- há 4 meses
Roteirista e apresentadora do podcast É Nóia Minha? relembra o começo da carreira como redatora em agências de publicidade e fala sobre como o humor de situações do cotidiano permeiam toda sua criação de conteúdo, dos publis aos livros.
Categoria
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CriatividadeTranscrição
00:00Muito antes de ser protagonista de Publis, ela foi redatora em agência de publicidade.
00:07Também trabalhou como ghostwriter, escreveu roteiros de programas de televisão,
00:11publicou diversos livros, inclusive para o público infantil.
00:15E de uns anos para cá, ela passou a mergulhar no universo de podcasts.
00:19O seu É Nóia Minha, que explora paranoias da vida cotidiana,
00:22tem cerca de um milhão de ouvintes mensais.
00:24Talvez esse número esteja até desatualizado.
00:27E nos últimos dias, ela esteve no centro de um dos assuntos mais comentados da internet.
00:32Você que está acompanhando, com certeza, foi impactado por isso,
00:35nas redes sociais, por meio de memes, enfim.
00:38E esse é o A Ideia, o podcast do Meio e Mensagem.
00:42Eu sou Isabela Lessa.
00:43Eu acho que esse é o único A Ideia, não sei se tem outro.
00:46Mas, enfim, eu acho que ela sabe que ela está no lugar certo dessa vez.
00:51Tenho o prazer de conversar hoje com a Camila Frenda.
00:53Oiê.
00:54Seja muito bem-vinda.
00:56Obrigada.
00:56Você está no podcast certo.
00:58Eu acho que eu estou.
00:59É, eu tenho certeza.
00:59Mas se eu não tiver, também você sabe que eu fico.
01:02Você fica, né?
01:03Eu vou falando.
01:04Vamos, né?
01:05Vamos levando aí.
01:06Deixa a vida nos levar.
01:08Imagina, vamos conversar.
01:09Mas o que esse episódio, vou explicar brevemente, né?
01:20Caso, sei lá, a pessoa, não sei, não esteja a par, né?
01:23Dos acontecimentos.
01:24A Camila, recentemente, participou do podcast errado.
01:27Porque tinha o mesmo nome, que é Vênus Podcast, Vênus Talks.
01:30É.
01:30E aí, enfim, isso acabou repercutindo na internet.
01:36E aí, o que eu fiquei pensando sobre esse episódio, né?
01:40Porque muito já se falou sobre.
01:42É.
01:42A velocidade que as coisas acontecem.
01:45E aí, você fez um publi pra sneakers.
01:48Sim.
01:48Então, você foi pro podcast certo com o patrocínio da Avon.
01:53Eu fiquei curiosa só pra saber.
01:55Como é que você lidou com a velocidade dos acontecimentos?
01:58Porque demorou pra vir à tona, né?
02:00É, não.
02:01Demorou.
02:02Eu gravei esse episódio meses atrás.
02:05E ele já tinha, quando estourou, né?
02:07Ele já tinha saído há mais de duas semanas.
02:11Né?
02:11Então, levou um tempo, né?
02:13Pra viralizar.
02:13Mas a partir do momento que a coisa viraliza, tudo acontece muito rápido.
02:17Eu acho que pra mim não foi um susto, assim.
02:21Porque eu já tô na internet há algum tempo.
02:24E eu já trabalhei com publicidade.
02:25Então, eu entendo a velocidade das coisas, né?
02:28Quem já trabalhou em agência sabe que, né?
02:31A coisa é...
02:32É sempre que eu recebo um briefing, eu dou risada.
02:34Porque, de fato, é...
02:35Ai, a gente precisa desse orçamento pra ontem.
02:38A gente precisa desse seu roteiro pra ontem.
02:40As coisas têm uma velocidade diferente, né?
02:43Então, eu acho que...
02:45Eu já tava a par disso.
02:48E como já tô na internet há um tempo, também já tô acostumada com essa velocidade, né?
02:54Então, deu certo por conta disso.
02:56Porque, acho que, né?
02:58A conversa era...
02:59A gente precisa postar isso hoje, né?
03:01A gente precisa subir isso até amanhã.
03:03A gente precisa resolver isso agora.
03:04Então, de fato, a hora que a coisa estourou,
03:07a gente parou tudo que tava fazendo
03:09só pra resolver essas ações, né?
03:13Pra resolver esses briefings.
03:14E deu muito certo, né?
03:15Acho que o timing foi legal.
03:17E como que essa interlocução com marca é você?
03:19É uma equipe sua?
03:21Eu tenho uma equipe hoje em dia.
03:23Tem o Bruno, que é do comercial, Bruno Porto.
03:26Então, geralmente, acontece meio assim, né?
03:28As coisas chegam no Bruno.
03:31Aqui tem a Raquel, que filtra um pouco pra ele.
03:35E eu tenho a Thaís, que trabalha comigo há anos já.
03:38E a Thaís, que é mais responsável por esse lado de ler o briefing,
03:43trocar uma ideia comigo pra gente escrever um primeiro roteiro.
03:47Então, ela me ajuda nesse processo.
03:50Por isso que dá certo, né?
03:51Porque, enquanto isso tava acontecendo,
03:54eu também tava gravando o Enóia Minha, né?
03:57Tava fazendo diária do Close Errado.
03:59Então, as coisas ainda estavam acontecendo.
04:03E daí, a Thaís manda pra mim,
04:06o que você acha dessa ideia?
04:07Eles mandaram essa.
04:08E a gente vai batendo tudo pelo WhatsApp.
04:11E rolou.
04:12Foi assim.
04:13Hoje, tem alguma condição pra você participar,
04:16fazer um publi?
04:17Qual que é o critério?
04:18O que tem que...
04:19Tá, tem algumas coisas que eu não faço de publicidade.
04:25Tipo, bebida alcoólica.
04:26Porque eu não bebo.
04:27Então, eu acho que não faz muito sentido eu fazer bebida alcoólica.
04:32Que mais?
04:33Não faço nada de procedimento estético.
04:37Porque também acho que não conversa muito com o que eu penso, assim.
04:42Meus ideais, meus valores.
04:44E nada contra quem faz, de verdade.
04:46Acho que tem que fazer e tal.
04:48Mas eu não gosto de vender essa ideia.
04:52Até porque eu sempre fui muito magrinha, sabe?
04:55Muito dentro do padrão, assim.
04:58E...
04:59Não sei.
05:00Acho que fica esquisito eu ficar, sabe?
05:02Falando...
05:03Ai, essa máquina resolveu a minha vida e tal.
05:06Não faço também.
05:07E às vezes chega, né?
05:12Uma marca legal, mas a ideia não bate com o que eu quero.
05:16Ou eu acho que...
05:17Ou eu não acredito naquilo.
05:18E daí, quando você não acredita, a hora que você vai vender ou falar sobre aquilo,
05:22acho que não...
05:24Não soa verdadeiro, sabe?
05:26Eu acho que essa história, na verdade, ela viralizou muito por conta disso.
05:30Porque as pessoas estão muito cansadas, né?
05:33Na rede social, de discursos e fotos e vídeos e publicidades tão fakes, né?
05:41Tão plásticas.
05:42Foi um evento muito natural, né?
05:45A pessoa...
05:46Primeiro que dá uma humanizada porque a pessoa se confundiu.
05:49Todo mundo fala...
05:50Putz, eu recebi muita mensagem falando...
05:52Cara, é minha cara eu fazer isso e ir no lugar errado.
05:55E ficar com essa cara que essa menina tá, né?
05:57Então, essa cara, né?
06:01De verdadeiro que tinha, né?
06:03Que teve o vídeo e a situação toda.
06:06Eu acho que foi por conta disso que explodiu da maneira que explodiu.
06:11Porque as pessoas estão cansadas, né?
06:13De ver aquele cenário muito armado, né?
06:16Aquele papo.
06:17Que ninguém tá muito acreditando.
06:19Que a pessoa tá ali tão por obrigação.
06:23Aquilo tudo foi muito natural.
06:25E, assim, é muito em linha com o que você aborda no É Nóia Minha.
06:30Que são situações cotidianas, constrangedoras.
06:33E aí, você se viu no meio de uma, né?
06:35É, eu acho que é...
06:37Eu acho que eu sei explorar, né?
06:41Esse mote, né?
06:42Não só na situação que aconteceu.
06:46Que eu poderia ter tido N reações, né?
06:49Todo mundo fica assim.
06:50Ai, mas se fosse eu, eu teria ido embora.
06:53Ou se fosse eu, eu teria avisado.
06:55Sim, mas não foi, né?
06:57Que aí é o tribunal das redes sociais, né?
06:59O que eu teria feito.
07:01É, fui eu.
07:01E eu falei.
07:02Ah, já que eu tô aqui, vambora, né?
07:04No mínimo, eu vou rir disso.
07:06Eu acho que o Nóia tem muito disso, né?
07:08De abordar um tema, às vezes, mais constrangedor.
07:12Com uma naturalidade muito grande.
07:15Porque, no fundo, todo mundo tem, né?
07:17Os mesmos medos, né?
07:19Passa pelos mesmos micos.
07:22Então, eu acho que o tema, né?
07:24Que eu abordo, assim, casou muito com essa situação também.
07:28E falando sobre publicidade, né?
07:30Você já participa de vários públicos há muito tempo.
07:34E a sua origem é na publicidade como redatora.
07:37A gente tava até falando um pouco antes de entrar aqui no ar.
07:39Que você trabalhou em grandes agências.
07:42Como é que foi essa incursão na publicidade?
07:45Você sempre soube que você queria estudar publicidade?
07:48Então, o meu pai era publicitário.
07:49Meu pai faleceu já faz 13 anos.
07:52Mas meu pai trabalhou em emissora, trabalhou em agência.
07:55Então, eu já tinha ali meio, né?
07:58Uma familiaridade com o assunto.
08:02E quando eu fui prestar vestibular, eu prestei pra propaganda e marketing.
08:08Fiz.
08:08E comecei a estagiar.
08:10Primeiro, eu estagiei numa empresa de...
08:14Era uma...
08:16Como é que fala?
08:17De esporte.
08:20Marketing esportivo.
08:22E aí, eu cuidava de futsal.
08:24Que não tem nada a ver comigo.
08:26Mas foi meu primeiro estágio ali.
08:27Foi super legal.
08:29Depois, eu trabalhei um tempo com pesquisa de mídia.
08:33Também foram alguns anos de pesquisa de mídia.
08:36E aí, depois eu migrei pra redatora.
08:40Porque nessa época que eu trabalhava com pesquisa de mídia, eu já tinha um blog.
08:45Que chamava Parece Filme, Mas é Vida Mesmo.
08:48Que era um blog que eu fiz em 2007.
08:51Muito tempo atrás.
08:52Então, eu vi ali que eu gostava de escrever.
08:55E dentro da publicidade, eu encontrei o trabalho de redatora.
08:59Então, fiquei como redatora há um tempo.
09:02Depois, esse blog me deu a oportunidade de começar a escrever roteiro.
09:08Então, uma produtora me chamou pra fazer diálogos.
09:11Aí, eu me apaixonei por roteiro.
09:13Aí, fui fazer pós.
09:14Aí, fiz pós em roteiro.
09:15E aí, migrei pra roteiro totalmente.
09:18Então, eu fui muito no caminho da escrita, sabe?
09:22Mas, os meus primeiros trabalhos na publicidade, eu ainda tava...
09:26Ai, não.
09:26Não é marketing esportivo que eu quero.
09:28Mas, também não é pesquisa de mídia.
09:30Mas, eu tava ali, né?
09:31Fui trabalhando.
09:33Enfim, precisava ganhar dinheiro.
09:35E aí, fui migrando.
09:37Conseguindo mudar de um lugar pro outro.
09:39Amei ser redatora.
09:41Acho que de todos esses trabalhos que eu citei, foi o que eu mais gostei.
09:44O que mais tem a ver comigo.
09:45E aí, acabei na internet.
09:48E o seu pai era redator também?
09:49Não, o meu pai era comercial.
09:51Ele era mídia.
09:53E aí, você tomou gosto pela redação publicitária, que é uma coisa curta, geralmente.
09:58Super.
09:59Você ia mais na linha do humor, que foi, né?
10:02Sempre.
10:02Sempre no humor.
10:03É, e eu gostava muito, na época, do Twitter.
10:06Que já era esse raciocínio curto, né?
10:08E rápido.
10:09Porque, na época, a gente tinha X caracteres, né?
10:11Pra escrever.
10:12Então, eu gostava muito desse formato, assim.
10:15Hoje em dia, se critica muito o ambiente das agências.
10:19A publicidade, né?
10:20Sempre é alvo de muito questionamento e tal.
10:24Você sofreu alguma coisa, assim, ambiente publicitário?
10:27Na sua época, ou nas agências que você trabalhou, era algo divertido?
10:31Teve alguma coisa, assim, nesse sentido?
10:35Cara, eu gostei muito das pessoas que eu trabalhei, assim.
10:39Lógico que eu tive chefe chato.
10:41Tive situação que eu tinha que ficar, né?
10:44Muito tempo.
10:45Ainda mais quando tinha concorrência.
10:47E eu peguei uma fase de uma agência que eram muitas concorrências e tal.
10:51E eu acho que, sim, é importante a gente conversar sobre isso.
10:55E discutir, né?
10:56Os limites e tal.
10:57Mas na época que eu trabalhei, isso não era conversado, né?
10:59Então, eu mesma não sentia que eu tava mais do que o necessário ali.
11:07Mais do que a minha obrigação.
11:08Fazendo mais do que a minha obrigação ali.
11:10Eu não sentia na época.
11:11Hoje, lógico, eu olho pra trás e eu falo...
11:13Ah, aquela situação, eu acho que não tava muito dentro da lei, sabe?
11:19Não tava muito certo.
11:20Mas é por isso que a gente falou sobre isso.
11:22Hoje em dia, né?
11:23Fala.
11:24E eu acho que muita coisa mudou, né?
11:26Desde em dois mil e pouco, que foi quando eu trabalhei.
11:29E você...
11:31O que você aprendeu de mais valioso?
11:34O que você levou pros seus outros trabalhos subsequentes?
11:37De publicidade?
11:37É, de publicidade, assim.
11:39Nossa, eu acho que eu aprendi muita coisa.
11:40Primeiro isso, o ritmo que as coisas funcionam, né?
11:44Eu acho que como apresentar uma ideia.
11:47Como eu já fiquei um tempo dentro, né?
11:49Eu sabia como é que era a melhor maneira de abordar uma marca.
11:55Porque a gente na internet não funciona só a gente esperar, né?
12:00E receber o e-mail falando...
12:02Ah, a gente quer trabalhar com você, fazer isso, isso, isso, né?
12:04Eu acho que tem muito do outro lado também.
12:07De enxergar oportunidades, né?
12:09Então, tendo ficado um tempo em agência, eu acho que me abriu a cabeça pra isso, sabe?
12:15De como apresentar também e ir atrás de uma marca, mostrar uma oportunidade.
12:22Eu acho que esse é o principal, assim.
12:24E aí, você sempre teve esse blog na Paralela?
12:27Que era um blog que você contava histórias, fictícias, reais?
12:30Não, era tudo real.
12:32Eram crônicas.
12:32Depois, uma editora independente encontrou esse blog.
12:37Eu publiquei cinco contos, cinco crônicas, num livro que chamava Prólogo.
12:44Em 2009.
12:47Aí, em 2011, o blog virou livro.
12:51Aí, era o meu primeiro livro mesmo, sozinha.
12:53Que era o Parece Filme, Mas a Vida Mesmo.
12:55E aí, eu parei o blog e fiquei só com o livro.
13:01E aí, você foi escrever o roteiro pra programas da MTV.
13:06Fala um pouco sobre essa fase e o que que isso...
13:10Como se difere, né?
13:11Dos outros tipos de texto, né?
13:13Porque daí você tava ali em crônica, tava com essa experiência já de publicidade.
13:19Como que é criar roteiro pra televisão?
13:22Então, eu primeiro criei o roteiro, o diálogo.
13:25Pra uma produtora.
13:27Aí, eu fui fazer pós em roteiro.
13:31Aí, a internet sempre me ajudou em tudo que eu fiz, assim.
13:36Então, você vê, o blog me migrou pra livro, né?
13:39Pra ser escritora.
13:41E com o roteiro foi a mesma coisa.
13:42Na época, eu era muito ativa no Snapchat.
13:45E eu fazia uns personagens.
13:48Com uns filtros, né?
13:49Que aparecia, assim, né?
13:50Mudava a nossa cara.
13:51E aquilo foi tomando uma proporção maior também, né?
13:56Teve uma visualização muito boa.
13:59E a apresentadora de um programa da MTV viu aquilo.
14:04E via que eu roteirizava tudo aquilo.
14:07Me escreveu e falou, você faz roteiro, né?
14:09Falei, faço.
14:10Ela, você não quer fazer do meu programa?
14:13Eu tô precisando muito de uma roteirista.
14:15Se você topar, a gente começa amanhã.
14:18E aí, eu sempre tive essa coisa de dizer sim pra tudo.
14:22Até pra entrevistas erradas.
14:24E daí, eu fui e fiz o Adotada.
14:28Que era um programa da MTV super legal.
14:31Foram quatro temporadas.
14:33Eu entrei na segunda, né?
14:34Fiz três temporadas e meia.
14:37Porque daí, na última, eu engravidei e saí na metade.
14:40Porque era muita viagem, né?
14:42Eu já tava barriguda, não dava pra ficar muito.
14:45Você ia acompanhar a Rua Adotada.
14:48Rua Adotada, o reality show, ele é um roteiro diferente, né?
14:53Porque primeiro, você precisa fazer um pré-roteiro.
14:56Pra emissora aprovar.
14:57Então, a gente vai, né?
14:59A gente tá prevendo gravar essas situações.
15:03Aí, é um roteiro de sete.
15:05Então, eu faço esse primeiro roteiro.
15:06A emissora aprova.
15:07Fala, acho que isso vai ficar legal.
15:09A gente tá sentindo falta de falar mais sobre isso.
15:12Então, a gente adapta ali o primeiro roteiro.
15:14Depois, eu vou pro sete.
15:15E tudo que tá acontecendo, eu tô acompanhando, né?
15:19Então, na época, o Adotada era, sei lá, mais ou menos uns cinco dias de gravação
15:23pra um programa, né?
15:25E eu ficava no sete o tempo todo, ouvindo o microfone de todo mundo.
15:30Aí, eu vou anotando o que que tá rendendo.
15:34Quando eu chego em casa, eu faço um pós-roteiro pra quem vai editar.
15:38Entendi.
15:39Então, ó...
15:40É...
15:41Como é que...
15:42Ah, sei lá.
15:42No minuto tal e tal, o papo da cozinha foi legal.
15:47Tira toda a parte da sala que não rendeu.
15:49Você dá uma...
15:50Porque é muito tempo.
15:51Uma editada já.
15:52É um tempo enorme de material, entendeu?
15:55E o roteiro, ele se transforma em tempo real daí.
15:58Em tempo real?
15:59No caso de um reality, né?
16:00No caso de um reality, sim.
16:01Então, você sente, né?
16:03Putz, você planejou que naquela situação você ia abordar mais a temática X com fulano.
16:11E quando você chega na gravação, fulano não rende.
16:14Você tem que pensar num plano B.
16:15Aí, você muda toda a sua estratégia.
16:17E tudo isso é conversado com a apresentadora, com o diretor e tal.
16:20Depois, eu fiz alguns programas pro GNT.
16:24Eu fiz o Super Bonita, na temporada que era uma competição de maquiagem.
16:29Eu fiz um programa da Giovanna Eubank, que era de Noronha.
16:34Depois, eu fiz um pra Band, que era a Primeira Vista, que era um de dates.
16:41Então, fiz ali um tempo de programa, roteiro pra reality.
16:46Mas tudo com a internet em paralelo.
16:50Então, enquanto eu tava fazendo os roteiros, eu também tava lançando livro.
16:54E eu também tava fazendo conteúdo pra internet.
16:57E no caso do roteiro pra reality, sobra espaço pro espontâneo?
17:02Pros acontecimentos ali que sobra.
17:05Total.
17:06Nossa, você tem que apostar, torcer pelo milagre do espontâneo.
17:10Sobra super.
17:11É, o Adotada era legal, porque tinha família que ela realmente não se dava bem, né?
17:16Tinha.
17:16Não, e daí quando eu... Enfim, ninguém se dava bem, às vezes.
17:21Era uma equipe inteira na casa de uma família que tava uma treta ali.
17:24Ah, é. Tem o que não aparece nas câmeras, né?
17:27E é muito engraçado, porque eu, com o microfone de todo mundo, né?
17:32Ouvindo todo o áudio da família toda, eu escutava, às vezes, as pessoas falando mal de mim.
17:36Porque a pessoa esquece, né? Que tá microfonada.
17:40É muito engraçado.
17:41Vira uma coisa natural, vida normal que segue.
17:43É, porque você já tá ali há três, quatro, cinco dias.
17:47Imagina.
17:47E aí, você, hoje, tá muito atuante nos podcasts.
17:51Fazer roteiro pra podcast é outro bicho?
17:54Ou é parecido?
17:55É, eu comecei fazendo tudo sozinha, né?
17:58Eu tinha só uma pessoa que cuidava do áudio pra mim, mas eu montava as pautas, eu fazia o roteiro.
18:04E eu aprovava os episódios, né?
18:06Escutava, opinava na edição.
18:08Hoje em dia, não dá tempo mais pra eu fazer, porque são muitos podcasts.
18:13São quatro episódios que eu subo por semana.
18:16Então, é bastante coisa fora publicidade, fora escrever, né? Livro e tal.
18:20Então, eu tenho uma equipe também pro podcast, tem a Mário Faria, que é a nossa roteirista e produtora.
18:27E aí, a gente tem reuniões, assim, quinzenais, às vezes mensais, pra planejar os próximos temas, né?
18:35Próxima dupla de...
18:37Porque são sempre dois convidados, então tem que combinar ali a dupla.
18:40E plano B, né?
18:41Se tal convidado der o furo, quem que a gente chama pra ir no lugar.
18:45Então, já temos ali uma estrutura que funciona ali, já gira, né?
18:52Sozinho a coisa.
18:53Como que...
18:54O que você acha que tem de mais difícil hoje?
18:57Porque são muitos assuntos e é uma recorrência muito grande.
19:02Achar um assunto é uma questão, assim?
19:05É um desafio?
19:06Não, não acho que achar o tema seja a parte mais difícil do podcast.
19:11Muito pelo contrário, assim.
19:12A gente tem uma fila de temas.
19:14Às vezes, esperando o convidado perfeito, sabe?
19:20Às vezes, na fila, só porque a gente teve uma ideia mais quente e daí passou na frente das outras.
19:26Mas a gente tem, mas a gente sempre tem.
19:29Porque são noias e a gente não para de fabricar a noia, né?
19:33Você vê.
19:33Não tem fim a noia.
19:34Não tem fim.
19:35Qualquer coisa pode ser noia.
19:36Aí a gente fala, ai, a inteligência artificial vai ocupar todos os...
19:40Ah, então vamos falar da inteligência artificial.
19:42Vamos falar de o que a gente gostaria que ela fizesse pela gente.
19:45E aí você vai indo num vórtex sem fim de noia.
19:49Pelo menos a minha cabeça é assim e das pessoas que trabalham comigo, graças a Deus, também.
19:54Mas o que você diria, então, que é o maior desafio?
19:57O maior desafio, eu acho que é conciliar a agenda.
20:01Por incrível que pareça, você bater a minha agenda com mais dois convidados e a do estúdio é uma grande loucura, né?
20:11Então, é um quebra-cabeça mesmo que a gente faz.
20:15E eu acho que muitos grupos também de WhatsApp dão uma enlouquecida, porque é tudo separado, né?
20:22A gente tem o grupo com o estúdio, né?
20:26Que já é uma coisa de enviar o roteiro, bater o horário, alterações e tal.
20:33Tem o grupo Pautas, que é todo mundo que tem ideia de tema de convidado vai jogando lá e a gente vai debatendo ali.
20:40E tem a parte de publicidade, então, toda a logística dos episódios que estão patrocinados, né?
20:47Então, isso também acontece.
20:49Chega uma marca e fala, mas eu não posso esperar pra sair no mês que vem, eu tenho que sair semana que vem.
20:55Então, a gente grava esse episódio, fura a fila, aí muda todos os outros, né?
21:00Tem que bater o convidado que a marca aprova, quem que vai comissionar esse convidado, vai sair do meu cachê, a marca que vai trazer.
21:09Então, é uma logística muito grande pra tudo, né?
21:13E esses...
21:14Pensa que daí eu vou ter isso do Noia, eu vou ter isso do Namoradinhos e eu vou ter isso do Close Errado.
21:20Então, são muitos grupos e vai ter o grupo Briefings só de publicidade de Instagram, de TikTok.
21:28Então, o WhatsApp, ele me dá um pouco de aflição quando eu entro, assim.
21:34É, não é à toa que tem aquele ditado, o contrário do WhatsApp é paz.
21:38É.
21:39Porque é uma loucura, deve ser mil grupos.
21:42E como que foi a sua incursão no podcast?
21:45O que que te fez, né, entrar nesse universo?
21:50Eu quis diversificar ali o que eu já tava fazendo, né?
21:55Então, já tinha a coisa dos livros e que é...
21:59É muito gostoso escrever livro, mas é um processo muito solitário.
22:02E ele é um desafio, né, financeiramente falando.
22:07É muito difícil você ganhar grana, né, com livro.
22:11Mas, ao mesmo tempo, é o que eu gosto de fazer.
22:13E aí, eu quis entender um novo formato pras ideias que eu tinha, né?
22:20E pra migrar essa minha necessidade, né?
22:24E vontade de criar.
22:26E eu pensei que o podcast podia ser uma boa.
22:28Porque não era vídeo ainda, né?
22:31Então, era áudio.
22:33Então, eu, naquele momento, era mais confortável pra mim, né?
22:37Sair da escrita e ir pro áudio.
22:38E eu poderia prolongar o que eu debatia já nas crônicas, né?
22:45Pra um outro formato.
22:47E também pensei, né, de virar uma fonte de renda.
22:53Desde o início, eu pensei nisso, né?
22:55Olha, eu tô ali ganhando dinheiro com livro.
22:59Eu tô fazendo...
23:00Na época, eu já tava como frila na publicidade, né?
23:03Então, a vida do frila é um pouco instável e incerta.
23:07E foi um plano B ali de...
23:10Puts, vamos tentar monetizar agora nesse novo formato.
23:15E qual que era a sua referência na época, assim, de podcast?
23:18Eu já vi em uma entrevista que você falou que adorava o Serial.
23:22Que foi um grande sucesso.
23:24É, eu gostava do Serial.
23:25Mas, na época que eu ouvia Serial, eu não tinha noção que o podcast, ele abordava todos os temas.
23:31Eu achava que o podcast era muito num jornalismo investigativo ali.
23:38Meio que o Chico Felipe faz muito bem e que não é tanto a minha cara, por exemplo.
23:44Depois que eu comecei a escutar o Wanda, eu acho que eu falei...
23:48Nossa, então temos muitos lados pra ir aqui.
23:53Então, acho que foi meio esse caminho, né?
23:55Primeiro eu escutava só os de crime, depois eu passei a escutar de humor, de cultura pop.
24:01E aí formatei ali uma ideia pro Noia que já conversasse com o meu trabalho como escritora.
24:09Que é, eu sempre debati essas questões do cotidiano, essas paranoias.
24:14Já era um tema que eu sabia que ia render.
24:17E você teve projetos paralelos, né?
24:20No decorrer desse tempo.
24:21Teve o Calcinha Larga, que também teve muito sucesso.
24:23Mas o Calcinha veio depois do Noia.
24:25Veio depois do Noia.
24:26Mas aí foi um grande hit também, né?
24:28Na época.
24:29Foi, porque o Calcinha, ele entrou na primeira temporada, né?
24:34Principalmente.
24:35Ele era um podcast de maternidade.
24:38Que era um nicho muito legal, né?
24:40Foi muito importante pra gente chegar nesse nicho.
24:45E teve muitos lamentos, né?
24:52Quando chegou ao final, né?
24:54Foi uma divergência criativa.
24:56O que motivou?
24:57Cara, eu acho que cansou também, sabe?
25:01Era uma...
25:01Se esgotou.
25:02Se esgotou.
25:03Eu acho que foi uma convivência intensa.
25:07A gente enfrentou uma pandemia.
25:09Que era um momento muito delicado ali.
25:13Principalmente pra quem tinha filho pequeno.
25:15Que era o nosso caso.
25:17Então, ele era um projeto que demandava bastante, né?
25:21Tinha que...
25:22Imagina.
25:23As três estarem de acordo, né?
25:26Sobre o convidado.
25:28Sobre o tema.
25:29Sobre a pauta.
25:30O roteiro.
25:31E aquilo foi se desgastando, né?
25:34Num dado momento.
25:36E ao mesmo tempo em que todo mundo tinha projetos paralelos.
25:40Que eram os projetos principais.
25:43Então, o Calcinha não era o meu projeto principal.
25:45O Nóia, sim.
25:47Então, quando isso acontece.
25:49E cada uma tá focando no seu projeto principal.
25:53Fica difícil, né?
25:55Organizar agenda.
25:56Eu acho que agenda, pra mim, sempre é um tema delicado.
26:00Por quê?
26:02Porque eu sou muito pontual.
26:03E muito organizada.
26:05Então, quando a coisa começa a precisar desmarcar.
26:09Porque...
26:10Putz.
26:10E tem imprevisto mesmo.
26:11Não tô dizendo que não pode desmarcar.
26:13Mas fica cansativo.
26:15Sabe?
26:15Putz.
26:15Agora eu tenho que desmarcar.
26:16Porque meu filho assim, assim, assado.
26:19Ou...
26:20Putz.
26:20Chegou uma publicidade que eu tenho que mudar.
26:22E aí, remarca.
26:23E remarca.
26:24E daí, vira essa tensão.
26:26Eu acho que isso, no meu lado.
26:28Eu acho que a Tati deve ter uma questão.
26:31A real deve ter uma questão.
26:32Mas, no meu lado, foi isso que pegou.
26:34Pra mim.
26:35Sabe?
26:35Na pandemia, ficou tudo muito mais intenso, né?
26:38Toda a convivência, etc.
26:40Mas foi um alento também, né?
26:42O podcast, pra quem tava isolado em casa.
26:44E o áudio, ele tem essa capacidade de criar uma proximidade, um elo muito forte.
26:51Sim.
26:52Você acha que com o vídeo perdeu isso um pouco ou não?
26:55Como é que você vê essa coisa do...
26:57A gente tem dados ali, né?
26:59Principalmente quando eu converso com o pessoal do Spotify, que é super parceiro nosso.
27:03De que muita gente ainda só escuta, apesar de estar em vídeo, né?
27:07A minha preocupação, a hora que eu migrei pro vídeo, foram duas, né?
27:13A primeira, de não ficar algo muito com cara de programa de televisão.
27:18Então, várias vezes eu gravo...
27:21Eu sempre gravo muito natural, né?
27:23Eu não tenho uma maquiadora pra fazer minha pele, como eu tô aqui.
27:28Eu não tenho um cabeleireiro pra fazer um penteado.
27:31Eu não vou super montada.
27:33Às vezes eu gravo com a roupa que eu tava, do dia, do corre.
27:38Então, a minha preocupação não é parecer que eu estou num saia justa, segurando fichas.
27:44Eu acho que isso dá uma distanciada do que eu construí, né?
27:49Com a minha audiência.
27:51E a outra preocupação era ficar muito limitada com os convidados só de São Paulo.
27:57Perder, né?
27:58Uma variedade de sotaques e de outras experiências, outras vivências mesmo regionais, né?
28:05Então, eu fiquei muito preocupada com isso.
28:08A gente tem conseguido contornar essa situação porque as assessorias são muito parceiras nossas e muito bacanas.
28:15Então, toda vez que um convidado de outra região tá em São Paulo, eles avisam.
28:21A gente corre pra marcar.
28:22Às vezes, se é o caso, a gente quer muita pessoa e a gente traz a pessoa, então banca a viagem dela.
28:29Então, tá dando certo.
28:32Porque tem que ser presencial, né?
28:34Não tem jeito.
28:35É, aí não tem jeito.
28:36A gente até pensou em algumas soluções pra fazer via vídeo.
28:41Mas eu nunca gostei de gravar remoto, assim, sabia?
28:44Perde muito, né?
28:45Ah, e às vezes a internet tá ruim e fica aquele delay.
28:48E daí é mais uma coisa que eu tenho que prestar atenção, além do roteiro, além, sabe?
28:53De conseguir mudar rápido uma pauta, desconcentra.
28:58E você acabou migrando meio que dos bastidores, assim, e botou, acabou botando a sua cara ali, né?
29:05E você é meio que a porta-voz do Sem Carisma, tem toda essa coisa.
29:10Foi difícil pra você essa transição?
29:12Não, não foi.
29:14Não foi uma coisa planejada, né?
29:17Eu sempre gostei de escrever e, enfim, eu acho que a escrita tem muito esse lugar de você conseguir escrever,
29:28produzir conteúdo só pra você ou pra outras pessoas.
29:32Eu acho que, durante muito tempo, eu ganhei dinheiro produzindo conteúdo pros outros, né?
29:37Ou pra um reality show, ou como ghostwriter, né?
29:41Ou até pra vídeo de YouTube, roteiro pra outras influenciadoras e criadoras de conteúdo e tal.
29:47A partir do momento que eu consegui monetizar o conteúdo, né, feito pra mim, foi muito gostoso.
29:57Porque, às vezes, eu tinha vontade de entrar num tópico que não combinava com o criador de conteúdo que eu tava ali trabalhando.
30:06Então, foi ao contrário, assim, eu acho que foi uma libertação de falar, pronto, agora, finalmente, eu vou escrever roteiro ou crônico, enfim, pra mim.
30:19Só com os assuntos que eu quero e que me interessam.
30:22Você falou que a internet sempre esteve presente, né, ao longo da sua carreira, mesmo ali na publicidade, né?
30:28Quando você trabalhava em agência, já tinha o Twitter ali como um recurso.
30:32A gente, hoje, tá muito fácil buscar referência, informação meio que chega, assim, né, pra gente.
30:38Como é que você... Onde é que você busca inspiração de vários lugares pra escrever seus roteiros, né?
30:46Ai, de tudo.
30:47Eu...
30:48Eu falo isso há muito tempo, assim, quando me perguntam...
30:53Me perguntavam mais, né, quando eu escrevia mais livro.
30:56Agora, enfim, escrevi os infantis, mas tô escrevendo um novo pra um público mais velho agora.
31:03Mas sempre falam de bloqueio criativo, né?
31:05Ai, como você lida com bloqueio criativo e tal.
31:09Eu acho que em qualquer lugar, sabe?
31:12Às vezes eu vou na farmácia, a pessoa me entrega a revistinha da farmácia,
31:18Eu vou e leio e falo, ai, nossa, posso falar disso, sabe?
31:22Então, eu sempre zoei essa...
31:26Esse clichê do escritor na montanha, que se afasta pra se concentrar.
31:33Eu nunca fui essa pessoa.
31:36Eu sempre precisei...
31:37E acredito que tem a gente que precisa disso.
31:40Mas eu sempre precisei do caos pra ter inspiração.
31:46Talvez seja por isso que a minha casa tem tantos pets, né?
31:51Eu arrumo tanta coisa, tanto problema pra minha vida.
31:57Porque é daí que vem a minha inspiração, né?
31:59De uma conversa que eu tenho com o meu filho, com a minha enteada.
32:02De uma situação quando eu vou levar um pet no veterinário.
32:06Essa vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo,
32:13Ela me dá muito combustível e pauta pra todos os formatos que eu crio.
32:21Se eu não me engano, numa entrevista pro Meio Mensagem,
32:24Chico Feliz até falou que ele não consegue escrever em lugar silencioso,
32:28Que precisa ter barulho ao redor.
32:30Pra você é assim também?
32:31Poxa, a minha cabecinha e a do Chico, elas combinam muito, né?
32:35A gente já gravou mil coisas juntos, assim.
32:37É uma delícia estar com ele.
32:39Mas eu só tenho esse tipo de necessidade, assim.
32:44De precisar estar fazendo 80 mil coisas.
32:50Porque quanto mais coisa parece que eu faço,
32:53Mais coisa eu quero fazer.
32:55E as coisas, as ideias das conversas que você tem no Anoeminha, por exemplo,
32:58São coisas muito do cotidiano, né?
33:00Na publicidade tinha muito essa noção um tempo atrás,
33:04Acho que hoje não mais, mas...
33:05Ai, a grande ideia, o grande insight.
33:09E hoje a própria publicidade bebe disso, né?
33:12Não à toa você...
33:15Os públicos que você faz são muito pautados no seu cotidiano.
33:19Como é que você vê a publicidade hoje estando do outro lado?
33:23Eu acho que eu fui muito malandra
33:25Quando eu comecei a construir a minha persona da internet.
33:29Porque eu já tinha trabalhado com publicidade, já tinha trabalhado em agência.
33:35O que eu acho que funciona e que é interessante pra mim e pras pessoas que vão fazer publicidade comigo?
33:41Eu já tenho histórias prontas que o produto se encaixa de maneira muito natural.
33:45Então, essa coisa do sem carisma, ele é uma historinha.
33:50Eu acho que pra você estar na internet, você tem que ter algum nicho, alguma historinha
33:55Pra agência bater o olho e falar
33:58Putz, isso é prático pra gente de vender, de falar.
34:02O noia entra também nessa categoria.
34:04Então, a maioria das publicidades que eu faço vem desse discurso.
34:08Então, se você é noiado, o produto tal se encaixa.
34:16Ai, pra você que não gosta de sair de casa, aí eu vou falar de comida, de produto de limpeza, de coisa pra pet.
34:24Então, são temáticas ali que as pessoas se identificam com uma facilidade.
34:33Porque a coisa de você ter preguiça de falar
34:36Ai, vamos marcar sim.
34:38Ou, ai, mas tem lugar pra sentar.
34:40Isso é um senso comum ali das pessoas.
34:43A mesma coisa funciona com
34:45Ai, mas o pensamento intrusivo.
34:48Ai, mas a noia que eu tenho.
34:50Então, é de face identificação.
34:53E os produtos se encaixam, né?
34:55De maneira muito natural.
34:57Então, eu acho que a publicidade me ajudou a construir essas narrativas onde eu consigo colocar não só temas e discussões e conhecer pessoas que também têm isso e convidados muito legais, mas também monetizar em cima disso.
35:17E, sendo uma pessoa que trabalha muito na internet, tá o tempo todo postando conteúdo, né?
35:25Trabalhando não só com podcast, mas nas suas redes.
35:27E agora, recentemente, você virou tiktoker.
35:30Sim, adoro.
35:31Tem mais essa.
35:32Tem um momento que você fica off total?
35:35Então, eu não posto muito.
35:36Isso que as pessoas acham que eu posto, eu não posto.
35:39Toda a parte de publicidade, quem sobe pra mim é a Thaís.
35:43Ou o Cláudio no TikTok.
35:45Então, esse lado de eu gravo a publicidade e vou embora fazer minhas coisas.
35:54Cuidar de bicho, que é a coisa que eu amo.
35:57Cuidar do meu filho.
35:58Ficar com a família e tal.
36:00E o que eu posto do meu dia a dia são recortes muito específicos do que eu tô afim de mostrar.
36:06Geralmente, uma convivência ali com um bichinho, uma coisa fofa, dos gatos, dos cachorros, né?
36:13Ou algum lugar muito especial que eu fui e que eu vou postar uma foto ou um ou dois stories.
36:21Então, eu não sou a criadora de conteúdo que filma o café da manhã e depois, sabe?
36:26Mostra o backstage.
36:28Eu não fico postando o tempo inteiro.
36:33Eu brigo muito pra diminuir cada vez mais o meu tempo de tela.
36:41Você tem conseguido.
36:42Tenho conseguido muito.
36:44Voltei a consumir a mesma quantidade de livros que eu tava acostumada a ler
36:50antes da gente ter tanta rede social, que era uma coisa que me deixava muito chateada, assim,
36:57de perder tanto tempo vendo...
37:00Ah, às vezes vendo um panda caindo pra trás, que é uma coisa fofa,
37:05mas às vezes também me inteirando a respeito da reforma da Mayra Cardi,
37:09que eu não tô reformando, eu não preciso de dicas, eu não sei por que eu tô vendo aquilo.
37:14Mas a gente vê, né?
37:15É.
37:15Então, eu tenho conseguido, sim.
37:18Eu tinha uma média de seis horas e meia por dia, agora eu já tô em quatro.
37:23Né?
37:24Que eles dão a média da semana, né?
37:25Aparece pra mim, pelo menos, todo domingo.
37:27Então, agora eu já tô em quatro horas, que eu acho que pra quem trabalha com isso,
37:31deve ser mais ou menos um bom tempo.
37:33Mas eu tenho essa preocupação em diminuir.
37:35Então, eu não fico muito tempo nem consumindo e nem produzindo conteúdo pra rede social.
37:44O que eu faço de trabalho, que é o podcast, né?
37:48Os videocasts e tal, já são o que eu vou alimentar minhas redes.
37:54Com os cortes, né?
37:56Com coisas assim.
37:57Não é aquela coisa do bastidor, ai, vem comigo, fica ligado.
38:02Aliás, não ia conseguir.
38:03Não ia.
38:04Porque o meu filho mesmo, eu posto muito de vez em quando.
38:08Eu já postei mais e, hoje em dia, mudei de ideia radicalmente a respeito da exposição
38:15que ele já teve.
38:18Nunca foi muito, mas já foi maior.
38:20E não me sinto nem um pouco confortável, assim, de mostrar o dia a dia dele e tal.
38:27Não é mais minha praia.
38:29E a coisa de ficar lendo comentários sobre você.
38:34Nossa!
38:35Isso é libertador.
38:35Isso eu já, putz...
38:38Ai, eu acho tão gostoso que eu já tô bem resolvida com isso.
38:42Porque eu convivo com muita gente que trabalha, né?
38:45Com rede social, com internet e tal.
38:48E as pessoas realmente, às vezes, ficam num vórtex ali, né?
38:53De eu não conseguir parar de ler o que estão falando.
38:55E acho que eu já acostumei também com como que funciona a velocidade das coisas, né?
39:04Então, por exemplo, essa vez que eu viralizei agora, eu acho que foi, de fato, a maior de todas, assim.
39:10Mas eu já tinha tido outros vídeos virais, principalmente por conta do TikTok.
39:15E é um ritmo muito assim, de você começar com muita gente que te adora.
39:20E aí, você dá uma furadinha de alguma bolha.
39:23E aí, vem um churume.
39:25Assim, né?
39:27E a piada vai cansando.
39:29E você mesma já vai cansando de se ver naquela situação.
39:34Então, eu dou uma olhada um pouco, assim, no começo.
39:37Eu dou muita risada com os memes.
39:39As páginas de meme são super legais comigo.
39:42Eu adoro o pessoal do Memes Brasil.
39:45Saquinho de lixo.
39:47Todo mundo faz memes ótimos, engraçados.
39:49Me mandam, pedem colab.
39:51Então, eu, graças a Deus, eu tenho esse lado muito bem resolvido.
39:55E no caso do podcast, agora que você participou por engano, você frisou bem pra sua audiência, né?
40:03Do tipo, para com hate.
40:05Eu sabia que ia acontecer mesmo eu falando.
40:07É, foge do controle, né?
40:10Vale dar o recado, mas o pessoal...
40:13Eu acho que se você não fala, fica meio da interpretação da pessoa.
40:19Ah, eu acho que ela quer que a gente vá lá acabar com essa mulher, entendeu?
40:23E se você já fala...
40:24Porque no primeiro segundo de vídeo eu já falo.
40:27Eu cheguei lá, uma pessoa muito educada me recebeu.
40:30E é verdade.
40:32E daí, no final, eu falo.
40:32Eu fui super bem tratada.
40:34Não é pra ir lá reclamar e tal.
40:37E mesmo pedindo, acontece, né?
40:40Acontece pros dois lados.
40:41Teve gente que veio ficar brava comigo e me xingar e tal.
40:46Que me avisam, né?
40:47Ou eu sei pelas entrevistas.
40:49Ah, você ficou chateada que a pessoa falou isso, isso, isso.
40:51Eu não tinha nem...
40:52Você fica sabendo na hora.
40:53É, você fica sabendo ali, né?
40:55E tal.
40:56Mas mesmo assim, acontece.
40:58Eu fiquei bem preocupada.
40:59É porque eu sabia que isso ia acontecer.
41:02Então, já tava ali na minha programação semanal, né?
41:07Essa coisa de a hora que estoura, vem hate.
41:11Mas eu fiquei realmente preocupada com o outro lado.
41:15E por isso que eu falei sobre isso no meu vídeo.
41:18Porque eu não sabia o tanto que a Renata, que é a apresentadora do outro podcast,
41:24já tinha entrado em contato com esse tipo de situação.
41:28Porque eu já tinha, né?
41:30Pra mim já tinha acontecido.
41:32Às vezes não diretamente comigo, mas com alguém muito próximo.
41:35Ou alguém que eu já trabalhei.
41:38Então, eu já tava muito mapeada, assim.
41:41Já tinha a situação muito mapeada.
41:43E eu fiquei preocupada mesmo.
41:46Enfim.
41:46Mas depois a gente acabou se falando via chat do...
41:49Quando eu fui no Vênus Podcasts.
41:52O outro, certo?
41:53E aí ela tava de boa, né?
41:58Mandou beijo pra gente.
41:59Ah, tá.
42:00Então, eu vi que tava tudo bem.
42:02Porque a minha preocupação era...
42:04Né?
42:04Ela deve ter assustado.
42:06Acho que nessa situação todo mundo assusta.
42:08Mas eu fiquei preocupada mesmo.
42:10E você construiu uma comunidade, os Neuer's.
42:13Sim.
42:14Como é que é essa relação em que você tem uma comunidade fiel?
42:19Uma comunidade que te acompanha muito?
42:20Você fica...
42:22Gera uma ansiedade do tipo...
42:23Ah, eu tenho que sempre estar atenta a eles.
42:27Enfim.
42:28Dando algum tipo de retorno.
42:30Como é que é?
42:31Eu acho que não.
42:32Acho que a gente tem uma relação saudável.
42:36Enfim.
42:36Eles...
42:37Hoje em dia, o Nói...
42:39Até quando a gente falou de pauta, eu poderia ter falado isso.
42:41E não falei.
42:42Vou falar agora.
42:42Muito das pautas não vem só de mim ou da equipe.
42:48Às vezes vem da comunidade.
42:50Então, a gente tem um grupo no Telegram.
42:52A gente tem agora o grupo no TikTok.
42:54Porque todos os lugares tem grupo, né?
42:56Tem o canal no WhatsApp.
42:58E tem o grupo dentro do Instagram.
43:00Então, em todos os grupos, a gente sempre tá de olho ali.
43:04Que as pessoas dão sugestão.
43:06Não só de convidado, mas também de tema.
43:08Então, isso é uma coisa muito legal.
43:11A gente fez o Rapidinhas justamente pra eles participarem mais.
43:15Então, o Rapidinhas é um episódio que sai toda segunda-feira.
43:18Ele é mais curtinho.
43:19E a gente recebe o áudio da nossa audiência.
43:22Então, é uma maneira deles participarem mais ativamente.
43:25Que eles adoram.
43:26Então, acho que ter aberto esse canal pra eles foi muito importante.
43:30E o tema também, às vezes, vem do convidado.
43:34Então, alguém que já foi ou nunca foi.
43:36Ah, eu quero ir falando sobre isso.
43:38Então, várias vezes eu começo o episódio falando.
43:40Ó, e esse episódio tem o tema assim.
43:44Porque ele que tá aqui pediu.
43:45E eu tô com o fulano, né?
43:47Então, isso é muito legal.
43:49E a coisa do humor, que sempre permeou o que você criou.
43:52Desde o começo.
43:54Como é?
43:55Da onde que vem?
43:56É da sua família?
43:57É.
43:57Se todo mundo sempre foi, assim, mais do deboche, do humor.
44:02Como é que é?
44:03O meu pai sempre foi muito engraçado.
44:05Eu acho que eu peguei muito isso do meu pai.
44:08A minha mãe, ela é aquela noiada mais preocupada mesmo.
44:13Minha mãe é mais ansiosa.
44:15Ela perde o sono.
44:16Ela fica preocupada.
44:17Ela é a noiada clássica.
44:19E meu pai era esse cara que era, tipo...
44:23Ah, mas vambora.
44:24Se der errado, a gente ri.
44:25Sabe?
44:26Então, eu acho que eu peguei um pouco dos dois, né?
44:28Peguei a super noia da minha mãe.
44:30Juntou.
44:30E é esse lado mais engraçado e debochado do meu pai.
44:34Eu acho que o humor me ajuda em todas as situações da minha vida.
44:38Quando meu pai foi internado, que, enfim, a gente descobriu que era um câncer terminal.
44:42Eu escrevi, junto com a Jana Rosa, que é minha super amiga, minha parceira de podcast lá do Close Errado.
44:48A gente escreveu um livro de humor, né?
44:51Então, eu acho que foi a primeira vez que eu usei o humor como válvula de escape durante um momento muito difícil da minha vida, né?
45:00Assim, de perder o pai.
45:03Então, ali, eu acho que o humor me ajudou muito a sobreviver esse um ano e meio de hospital.
45:08Ele ficou um ano e meio internado até falecer.
45:12Depois, eu escrevi um livro, que é o Adulta Assim, Madura Nem Sempre, que é quando eu me torno mãe.
45:19E é um susto, né?
45:20Então, ali, eu também usei como válvula de escape, né?
45:25De entender o puerpério, dos medos de, putz, como é que eu vou voltar para o mercado de trabalho, né?
45:31As dores da maternidade e tal.
45:35Usei ali.
45:36Acho que o Calcinha Larga também teve esse papel, né?
45:39A gente fez uma temporada só de maternidade.
45:42Depois, a gente fez uma temporada de amizade, né?
45:45E era sempre...
45:47Lógico, tinha momentos que a gente chorava, que a gente se emocionava.
45:49Mas sempre tinha uma piada, um jeito debochado, né?
45:53Um alto deboche, que eu acho que é muito importante para mim.
45:57E já aconteceu, provavelmente já deve ter acontecido,
46:00de alguém não embarcar nessa proposta sua durante um programa.
46:07E aí, como você lidou com isso?
46:08Dá para ser muito séria?
46:09É, dela não ter o alto deboche.
46:12Ela topou participar e tudo, mas aí ela não sacou muito bem a proposta.
46:17Ficou uma situação esquisita?
46:19Não, não me lembro de convidado, de passar por isso.
46:21Eu já tive, bem no começo ainda, quando eu gravava em casa,
46:25eu tive...
46:26E eu não tinha também tanta experiência como apresentadora, assim.
46:30Eu tive mais convidados que me deram trabalho para render o assunto,
46:35ou que ficaram muito tímidos, ou que eram muito sucintos ali e tal.
46:39Tive, mas eu acho que depois de alguns anos, assim,
46:43a gente já saca um pouco os convidados que vão...
46:49Que têm a nossa cara, sabe?
46:51É muito raro a gente pegar alguém que a gente não analisou o material
46:55dessa pessoa em algum lugar.
46:59Então, eu nem chamo se eu vejo que a pessoa não vai sacar,
47:05ou não vai entender, ou vai se levar muito a sério, sabe?
47:09Eu já falo, putz, não é muito a cara da nossa comunidade.
47:15Então, acho que você fica mais safa disso com o tempo.
47:20E qual que foi a maior ceia justa que você já passou, assim,
47:24ao longo da sua carreira?
47:25Tem algum caos, assim?
47:27É que, olhando nos seus podcasts, tem muita situação engraçada
47:30que você conta da vida, né?
47:32Mas no trabalho, teve alguma coisa engraçada?
47:34Eu passei algumas...
47:36Não vou dizer que foi engraçado,
47:38mas eu passei algumas situações de saia justa.
47:43Por exemplo, teve uma vez, logo que a gente lançou
47:45Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca,
47:47que é esse livro, primeiro livro que eu escrevi com a Jana Rosa,
47:51porque temos dois, e era esse livro de humor e tal.
47:54Eu fui chamada para um bate-papo de um jornal,
48:00que ia fazer um evento com vários escritores.
48:05E uma das convidadas, que eu nem vou falar para não expor e tal,
48:10mas que eu sou muito fã, a gente se segue, se adora,
48:13ela tinha acabado de lançar um livro muito sério, sabe?
48:16Que era uma temática que falava de abuso,
48:21questões, sabe, femininas, assim.
48:24E eu achei que eu estava tão um peixe fora d'água dali,
48:28porque o meu livro era uma sátira dos livros de autoajuda,
48:32ele não tinha uma frase séria.
48:35E eu sentei do lado de uma pessoa que estava fazendo um serviço
48:38para as mulheres, sabe?
48:40E o tema dela era de uma importância,
48:44que a minha vontade era cavar um buraco e sumir dali.
48:47As pessoas me perguntavam, eu falava,
48:48não, mas eu vou ouvir mais o que ela tem para falar,
48:50o meu livro é esse aqui, mas, sabe?
48:52Eu fiquei super nessa saia justa, assim.
48:56É o que eu me lembro mais de ter falado,
49:01cara, não era para eu estar aqui, sabe?
49:04E falando em livro, tem algum livro em andamento?
49:08Você está com projetos que você possa contar para a gente?
49:11Eu estou escrevendo um livro agora, não é infantil.
49:15Eu acho muito esquisito falar um livro adulto,
49:17porque parece que eu estou escrevendo pornô, mas não é.
49:20Adoraria, mas não é minha praia.
49:22Mas estou, sim, estou com um amigo me ajudando na pesquisa,
49:27que é o Álvaro Leme,
49:28que também já me ajudou outras vezes em roteiros e tal.
49:33E estou começando esse livro novo,
49:37mas não é para esse ano, é só para ano que vem mesmo.
49:40Para o ano que vem.
49:40E é uma ficção?
49:42Não, não é, não.
49:43É muito em torno mesmo das minhas nóias mesmo.
49:48Qual que é a sua nóia hoje?
49:51Minha nóia hoje?
49:54Ai, deixa eu pensar.
49:56Você me pegou de surpresa.
49:59Mas aí eu penso sempre por nichos, né?
50:03Então, se eu vou para o nicho mais rede social,
50:09assim, eu vou para esse lado do vídeo do Felca,
50:13que eu acabei de assistir o doc dele,
50:15que é o Adultização, que é maravilhoso.
50:17Aliás, se você ainda não assistiu,
50:20corre que está lá no YouTube.
50:21E eu estou muito com essa paranoia
50:24de como é que a gente vai botar, sabe?
50:27Uma regra, uma lei em cima de tudo isso que está acontecendo.
50:31Então, essa já seria uma nóia.
50:33Depois, se eu vou para a maternidade,
50:35eu acho que casa com essa nóia também do tipo...
50:40Como é que eu vou controlar o Arthur,
50:44que só vai fazer oito anos,
50:46mas você já fica nisso de tempo de tela, né?
50:50Já vou para essa nóia.
50:51Aí, se eu migro para o assunto pets,
50:54eu estou com um pet novo, né?
50:57Que eu fico adotando sem parar.
51:00E aí eu já fico na nóia de...
51:03Será que os bichos estão bravos comigo?
51:05Que eu botei um pet novo ali na casa?
51:09Será que vai dar certo?
51:12Será que eu vou conseguir me controlar
51:14e ficar só com seis bichos,
51:17que eu já acho que é uma loucura para apartamento?
51:19Então, eu vou migrando, assim.
51:21Qual o tema da vida?
51:22Você me fala, eu te dou uma nóia.
51:24Tem que escolher por temas, né?
51:25E a gente tem uma brincadeirinha com o nome do podcast,
51:29que é a ideia.
51:31Qual que é a melhor ideia que você já teve?
51:33E isso pode ser no trabalho, na sua vida, tá?
51:37A melhor ideia que eu já tive,
51:39eu acho que foi essa de conseguir migrar, né?
51:44A minha criação escrita para áudio e agora para vídeo, né?
51:49Eu acho que...
51:51Entender que a escrita te leva para muitos lugares, né?
51:58Não só divagando com você mesma
52:03ou num autoconhecimento mesmo,
52:06mas também de trabalho, né?
52:10De monetização.
52:12Então, eu acho que a minha melhor ideia foi
52:14trabalhar com escrita,
52:16foi me apaixonar por livros,
52:18foi me interessar por literatura.
52:21E qual que foi a pior ideia que você já teve?
52:23A pior ideia que eu já tive?
52:28Eu não posso nem dizer que é dizer sim para tudo,
52:31porque no final eu ter ido no podcast errado
52:33foi muito bom para mim.
52:36Então, eu não sei qual foi a pior ideia.
52:40Eu acho que algum relacionamento do passado,
52:42assim, quando eu era adolescente,
52:46eu acho que ter voltado com um ex
52:49ou ligado para um ex num momento de carência,
52:52com certeza deve ter sido a pior ideia,
52:55mas já faz muitos anos.
52:57E você falou da paixão por literatura.
52:59Tem algum livro bom que você está lendo,
53:00que você recomenda?
53:01Eu estou lendo Coisa de Rico,
53:04do Michel Aconforado,
53:05que eu sou muito fã do trabalho do Michel.
53:07Ele já foi ao Noia várias vezes,
53:10vai de novo agora.
53:12Ele é um antropólogo
53:13que analisou a vida do rico, né?
53:16O que é ser rico?
53:18E ele fez esse estudo.
53:20O livro é muito engraçado.
53:21Também conta com esse autodeboche,
53:24que o Michel é maravilhoso nisso, né?
53:27De criar essas situações.
53:29E a maneira como ele relata
53:31tudo o que ele viveu durante essa pesquisa
53:33é fantástica.
53:35Então, o livro do Michel,
53:36eu não acabei,
53:37mas estou no finzinho,
53:38é muito bom.
53:39Eu li a trilogia dos gêmeos,
53:42que eu amei,
53:43e eu li muito por acaso.
53:45A analista do meu marido
53:48falou pra ele ler,
53:49e aí ele levou numa viagem
53:50que a gente estava,
53:51eu tinha esquecido do meu livro,
53:53sentei e não consegui parar.
53:55Ela tem um nome que parece
53:57Agatha Christie,
53:58mas não é.
53:59Agatha Christoph.
54:02Então, é muito legal também.
54:05E podcast?
54:07Tem algum que está te pegando,
54:08que você está acompanhando loucamente?
54:10se é que dá tempo de você ouvir ainda?
54:12Cara, dá.
54:13Eu gosto muito de escutar
54:16durante o trânsito,
54:18meus trajetos, eu escuto.
54:20O último que eu ouvi,
54:21que eu ouvi atrasada,
54:22mas eu estou sempre a par do trabalho dele,
54:25que eu sou amiga e fã,
54:27foi o síndico do Chico Felice.
54:30E agora estou procurando um novo aí,
54:33se alguém quiser me recomendar,
54:34que eu estou sem agora.
54:37E pra gente finalizar,
54:38que conselho que você dá
54:40pra quem está agoniado
54:42com a própria noia?
54:44Tem que falar sobre a noia, gente.
54:46Às vezes,
54:48se você está com vergonha
54:50de chegar pra alguém e falar,
54:53comece escrevendo.
54:54Acho que quando você escreve
54:56o que você está sentindo,
54:57você começa a se organizar, né?
54:59E depois,
55:00manda pra alguém ler,
55:01ver o que a pessoa responde.
55:04Camila,
55:04obrigada pela sua participação
55:06aqui no A Ideia.
55:07Obrigada a você.
55:08Eu que adorei.
55:09Obrigada, gente.
55:10Me segue lá nas redes sociais, tá?
55:11É arroba Cafrender.
55:13Tem arroba é noia minha.
55:15Tem arroba é os namoradinhos podcast.
55:17A gente também está
55:18em todas as plataformas,
55:20inclusive no YouTube.
55:22Inclusive, dá pra mandar ideias, né?
55:24De temas.
55:25Gente, pelo amor de Deus,
55:26se você é noiado,
55:28manda lá,
55:28que eu vou usar todas as suas noias.
55:31Valeu, Camila.
55:31Até a próxima.
55:32Obrigada.
55:34Continue acompanhando a ideia
55:35nas plataformas de e-mail e mensagem,
55:37nos agregadores de podcast
55:39ou em nossa página no YouTube.
55:41Os episódios são gravados
55:42no Content Club em São Paulo.
55:44Até mais.
55:44Transcrição e Legendas por Quintena Coelho.
55:50Transcrição e Legendas por Quintena Coelho.
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