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  • há 8 meses
Técnico do Paysandu, Claudinei Oliveira vive uma experiência única: comandar o time ao lado do filho, Felipe Oliveira. Em entrevista exclusiva, ele conta como começou essa parceria, os desafios de conciliar a relação familiar com o dia a dia no futebol e os bastidores da rotina no clube bicolor. Assista e conheça de perto essa história que une família e paixão pelo esporte.

Imagens: Ivan Duarte
Reportagem: Luiz Guilherme Ramos
Edição: Karla Pinheiro (Supervisão Tarso Sarraf)

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Transcrição
00:00O Felipe sempre foi ligado ao esporte, né, desde pequeno, ele foi chapéu, ele tá aí como
00:05do, aí começou a jogar basquete, jogar futebol, começar o futebol, começou a jogar basquete
00:09e vinha tendo uma carreira no basquete e se formou em educação física para ela isso.
00:15E aí, em algum momento, na troca da Chapecoense, do Sérgio Benspé, pro Guarani, que era muito
00:20próximo da onde a gente tinha residência, que era Araras, ele tava lá em Araras, não
00:22tinha acertado nenhum clube pra temporada de basquete e já formado, eu perguntei se ele
00:26gostaria de trabalhar comigo ali, até surgiu muita ideia da mãe dele também, a mãe dele
00:30que falou, pô, conversa com o Felipe, ele não quer ir trabalhar contigo, ele aceitou, né,
00:34fiz no primeiro momento, eu tinha um outro auxiliar, ele era o segundo auxiliar, e aí quando a gente
00:38vai pro Londrina, ele já vai como meu primeiro auxiliar, a gente tem trabalhado junto aí, tem
00:42mais de um ano aí já e graças a Deus, muito sucesso, muita alegria, né, poder compartilhar,
00:46é o que eu vivia sozinho, compartilhar com meu filho agora.
00:48A gente sempre foi muito próximo, né, a família toda, mas por questão de eu estar sempre
00:53com meu pai num clube ou no outro, a gente tava tendo tanto contato físico igual agora, né,
00:57tá sendo uma coisa legal, de poder estar junto com meu pai de novo, com minha mãe, com meu irmão
01:01mais tempo, né, porque acabava que a gente ficava ficando muito tempo longe, né, eram mais as férias
01:05que a gente se via, assim, mas a conexão sempre teve e tá sendo muito especial pra mim,
01:11poder compartilhar esse momento, pra mim aprender muito, né.
01:13E o Felipe trabalhando é o que a gente esperava, ele é muito disciplinado, né, tudo que ele fez
01:17sempre foi muito disciplinado no esporte, enfim, tem as suas rotinas, é um cara que tudo que você
01:22pede pra ele, entrega no prazo que você pede pra ele, que você propõe, então ele tem
01:26interagido bastante com o personagem de desempenho, então ele tira muita coisa, muito peso que
01:30eu tinha de ter que avaliar as coisas, ele avalia pra mim, já traz mais mastigado, como a gente
01:34fala, né, já filtra muita coisa, então tá sendo importante.
01:37E eu acho que não teve surpresa com essa minha, assim, eu acho que ele tá evoluindo
01:42mais rápido do que eu esperava no futebol, né, entendendo mais o jogo, como é que é o
01:45futebol, como é que é o ambiente do futebol, que é diferente do ambiente do
01:46basquete, mas hoje eu acho que ele tá dominando bem o ambiente, vestiário, já conversa
01:50todo mundo em trágico, os atletas, com o comissão técnico, a direção, de uma
01:53maneira muito positiva.
01:54Pra mim é mais uma confirmação do que eu sempre escutava, sabe, tipo, de eu chegar
01:58num clube pra conhecer, pra ver um treino, todo mundo, pô, teu pai é acima da média,
02:01teu pai é um cara gente boa, e eu vejo que é um jeito que eu acredito ser o certo já
02:06com as pessoas, e eu tô aprendendo muito com isso também, porque o futebol é ser
02:10lido com muita gente, né, o grupo tem 30 atletas, e tem comissão, e tem segurança, e
02:15meu pai é um cara acima da média, assim, eu tenho aprendido muito com ele.
02:18Quando eu era treinador e não trabalhou comigo, eu já via que a gente não tem aquela
02:21estabilidade que tem no basquete, por exemplo.
02:23Então, no basquete fica lá uma temporada, duas, né, não tem tanta cobrança, tem muito
02:26objetivo, muito traçado, se a gente chegar entre os dois tá ótimo, e tá ótimo mesmo,
02:29né, que é indo no futebol.
02:31Mas a gente, graças a Deus, a gente tá trabalhando, a gente perdeu muito menos do que
02:33ganhou, a gente tem tido bons resultados, então tá sofrendo menos do que eu já sofri
02:37sem estar com ele junto, ele não tá pegando essa fase tão ruim, tá fazendo uma fase boa,
02:41graças a Deus.
02:42Mas ele sabe, eu sou assim, eu ganhando, perdendo, a minha noite de sono no dia do jogo é muito ruim,
02:46antes de jogo de nove e meia da noite, eu passo no time, claro, é difícil assim, ele
02:50tá até convivendo bem com isso, tá entendendo como é que funciona o futebol, e é um aprendizado,
02:54é isso aí que você falou, ele tem que ir aprendendo como é que é o futebol, como é
02:56que é a cobrança, e saber lidar com isso é o mais complicado.
02:59Eu morei muito tempo junto também, né, porque eu fui, o pai começou a trabalhar no Santos
03:02profissional, eu tinha 12 pra 13 anos, então eu fui morar fora de casa com 16, 17.
03:08Então eu já tinha uma base também, né, mas a gente sabe que é isso, né, o trabalho
03:12se molda muito pelos resultados também, mas a gente tem que ter a tranquilidade de saber
03:17também que nem quando tá ganhando tá tudo certo, nem quando tá perdendo tá tudo
03:19errado também, né, a gente tem que ter convicção no trabalho, e acho que o trabalho tá sendo
03:23bem feito, né, acho não, tenho certeza tá sendo bem feito.
03:25Vamos fazer um belo almoço dia dos pais e aproveitar depois, concentrados aqui, tá,
03:30convivendo normalmente, segue mais um dia, né, graças a Deus a gente tá podendo
03:32conseguir juntos.
03:33Tchau.
03:34Tchau.
03:35Tchau.
03:36Tchau.
03:37Tchau.
03:38Tchau.
03:39Tchau.
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