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  • há 6 meses

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00Vai lá! Vai lá! Vai lá!
00:01Passa essa bola, família!
00:03Puta cabeça de bola!
00:04É um buraco na defesa e ninguém aproveita a chance!
00:07É, mas com um cara entrando por trás, outro invadindo pela frente...
00:09...e um pegando forte pelo meio, vai ser difícil defender esse buraco!
00:13Ih, mano, já você falando assim, tá parecendo a copé!
00:17Não, não vai demorar muito pra esse jogo acabar.
00:19Tô precisando falar com você sobre o Adonis.
00:21O menino anda muito estranho.
00:23Não, ele não anda estranho, Serinha. Ele é estranho.
00:25É, ele sempre foi estranho.
00:26A primeira palavra que ele falou aos 10 meses foi em Paralelepípedo.
00:30Pá!
00:31Isso não me surpreende.
00:32Desde que a Copélia me disse que ela, como toda criança normal...
00:36...a primeira coisa que a Copélia falou, sabe o que foi?
00:38Dadá.
00:39Tenho certeza que depois ela falou sexo.
00:42E a terceira coisa foi a frase completa. Dadá sexo.
00:46Serinha, não esquenta.
00:48Eu na Idade do Adonis também tinha minhas esquisitices.
00:52Continua tendo, né?
00:53É, não tem nada de errado comigo.
00:55Eu sou diferente.
00:57Bota diferença neles.
00:59Dona Deise vai ver o problema da senhora hormonal.
01:03É, vai ver que é.
01:04Quando eu tinha 4 anos, eu ganhei uma boneca.
01:07Fui logo brincar de médico com ela.
01:09É.
01:10A minha infância foi muito solitária.
01:12As crianças me chamavam João!
01:15Dona Deise, não estou interessada na sua infância.
01:17Estou preocupada com o meu filho.
01:18Arnaldo, olha pra mim.
01:20Eu estou olhando.
01:21Mais!
01:22Olha aí, é falta!
01:22Falta, falta, falta!
01:23Falta!
01:24Valtonis está com problema.
01:27Ele vive trancado no quarto fazendo sei lá o quê.
01:29Faz como toda mãe boa e amorosa faz, meu bem.
01:32Arromba a gaveta dele e vasculha tudo.
01:35Olha lá!
01:36Olha lá, olha lá!
01:37A mula jogou o gol feito fora!
01:39Culpa sua!
01:40Culpa sua!
01:41E como todo bom, o sapatão devia estar atrás da porta trazendo sorte pro time.
01:45Um sapatão que chifreza e usa até um S. Olha o S aqui!
01:48Olha o S de sapatão aqui!
01:49Eu fui obrigada a usar esse S preconceituoso por culpa da monstra abominável.
01:55E ainda por cima ela me proibiu de frequentar a sauna feminina.
01:59É verdade que a senhora vai...
02:01Está processando a monstra?
02:02Estou.
02:03Eu estava deitada na espreguiçadeira do parque aquático quando a espreguiçadeira desarmou comigo.
02:08Eu estava fazendo a terapia com a doutora Percy e tive uma lesão seríssima no sacro.
02:14Mas o seu é de nascença ou foi implante?
02:17Não é sacro!
02:19Mas olha, um osso triangular na base da coluna.
02:23Eu não sou interessado em sacro da dona Deise!
02:27Era só o que me faltava.
02:30Vem cá, por que tu tem que ser aqui?
02:32Por que vocês não vão lá na casa da dona Deise assistir o jogo?
02:35Principalmente...
02:41Acabou! Acabou o jogo! Ficou satisfeito agora?
02:43Ficou satisfeito!
02:45Adonis escreveu um livro!
02:47E quem é que falou isso pra você?
02:49Ah, ah!
02:50E você leu? É sobre o quê?
02:52Sobre todos nós.
02:54Adonis escreveu um livro contando tudo sobre a nossa família.
02:58Tudo, tudo!
03:00Uma visão aterradora, Mário Jorge.
03:02Você sabe aquele filme indiano que ganhou o Oscar?
03:05Parece ele, com muito mais sexo.
03:07Já que muitas páginas são dedicadas.
03:11Ah, mamãe.
03:13Calma, meu bem. Calma, calma.
03:15Calma, meu bem. Calma, calma.
03:17Calma, segura aqui.
03:18Eu vou tomar uma providência.
03:20Não se preocupe.
03:21Se o Adonis me citar nesse livro, eu vou cobrar direitos.
03:24Olha, a culpa...
03:25A culpa é sua.
03:26Por quê?
03:27Sabe, Celinha?
03:28Por que você faz isso comigo?
03:29Porque você não deu limites.
03:30Por que você faz isso comigo?
03:31E você também não deu um computador pro garoto.
03:34Isso sim.
03:35Olha aqui, coitado.
03:36Olha só.
03:37Mais de cem páginas escritas à mão, coitado.
03:41Olha aqui.
03:42Olha aqui.
03:42Que que é isso?
03:43É o título aqui.
03:44Olha aí.
03:45Nem papai, nem mamãe.
03:46Bom mesmo é frango assado.
03:50O que que quer dizer isso?
03:51Meu filho se perdeu.
03:52Isso parece coisa da Copélia.
03:54Meu filho se perdeu.
03:55Oh, minha Nossa Senhora.
03:57Meu filho se perdeu.
03:58Deixa eu ver isso.
04:00Nem papai, nem mamãe.
04:01Bom mesmo é frango assado.
04:02Ah, não é?
04:03Isso é título que se deu um livro, meu pai?
04:07Arnaldo, você vai falar com ele ou não vai?
04:09Não, eu vou.
04:10Eu vou, mas depois que eu ver o jogo.
04:13Então vou eu?
04:14Vai lá.
04:15Boa!
04:16Boa!
04:17Boa!
04:18Oi, mãe.
04:19O que que você escreveu sobre a gente nesse livro, garoto?
04:23Fala.
04:24Fala.
04:25A verdade.
04:26Nada mais que a verdade.
04:27E por que não mentiu?
04:28Gustavo?
04:30Rita.
04:31A Donis escreveu um livro contando tudo sobre nós todos, olha.
04:36Que perigo, meu Deus do céu.
04:37O que que...
04:38Nem papai, nem mamãe.
04:39Bom mesmo é frango assado.
04:41Que espécie de título é esse, Antonis?
04:43O título quem deu foi mamãe.
04:45Meu Deus, que medo.
04:47Que vergonha, meu Deus.
04:49Fala de mim.
04:50Fala sobre todo mundo, Rita.
04:52Sabe o que eu vou fazer?
04:53Sabe o que eu vou fazer?
04:54Vou queimar essa coisa.
04:55Não, não, não.
04:56Vai, vai, vai, vai.
04:57Não contribua pro aquecimento global inutilmente.
05:01Eu tenho cópias da brochura.
05:03Cópia do quê?
05:04Da brochura.
05:06Pensando bem, é melhor eu dizer originais, porque a parenta proibiu a palavra brochura.
05:11Ela diz que atrai.
05:13Adonis...
05:16Tira dessa, cara.
05:17Hein?
05:19Tem jeito?
05:20Eu não preciso de mais alguém falando mal de mim, Adonis.
05:22Pelo amor de Deus!
05:23Já basta aquela Harolda Neves na coluninha dela de ar, naquele trombeta da barra,
05:29pra eu ser a pessoa mais mal falada de toda a Zona Oeste.
05:32Não.
05:33Ó, Celinha, você acredita que ontem eu não consegui pegar aquela van que passa aqui embaixo?
05:37Sabe por quê?
05:38Ela publicou naquele passo que em que eu tenho herpes contagiosa, você acredita?
05:42Não, Isadora, não.
05:44Ué, eu não preciso me difamar pra me livrar de uma pensão alimentícia.
05:48Mas, olha só, isso vai resolver o seu problema, Tatalo.
05:52Você não pode ser pai de gêmeos, meu querido, sendo elenuco.
05:56Eu? Eu nuco?
05:58Ó, Isadora, eu nuco?
06:00Sim, se fosse eu. Mas não sou eu.
06:02A história é com ele, né? Então é elenuco.
06:05Tudo bem, tudo bem. Mas eu não sou elenuco.
06:10Sim, meu amor, mas isso a gente resolve com uma pequena cirurginha.
06:15Cirurgia? Meu Deus do céu!
06:17Gente, se tivesse um soletrando pra analfabeto, a Isadora,
06:21tirava o primeiro lugar fácil.
06:24Nós somos aberrações.
06:26Eu não sei como que nós não somos interditados.
06:29Esse programa aqui tinha que ter uma tarja preta,
06:31aconselhando tirar cardiopatas, crianças e animais da sala.
06:35Que que é isso, menino?
06:36Tô gravando tudo.
06:37Eu tinha até acabado o livro, mas acho que vou ter que acrescentar uma faixa bônus.
06:42Tu escreveu um livro?
06:44Hum, então olha só.
06:45Pega aqui meu cartãozinho e se precisar de um agente, tá bem.
06:48Só me ligar.
06:49A devogada Isadora da Suan.
06:51Eu.
06:52Pegamos qualquer tipo de causa.
06:55Causa com L e com Z.
06:58Só ficou agente funerário, né, Isadora?
07:00Porque esse cartão aqui assassinou o português.
07:03Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai.
07:04Que você continua expondo a nossa família?
07:08Da onde surgiu essa ideia de Jirico?
07:10Doutora Percy disse que eu precisava exorcizar os meus fantasmas de alguma forma.
07:14Daí eu fiz o livro.
07:15A, a, a, a, a...
07:21Esta mulher vai ouvir poucas e boas...
07:23Não, não, não mãe.
07:24Você tem que ir até nos humilhar, porque o Arnaldo pagou ela com o cheque roubado de um cliente.
07:30Entendeu?
07:31Mas não é culpa dele, ele não podia saber que não tinha fundos.
07:33Você compreendeu?
07:34Sabará?
07:40Rita, você tem que falar com o Arnaldo para consertar essa prótese do sabará.
07:43do Sabará. Duas temporadas que ele cospe na gente.
07:47Sabará, não, meu filho, fala nada, não.
07:50Só me escuta.
07:52Tudo que eu perguntar, você responde, uhum.
07:57Olha aqui, você liga pra doutora Percy e fala pra ela
08:00que eu quero falar com ela imediatamente.
08:02Uhum.
08:03Muito obrigada.
08:05Essa louca vai se ver comigo.
08:13O que é isso?
08:19Calma, galera.
08:21Isso aí não é tiro, não.
08:23Não é bala perdida, é foguete.
08:25Por bem, lá de casa, era só o que me soltava.
08:34Eu não acredito. Vocês enlouqueceram, é isso?
08:36Estão soltando o morteiro da varanda?
08:38Eu avisei que isso ia dar problema.
08:40Que problema, Mari Jorge?
08:42Ô, Celinha, eu acho que atingimos alguma coisa
08:45que estava pendurado na janelinha do seu quarto de empregada, Celinha.
08:48Você sabe o que agora me ocorreu?
08:49Será que a gente jogou o morteiro na bozina?
08:52Na seca em que ela anda, é capaz dela estar subindo pelas paredes.
08:57Atiraram em saronga!
08:58Atiraram em saronga!
09:00Peraí.
09:01Saronga é...
09:03é o macaco de estimação da Arolda Neves?
09:07Ah, meu...
09:09Vocês são os irresponsáveis.
09:12Vocês estão me escutando bem?
09:13Se você...
09:14Não, mas a Arolda suspeita que foram vocês que alvejaram saronga.
09:17A campanha contra nós vai piorar demais.
09:19A gente não vai mais poder botar a cara na rua em segurança.
09:22Nós vamos ser apedrejados.
09:24Não, mas se você andar direito, ela não vai ter o que falar de você.
09:27Quando ela não tem o que falar, ela inventa.
09:29Tá vendo, Mário Jorge?
09:30Tá vendo o que você fez?
09:31Tá vendo?
09:32E eu?
09:33É.
09:34E eu vírgula?
09:35E os morteiros são seus.
09:36Quem mirou no saronga foi você que eu vi.
09:39Ah, é?
09:40Mas o morteiro foi tirado da sua janela.
09:42Peraí, peraí.
09:43Boazena, o que você tá fazendo aqui nessa hora?
09:45Você não tinha um encontro?
09:46Eu tinha, mas o meu encontro...
09:48Caiu daí.
09:49Você ia se encontrar com o macaco?
09:52O saronga foi o único ser que me tratou de igual pra igual aqui nesse condomínio daí.
09:57Nós somos amigos.
09:59Tal e qual Salete e Peludim.
10:01E quem é Salete e Peludim?
10:03Salete era uma mulher moradora.
10:05Ela vai contar. Ela vai contar.
10:07Que criava um macaco.
10:09Ou Peludim.
10:10Diziam que os dois conversavam por horas a fio.
10:13Alguns anos depois, Salete pegou pra criar também um bicho preguiça bebê que surgiu em sua porta.
10:18Tocaram uma campainha.
10:20Quando ela foi ver, tava lá o bichinho preguiça dentro de uma cestinha.
10:25Era um bicho preguiça macho, então ela deu o nome de Onofre.
10:28Onofre era lento.
10:30Fora isso, cresceu saudável e feliz.
10:33E Salete criou o bicho preguiça com a ajuda do macaco.
10:36Eu e saronga, nós... nos entendemos.
10:40Eu entendo tudo o que ele disse.
10:42Eu acho que a Boazena come cocô com colher.
10:45Você é desequilibrada? Você entende o que o macaco diz?
10:49Você fala a língua de macaco em bicho?
10:51Então vê se você entende.
10:56Primeira coisa, por favor, desculpa.
10:58Primeira coisa, nós vamos primeiro ter que nos livrar das provas.
11:01As provas do crime.
11:03Porque daqui a pouco eu já tô vendo a cena, entendeu?
11:05É a Arolda entrando por essa porta aqui seguida de Dona Alva.
11:11No chão, no chão, no chão!
11:13Mão na paredes, no ato, no chão!
11:15No chão, no chão!
11:18Entreguem-me os culpados e todos serão culpados.
11:23Homem!
11:25Homem!
11:26O que é isso?
11:27Meu marido aqui!
11:31Que assunto é esse?
11:32Quem é essa outra escondida ali atrás daquela máscara?
11:37Arolda Neves!
11:41Do que a senhora está falando, Dona Alva?
11:43Do terrorista que alvejou Saronga.
11:45Eu sei que foi daqui.
11:47Eu sei que foi um de vocês.
11:49Quem foi?
11:50Quem foi?
11:52Pois é.
11:53A partir de hoje,
11:54Arolda Neves nunca mais nos deixa em paz.
12:15jesco-piquim
12:18Vivendo e dançando
12:19DOS PRA LÁ E DOS PRA CÁ
12:25Porta, porta, o amor fala entre si
12:28Falsa calma e aí o temporal
12:32Um relevo baixo
12:34Retratos esculares
12:35No amor no país do carnaval
12:40Tu entra, caja e sai caqui
12:43Casamento hoje é isso.
12:45Eu estou esperando uma resposta.
12:47Quem atingiu o saronga?
12:49Alto lar, Alda. Alto lar.
12:52O macaco é seu, mas o interrogatório é meu, viu?
12:55Eu faço questão de arrancar a verdade e a confissão através de meus próprios métodos.
13:01Era o que faltava. Agora a ditadura vai nos torturar.
13:05É terrorismo maior do que o mandato vitalício dela, eu não conheço.
13:08Eu já ouvi falar, eu soube de fonte segura, que ela depois da morte vai ser congelada e enviada,
13:16feito um picolé para o espaço.
13:18Um picolé sideral esperando descobrirem a forma de ressuscitá-la.
13:22Mentira! Mentira, eu não sou picolé, mentira.
13:26A verdade, sim, é que governarei o Jambalai após a morte.
13:31Contratei paranormais russos, poderosíssimos,
13:34que farão a minha conexão diretamente do astral com o Jambalaia.
13:39Depois de Álvaro, para sempre, será Álvaro por la eternidad.
13:46Companheiros, peguem suas armas, vamos nos rebelar, vamos tirar essa monstra do poder.
13:53Coisa triste, é um sapatão revolucionário.
13:56Olha aqui, dona Deise, mais uma palavra.
14:01E eu vou permitir que a garotada piche seu carro com destino de obscenos.
14:06Vamos logo com isso, Álvaro.
14:08Eu quero o culpado.
14:10O culpado...
14:11Ou a culpada.
14:15Eu...
14:16Eu sou inocente.
14:19Eu sei muito bem quem você é, dona Rita.
14:21Não sabe.
14:22Não sabe não.
14:23Só implica comigo.
14:24Gente, eu não fiz nada para ela.
14:25Ela está implicando comigo.
14:26Fez, Fez, Fez.
14:27Não vai querer desdizer agora, dona Rita.
14:29Fez.
14:30Doutora Percy me contou que você zombou de uma saia minha.
14:34Ih.
14:34A roxa?
14:36Ih, agora se entregou.
14:37Essa doutora Percy é o quê, hein?
14:40É psicóloga ou é fofoqueira profissional?
14:43Percy faz psicologia de confronto.
14:45Não é como ela é tudo às claras.
14:48Falou aqui, aqui mesmo se resolve.
14:51Isso é verdade.
14:52A Rita disse que a saia da arolda parecia um repolho roxo.
14:57Eu só quero avisar que eu guardo rancor.
15:01Sou pessoa muito rancorosa.
15:04Olha aqui.
15:05Olha aqui.
15:05Não é que a senhora fica me difamando por aí.
15:07Não, entendeu?
15:08Isso não significa em absoluto que eu tenha atirado um desses aqui no seu macaco.
15:14Calma, que atingiu sarongas.
15:18Eu vou acabar com a sua paz, dona Rita.
15:20A senhora vai desejar nunca ter nascido.
15:23Bom, isso eu já desejo de vez em quando.
15:26Não, pera aí, pera.
15:26Não é assim, não.
15:28Isso aqui não é a casa da sogra, não.
15:30Isso aqui tem um chefe de família.
15:31É, senhor.
15:32O que é?
15:32Onde é que nós estamos?
15:33Eu sou chefe dessa família.
15:35É, meu irmão.
15:35Olha, realmente não gosto dessa mulher.
15:39Tenho problemas sérios com essa mulher.
15:41Mas, quer queira, quer não é a mãe dos meus filhos.
15:45Não vou defendê-la.
15:46Não vou falar a verdade.
15:47Ih, Mário Jorge vai falar a verdade.
15:49Vamos registrar esse momento.
15:50Alguém tem máquina fotográfica?
15:52É muito engraçadinho, né, Sérgio?
15:54Vou falar a verdade para defender a mãe dos meus filhos.
15:57Quem atingiu o seu macaco, quem atingiu o saronga, foi...
16:04Foi Dona Deise.
16:08Mentira!
16:09Foram eles dois.
16:11O Arnaldo pegou os morteiros.
16:13Mário Jorge e Arnaldo atingiram o saronga.
16:15E quem vai acreditar numa mulher que usa um S de sapatão estampada no peito?
16:23Chega!
16:24Em breve eu saberei como vocês atraíram saronga para cá.
16:28E quem é o verdadeiro culpado pelo assassinato de saronga?
16:33Assas...
16:34Assas...
16:36Sinto!
16:39Batearam a saronga!
16:42A saronga morreu!
16:45Não, saronga, não me leva com ele.
16:46Me solta, me solta!
16:48Mas, gente...
16:48Senta aí, cara.
16:52Vamos copar a roda.
16:54Vai lá, vai lá, vai lá.
16:55Sérgio de sal, sérgio de sal.
16:57Olha que ordem na floresta, sérgio de sal.
17:00O primata despencou, mas não morreu.
17:03Você sabe que eu achei que eu já tivesse visto de tudo nesse programa,
17:06mas a bozina ainda consegue me surpreender?
17:09Chega de blá-blá-blá!
17:11Depois que começaram a hostilizar saronga aqui,
17:14eu mandei instalar uma câmera na coleira do macaco.
17:17O macaco filma tudo o que acontece no jambalaia e nos condomínios da região.
17:22É meu repórter.
17:24Uma espécie de Caco Barcelos mais peludo.
17:29Depois que as imagens da câmera forem liberadas,
17:33nós saberemos de tudo.
17:35Tudo!
17:36Filhinho, sai de perto dessa monstra freudiana!
17:39Mãe!
17:41Olha aqui.
17:42A senhora é uma má influência pro meu filho.
17:45Má influência é a senhora que é...
17:48Mãe!
17:49Não há nada pior no mundo que...
17:53Mãe!
17:54Todos os problemas do garoto são causados pela...
17:59Mãe!
17:59O que que é isso?
18:01Olha aqui, olha aqui, olha aqui, olha aqui, olha aqui, dona Percy.
18:03A senhora, sabe?
18:04A senhora não pode falar ainda assim com a Celinha, não, sabia?
18:07E o senhor é um pai ausente!
18:10Ai!
18:11Toda vez que o garoto precisa da figura paterna, o senhor está...
18:15Ausente!
18:16Ausente!
18:17Ausente!
18:18Estúpida!
18:20Doutora Percy, por favor, pelo amor de Deus, todos nós aqui sabemos que Arnaldo e Celinha
18:25são péssimos pais.
18:27Tudo bem, mas daí a senhora convenceu o menino a publicar isso num livro, poxa!
18:31É demais!
18:33O primeiro capítulo do livro, doutora Percy, se chama Entre Enas e Urubus.
18:38Quem são as enas?
18:39Quem são os urubus?
18:40Somos nós!
18:41Se ele falasse pelo menos só do pai dele, do Arnaldo, mas não, ele bota todo mundo
18:45na roda!
18:47Colégio interno pra esse marginal reformatório!
18:49Que bem, que bem!
18:51Peraí, peraí, peraí, peraí!
18:52Peraí!
18:52Todos me acusam, mas ninguém me dá o direito de defesa!
18:56Vocês querem, por favor, me escutar?
18:58Não!
18:59Bora aqui, garoto!
19:00Pega o pivélio, pega o pivélio!
19:03Vocês só encostam no garanto por cima do meu cadáver?
19:07Boa ideia!
19:09Vamos achar a cansa dele!
19:11Vamos lá, vamos lá, vamos lá, protégio!
19:13Protégio, eu acabo com a sua raça!
19:16E com a de quem mais ousar nos ameaçar!
19:19A partir de agora, a dores está sobre mim a proteção!
19:24E quem for contra, não diga nada agora!
19:27Oh, cálice, para sempre!
19:32Não se esqueçam que vocês estão tentando coagir o rapaz na frente da imprensa!
19:37Eu sou Harolda Neves.
19:39Quem sopra a trombeta da barra sou eu.
19:42E vocês vão responder por todos esses crimes.
19:45Por todos os crimes que já cometeram.
19:48Vocês vão responder.
19:49Vamos!
19:50Vamos, Adonis!
19:51Vamos com a gente!
19:52Vamos, menino!
19:53Vem!
19:53Vou levar os originais comigo!
19:56Vamos!
19:57Vamos!
19:58Comigo!
19:59Vamos lá, com isso, Álvaro!
20:00Comigo!
20:01Vamos, com isso, Álvaro!
20:03Vamos, Adonis!
20:04Vamos, Adonis!
20:05E agora, meu Deus?
20:07Ah!
20:07Agora vou ter que aumentar o preço das consultas do garoto.
20:11Oh!
20:11Olha, o seu filho vai ter sequelas emocionais gravíssimas se ficar em poder de Álvaro e Harolda.
20:19Olha, eu conheço gente que nunca mais falou, depois de passar pela mão das duas.
20:25Nunca mais falou.
20:33É um escândalo.
20:35Somos a manchete da trombeta.
20:37A Harolda fez uma edição durante a madrugada e imprimiu ela mesma, ao que parece.
20:41Olha, ela saiu distribuindo na Barra da Tijuca inteira, há filas nas bancas.
20:47Olha aí.
20:47Olha isso aqui.
20:49Oh, meu Deus do céu.
20:50Arnaldo Moreira já destruiu a boca de muita gente no condomínio Zambalá.
20:54Não, peraí, peraí que essa mulher...
20:56Essa mulher fala qualquer coisa.
20:57Essa mulher é louca.
20:59Ela fica escondida nas festas pra ver se ela escuta alguma coisa, sabia?
21:04Mas ela tem que se esconder mesmo, porque aquela Harolda é um jacaré.
21:07Olha aí.
21:13Mário Jorge da Suan, ainda casado com Rita Moreira, teve um caso com Celinha, mulher de Arnaldo.
21:22Ele penetrou na casa de Arnaldo de madrugada.
21:28É mentira, não houve penetração.
21:30É verdade.
21:33Celinha, não se faça de santa, que de santa você não tem nada.
21:37É verdade, Rita, é verdade, eu não vou mentir.
21:40Mas nós já estávamos separados.
21:43Arnaldo ainda estava morando lá em casa, né?
21:44Não tinha saído de casa ainda, mas já estava namorando.
21:47O que é você, Rita?
21:49Todo mundo sabe que você teve um caso com um cliente.
21:52Mas, Rita, o que é isso?
21:55Ah, peraí, quer dizer então que aquela história quando eu encontrei você e o cliente inteiramente
22:01nus, aquilo não tinha sido assalto?
22:03Primeiro que eu não estava nua, eu estava de tênis e aliança.
22:08Você não estava, mas a Copélia está inteiramente nua.
22:12No aonde?
22:14No pôster aqui da página central da trombeta, olha aí.
22:16Não acredito nisso.
22:18Gente, olha aí.
22:20A garota da trombeta.
22:22Olha aí.
22:23Sua mãe já não é mais garota e nem isso que ela está segurando é uma trombeta.
22:28Celinha, olha isso aqui.
22:30Sua mãe vai lançar um álbum de figurinhas patrocinado pelo trombeta da barra.
22:35Pela primeira vez na história, as figurinhas vão ter frente e verso.
22:39Você escolhe de que lado que eu colar.
22:40Não, Tatá, eu já disse que não, tá?
22:44N-A-O, trema, não.
22:49Se bem que agora que a trema caiu, então fica...
22:54Não, não.
22:55Mas a imbecil agora é chinesa, não.
22:58Não, não é trema, não é garota do olho junto.
23:04Não é trema, é N-A-O-T-I-U.
23:07Quem treme é a língua portuguesa cada vez que você abre a boca.
23:09Meu, hein, tá tudo muito estranho.
23:13Por que que tem comida aqui em casa?
23:15Eu trouxe o café da manhã lá de casa pra cá.
23:18Só tem comida lá em casa, as cenas ficam tudo lá.
23:20Gostou.
23:21Bom, eu quero dizer uma coisa pra vocês.
23:23Que eu arrumei uma outra solução pro Tatá,
23:25não tem mais que pagar a pensão alimentícia.
23:27É assim, ele tem que ser declarado juridicamente como corno ou broxa.
23:34Ele pode escolher e ainda tá reclamando.
23:36Imagina!
23:37Imagina se eu vou escolher entre ser corno ou broxa.
23:40Olhem bem pra minha cara e me digam.
23:42Broxa.
23:42Eu acho que é broxa.
23:44Eu acho que é broxa.
23:45Eu vou ver bem nos peixes.
23:47Parece que é broxa.
23:48É, não sei, tem um jeitinho assim.
23:50Vocês querem parar?
23:51Querem parar?
23:53Ó, vocês são minha família, pô.
23:54Minha família.
23:55Tem razão.
23:56Papai vai lhe ajudar.
23:57É?
23:58Papai vai botar as coisas nos eixos.
24:00Olha.
24:01Tatalo, eu se fosse você,
24:04seria declarado transexual.
24:06Manda implantar umas tetas de silicone
24:08que você ficou uma boneca como o Tartala Davidson.
24:11Ah, mas não ia adiantar, não.
24:14Isso aí só ia fazer sucesso na cadeia.
24:17Aí é pra onde eu vou.
24:18Eu prefiro ir pra cadeia do que ser cliente da Isadora.
24:21Dona Rita, já passei todas as suas roupas.
24:24Doutor Arnaldo, já cuspi todas as suas.
24:26Já vou indo agora.
24:27Que isso?
24:27Vai aonde?
24:28Posso saber?
24:29Dona Celinha, por favor, diga ao seu marido
24:31que eu vou visitar um amigo
24:32vítima de animais irracionais
24:34que estão à solta nesse condomínio daí.
24:36Ela foi visitar um amigo
24:39que é vítima de animais irracionais.
24:47Ajudem!
24:48Mataram o Radonis!
24:50Não, minha senhora, não morri.
24:51Venham logo que ele já está ressuscitando daí.
24:54Elas me atacaram.
24:55A Aronda me segurou por trás,
24:57Dona Álvaro pegou a arma
24:58e me deu três choques lá.
25:01Lá?
25:02Ih, então deu perda total.
25:05Deixa eu ver.
25:06É lá no Lombador, não é aí, não.
25:10Mas o pior é que elas roubaram os originais do meu livro.
25:13Ótimo.
25:14Assim a gente se livra dessa porcaria.
25:15Deixa de ser burra, Celinha.
25:17É claro que elas vão publicar como se fosse delas.
25:19Vão querer ficar com o lucro todo.
25:21Ai, que vontade de bater naquelas duas que eu estou,
25:23viu?
25:23Que eu estou com essa arolda por aqui.
25:25Lá em Pato Branco.
25:26Oh, não, não, não entendi.
25:28O que é isso, meu Deus do céu?
25:29A gente quer ser vingada de alguém.
25:32Espera o dia do xerelete.
25:33Xere o quê?
25:34No dia do xerelete, todo mundo que está com raiva de uma pessoa
25:37compra um xerelete bem grande,
25:40vai até a Praça da Matriz e fica esperando.
25:43Quando o relógio da torre bater meio-dia,
25:46começa o pandemônio.
25:47Todo mundo começa a surrar o desafeto com o xerelete
25:51até não sobrar uma escama do peixe.
25:54Xerelete não tem escama, bosta.
25:55Aí é pra você ver o tamanho do ódio.
25:58A cidade fica fedendo um mês.
26:01Mas é tudo numa santa paz.
26:04De modo que quando está tudo muito assim, tranquilozinho,
26:07lá em Pato Branco a gente diz que está uma paz de peixe.
26:09Gostei da ideia.
26:12Deu uma vontade de dar uma surra de xerelete na Aroda Neves.
26:17Celinha, Celinha, você pense bem.
26:19Eu abaço toda uma bufetada na cara dela,
26:22hoje eu como o pão que o diabo amassou.
26:24Não tem um dia que não sai uma coisinha desabonadora sobre mim,
26:27entendeu?
26:28Ela já me falou o quê?
26:29Ela já falou que eu tenho herpes contagiosas,
26:30é mau hálito, são gases,
26:33e problemas seríssimos com o meu cabelo,
26:35incluindo piolho, a vaca!
26:37Pior sou eu, que ela vive me achincalhando
26:39e eu não tenho nada disso que você tem.
26:42Sim.
26:44Mas agora ela vai ver.
26:46Agora ela vai ver.
26:47Vem comigo.
26:49Quero ver o xerelete cantar.
26:51Vamos.
26:57Eu acho uma excelente ideia.
27:05Vamos processar o Adonis e pedir 70% dos lucros do livro.
27:09E tem mais.
27:10Eu quero botar uma coisa nova aí.
27:12Eu quero 70% também de todo e qualquer livro
27:15que ele vier a escrever no futuro.
27:16Imagina, que futuro o quê, Baru Jorge?
27:19Olha, eu não vou permitir que o Adonis escreva
27:20mais nada sobre a nossa família.
27:22Nada.
27:23Ai, meu Deus, Arnaldo.
27:25Pensa no dinheiro, Arnaldo.
27:26Ele finge que não é com você.
27:28É, Wink, o problema?
27:29Deixa a genitália falar.
27:32Gentalia, minha.
27:36Genitália não fala nem a da Copélia.
27:39Ah, enfim.
27:40Ó, antes de eu falar sobre o Adonis,
27:42eu preciso entregar isso aqui pra vocês.
27:44O que é isso?
27:45O que é isso?
27:47Mas o que é isso?
27:49Um processo que a Harolda está colocando contra nós
27:52por causa do atentado ao macaco-saronga.
27:54O que é? Deixa eu ver isso aqui.
27:55Os réis pagarão todas as despesas da clínica veterinária
28:02e o auxílio com dois S's.
28:06Psicológico do referido primata.
28:08Incrível.
28:09A Isadora escreveu veterinário e primata sem errar.
28:11Releva.
28:12Releva, releva, releva.
28:13Isso foi o fórceps.
28:15Isso foi os ferros.
28:17Eu me lembro como se fosse hoje,
28:18estava na maternidade,
28:19a Tia Eda estava do meu lado,
28:20o Rita aos gritos,
28:21a dilatação já estava completa.
28:23A menina não nasceu e começou a morder a Rita por dentro.
28:26É.
28:27Aí no desespero falaram,
28:28doutor, puxa, puxa com ferro, puxa com fósseis.
28:31Eu acho que o homem ficou nervoso,
28:33pegou de mau jeito,
28:34resbalou na cabeça da infeliz,
28:36foi apertando.
28:38Quando a menina coroou,
28:39foi aquele grito na sala de parto,
28:40a cabeça parecia um lápis.
28:42Ah, incrível.
28:43O olho um trepou em cima do outro,
28:45tiveram que fazer assim pra ficar,
28:47ficou esse olho junto,
28:48não deu lugar pro cérebro.
28:50Monstra!
28:51Doutora Malcaratão, Isadora!
28:53Você não pode nos defender
28:54e nos acusar ao mesmo tempo?
28:56Ué, por que não?
28:58Onde é que tá escrito isso?
28:59Porque é contra a ética, Isadora.
29:02Mas isso pra mim é mole, né, Renaldo?
29:05Me apresenta essa tal de ética,
29:06pra você ver se eu não faço acordo com ela em 10 minutos.
29:09Garota, garota, você não tem caráter, garota.
29:11Minha vontade é virar tua cara do avesso, Isadora.
29:15Escuta o que eu vou te dizer.
29:17Escuta o que eu vou te dizer.
29:18Se quando você nasceu já existisse Angelina Jolie,
29:21eu te dava pra adoção, inferno.
29:25Isadora!
29:26Ah, tem esse outro aí também, ó.
29:28Isadora, você entrou com o processo a minha revelia,
29:32declarando que eu sou impotente de nascença
29:34e sempre fui traído pelas mulheres.
29:37Exatamente.
29:39Agora, meu filho,
29:40a Gelda não consegue tirar nenhum centavo seu
29:42de pensão alimentícia, tá?
29:44Mas eu não queria isso!
29:45Não queria isso!
29:46Que mulher vai querer um cara
29:48que assume publicamente que é corno e brocha!
29:51Dependendo da conta bancária, vai estar assim, ó.
29:55Tatalo, não faz cena, meu querido.
29:57Não faz cena, tá?
29:58Porque eu tô descolando uma grana
29:59pra contar tua história pra Arolda, tá?
30:01Se é assim,
30:03faz um mistério na família.
30:06Tatalo é corno porque é brocha?
30:07Ou é brocha porque é corno?
30:10Ai, meu Deus!
30:10Olha aqui, Marujoges,
30:11é melhor esquecer isso tudo, viu?
30:13Imagina que fórum vai aceitar um processo
30:15movido por uma advogada feita a Isadora.
30:18Ah, o fórum do Jambalaya, meu bem.
30:20Inclusive, estou indo lá agora
30:21da entrada na papelada.
30:23Ô, licença, viu?
30:23Ó, e tu?
30:27Hã, vai esquecer os meus honoratos, hein?
30:29Honorários, imencil, honorários!
30:31É, tudo bem.
30:32Que coisa triste essa garota, misericórdia.
30:35E você, que cara é essa?
30:37Socorro, me brocha.
30:39Problema seu.
30:40E que história é essa de fórum do Jambalaya?
30:42Ah, foi a dona fulana que inventou, né?
30:45Pra ela mesma resolver os casos internos do condomínio.
30:50Dizem que vai ter até uma estátua dela na porta,
30:53vestida de justiça.
30:55Caolha, né?
30:57Vem cá.
30:59Vocês acham mesmo que a Isadora vai publicar isso?
31:02Ela não faria isso com o próprio irmão, né?
31:08Mas aparece com isso!
31:09Calma, meu Deus!
31:10Calma, meu Deus!
31:11E aí?
31:13Tá doida, Lucia?
31:14Que isso?
31:15Ora, sabe quanto tá custando uma blusa de banana, doida?
31:17Ah, para com isso!
31:18O macaco abandonou ela, ela tá descontando em cima de mim!
31:21Olha aqui, ô Marujorjo, não aguento mais apanhar nesse programa.
31:25Olha aqui, Marujorjo, nossa família é muito louca, sabe?
31:28Olha, a empregada é doida.
31:29A vizinha sapatona é desequilibrada.
31:32Sei lá, deve ser alguma coisa que eles colocam aí na água do condomínio.
31:35Alguém quer dizer pra esse sapatão que coturno?
31:37Só se vier acompanhado de um paraquedista daí?
31:39Ah, não vem com essa, não, Bozinha.
31:40Não mexe o saco, tá?
31:41Você já falou tanto com a dona Deise?
31:44Qual a diferença aí da dona Deise e o macaco, me diz?
31:47Dona Deise também é peluda.
31:48É peluda, é peluda, é.
31:50É, a gente costumava jogar uma pelada aí embaixo, ela jogava com a gente, depois fazia
31:54sauna conosco.
31:55Depois da pelada era peluda.
31:57E vocês dois não têm coração.
31:59O sarunga tá lá todo desmemoriado, nem lembra de mim por causa de vocês.
32:02O que o macaco tem que eu não tenho?
32:04Olha, com todo respeito, dona Deise, a banana.
32:07A banana.
32:08Tantinho.
32:10Quero ver agora aquela sirigaita da Arolda difamar a gente e meter com meu filho.
32:15A gente bateu tanto naquela mulher com aqueles pês, menino, que nem pra bolinho eles servem mais.
32:22Será que eu senti falta de aplicar um corretivo na hora?
32:25Opa!
32:25Na próxima ela não me escarra.
32:28Que próxima, meu bem?
32:29Você tá doida?
32:30Quer virar o que agora?
32:31A justiceira do xerelete?
32:33Deixa a rabuda te ouvir.
32:37Ah, não, dona Álvaro.
32:38Não, senhora.
32:38Ninguém invocou o seu nome.
32:40Não é hora da senhora entrar.
32:41Eu só vim aqui porque eu preciso saber quem fez isso.
32:46Foram aquelas duas ali.
32:58Foram aquelas duas que me bateram com o peixe fedorento.
33:01Eu exijo que as duas sejam punidas.
33:04Olha aqui, olha aqui, houve uma agressão contra uma moradora do meu condomínio e eu preciso de esclarecimentos.
33:12Olha aqui, ô, ô, ô, dona Álvaro, a senhora pode ser quem for, entendeu?
33:17Mas aqui na minha casa quem manda sou eu, tá entendendo?
33:21Peraí, Rita, só tem um probleminha.
33:22A casa é minha.
33:24Tanto faz.
33:25Tanto faz.
33:26Eu tô farta das suas prepotências, dona Álvaro.
33:29Pois então eu quero dizer a vocês que eu vou dedicar todos os meus dias a perseguir cada um de vocês.
33:35Vocês não me conhecem.
33:36Eu já avisei.
33:38Eu guardo rancor.
33:41Esse negócio de perdão é pra gente superior.
33:44Eu sou baixa.
33:45O que é isso?
33:46Eu sou inferior.
33:47Olha que eu exijo esclarecimentos sobre a surra de xerelete.
33:54Ai, ai, ai, ai, é sujo, é viu?
33:58É degradante, é humilhante.
34:01Exatamente o que eu preciso para aprimorar os meus métodos correcionais aqui do Djambalaya.
34:07Mas eu prefiro o Baiacu, né?
34:10Baiacu, porque Baiacu tem espinho.
34:13Ela funciona melhor comigo.
34:15Surra de Baiacu.
34:17Sabe, sabe, Harolda, eu vou registrar isso, é o meu nome lá nas marcas e patentes.
34:23O Baiacu da Álvaro.
34:25Viemos por trás porque o Hall está infestado de gato.
34:31Essa fofoqueira aí que está aí reclamando depois de levar uma surra de xerelete.
34:35Harolda, acabou-se a festa.
34:38Eu e Adonis procuramos uma editora e vamos lançar o livro.
34:43Nem papai, nem mamãe.
34:44Bom mesmo é frango assado.
34:46Meu Deus.
34:46Lindo, vamos lançar junto com o álbum de figurinhas da Parenta.
34:49Copélia nua, crua e carimbada.
34:52E todo mundo está dizendo que no álbum de figurinha da Copélia não tem figurinha difícil.
34:57É tudo fácil que nem a modelo.
34:59Você me decepcionou.
35:01Além do livro, não incentivou sua avó essa loucura.
35:03Mas mãe, a editora só acreditou que as histórias do livro eram reais depois que eu apresentei a Parenta.
35:08Harolda, eu vou te alertar de uma coisa.
35:10Se você publicar uma linha que seja mais do livro do Adonis, você será processada e devidamente condenada.
35:18Além disso, eu posso publicar muitas intimidades suas.
35:23Ah, conta, conta, conta.
35:25Mas a senhora é minha terapeuta?
35:28Sim, eu faço terapia de confronto.
35:31Segredo é coisa de padre.
35:33Processados e condenados serão esses dois.
35:35Porque aqui está a prova.
35:39A prova do atentado de Saronga.
35:42Foi tudo filmado.
35:43Mas eu não posso acreditar.
35:47Então é mesmo verdade.
35:49Com Harolda Neves ninguém pode.
35:51Pois a danada conseguiu reunir aqui neste DVD...
35:55É meu, por favor.
35:56Todas as imagens comprometedoras sobre nós.
35:59Oh, quebrou, quebrou.
36:02Oh, ela não quebrou mais.
36:03Mas a senhora tem que fazer alguma coisa?
36:07Alguém precisa ser punido?
36:09O nido, o nido é, salame é mingué.
36:12Um sorvete coloré.
36:13O culpado é bozenar, bozena é...
36:15Não, não, não, bozena não pode.
36:17Bozena não pode.
36:18Se bozena for presa, quem é que vai lavar?
36:20Quem é que vai passar?
36:21Quem é que vai cozinhar aqui dentro?
36:23Quem é que vai cortar a unha do meu pé?
36:24Quem é que vai coçar minhas costas?
36:26Passar gel no meu cabelo?
36:28Dar esfregado na merola?
36:29Olha, eu acho que o culpado devia ser a dona Deyssa.
36:34Eu já falei isso desde o começo do episódio.
36:36Foi porque eu.
36:37Porque é o sapatão.
36:38Nós somos preconceituosos.
36:40Por isso.
36:41Nada pessoal.
36:42Alô aí, Mija.
36:44Mija aí.
36:45Alô, Mija.
36:46Quem?
36:47Quem é Mija?
36:48Mija é a milícia do Jambalaya.
36:51Alô, Mija.
36:52Carreto no 1102.
36:55Venham recolher a abelhante Deyssa.
36:58Parabéns, Álvara.
37:00A justiça foi feita.
37:01Vamos, Deyssa.
37:03Vamos, Deyssa.
37:04Que injustiça.
37:06Que injustiça.
37:06Que injustiça.
37:07Ainda bozena.
37:07Venha, bozena.
37:08Que vai.
37:08Você vai testemunhar quanto o sapatão.
37:10Venha, bozena.
37:11Muito bem, Arosa.
37:12Ai, Arosa.
37:13Gostou do meu xerinha?
37:15Vamos lá, sapatão.
37:16Vamos lá, sapatão.
37:17Vamos lá, Deyssa.
37:18Injustiça.
37:18Injustiça.
37:19É o sapatão.
37:20Vamos lá, Sucessão.
37:23Adonis, vamos embora, que está na hora da sua sessão.
37:26Mesmo porque mais de cinco minutos no meio dessa gente acaba com qualquer personalidade.
37:32Ô, doutor, agora não dá.
37:35Eu gravei tudo o que aconteceu desde ontem.
37:37Já vou começar a escrever o segundo volume do meu livro.
37:40Eu vou acabar ainda mais com vocês todos.
37:43Mas então a raça é direito.
37:45Acaba com a raça da gente de uma vez.
37:47Porque quanto mais desgraça, mais o povo gosta.
37:50Aproveita que eu sou louro de olho azul, diz que a culpa da Cris é minha, que fomos nós
37:54que invadimos o Iraque, mas que fomos nós que derrubamos as torres gêmeas.
37:58Isso, isso.
37:59Acrescenta também que nós causamos um tsunami, que estamos derretendo as calotas polares.
38:03Isso.
38:05Olha, Celinha.
38:07Nosso filho vai ser um sucesso.
38:09E eu que criei.
38:11Sabe por quê, doutora Percy?
38:12Porque não existe nada melhor que mãe!
38:19Mãe!
38:21Mãe!
38:23Poxa, relógio.
38:24Quebraram o sucesso?
38:25Tem duas moças saindo ali, tá me dando agonia.
38:27Ah, não gostaram.
38:28Elas não tão gostando.
38:29Uma tá apertada pra mijar, só pode ser isso.
38:32Estão rolatando.
38:33Agora eles foram obrigadas por ele a votar.
38:36Elas não podem maquiar.
38:38Aqui é a câmera dos terrores, então não saem nunca mais.
38:41Mas o Jorge e o Arnaldo atingiram o saronga.
38:48E quem é que vai acreditar numa mulher que usa um S de sapatão estampada na calça?
38:55Na calça não labrusa.
38:57Ah, você me atrapalhou.
38:58Me desculpe, eu já tinha comentado a rir antes, porque eu não aguentei.
39:02A gente fora!
39:11E aí

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