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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação e surpresa diante da imposição de tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que não há justificativa econômica para um aumento tão elevado nas tarifas. Cristiano Vilela e José Maria Trindade comentaram.
Reportagem: Marília Ribeiro
Comentaristas: Cristiano Vilela e José Maria Trindade

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Transcrição
00:00Vamos até Brasília porque a Confederação Nacional da Indústria também se manifestou sobre a taxação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que não há justificativa para essa medida.
00:12Vamos entender melhor o que a Confederação disse com a Marília Ribeiro que já está ao vivo aqui de novo para contar para a gente as informações. Marília.
00:19Soraya, essa manifestação veio por meio de uma nota e também de um vídeo publicado pela Confederação Nacional da Indústria logo após o anúncio de Donald Trump nesta quarta-feira em taxar os produtos brasileiros em 50% a partir do dia 1º de agosto.
00:40Nessa nota, a CNI afirma que recebeu com surpresa e preocupação essa decisão e que não há nenhum fator econômico que justifique uma medida desse tamanho.
00:52O presidente da CNI, o Ricardo Albán, ele fez uma publicação onde ele comentou sobre esse assunto e nós separamos um trecho para acompanhar.
01:01Lembro que os Estados Unidos são o principal destino das exportações industriais do Brasil e nosso país é um importante fornecedor para o mercado americano.
01:13Uma quebra nessa relação com o impacto dessa magnitude teria muitos prejuízos ao nosso crescimento, à competitividade, aos empregos e, consequentemente, um forte impacto sobre a economia em geral.
01:27Por isso, para o setor produtivo brasileiro, o mais importante nesse momento é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão o mais rápido possível.
01:40Que o equilíbrio, o diálogo técnico prevaleçam com a parcimônia e a determinação necessárias.
01:47Além disso, Soraya, a CNI argumentou que a indústria brasileira está interligada à indústria americana e que uma quebra nessa relação, né,
02:00traria muitos prejuízos na economia, assim como afirmou Ricardo Albán, presidente da Confederação Nacional da Indústria.
02:08E também enfatizou que, ao contrário do que diz o governo americano, há mais de 15 anos os Estados Unidos mantêm um superávit nas relações com o Brasil.
02:18Esse foi o posicionamento da Confederação Nacional das Indústrias em relação à decisão de Donald Trump de taxar os produtos brasileiros em 50%, Soraya.
02:28Obrigada, Marília, pelas suas informações.
02:31Já vou pedir para os nossos comentaristas retornarem aqui para a gente analisar também esse que é um dos posicionamentos da CNI.
02:37E, Zé, como a gente ouviu agora há pouco, né, o Rubens falando que ele acredita que, nesse momento, o Brasil deve dialogar, tentar, né, contornar no diálogo, na diplomacia.
02:50Assim como a CNI também aposta que seja esse o melhor caminho.
02:54O que o Brasil pode fazer, então, a partir de agora, para tentar reverter um pouco esse cenário que já é bastante, está bastante já tumultuado, né?
03:03A nossa economia, inclusive, já sofrendo com a taxa Selic, aí vem esse tarifaço altíssimo.
03:11É, é muito difícil, é muito complexo porque, nesse caso aí, envolve a política, né, envolve questões subjetivas, envolve exigências que não podem, evidentemente, serem cumpridas.
03:23Como o governo brasileiro vai convencer o Supremo a extinguir o processo que está em curso lá contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do governo passado.
03:34Isso é impossível.
03:36Como o governo vai prometer ao governo norte-americano de não lidar com as big techs, né, as plataformas de internet que estão dominando o mundo, né?
03:47Como prometer isso é impossível, né?
03:50Existem vários pontos na carta que são impossíveis de serem até discutidas internamente aqui no Brasil.
03:57Mas o comércio, sim, é possível discutir.
04:00O Brasil não pode enfrentar a força dos Estados Unidos em nenhum dos pontos.
04:06Mas no comércio também não pode.
04:08O Brasil exporta produtos primários para os Estados Unidos, a carne in natura, né?
04:13Existem brasileiros que compraram lá empresas de proteínas, né, como os Wesleys da JBS, né?
04:20Compraram lá as grandes produtoras e elaboradoras de proteínas e pegam aqui a carne in natura e elaboram lá.
04:28Então nós exportamos produtos, como o Alan explicou muito bem, produtos manufaturados.
04:33Então é uma situação muito complexa.
04:35É preciso dividir o que é política e o que é negócio.
04:39Aliás, Vilela, pegando como gancho isso que está dizendo José Maria Trindade,
04:44a gente citou mais cedo também o setor do agro, muito preocupado com essa situação como um todo.
04:50Agora a CNI, ou seja, são os mais variados setores da economia que nesse momento se preocupam com os negócios.
04:59A ideologia é deixada de lado agora, né, Vilela?
05:03Pois é, Nonato. Aliás, a ideologia deveria estar fora há bastante tempo.
05:08Quando se trata de relações bilaterais entre dois países que mantêm uma forte relação comercial,
05:15desde o princípio a relação não deveria estar permeada sob um viés ideológico.
05:21Agora, o fato é que nós temos de lado a lado práticas incorretas, indevidas
05:26e que acabaram levando a esse superaquecimento agora na relação entre os países.
05:31O governo federal brasileiro jamais poderia ter continuado com um discurso bélico,
05:37um discurso de confronto com os Estados Unidos,
05:40num momento onde o Brasil tinha passado ao largo dos aumentos de tarifa
05:45e das grandes polêmicas promovidas pelo presidente Donald Trump.
05:48Não é inteligente que o Brasil, ele rememorasse aspectos políticos,
05:55procurasse liderar um discurso bélico através dos BRICS,
05:59no sentido de um confronto com os Estados Unidos,
06:03quando o Brasil mantinha uma relação bastante sólida, bastante estável com o parceiro americano.
06:08E, da mesma forma, os Estados Unidos vêm mantendo um posicionamento extremamente ácido
06:13com o discurso de sobretaxação em relação a diversos atores do mundo,
06:19que num primeiro momento deixaram o Brasil de lado,
06:21mas que agora miram efetivamente para o Brasil.
06:25E, nesse momento, o que a gente sente falta é de atores, de adultos,
06:30que possam promover uma conversa e promover realmente o diálogo
06:34para o distensionamento e para a reaproximação desses dois países,
06:39que, do ponto de vista econômico, mantêm relações extremamente valiosas.
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