Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 11 horas
Ela sofreu agressões do marido por dois anos até buscar apoio.
--------------------------------------
Notícias relacionadas:

--------------------------------------
💻 Confira as últimas notícias do Espírito Santo e do Mundo no nosso portal 👇
https://tribunaonline.com.br

📰 Notícias na palma da sua mão.
Assine A Tribuna e tenha acesso ao nosso app 👇
https://atribunadigital.com.br/assinatura/

🎙️ Assista aos nossos podcasts exclusivos de esporte, negócios e muito mais em
http://tribunaonline.com.br/podcasts

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Ela viveu por mais de dois anos sobre o medo e o silêncio e também sobre o impacto da violência.
00:10Um relacionamento marcado por agressões físicas, mas também por agressões verbais e psicológicas.
00:18Hoje, essa mulher que você está vendo aí, está viva e livre com o apoio da Patrulha Especializada da Mulher
00:26e da rede de proteção lá de Cariacica.
00:30Com essa ajuda, ela conseguiu romper esse ciclo de violência na vida dela.
00:34Vamos entender melhor?
00:35E mais do que isso, para que você, mulher, coloque na sua cabeça de que é possível dar a volta por cima
00:43e de que é possível você se ver livre dessa violência doméstica.
00:47Acompanhe a reportagem. Sacode!
00:49Por dois anos e meio, a rotina da vendedora de 45 anos foi marcada pelo medo.
00:56O que começou como uma paixão, terminou em agressões constantes, ameaças e controle.
01:04Mesmo com uma medida protetiva concedida pela justiça, em 2024, ela voltou atrás.
01:11Tentou mais uma vez, até perceber que não sobreviveria se continuasse.
01:17Ele falou, mas se não você volta, eu não vou fazer isso mais.
01:20Eu te prometo, eu vou cuidar de você.
01:22Você é uma pessoa que Deus me deu para me cuidar.
01:26Você é uma pessoa que as pessoas precisam de você.
01:28Já foi do outro lado.
01:30Aí acabei voltando.
01:32Nisso que eu voltei, acabou minha vida.
01:34A violência deixou marcas que não foram só emocionais.
01:41Um soco no rosto causou lesões graves.
01:45A dor do ouvido, inicialmente confundida com uma infecção, revelou algo pior.
01:51Uma perfuração que comprometeu a audição.
01:54Teve um episódio que eu tentei sair, foi o momento que ele me deu um soco no ouvido.
02:01E hoje eu tenho esse trauma, estou fazendo tratamento, que deu perfuração no tígono.
02:07E assim, eu estava empregada agora, pouco tempo, recente, fui mandada embora.
02:12Fiquei atestado, a empresa até entenda também.
02:15Falei, não posso ficar com você.
02:16E depois disso, esses episódios de eu falar que eu queria divorciar e ele não,
02:22ele falou assim, você pediu o divórcio, eu mato você na hora.
02:24Nem mesmo o espaço que deveria ser de acolhimento foi seguro.
02:29A medida protetiva foi descumprida pelo ex-companheiro dentro de uma igreja.
02:35Mesmo assim, ela não se calou.
02:37O culto começou, eu olhei para trás.
02:40A hora que eu olhei para trás, assim, que eu vi, eu fiquei muito apavorada.
02:46Mas muito, muito, eu tremi, eu tremi, fiquei mal.
02:50E eu salvei a patrulha de primeira na barra, né?
02:54Aí mandei mensagem.
02:55Aí eles chegaram e foi aonde que ele foi, detido.
02:59Em agosto de 2025, ela acionou a patrulha especializada da mulher de Cariacica
03:05e encontrou o que não teve por muito tempo, proteção.
03:09Naquele dia eu nem vi o horário que era.
03:12Peguei, a menina me deu uma força, ela foi conversando, parecia assim,
03:17que foi Deus mesmo, me viu.
03:19Eu falei, não acredita, se ela não está sozinha, não conheço você pessoalmente, você vai conseguir.
03:24Desde que denunciou o agressor, a vítima precisou mudar quatro vezes em apenas quatro meses.
03:32Mesmo assim, a patrulha especializada da mulher continuou o acompanhamento.
03:38Cada novo endereço passa a integrar a rota de proteção, garantindo assim a segurança para que a vítima siga em frente.
03:49Hoje ela vive em uma casa cedida, ainda enfrenta burocracias, medos e cicatrizes, mas segue em frente.
03:57Eu vou seguir, eu quero poder ajudar as mulheres, as mulheres poder ouvir.
04:03Tem jeito sim, tem jeito, tem ajuda, tem ajuda.
04:06Eu espero que tudo vai ocorrer bem e essa sensação de medo, ela vai passar.
04:12Em Cariacica, a patrulha especializada da mulher atua integrada à Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos.
04:20Juntas oferecem acolhimento, acompanhamento psicológico, assistência social e incentivo à autonomia financeira.
04:30Direcionamos ela para a Secretaria da Mulher, porque ela estava num momento de muita vulnerabilidade financeira e emocional.
04:35Então, ela demonstrou interesse, ela queria essa ajuda, queria emprego, ela queria ser assistida pela rede de saúde para um atendimento psicológico,
04:44para fazer uns exames que devido à situação de cárcere que ela vivia, ela não podia se cuidar.
04:50Há muito tempo que ela não cuidava da própria saúde.
04:52A rede municipal também atua na prevenção.
04:55A gente trabalha muito em parceria com a Secretaria da Mulher, em ações educativas, preventivas.
05:00E a gente realiza palestra também, para estar levando essa informação para todos os ambientes.
05:08A mulher ainda chora, ainda se reconstrói, mas hoje caminha com mais segurança.
05:14Uma sobrevivente que transformou dor em coragem e encontrou, na rede de proteção, um caminho para viver.
05:23Vida que segue, eu quero seguir a minha, quero paz, quero alegria e confiar.
05:29Gente, é o que eu sempre falo, né?
05:32Quando você busca ajuda, alguém vai estender as mãos para você.
05:36Eu sei que às vezes é difícil, né?
05:39Muitas mulheres têm esse medo, têm esse receio de buscar ajuda, mas não fique sofrendo.
05:46Você imagina você viver anos e anos da sua vida ali, nas garras,
05:54sendo prisioneira de um agressor, de um canalha que faz de você um objeto.
06:00E mulher nenhuma deve se sentir um objeto, deve achar que esse canalha está correto.
06:07Porque essa é a tática desses agressores, é fazer com que você, mulher, pense que você está errada.
06:14Que é você que está... porque é isso que essa turma faz.
06:17Esses canalhas que agridem mulheres, que querem a mulher ali debaixo da asa deles, né?
06:23Sendo manobra dessa rapaziada, eles fazem isso com você.
06:28Faz você, mulher, entender que é a sua roupa que faz isso, sabe?
06:32Que a culpa é sua, que é por conta disso, daquilo que eles são dessa forma,
06:37tentando jogar a culpa para você e não tem nada disso.
06:40É um trabalho de psicopata, é um trabalho de louco que faz isso com as nossas mulheres.
06:46Existe no poder público diversas frentes para te ajudar
06:50e existem também outras frentes em igrejas, em projetos sociais,
06:55que você também pode buscar ajuda, que com certeza as pessoas vão te ajudar, vão te estender as mãos.
Comentários

Recomendado