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Após o governo americano ameaçar os países do Brics com novas tarifas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que é preciso evitar qualquer tipo de retaliação precipitada. Nesta terça-feira (08), o presidente Lula voltou a defender a soberania do país e o livre comércio. A bancada do Linha de Frente, coordenada por Fernando Capez e com comentários de Carla Beni, Thulio Nassa, Rodolfo Mariz e Henrique Krigner, analisa os desdobramentos.
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NotíciasTranscrição
00:00Após... Estamos de volta, hein?
00:02Após o governo americano ameaçar os países do BRICS com novas tarifas,
00:11o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que é preciso evitar qualquer tipo de retaliação precipitada.
00:18Hoje, o presidente Lula voltou a defender a soberania no país e o comércio livre.
00:25Vamos ouvir que eu tô curioso.
00:26O que é o governo americano?
00:56A história da luta pela não-violência do Gandhi significa que hoje, aos 80 anos,
01:04continuo mais pacifista do que eu era naquele tempo.
01:07E nós não queremos paz.
01:09Nós não queremos contencioso.
01:11O que nós queremos é fazer com que os nossos países possam progredir.
01:15Por isso, nós também queremos dizer ao mundo que nós somos países soberanos.
01:21Não aceitamos intromissão de quem quer que seja nas nossas decisões soberanas,
01:29do jeito que nós cuidamos do nosso povo.
01:31E nós defendemos o multilateralismo porque foi o sistema que, depois da Segunda Guerra Mundial,
01:39permitiu que o mundo chegasse a um estado de harmonia que está sendo deformado hoje com o surgimento do extremismo.
01:47Sabe o que está parecendo isso aqui, ô Krigner?
01:51Sabe aquela sala de aula?
01:53Você tem sempre aquele aluno mais metido que sobe na cadeira e começa a agitar para fazer um boicote contra o professor?
02:00Quer jogar toda a classe contra o professor, que é o Donald Trump.
02:03Mas ali está todos os alunos querendo passar de ano.
02:07Todo mundo olhando ali, minha economia, como é que está, o meu déficit está lá.
02:10Então está a China, eu nem vou lá não, vai dar confusão.
02:14O Putin manda o Serguei Lavrov.
02:17O Modi da Índia também está quietinho, ninguém quer brigar com os Estados Unidos.
02:21Mas tem um cara que está falando por nós, deixa ele se queimar aqui.
02:24Esse cara é o Brasil?
02:26Justo o Brasil que está precisando tanto de crédito, de investimento no exterior?
02:30Estamos com essa moral toda para ficar dizendo que queremos resolver os problemas de todo mundo?
02:35Se a gente não resolve nem aqui o nosso problema?
02:38E, Capê, você falou certo, esse cara é o Brasil, não é o Lula, é o Brasil.
02:42Se fosse o Lula, a figura do Lula e a retaliação viesse sobre o Lula, isso aí é uma outra questão.
02:48Agora vem sobre o Brasil.
02:50É isso que parece que a gente perdeu um pouco mão disso.
02:54Vale a pena a gente repetir aqui, a história diplomática do Brasil, as relações exteriores brasileiras,
02:59elas são historicamente realmente muito positivas, não só para o Brasil, mas para os países que a gente tem relacionamento.
03:07O pragmatismo, a maneira como nós estabelecemos relações com países divergentes, como a gente faz comércio.
03:13Isso tudo é muito bom, mas está se perdendo.
03:15E começa perdendo quando a gente tem um assessor especial da presidência da República que manda mais que o próprio chanceler.
03:21Então, o Celso Amorim, que é o chanceler premium, talvez.
03:24E você tem lá o Mauro Vieira, que é o ministro das Relações Exteriores.
03:30Nesse conflito aí de quem manda mais, também já temos um problema sério.
03:34Agora, os posicionamentos recentes do presidente Lula é como se alguém que estivesse falando de igual para igual
03:40ou até superior ao presidente Donald Trump.
03:43E, na verdade, não é.
03:45Não temos aqui que abrir mão das nossas garantias, da nossa soberania,
03:49mas temos que entender o nosso papel no sistema internacional.
03:51Se há um conflito, a gente não consegue salvar nenhuma das duas partes.
03:56Se há uma questão até econômica, nós vamos pagar um preço altíssimo.
04:02Retaliações por parte dos Estados Unidos vão nos custar caro demais.
04:05Então, o ministro Fernando Haddad, ele acerta quando ele fala que não adianta a gente se apressar
04:09para pensar em retaliação ou posicionamento.
04:12Mas ele esqueceu de dar uma ligadinha para o presidente e dizer
04:15presidente, maneira nos comentários, presidente, não é bem por aí, não vai se aliançando com o Irã,
04:21não vai se aliançando com a China, não vai se colocando tão perto da Rússia.
04:24Pensa bem quem são os nossos maiores parceiros comerciais.
04:28Nesse sentido, aí, então, a gente consegue ver que a política externa brasileira
04:33também está aí daquilo que vem na cabeça do presidente Lula.
04:36E quais vão ser as consequências disso tudo?
04:39Essa é a pergunta.
04:39Nós temos também questões internas, que o próprio presidente Donald Trump já falou.
04:44Todo mundo viu o tweet aí a respeito do julgamento do presidente Bolsonaro.
04:48Isso também pode impactar em políticas muito delicadas entre Brasil e Estados Unidos.
04:54E isso não é uma questão mera de intromissão.
04:57Os Estados Unidos têm uma política externa que orienta a sua política econômica
05:02e isso não é novidade.
05:03É prerrogativa deles também.
05:06Precisamos nos submeter 100% a tudo que os Estados Unidos falaram?
05:08Claro que não.
05:09Mas nós temos que saber que, nessa briga, nós somos o elo mais fraco.
05:13É, cala bem, né?
05:15O presidente, presidente, que é um homem experiente,
05:17devia aprender um pouco mais sobre realpolitik.
05:21Novamente, o artigo da Economist dizendo o seguinte.
05:23O presidente Lula foi lá visitar a Rússia, Moscou,
05:28no aniversário de 80 anos do dia da vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista.
05:35E nenhum país, nenhuma democracia ocidental lá se encontrava.
05:40Os Estados Unidos não se encontrava.
05:41Ele foi e acabou nem sendo prestigiado.
05:44Foi colocado lá quase que vendo de binóculo o desfile.
05:48Aí eu vejo a comparação com o Keir Starmer, que é o primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
05:52Cometeu um deslize na campanha, apoiou ostensivamente o Joe Biden.
05:58Depois o Trump ficou com raiva.
06:00Eu lembro ele na Casa Branca, sendo provocado pelo Trump,
06:04ficando em situações embaraçosas.
06:05Mas com a diplomacia britânica, que eles são mestres,
06:09passou por cima disso.
06:10E agora a Grã-Bretanha, a Inglaterra, está se dando muito bem economicamente com os Estados Unidos.
06:15Quando eu vejo o Brasil estar presente na posse do presidente do Irã,
06:21e o vice-presidente que representou o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin,
06:25está sentado ao lado de líderes, quase todos já foram mortos.
06:30O presidente do Hezbollah, o líder do Hamas, líder do Hezbollah, líder do Hamas,
06:35presidente do Irã, chefe da guarda revolucionária iraniana.
06:40Será que na política externa nós estamos escolhendo bem os nossos amigos?
06:44Eu acho que a gente pode ter duas óticas aí.
06:47A primeira, sim, é que a gente tem uma foto, né?
06:50Com o seu respeito do que você falou, né?
06:52A foto, ela fica uma foto meio duvidosa, porque você fala,
06:56bom, escorregou, não precisava ter ido, poderia não ter ido.
07:00Então, sim, há uma crítica a esse respeito, sem problema algum.
07:03Do outro lado, a gente tem uma possibilidade de comércio,
07:07a gente tem uma possibilidade de contato com os outros países
07:11e um diálogo maior puxando um pouco até o que a gente acabou de falar
07:16da importância da nossa diplomacia.
07:19Então, por esses dois lados.
07:20Eu acho que é difícil acertar sempre.
07:22Você tem alguns deslizes que acontecem, sim, e tem acontecido ultimamente.
07:28Mas a gente, quando pensa em comércio internacional, por exemplo, né?
07:33Ou mesmo a questão do Irã, que é uma questão extremamente delicada,
07:37extremamente controversa, digamos assim,
07:40quando a gente pensa em comércio, em importação, exportação, em petróleo,
07:45em uma série de outras coisas, a gente também não pode esquecer
07:49quando os Estados Unidos encaminhou lá para Caracas
07:53uma comissão para poder negociar direto com a PDVSA o petróleo para Chevron.
08:00Então, a gente fica no meio desse caminho.
08:04Então, eu abriria esses dois pontos aí para poder pensar a esse respeito.
08:09Professor Túlio Nasa.
08:12Olha, Capês, eu quero falar aqui antes do Rodolfo,
08:16até para eu tentar ter uma fala um pouco mais amena,
08:21porque é um assunto que realmente me revolta um pouco.
08:23Se nós formos analisar a história do BRICS,
08:27ele começou a sua ideia lá, inclusive com a política de um banco,
08:32com o Goldman Sachs, em 2001, e tinha só BRIC, né?
08:35O nome era BRIC. O que significava BRIC, né?
08:38Para quem não conhece?
08:39BRIC é a união dos países naquela época em desenvolvimento.
08:43BRIC por quê?
08:43B de Brasil, R de Rússia, I de Índia e C de China.
08:48Depois entrou o S, que é de África do Sul, que é South Africa,
08:52o termo em inglês, por isso que vem o S ali.
08:55Em 2008, né?
08:56É, aí em 2009, né? Foi a formalização.
08:58A ideia vem em 2001.
09:00Em 2009, a China já não era um país em desenvolvimento...
09:03Ainda é, né? Em desenvolvimento humano, vamos dizer assim.
09:05Mas já é um país que é a segunda maior economia do mundo,
09:08não era tão um país, assim, abaixo dos outros, né?
09:11Já é um líder de economia.
09:13Mas a ideia foi, quando ele foi idealizado,
09:15realmente a ideia é boa, né?
09:17De uma união desses países,
09:18para que eles possam, através do multilateralismo,
09:21construir políticas econômicas conjuntamente
09:25e que possam favorecê-los.
09:26Porque, evidentemente,
09:27há uma supremacia dos países mais ricos
09:31e que, muitas vezes, não sobra espaço.
09:34Há uma política aí predatória,
09:36do ponto de vista de diplomacia internacional,
09:38de política econômica,
09:39não sobra espaço para esses países em desenvolvimento.
09:41Então, a ideia foi concebida de uma maneira positiva,
09:44de uma maneira boa.
09:45Mas vamos olhar hoje o que é o BRICS,
09:49como que o BRICS foi cooptado hoje.
09:52Olha só quais países que ingressaram no BRICS.
09:55Olha quais países ingressaram no BRICS.
09:58Primeiro deles, Irã,
10:01Arábia Saudita,
10:04Egito,
10:05Emirados Árabes e Etiópia.
10:07No mínimo, a democracia passa longe, né?
10:10Na lista dos países que ingressaram o BRICS.
10:12A Arábia Saudita pulou fora que não quiseram brigar com os Estados Unidos.
10:15É, porque a Arábia Saudita está querendo se abrir mais para o mundo agora,
10:19mas, vamos falar o português claro,
10:21não é uma democracia, né?
10:23Então, são países cuja democracia passa longe.
10:27Aí, convidados para essa cúpula.
10:30Cuba, República Socialista do Vietnã,
10:33Bielorrússia, que é o puxadinho da Rússia.
10:35A Venezuela só não entrou porque tem uma briga recente, né?
10:40Entre o governo do PT e o Maduro,
10:42mas, historicamente, sempre foram aliados.
10:44Então, o BRICS está se transformando, infelizmente,
10:47num bloco socialista ou num bloco de não-democracias do mundo.
10:52E, nesse sentido, a fala do governador Tarciso
10:56foi muito pontual.
10:58É preciso saber que tipo de aliança sul-global o Brasil quer fazer.
11:02Com quem o Brasil quer se aliar aí?
11:04Eu estou falando de políticas concretas.
11:06Eu não estou falando de aparecer na foto.
11:08Vamos olhar o resultado da fala do BRICS?
11:11O que o BRICS escreve?
11:12Ele condena os ataques ao Irã,
11:14mas não condena os ataques do Irã e Israel.
11:16E ele não fala nada sobre a guerra da Ucrânia.
11:20Ele não condena a atitude da Rússia.
11:23Daquilo que, economicamente, deveria ser um resultado positivo,
11:26por exemplo, a exportação de frango do Brasil para a China.
11:29A China não é parceira do Brasil no BRICS?
11:32Como é que, então, o governo brasileiro
11:34não consegue retirar o embargo chinês?
11:37Depois de meses.
11:38O Brasil já provou que tem todas as medidas sanitárias,
11:42vários outros países já levantaram o embargo,
11:44mas, nesse caso, a China não levanta.
11:46Então, para que serve o BRICS hoje, Capês?
11:49Me parece que é um bloco muito mais político,
11:53é uma união político-ideológica,
11:55do que, realmente, uma política séria
11:57de multilateralismo econômico,
11:59de multilateralismo diplomático.
12:01No mínimo, eu acho que os diplomatas sérios estão falando
12:04como é que pode a gente se aliar
12:06só com estados que não são democráticos.
12:10Então, professor Túlio,
12:11mas só para completar seu raciocínio,
12:13que está, eu concordo, em gênero, no meio grau,
12:16fica estranho, assim, a gente,
12:18quando começa a ver que o Brasil
12:19prefere se alinhar ao Irã
12:23e a Rússia do que aos Estados Unidos.
12:28Um alinhamento com a China junto com os Estados Unidos
12:31é compreensível.
12:32Quando o Brasil começa a fazer esse tipo de alinhamento,
12:35permitindo que navios de guerra do Irã
12:38ancorem no porto do Rio de Janeiro,
12:41no início desse governo, por exemplo,
12:43quando isso acontece...
12:44Chega um pouquinho para lá.
12:47Quando isso acontece,
12:48o Brasil não está colocando a ideologia
12:53acima do pragmatismo econômico
12:56das relações comerciais?
12:58E quando isso ocorre,
12:59não dá um arrepio de lembrar
13:00que o governo Dilma que quebrou o país?
13:04Com certeza.
13:05Esse é o ponto.
13:06O que teria aí de realmente resultados concretos
13:10em relação à China?
13:12Teria muita coisa.
13:13A China não veio,
13:14simplesmente não deu bola,
13:16não levantou o embargo, de novo,
13:18da exportação do frango brasileiro.
13:20Então, não me parece que, economicamente,
13:24isso terá alguma relevância.
13:26E a ideia, a pérola do encontro foi
13:29vamos criar uma moeda comum.
13:31Veja, a professora está aqui,
13:34pode explicar melhor do que eu,
13:35mas conhecimento básico de economia
13:39e de política estatal.
13:41Para se criar uma moeda comum,
13:42é preciso uma construção histórica
13:44em que leve a um alinhamento
13:46de política fiscal,
13:47a um alinhamento de política econômica,
13:49a um alinhamento de política monetária.
13:51Imagina como é o Banco Central da China,
13:53que é controlado por uma ditadura,
13:56extremamente controlado,
13:57com o Banco Central do Brasil,
13:58que tem independência, autonomia.
14:00Como é que vai se juntar tudo isso
14:02para criar uma moeda comum?
14:03Brasil, Rússia, China, Irã,
14:06todos eles vão criar uma moeda comum?
14:08Então, é evidente que é uma história
14:10para inglês ver, Capês.
14:13Economicamente, não há relevância nenhuma.
14:15Olha, Rodolfo Maris,
14:17o que eu mais gosto aqui no Linha de Frente
14:20é que os debates acabam virando verdadeiras aulas.
14:24Não é só o telespectador, o ouvinte,
14:26não tem só oportunidade
14:28de ver diferentes pontos de vista,
14:31muitas vezes se confrontando
14:32sempre com civilidade, com respeito,
14:35com amizade,
14:36mas pontos de vista contrastantes
14:37ou complementares, se colocando.
14:40Mas hoje a aula está realmente
14:42no nível mais alto possível, hein,
14:44meu querido Rod Merricks?
14:45O que você achou?
14:46Professor Turunaza, que é professor,
14:49ele falou durante 5 minutos e 17 segundos.
14:52Eu fico imaginando o quanto vale
14:54esses 5 minutos e 17 segundos
14:57numa cadeira de professor
14:58e nós estamos recebendo isso aqui de graça.
15:01Isso é muito bom.
15:02O que sobrou?
15:03Qual é o farelo que eu pego
15:04depois dessa aula
15:05para falar sobre o Bricks?
15:06Fala para mim.
15:06Só posso falar uma coisa.
15:08Donald Trump, está certo.
15:10Domingo foi pautado
15:11uma moeda nova do Bricks.
15:13Domingo foi pautado
15:14uma moeda nova do Bricks.
15:15O que ele achou disso?
15:16Ele achou ridículo.
15:17Ele falou, espera um pouquinho.
15:18Vocês estão fazendo uma moeda
15:20entre vocês, os 11 países
15:21mais fortes, né, do mundo?
15:24Pois é, querem derrubar
15:25a primeira economia?
15:26Aqui não, Jamelão.
15:28Foi isso que ele pensou
15:29e colocou mais uma taxa de 10%.
15:31Ele tira esses 10%
15:33talvez aquele boné que ele usa,
15:36aquela meca que ele usa
15:37e vai falando,
15:38vou taxar de que forma agora?
15:3910%.
15:40Pronto.
15:40Se revoltou, falou contra os Estados Unidos,
15:42Donald Trump vem a público
15:44e já começa a colocar as taxas.
15:47Parece até, dizem as más línguas,
15:49que ele é o Haddad americano.
15:51Dizem.
15:51É que o presidente Lula
15:53ainda não percebeu
15:54que a Rússia e a China
15:57começaram a usar os BRICS
16:00como instrumento de manipulação geopolítica
16:03contra os Estados Unidos.
16:06Tanto que estão atraindo,
16:07formando um bloco
16:08para rivalizar com a Europa Ocidental
16:10e com os Estados Unidos,
16:12que são rivais não do Brasil,
16:14mas são rivais da Rússia e da China.
16:16E nós estamos entrando
16:17bonitinho nesse jogo.
16:19desde que os Estados Unidos
16:21romperam com o acordo
16:23de Bretton Woods
16:24em 1971
16:26e tiraram o ouro
16:28como lastro do dólar,
16:31a única maneira que a economia americana
16:33tem de se revitalizar,
16:34mesmo com uma dívida
16:35de 38 trilhões de dólares,
16:37é com o dólar
16:38pautando todas as relações
16:39comerciais do mundo.
16:40nada ameaça mais a economia americana
16:43do que a criação
16:45de uma alternativa monetária
16:47ao dólar
16:48para as transações.
16:50E o único que está falando isso
16:52com toda a ênfase
16:53é o Brasil através do presidente Lula.
16:55Então é o que eu digo.
16:57Nós estamos, na verdade,
16:58embalando, talvez,
17:00numa cruzada narcisista
17:02que será contra o pragmatismo
17:04econômico de nosso país.
17:05Obrigado.
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