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  • há 6 meses
Na semana em que a Lei Maria da Penha completa 19 anos, gerente de Proteção à Mulher da SESP, delegada Michelle Meira, falou ao TN2 sobre os desafios do combate à violência doméstica.
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Transcrição
00:00Gente, porque essa semana a lei Maria da Penha de combate à violência contra a mulher está completando 19 anos.
00:06A gente vem mostrando para vocês, infelizmente, esses casos que continuam corriqueiros, como o que a gente acabou de ver.
00:12Por dia, no ano passado, a SESP tem um balanço, uma média de 195 ligações desse tipo de violência para a polícia,
00:20de violência doméstica, de mulheres pedindo socorro.
00:23A gerente de proteção à mulher da Secretaria de Segurança Pública falou sobre esse desafio e o combate diário. Vamos ver.
00:31Michelle Meire, coordenadora da gerência e proteção à mulher aqui da SESP, e que pode falar sobre isso.
00:38Os 19 anos da lei Maria da Penha, mas também que os números não param de crescer.
00:43Nós recebemos aqui no CIODES 200 ligações todos os dias, ele ressaltou.
00:48E muitas vezes a mulher não sabe nem identificar um tipo de violência.
00:52Se a gente fosse dar um serviço, a gente pode falar que esse ciclo é composto por quais violências?
00:58Olha, realmente, a lei Maria da Penha completou 19 anos e segue sendo um desafio imenso a gente modificar a cultura que a gente tem,
01:08extremamente machista, que traz às mulheres extremos transtornos, sofrem violência e são vítimas de um crime horrível, que é o feminicídio.
01:21Então, a lei Maria da Penha trouxe para a gente quais são os tipos de violência.
01:26Então, a gente tem a violência moral, a violência física, a violência patrimonial, violência sexual e violência psicológica.
01:35Então, é importante que as mulheres sempre fiquem atentas a pequenos detalhes dentro do relacionamento que já podem, sim, ser considerados um relacionamento abusivo.
01:46Muitas vezes a gente tem a ideia de que a violência é somente uma violência física, mas não.
01:53Um xingamento, ele já pode ser considerado uma violência moral.
01:57E de todos esses crimes, quais que chamam mais atenção nessas 200 ligações diárias?
02:02Olha, quando a gente pega as nossas estatísticas de registro de boletins de ocorrências, a violência física, ela acaba predominando.
02:11Mas ali, logo em seguida, vem a ameaça que a gente pode considerar uma violência também psicológica.
02:18E como foi também colocado recentemente, inserido no Código Penal, a gente tem alguns tipos de violência que tendem a crescer
02:26quando a gente começa a dar conhecimento à população desse tipo de delito, como é a questão da violência psicológica em si.
02:34E a gente também frequentemente fala do setor judiciário na questão da medida protetiva, mas efetivamente a gente acompanha nos casos
02:42muitas mulheres morrendo com as medidas nas mãos.
02:46O que falta no sistema para isso ser fidelizado, para de fato salvar a vida das mulheres?
02:51Então, na realidade, a gente faz aqui uma busca nos inquéritos de feminicídio.
02:57E a gente percebe que a maioria das mulheres que acabam sendo intimadas ao feminicídio, elas não registraram boletim de ocorrência.
03:08Então, a nossa alerta é sempre a importância de você fazer o registro de boletim de ocorrência
03:14para que a gente possa inserir essa mulher dentro dos programas existentes, como, por exemplo, a Patrulha Maria da Penha,
03:22que ela fiscaliza as medidas protetivas e a mulher realmente peça a medida protetiva
03:29e que a gente possa caminhar com ela dentro da rede de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher.
03:35Sim. E falando dos métodos de proteção sem ser a própria medida protetiva, em outras ocasiões, a gente já falou em botão de pânico,
03:43o próprio CIODES, mas o que a gente pode oferecer para essas mulheres vítimas em questão de métodos mesmo?
03:48Olha, é importante a gente mencionar que a violência contra a mulher, ela não se combate apenas com a segurança pública.
03:55Então, a gente precisa de vários atores da rede atuando para que a gente possa mudar a cultura.
04:01A gente só muda a cultura se a gente modifica a questão da violência de gênero, que a gente tem muito impregnado na nossa sociedade hoje em dia.
04:11Muito obrigada, doutora Michele.
04:12Um importante serviço, principalmente alertar as mulheres, 19 anos da lei Maria da Penha,
04:17mas que a gente continua aqui retratando frequentemente esses casos de violência, mas esperando um basta, né?
04:23Esperando um dia que essas mulheres possam ter mais paz para viver.
04:28Com certeza. Obrigada, viu, Tainara e doutora Michele Meira.
04:31Tchau.
04:32Tchau.
04:33Tchau.
04:34Tchau.
04:35Tchau.
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