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Transcrição
00:00Continua esse giro com a informação de que a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central,
00:06que foi divulgada na manhã da terça-feira, que decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75%,
00:13traz uma série de sinalizações para o governo, entre elas a necessidade de um novo arcabouço fiscal,
00:21sólido e crível, que segundo o Banco Central pode desencadear uma desinflação considerada benigna.
00:28Mas quais foram os outros recados do Copom para o governo?
00:32Para conversar sobre isso, trouxemos ao Meio Dia em Brasília o deputado estadual Leonardo Siqueira,
00:39que inclusive é economista também, deixa eu pegar o currículo dele aqui,
00:43eu recebi informações inéditas do meu amigo, querido Guilherme, que está aqui com a gente na audiência.
00:49Leonardo Siqueira é economista formada pelo FGV, mestre em economia pela Universidade Pompeu Fabra da Espanha
00:59e fundador do Terraço Econômico.
01:02E já está aqui com a gente também o economista com mestrado em finanças,
01:06Aurélio Valporto, que é presidente da Abradim, que é a Associação Brasileira de Investidores
01:13e conselheiro da Associação de Proteção aos Acionistas Minoritários.
01:19Sejam bem-vindos ao Meio Dia em Brasília.
01:23Obrigado, bom dia, boa tarde, na verdade já aqui, Isa Aurélio, um prazer estar aqui falando com vocês.
01:29Um prazer é meu, boa tarde.
01:31Boa tarde, deputado, boa tarde, Kis, obrigado pelo convite novamente.
01:37Obrigada pela gentileza de vir ao Meio Dia em Brasília mais uma vez.
01:40E eu começo esse nosso bate-papo aqui, essa nossa conversa,
01:44perguntando para o deputado Leonardo Siqueira sobre quais foram os recados
01:48que essa ata do Copom e essa manutenção da taxa de juros que trazem ao governo
01:53e as expectativas do próprio Banco Central para os próximos meses
01:57e a atuação do Ministério da Economia, do governo, do Congresso Nacional,
02:03no que diz respeito à economia.
02:04Na verdade, foi uma ata bem dura, mais dura até do que o próprio mercado esperava,
02:12no sentido de que o Banco Central está bem preocupado com o futuro da economia
02:19e principalmente os riscos e alguns choques que podem acontecer.
02:23E principalmente na condução da política fiscal do governo.
02:28Vamos lembrar que o Banco Central faz a política monetária,
02:31que o objetivo do Banco Central é manter o poder de compra da moeda
02:36e o Banco Central muitas vezes, e o governo, desculpa, através do Ministério da Fazenda,
02:43faz a política fiscal, muitas vezes gastando com políticas anticíclicas
02:48em algum momento de crise ou reduzindo os gastos
02:51quando você tem o endividamento elevado, etc.
02:54A partir do momento que você tem cada um remando para um lado,
02:57isso dificulta a condução da política monetária.
03:01Se você tem o Banco Central com uma política monetária austera,
03:05precisando aumentar o juro real para poder reduzir a inflação,
03:10e se você tem o Ministério da Fazenda aumentando os gastos
03:14ou dizendo que não está preocupado com a inflação,
03:17isso dificulta a vida do Banco Central.
03:20Então, o Banco Central está muito preocupado com essas declarações
03:24e, com certeza, todo esse ruído que está tendo
03:27gera aí um custo maior na condução da política monetária
03:31e, no final do dia, quem é afetado é justamente a população
03:34que vai ter que ver os juros maiores
03:36do que se o governo estivesse tendo uma política fiscal
03:40alinhada com a política monetária do Banco Central.
03:46Perfeito. Aurélio Valporto, por gentileza.
03:48Eu vi a ata do Banco Central, concordo,
03:53foi uma ata muito dura e desnecessariamente dura.
03:57Eu acho que o Banco Central tem mantido uma política monetária equivocada
04:02há muito tempo, desde o início da pandemia.
04:05Subiu desnecessariamente as taxas de juros
04:08a níveis estratosféricos durante a pandemia,
04:15principalmente o primeiro e início do segundo semestre do ano passado
04:19e completamente desconectada das causas da inflação.
04:24Porque o que as taxas de juros fazem?
04:27As taxas de juros, elas basicamente inibem o consumo e o investimento,
04:32reduzindo a velocidade de circulação do agregado monetário.
04:37Então, o aumento das taxas de juros parte do princípio
04:41de que a inflação está sendo provocada por um aumento da demanda
04:46em relação à capacidade de oferta da economia.
04:50E claramente não era isso que acontecia.
04:52E não é o que está acontecendo no momento.
04:55A inflação foi provocada no segundo semestre,
04:59durante o ano passado, a partir de 2021 ainda,
05:07nós tivemos uma aceleração, uma forte aceleração inflacionária
05:10que foi claramente provocada por aumento dos custos.
05:15Esses custos de produção da economia foram alavancados
05:21pelo aumento dos bens primários.
05:23Bens primários, os bens essenciais ao funcionamento da economia,
05:27aqueles sem os quais a própria economia não existe, como conhecemos.
05:32Como, por exemplo, energia.
05:35Energia, que eu não estou falando só de energia elétrica,
05:37estou falando principalmente, inclusive, da energia química,
05:41aquela oriunda do petróleo.
05:43Nós tivemos uma disparada dos preços do petróleo,
05:46tivemos um aumento dos preços das energias,
05:49tivemos uma desvalorização cambial muito grande,
05:51provocada também pela queda excessiva das taxas de juros
05:55no início da pandemia,
05:57desnecessariamente foi um outro erro,
05:59baixou demasiadamente as taxas de juros no início da pandemia,
06:03quando a recessão naquele momento estava sendo instalada,
06:08justamente por quebras na cadeia de produção,
06:10que, por sua vez, era consequência do lockdown.
06:13É claro que a queda das taxas de juros,
06:15incentivando o aumento da demanda,
06:17não iria resolver esses problemas.
06:18E, voltando, esses aumentos em os preços básicos da economia,
06:26alimentos, inclusive, nós tivemos uma disparada dos alimentos
06:30no mercado internacional,
06:32e, consequentemente, aqui internamente,
06:34por paridade internacional,
06:36os alimentos subiram muito de preço.
06:39Quando você tem aumento de preços básicos da economia,
06:42isso se espalha por toda a cadeia produtiva,
06:45e, necessariamente, implica em redução da demanda.
06:51Porque você paga não só mais por esses preços básicos,
06:54diretamente por esses preços básicos da economia,
06:57como energia, como indiretamente.
06:58Indiretamente, como inflação.
07:00Porque eles impactam os preços de tudo.
07:04Do serviço de manicure,
07:06a porca do parafuso,
07:07é impactado pelo aumento do preço da energia.
07:09Então, nesse momento,
07:12a economia já estava com a sua demanda retraída,
07:15e o Banco Central elevou demasiadamente os juros,
07:19e de forma absolutamente equivocada,
07:22como se estivesse combatendo uma inflação de demanda,
07:25quando a inflação era de custos.
07:27E, nesse momento,
07:29não há, também, qualquer pressão da demanda
07:32sobre a capacidade de oferta da economia.
07:34Nós estamos vendo aí as indústrias automobilísticas
07:38anunciando férias coletivas por falta de demanda.
07:43Nós temos...
07:44Vamos ter uma super oferta de alimentos,
07:48uma super safra.
07:50Esse ano, 2023,
07:51tudo indica que vamos ter uma safra magnífica,
07:53uma safra recorde.
07:56Nós vemos as próprias americanas
07:59no seu plano de recuperação inicial,
08:00que eu acompanho muito de perto.
08:02Eu, inclusive, fui convidado pela administração judicial
08:06para participar do acompanhamento
08:10dessa recuperação judicial.
08:11E a Americanas, no seu pedido de recuperação judicial,
08:14colocou que,
08:16entre os problemas que ela estava enfrentando,
08:18está a redução da demanda,
08:21principalmente de produtos de maior valor,
08:25como também ela se viu obrigada
08:28a aumentar os preços
08:29em função de taxas de juros.
08:32Ou seja, o Banco Central conseguiu criar os juros inflacionários
08:35na medida que promoveu os juros estratosféricos,
08:40no momento que toda a economia estava sendo pressionada pelos custos.
08:44Então, eu vejo essa ata do Banco Central
08:46como um atestado de dissociação
08:49entre o academicismo interno do Banco Central
08:54e a realidade econômica.
08:56Nós temos um Banco Central alienado.
08:59O item 15, por exemplo,
09:01eu acho que depois de tantas críticas que recebeu,
09:04o item 15 da ata,
09:05ele fala em aceleração da demanda sobre os serviços
09:09e, por isso, existe uma demanda,
09:11uma inflação de demanda sobre os serviços.
09:15Isso não é verdade.
09:16Nós vemos que o Banco Central não entra em contato com a economia real.
09:20Os serviços não têm nenhuma pressão inflacionária de demanda.
09:27Eles têm pressão inflacionária, sim, de custos.
09:29E eu estou falando de serviços essenciais,
09:31como, por exemplo, os planos de saúde
09:32acabaram de anunciar prejuízo de 3 bi,
09:34tanto no último trimestre do ano passado.
09:38Eu tenho amigos médicos e pergunto para eles
09:40como é que está a situação.
09:41Eu falo, olha, eu aumento os preços
09:43porque os custos aumentaram.
09:44Mas eu vivo hoje pior do que na situação pré-pandemia.
09:49Restaurantes também se viram obrigados a aumentar seus preços,
09:53mas a situação está longe.
09:55A lucratividade desse estabelecimento
09:57está longe de ser aquela do período pré-pandemia.
10:01Enfim.
10:02Deixa eu só te interromper um pouquinho.
10:05A gente tem uma pergunta aqui do Guilherme Veiga,
10:08que perguntou o seguinte.
10:09A taxa de juros está alta no mundo inteiro.
10:11A inflação bem acima da meta atual.
10:15O Banco Central pode ter errado,
10:17mas foi em não subir antes,
10:19de não ter levado agora,
10:21segundo a informação dele.
10:23Eu vou passar a palavra para os dois novamente,
10:26também para o deputado Leonardo Siqueira,
10:28comentar a sua fala,
10:29se concorda com a sua afirmação
10:31em relação à ata do Copona,
10:34que na sua visão,
10:35que está alinhada da realidade do Brasil,
10:37e também com relação a esse questionamento aqui
10:39feito pelo Guilherme Veiga.
10:41Por gentileza, doutor Leonardo.
10:42Olha, eu respeito a opinião da Aurélio,
10:46porém eu discordo completamente.
10:48Primeiro, dizer que o Banco Central está alienado
10:51ao que está acontecendo com o Brasil,
10:54baseado nas perguntas que foram feitas para os amigos,
10:58sendo que o Banco Central consegue monitorar isso
11:01em tempo real com microdados,
11:03com pessoas que utilizam cartão de crédito, etc.
11:06Acho um pouco de prepotência.
11:09Segunda coisa é que o Banco Central tem quadros excelentes,
11:12são os melhores quadros do país.
11:14Então, é o seguinte,
11:17os núcleos de inflação estão acima da meta,
11:20e o natural é que o Banco Central
11:22tenha que manter os juros elevados
11:24para poder levar a inflação para a meta.
11:28Simples assim.
11:29E o que está acontecendo no resto do mundo,
11:31também, os juros estão elevados,
11:33como foi justamente essa pergunta.
11:35O que pode se discutir em um nível mais profundo,
11:38que acho que está tendo um debate bom, interessante,
11:40é, será que essa meta de inflação
11:42para a imaturidade do Brasil,
11:44do ponto de vista fiscal,
11:46será que essa meta de inflação,
11:48ela não é rígida demais?
11:51Ela não é agressiva demais?
11:53Talvez a gente tenha que subir a meta de 3 para 4,
11:55alguma coisa assim,
11:55que pode ter uma discussão nesse sentido,
11:58o que eu também discordo,
12:00que mudar a regra no meio do jogo,
12:01só porque não está conseguindo cumprir a regra,
12:03é um risco maior do que vai trazer os benefícios.
12:05Agora, o Banco Central está fazendo o papel dele
12:09de manter o poder de compra
12:10e de levar a inflação para a meta,
12:11porque se o presidente do Banco Central não fizer isso,
12:14ele responde no final do ano
12:15com uma carta aí,
12:17por que ele não conseguiu.
12:18E aí, parte disso,
12:20por que está sendo tão custoso elevar a meta,
12:22é justamente pelo que a gente tem dito.
12:24Pelos ruídos na política fiscal,
12:25porque o Banco Central rema para um lado
12:28e o governo rema para o outro.
12:30E toda vez que você vai um governante,
12:34o presidente do país, na televisão,
12:37e entra em guerra com o presidente do Banco Central,
12:39o que acontece é uma desancoragem da inflação.
12:43E teve um artigo recente aí,
12:45do professor Bonomo,
12:47e com o Carlos Viana também,
12:49que são dois excelentes acadêmicos,
12:52e profissionais do mercado,
12:54que mostra que justamente você,
12:57quando você tem o governo
12:58que fica descredibilizando o Banco Central,
13:05você acaba tendo uma desancoragem da inflação.
13:07Então, de fato, está difícil,
13:10os juros estão elevados,
13:11ninguém gosta de juros elevados,
13:13mas o pior agora é a gente reduzir na caneta,
13:18simplesmente por a gente achar que vai aquecer a economia,
13:21alguma coisa assim,
13:22e aconteceu o que aconteceu no governo da Dilma,
13:25que você teve uma redução dos juros,
13:28com uma inflação elevada,
13:30e aí você teve desancoragem da inflação,
13:31e aí depois você não conseguiu mais
13:33recuperar a credibilidade do Banco Central,
13:35teve um custo muito maior
13:36de você trazer a inflação para a meta.
13:38Então, novamente, eu respeito a opinião,
13:41mas acho que aqui a gente está
13:42num debate saudável,
13:43e eu discordo do ponto de vista dele.
13:47Sem dúvida, deputada.
13:49É um debate saudável.
13:50Eu passo de novo a palavra
13:51para o doutor Aurélio Valporto
13:53para comentar esse assunto.
13:54E doutor Aurélio,
13:55se puder comentar também a sua visão
13:57sobre esse condicionamento do Banco Central
14:00a baixar a taxa de juros
14:03mediante a apresentação do arcabouço fiscal.
14:06O senhor avalia que essa é a melhor estratégia,
14:10avalia que uma coisa deve estar ligada à outra,
14:12aproveitando e respondendo também
14:13o deputado Leonato Siqui.
14:16Olha, eu acho inicialmente
14:19que esse debate,
14:21ele deixou de ser meramente econômico,
14:23infelizmente,
14:24e está eivado com essa polaridade política
14:28que nós assistimos no país.
14:31Eu não tenho compromisso
14:34com nenhum dos dois lados.
14:35Eu sou economista.
14:38Eu acho que o Banco Central
14:41é uma autarquia do governo,
14:43independente do governo
14:44que esteja,
14:47do partido que esteja no poder.
14:50O Banco Central é uma autarquia
14:52e eu achei, no mínimo,
14:54deselegante a forma com que ele,
14:57cheirou a chantagem,
14:58a forma com que ele se dirigiu
15:01ao Executivo.
15:05A pergunta que eu faço é a seguinte,
15:06por que as taxas de juros
15:08baixam a inflação?
15:11Eu comecei, na minha explanação,
15:13falando isso.
15:14As taxas de juros baixam a inflação
15:16porque elas reduzem a demanda.
15:19Então, o Banco Central
15:21está partindo do princípio
15:22que existe hoje
15:23um excesso de demanda
15:25em relação à oferta,
15:27ainda que as montadoras
15:29estejam parando,
15:30ainda que tenhamos
15:31uma super safra esse ano,
15:33ainda que todos os indicadores,
15:36por exemplo,
15:37inadimplência,
15:38cerca de 70 milhões de brasileiros
15:40hoje estão inadimplentes.
15:41Isso é quase o dobro
15:42da força de trabalho
15:43com carteira assinada.
15:45Ainda que todos os indicadores
15:47demonstrem justamente o contrário.
15:51Por isso que eu achei
15:52que aquela,
15:53no item 15 da ata do Copom,
15:56quando ele fala
15:56excesso de demanda
15:58no setor de serviços,
15:59procurando justificar
16:00as taxas de juros,
16:02também é uma alienação completa.
16:04Basta verificar,
16:06inloco,
16:07se há excesso de demanda,
16:08se o setor de serviços
16:10está aumentando seus preços
16:12por esse motivo.
16:15Não.
16:15Setor de serviços,
16:16definitivamente,
16:17não está aumentando os preços
16:19por excesso de demanda.
16:21Se as taxas de juros,
16:22só,
16:24a única forma de inflação,
16:25inflação é o sintoma
16:27de uma doença econômica.
16:29E vários
16:29são os males da economia
16:31que podem resultar
16:33em uma inflação.
16:34É como a febre.
16:35Você tem febre,
16:36pode estar com cachumba,
16:38pode estar com sarampo,
16:39enfim,
16:40diferenças de doenças,
16:41e você utiliza
16:42diferentes remédios.
16:43A inflação,
16:44ela só funciona,
16:45a taxa de juros,
16:47desculpe,
16:48ela só funciona
16:49quando a inflação
16:50é resultado
16:51de excesso de demanda
16:53sobre oferta.
16:54Então,
16:55o erro está aí,
16:56começa por aí.
16:57Você tem que verificar
16:58se a capacidade de oferta
17:00da economia,
17:02ela está,
17:02é capaz
17:03de suprir
17:04a demanda atual
17:05ou não.
17:06Nós tivemos agora,
17:07acabei de falar
17:08sobre casos americanos,
17:10ela disse no relatório dela,
17:11maior varejista
17:12de lojas físicas
17:14do Brasil.
17:15Um dos mais importantes,
17:16o mais importante
17:18foi lá,
17:18um formador de preços
17:20no varejo do Brasil,
17:21dizendo,
17:23estou tendo problemas
17:24com a demanda
17:25e estou tendo problemas
17:26com os juros
17:27que me fizeram
17:27aumentar os preços.
17:28Isso está no plano
17:29de recuperação judicial dela.
17:31Ou seja,
17:31os juros
17:31estratosféricos
17:33no nível que estão,
17:35fizeram,
17:36foram responsáveis
17:36por aumento de preço
17:37e não redução de preço
17:38da maior varejista
17:40de lojas físicas
17:41do Brasil.
17:46Doutor Aurélio,
17:47deixa eu só aproveitar
17:48antes de passar
17:49a palavra
17:49para o deputado
17:50Léo Siqueira,
17:52para fazer um questionamento
17:53e isso é um questionamento
17:54que eu faço.
17:55Eu tenho visto também,
17:56o senhor comentou
17:56que o Banco Central
17:57tem sido deselegante,
17:59mas a gente tem visto também
18:00duras críticas
18:01do próprio governo
18:02ao Banco Central.
18:03E a pergunta,
18:04você fez analogia
18:05com a febre aí,
18:06eu também vou fazer
18:07a mesma analogia
18:08com a febre.
18:09Nesse caso da economia,
18:11o certo é atacar
18:12o termômetro
18:13ou atacar de fato
18:14a febre?
18:15Porque eu tenho visto
18:15o governo atacar
18:16o termômetro,
18:17que é o Banco Central,
18:18que tem dado
18:19essas previsões.
18:20Nesse caso,
18:21não seria de fato
18:22atacar a raiz,
18:24a origem,
18:24a febre,
18:25que é a questão
18:26econômica do país
18:27e evitar
18:28essa alta taxa
18:30de juros?
18:36Doutor Aurélio?
18:38Oi,
18:39desculpe,
18:40eu discordo
18:42da sua analogia,
18:43o Banco Central
18:43não termonta,
18:44agora quanto
18:45ao embate
18:47entre executivo
18:48e
18:49chefe de executivo
18:50e Banco Central,
18:52é claramente
18:53que isso é danoso
18:53para todo o ambiente
18:54econômico.
18:55Eu fiz,
18:56critiquei,
18:57dei entrevista,
18:58inclusive,
18:58logo que o Lula,
19:00o presidente da República,
19:01começou com esses ataques
19:03de que não era
19:04dessa forma
19:04que ele teria que se tratar,
19:05que a situação
19:06tinha que ser tratada.
19:08Não é boa,
19:09não é boa
19:10para o ambiente econômico
19:11e agora o Banco Central
19:12deu uma resposta
19:14através do Copom
19:15que eu também
19:15não achei boa,
19:17da ata do Copom
19:18que eu também
19:18não achei boa.
19:19Enfim,
19:20a causa da inflação
19:23do Brasil,
19:24hoje,
19:25os preços
19:25estão aumentando ainda
19:26como consequência,
19:28apesar deles terem
19:29ser,
19:29nós tivemos um período
19:30de deflação
19:31no segundo semestre
19:33do ano passado,
19:34agosto,
19:36setembro,
19:36outubro,
19:36se eu não me engano,
19:37os três meses
19:38eles tiveram
19:39uma pequena queda
19:40de preço
19:41nos índices,
19:42uma pequena queda
19:43nos índices de preço,
19:45mas isso foi consequência
19:46da redução
19:48dos preços,
19:50da queda dos preços
19:51das commodities
19:52no mercado internacional,
19:53principalmente do combustível,
19:55a desoneração
19:56do combustível
19:57que eu acho
19:57que é outro ponto
19:59que nós devemos falar,
20:00eu achei que foi
20:01importante avanço
20:02conseguir a desoneração
20:04do combustível
20:05e acho que foi um erro
20:07o governo buscar
20:08dar satisfação,
20:11inclusive,
20:12ao Banco Central
20:12reonerando
20:14os combustíveis,
20:15mas nós assistimos
20:16uma desaceleração
20:18inflacionária
20:19no segundo semestre
20:20do ano passado
20:21basicamente
20:22pela queda
20:23dos custos
20:25da economia
20:26proporcionado
20:27pela queda
20:28no preço
20:28da energia elétrica
20:29que teve
20:29os reservatórios
20:31das hidrelétricas
20:34voltaram
20:35a ficar cheios,
20:36com isso pararam
20:37as térmicas,
20:38a bandeira
20:39vermelha
20:40acabou
20:42e a queda
20:44dos preços
20:45dos combustíveis.
20:46então a queda
20:47do preço
20:47da energia
20:48de um modo geral
20:49junto com a queda
20:50do preço
20:51das commodities
20:51no mercado internacional
20:52favoreceu,
20:54foi o que levou
20:55à queda
20:55da inflação
20:56no segundo semestre
20:57do ano passado
20:57apesar dos juros,
20:58inclusive eu escrevi
20:59um artigo,
21:00um artigo longo
21:01inclusive,
21:02que o título é
21:04deflação
21:05apesar dos juros.
21:06então eu acho
21:08que o combate
21:10à inflação
21:12é lógico
21:12eu não estou
21:13defendendo aqui
21:14déficit fiscal
21:15não,
21:15e por falar
21:16em déficit fiscal
21:17é bom lembrar
21:19o seguinte,
21:19nós estamos
21:20falando
21:20de déficit
21:20público
21:21e a dívida
21:23interna
21:24do Brasil
21:24é cerca
21:25de 75%
21:26do PIB
21:27que está
21:28em torno
21:29de 10 trilhões
21:30de reais
21:3075%
21:32de 10 trilhões
21:32de reais
21:33dá evidentemente
21:3427 trilhões
21:35e meio
21:35ou seja,
21:36cada 1%
21:37cada ponto percentual
21:40nas taxas
21:41de juros
21:41equivale
21:42a uma despesa
21:43de juros anual
21:44de cerca
21:45de 75 bilhões
21:48de reais
21:48então não me parece
21:49que o Banco Central
21:50está tão preocupado
21:51assim com o déficit
21:52público
21:52o déficit público
21:54ele vai ser financiado
21:55de alguma forma
21:56pela emissão
21:57de títulos
21:57aumentando a dívida
21:58pública
21:59e o que é isso
22:01que a própria
22:01o próprio Banco Central
22:05está fazendo
22:06com a elevação
22:06dos juros
22:07pode ser financiado
22:08também
22:09por emissão
22:10de moeda
22:10o raciocínio
22:11primário
22:13é o seguinte
22:13se há emissão
22:15de moeda
22:15há necessariamente
22:17inflação
22:17a emissão de moeda
22:18pode levar
22:19ou não
22:20a inflação
22:20existem diversos
22:22outros fatores
22:23que podem influenciar
22:24a emissão
22:25a própria demanda
22:27por moeda
22:28tem mais uma
22:29pergunta aqui
22:30do nosso
22:31e eu vou passar
22:31agora a palavra
22:32para o deputado
22:33que está aqui
22:34também com a gente
22:34participando
22:35dois pontos de vista
22:36diferentes
22:37
22:37a pergunta de novo
22:39do Guilherme
22:40ele pergunta o seguinte
22:41qual seria a solução
22:42para trazer uma inflação
22:44dentro da meta
22:45fora de um aumento
22:46nos juros
22:46e eu queria ouvir
22:48a palavra
22:49do deputado estadual
22:50Leonardo Siqueira
22:51por gentileza
22:52exato
22:54como eu estava falando
22:55no início
22:56há duas grandes forças
22:58
22:58você tem
22:58que impactam a inflação
23:01você tem a política monetária
23:02do Banco Central
23:03então o Banco Central
23:04vai utilizar o mecanismo
23:05dos juros
23:05para poder colocar
23:07a inflação dentro da meta
23:08então se a inflação
23:09está abaixo da meta
23:10ele tende a reduzir os juros
23:11se a inflação está acima da meta
23:12ele tende a aumentar os juros
23:13para poder desaquecer a economia
23:15e colocar a inflação
23:15dentro da meta
23:16e você tem a política fiscal
23:18do governo
23:18a partir do momento
23:19que a política fiscal do governo
23:20é expansionista
23:22ou seja
23:22o governo gasta
23:23é em excesso
23:25você tende a gerar inflação
23:26porque você está tendo
23:27uma expansão
23:28da base monetária
23:29então o que você precisa ter
23:32é justamente
23:32um alinhamento
23:33entre a política fiscal
23:34e a política monetária
23:35que foi justamente
23:36o que aconteceu
23:37na época do governo
23:37do Michel Temer
23:38vamos lembrar o que aconteceu
23:39o governo de Mao Zed
23:41foi exatamente o que aconteceu
23:42o que está acontecendo agora
23:43o governo de Mao Zed
23:45falou
23:45o Brasil cresce pouco
23:47precisamos crescer mais
23:48e para crescer
23:49a gente precisa investir
23:50e para investir
23:51a gente precisa de juros menores
23:52então vamos baixar os juros
23:53aí eu utilizei o BNDES
23:55com crédito subsidiado
23:58e colocou a Selic
23:59de um patamar aí
24:01elevado
24:03e vamos baixar a Selic
24:04até 6,5%
24:05Selic estava mais de 10
24:07e aí baixaram para 6,5%
24:09aí na caneta
24:10mesmo com uma pressão inflacionária
24:12então foi a mesma loja
24:14que estão utilizando hoje
24:15e daí
24:15o que aconteceu
24:16não teve crescimento
24:18você desancorou
24:19as expectativas
24:20de inflação
24:21e você teve
24:22uma inflação elevada
24:23então tudo aquilo
24:24que eles queriam
24:24não aconteceu
24:25parece que não aprenderam
24:27e estão repetindo
24:28novamente
24:29e aí o que veio
24:31depois
24:31o governo Michel Temer
24:32e aí teve um alinhamento
24:34entre a política fiscal
24:35e a política monetária
24:35ou seja
24:37para reduzir a inflação
24:38não só o Banco Central
24:39manteve os juros elevados
24:41com o Ilan Godfair
24:42na época
24:42como o ministro da Fazenda
24:45o Henrique Meirelles
24:45falou
24:47olha a gente tem
24:48um déficit elevado
24:48vamos ter todo um
24:49acaboço fiscal aqui
24:50para poder reduzir
24:51o nosso endividamento
24:53e o nosso déficit
24:54então teve teste de gastos
24:55teve corte
24:56e aí
24:57o que aconteceu
24:58você conseguiu
24:59reduzir a taxa de juros
25:01depois
25:02entregaram juros
25:04perto
25:05próximo de 2,5%
25:06claro que com a ajuda
25:07do Covid
25:08mas você teve
25:09uma redução absurda
25:10da taxa de juros
25:10e o melhor
25:11sem aumento da inflação
25:13porque quando
25:14no governo da Dilma Rousseff
25:15você teve a redução
25:16da taxa de juros
25:17mas com aumento da inflação
25:18porque não era o momento
25:19de abaixar os juros
25:20e ali não
25:20no governo Michel Temer
25:21fizeram uma boa condição
25:22de política monetária
25:24e política fiscal
25:24você teve uma redução
25:25da taxa de juros
25:26sem o aumento da inflação
25:28pelo contrário
25:29você teve uma inflação
25:30aí controlada
25:31e o restado é que
25:32o Ilan Godfair
25:33é o prêmio
25:34de melhor banqueiro central
25:35do mundo
25:36pela condição
25:37aí que ele teve
25:37então é isso que a gente tem que fazer
25:38a gente viu
25:40como faz de maneira errada
25:41a gente viu
25:42como faz de maneira certa
25:43mas parece que esse governo
25:44insiste na maneira errada
25:46Deputado
25:48só para a gente encerrar
25:49quais serão as consequências
25:51para o país
25:52se o governo
25:53mantivesse a mesma postura
25:54de criticar o Banco Central
25:56tentar baixar a taxa de juros
25:59na canetada
26:00e continuar nessa política
26:02aí o arcabouço fiscal
26:03inclusive tem uma previsão
26:04de aumento de gastos
26:05então não está com a previsão
26:07de corte de gastos
26:08que é esperada pelo Banco Central
26:09então quais são
26:11as consequências reais
26:12para o Brasil
26:14para a economia brasileira
26:15caso o PT repita
26:16a mesma receita
26:18da Dilma Rousseff
26:19olha eu posso falar
26:20do ponto de vista
26:21um pouco mais técnico
26:22e econômico
26:23o que a gente vai ter
26:23é um juros maior
26:24do que a gente
26:26se a gente tivesse
26:27um governo alinhado
26:28aí com o Banco Central
26:29que desse credibilidade
26:31para ele
26:31não retirar essa credibilidade
26:32para ele
26:33e aí você tem
26:34uma taxa de investimento menor
26:35e aí você tem
26:37uma economia crescendo menos
26:38mas eu quero falar
26:39também da parte real
26:41o que é o que importa
26:42para as pessoas
26:43o que vai acontecer
26:45no final do dia
26:46é que o governo
26:47vai acabar prejudicando
26:49aqueles que eles dizem
26:51que mais querem ajudar
26:52ou seja
26:53com toda essa guerra aí
26:54o governo não está ajudando
26:56em nada
26:56e ele vai prejudicar
26:58os brasileiros
26:59e principalmente
26:59os mais pobres
27:00por quê?
27:01porque você vai ter
27:02mais inflação
27:03você vai ter mais juros
27:04você vai ter uma economia
27:05crescendo menos
27:06você vai ter um desemprego
27:07maior do que se você
27:08tivesse uma boa condição
27:09aí da política fiscal
27:10para a política monetária
27:11e você vai ter
27:13toda uma economia
27:14em condições piores
27:16do que se você tivesse
27:17um governo
27:18fazendo essa condução
27:19da maneira correta
27:20então
27:20aqueles que eles
27:21procuram
27:22e dizem que mais
27:23querem ajudar
27:24são os que serão
27:26mais prejudicados
27:27perfeito
27:29doutor Aurélio
27:30se o senhor deseja
27:30encerrar
27:31a gente já está
27:31com o tempo avançado
27:32eu sei que o senhor
27:32tem prazo aí também
27:33o senhor me comunicou
27:34logo cedo
27:35se o senhor quiser
27:36as suas palavras
27:37finais
27:37estou passando a palavra
27:38para o senhor
27:39encerrar aí
27:39a sua participação
27:41aqui no Meio Dia
27:41em Brasília
27:42Ok
27:43lamentavelmente
27:44eu tive
27:45uma pane no equipamento
27:47e perdi
27:48a explanação
27:50do Leonardo
27:51que eu tenho certeza
27:52que foi brilhante
27:53mas tenho certeza também
27:54que não concordo com ela
27:56mas
27:57mas eu
28:01gostaria de encerrar
28:03ressaltando
28:04que o Banco Central
28:05infelizmente
28:06ele está desconectado
28:08da realidade econômica
28:10brasileira
28:10me parece preso
28:11a um mundo
28:12meramente acadêmico
28:14eu acho
28:15que
28:15de fato
28:18se conectar
28:19diretamente
28:20aos grandes formadores
28:21de preço
28:22da economia
28:23para editar
28:24a sua política monetária
28:25eu fui operador
28:26de Open
28:26durante muito tempo
28:27fui gerente
28:28do departamento técnico
28:29de banco
28:30enfim
28:31economista chefe
28:32então eu conheço
28:33bem
28:34a forma
28:36como a política
28:37monetária
28:38é conduzida
28:39conheço
28:41bem
28:41eu vivi
28:42por exemplo
28:43o plano
28:43Collor
28:44eu era responsável
28:46por um banco
28:46na época
28:47do plano
28:48Collor
28:48eu sou talvez
28:50mais velho
28:51do que vocês
28:51imaginem
28:52e
28:53eu vejo
28:55vi muitos erros
28:56serem cometidos
28:57pela política
28:58monetária brasileira
28:59ao longo da história
29:00inclusive
29:01no plano real
29:01em que
29:03o Banco Central
29:04desconhecia
29:06na verdade
29:06as causas
29:07subjacentes
29:07da inflação
29:08que na época
29:08era o desequilíbrio
29:09estrutural
29:09de preços relativos
29:10que foi resolvido
29:12basicamente
29:13com a volta
29:15do influxo
29:15de recursos
29:16internos
29:17que favoreceu
29:18a queda
29:18do câmbio
29:18etc
29:19o plano real
29:21ele foi brilhante
29:22eu gosto de chamar
29:23de plano Larida
29:23porque a semente
29:24dessa ideia
29:25é o André Lara
29:26Rezende
29:27e o PS Arida
29:28com quem eu concordo
29:29e ele concorda
29:30plenamente
29:31com as minhas ideias
29:32com as posições
29:33que eu estou colocando
29:33aqui
29:34eles foram
29:35os autores
29:36de fato
29:36daquele plano
29:38que acabou
29:39com a inflação
29:40inercial
29:40no Brasil
29:41as causas
29:43subjacentes
29:43da inflação
29:44além da inercial
29:45como eu falei
29:46eram outras
29:47enfim
29:48então nós precisamos
29:50de um Banco Central
29:50que entenda
29:53mais o processo
29:55inflacionário
29:56brasileiro
29:56que esse aí
29:57de fato
29:57não entende
29:58o Banco Central
29:59quando a gente fala
30:00Banco Central
30:00falando das pessoas
30:01que lá estão
30:02e que essa taxa
30:03de juros
30:04ela não está
30:05combatendo a inflação
30:07pelo contrário
30:08no caso
30:09da Americanas
30:10que a gente viu
30:10o caso prático
30:11da Americanas
30:12fala que teve
30:13que aumentar
30:13o preço
30:14por causa das taxas
30:14de juros
30:15que estavam muito altas
30:15ou seja
30:16porque estava sendo
30:17impactado
30:17pelos custos financeiros
30:19quando você já tem
30:20uma inflação
30:21de custos
30:21e você adiciona
30:22a taxa de juros
30:23muito altas
30:24você eleva
30:25sob maneira
30:26o custo financeiro
30:27de toda a economia
30:28isso acaba sendo
30:30forçado a repassar
30:31a ser repassado
30:33pelos preços finais
30:34impactando a própria inflação
30:35eu escrevi um artigo
30:37eu acho que eu te mandei
30:39não Kicila
30:39chamado
30:40que chamava a atenção
30:43nesse fato
30:43os juros inflacionários
30:44o Banco Central aumentou
30:46tanto os juros
30:46de forma equivocada
30:47que acabou sendo
30:49uma das causas
30:49da inflação
30:50então
30:51basicamente isso
30:53eu acho que já ficou
30:54clara aqui
30:55a minha posição
30:56eu convido
30:56a quem está assistindo
30:58o programa
30:59a ler os meus artigos
31:00inclusive o colega
31:01Leonardo
31:02o deputado Leonardo
31:03para que
31:04quem sabe ele não
31:05não altere um pouco
31:06o seu ponto de vista
31:07deputado Leonardo Siqueira
31:11não
31:12eu queria agradecer
31:13só a Aurélio
31:14e a você
31:15que isso é isso
31:16acho que o debate
31:16é saudável aí
31:17estou tendo bastante
31:19sempre com respeito
31:21eu faço parte
31:22da linha dos economistas
31:24que acreditam
31:25que
31:26o Banco Central
31:27tem que alterar
31:28sua taxa de juros
31:29a partir do momento
31:30que ele vê
31:31que a inflação
31:32não está sendo conduzida
31:33para a meta
31:34e obviamente
31:35tem custos
31:36mas
31:39o papel
31:39do Banco Central
31:40é justamente
31:41olhar
31:41a manutenção
31:43do poder de compra
31:44do papel moeda
31:45não é o Banco Central
31:47por exemplo
31:48que olha
31:49para o
31:50para o
31:51para o endividamento
31:53por si só
31:55sozinho
31:56e ele não pode
31:58toda vez
31:58o meu receio
31:59é toda vez
32:00que a gente quer
32:00fazer política
32:01monetária
32:02com política
32:03tributária
32:04ou política
32:05monetária
32:05com preços
32:07os custos
32:08são maiores
32:08do que os benefícios
32:09o que eu quero dizer
32:10toda vez que a gente
32:10quer dar algum
32:11subsídio aqui
32:12um subsídio ali
32:13para poder reduzir
32:14o nível
32:14dos preços
32:15toda vez que a gente
32:16quer
32:16controlar os preços
32:19com os preços
32:20que o governo
32:20pode controlar
32:21para poder reduzir a inflação
32:23a gente tem vários
32:24exemplos de que isso
32:25não funciona
32:25a gente tem
32:27a Argentina
32:28é um bom
32:29exemplo disso
32:30de o que acontece
32:31quando a gente
32:32utiliza o governo
32:33para controlar os preços
32:34e até no passado
32:35recente
32:36o Brasil
32:36utilizou muito
32:37teve a MP
32:39lá do setor elétrico
32:40que ele quis
32:41reduzir o custo
32:42da energia
32:43e a gente sabe
32:44que os custos
32:44são grandes
32:45então queria agradecer
32:47e dizer que é um prazer
32:49estar aqui com vocês
32:50e podem contar comigo
32:51para os próximos
32:52Obrigada deputado
32:54Obrigada Aurélio
32:55pela gentileza
32:55de vir ao meio
32:56de em Brasília
32:57as contas estão abertas
32:58sempre que quiserem
32:58vir aqui conversar
32:59com a gente
32:59Obrigada
33:00Obrigado
33:01Boa tarde
33:02Boa tarde
33:03Boa tarde
33:20Boa tarde
33:21Boa tarde
33:23Boa tarde
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