- há 7 meses
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O Banco Central elevou, na quarta-feira, 7, a taxa de juros, a Selic, de 14,25% para 14,75% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, subir a taxa em 0,5 ponto percentual.
Com a nova alta, a Selic atingiu o maior patamar em 19 anos. A última vez que a taxa ficou em 14,75% foi em 2006, durante o primeiro mandato de Lula.
O comunicado da decisão do Copom diz:
“A conjuntura externa, em particular os desenvolvimentos da política comercial norte-americana, e a conjuntura doméstica, em particular a política fiscal, têm impactado os preços de ativos e as expectativas dos agentes.
O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros.”
Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira, Ricardo Kertzman e VanDyck Silveira comentam:
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Com a nova alta, a Selic atingiu o maior patamar em 19 anos. A última vez que a taxa ficou em 14,75% foi em 2006, durante o primeiro mandato de Lula.
O comunicado da decisão do Copom diz:
“A conjuntura externa, em particular os desenvolvimentos da política comercial norte-americana, e a conjuntura doméstica, em particular a política fiscal, têm impactado os preços de ativos e as expectativas dos agentes.
O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros.”
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NotíciasTranscrição
00:00Muito bem, o Banco Central elevou na quarta-feira 7 a taxa de juros, a Selic, de 14,25% para 14,75% ao ano.
00:10Por unanimidade, o COPOM, Comitê de Política Monetária, decidiu subir a taxa em meio ponto percentual,
00:15o que já havia sido projetado pelo colegiado.
00:18Com a nova alta, a Selic atingiu o maior padamar em 19 anos.
00:23A última vez que a taxa ficou em 14,75% foi em 2006, durante o primeiro mandato de Lula.
00:30O comunicado da decisão do COPOM diz o seguinte, abro aspas,
00:34a conjuntura externa, em particular os desenvolvimentos da política comercial norte-americana
00:39e a conjuntura doméstica, em particular a política fiscal,
00:43tem impactado os preços de ativos e as expectativas dos agentes.
00:47O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal
00:52impactam a política monetária e os ativos financeiros.
00:57Fecho aspas.
00:58Esse foi o sexto aumento consecutivo da Selic.
01:01João Pedro Stedley, líder do MST, aliás, o movimento rendeu capa da Cruzoé outro dia,
01:06protestou contra o aumento da Selic.
01:08Ele escreveu no X, abro aspas,
01:10O BC provou que é independente do povo, da nação, da economia brasileira.
01:16Só obedecem o capital financeiro a quem o Tesouro pagará mais juros com nosso dinheiro.
01:21É o maior esquema de concentração de rendas do planeta.
01:24Uma vergonha?
01:26Fecho aspas.
01:27Indicado por Lula à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo foi poupado por petistas
01:32como Glaze Hoffman e Lindbergh Farias.
01:34Quando Roberto Campos Neto comandava o BC, a postura dos lulistas era diferente,
01:39os ataques ao então presidente da autarquia eram comuns.
01:43E eu passo a palavra para Vandique Silveira, que eu tenho o prazer de receber aqui na sua participação virtual,
01:49mais uma vez, no Papo Antagonista.
01:51Semanalmente ele está com a gente, geralmente às quintas-feiras,
01:54nosso colaborador em matéria de economia.
01:57Vandique, agora o indicado do Lula é que está comandando o aumento da taxa básica de juros.
02:03Não era isso que eles tanto criticavam?
02:05E quando a nota do Copom fala em política fiscal, assim, sem um tom mais crítico, mais incisivo,
02:12é a conjuntura da política fiscal, não dá para traduzir que é o Lula torrando dinheiro
02:18para se reeleger sem preocupação com as contas públicas?
02:22Boa noite.
02:24Boa noite, Felipe.
02:26Boa noite, Duda.
02:27Boa noite a todos que nos assistem.
02:28É um prazer mais uma vez estar com vocês aqui.
02:31E eu vou dizer uma coisa para você.
02:33Tudo que o Donald Trump gostaria de ter é um galípulo para chamar de seu.
02:43Tudo que o Donald Trump, por quê?
02:45Explica para a gente que ele queria um galípulo.
02:49Tudo que ele gostaria de ter um galípulo para chamar dele.
02:52Por quê?
02:52Eu vou dizer para vocês.
02:55Quando a gente lê o comunicado do Banco Central,
02:57a gente fala de atenção e flexibilidade.
03:01Que a gente está preocupado e flexibilidade.
03:07Essa cautela, normalmente, tem a ver com o final de um ciclo.
03:12E eu não vejo uma possibilidade de um final de um ciclo tão já assim.
03:20Nós temos um problema que é o seguinte.
03:24A única condição positiva que reduziu o processo de aumento da inflação, o IPCA, no Brasil,
03:33não teve nada a ver com qualquer atitude tomada pelo governo.
03:36E sim por causa de uma fraqueza relativa e talvez temporária do dólar.
03:41Então, dentro do balanço de risco, ao invés do Banco Central olhar e bater pesado na condição fiscal,
03:51que se deteriora todos os dias mais, tanto a condição fiscal e parafiscal,
03:58porque é todo tipo de fundo que é encontrado semanalmente para conseguir sangrar mais um pouco
04:04e poder botar dinheiro para a reeleição do Lula.
04:08Exato.
04:09E a gente tem isso magnificado na questão desse emprego que não cede.
04:15Não é que eu quero que aumente o desemprego.
04:18Mas é que a gente está operando com o hiato do produto positivo em grande magnitude.
04:27E isso especialmente na área de serviços,
04:30que tem muito a ver com essa transferência de renda desenfreada que a gente tem,
04:36além da questão do salário mínimo, que encadeia uma série de outros gastos,
04:41especialmente com uma previdência, previdência com escândalo, com fraude e gastando essa quantidade de tudo.
04:50Só que a gente tem isso aí.
04:51Então, ao invés do INSS, exatamente, ao invés do nosso presidente do Banco Central,
04:58fazer uma ressalva forte e dizer o seguinte, a minha preocupação, a preocupação do Copom aqui
05:04é a sustentabilidade a curto e médio prazo, porque a gente não está falando mais de longo prazo, senhoras e senhores.
05:11Nós sabemos que em 2027 o governo para se não houver um ajuste fiscal.
05:192027 é apenas um ano e meio daqui.
05:24É um pouquinho mais de um ano e meio.
05:26Quer dizer, o Galípolo e o Copom não colocar esse grande problema,
05:38essa temática na mesa, mostra que o governo realmente cooptou o Banco Central,
05:44mesmo com o aumento de taxa de juros.
05:46E eu vou dizer o seguinte, eu adiciono.
05:50O Galípolo está com uma vela acesa para Deus, outra para o diabo,
05:54porque ele aumentou meio, teve uma queda pela metade da toada que venha seguindo,
06:00e foi exatamente como o mercado.
06:04Mas ele deveria ter ido com 0,75 para já chegar a 0,15, surpreender o mercado
06:09e quem sabe criar um impacto de expectativas.
06:16E dessa maneira recalibrar ou melhorar a calibragem para reancorar as expectativas de inflação.
06:25Mas não foi isso que foi feito.
06:26Ele jogou carta na mão do mercado e jogou carta na mão do governo.
06:32Nem tanto como deveria ser, nem tão pouco como o mercado queria.
06:39Então chegou nessa questão que eu vejo como muito ruim.
06:45O Banco Central telegrafando o que vai fazer, recebendo as demandas,
06:55cartas do Papai Noel pelo mercado e também se fazendo de ouvidos de mercador
07:04e deixando o governo, vamos dizer assim, salvo temporariamente
07:10da responsabilidade da piora das contas públicas e do processo inflacionário.
07:18Repito, se não fosse a maneira com a qual Donald Trump está lidando com a guerra tarifária,
07:24nosso caminho seria dólar na direção do set.
07:31É isso que a gente tem para falar aqui.
07:34Quer dizer, a guerra tarifária acabou gerando uma fraqueza do dólar,
07:40isso é o ambiente externo e no ambiente interno você tem o Lula torrando dinheiro.
07:47Eu fiquei muito satisfeito com a sua resposta porque ela casa perfeitamente com a premissa da minha pergunta.
07:50Porque quando eu li a nota do Copom, nós somos aqui profissionais de análise de discurso,
07:57sempre contrastando a retórica com a prática, com a atitude.
08:00E como a gente tem o background que o Galipo é o presidente do Banco Central que foi indicado pelo Lula,
08:05a gente vê que a nota tem esses eufemismos, ela tem esse sabão, como boa parte do público gosta quando eu falo,
08:12aquela pessoa ensabuada, veja bem, a conjuntura da política fiscal, etc.
08:18Não, está havendo gasto público desenfreado.
08:22E isso precisa ser dito, que a taxa de juros está sendo aumentada também por causa disso,
08:28porque o governo não faz o seu dever de casa.
08:30Então, a nota alivia um pouco com essas meias palavras a responsabilidade do governo Lula
08:37para esse resultado, que era criticado pelos lulistas quando o Roberto Campos Neto estava à frente da autarquia.
08:43Doutor Teixeira, antes de você fazer uma pergunta para o Van Dijk, eu queria só que você comentasse,
08:49porque você já escreveu bastante sobre o MST na Cruzoé, o João Pedro Stedley.
08:54Só ele agora que vai criticar o Galípolo, quer dizer, ele está satisfeito,
09:00lembrando aqui, aludindo a reportagem que você fez recentemente,
09:03de todo o poder ao MST, como o Lula contava ali com esses movimentos,
09:07também para fins eleitorais.
09:10Ele está satisfeito com as boquinhas e tal?
09:12E aí está se prestando a esse papel?
09:14O Stedley, sim, está satisfeito com as boquinhas que ganha,
09:18tanto aqui no Brasil, com as cenas do governo Lula,
09:21quanto na Venezuela, ganhou fazendas na Venezuela.
09:26E está ali, hoje a gente já não vê mais tanto a Glaze falando,
09:29a Glaze que falava mais, porque pegaria mal ela atacar,
09:33hoje o Galípolo, sendo que o Galípolo foi indicado pelo Lula.
09:39Agora, Vandique, eu queria te perguntar um pouco como é a relação
09:44entre o presidente americano Donald Trump e o Jerome Powell,
09:48o presidente do FED nos Estados Unidos.
09:50Porque aqui, pela explicação que você deu, o Galípolo fez o que era correto,
09:56que era subir os juros, mas que é uma decisão ruim,
10:02ruim para o governo, o Stedley reclama, atrapalha aqui os investimentos,
10:08mas ele faz isso numa dose pequena e manda vários sinais ali
10:13de que a coisa não está assim tão ruim e que logo mais se resolve.
10:17Como é que é essa relação aí entre o Trump, nos Estados Unidos,
10:20entre o Trump e o Powell?
10:21Duda, eu vou fazer um eufemismo para não dizer exatamente o que aconteceu,
10:29mas vamos falar o seguinte, o Powell ontem, ele ficou mocinho.
10:37Seu Vandique tentando não usar uma linguagem chula,
10:43uma linguagem coloquial, ele ficou mansinho ontem, foi isso?
10:49Mocinho, ele ficou mocinho ontem.
10:51Ele ficou mocinho ontem.
10:53Mocinho.
10:53E ele peitou e colocou no comunicado do Fed,
11:00ele colocou todas as letras do alfabeto para dizer o seguinte,
11:04não adianta forçar a mão do Fed,
11:06que o Fed de fato é uma instituição de governo de Estado,
11:13não de governo de Estado, independente,
11:17e que tem o seu curso de ação baseada em duas métricas
11:21e apenas duas métricas.
11:24Inflação e o estado da economia,
11:27que tem a ver com o emprego máximo dentro do esquadro de inflação.
11:36Então eu tenho que equilibrar essas duas coisas.
11:38Então, tendo um nível de emprego máximo praticamente,
11:444,5% de desemprego é um recorde nos Estados Unidos,
11:48está entre o que já teve de mais baixo desemprego,
11:51e nós temos os dados e são muito claros
12:00que a atividade econômica nos Estados Unidos continua bombando.
12:04Ah, mas teve uma contração de 0,3.
12:08Teve nada.
12:09Essa contração teve a ver com um processo de importação pesado,
12:15que a gente chama de front-loading, porque as pessoas, as empresas,
12:19as organizações começaram a importar mais ciente,
12:23sabendo que vinha uma guerra tralifária e que ia custar mais caro.
12:27Para vocês terem uma ideia, comparado com quarto a quarto,
12:31ou trimestre a trimestre,
12:33a inflação, a inflação não, a importação nos Estados Unidos subiu 41%.
12:38Quer dizer, então a gente não tem uma queda na atividade.
12:44O que nós temos é um aumento brutal na importação,
12:49se precavendo desse processo tarifário dessa guerra,
12:54que vai aumentar o preço para todo mundo.
12:56O que vai acontecer daqui para frente,
12:59pode sim impactar a economia americana,
13:02eu acho que é possível até que haja uma recessão técnica,
13:06mas a gente está muito longe de ter uma implosão da economia americana,
13:12como um bando de, vamos dizer assim,
13:14essa turma que gosta de anunciar o fim dos tempos, tem falado.
13:18Não tem, os Estados Unidos é a única economia do G7
13:21que está crescendo e crescendo forte.
13:23Eu estou aqui na Europa, fora a Espanha, que não é G7,
13:27está todo mundo rodando em falso,
13:29o pneu não sai da areia aqui.
13:30Quer dizer, então a gente tem uma China que implodiu,
13:36a China praticamente implodiu,
13:38ela nem publica mais dados econômicos,
13:42quer dizer, se está tudo indo muito bem,
13:45a economia está potente,
13:47eu cortei taxa de juros ontem,
13:50botei dinheiro no mercado e parei de publicar dado econômico
13:54e calhou de que eu cresci 5,4% no primeiro tri.
13:58Quer dizer, conversa para o boi dormir, claro que não caiu.
14:02Só em termos de impostos,
14:04a arrecadação caiu quase 10% na China.
14:08Quer dizer,
14:09então isso não tem a ver com isso.
14:11Então a gente tem que olhar o processo de crescimento dos Estados Unidos.
14:15Então não tem razão para que o Pau,
14:19o Banco Central americano, o Fed,
14:22faça um processo de desarroxo monetário com essa situação.
14:28Porque existe no balanço de riscos uma pressão autista que predomina.
14:33Lembrando que o Donald Trump, assim como o Lula,
14:37ele tem feito críticas ao presidente do Banco Central
14:40e o que o Van Dijk está relatando
14:42é que o presidente do Banco Central americano reagiu.
14:47Deu uma peitada e falou que aqui é independente mesmo,
14:50a gente vai continuar fazendo aquilo que acha que é certo.
14:52A gente tem dois minutos só para o intervalo,
14:55o Ricardo Kershman quer fazer uma pergunta,
14:56talvez tenha que interromper a resposta do Van Dijk,
14:59mas aí ele continua no começo do próximo bloco.
15:01Vai lá, Ricardo.
15:03Faço sim.
15:04Boa noite, Van Dijk.
15:05Olha, essa taxa de juros cada vez mais elevada,
15:08obviamente não é bom para ninguém,
15:10não tem vencedores nisso aí.
15:12O Brasil, que é o principal devedor,
15:14o buraco, o rombo na conta só aumenta
15:17cada vez que tem juros elevados.
15:19O empresário que está devendo e precisa de empréstimos,
15:24ele paga mais caro.
15:25O empresário que precisa de capital para poder expandir seus negócios
15:28paga mais caro.
15:30O cidadão comum que está no cheque especial paga mais caro.
15:33Aquele que busca o crédito paga mais caro.
15:36Enfim, não é bom para ninguém, Van Dijk.
15:38A gente tem um problema de inflação muito mais estrutural
15:41do que conjuntural.
15:43A gente não está tendo um choque de oferta e demanda.
15:46A gente não tem desabastecimento, não tem nada.
15:48Se esse problema é estrutural, Van Dijk,
15:50se depende muito mais de ajuste fiscal,
15:52do governo gastar menos,
15:53e o governo não gasta menos,
15:55a minha pergunta é, adianta ficar aumentando juros?
15:58Isso é um remédio que vai resolver?
16:02É um paliativo, Kertzmann, é um paliativo.
16:07Eu não vou dizer que ninguém que tenha câncer
16:09não deveria tomar alguma coisa para reduzir a dor.
16:13E é exatamente isso que está acontecendo.
16:14Nós estamos tomando o Tilenol
16:16para diminuir a dor que a gente está sentindo
16:20de um câncer de pulmão.
16:21A gente está perdendo a capacidade de respirar.
16:25É isso que o governo está proporcionando para a gente.
16:29E vale notar que a última vez que a gente bateu
16:31nesse nível de taxa de juros,
16:34há quase 20 anos atrás,
16:36quem é que era presidente e o que estava acontecendo?
16:39Era o Salão.
16:40Quer dizer, é sempre ele.
16:42É sempre o PT.
16:44É sempre ele.
16:45Quer dizer, e a gente em 2006
16:48estava num processo de queda.
16:51A gente agora está num processo que a gente não sabe.
16:54E para mim, eu acho que a gente deve ir até 15, 15, 25,
16:58onde deveria, se tudo mais continuar constante,
17:02ser o final do aperto monetário.
17:04Mas eu não acredito que 14, 75 é uma boa brincadeira.
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