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  • há 5 meses

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00Pronto. Acabou. Acabou.
00:11Olha, sexta-feira, sexta-feira você volta, viu?
00:15Volta sexta-feira pra você que eu acabo de extrair o que sobrou.
00:18Até lá não coma nada, viu? Não coma nada.
00:21Hoje vai doer um pouquinho, amanhã vai doer muito mais.
00:24Reza pra São Dimas.
00:25São Dimas? São Dimas, meu protetor dos ladrões?
00:28Meu querido, hoje em dia São Dimas é o protetor do Brasil, sabia?
00:32Tô até pensando em erguer uma catedral pra ele lá em Brasília.
00:35Doutor, isso doer muito.
00:37Então toma um porre, meu querido.
00:39Até sexta-feira, meu amigo.
00:42Anando, não dá. Tá? Não dá.
00:45Eu não aguento mais isso, eu não tenho um minuto de sossego.
00:47Eu não posso ter um bando de infelizes aqui berrando o dia inteiro.
00:50Isso é desumano.
00:51É? Você quer que eu faça o quê?
00:53Eu quero que você arranje um outro consultório.
00:55Mete uma coisa na tua cabeça, Rita.
00:57Levaram, acabaram-se todos os meus clientes.
01:00A Marolinha que levou, todos os meus clientes,
01:02vão ser um país de ignorantes e desdentados.
01:05Pelo menos agora, não é?
01:07Com esse convênio aí com o do Jambalaya,
01:10pelo menos agora eu posso tirar o boom, não é, Rita?
01:12Arnaldo, isso é ilegal.
01:14Isso aqui não é um prédio comercial.
01:16Você não pode simplesmente ter um consultório dentário
01:18no 1101 do Bloco C.
01:19É?
01:19Eu já sei, eu já sei porque foi que a demônia topou isso.
01:25Que ela tá, ó, ela tá aí de olho no terceiro mandato.
01:28Não, terceiro mandato não.
01:29De jeito nenhum, terceiro mandato, isso é inconstitucional aqui no Jambalaya.
01:33Eu não sei se você soube, né?
01:34Que ela pregou uma foto do Chaves lá na administração.
01:38Eu vi.
01:39Olha, pra mim a coisa aí tá enlouquecendo, sabia?
01:45Desde que seu ladinho foi embora, ela vem piorando dia a dia.
01:49Então, mas então você não pode entrar no esquema de corrupção dela, Arnaldo.
01:52E você?
01:53Por acaso você já vendeu alguma coisa?
01:55Nada.
01:57Nada.
01:59Todo mundo querendo vender, ninguém quer comprar.
02:01Outro dia eu quase fechei, Arnaldo.
02:02Eu quase fechei um dois quartos no recreio,
02:05mas aí o choque de ordem da prefeitura botou o prédio abaixo.
02:10A que ponto eu cheguei, né?
02:12A que ponto chegamos, não é?
02:14Que o Mário Jorge, ele tá aí ganhando uma graninha da Dona Alva.
02:19Não, Arnaldo!
02:22Arnaldo, Arnaldo, Arnaldo!
02:24Eu vim lhe dar, Arnaldo.
02:26Os parabéns.
02:27Já temos 1.800 moradores inscritos no Odontojamba.
02:32Puxa.
02:34Mas que notícia ótima, Dona Alva.
02:36Mas eu quero aproveitar também para lembrá-los de que hoje mandarei fazer uma cerimônia
02:42em homenagem ao meu saudoso labirro.
02:45Espero ver os amigos lá no salão de festas, hein?
02:48Eu vou, eu vou sim, viu, Dona Alva, mas é com uma condição.
02:51Eu gostaria de lhe pedir, encarecidamente, que arranje outra sala pro meu marido trabalhar.
02:56Porque eu não posso transformar minha sala de visita num consultor dentário.
03:00E alguém, por acaso, lhe visita, Dona Rita?
03:03Isso não interessa, isso não interessa absolutamente a senhora.
03:06Agora eu não quero mais esse entre-sai de gente aqui dentro da minha casa, entendeu?
03:09E que história é essa de terceiro mandato?
03:12Olha aqui, Dona Alva, isso é proibido.
03:14Tá certo? Isso está no Estatuto do Condomínio.
03:17Olha aqui, Dona Rita.
03:18Eu tenho um plano para o Jambalaya Ocean Drive pretendo cumprir.
03:22Oh, Dona Alva, a senhora tá no poder há quantos anos?
03:25Isso aqui vai de mal a pior.
03:27Eu vou ser muito direta.
03:29Vivemos tempos muito difíceis.
03:30A oposição usa de todas as armas para me derrubar.
03:37Olha aqui, Dona Rita, por isso ou a senhora é minha aliada ou é minha inibida.
03:42Escolha, Dona Rita.
03:47Escolha, Dona Rita.
03:53Essa mulher, ó.
03:55Essa mulher não tem um pingo de caráter, ela não tem um pingo de vergonha naquela cara.
03:58Ah, então que ódio que eu tenho dela.
04:01Quem mais tá do lado dela?
04:02É, o Mário Jorge parece que vai ser contratado como mestre de obras, não é?
04:07É, Isadora e Tatalo vão ser cabos eleitorais.
04:10Parece que ela vai empossar Dona Deise como xerife do Jambalaya.
04:14Mas peraí, ó.
04:15Mário Jorge mestre de obras?
04:17Mas desde quando o Mário Jorge é mestre de obras?
04:19Mas isso é uma indecência.
04:21Ah, é?
04:21E desde quando isso aqui é um lugar de gente decente morar?
04:25Vou aproveitar o arroz que sobrou de ontem e vou fazer uns bolinhos.
04:33Dona Celinha, o arroz que sobrou de ontem já era a sobra do de anteontem.
04:39Que já era o que tinha sobrado do arroz de forno que a senhora fez pro aniversário de Dona Copélia daí.
04:45E daí, Bozenda?
04:46Exagerei, fiz arroz demais, tá rendendo até hoje.
04:52Não se joga mais nada fora nessa casa, tá, Bozenda?
04:56O Jorge não vende nada nessa casa também, nessa vida, há seis meses.
05:00Olha, por falar em seu Mário Jorge, ele me pediu pra buscar um terno dele na lavanderia,
05:05mas ele não me deu o dinheiro.
05:07A senhora imagina o que ele pode estar querendo?
05:09Ele acha que o quê?
05:10Que eu vou dar um amasso no chinês daí?
05:11E aí, Mário Jorge, que é terno pra quê, meu pai?
05:16Ai, Bozenda, é hoje até uma homenagem ao seu Ladir.
05:20Vem cá.
05:23Ninguém nunca mais teve notícia do seu Ladir?
05:26Corre a boca grande no condomínio.
05:30E seu Ladir foi pro Marrocos, onde ele cortou o mal pela raiz.
05:35Matou o Ladir e renasceu o Dirland.
05:37Lá em Pato Branco teve um caso de um rapaz chamado Pente.
05:42Pente?
05:43E desde quando Pente é nome de gente?
05:46Eu não sei se Pente é gente.
05:48Era um cão, uma bicha doida que jogava coisa no avião.
05:52Quando o Pente ficava nervoso, mordia.
05:55Dava paniquito no meio da rua, chamava-se mulher de mona.
05:59Olha, eu não sabia mais o que fazer.
06:02Era um constrangimento daí.
06:03Mas olha, eu não estou entendendo nada.
06:05Eu estava falando do seu Ladir e aí você enfiou esse tal de Pente aí.
06:09Mas é porque o Pente foi pro Marrocos e você voltou Pente!
06:13Marcelinha!
06:14O que foi?
06:15Segura a onda.
06:16O que foi?
06:17Aconteceu um acidente.
06:18Ah, não.
06:19Ah, não.
06:22Ah, não.
06:22Ah, não.
06:23Ah, não, vai.
06:25Foi com o Marjorie.
06:27Não, não foi com ele, mas foi por causa dele.
06:29Ah, mas isso eu não ia imaginar, Matheus.
06:31Olha, quando eu ouvi as duas palavras, Mário Jorge e acidente, eu pensei assim comigo, ele
06:40fez merda daí, né?
06:41Fala, menina, o que aconteceu?
06:43Caiu o muro que meu pai estava fazendo.
06:46Como que esse muro caiu?
06:47É?
06:48Caiu, tem que levantar.
06:50Você viu o tamanho da favela que está crescendo onde era o Matagal?
06:53É.
06:54Acorda, Celinha.
06:56Quem está por trás dessa invasão é, ó, a Sem Nome.
07:01É.
07:01Ela está recebendo uma grana e vendendo os lotes do Matagal.
07:05Dizem até que ela botou anúncio em pau de arara, meu bem.
07:07Já tem mais de 90 barracos, associação de moradores e o escambal.
07:11E ela está por trás de tudo isso.
07:13O problema é que eles estão exprimidos entre o muro do Djambalaia e o Lodaçal.
07:18Aí eles têm que passar pelo condomínio para chegar até a rua.
07:20Por isso que ela mandou o meu pai subir o tal do muro de areia.
07:25Compreendeu agora?
07:26Muro de areia.
07:30Mário Jorge enlouqueceu.
07:33Eu vou matar o Mário Jorge.
07:35Eu vou matar.
07:36O que ele quer?
07:37Que os favelados agora usem o Jambalaya como via de acesso?
07:42Eu acabei de saber em primeira mão que a bruxa conseguiu um mandado judicial
07:47obrigando o condomínio a permitir a passagem dos ocupantes do Matagal.
07:50O juiz entendeu que o Djambalaia é o único acesso da comunidade à via pública.
07:54Outro dia tinham três mulheres lavando roupa na piscina.
07:58Mas a troca de o que?
08:00Ela ia permitir uma loucura dessas?
08:02Porque mãe, uma vez que eles usem o Djambalaia como acesso,
08:05o próximo passo vai ser integrá-los na nossa sociedade de modo que eles possam votar.
08:10Hã?
08:11Espera aí.
08:11Eu estava acompanhando bem, mas aí você acelerou e me perdi toda.
08:15Votar em quem?
08:16Olha lá, uma coisa ruim.
08:19Não tem mais.
08:21A favela do Matagal vai ser o curral eleitoreiro da víbora.
08:24Ela nunca mais vai deixar de ser síndica.
08:26Espera aí, mas votar como se essa gente não faz parte do condomínio?
08:30Mas se o juiz entender que faz, está feito.
08:32A favela já se chama até novo Djambalaia?
08:34Nós vamos falar com o juiz.
08:36Ô mãe, o juiz tem cinco apartamentos em Miami e é unicarne com ela.
08:40Ah, meu Deus, às vezes é porque eu acho que eu estou presa num filme de terror.
08:44E sinto informá-la, mãe.
08:46Somos nós que morremos no final.
08:54Meu bem, meu bem, olha quem eu encontrei caída nos escombros do muro, olha.
09:02Tira aqui, Bozena, esse plástico, vai.
09:04Gostava ela tirar a lona?
09:05Não, tem que ser escravo.
09:07Ah, é que eu acabei de fazer a unha.
09:09Mamãe!
09:15Ouvi um gemido, fui ver o que era, era o gambá desmaiado lá.
09:25Acorda.
09:25Acorda, mamãe.
09:28Acorda, mamãe!
09:29Senta aqui, mamãe, para de falar sobre a casa.
09:34Quem me vestiu?
09:35Mamãe, eu estou lhe procurando há mais de três semanas.
09:43Onde a senhora estava?
09:44Eu estava no castelo de um deputado, amigo meu.
09:48O que a senhora estava fazendo no castelo do deputado?
09:52Prefiro não comentar.
09:53Lá em Pato Branco tinha também um deputado que tinha um castelo.
09:58Chamava Zé Gatuno.
10:00O problema é que Zé Gatuno tinha um castelo grande, mas ele tinha uma torre pequena.
10:04Filha, se a torre é pequena, a Rapunzel não precisa nem jogar as tramas.
10:11Pula a janela e vai caçar outro.
10:12Nem você sabe que a esposa do deputado mandou imprimir o rosto dela nos sabonetes da casa.
10:19Não diga, mamãe.
10:21Usei muito aqueles sabonetes.
10:25Se essa mulher imaginasse por onde a cara dela passou, nunca mais mostrava os corpos em público.
10:31Mamãe, eu posso saber o que a senhora estava fazendo nos escombros do muro?
10:35Eu fui falar com o líder comunitário para ver se eles podiam preservar uma área do Matagal.
10:40O que é uma grande sacanagem.
10:42Acabarem com o nosso lugar de pegação.
10:45Mas não rolou.
10:47Tem uma lista de espera de mais de mil famílias.
10:50Então é o seguinte.
10:52Eu vou logo avisando que é para depois não ter problema.
10:55Acabou o Matagal, eu vou pegar lá no parque aquático.
10:59Não quero nem saber.
11:00Ih, mas tem que tomar cuidado à noite, hein?
11:03Porque ontem eles roubaram o celular da doutora Percy, a psicóloga do Adonis.
11:06Ouviu? Ouviu isso, Mário Jorge?
11:08Por isso que o muro é necessário.
11:10Ah, o que é necessário é uma psicóloga ter vergonha na cara e não dar consulta num parque aquático.
11:15Meu bem, eu não posso ir contra a síndica porque ela é autoridade.
11:19E mal ou bem, quem está colocando comida na mesa é esse bico que eu estou fazendo com ela.
11:23Ah, comida.
11:24A comida já andou bem melhor nessa casa.
11:29Virava mexete em um bolo, um doce, uma jarra de biscoito.
11:35O elenco andava até engordando.
11:37Estava ficando cevado.
11:38O que é?
11:39O Mário Jorge, então?
11:41Não cabia no vídeo.
11:45Parecia um capão.
11:46Lagartixa paranaense dos infernos.
11:51Eu vou lhe mostrar o capão.
11:53Celinha, Celinha.
11:54Olha a mozera me ofendendo.
11:57Ô, pai.
11:58Pai, ó, é o seguinte.
11:59Corre lá embaixo porque saquearam o teu carro.
12:02Hã?
12:03Saquearam de que jeito?
12:05Ué, quebraram os vidros e limparam tudo.
12:08Levaram os tapetes, os bancos, os quatro pneus e o motor.
12:12Resumindo, deixaram a casca.
12:15Toma lá da cá e no rola rola
12:19Embola o que há e aqui
12:22Entre Copacabana e o sonho de Pacaraí
12:29Vivendo e dançando dois pra lá e dois pra cá
12:37Um porta-a-porta o amor fala entre si
12:42Falsa calma e aí o temporal
12:45Um relevo baixo, retrato escolar
12:49Do amor no país do carnaval
12:52Tu entra ca já e sai ca aqui
12:57Casamento hoje é isso aí
13:00Ah, não, não, dá uma anestesia geral nesse ônibus
13:05Vocês vão começar a reclamar
13:06Ô Rita
13:08Será que eu posso ter um pouco de privacidade no meu trabalho?
13:13Privacidade
13:13Mãe, mãe, mãe
13:19Mãe, tô precisando de uma grana
13:22Pede pro seu pai
13:22Pedi pro meu pai, tá de gozação, né?
13:27Pô mãe, falando sério
13:28Esse mês eu não consegui depositar o dinheiro da Gelda
13:31Meu Deus do céu, você vai ter que se entender com ela
13:33Porque eu não tenho um tostão
13:34Arnaldo, Arnaldo, agora a coisa foi longe demais, hein?
13:40Gente, pelo amor de Deus, gente, eu tô atendendo
13:44Vamos saber o que que é isso?
13:45É o que é, rastão?
13:46É?
13:47Olha, aqui não tem nada pra levar não
13:49Quer dizer, vocês podem me levar
13:50Porque eu tô ficando surda
13:51Arnaldo, pelo amor de Deus
13:52Para com isso, larga aí, porra aí
13:54Para a boca, hein?
13:56Para a boca
13:56Chaquearam o meu carro todo, Arnaldo
14:01E você quer que eu faça o quê?
14:03Me diz
14:03E você tem a dignidade
14:05Deixa o seu mês de boca aberta
14:07Ah, mas...
14:08E faça oposição à dona Álva
14:11Que gritaria, que gritaria
14:15Essa que gritaria
14:16Essa que gritaria
14:16Essa que é disposto
14:17É, a Celinha, dona Álva
14:19Tá fazendo um movimento contra a senhora
14:22Dona Álva
14:23A senhora não pode permitir
14:25Que os favelados passem aqui por dentro
14:28Mas eu posso fazer uns coitadinhos
14:29Por que não?
14:30Eles não têm outro acesso, dona Celinha
14:32Eles construíram os barracos como?
14:35O material de construção chegou até lá como?
14:38Ela permitiu a passagem do material na calada da noite
14:41A vampira
14:42E a favela está comendo o que sobrou do matagal
14:46Só de pensar
14:48Só de pensar que nunca mais eu vou poder correr nua por aqueles favelados
14:53Ai, que saudade de viver com as coxas lanhadas
14:58Para, mamãe, para!
15:00Dona Álva
15:01O fato é que os favelados não podem usar o condomínio como via de acesso
15:08Dona Celinha
15:09A senhora é contra o social
15:12É, mas é o que parece, é o que parece, é a pista, é o que parece
15:18Rita, pelo amor de Deus, fala alguma coisa
15:19Eu falo?
15:21Eu falo, sim, mas ninguém me escuta por causa desses criaturas
15:24Desse motor que não para nunca
15:25Arnaldo, faz esse homem calar a boca
15:28Dona Álva, eu quero uma solução
15:30O meu carro foi saqueado
15:32E esse Mário Jorge, Mário Jorge, já foi tudo resolvido o seu problema
15:37Resolvido de que jeito?
15:39As partes roubadas já foram encontradas no desmanche que fizeram no matagal
15:42Neguinho já fez até desmanche, a coisa é rápida
15:46Mas pelo amor de Deus, esse sapatão está vestido de xerife por quê?
15:51Ah, Dona Deise Coturno agora é chefe de equipe, não é?
15:55Por mim nomeada para dar um choque de ordem aqui no Jambalaiá
16:00Não fecha a boca, eu estou fazendo esse molde
16:03Dona Álva?
16:04Sim, sim
16:05Já que agora a senhora está dando esse choque de ordem, não é?
16:09Em primeiro lugar, a senhora deveria erguer um muro
16:11Senão nós seremos invadidos, não é?
16:13Ai, Arnaldo, nem acredito
16:15Felizmente você deu um exemplo digno ao seu filho
16:18É mesmo, bem bonito mesmo, pai
16:20Me dá um exemplo também, me arruma a grana
16:23Engraçado, estou ouvindo um mosquitinho zumbindo
16:26Zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
16:28Eu posso ser preso, será que você não entende?
16:30Tá, tá, tá, se você quiser, eu vou presa no teu lugar, tá?
16:35Dona Álva, eu vou falar só uma coisa para a senhora
16:37Eu quero um muro
16:38Triste realidade, o mundo inteiro derruba os muros e o Jambalaiá ergue
16:42É, mas se não erguer, não é?
16:44Nós seremos invadidos e daí nós seremos, vamos estar pior do que nós já estamos, não é?
16:50Olha aqui, olha aqui
16:52Eu quero saber uma coisa aqui
16:54Mário Jorge, eu quero saber quem está, quem está comigo aqui no décimo primeiro andar
17:01Cala essa boca, cala essa boca, cala essa boca
17:05Mas é o Julião
17:11Eu já fiquei com ele
17:13Galera, galera, olha
17:15Cuidado, muito cuidado
17:17Porque esse homem é muito chato
17:19Mas esse, mas o que que você diz, esse homem?
17:22Aquele homem está por certo, aquele homem está por certo
17:24Daisy, Daisy, Daisy
17:27Mas o que que é isso, dona Daisy?
17:29A senhora fritou o meu cliente
17:31Mas esse cliente é um canalha
17:33Não faça isso
17:34Ele está fazendo oposição às mudanças que eu pretendo implantar aqui nesse programa
17:41Quando que a senhora vai construir o muro?
17:43Eu estou na selinha
17:44A senhora, sabe, é uma neo-reacionária liberal, não é?
17:49Que apoia e sustenta o abismo social do Jambalaiá e o Jambalaiá
17:55Eu?
17:57É a senhora
17:57Você até é maluca
17:59Tá doida
17:59Eu quero ficar em paz, mas o Jorge olha
18:01Olha aqui, eu vou lhe dizer uma coisa
18:02A senhora não pode falar assim com a minha mulher, não, entendeu?
18:05Sim
18:05Ah, vem feito, vem feito, vem feito
18:10Mas o que foi isso?
18:12Esse sapatão me deu um choque
18:13Olha aí, eu estou todo urinado
18:16Eu vou matar esse sapatão
18:17Pera aí, violência não
18:18Violência não, não adianta nada
18:21Calma bem
18:21Olha aqui, eu disse para o senhor não fechar essa boca
18:25Não fecha a boca
18:26Olha aí, gente, olha aí
18:28Cimentou os dentes, tá?
18:31Estão satisfeitos?
18:32Ainda bem que cimentaram a boca do Julião
18:35Que eu me chato, meu Deus
18:38Olha aqui, Julião
18:40Comigo não rola mais, tá?
18:43Esse homem me perguntou
18:44E aí, Copélia, como é que é?
18:47Tu gosta de falar durante o sexo?
18:49Aí eu disse que uma coisinha ali, uma coisinha aqui
18:52Até era esse tanto
18:54Pra que é?
18:55Este infeliz
18:56Lhes andou a falar, a falar
18:58Parecia que estava irradiando o jogo
19:01Nem, para você ter uma ideia
19:03Esse traste gritava
19:05Vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá
19:06Vai lá, vai lá
19:07Vai lá
19:08Oh, Cascário
19:11Eu já tinha ido, ó
19:14Há muito tempo
19:15Ai, meu Deus
19:18Perdi uma calcinha
19:20Mas, como eu não gosto de usar mesmo
19:23Tá limpo
19:24Tô uma vergonha nessa cara
19:26Tô uma vergonha na cara
19:28Não é possível, Celinha
19:29A sua mãe só faz a gente passar vergonha
19:32Você diz isso porque não tá mais em idade escolar, Mário Jorge
19:35Aparenta
19:36Foi lá na escola, na semana de orientação vocacional
19:38Deu uma palestra
19:41Ué, da palestra de que, mamãe?
19:43Qual a sua vocação?
19:44Sexo
19:44Eu sou puro sexo, Celina
19:47Dona Celinha
19:48Dona Celinha
19:49Tem uma...
19:49Tem uma mulher esquisita
19:56Tem uma mulher estranha lá em casa
20:00Eu não consegui decifrar o nome dela
20:03Mas ela veio num traje típico
20:05Ô, Mozena
20:05Me empresta uma grana
20:07Eu vou ser preso
20:09Eu não consegui pagar a pensão dos gêmeos
20:11Garota, eu não tenho um tostão
20:12Tô sendo obrigada a deitar com o chinês
20:14Pra pegar a roupa da lavanderia
20:15Bozena
20:18Que mulher é essa que tá lá em casa?
20:20E aí?
20:22Eu sou Charuba Massante
20:24Muito prazer
20:25Charuba
20:27E o que é que a senhora deseja?
20:31Vim trazer o que o Ladir deixou para trás
20:33A hora que, dona Charuba
20:34A senhora me desculpe
20:35Mas o que o seu Ladir deixou para trás
20:36As pessoas não costumam carregar na bolsa
20:38Por aí
20:38Eu tô na Charuba?
20:40A senhora é marroquina?
20:42Não
20:42Eu sou de Bangu
20:44Charuba é o nome que eu usei depois da operação
20:47Mas quando os documentos saírem
20:49Eu serei Charuba oficialmente
20:51Por enquanto eu uso meu nome de homem
20:54Só por causa da lei
20:55Porque eu sou Charuba
20:5624 horas por dia
20:58Vocês me dão licença?
21:01Eu tenho 15 anos
21:02E meus neurônios ainda não estão completamente interligados
21:05Há coisas que podem me marcar profundamente
21:09E Charuba é uma delas
21:11Eu vou pro meu quarto
21:13Dá licença
21:14Ô dona Charuba
21:15Mas qual é o seu nome de homem?
21:18Valdélcio
21:18Valdélcio
21:21Valdélcio
21:23Sou eu, sua prima
21:25Daisy
21:27Daisy
21:28Filha de Murta
21:30Ah, e você, filha de Mirta
21:32É que minha mãe
21:34Tinha uma irmã gêmea
21:35Mirta e Murta
21:36E Valdélcio
21:38Ô, que saudade
21:39Cuidado, viu, dona Charuba
21:42Aquele sapatão dá choque, viu
21:43Eu nunca pensei em ver a Daisy
21:46Abraçando uma Charuba
21:48Eu nunca pensei em ver um travesti operado
21:52Agarrando um sapatão na minha sala de estar
21:54Uma é filha da Mirta
21:57A outra é filha da Murta
21:59Oi
21:59Vocês estão vendo?
22:01É por isso que no nosso programa
22:02A gente não pega merchandising
22:03Entendeu?
22:05Todos os outros programas têm merchandising
22:06O nosso não
22:07Você tá entendendo, Céline?
22:08Uma cena assim denigre
22:09Diz contra
22:11Meu amor, você nem me fala
22:12Eu tava tão esperançosa
22:13Descendo pegar uma massa de tomate
22:15Um caldo de galinha
22:17Um eletrodoméstico
22:19Tá ruim o negócio
22:22Não, não é pessoal não, viu, dona Celinha
22:24Lá na casa de dona Rita
22:25Eu até compreendo
22:26Que ninguém queira anunciar nada, né
22:28Porque aqui não é uma zona
22:29Mas aqui não tem explicação
22:32É a crise, dona Celinha
22:34O Obama já mandou avisar, viu
22:36Por falar nisso
22:38O Obama está sendo apelidado
22:41De absorvente íntimo
22:42Por quê?
22:43Porque está no melhor lugar
22:45No pior momento
22:46Ô, dona Charuba
22:50Dona Charuba
22:52É...
22:53A senhora não teria assim
22:55Por acaso, sei lá
22:56500 reais
22:58Para emprestar?
22:58No momento não
23:00Que eu estou meia desprevenida
23:01Mas eu vou dar uma andadinha aí pelo condomínio
23:04Para ver se eu consigo algum atendimento
23:06Se der, eu te empresto
23:08Olá
23:08Charubinha
23:10Charubinha querida
23:11Eu gostaria de saber tudo, tudo, tudo
23:14Como foi que Ladir desapareceu?
23:16Quando Ladir chegou em Casa Blanca
23:18Ele se montou de Dirla
23:20Para se preparar para a operação
23:22Mas na hora H
23:24Ele teve medo
23:26E desistiu da mudança de sexo
23:28Ai, graças a Deus
23:30Ladir continua macho
23:32Foi por isso que Beduíno pagou tão pouco por Ladir
23:37Quantos camelos o homem pagou por Ladir?
23:40Meia cabra
23:41E olha que eu tentei pedir para ele pagar a cabra inteira
23:45Mas ele pagou meia cabra
23:46E saiu com Ladir pelo deserto
23:49Já que Ladir foi para o deserto
23:52Nós vamos todos para o salão de festas
23:54Tu entra cá já e sai cá
24:04Que casamento hoje é isso
24:07Podem ficar no seu lugar, por favor?
24:15Ele devia ter me obrigado a vir, pai
24:17Só que não é lugar para mim
24:18Estou sentindo vibrações estranhíssimas
24:21Ih, gente que não está vendo
24:23Vixe que não está vendo
24:24Pior é cair de entrada com a dona Alpera
24:27Isso assim
24:27Mire-se no meu exemplo
24:29Se console comigo
24:29Já fui confundida com um travesti operado lá fora
24:32Estou quase falando igual a ela
24:34Desacuenda do meu elemento, mona
24:36Tá, se eu te meto um aqué babado
24:39
24:40Não vê qual é que é não, ô, ô, ô, ô
24:42Amado, ô
24:43Vamos sentar, vamos
24:46É melhor
24:47É melhor a gente sentar para
24:48Será que...
24:50Dona Alva?
24:51Cadê Dona Alva?
24:52Dona Alva, ela
24:52Dona Alva, não?
24:54Por um acaso
24:55É, tem lugar marcado
24:57Ou eu posso sentar onde eu quiser
24:59Ih, nosso amigo Arnaldo Moreira
25:03Quer se sentar
25:04Onde quiser
25:06Ele senta ou não senta?
25:08Senta
25:08Senta
25:09Senta
25:10Senta
25:11Senta
25:12Senta
25:13Senta
25:13Senta
25:14Ó, ó, ó, ó, ó, ó
25:17Ele sentou
25:20Que vergonha, pai
25:22Que vergonha
25:23Eu não disse
25:24Que era para a gente não vir
25:25Eu não disse
25:26Ô Rita, nunca mais eu ando de cara limpa nesse condomínio
25:30Isso aqui tá uma mistura de baile funk com show de travesti
25:34Calma, calma
25:35Calma, calma
25:36Calma, calma
25:37Calma, calma
25:38Calma, calma
25:39Calma, calma
25:40Calma
25:41Calma
25:42Calma
25:43Calma
25:44Calma
25:45Calma
25:46Calma
25:47Calma
25:48Calma
25:49Calma
25:50Calma
25:51Calma
25:52Calma
25:53Calma
25:54Calma
25:55Calma
25:56Calma
25:57Calma
25:58Calma
25:59Calma
26:00Calma
26:01Calma
26:02Calma
26:03Tá vendendo peruca baratinho. Tais afim?
26:06Não, mamãe, muito obrigada.
26:08Ah, e adentrando o salão, o favorito de lá, Mário Jorge.
26:27Atenção, atenção, atenção.
26:30Vai começar a cerimônia com vocês, Caíca Sabatella.
26:35Atenção, atenção, atenção.
26:38Tchau.
26:40Tchau.
26:42Tchau.
26:44Tchau.
26:46Tchau.
26:48Tchau.
26:50Tchau.
26:52Tchau.
26:54Tchau.
26:56Tchau.
26:58Tchau.
27:00Tchau.
27:02Tchau.
27:04Tchau.
27:06Tchau.
27:08Tchau.
27:09Tchau.
27:10Tchau.
27:11Tchau.
27:12Tchau.
27:13Tchau.
27:14Tchau.
27:15Tchau.
27:16Tchau.
27:17Tchau.
27:18Tchau.
27:19Tchau.
27:20Tchau.
27:21Tchau.
27:22Tchau.
27:23Tchau.
27:24Tchau.
27:25Tchau.
27:26Tchau.
27:27Tchau.
27:28Tchau.
27:29Tchau.
27:30Tchau.
27:45Tchau.
27:47Tchau.
27:49Tchau.
27:50Eu lembro de meu nome.
27:54Tive uma overdose de guiado, vamos embora pra casa.
27:57Que isso, Mário Jorge, pelo amor de Deus, você quer que ela fique querendo nos perseguir agora pra sempre?
28:01Agora temos dois testemunhos muito importantes na nossa cerimônia.
28:07Chama ao palco Isadora da Suan, ex-vereadora e futura síndica.
28:14Não, mas peraí, peraí, peraí, só um minuto.
28:17Que história é essa?
28:18Futura síndica, que isso?
28:20Caso lhe seja negado o terceiro mandato, colocarei Isadora em meu lugar.
28:25Peraí, dona Álvaro, é que essa menina, Isadora, não vale nada, entendeu?
28:29Ela não pode tomar conta do fundo do jambalaya.
28:31Mas administrar o fundo do jambalaya, ninguém vai ser capaz.
28:37Você fala isso com você, entendeu?
28:38Que mantém o seu fundo assim, a mostra, entendeu, papé?
28:41Calma, calma.
28:42Ah, então, dona Álvaro, quer dizer que isso aqui é o que eu imaginava, não é, dona Álvaro?
28:46Por trás dessa homenagem ao seu ladinho, tem um motivo político, uma campanha, não é, dona Álvaro?
28:51Olha aqui, doutor Arnaldo, mais uma impertinência sua, e Daisy vai agir com firmeza.
28:58Não se iluda comigo, Arnaldo.
29:00Daisy, que desçam os banners.
29:03Daqui a um mês, será realizado o plebiscito, e vocês dirão nas urnas, se querem ou não me querem, para sempre.
29:22Palmas para mim.
29:23Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
29:35Chega, vamos ouvir nossa amiga, uma mulher que enquanto vereadora na câmera, lutou pelos interesses dos desvalidos.
29:46E agora, se Deus quiser, lutará pelos interesses de todos nós.
29:53Boa noite a todos.
29:58Eu sou Isadora da Suan, e vim aqui falar sobre seu ladir.
30:04Como eu não sou muito boa nas palavras, resolvi espremer meus sentimentos num poema.
30:10Ela vai espremer os sentimentos, gente, espremer, vocês escutaram, né?
30:14Não, não fala comigo, não fala comigo, porque eu estou muito constrangido, sabe?
30:18O problema é o olho junto, eu falo e ninguém me ouve, não sobra espaço para o cérebro.
30:24Shhh, mas silêncio aí que eu quero falar o poema.
30:28Nunca mais o Jambalaya será o mesmo sem ladir.
30:31Isso é a pura verdade, vocês podem conferir.
30:35De ladir, sinto saudades, pois ele era do babado.
30:39Era isso, era isso, ela parou, continua, Isadora, estava bonita.
30:47Ah, não, eu parei aqui, é porque eu não consegui arrumar nenhuma rima para babado.
30:51Isadora, minha filha, é só olhar em volta, porque está cheio de rima para babado.
30:56Vamos a um muito... Valeu, valeu o aplauso!
30:59Valeu o aplauso, muito obrigada.
31:01Obrigada. Vamos chamar aqui um segundo testemunho, umas palavras rapidinho, dona Deise, muito rápido.
31:07Vamos lá, dona Deise, anda. Umas palavrinhas.
31:12Ladir era mais que um companheiro, era um irmão.
31:16Ah, gostávamos de bater uma bolinha no final da tarde, depois batíamos longos papos na sauna.
31:22Ele me deixou sua coleção de revistas de mulheres nuas.
31:27Agora, pode sentar, Deise, mais um depoimento.
31:33Agora, vamos chamar a senhora Copelha Roxa.
31:37Palmas para a Copelha.
31:40Obrigada, obrigada.
31:42O que dizer sobre Ladir?
31:45O que dizer de uma pessoa que um dia, às quatro da madrugada, bêbado, caindo, ainda conseguiu caçar um bofe?
31:55Depois, ele me explicou que ele era guiado até a presa pelo calor, como as cobras criadas.
32:03Ele espichava a língua e encontrava lá o bofe, um fofo lá, de um fofo.
32:12Ele também costumava dizer que, quando eu estava vestida, ele não me reconhecia.
32:19O fofo, o fofo.
32:21Eu quero aproveitar o momento para pedir aqui, diante de todos, que o condomínio erija uma estátua de Ladir.
32:28Erija essa estátua na divisa entre o condomínio e o Matagal.
32:36Dá licença, dá licença, por favor, uma parte aqui, para mim.
32:39Eu acho...
32:41Um, um, um, um a parte, não é uma parte desse outro.
32:46Ah, já entendi, me rica.
32:47Olha só, eu queria dizer que eu concordo com a Copélia e que assim que eu for eleita, eu mandarei hereger uma estátua para o seu ladinho.
32:56Erezia, erezia.
32:57Ela agora cismou com esse hereger, parece na boca.
33:02Para mim, acabou.
33:05Nós já assistimos a não sei quantas dublagens, já engrossamos o cordão de puxa-saco.
33:10Para mim, chega.
33:11Essas bichas botaram perfume demais, eu não estou legal, estou passando mal.
33:15Calma, calma, calma, calma, calma, calma, calma.
33:17Calma, calma, calma, calma.
33:18Calma, calma, calma, calma.
33:19Calma, calma, calma.
33:20Mas olha aqui, nós ainda temos um depoimento, por favor, ainda temos um depoimento, Mário Jorge.
33:25Que seja breve, porque ninguém está aguentando mais nada aqui.
33:28Quem é que vai falar agora?
33:29A empregada, a bozina.
33:33Primeiramente, eu gostaria de saber por que eu fui anunciada como a empregada da bozina.
33:39Por que não me falou que era só a bozina daí?
33:41Por acaso, você é cientista, você é física nuclear, você é empregada.
33:45É isso que você é. Fala de uma vez, estupido.
33:48Olha aqui, a bozina, vê se fala de uma vez, que amanhã eu atendo cedo.
33:52Eu tenho uma extração às oito.
33:54Peraí, então é o seguinte, eu não vou dormir em casa.
33:57Você pode dormir lá em casa?
33:59É, tem uma vaga.
34:00É, dona Deise, muito agradecida, viu?
34:02Mas eu já disse uma vez pra senhora, eu vou repetir agora, que eu não gosto da fruta que a senhora gosta.
34:06Fala com tanta certeza que já aprovou.
34:09Sim.
34:11Ah, não diga, vem o depoimento e espere o granfinário.
34:14Bom, quando eu vim lá de Pato Branco, eu não tinha muitos amigos aqui no Rio.
34:25De modo que só depois é que fui arranjar o emprego num condomínio, de nome muito esquisito, jambalaia daí.
34:35E aos poucos eu fui fazendo amizades, porque eu sempre fui uma pessoa dada.
34:39Eu também.
34:40Eu sempre gostei de festas e de bailes, sempre gostei de dar muita risada, sabe?
34:49Se eu não rio mais, é porque eu não tenho motivo daí.
34:52Conheci seu ladir numa manhã de carnaval.
34:58Ele estava vestido assim, fantasiado, de lagarta saindo do casulo.
35:03E me disse uma coisa que...
35:06Que eu não consigo me lembrar o que é.
35:09Mas eu tenho certeza de que se eu lembrasse, seria muito bom.
35:15Porque na época era muito engraçado.
35:17Se você está achando graça, Bozina, é porque você sabe o que é.
35:30Eu estou achando graça, é da graça, minha mãe.
35:34Que graça?
35:35Graça perente, lá de Pato Branco.
35:38Mas essa história eu canto na semana que vem.
35:43Polícia!
35:44Polícia!
35:45Polícia!
35:48Polícia!
35:50Estou procurando o senhor Antônio Carlos D'Asoin.
35:53D'Asoin, é francês.
35:54D'Asoin.
35:55Ih, agora o Tatalo vai ser preso.
35:57Ele não pagou, não pagou a pensão dos gêmeos.
36:00É culpa daquela engolidora de esbadas de mau caráter.
36:03Gente, não fala nisso, pelo amor de Deus, onde é que está o Tatalo?
36:06Atenção!
36:07E agora com vocês,
36:09nosso gran finale.
36:10A inimitável
36:12Tatala Davidson.
36:17E aí, olha aqui, minha amiga Tatala, Tatala, agora é com você aqui dentro.
36:23Só um minutinho, minha perna mecânica soltou.
36:25Ah, deixa eu ficar por aqui, tá ótimo.
36:30Arrasa, mulher!
36:31Cheguei, poderosa!
36:34Momento, momento, momento.
36:35A senhora, sabe o paradeiro do senhor Antônio Carlos D'Asoin?
36:40Antônio Carlos?
36:41O Antônio Carlos, ele não pagou a pensão alimentícia dos meus filhos.
36:45Seus filhos?
36:47A senhora é transformista, minha senhora?
36:49Sou.
36:50E a minha gravidez é psicológica.
36:52Mas eu não quero nem saber.
36:54Eu sou louca.
36:55Olha só.
36:57O Tatalo, ele foi embora e ele não volta hoje.
37:00Eu, se fosse vocês, ficava aqui.
37:03Pois, como diria seu Ladir,
37:05a vida é mara!
37:07É mara!
37:08Eu sou mara!
37:09I kept thinking I could never live without you by my side
37:15But then I spent so many nights
37:17Thinking how you did me wrong
37:19And I grew strong
37:21And I learned how to get along
37:23And so you're back
37:25From outer space
37:26I just walked in to find you here
37:29With that sad look upon your face
37:31I should have changed that stupid lock
37:34I should have made you leave your key
37:36If I'd have known for just one second
37:38And you'd be back to bother me
37:40Or I now go
37:41Walk out the door
37:43Just turn around now
37:45You're not welcome anymore
37:48But you're the one who tried to hurt me
37:51With the fire
37:52É mara!
37:53And I don't know how to get to that
37:54But I was so numb
37:54But there's no cursing
37:55That whole truth is so emotional
37:55I don't know how to laugh
37:55Wait, just turn around now
37:56But you would be so nervous
37:57I would cause you oh no
37:57bands to love me
37:57sleep
37:58I never know how to play
37:59Do you care about me
37:59Even if anything
38:00I love you
38:00I never know how to play
38:01I never know how to play
38:02I love you
38:02I love you
38:02I never know how to go
38:04I lovely
38:15I betcha
38:17You should be
38:18Iode, that
38:19I-se
38:20I Inside
38:22ument

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