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04:00Olá, muito boa noite, eu sou o Duda Teixeira, hoje é quinta-feira, dia 17 de novembro, e esse é mais um Papo Antagonista. Roda a vinheta.
04:26Música
04:26Aconteceu, você fica sabendo aqui, Papo Antagonista.
04:33Bom, temos uma grande notícia que acabou de acontecer, Guido Mântega desistiu de participar do grupo técnico de trabalho, ele que foi ministro da Fazenda,
04:48e que tinha, e o anúncio de que ele ia participar desse grupo de transição, realmente tinha sido muito mal recebido pelo mercado.
05:03E agora, enfim, é esperado aí que essa desistência dele acabe tendo o efeito inverso.
05:14Vamos ler a notícia?
05:15Mântega, ex-ministro da Fazenda, por quase nove anos, pode descer, João Alto, por quase nove anos ele foi durante o governo Lula e Dilma,
05:29desistiu então a informação que o Antagonista já confirmou.
05:33O economista enviou uma carta a Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, que coordena a equipe de transição.
05:42Nela, Mântega diz que o fato de não poder assumir cargos na administração pública,
05:48por decisão do Tribunal de Contas da União, relativo ao caso das pedaladas fiscais, era preponderante na decisão.
05:57Então, só abrindo um parênteses aí, enfim, as pedaladas fiscais é que levaram ao impeachment da Dilma, Dilma Rousseff.
06:07E ele estava proibido de realmente assumir qualquer cargo público, e o que os petistas e o Mântega estavam dizendo
06:18é que ele ia ajudar, mas de uma maneira voluntária, sem receber nada.
06:23Mas, enfim, é óbvio que a questão das pedaladas, o Mântega também, no governo da Dilma,
06:31entrou com aquela coisa de congelar as tarifas do setor elétrico, enfim, foram vários problemas na gestão dele,
06:42e o nome dele, então, realmente foi muito mal recebido.
06:47A Alckmin teria ligado a ele e agradecido pelo trabalho realizado até hoje.
06:56A assessoria de imprensa do gabinete de transição não indicou quem irá substituí-lo no grupo de planejamento,
07:02onde ele era o coordenador.
07:05Na semana passada, Mântega já havia indicado que não aceitaria cargo de ministro do futuro gabinete de Lula.
07:12Ele, no entanto, disse que interferiu para que o economista Ilan Goldfargin,
07:18ex-presidente do Banco Central durante os anos do Michel Temer,
07:23não fosse escolhido como presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
07:28Essa coisa de tentar segurar a eleição do BID também não aconteceu.
07:36O BID ignorou completamente isso daí.
07:39Provavelmente era uma tentativa ali de emplacar algum nome do PT ou de algum aliado do PT.
07:47Essa eleição vai acontecer dia 20, semana que vem,
07:52e, enfim, já demonstra aí que o Mântega estava com muito pouca moral.
07:56Enfim, agora é alguma coisa que provavelmente o mercado,
08:03o mercado, né, que o Lula, enfim, a gente também teve os vídeos,
08:09as declarações do Lula falando aí que o mercado, né,
08:13a gente não tem que ligar para o mercado e tudo mais,
08:16mas parece que o mercado tem sim um poder, né.
08:20A gente lembra muito bem do currículo aí das pessoas e reage de acordo.
08:31Outra notinha, então, do antagonista que comenta essas falas do Lula.
08:36Lula, ele falou, criticou o teto de gastos e defendeu,
08:48como é que é, criticar o teto de gastos e é defender a responsabilidade social, né.
08:53O discurso do Lula é que a responsabilidade social é mais importante que a responsabilidade fiscal.
08:59Vamos lá para a frase dele.
09:01O que é o teto de gastos no país?
09:05Se o teto de gastos fosse para descobrir que a gente não vai pagar a quantidade de juros para o sistema financeiro,
09:12que a gente paga todo ano,
09:14mas a gente fosse continuar mantendo as políticas sociais intactas,
09:19tudo bem, mas não.
09:21Você tenta desmontar tudo aquilo que é do social,
09:25mas não mexe um centavo do sistema financeiro.
09:29Não mexe um centavo daqueles juros que os banqueiros têm que receber.
09:35Então, o Lula vê essa questão meio...
09:38Ou você está de um lado ou você está de outro, né.
09:40Ou você é a favor das políticas sociais,
09:43ou você está com os banqueiros do sistema financeiro
09:47e do mercado e dos especuladores, né.
09:51Está aí também.
09:51O Lula também disse que as reações negativas do mercado,
09:55as suas declarações estão ligadas a especuladores.
10:01Acho que a gente tem um vídeo do Lula.
10:02Vamos pôr o Lula falando melhor do que eu.
10:05Aí eu aproveito para tomar uma água aqui.
10:07É isso que a gente vai ter que fazer.
10:09Um país diferente, um país mais humano.
10:12Um país com mais compreensão
10:14de que se a gente não resolver as questões sociais,
10:17não vale a pena a gente governar esse país.
10:21Esses dias, eu não sei se vocês acompanharam,
10:24eu estou até aproveitando que a imprensa brasileira está aqui,
10:27mas eu fui fazer um discurso para os deputados
10:29e eu fazia o discurso que eu dizia na campanha.
10:33Sabe, que não adianta ficar pensando só em responsabilidade fiscal,
10:36porque a gente tem que começar a pensar em responsabilidade social.
10:41porque quando se criou o teto de gasto,
10:45o que é um teto de gasto no país?
10:49Ora, o que é?
10:50Se o teto de gasto fosse para discutir
10:53que a gente não vai pagar a quantidade de juros para o sistema financeiro,
10:57que a gente paga todo ano,
10:59mas a gente fosse continuar mantendo as políticas sociais intactas,
11:03tudo bem, mas não.
11:05Quando você coloca uma coisa chamada teto de gasto,
11:09tudo o que acontece é você tirar dinheiro da saúde,
11:13tirar dinheiro da educação,
11:14tirar dinheiro da ciência e tecnologia,
11:17tirar dinheiro da cultura,
11:18ou seja, você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social.
11:23E você não mexe no centavo do sistema financeiro.
11:28Você não mexe no centavo daquele juro que os banqueiros têm que receber.
11:33Ah, mas se eu falar isso, vai cair a bolsa, vai aumentar o dólar.
11:38Paciência, porque o dólar não aumenta e a bolsa não cai,
11:41por conta das pessoas sérias,
11:43mas é por conta dos especuladores que vivem especulando todos os dias.
11:47Eu disse, nós temos que cumprir meta de inflação, sim,
11:55mas nós temos que ter meta de crescimento.
11:59Nós temos que ter algum compromisso, sabe,
12:02de crescimento, de geração de emprego,
12:04porque senão, como é que você vai fazer com que a riqueza seja distribuída?
12:09Nós temos que garantir que vamos aumentar o salário mínimo acima da inflação,
12:13de acordo com o que você vai fazer.
12:17Temos que falar publicamente que a gente vai botar,
12:20criar programas como PNAE, como PAA,
12:23ajudar a agricultura familiar.
12:26Nós vamos ter que dizer isso, alto e bom som,
12:29sabe, sem arrumar e sem querer brigar com ninguém.
12:32Apenas construir aquilo que já deu certo no país.
12:35Enfim, Lula é aplaudido, né, quando fala essas coisas,
12:47fala para a plateia que gosta de ouvir,
12:49mas a gente sabe o histórico do Brasil,
12:53é que quando você tem uma inflação fora de controle,
12:56todo mundo sai perdendo,
12:58inclusive os mais próximos, os mais pobres,
13:01principalmente até os mais pobres.
13:03E essa fala teve muita repercussão no Brasil,
13:08tivemos vários economistas conceituados
13:11criticando essas declarações do Lula,
13:17inclusive o Henrique Meirelles.
13:20E aí temos uma outra matéria publicada pelo antagonista,
13:25Meirelles, que foi, então, presidente do Banco Central,
13:30e voltou a se pronunciar, então,
13:33sobre esse assunto em torno das declarações do Lula.
13:37Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e social.
13:42Mas vamos analisar bem o que o Meirelles disse.
13:46A frase dele é...
13:51Não existe contradição entre responsabilidade fiscal
13:54e responsabilidade social.
13:56Para cumprir integralmente uma política social,
14:00é preciso gerar emprego e renda.
14:03E para isso tem que haver um direcionamento claro
14:06do governo pela sustentabilidade dos gastos públicos.
14:10Responsabilidade fiscal é o que permite essa sustentabilidade.
14:16Ou seja, primeiro você garante a responsabilidade fiscal.
14:21Depois, aí é que você vai ter a responsabilidade social.
14:25O presidente eleito Lula governou com muito sucesso,
14:28seguindo essa linha.
14:29E acredito que seguirá esse caminho do novo governo.
14:36Abrir uma excepcionalidade já no primeiro ano
14:38da nova administração não fere essa lógica.
14:41Ela é necessária porque o orçamento aprovado para 2023
14:44não contempla os gastos que foram criados.
14:47E seria impensável o corte do auxílio de R$ 600
14:50no momento de crise que atravessamos.
14:53Mas ela precisa vir acompanhada de limites
14:56para a criação de novos gastos e de corte de despesas.
15:01Para garantir a abertura de espaço orçamentário
15:03a programas sociais e investimentos
15:05e mostrar comprometimento com a saúde das contas públicas.
15:10Então, aí toca num outro ponto,
15:11que é realmente o corte de despesas.
15:14Não dá para o governo só achar que pode gastar, gastar,
15:17porque isso vai esquentar a inflação
15:20e isso tem consequências para os brasileiros.
15:25Bom, aí a gente tem uma entrevista
15:28feita com exclusividade
15:31para, aqui para o Papo Antagonista,
15:34essa entrevista foi feita pelo Cláudio Dantas
15:37e pelo Rodrigo Oliveira.
15:40Eles conversaram com Aode Cunha,
15:42é um economista federal do Rio Grande do Sul,
15:46que os gaúchos chamam de URGS.
15:50Bom, vamos para a entrevista
15:53e depois eu volto aqui com vocês.
15:56Muito bem, vamos falar com Aode Cunha,
15:58que é doutor em Economia, ex-secretário de Fazenda
16:01do Rio Grande do Sul
16:02e hoje conselheiro de várias empresas.
16:05Aode, bem-vindo.
16:07Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo.
16:10Obrigado, Cláudio.
16:11É um prazer estar aqui no Papo Antagonista com vocês.
16:14Estamos também com o Rodrigo Oliveira,
16:18que é o nosso analista de mercado,
16:21jornalista econômico e apresentador do Morning Call,
16:24o nosso coletim matutino de economia.
16:28Bem-vindo, Rodrigo.
16:30Obrigado, Cláudio.
16:32Aode, muito prazer.
16:34Maravilha.
16:35Aode, já começando aqui com a história da PEC da Transição,
16:40eu estou chamando de PEC do Foro de São Paulo,
16:42porque eu já ouvi aqui PEC da Argentina,
16:45PEC da Venezuela, PEC do Rombo, PEC da Gastança.
16:48Qual a sua avaliação desse texto que foi entregue
16:52pela equipe de transição para tramitar e abrir um espaço fiscal
16:59tanto para o pagamento do Bolsa Família
17:01como para auxílios, como farmácia popular,
17:05merenda, o próprio pagamento de merenda escolar,
17:07que não estavam previstos no orçamento,
17:10mas que o governo, o próprio ministro da Economia,
17:13o Paulo Guedes, me disse que faria o gasto necessário
17:18conforme a evolução da economia e os ajustes
17:22que fossem necessários ao longo do próximo ano,
17:25caso o governo Bolsonaro fosse reeleito.
17:28Assim como ele fez em alguns outros momentos,
17:31especialmente com recursos extraordinários da arrecadação.
17:36Mas, enfim, qual a sua análise mais objetiva desse texto
17:40e essa manobra que está sendo apontada por muitos analistas
17:45para permitir que o governo Lula, já de cara, faça esse rombo fiscal?
17:53Claudio, eu vejo com preocupação, porque, claro,
17:56todos sabem que durante a campanha presidencial
17:58foi prometido a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,
18:01aliás, os dois candidatos, tanto o Bolsonaro quanto o Lula,
18:04prometeram que precisaria se achar espaço no orçamento
18:07e que no qual orçamento não havia esse espaço.
18:09O que surpreendeu, eu diria, negativamente do ponto de vista
18:13de responsabilidade fiscal foi que não só o adicional,
18:17mas como todo o valor do antigo Auxílio Brasil,
18:22o atual Auxílio Brasil, o futuro Bolsa Família, novamente,
18:25vai ficar fora do teto de gastos.
18:28Então, a gente não está falando mais sobre R$ 50, R$ 60 bilhões adicional.
18:32Nós estamos falando sobre R$ 175 bilhões,
18:34ou seja, o que já estava dentro do orçamento,
18:36dos R$ 400, mais esse adicional.
18:39E, com isso, ficando fora do teto de gastos,
18:42abre um espaço adicional de mais de R$ 100 bilhões
18:48para novos gastos, seja em obras de infraestrutura,
18:52o que foi isso, não cabe efetivamente
18:54na atual situação fiscal do Brasil.
18:55O Brasil deve ficar com um superávit primário
18:58desde 2012, neste ano, mas todos sabemos
19:02que por conta de aumentos temporários de receita,
19:05porque a inflação foi muito alta.
19:08E se essa PEC se transformar como está se imaginando,
19:12esse superávit vai para um déficit de 2% do PIB,
19:16o que é muita coisa numa mudança de um ano para outro só.
19:19Sem contar que há essa discussão de, talvez,
19:22ficar quatro anos fora do teto,
19:25e muita gente fala já de uma maneira permanente.
19:27Então, o sinal é muito ruim,
19:29é um sinal que prejudica a própria ideia
19:31de sustentabilidade da política social
19:35que o próximo governo quer prometer.
19:37Qual é a grande diferença entre o que foi feito na pandemia,
19:42com o orçamento de guerra,
19:44e todo o recurso fora do orçamento
19:47que se precisou implementar,
19:50com as políticas de apoio ao enfrentamento da pandemia?
19:55Qual é essa grande diferença?
19:56Porque muita gente, os petistas especialmente,
19:58os apoiadores do governo estão usando o exemplo,
20:01ah, mas o Lula, o governo Bolsonaro, o Guedes,
20:05estourou em mais de 700 bi ao longo de quatro anos e tal,
20:09e a maior parte desse recurso,
20:11a gente sabe, foi o orçamento de guerra
20:12aprovado pelo Congresso para o enfrentamento da pandemia.
20:17Qual é a grande diferença entre esses gastos
20:22e essas implementações?
20:24Eu acho que a maior diferença é que na própria legislação,
20:28na lei do teto de gastos,
20:29já se previa uma excepcionalidade eventual
20:33no caso de uma própria pandemia,
20:35de uma catástrofe,
20:36de ter essa excepcionalização.
20:39Isso foi utilizado,
20:40grande parte desses 800 bilhões que se fala,
20:43foi utilizado principalmente em 2020
20:45e uma boa outra parte em 2021,
20:47realmente no auge da pandemia.
20:49Mas nós não pudemos levar essa regra de excepcionalização
20:53neste nível, no meu entendimento,
20:56para que isso vire rotina.
20:58A gente não pode confundir isso com os programas correntes,
21:01habituais, que o governo quer fazer e pode fazer.
21:04Foi um governo democraticamente eleito, na minha opinião,
21:06e tem condições de fazer isso,
21:08mas você precisa mostrar qual é a fonte desses recursos.
21:10Quando você não mostra,
21:12e numa situação fiscal que nós já sabemos que é difícil,
21:14já seria difícil para esse ano,
21:16independente dessa mudança nesse nível,
21:20é o que nós estamos vendo no mercado.
21:22Você vai ver dólar subindo, bolsa caindo,
21:24taxas de juros subindo,
21:26e quando as taxas de juros sobem,
21:28a própria despesa com juros do governo aumenta.
21:30Isso limita o próprio orçamento do governo
21:33para executar políticas sociais.
21:34Então, na minha avaliação,
21:36é um erro que pode custar caro
21:38para a própria ideia do novo governo
21:41de poder expandir gastos na área social.
21:45Rodrigo,
21:45Aode,
21:47eu queria fazer uma pergunta o seguinte,
21:49o André Lara Rezende
21:51é um camarada que defende
21:53que o juro alto é que causa a inflação,
21:58é uma corrente diferente econômica,
22:00não é a majoritária,
22:02mas dentro ali da equipe de transição
22:04encontra pontos de contato com outros componentes,
22:08excetuando aí o Pércio Arida.
22:10você já foi secretário de finanças,
22:14você entende esses gastos e receitas do país,
22:19e eu queria saber se caso esse governo realmente aposte
22:24nisso que o Lula tem tangenciado aí nos discursos,
22:29que é de colocar o juro para baixo,
22:32meio que na marra,
22:34e aí sim,
22:36gastar com,
22:37eu não estou falando que não precisa gastar com o social,
22:40obviamente,
22:41mas aí gastar com o social,
22:42porque você estaria economizando
22:44no pagamento de juros.
22:47Isso faz sentido para você?
22:49Você acha que tem alguma,
22:51qual a chance disso funcionar,
22:54basicamente?
22:55Bom, o André Lara é um economista de ótima formação,
22:58trabalhou lá no Plano Real,
22:59mas efetivamente nos últimos anos
23:00ele tem se distanciado
23:01do ponto de vista de pensamento econômico
23:03de outros pares que trabalharam com a gente,
23:05como o próprio Pércio.
23:07A visão dele,
23:08eu acho que é uma visão
23:09que não condiz com a evidência
23:12que nós vemos,
23:13não só no Brasil,
23:14mas em vários países,
23:15o juro na economia,
23:17você não consegue baixar na marra,
23:20como se diz.
23:21Juros mais baixos existem
23:23em qualquer economia,
23:24quando você tem um ambiente
23:26de inflação controlada,
23:28situação fiscal
23:30e de endividamento do governo
23:32sob controle.
23:33E aí os detentores de dívida pública
23:35aceitam pagar uma taxa de juros mais baixa.
23:38Além disso,
23:39essa ideia de que o juro pode ir na marra,
23:41para baixo,
23:42ela pressupõe, na minha opinião,
23:44uma outra ideia perigosa,
23:46que vai, inclusive,
23:46além desse tema
23:48de se gastar mais no orçamento,
23:50que é controlar as ações do Banco Central.
23:53Eu acho que um dos avanços importantes
23:55que nós tivemos,
23:56das reformas que nós tivemos
23:57nos últimos anos,
23:58foi a independência do Banco Central.
24:00Ou seja,
24:01o Banco Central tem uma missão
24:02de controlar a inflação
24:04e, portanto,
24:06se a inflação sai de controle,
24:07não tem outro jeito,
24:08ele precisa subir taxa de juros.
24:09Aliás,
24:09é o que está acontecendo no mundo inteiro,
24:11na Europa,
24:12nos Estados Unidos.
24:12Então,
24:14eu acho que,
24:15por melhor que sejam
24:16as boas intenções aqui,
24:18elas não têm
24:19materialidade na realidade.
24:22Taxas de juros mais baixas,
24:23nós vamos ter
24:24um ambiente de situação
24:25sob controle
24:26e de responsabilidade fiscal.
24:28E isso permite
24:29mais investimentos,
24:30que a economia cresça mais
24:31e aí, sim,
24:32o próprio governo
24:33vai ter mais recursos
24:34para executar
24:35as suas políticas sociais.
24:37A Odissete...
24:38Desculpa, Cláudio.
24:40Perdão,
24:41pode prosseguir, Rodrigo.
24:42Você acha...
24:43Rapidinho,
24:44só mais uma pergunta.
24:46Você acha que é possível...
24:47Eu conversava com um gestor
24:49de um grande fundo brasileiro
24:50e ele falava que o Lula
24:52responde ao mercado,
24:54ele ouve o mercado
24:55e é o que não está acontecendo.
24:58Você acha que é possível
24:59que a gente tenha,
25:00daqui a um dia,
25:01dois,
25:01um passo para trás
25:03ou do Lula
25:03ou de alguém
25:04importante na equipe
25:06para dizer,
25:06olha,
25:07eu não estou falando
25:08que não vai haver
25:09responsabilidade fiscal
25:11ou que a gente
25:12vai gastar
25:13como se
25:14não houvesse
25:15fim, né?
25:18Você acha que...
25:19É, Rodrigo,
25:20eu espero que sim, né?
25:21Eu estou torcendo,
25:22acho que como todos nós,
25:23para o país dar certo.
25:25Nós temos um governo
25:26que foi eleito
25:27para mais quatro anos.
25:29Eu acho
25:30e espero
25:31que o pragmatismo,
25:32o bom senso
25:33de ouvir,
25:34não é só o mercado,
25:35não está falando aqui
25:36de Faria Lima,
25:37é ouvir o setor produtivo,
25:40ouvir o que as pessoas
25:43e quem acompanha
25:45o que já está acontecendo
25:46no mundo,
25:48o que já aconteceu
25:48no Brasil,
25:50estão dizendo.
25:52E o que está se dizendo aqui
25:53não é que o governo
25:54não pode executar
25:54suas políticas sociais,
25:56não é que ele não pode
25:57eventualmente até gastar mais
25:58em áreas que ele
25:59pretende fazer isso.
26:00mas a gente precisa mostrar
26:01um plano exequível
26:02para isso, né?
26:03Despesas precisam
26:04ser financiadas
26:05por receitas.
26:07Quando elas não são
26:07financiadas dessa forma
26:09e o deste cresce muito,
26:11o mercado todo
26:11começa a olhar
26:12que a dívida
26:14vai sair fora de controle
26:15e aí o juro
26:16corre antes,
26:17o juro começa a subir.
26:18Quando o juro sobe,
26:19os investimentos privados
26:20começam a parar,
26:22a economia começa
26:23a ter mais dificuldade
26:24para crescer,
26:25nós vamos ter menos
26:25geração de emprego,
26:27menos geração de renda.
26:28Então,
26:28o que eu espero
26:30é que tanto
26:31o presidente Lula
26:32como o seu entorno
26:34político
26:34passem a ser sensíveis
26:36a isso que está ouvindo.
26:37Tem gente que especula
26:38que talvez
26:38esses movimentos
26:39de agora
26:40sejam um teste
26:41para tentar
26:42extrair o máximo
26:43de espaço fiscal,
26:44de espaço no Congresso,
26:46na largada,
26:47para não ter que voltar
26:47nessas discussões
26:48nos próximos anos.
26:50Mas eu,
26:51pessoalmente,
26:51acho que é uma estratégia
26:52ruim, né?
26:53Porque ela desgasta
26:55no início,
26:56estressa o mercado
26:57de tal forma
26:58que acaba
26:59prejudicando
27:00o próprio
27:00bom início
27:01do governo,
27:01na minha opinião.
27:02Só para eu encerrar aqui.
27:04Desculpa, Cláudio.
27:05Eu juro.
27:06Eu não quero que você
27:07encerre, não, Rodrigo.
27:08Eu só não quero perder
27:09o fio da meada aqui.
27:10Então, a gente faz
27:11um bate-bola
27:12e volta em você.
27:13Eu só queria
27:13aproveitar esse gancho
27:15porque a gente está
27:16falando de receita,
27:17como é necessário
27:19você ter a fonte
27:20de financiamento
27:22dessas políticas.
27:24O Guedes havia prometido
27:26fazer a taxação
27:27de grandes fortunas,
27:29que, aliás,
27:30que é uma pauta
27:31de esquerda,
27:32uma pauta do PT
27:33durante muitos anos.
27:33Não vejo o próprio PT
27:35nem o Lula
27:35falar disso agora.
27:36Mas ele vinha
27:37com uma abordagem
27:38mais de ir ajustando
27:42e trocando
27:44o pneu do carro
27:45com o carro andando
27:46e ajustando,
27:46afinando o motor
27:47com o carro andando.
27:48Então, o que eu quero dizer
27:49com isso?
27:50Você teve aí
27:52gastos que foram feitos,
27:53que também foram
27:54muito criticados,
27:55o uso de receita
27:56extraordinária
27:56para baixar imposto,
27:58para baixar IPI,
27:58para baixar ICMS e tal,
28:00mas que isso,
28:01ele argumenta
28:03que é, vamos dizer assim,
28:04uma política mais inteligente.
28:06Não tem esse cheque
28:07em branco de quatro anos,
28:08como se quer para o Lula.
28:09Você vê ano a ano,
28:10vê mês a mês,
28:11vê como é que vai fazendo
28:12e vai ajustando isso.
28:14Qual a tua avaliação?
28:15da abordagem
28:16que foi feita
28:17na área econômica
28:18pelo governo Bolsonaro
28:20ao longo desses quatro anos,
28:23tanto agora
28:24com o que foi feito
28:26na época da campanha,
28:27que foi criticado,
28:28foi taxado
28:28como uma forma também
28:29de tentar
28:30capturar votos
28:32dos mais miseráveis
28:33com o auxílio
28:34de R$ 600.
28:36Qual a tua avaliação?
28:37Nós temos aí
28:39alguns dados importantes
28:40de emprego,
28:41nós temos dados
28:41de dívida pública
28:42que baixou bastante,
28:43como é que você vê
28:47esse cenário,
28:48queria um balanço
28:49da gestão econômica
28:53do governo Bolsonaro
28:53e essa perspectiva,
28:56essa proposta
28:57que se tinha,
28:58caso o governo
28:59fosse reeleito,
29:00para se bancar
29:01dentro de certos limites
29:03esses gastos extras
29:05do Bolsa Família,
29:07por exemplo.
29:07Bom, eu acho que
29:09a gente precisa considerar
29:10o contexto aqui,
29:11é um contexto
29:11onde nós tivemos
29:13uma pandemia global,
29:15essa pandemia,
29:17ela, de um lado,
29:18pressionou o governo
29:19para gastar mais,
29:20tinha que se gastar mesmo,
29:21porque nós tivemos
29:22uma interrupção
29:23de produção,
29:24geração de emprego,
29:25renda,
29:25isso estava previsto,
29:27como nós já falamos,
29:27dentro do próprio
29:28teto de gastos,
29:29por outro lado,
29:29nós tivemos inflação
29:31bem alta no Brasil,
29:33como não se tinha
29:33há muito tempo,
29:34essa inflação aumentou
29:35as receitas governamentais,
29:37governo federal e estados,
29:39e isso ajudou
29:39no equilíbrio das contas,
29:40eu acho que houve
29:42um medo nessa situação
29:43de controlar também
29:44a despesa com o funcionalismo,
29:46que não consegue
29:46se controlar para sempre,
29:48mas o fato é que
29:49neste ano,
29:49com tudo isso,
29:50com essas condicionalidades,
29:52o Brasil vai conseguir
29:54um superávit primário
29:56pela primeira vez,
29:57desde 2012,
29:58relativamente apertado,
30:00porque tinha todas
30:01essas próprias promessas,
30:02o próprio governo Bolsonaro
30:03fez promessas
30:04para o próximo ano,
30:05mas nós vamos chegar
30:06para o superávit primário,
30:07o mercado de trabalho
30:08estava melhorando sim,
30:10continua melhorando,
30:11nós temos uma recuperação
30:12boa da taxa de desemprego,
30:15e durante os últimos anos
30:17teve sim vários subterfúgios
30:20para ir burlando
30:21a regra do teto,
30:23teve a questão
30:23do postergamento
30:25de precatórios,
30:26mas dentro de certo sentido
30:29a gente tem uma situação
30:30hoje que eu digo
30:31que permite um ajuste melhor,
30:34um ajuste melhor,
30:36mesmo o governo
30:37tendo que gastar um pouco mais,
30:39ele pode fazer isso
30:40sob certo controle,
30:41porque a gente não pode
30:42perder o controle
30:43de uma maneira total,
30:44e nesse ponto
30:45eu acho que tem o seguinte,
30:47a gente precisa no Brasil
30:49de uma vez por todas
30:50começar a olhar
30:51para os gastos públicos,
30:52para os programas sociais
30:53de uma maneira mais eficiente,
30:55mais organizada,
30:56a gente precisa ter avaliação,
30:57porque senão
30:58essa conta nunca vai fechar,
31:00a gente tem essa cultura
31:01aqui no Brasil
31:01de achar que simplesmente
31:03mais dinheiro
31:04vai trazer melhores resultados,
31:06na educação,
31:07na saúde,
31:07segurança,
31:07e nem sempre é assim,
31:09e essa conta não fecha,
31:10a gente está
31:11numa elevação contínua
31:12de gasto público
31:13e de carga tributária,
31:14o Brasil tem 33,
31:1534% de carga tributária
31:17para um país
31:17de renda média,
31:18média baixa,
31:19é muito alta,
31:20e aí neste ponto
31:21eu tenho uma divergência
31:22assim,
31:23da forma como o governo
31:24foi encaminhando,
31:25talvez por falta de base
31:26de sustentação política,
31:27que é,
31:28nós precisamos avançar
31:28para uma reforma tributária,
31:30o Brasil tem um conjunto
31:32de desonerações fiscais
31:33de incentivos
31:34só no orçamento
31:35da União
31:35de mais de 300 bilhões
31:37de reais,
31:38ele faz esse manuseio
31:40desse ano a ano,
31:42mas nós precisamos
31:42evoluir
31:43para uma reforma tributária
31:45mais ampla,
31:46eu acho que esse
31:46deveria ser um objetivo
31:47do novo Congresso,
31:49do novo governo,
31:50nós precisamos definir
31:51o seguinte,
31:52que tamanho de Estado
31:52nós queremos,
31:53eu prefiro,
31:55eu acho que o tamanho
31:55do Estado do Brasil
31:56está ficando muito grande
31:57e muito caro,
31:58porque ele entrega
32:00e para o tamanho
32:00da renda do Brasil,
32:01mas eu respeito
32:02as escolhas
32:03e as eleições,
32:04se a escolha
32:05é para um Estado maior,
32:06o que ele não pode
32:07é não caber nele,
32:08ele precisa ser financiado
32:09de receitas
32:10de forma compatível,
32:12senão nós temos déficit,
32:13taxa de juros alta,
32:14volta à inflação
32:15e aí não consegue
32:15se entregar nada.
32:17E é o que se,
32:17o que se não se ouve
32:19do PT nessa transição
32:20é enxugamento da máquina,
32:22corte de gasto,
32:23aí eu já passo a bola
32:25para você, Rodrigo,
32:26eu só queria falar
32:27dos 100 bi,
32:28porque muita gente
32:28não está enxergando
32:29que quando você tira
32:30do teto
32:31o Bolsa Família
32:33e o Auxílio Brasil,
32:35você tira não só
32:36o extra
32:36dos 200 reais,
32:38mas você tira
32:39os 400 reais
32:41que estavam dentro
32:42do orçamento,
32:42que equivalem a 105 bi,
32:44você abre um espaço
32:46orçamentário
32:47que vai ser utilizado
32:48pelo governo
32:48para se gastar em quê?
32:51Eles já querem o quê?
32:52Já querem já no primeiro ano
32:53dar reajuste
32:54para todo mundo,
32:55querem fazer obra
32:56por todo o país,
32:57quer dizer,
32:58é muito dinheiro,
32:59100 bi é muita grana
33:01e é um dinheiro
33:02que não está,
33:04ele não está,
33:06não há indicação
33:08da destinação dele,
33:09ele abre-se esse espaço,
33:12mas não se diz,
33:14olha,
33:15nós vamos usar
33:16esse recurso aqui
33:16para XYZ programas.
33:19Eu acho que é exatamente isso,
33:23Cláudio,
33:24e aqui você tocou
33:25num ponto muito importante,
33:26eu acho que esse é um momento
33:27quando está se discutindo
33:27a PEC,
33:28muito relevante,
33:29inclusive eu escuto
33:30de vez em quando dizer assim,
33:30poxa,
33:31mas estão criticando,
33:32estão fazendo oposição
33:33a um governo
33:33que nem começou,
33:35é justamente o contrário,
33:36é que se você errar agora,
33:38neste tamanho,
33:40nesta largada,
33:41não adianta você depois
33:43fazer uma regra fiscal
33:44que não vai parar de pé,
33:45você falar em limite
33:46de controle da dívida,
33:47botar um superávit primário,
33:48onde você já se comprometeu
33:50a priori com o tamanho
33:51de gasto
33:52que você não consegue financiar.
33:55Eu tenho insistido
33:56nesse ponto,
33:56eu acho que o Brasil
33:57precisa avançar
33:58num programa
33:58como tem na Inglaterra,
33:59por exemplo,
34:00que a gente chama
34:00de spending review,
34:01que é de revisão constante
34:02dos programas,
34:03o Chile aqui na América do Sul
34:05é um bom exemplo,
34:06fez com o Banco Mundial
34:07e tem uma carga tributária
34:08bem menor que o Brasil,
34:10então, assim,
34:11nós precisamos compreender
34:14que só anunciar
34:17que mais despesas públicas,
34:19mesmo na área social,
34:20mesmo que meritórias,
34:22elas não necessariamente
34:24vão se transformar
34:25em melhoria das condições
34:26de vida das pessoas
34:27se não forem feitas
34:28por um ambiente
34:29de responsabilidade,
34:30de prudência
34:31do ponto de vista fiscal.
34:32hoje, você é uma pessoa
34:35que já passou pelo mercado,
34:37de certa forma,
34:39e também pela vida pública,
34:41foi secretário de Finanças
34:42lá no Rio Grande do Sul.
34:46Pelo que você tem visto
34:47até agora,
34:48a gente devia esperar
34:49uma continuação lá
34:51do primeiro mandato
34:52do Lula
34:53ou uma continuação
34:56do segundo mandato
34:57da Dilma?
34:58Eu vou continuar
35:00no terreno otimista
35:01e esperando
35:02que fosse do primeiro,
35:05do início do primeiro mandato,
35:07onde você tinha
35:08Henrique Meirelles,
35:10Marcos Lisboa
35:11na Secretaria de Política Econômica,
35:13Joaquim Levy
35:13na Secretaria do Tesouro Nacional,
35:15micro-reformas importantes,
35:18e eu acho que é,
35:19eu vou dizer o seguinte,
35:21é mais importante ainda
35:23para o próprio governo,
35:25para o próprio presidente Lula,
35:27fazer isso,
35:28esta boa dose
35:29de racionalidade,
35:30não é agradar o mercado,
35:32é dar condições efetivas
35:35de estabilidade macroeconômica,
35:37de um ambiente pró-reformas
35:39para que a economia cresça mais.
35:40É mais importante ainda
35:41isso agora
35:41do que em 2002, 2003.
35:43Em 2002, 2003,
35:44a China crescia 12%,
35:46não existe mais isso.
35:48Nós temos uma China lá
35:49crescendo algo como 3%.
35:50O mundo estava
35:51numa fase de elevado crescimento
35:54com boom de commodities.
35:55Nós vamos ter no próximo ano
35:57um mundo que está ali
35:58próximo da recessão,
36:00com desaceleração econômica forte.
36:02Então, as condições são outras.
36:04É muito mais importante hoje
36:07ter uma boa política econômica,
36:09uma boa equipe econômica
36:10e bastante prudência
36:12e responsabilidade
36:13na área fiscal.
36:13A gente percebe,
36:17quando você coloca em perspectiva
36:19em relação a outras economias
36:21do mundo,
36:21a gente percebe
36:22um frequente uso
36:24ou uma manipulação
36:26dessas comparações.
36:28Porque nos Estados Unidos
36:29a relação dívida-PIB
36:31é muito maior.
36:33Então, aqui a gente também
36:34tem espaço.
36:34Por que não a gente gastar?
36:36Daqui a pouco vamos imprimir dinheiro.
36:39O que importa é atender ao social.
36:41E você já tem um presidente eleito
36:43que parece que realmente
36:45comprou uma guerra com o mercado
36:47e que também acaba manipulando
36:50a narrativa nesse sentido.
36:52Olha, o que eu te peço aqui?
36:55Quais são as consequências concretas
36:57que nós podemos ter
36:58nos próximos meses
36:59em termos de economia real,
37:03do dia a dia das pessoas?
37:07Eu acho que passa ao largo,
37:09quem não está dentro do mercado
37:13ou dentro da política
37:14não entende muito bem
37:16que tipo de consequência
37:17essa discussão toda
37:18pode ter na sua vida,
37:20ali no seu dia a dia.
37:22Que consequências são essas
37:23se a gente continuar nesse rumo?
37:25Considerando a PEC do jeito que está,
37:26considerando o discurso do Lula
37:27do jeito que está.
37:29Bom, Cláudio,
37:30você fez uma menção inicial
37:31que é importante,
37:32que é o seguinte,
37:32não dá para comparar o Brasil
37:34com países como Estados Unidos,
37:36Europa,
37:36que tem outro nível de riqueza,
37:38tem renda per capita de 60,
37:4070 mil dólares,
37:41e tem um histórico anterior
37:44sempre de repagamento de dívida,
37:47a dívida sobe,
37:47mas depois ela cai,
37:48então essa é a nossa história.
37:50E é por isso que o Brasil não pode,
37:52o Brasil já tem uma dívida
37:54significativamente maior
37:55do que a média dos emergentes,
37:57a gente está falando
37:58um patamar aí acima de 60%
38:00da milíquida contra 50 e poucos
38:02da média, já é alto,
38:04e se nós continuarmos a projetar
38:06um crescimento grande da dívida,
38:07se a gente for falar de dívida bruta,
38:08dependendo dessa PEC,
38:09ela pode nos próximos anos
38:10passar de 100% até,
38:12o que vai acontecer?
38:13E já está um pouco acontecendo
38:15quando se sinaliza isso.
38:16A taxa de juros começa a subir,
38:18não é a taxa de juros
38:19para um ano,
38:20para cinco anos,
38:21para dez anos,
38:21para quinze anos,
38:22é aquela taxa de juros
38:23que quando, por exemplo,
38:24as empresas vão captar recursos
38:26para decidir se vão fazer
38:27mais uma fábrica,
38:28se vão expandir os seus negócios,
38:30se vão contratar mais pessoas,
38:32elas param,
38:32se opa,
38:33está muito alta essa taxa de juros,
38:34eu não vou fazer isso.
38:35Quando elas fazem isso,
38:36tem menos empregos
38:37que estão sendo gerados,
38:39os empregos passam a ser
38:40de renda mais baixa,
38:43ao mesmo tempo,
38:44o dólar passa a ser pressionado,
38:47o Brasil importa,
38:48tem importações,
38:49tem custos que estão atrelados
38:50a essas importações
38:51e ao próprio dólar,
38:53com isso a inflação também sobe.
38:54Quando a inflação sobe,
38:56quem é mais afetado
38:57é o trabalhador de baixa renda,
38:59aquele que recebe menos.
39:01Quem tem recursos
39:02e tem condições
39:03de estar aplicando esses recursos
39:04em taxa de juros,
39:05em poupança nos bancos,
39:06é quem é menos afetado.
39:08Então,
39:08é um contrassenso
39:09quando se fala que isso,
39:10se pedir responsabilidade fiscal,
39:11está querendo se agradar
39:12a Faria Lima,
39:13o mercado financeiro.
39:14Não,
39:14é o contrário,
39:15é uma preocupação
39:16com aqueles que vão ser
39:17mais atingidos
39:18por inflação alta
39:19e menos geração de emprego.
39:22Muito bem.
39:22Rodrigo,
39:22tem mais algum questionamento?
39:24Não,
39:24por mim está ótimo.
39:26Estou satisfeito também.
39:26Muito obrigado,
39:27Aode Cunha,
39:28obrigado aqui pela participação.
39:30O programa permanece aberto
39:31para futuras colaborações
39:33e elas serão necessárias.
39:36Obrigado,
39:36Cláudio,
39:37Rodrigo,
39:37até a próxima.
39:39Tchau.
39:39Obrigado,
39:40Rodrigo.
39:40Obrigado.
39:44Muito bem,
39:45obrigado aí pela audiência.
39:46Bom,
39:53então,
39:54essa foi a entrevista gravada
39:56do Cláudio Dantas
39:58e o Rodrigo Oliveira
39:59com o Aua de Cunha
40:01e que,
40:03enfim,
40:04muito sobre essa PEC
40:06da transição
40:08que o antagonista
40:09já chama
40:10de PEC da gastança.
40:13O Cláudio
40:14escreveu um artigo
40:15hoje,
40:16quinta-feira,
40:18no Antagonista,
40:19que é a PEC
40:20do Fórum de São Paulo.
40:23Essa canetada
40:25que vai abrir um rombo,
40:26então,
40:26de 175 bilhões
40:28de reais
40:29no teto
40:30de gastos.
40:32E,
40:32enquanto a gente
40:33assistia
40:34a entrevista,
40:37eu coloquei
40:38aqui no chat
40:39uma caixinha
40:41de sugestões
40:41perguntando
40:42de sugestões
40:43de outros nomes
40:45para essa PEC
40:46da transição,
40:48PEC da gastança,
40:49PEC do Fórum de São Paulo.
40:52E recebi aqui
40:53algumas sugestões,
40:55agora não dá mais tempo,
40:56está fechado,
40:57ou fechando a caixinha
40:58de sugestões,
40:59mas
41:00Nilson Sarmento
41:02sugeriu
41:03PEC da picanha.
41:06Anárquias Epicureu,
41:08gosto do Epicuro,
41:11embora tenha sido
41:12injustiçado
41:13pela história,
41:14Epicuro não tinha
41:15nada daquela coisa
41:16de balada,
41:17de encher a cara
41:17de álcool,
41:19era curtir a vida,
41:20mas de uma maneira
41:21diferente.
41:22Ele sugere
41:23PEC da
41:24venezuelização,
41:27Oscar Lino Azevedo,
41:28a PEC da
41:29irresponsabilidade fiscal,
41:32e a Ellen Torres
41:33foi a única
41:33que deu duas sugestões
41:35aqui,
41:35a PEC do impeachment
41:36e a PEC do Janjo,
41:39que eu achei interessante
41:40porque,
41:41enfim,
41:42chamar o Lula
41:43de Janjo,
41:45é a primeira vez
41:46que eu vejo,
41:48e eu lembro
41:49quando se chamava
41:50o Bolsonaro
41:51de Dilmo.
41:55Enfim,
41:56vários nomes
41:56aí para escolher,
41:58mas eu aposto
41:58que a que vai ficar
41:59é a PEC da Gastança.
42:03Bom,
42:03e ainda
42:04nesse assunto,
42:05a gente tem aqui
42:07para a gente
42:08se divertir um pouco
42:09um meme
42:10que foi feito
42:12aí pelo
42:12Alain dos Santos
42:13aqui,
42:15Alain dos Panos,
42:16perdão,
42:17aqui do
42:18Antagonista.
42:20A gente pode
42:20rodar aí.
42:21Sabe que não adianta
42:22ficar pensando
42:23só em responsabilidade
42:24fiscal,
42:25porque a gente
42:26tem que começar
42:27a pensar
42:27em responsabilidade
42:29social.
42:29porque quando
42:32se criou
42:33o teto de gasto,
42:35o que que é
42:36um teto de gasto
42:37num país?
42:38Não sei.
42:40Olha, o que que é?
42:41Não sei.
42:42Quando você coloca
42:43uma coisa chamada
42:44teto de gasto,
42:46tudo que acontece
42:47é você tirar
42:48dinheiro da saúde,
42:49tirar dinheiro
42:50da educação,
42:51tirar dinheiro
42:51da ciência e tecnologia,
42:53tirar dinheiro
42:53da cultura,
42:54ou seja,
42:55você tenta
42:56desmontar
42:56tudo aquilo
42:57que faz parte
42:58do social.
42:59Não entendi
42:59esse final.
43:01Quer dizer,
43:02não entendi
43:02foi nada.
43:06Ah, mas se eu falar
43:07isso vai cair
43:08a bolsa,
43:10vai aumentar
43:10o dólar.
43:11Paciência.
43:12Vai, pá, vai
43:13te lascar,
43:14filha da puta.
43:15Tu é beijo,
43:15e foi assistir
43:16a filha da puta
43:16que mandou pra dentro?
43:17O mercado
43:17fica nervoso
43:18a toda.
43:19Eu nunca vi
43:20um mercado
43:21tão sensível
43:21como o nosso.
43:22É engraçado
43:23que o mercado
43:24ficou nervoso
43:25com quatro anos
43:26do Bolsonaro.
43:27E o pessoal
43:29do mercado,
43:29qualquer coisa
43:30que se fala aqui
43:30vocês ficam irritadinhos
43:32na pão da linha, né?
43:33As flabidolas,
43:34cai a bolsa.
43:35Pessoal,
43:35se o Brasil aí
43:36não tiver um rumo,
43:39todo mundo vai perder,
43:40vocês também, pô.
43:41Então vamos
43:42deixar de ser
43:44irritadinhos,
43:45que não vai levar
43:46a lugar nenhum.
43:48A proposta
43:49apresentada pelo governo
43:50de transição
43:51acaba em quatro anos
43:53com que a reforma
43:54da Previdência
43:55deveria economizar
43:56em dez.
44:10Olha,
44:10eu disse que eu tinha
44:11fechado a caixinha
44:13de sugestões
44:13aqui para outros nomes
44:15para a PEC,
44:16mas eu me diverti
44:17aqui com outras sugestões
44:18que chegaram
44:19aí depois dos 45 minutos
44:21do segundo tempo.
44:23PEC que pariu
44:24do Jorge Carvalho,
44:26boa.
44:27E tem a PEC do Fazueli,
44:29da Patrícia Duarte.
44:31Bom,
44:32vamos mudar de assunto
44:34e aí agora
44:36vamos falar
44:36então um pouquinho
44:37de COP27,
44:38vamos lá
44:39para Charme
44:40El Sheikh
44:41no Egito,
44:43onde, enfim,
44:44o Lula está lá,
44:45deu esse discurso,
44:46mas a gente tem
44:47mais novidades,
44:48que é
44:49uma fala
44:51que o Lula
44:51falou
44:52sobre essa coisa
44:54de pedir,
44:56enfim,
44:58pedir um dinheirinho
44:59aí pela preservação
45:01por cuidar da terra.
45:02Então,
45:03queremos saber
45:03quanto vão nos pagar
45:05para cuidarmos
45:07da terra,
45:08diz Lula
45:08na COP27.
45:12O objetivo,
45:14bom,
45:15já vamos direto
45:15para a frase dele,
45:16nós nunca nos reunimos
45:18para formular
45:19uma proposta conjunta
45:21ao mundo,
45:22disse Lula,
45:23e não é só preservar,
45:25o que nós queremos
45:26saber também
45:27é quanto vão nos pagar
45:28para a gente cuidar
45:30do planeta terra,
45:32de que muita gente
45:33não cuidou
45:33quando poderia cuidar.
45:36Enfim,
45:38essa coisa
45:39é um pouquinho
45:40a cabeça,
45:41a mentalidade
45:42do Lula,
45:43do tipo,
45:44eu faço isso
45:45e você me dá
45:47isso aqui em troca,
45:47eu faço
45:49e você me paga,
45:50é sempre
45:50um troca-troca.
45:53Agora,
45:54curiosamente,
45:55essa questão
45:56de achar
45:58que o resto
45:58do mundo
45:59tem que pagar
46:00alguma coisa
46:01para o Brasil
46:02por cuidar
46:03da terra
46:04ou proteger
46:05a floresta,
46:07isso foi muito
46:07forte no governo
46:09do Jair Bolsonaro
46:10com o Ricardo Salles,
46:12Ricardo Salles,
46:13que foi ministro
46:13do Meio Ambiente
46:14e pedia
46:1610 bilhões
46:17de dólares
46:20ou reais
46:21por ano,
46:2310 bilhões
46:24de dólares
46:25por ano
46:26para manter,
46:27para preservar
46:28a floresta.
46:30E,
46:30até então,
46:31o Brasil
46:31nunca tinha
46:33pedido
46:35dinheiro
46:36para preservar
46:38a floresta,
46:39até porque
46:40o país
46:41tem recursos
46:42para fazer isso,
46:44é uma falsa ideia.
46:48E os recursos
46:49que o Brasil
46:50tem,
46:51mesmo que o Brasil
46:52não tivesse
46:53os próprios recursos,
46:55existe o Fundo Amazônia,
46:56que é
46:57financiado
46:59principalmente
47:00pela Noruega,
47:01mas pela Alemanha
47:03também,
47:03e que já
47:04soma
47:043,5 bilhões
47:07de reais
47:08no banco.
47:10Esse dinheiro
47:11esses países
47:12já deram
47:13e estão aqui
47:14guardadinhos
47:16no banco.
47:17O Brasil
47:18não pode usar
47:20desses recursos,
47:21esses recursos
47:21é o dobro
47:23do que o Brasil
47:23tem de orçamento
47:24para cuidar
47:25de meio ambiente.
47:27O Brasil
47:27não pode usar
47:28isso durante
47:29o governo
47:29do Bolsonaro
47:30porque
47:30o Ricardo
47:32do Salles
47:32acabou
47:33com o comitê
47:35que era o COFA
47:36que decidia
47:37os requisitos
47:40e avaliava
47:40os projetos
47:41que deveriam,
47:42poderiam
47:43candidatos
47:43a receber
47:44esses recursos
47:45do Fundo Amazônia.
47:47Então,
47:47esses outros países
47:48viram que
47:49o comitê
47:50foi extinguido
47:52durante o governo
47:53do Bolsonaro,
47:55isso porque havia
47:55por parte
47:56do Salles
47:57e do governo
47:58atual
47:59uma resistência
48:01muito grande
48:02ao trabalho
48:02de ONGs
48:03e tudo mais,
48:04então eles
48:04acabam com esse
48:06comitê
48:06e aí sem comitê
48:08o dinheiro
48:08não sai do banco
48:09e se o dinheiro
48:10não sai do banco
48:11esses países
48:12também deixaram
48:13de mandar.
48:14Então,
48:15eles agora
48:15já estão
48:16dispostos
48:18a voltar
48:18a pagar
48:22de novo,
48:23a enviar
48:23de novo
48:24essas transferências
48:25e basta
48:26que o governo
48:27Lula
48:27retome
48:29esse cofa,
48:30esse comitê
48:31que o dinheiro
48:33já vai poder
48:33ser utilizado.
48:35Então,
48:35é estranho
48:37e é desnecessário
48:38essa postura
48:40do Bolsonaro
48:40de que,
48:43desculpa,
48:43essa postura
48:44do Lula
48:44que é igual
48:45a do Bolsonaro
48:45que é
48:46querer que o mundo
48:48pague alguma coisa
48:49para o Brasil.
48:51O Brasil
48:51tem dinheiro
48:52para fazer,
48:53basta ter
48:54vontade política
48:55e executar
48:56isso.
48:59Outra notícia
49:00que vem lá
49:01de,
49:02enfim,
49:03que está relacionada
49:04à COP
49:04é a declaração
49:06que o Emmanuel Macron,
49:08presidente da França,
49:10deu.
49:12Ele diz,
49:13então,
49:13que
49:13o Brasil
49:17está de volta
49:18em uma estratégia
49:20amazônica.
49:21Olha aí o ponto
49:22de exclamação.
49:23O Macron
49:24está muito empolgado
49:26com a vitória
49:27do Lula,
49:28ele estava bem feliz
49:29no vídeo
49:29que ele gravou
49:30exatamente
49:31para mostrar isso.
49:33Apoio a iniciativa
49:34do presidente Lula
49:35de uma COP
49:36na Amazônia.
49:37Isso foi uma coisa
49:38que o Lula disse.
49:39Tem uma dúvida aí,
49:41seria em 2025,
49:44e a dúvida
49:44se seria em Manaus
49:46ou em Belém,
49:49se não me engano.
49:49nós precisamos disso.
49:52A França também
49:53continuará
49:54a se comprometer
49:55com isso.
49:58Interessante
49:58porque, enfim,
49:59a gente sabe
49:59o Macron
50:01andou
50:02as turras
50:03com o Bolsonaro
50:04desde o começo,
50:07desde as besteiras
50:08e as grosserias
50:10que o Bolsonaro
50:11publicou
50:12em relação
50:12à mulher,
50:15à esposa
50:16do Macron,
50:17mas também
50:18em relação
50:19às questões
50:20do aumento
50:21do desmatamento,
50:23que isso foi medido
50:24pelo INPE,
50:25o Instituto Nacional
50:26de Pesquisas Espaciais.
50:29Então,
50:29não resta
50:30muita dúvida disso.
50:32E o Macron
50:33também
50:33usou
50:35isso,
50:36a destruição
50:38da floresta,
50:39como um pretexto
50:41para melar
50:42as negociações
50:43do acordo
50:44de livre comércio
50:45entre a União Europeia
50:47e Mercosul.
50:49A França
50:50é um país
50:50protecionista
50:52que tem muitos
50:53agricultores
50:54que vivem
50:55de subsídios
50:57estatais.
50:58Então,
50:58um acordo
50:59com o Mercosul
51:01acaba abrindo
51:02uma concorrência
51:04muito forte
51:05com produtos
51:06que nós aqui
51:07somos capazes
51:08de produzir
51:08num bom preço,
51:10de boa qualidade,
51:10e isso
51:12afetaria
51:13a base
51:14política
51:15de apoio
51:17ao Macron
51:18na França.
51:19Aí,
51:20resta saber,
51:21eu não tenho
51:23essa resposta,
51:23mas como é que
51:24o Macron
51:25vai reagir agora,
51:27se ele vai deixar
51:28de se opor
51:29à assinatura
51:31de um acordo
51:31de livre comércio
51:32entre a União Europeia
51:33e Mercosul.
51:34Se for por aí,
51:36então,
51:37aí a gente pode ter
51:38uma boa notícia.
51:40Outra notícia
51:41de hoje também,
51:45vamos lá
51:45para os Estados Unidos,
51:46uma declaração
51:47da Nancy Pelosi.
51:49Nancy Pelosi
51:50foi a líder
51:53dos democratas
51:55na Câmara
51:56dos Deputados
51:57e foi,
51:58então,
51:59por isso,
51:59a presidenta,
52:00presidente
52:01da Câmara
52:03nos Estados Unidos
52:04durante muito tempo,
52:05e fez,
52:07ela que
52:08detonou
52:09aí os processos
52:10de impeachment
52:12contra o Trump,
52:14uma pessoa
52:14superodiada
52:18pelos republicanos,
52:20e ela,
52:22vamos para a frase
52:23dela de novo,
52:24agora devemos
52:25avançar
52:26com ousadia
52:26para o futuro,
52:27chegou a hora
52:28de uma nova geração
52:29liderar
52:30o cálcus
52:31democrata,
52:33afirmou Pelosi.
52:35Ela continuará
52:36falando
52:36pelo povo
52:37de São Francisco
52:38como parlamentar.
52:39a gente,
52:42então,
52:43precisamos entender
52:44um pouco
52:44essa frase dela,
52:46uma das coisas
52:47é que a Nancy,
52:49enfim,
52:49a Câmara
52:50dos Deputados
52:51nos Estados Unidos
52:51vai passar
52:52para o controle
52:53dos republicanos,
52:55isso é um resultado
52:56da última eleição
52:58legislativa
52:59de meio-mandato,
53:02e,
53:02enfim,
53:04fica menos interessante
53:05você ser líder
53:06do Partido Democrático
53:07quando você não pode
53:07ser presidente
53:08da Câmara.
53:11A Nancy
53:11causou,
53:14botou fogo
53:14no mundo
53:15em abril,
53:16quando ela foi
53:16para Taiwan,
53:19isso pegou
53:20muito mal,
53:21também desgastou
53:22ela
53:23com o pessoal
53:25do governo Biden,
53:27porque a China
53:28reagiu
53:30de maneira
53:31muito furiosa
53:32a essa visita dela,
53:34ela não precisaria
53:35de fato
53:37pedir autorização
53:37para o Biden
53:38para fazer essa viagem,
53:39mas, enfim,
53:40isso coloca
53:41um problema,
53:43colocou um problema
53:43para o Biden,
53:44porque a China
53:45disse,
53:45puxa,
53:46tem um acordo
53:47aí já desde os anos 70
53:48de que os Estados Unidos
53:49vão reconhecer
53:51uma só a China
53:52e nunca vão reconhecer
53:53a independência
53:54de Taiwan,
53:55embora decisões
53:56depois do Congresso
53:57americano
53:57autorizem
53:58os americanos
54:00a mandarem
54:00e eles mandam
54:01diversas armas
54:02para que Taiwan
54:04possa se defender,
54:06então ajuda militarmente,
54:07mas não reconhece
54:08a independência
54:09e esse é o status quo
54:10que ninguém quer mexer,
54:12mas aí quando a Nancy
54:12foi para lá,
54:13enfim,
54:14aí os chineses
54:16acusaram os Estados Unidos
54:18de estar repensando
54:19e pensando
54:22no apoio
54:23à independência
54:24e aí, enfim,
54:26o que a gente viu
54:26foi a China
54:27usar muito isso
54:29para mandar
54:29um monte de foguete,
54:30um monte de arma
54:31ali para perto
54:31de Taiwan,
54:32o mundo realmente
54:33ficou mais perigoso
54:35por causa
54:36da Nancy
54:37esses dias.
54:39E um outro acontecimento
54:40que a gente teve recente
54:41foi muito lamentável
54:42que teve um republicano
54:44que entrou
54:44na casa da Nancy
54:45com um martelo
54:48procurando por ela
54:50e como não encontrou ela
54:51acabou atacando
54:52o marido dela,
54:53né?
54:54Então,
54:55enfim,
54:56um episódio
54:57triste
54:58e que, enfim,
55:00também ajudou
55:01ela
55:02a repensar
55:03se continuaria
55:05aí na liderança
55:06dos democratas.
55:07E, por fim,
55:08vamos considerar
55:10a Nancy
55:10estar com 82 anos,
55:14é uma ótima
55:15parlamentar,
55:16competente,
55:18né?
55:18Que realmente,
55:19mas, enfim,
55:20realmente tem uma hora
55:21que é bom
55:22abrir espaço
55:24aí para os outros,
55:25para os mais jovens,
55:26né?
55:27Tem um problema
55:28aí dentro
55:29do Partido Democrata
55:30que esses mais jovens
55:32costumam ser um pouco
55:33mais radicais
55:36e extremistas
55:38e os mais velhos
55:39são aqueles
55:40que são mais moderados
55:42e tentam mais,
55:43conseguem negociar mais
55:44com os republicanos.
55:47Então,
55:47é uma pena,
55:48de certa forma,
55:49que ela esteja saindo,
55:50mas, enfim,
55:51a gente precisa entender
55:52aí que realmente
55:52o Partido Democrata
55:55precisa de uma
55:56renovação
55:57dos quadros,
55:58né?
56:00Bom,
56:01é isso,
56:03agradeço
56:04a audiência,
56:06vocês aí
56:06terem me acompanhado
56:08nessa quinta-feira,
56:09o pessoal do chat
56:11adoreia
56:12as sugestões
56:14e amanhã
56:16vamos ter de novo
56:17Papo Antagonista
56:19de segunda
56:20à sexta
56:20às seis da tarde.
56:22Um abraço
56:22e boa noite
56:23aí para vocês.
56:24E aí
56:25Tchau,
56:55Legenda Adriana Zanotto
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