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André Portela, economista e professor de políticas públicas da FGV, explica como a melhoria de experiências e investimentos no ensino básico de qualidade afetam positivamente o desenvolvimento de competências e habilidades.

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Transcrição
00:00Um dos mecanismos mais interessantes implementados recentemente foi na Índia,
00:05com o programa de digitalização, o famoso Adahar.
00:08Ajudou a digitalizar os programas, a combater fraudes e a criar critérios,
00:15inclusive de transparência e mensuração, muito importante.
00:18Você considera a digitalização algo vital para melhorarmos a qualidade dos programas,
00:24critérios de mensuração e combater corrupção e fraude?
00:27De fato, é muito importante a digitalização.
00:30Mas, obviamente, eu sempre fico preocupado quando você digitalizar,
00:35facilitar, diminuir o custo, digamos assim, de você fazer o cadastro, acompanhar tudo isso.
00:41Mas eu sempre fico um pouco pé atrás com isso,
00:46quando isso facilita, diminui o custo do gestor e da gestora e começa a querer aumentar muito mais,
00:52obter mais informações, ter mais controle sobre isso.
00:54Então, a gente tem que ter um cuidado que essa redução de custo seja levada à ponta,
01:01seja levada ao beneficiário, ao cidadão, à cidadã.
01:05E não que torne, ao contrário, mais custoso para a pessoa ter que ser mais vezes,
01:13ter que dar mais informações.
01:14Então, mas, obviamente, a digitalização facilita, dá um ganho de produtário muito grande para toda a gestão do sistema.
01:23Mas, como tudo, tem que ter raciocínio.
01:26Que tipo de informações nós vamos querer ter, para que servem as informações,
01:31que decisões são importantes serem tomadas.
01:34Então, para essas decisões, que informações devemos ter.
01:37Então, isso envolve não só a digitalização, mas envolve capacitação e capacidade de discernimento
01:44por parte dos gestores públicos.
01:47E na educação, o que nós temos que fazer para avançar?
01:52O Brasil deveria adotar, por exemplo, como critério, os exames internacionais, como o PISA.
01:57O que nós devemos fazer para ter um balizamento capaz de fazer com que esse dinheiro gasto na educação
02:02se transforme, na verdade, na melhoria da qualidade do aprendizado do aluno?
02:07A gente já tem bastante desses exames.
02:11Tem o SAEM, tem a Prova Brasil, a gente faz o PISA, etc.
02:17Eu acho que o que a gente precisa é usar melhor essas informações.
02:23Então, por exemplo, no caso do PISA, a gente já tem como é que está a evolução da educação brasileira,
02:31o aprendizado dos nossos jovens de 15 anos, etc.
02:35Agora, fica com isso, fica por isso.
02:38A gente não usa isso para, a partir daí, desenhar políticas voltadas para educação.
02:47Eu acho que a gente precisa dar esse passo agora.
02:49Tem várias questões que, obviamente, podem ser melhoradas com mais informações.
02:55Os estados, com suas redes, têm suas provas regulares, que são usadas.
03:01A gente tem a Prova Brasil do Ministério, tem o PISA, enfim.
03:08Então, a gente tem umas coisas meio espalhadas assim, que isso pode dar uma arrumada nisso tudo.
03:13Mas eu acho que o que a gente ainda faz pouco é usar bem essas informações,
03:18sistematizá-las bem, para desenhar políticas e serem bem acompanhadas.
03:23Vou dar um exemplo de um exercício que a gente fez há algum tempo
03:28para convencer as pessoas e os governos de como você pode usar esse tipo de informação.
03:36Se você olhar o nosso PISA, que são os jovens de 15 anos que fazem a nossa prova,
03:41vamos pegar o PISA linguagem.
03:43Mas matemática também é parecido.
03:46A gente entrou em 2003, acho que foi em 2001, 2003, o nosso primeiro PISA.
03:50E fomos a cada três anos fazendo, 2003, 2006, 2009, 2012, 2015, fomos fazendo a cada três anos.
03:59De 2003 a 2012, Felipe, a gente foi aumentando a média do nosso PISA.
04:06Começamos lá atrás, sempre lá atrás, entre todos os países, muito baixo mesmo.
04:10Mas fomos melhorando.
04:11Como os outros países também, muitos deles foram melhorando, então a gente sempre...
04:17Não melhorou o suficiente para ficar lá na frente, né?
04:21Mas a gente foi melhorando.
04:22Mas chegou lá para 2012, 2013, praticamente estagnou.
04:26Ficou parado.
04:27Aumentou muito pouco.
04:30O que aconteceu?
04:30Aí, a gente foi olhar o seguinte.
04:37Ao mesmo tempo em que essas notas foram melhorando em média, os nossos alunos de 15 anos, as gerações subsequentes dos alunos de 15 anos,
04:46foram melhorando o fluxo escolar.
04:51Mais alunos de 14, 15 anos faziam a prova na série correta.
04:56Não é que ainda resolvemos todo o problema de defasagem, mas se reduziu bastante o problema de defasagem escolar.
05:04E a gente sabe que defasagem afeta aprendizado.
05:11Então, se a gente vai corrigindo a defasagem, isso vai melhorando o aprendizado.
05:15Então, toda a melhoria de 2003 a 2012 no Brasil, quase toda, é explicada por melhoria da defasagem escolar.
05:27Redução da diminuição da defasagem escolar.
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