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Em entrevista à Jovem Pan News, o pesquisador José Ricardo dos Santos Júnior avaliou a aproximação entre Brasil e China como uma possível resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

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Transcrição
00:00Agora, a relação Brasil-China, os presidentes Lula e Xi Jinping saíram hoje em defesa do multilateralismo e também dos BRICS,
00:08em meio a toda a discussão sobre o tarifácio de Donald Trump.
00:11Temos um convidado no Jornal Jovem Pan, nosso entrevistado é o CEO do LID China e pesquisador do grupo dos BRICS da USP,
00:18José Ricardo do Santos Júnior. Tudo bem, doutor? Como vai? Obrigado por atender a Jovem Pan. Agora sim, boa noite.
00:23Muito boa noite, é um prazer estar com todos vocês hoje falando sobre esse importante e relevante tema para o Brasil.
00:31Bom, os dois presentes se conversaram hoje por telefone. De que maneira é possível realmente estreitar essa relação,
00:39mas já é um mercado importante, a China já é um mercado para o Brasil, a China já compra produtos aqui do Brasil,
00:45mas tem algum recado subliminar aos Estados Unidos em meio a toda a discussão do tarifácio, doutor?
00:51Sem dúvida alguma, esse encontro por telefone entre o presidente Lula e o presidente Xi Jinping
00:59muito diz sobre a relação entre o Brasil e China.
01:02Uma relação que completou no ano de 2024, em agosto de 2024, 50 anos de relação diplomática
01:10e o Brasil sendo considerado um parceiro estratégico global pela China.
01:15A gente sabe muito bem que o Brasil é o maior parceiro comercial da China desde o ano de 2009
01:22e apenas a título de exemplificação nós tivemos em 2023 quase 160 bilhões de dólares em importação e exportação.
01:32Esse número foi repetido em 2024 também com 160 bilhões de dólares em importação e exportação.
01:39A China, ela recebe um terço de tudo o que o Brasil exporta e hoje nós temos acompanhado o que?
01:47Essa evolução da relação sino-brasileira.
01:50Uma evolução com base sempre na reciprocidade, no respeito à soberania e é claro, numa relação ganha-ganha.
02:00Essa relação bilateral sino-brasileira, ela tem evoluído com o tempo e hoje o Brasil e China estão numa nova era.
02:07Por um planeta mais sustentável e um mundo mais justo.
02:11Esse é o lema que rege as relações entre o Brasil e China.
02:16O senhor que conhece bem esse mercado viaja muito, né?
02:20Representando, claro, o LID na Ásia.
02:23Eu pergunto para o senhor o seguinte, desde que veio o Tarifá, suas discussões sobre as tarifas,
02:28sempre a gente faz aquela pergunta inevitável.
02:30Quais são os mercados que podem ajudar o Brasil de forma alternativa?
02:35No caso da China, ainda tem muito potencial a ser explorado?
02:40De quais setores, de quanto seria essa possível ampliação?
02:44Mas a gente sabe que não é algo automático, não é algo que muda da noite para o dia.
02:49Sem dúvida.
02:50Eu, particularmente, estou no aeroporto de Guarulhos, no estado de São Paulo, para embarcar para a China daqui a pouco.
02:55Estava aguardando só a entrevista aqui.
02:57Por quê?
02:57Porque hoje o empresariado está de olho na China.
02:59Hoje o mundo voltou os olhos à Ásia.
03:02E a China é um grande parceiro comercial, um potencial enorme de aumento das relações diplomáticas.
03:08Olha, a gente pode verificar sobre o aspecto da sustentabilidade e da inovação,
03:13uma série de investimentos chineses e uma série de intercâmbios entre a China e o Brasil.
03:18É importante a gente falar sobre a energia, energia limpa, energia eólica, energia solar.
03:23Temos o comércio eletrônico, computação em nuvem, o Big Data, os drones, telecomunicação 5G.
03:33Hoje temos visto também essa integração da inteligência artificial na saúde.
03:37Tudo isso é base de incremento das relações.
03:41Um exemplo importante para a gente falar, para quem está assistindo hoje, Thiago, é, por exemplo,
03:45o que aconteceu no dia que foi o início do tarifácio, em que tivemos a liberação e a habilitação
03:53de mais de 183 exportadores de café para a China.
03:58Nós sabemos que a nossa pauta majoritariamente de exportação do Brasil para a China
04:04é baseada nos minérios de ferro, soja, petróleo, celulose e carne bovina,
04:10mas há um espaço enorme para outros segmentos ampliarem a sua relação.
04:17Nós sabemos que tanto na diplomacia como na economia não existem espaços vazios.
04:22O que as empresas privadas precisam é de intensificar esse diálogo com o governo brasileiro
04:28e as empresas brasileiras precisam ter também um acompanhamento cada vez mais firme da geopolítica,
04:35porque nós sabemos hoje que um espirro pode se tornar uma pneumonia,
04:39ainda mais se falando dessa relação que o Brasil tem, não só com a China,
04:44tão como também com os Estados Unidos.
04:46A questão aqui não é dar as costas para os Estados Unidos.
04:49Pelo contrário, precisamos, com a nossa diplomacia, avançar na negociação
04:53para ampliarmos os espaços que foram vetados durante o tarifácio,
04:59mas é claro que também procurar outros mercados.
05:02A gente fala muito da China, mas tem outros mercados, por exemplo, na Ásia,
05:06que têm aberto espaço para produtos brasileiros.
05:10A gente acompanhou recentemente uma visita da Associação de Carne Bovina lá para a Ásia
05:18e eles fizeram vários acordos, por exemplo, ali em Manila.
05:22Isso demonstra o apetite que o mundo tem para os produtos de qualidade brasileiros.
05:28Eu acredito, Tiago, que a pauta de clima, a pauta de energia e a pauta de alimentos,
05:36por si só, já deixam o Brasil no centro da geopolítica.
05:40Mas nós precisamos ter uma decisão estratégica para nos beneficiarmos
05:45de todas essas potencialidades que o Brasil oferece ao mundo.
05:49Perfeito. Dr. José Ricardo dos Santos Júnior, que é do LID China e pesquisador da USP.
05:55Mais uma vez, muito obrigado por nos atender.
05:57Claro que teríamos outras perguntas aqui, mas você está em cima do horário.
06:01Boa viagem. A gente volta a se falar. Um abraço.
06:04Um prazer. Um abraço para você e para todos os espectadores.
06:07Prazer é nosso.
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