
15:06Mas, você tem ali o Romeu Zema lançando pré-candidatura, o Caiado lançando pré-candidatura,
15:11e o Tarcísio, que é mais próximo do Bolsonaro, porque foi ministro do governo dele,
15:16e, enfim, virou governador de São Paulo, no momento em que Jair Bolsonaro estava ali próximo também,
15:23ele tem um cuidado maior, ele leva um tempo maior.
15:26Mas esses movimentos do Zema, do Caiado, talvez ajudem a ir impulsionando,
15:32a ir preparando, inclusive, o campo da sociedade, que tem críticas ao Lula, ao PT,
15:40que quer uma alternativa, para esse momento em que o Tarcísio também vai precisar se lançar,
15:46se for o caso, se não escolher, evidentemente, ser reeleito governador de São Paulo,
15:52e seria uma certeza mais consolidada.
15:56Então, você tem aí todo um movimento preparatório.
16:00E, às vezes, Ricardo, nós que atuamos no universo simbólico, no campo cultural, intelectual, jornalístico,
16:11às vezes nós apontamos na raiz determinados problemas, determinados vínculos,
16:16quer dizer, determinada dificuldade, por exemplo, de se desgarrar de um grupo político
16:21que ainda tem uma força, mas que tem uma série de problemas que levaram à derrota na eleição passada.
16:27Então, nós apontamos como, muitas vezes, esses governadores são subservientes ao bolsonarismo,
16:33como são reféns do bolsonarismo.
16:36Aí você tem segmentos da sociedade que começam a reparar essas coisas,
16:41isso vai tendo repercussão.
16:43Você tem o tempo mostrando que o Jair Bolsonaro tem a tendência a ser condenado logo ali na frente.
16:50E aí, os políticos, em geral, esse é o ponto aqui que eu estou querendo trazer dessa última análise,
16:57eles são os últimos a fazerem o movimento.
17:00Porque eles são aqueles que vão na boa.
17:05Eles não largam a mão de ninguém para só subir no momento em que eles puderem ter
17:11essa posição afagada ali por muita gente.
17:17Nós é que somos aqueles que somos atacados por dizer certas verdades inconvenientes na raiz.
17:24Aí, depois, vem aquele movimento na superfície.
17:29Nós vamos mexendo nas placas tectônicas,
17:30e depois, depois, aparecem ali os políticos para surfar no momento em que as questões já estão mais consolidadas.
17:41Ricardo, você sabe que eu até cogitei colocar o título dessa análise que eu fiz lá no portal Antagonista
17:47de Os Reféns do Bolsonarismo.
17:48Mas o fato é que o Caiado e o Zema, mesmo com toda essa proximidade, com todas as concessões,
17:58com isso que eu já chamei de maneira mais incisiva, de pedágio moral,
18:03eles estão colocando o nome para jogo.
18:05Viraram alvo aí do Eduardo, do Carluxo,
18:07e não se deixaram intimidar no sentido de que, olha, eu entendo que eles estão ali desesperados,
18:16que eles estão num momento difícil, etc.
18:19Esse tipo de reação ajuda a consolidar para a sociedade que, olha, eles estão lá esperneando.
18:25Estão esperneando porque é perder o poder, porque o pai vai ser preso, etc.
18:29Mas a vida tem que seguir.
18:30Quer dizer, não é agressivo e, ao mesmo tempo, não se curva no sentido de só lançar pré-candidatura
18:41quando a família permitir.
18:44Então, assim, dentro da cumplicidade, dentro dessa falta de fibra que marcou a atuação
18:50de todo o campo de uma direita que poderia não ser bolsonarista,
18:55pelo menos está havendo, vamos dizer assim, baby steps.
18:58Claro que tudo pode ser recuado se, lá na frente, houver uma exigência muito grande
19:05e eles se curvarem.
19:07Que é para alguém da família Bolsonaro ser vice, ou para entregar determinadas atitudes, enfim.
19:14Mas tem nuances aí nesse jogo, vamos ver como cada um se comporta.
19:20Felipe, eu acho que a grande questão, ela está muito mais ligada à percepção do eleitorado
19:26do que, propriamente, as atitudes de cada um.
19:29Você já tem campos muito consolidados.
19:32Eu sempre falo isso com relativa frequência, a teoria dos três terços.
19:37Ela sempre foi muito clara e ela sempre se mostrou verdadeira nas eleições.
19:41Você tem um terço, basicamente, do eleitorado que é petista de carteirinha, faça chuva, faça sol.
19:46Você tem um terço do eleitorado que é antipetista, também de carteirinha, faça chuva, faça sol.
19:53E o terço móvel, esse eleitor que não tem essa afinidade com esses dois espectros,
20:00esse eleitor se move na hora do voto por questões econômicas, sim.
20:04A economia é sempre muito importante, eu diria até fundamental.
20:07Mas há um campo nas ciências humanas, e eu gosto muito, que é a semiótica.
20:13O eleitor se move muito pelos símbolos, se move muito pela observação,
20:17que não é aquela observação táxica, não são os atos táxicos,
20:21mas sim os sinais que as pessoas passam.
20:25Quando, a meu ver, quando o Tarcísio, quando o Zema, quando o Caiado,
20:29eles não se separam do bolsonarismo, ao contrário,
20:33eles encampam e endossam pautas bolsonaristas, e ainda ficam sujeitos a,
20:39de novo, essas chineladas públicas sem reação,
20:42a mim me parece que lá na frente, nesse conceito, nesse campo da semiótica,
20:47isso fique claro pro eleitorado que é o seguinte, olha, eles são bolsonaristas.
20:52E repito, em uma eleição que deve ser decidida novamente
20:55por uma margem tão pequena de votos, isso pode ser fundamental,
21:00isso pode ser prejudicial.
21:01Pois é, é que você tinha falado que é fundamental,
21:05porque ainda existe um capital político eleitoral do Jair Bolsonaro,
21:10mas é de ser estendido pra família, mas mais do patriarca,
21:14e eu já ia fazer a observação, mas o seu comentário acaba precisando mais
21:19do que você tinha dito, de que pode ser fundamental para o bem ou para o mal,
21:25a depender da conduta dessas pessoas, porque Jair Bolsonaro tem rejeição,
21:29então, esses governadores precisam se tornar mais conhecidos nacionalmente,
21:32mas sem absorver a rejeição.
21:35Então, uma certa tensão, pelo menos dentro desse quadro de subserviência,
21:41uma certa imposição de que, olha, vamos continuar o jogo,
21:45não quer dizer que lá na frente a gente não possa estar juntos e tal,
21:48mas pode ajudar a descolar.
21:50A questão é o quanto que eles vão saber se movimentar e administrar isso,
21:54conforme foram se consolidando os números nas pesquisas,
21:58que são decisivas na hora de se definir realmente qual vai ser o candidato de oposição.
22:03Diga, Dudu.
22:04Eu fiz um comentário aqui, comparando as atitudes da família Bolsonaro com as dos governadores,
22:10mas agora eu queria chamar a atenção um pouco mais para o conteúdo,
22:12que a gente falou das publicações aqui do Eduardo Bolsonaro e do Carlos ontem,
22:18e é uma coisa assim, olha, se o meu pai não for candidato, votem nulo, né?
22:23Ou é meu pai ou não é ninguém, né?
22:27E aí, quando você vê o que os governadores estão falando,
22:30cada vez mais, ainda que o Tarcísio tenha dito alguma coisa,
22:33olha, injustiça, deixar o Bolsonaro não pode ficar de fora,
22:37se a gente pegar as últimas frases dos governadores,
22:40o Ratinho tem uma hora que fala assim, olha,
22:42aquele que, por sorte, for para o segundo turno vai ter que juntar todo mundo que está aqui
22:48num projeto de país, né?
22:53Acho que foi o Caiado também que falou assim,
22:55todos aqui somos pré-candidatos.
22:57Então, assim, cada vez mais, eles estão se colocando realmente
23:02que o candidato da direita vai ser algum desses governadores,
23:07e pararam ali de ficar dizendo que tem que ser o Bolsonaro,
23:10que justiça com o Bolsonaro.
23:13Então, eles já estão pensando num projeto de futuro,
23:18que é um projeto pessoal também, mas é um projeto da direita,
23:22eles falam isso também o tempo inteiro,
23:23enquanto que os filhos ainda estão presos nessa tentativa desesperada de salvar o pai deles.
23:30É, o Tarcísio é o que fica mais preso ainda, né?
23:33O Tarcísio não ousa dizer que o candidato, enfim, vai ser um governador, etc.
23:41Ele ainda tem muita cautela para se dissociar do bolsonarismo,
23:46mas, pelo temperamento, por aquilo que a gente já viu das condutas e das falas dele,
23:51ele é alguém que, lá na frente, tende a apoiar a chapa
23:56e estiver mais bem posicionada,
23:58mesmo que ele não esteja nela,
24:00nesse campo à direita, contrário ao Lula e ao PT.
24:03Bom, quem viver verá e verá com a nossa cobertura minuciosa a cada dia.
24:08Tchau.
24:10Tchau.
24:13Tchau.
24:14Obrigado.
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