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Transcrição
00:00Matheus, pode passar para a matéria do Roberto Campos Neto sobre a carta?
00:09Então, o Roberto Campos Neto é obrigado, o presidente do Banco Central é obrigado,
00:13toda vez que ele não cumpre com o mandato dele, que é fazer com que a inflação convija para a meta,
00:21que era de R$3,75, então mais R$1,50, R$5,25, ou para baixo R$1,50, R$2,50, né?
00:34É isso? Isso, acho que é.
00:38É, essas contas de cabeça, como diz o outro, não sou dono de barra,
00:42dono de barra que é bom de fazer conta de cabeça.
00:45Mas é aí, R$3,75, R$1,50 para cima, R$1,50 para baixo.
00:49Como a gente ficou fora, o presidente do Banco Central é obrigado a enviar uma carta
00:54para o presidente do CMN, Conselho Monetário Nacional.
00:58Caso o rapaz lá tenha se esquecido, é para você mesmo, viu, Fernanda Haddad?
01:04Quando a carta chegou aí, não se assuste, se você só vira ela hoje de manhã, é para você.
01:09Você é o presidente do Conselho Monetário Nacional e não da CVM, né?
01:14Alguns aí vão lembrar disso.
01:15Bom, em carta endereçada ao ministro da Fazenda, Fernanda Haddad, presidente do Banco Central,
01:20elencou os fatores que foram decisivos para que a inflação do ano passado tenha ficado acima da meta.
01:25Ele vai lembrar o seguinte, elevação do preço das commodities,
01:29desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos e gargalos nas cadeias produtivas globais,
01:34choque em preço de alimentação, retomada na demanda de serviços e emprego.
01:38E aí, a gente tem que entender o seguinte, em 2021 foi muito pressionada a inflação em função da compra de bens,
01:44porque você tinha uma expansão monetária muito grande, pessoas com mais dinheiro na mão em função dos auxílios, etc.
01:50e tal, mas elas não tinham como gastar em serviços, porque os serviços estavam fechados, basicamente, né?
01:56Salão de beleza, barbearia, sei lá, e outros serviços que vocês pensarem por aí, esses foram os que surgiram agora.
02:03Então, como você não tinha como gastar com isso, viagens, as pessoas, como é que se diz?
02:14Gastaram com bens, e os bens pressionaram a inflação.
02:18Neste ano de 2022, com um pouco mais de abertura, as coisas sendo normalizadas,
02:23do meio do ano para cá, praticamente tudo normal, tudo funcionando normalmente,
02:29as pessoas, então, passam a gastar um pouco mais com serviços,
02:32e aí você tem aí retomada na demanda de serviços,
02:37impulsionado pelo acentuado declínio da quantidade de casos de Covid,
02:41consequente, aumenta a mobilidade, então você tem uma pressão aí,
02:44que é o que deve acontecer na China agora, né?
02:46Quando você reabre, você tem uma pressão maior sobre o preço de serviços.
02:50Não, pode voltar a matéria aí rapidinho, Matheus?
02:53Só mais uma coisinha aqui, que é importante anotar na matéria,
02:58mas na carta, pode tirar, na carta o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto,
03:04faz um alerta, disfarçadamente, assim, para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
03:12falando sobre expansão fiscal, né?
03:14Ele fala, olha, expansão fiscal e medidas parafiscais, né?
03:18Como subsídio de crédito, você entregar crédito subsidiado,
03:22aquilo que o BNDES fez antigamente, ou utilizar os bancos públicos, né?
03:27Para entregar crédito mais barato, etc.
03:29Eles tiram potência, diz o Roberto Campos Neto, da política monetária,
03:34porque a expansão fiscal só funciona se houver espaço produtivo, né?
03:43Para você aumentar a produção, né?
03:45Então, é aquilo que a gente estava falando, falei isso na semana passada,
03:48eu acho que essa semana já falei disso também.
03:50É o famoso hiato, né?
03:52Entre o PIB potencial, aqui em cima, e o PIB...
03:56E o PIB que está sendo realmente produtivo, a produção real.
04:04Essa diferença aqui entre o que você é capaz de produzir,
04:06sem investimento nenhum, né?
04:08Essa capacidade ociosa que você tem na economia,
04:11se ela não estiver muito próxima do limite,
04:15todo esse dinheiro que vai irrigar o mercado vai pressionar os preços
04:20e você vai acabar gerando mais inflação.
04:22Então, exatamente, o Felipe Duarte está falando exatamente disso.
04:26A expansão do crédito este ano não elevará a inflação no Brasil?
04:29Pois é, Felipe.
04:29É essa a preocupação do Roberto Campos Neto,
04:32que ele diz que isso diminui a potência do Banco Central,
04:36do efeito juros sobre a economia.
04:41E ele não fala isso, mas ele deixa meio que implícito
04:44que isso geraria um custo ainda maior para a economia brasileira,
04:48porque faria com que ele lá, que tem que buscar
04:52a convergência da inflação para a meta,
04:56que no ano que vem, nesse ano, é de 3,5%,
04:581,5% para cima ou para baixo, então vai até 5%,
05:01e ela já está descasada lá no boletim Fox, por exemplo,
05:04já está acima do limite, no limite superior de 5% ao ano,
05:09e isso faria com que o Banco Central tivesse que subir
05:12ainda mais os juros no Brasil.
05:15O fato é que, por enquanto, o mercado brasileiro
05:19não está vendo esse tipo de coisa.
05:22Se você puder colocar a minha tela aí, Matheus, por favor,
05:25nessa tabelinha aqui, vocês vão ver o seguinte.
05:30Se ela finalmente carregar, cadê?
05:34Aqui.
05:35Nessa tabelinha aqui, vocês vão ver qual é,
05:37essa é a Selic estimada ou a Selic esperada
05:41em função dos preços que estão na curva de juros
05:44no mercado neste momento.
05:46Então, aqui, ela fica aqui entre 13,75% e 13,80%,
05:52então mais ou menos onde está hoje.
05:54Isso aqui é o CDI, então ele tem um descontinho,
05:57mas isso aqui é mercado mesmo, isso aqui é técnico,
06:01não quer dizer uma elevação na Selic,
06:04mas a partir aqui de outubro, mais ou menos,
06:09você já tem uma queda de 0,25% mais ou menos aí
06:14na Selic esperada para 2023.
06:19Então, lá para outubro, até o fim do ano,
06:21você teria cortes na taxa Selic.
06:24Então, o mercado hoje brasileiro está precificando
06:27cortes de juros a partir do segundo semestre deste ano
06:31e nenhum aumento na taxa durante o ano, tá bom?
06:38Então, é claro que hoje vai ter uma narrativa,
06:41como o DI está abrindo, o pré aqui, a curva de juros está abrindo,
06:47toda vez que você vê verdinho nesta coluna aqui específica,
06:50é sinal que a curva de juros está abrindo,
06:53mas o longo já está fechando de novo.
06:56Ontem foi exatamente o mesmo movimento,
06:58a curva na parte, vou colocar a curva aqui
07:01para vocês entenderem, na ponta mais curta,
07:03indicando um aumento, uma pressão maior em função de inflação,
07:10ela responde muito mais à inflação,
07:13a parte curta da curva,
07:14e a parte longa responde mais
07:16a certezas futuras, fiscal, etc.
07:20Se você olhar aqui, a parte curta da curva subindo
07:27e a parte longa caindo, em comparação com ontem.
07:32Para quem não conhece essa curva de juros,
07:34já falamos sobre isso,
07:35a curva amarela é a de ontem
07:39e a curva verde é a de agora, tá?
07:41Então, essa linha aí, esse tobogã,
07:46porque está invertida a curva,
07:47a gente fala sobre isso em outro momento aqui,
07:50mas ela indica agora um pouco de redução
07:53aqui na parte longa da curva,
07:55então taxas menores para prazos maiores,
07:59mas aqui no comecinho ainda um pouco preocupada
08:01com a inflação,
08:03e lá na carta do Roberto Campos Neto,
08:06ele fala que a política monetária brasileira
08:12deve permanecer com taxas de juros
08:14um pouco mais altas durante mais tempo
08:17para segurar a inflação,
08:19uma vez que eles ainda não estão tão seguros
08:21de que a inflação já esteja domada neste momento, tá bom?
08:26Então, esse é o tipo de coisa que a gente tem que olhar
08:29para entender por que os juros futuros
08:32estão indo para um lado e para o outro,
08:34lembrando que o juro afeta tudo
08:35porque ele é o custo do dinheiro, né?
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