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Felipe Machado entrevistou Pedro Batista, médico executivo e CEO da Horuss AI. A health tech brasileira se destaca por integrar dados de diferentes sistemas e usar inteligência artificial para prever riscos, otimizar tratamentos e reduzir custos em operadoras de saúde.

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00:00Estamos de volta com o Real Time desta quarta-feira.
00:04E olha, na era da inteligência artificial, a saúde também passa por uma transformação profunda.
00:10A Horos AI é uma das chamadas health techs mais promissoras do país,
00:16usando dados para reduzir custos, antecipar tratamentos e criar um ecossistema inteligente de gestão.
00:23O analista do nosso canal, Felipe Machado, entrevistou o doutor Pedro Batista,
00:28que é médico executivo e sócio fundador da Horos AI. Vamos conferir.
00:35Estou aqui com o Pedro Batista, CEO da Horos AI.
00:38Pedro, muito obrigado pela sua presença aqui no estúdio.
00:41Eu queria que você começasse contando um pouquinho do início, como é que surgiu a Horos AI.
00:45É, claro, uma empresa de health tech, voltada para a inteligência artificial.
00:48De onde aí veio a ideia?
00:49Bom, eu fui durante muitos anos executivo de uma das maiores operadoras de saúde do país.
00:55Operadora com mais de 500 mil vidas e uma peculiaridade, uma idade média de 68 anos de idade.
01:02Um público que a gente não pode mitigar risco de modo algum.
01:06A gente precisa atuar a todo momento com essa população.
01:09E ali foi uma belíssima escola para a gente entender o tanto que o dado realmente pode ser eficiente.
01:15E mais ainda, o tanto que a antecipação de risco faz uma diferença não somente para o paciente,
01:21mas também para o custo da operação.
01:23E assim surge a Horos como uma empresa preparada para, antes de mais nada,
01:28dos mais de 2 mil sistemas de tecnologia que estão hoje em contato com as empresas de saúde brasileira,
01:34com mais de 178 linguagens diferentes, ou seja, uma vastidão,
01:39não só de sistemas, diferentes sistemas, mas também muita variação de linguagens,
01:44a gente chega para ser a primeira empresa brasileira a conseguir, independente do sistema,
01:51estruturar todos esses dados e trazer para um core único de informações para poder ser utilizada.
01:57Daí sim, em altíssima qualidade por mecanismos de inteligência artificial,
02:04machine learning, deep learning, generativa e tudo mais que precisar de acordo com a necessidade do cliente.
02:12Vocês captaram 17 milhões de reais, até um dado público.
02:15Como é que está sendo o resultado para os clientes e para os parceiros de vocês?
02:18Eu vou falar sobre isso em relação ao cliente, que o cliente tem trazido para a gente cada vez mais solicitação de novos produtos.
02:28E pelo lado do investidor, que hoje a Headline, que é uma empresa multinacional,
02:34uma empresa que nasceu no Vale do Silício, um dos maiores fundos que tem no mundo,
02:39ela fez a divulgação recentemente do seu relatório e apresentando o crescimento da Horos
02:45do último trimestre do ano passado para o segundo trimestre desse ano,
02:49em 31 vezes que foi o crescimento da empresa, exato.
02:52Então é bem expressivo, é algo que mostra, quando a gente vai analisar os gráficos de empresas de inteligência artificial
02:59que realmente estão entregando produtos de alta demanda no mercado mundial,
03:04a Horos acaba se comparando realmente a essas empresas, a essas curvas de crescimento,
03:09porque o nível de entrega que ela está tendo e o nível de crescimento
03:12está sendo equiparável a outras empresas internacionais.
03:15Agora, Pedro, quando a gente fala de tecnologia e saúde, a gente tem duas áreas que são um pouco complementares.
03:23Mas eu te pergunto assim, como você desenvolver a parte tecnológica, a parte de pesquisa, a parte de desenvolvimento
03:28e ao mesmo tempo manter aquele lado humano do tratamento com o médico?
03:32Como é que vocês equilibram isso dentro dessa estratégia também de saúde digital?
03:37Esse ponto, para mim, ele é o que mais me toca, até porque hoje são cinco médicos de 25 funcionários que a Horos tem,
03:45então são bem poucos funcionários, só que todos com uma idade média de mercado de 15 anos.
03:51Todos esses cinco médicos, eles são profissionais que eles sempre tiveram muita aderência ao mercado, principalmente ao paciente.
03:59E na hora que a gente começa justamente a entregar produtos relacionados à tecnologia,
04:04eles estão sempre focando na otimização dos processos relacionados ao paciente.
04:10Então eu quero encontrar todas as mulheres que em determinado plano de saúde estão em gap de rastreio de câncer de mama.
04:16Porque eu estou mostrando, eu estou comprovando, inclusive com retorno sobre investimento,
04:21que se aquela operadora buscar todas aquelas mulheres que estão em gap de rastreio de câncer de mama e tratá-las,
04:27nós vamos encontrar mulheres em birra de 4, que é o nível inicial do câncer de mama, ao invés do birra de 5.
04:34E o tratamento, uma vez que eu tenho todas as informações em timeline,
04:39eu sei que a precificação que vai ser utilizada para curar um câncer em fase inicial é muito menor do que um câncer em fase mais tardia.
04:49Só que isso eu consigo fazer em todas as linhas de atenção.
04:53Até porque eu tenho desfecho...
04:54Em todos os níveis de tratamento.
04:56Qualquer nível de tratamento.
04:57Então eu consigo, com o cálculo de desfecho de cada um desses padrões,
05:01eu consigo evidenciar que sim, trata o paciente antes,
05:05que o nível de utilização vai ser muito menor, a eficiência vai ser muito maior
05:10e o retorno do paciente com gratidão e, principalmente, tratamento adequado vai ser indubitável.
05:17Quando a gente fala de inteligência artificial, a área da saúde é uma das que sempre são vistas como talvez a mais promissora,
05:23até do ponto de vista humano.
05:24Como é que você vê a questão da inteligência artificial para tratar, por exemplo, o diagnóstico,
05:28para tratar, antecipar um diagnóstico mesmo, um tratamento, a necessidade de um tratamento?
05:36Como é que você vê isso na prática, na hora de decidir por um tratamento médico?
05:42Eu acho que nenhuma pessoa que recebe um exame hoje em dia,
05:48ela deixa de pegar o resultado e colocar no chat GPT.
05:53A primeira coisa que acontece é isso.
05:54Todo mundo hoje faz isso.
05:56Uma vez que a gente já está vivendo, já está entremeado no nosso dia a dia,
06:03a utilização de IA, é inevitável que a gente busque os modelos mais seguros,
06:08mais adequados e de maior efetividade.
06:11A obrigação de quem trabalha com saúde hoje, não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo,
06:16é dentro das tecnologias que estão sendo colocadas,
06:20encontrar que melhor se adapte, com mais segurança
06:23e que seja mais de fácil utilização por todo o público.
06:27Dessa maneira, a gente consegue mitigar risco.
06:29E aí o médico passa a se colocar à frente da IA.
06:34Porque hoje, em grande parte dos tempos que eu recebo ligação de amigos que precisam de alguma ajuda
06:39para discutir o caso de algum familiar,
06:42eles já vêm com o resultado do chat GPT.
06:44Eles já vêm com o resultado de alguma outra IA.
06:46Então não adianta a gente ficar correndo contra o tempo,
06:50porque na década de 80,
06:53quando nós começamos a ter os exames de sangue que saíram do microscópio
06:57e foram para os equipamentos de alto desempenho,
07:00deixou-se um profissional também de ficar olhando no microscópio
07:04para começar a pegar a lâmina que vinha do equipamento.
07:07É a mesma coisa, só que em uma velocidade muito mais rápida.
07:10A gente precisa, novamente, focar no que tem eficiência
07:15e indicar para o paciente a melhor maneira de usar aquilo com a orientação de um médico.
07:20Para concluir, Pedro, eu vejo que você fala com bastante paixão,
07:23muito empolgado com esse projeto.
07:25Eu queria que você falasse um pouquinho do futuro da healthcare,
07:27das health techs no Brasil.
07:29Como é que a gente pode...
07:31Quais são os cenários que você vê no futuro próximo?
07:34Eu vou falar até de uma maneira que eu vejo a estratégia de crescimento da Horus.
07:40Quando a gente quer um sistema que ele seja altamente efetivo para toda a população,
07:46a gente precisa que todas essas informações,
07:49seja de um gadget que você estiver utilizando, como um relógio,
07:52um anel que transmite dados,
07:55ou então um prontuário que você preencheu numa clínica,
07:59ou então um exame de sangue que foi feito em outro laboratório,
08:02todas essas informações, elas precisam estar conectadas,
08:05elas precisam estar agregadas.
08:08De certa forma, todas as health techs que estão surgindo,
08:11elas já têm que tomar o cuidado de estar em uma linguagem que seja adequada
08:16para essa pulverização da informação focando no paciente.
08:21Então, muita gente pensa, poxa, o B2C é mais difícil.
08:24Realmente, o B2C é mais difícil.
08:26A gente pulverizar um sistema único para 200 milhões de pessoas
08:30é muito mais difícil do que você estruturar um bom sistema
08:34para operadoras, laboratórios, hospitais,
08:37de maneira que eles utilizem adequadamente.
08:40Porém, voltamos para aquela situação.
08:43Segurança em alto nível,
08:44linguagem que seja de fácil adaptação a todos os sistemas
08:49e, principalmente,
08:51a utilização dessas ferramentas
08:53precisam ser extremamente adequadas
08:55para os profissionais e para os usuários.
08:58Perfeito. Obrigado.
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