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  • há 6 meses
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado impôs uma derrota ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nesta terça (13) ao aprovar o projeto de lei que prorroga até 31 de dezembro de 2027 a desoneração da folha de salários para empresas de 17 setores da economia. Foram registrados 14 votos favoráveis e três contrários. O desejo da pasta de Haddad é que a desoneração fosse debatida no âmbito da reforma tributária, com novo desenho. A Receita Federal calcula que a prorrogação do prazo pode gerar impacto de pelo menos R$ 9,4 bilhões ao ano aos cofres públicos.

O texto foi apresentado pelo senador Efraim Filho (União Brasil-PB), líder de seu partido na Casa, que alegou que é necessário manter empregos nos setores mais intensivos em mão de obra. Segundo ele, estudos apontam que a desoneração preservou 600 mil empregos nos últimos anos.

“O que ocorreu em 2021, quando a sanção veio às 23h47 de 31 de dezembro, deu muita insegurança jurídica a quem produz. Quando você tem insegurança, isso significa que não pode ampliar o negócio, abrir filiais e contratar mais pessoas. […] A desoneração não é discussão técnica ou orçamentária, é subsídio revestido de política pública para gerar emprego”, afirmou o parlamentar, durante sessão.

Em maio, a votação foi adiada após pedido de vista do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa, em meio a divergência entre ministros sobre o tema. Na sessão de hoje, o petista voltou a defender o adiamento da votação até o envio de uma matéria “mais completa” a respeito do assunto.
O projeto ainda terá de passar por uma nova votação na comissão, se forem apresentadas emendas. Concluído o chamado “turno suplementar”, o texto seguirá diretamente para a análise da Câmara dos Deputados. Isso se não houver um recurso de senadores para que a proposta seja analisada no plenário principal da Casa.

Os setores contemplados no texto são os seguintes: calçados, call center, comunicação, confecção e vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carrocerias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia de comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

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Transcrição
00:00O Haddad está preocupado porque ele tomou mais uma bola nas costas no Senado.
00:04Vocês lembram que no Senado o governo mandava e desmandava na cabeça do governo, né?
00:10É aquela coisa que eu digo.
00:11Tem uma coisa que é expectativa e tem outra que é a realidade.
00:15E às vezes uma não conversa muito bem com a outra.
00:20O Senado...
00:23Ao Haddad, deu uma travadinha aqui, eu não sei se travou para vocês também, é isso.
00:27Mas o Senado impôs uma derrota ao Haddad lá na Comissão de Assuntos Econômicos
00:32com a prorrogação do...
00:36Como é que chama aquilo?
00:38Da desoneração da folha de salários de empresas de 17 setores.
00:4414 votos favoráveis, 3 contrários.
00:47A prorrogação deve gerar um impacto aí de 9,4 bilhões de reais aos cofres públicos.
00:54Vocês estão lembrando que o Haddad está tentando aumentar a receita, certo?
00:59E o que está acontecendo é exatamente o contrário.
01:03Porque aumentar a receita é mais complicado do que cortar a despesa, né?
01:07Você já deve ter visto isso na sua própria casa, né?
01:11Você não simplesmente fala, não, agora eu vou ganhar mais dinheiro e pronto.
01:16Não.
01:16É mais fácil você cortar o Netflix, né?
01:20Do sobrinho.
01:21Ô, sobrinho, não vai ter mais isso.
01:23Ô, cunhado.
01:24Cunhado sempre é o primeiro da lista para você tirar as coisas.
01:27Se ele tiver na sua lista de coisas que você dá, já tira logo o cunhado.
01:31Brincadeira, hein, cunhado?
01:32Gosto muito de você.
01:33O fato é que não só eles aprovaram isso, como também fizeram uma mudança lá para fazer o seguinte, ó.
01:45Cadê?
01:46Não sei se está aqui na nossa matéria.
01:47Não lembro de ter visto aqui.
01:52Mas eles fizeram uma mudança que dá mais um benefíciozinho lá, que vai custar mais uns 11 bi.
01:58Então, ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou um probleminha de, quem diria, 20, deve estar na moda, né?
02:0720 bilhões de reais para receita.
02:11E o Haddad, apesar disso tudo, ainda disse que vai criar um arcabouço da desoneração para o início do segundo semestre.
02:20Vai criar uma série de regras.
02:21Pode colocar aí, Joelto.
02:22Vai criar uma série de regras, então, para definir sobre benefícios fiscais.
02:28Lá no segundo semestre.
02:30Está aqui, ó.
02:31Tendência é que a elaboração da proposta seja acelerada após a CAE aprovar o projeto de lei
02:36que prorroga a desoneração da folha até dezembro de 2027.
02:42Na prática, a desoneração permite a empresas pagarem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta
02:48em vez de 20% sobre a folha de salários.
02:52Aí tem outras regiões que entraram e aí também baixa aí para 8%, tá?
02:57Esse ICMS.
02:58O que vai custar, aparentemente, segundo alguns cálculos, somando as duas coisas, 20 bi de reais.
03:05Tá bom?
03:06Então, Andrade, manda um recado aí para o seu primo, vai.
03:16Acorda, Andrade, o negócio está ficando difícil para o teu lado.
03:23Presta atenção.
03:25E aí o juro não aguenta, né?
03:27Você sabe.
03:29Aliás, hoje tem essa conversa dos 40 bi, 60 bi, que vai ter de cortar de despesas lá no ano que vem.
03:34E o Andrade já pediu parcimônia, né?
03:38Gente, vamos com calma nisso, porque vai ter que mudar muito.
03:42Volta lá para a Câmara e lá o negócio...
03:44Poxa, a gente já tinha acertado tudo, agora vocês vão fazer um negócio desse, né?
03:48A gente acabou perdendo esse arcabouço aí.
03:51Aí as coisas ficam piores.
03:52E o Andrade, inclusive, citou o mercado e falou, olha, você pode ver aí, a gente já está recebendo mais investimentos.
03:58O arcabouço foi bem aceito pelo mercado, os juros estão caindo, os juros futuros, né?
04:03Tentando convencer os senadores aí a não meterem a mão, não chacoalharem muito o arcabouço fiscal, senão ele cai.
04:22Tentando convencer os senadores aí a não meterem a mão, não chacoalharem muito o arcabouço fiscal.
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