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  • há 1 ano
Em pleno Bosque Rodrigues Alves, em Belém, sede da COP 30, o escritor José Arnaud encontra o Curupira e, junto com esse personagem da encantaria amazônica, fala da necessidade de preservação do meio ambiente. Tudo no Dia do Curupira.

Reportagem: Eduardo Rocha
Imagens: Ivan Duarte
Edição: Bia Rodrigues (supervisão: Tarso Sarraf)

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Transcrição
00:00O Curupira, ele traz um simbolismo muito forte da nossa ancestralidade que sempre lutou em defesa da floresta
00:08e também dos rios e dos seres que vivem na floresta e no rio.
00:12Então, trazer o Curupira como símbolo da COP30 é trazer a ancestralidade da Amazônia também junto.
00:19Quem narra a cultura local, quem escreve ou até mesmo a cultura oral, que é muito forte aqui pra gente,
00:29a gente se sente representado quando um personagem tão forte como o Curupira vai estar extravasando os limites do Brasil pra falar sobre a nossa Amazônia.
00:42A criação do livro Defensor da Floresta, ele nasce de um conjunto de elementos que me influenciam.
00:50A minha infância no interior de Cametá, ali ouvindo as histórias dos mais velhos, da minha bisavó me contando histórias,
00:57os meus tios que iam caçar também e me contavam histórias.
01:02Eu trouxe isso comigo quando eu saí de Cametá.
01:05Depois comecei a trabalhar com outras criações artísticas como teatro, produção audiovisual.
01:11E tudo isso acabou influenciando na construção do livro.
01:13Então, hoje, se a gente pega o livro, ele é um quadrinho, mas ele também é literatura infantil.
01:18E ele tem uma dinâmica muito peculiar, trazendo elementos próprios da nossa cultura,
01:25como a arapuca, que era muito utilizada antigamente, e as pessoas se identificam com isso.
01:31E é essa parte que eu quero trazer também pra essa geração que não tá vivenciando
01:35essa cultura mais regionalizada, né?
01:39Vivenciando o que nós vivenciamos antigamente.
01:42Sem dúvida, trazer essa conexão entre a cultura popular, as tradições da nossa região,
01:49ligado a um evento tão grande como é a COP30,
01:53ela fortalece ainda mais todas as discussões que estarão ali em torno.
01:57Porque nós não podemos ficar de fora dos debates.
02:00Essa é a maior...
02:02Tudo que tá sendo dito hoje em dia tá sendo dito nesse sentido,
02:05de que as populações locais, elas precisam participar do debate.
02:09E o Curupira representando, né?
02:12Nos representando dentro da COP30, é a nossa fala.
02:16Também é a nossa fala.
02:17Inclusive, hoje existe um movimento muito forte
02:20dos movimentos dos povos tradicionais,
02:24reforçando que esses seres encantados não são lendas.
02:30E a gente também absorve e respeita essa nova concepção
02:35de que, na verdade, não são lendas, são seres encantados
02:39e que fazem parte da realidade desses povos.
02:42E é assim que nós tratamos hoje em dia o Curupira
02:44e outros seres tantos das nossas florestas.
02:48E eu vejo, a todo tempo, a importância de a gente ficar reafirmando
02:52essa cultura tradicional diante das crianças
02:57para que elas se tornem também defensoras da nossa cultura,
03:02defensoras do meio ambiente e cidadãos e cidadãs
03:05que vão no futuro ser também propagadores da nossa cultura.
03:09Legenda por Sônia Ruberti
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