Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 7 meses
Cadastre-se para receber nossa newsletter:
https://bit.ly/2Gl9AdL​

Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com​

Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista​
https://www.twitter.com/o_antagonista​
https://www.instagram.com/o_antagonista
https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Muito bem, e eu conversei também com o Andrei Romã, do Instituto Atlas.
00:05Conversa interessante, uma metodologia diferente, mais adequada, talvez, aos novos contextos políticos que vivemos.
00:15Assista!
00:16Papo Antagonista, com Cláudio Dantas.
00:20Reportagens exclusivas, bastidores do poder e análise com quem faz notícia.
00:26Boa noite, Andrei Romã.
00:28Andrei Romã, você que é o presidente do Instituto Atlas, é isso?
00:34Isso mesmo. Boa noite, Cláudio.
00:37Instituto Atlas, que faz pesquisa eleitoral, tem uma metodologia própria e acertou bastante.
00:44Teve alguns errinhos ali, como todos os outros institutos, mas se aproximou muito mais do resultado final dessas eleições do que institutos tradicionais,
00:55como o Datafolha, o IPEC, a Ezebop, o próprio Ipesp, pesquisas que, inclusive no sábado, indicavam ali um resultado final com uma diferença do Bolsonaro para o Lula de até 14 pontos percentuais,
01:12e o que se mostrou absolutamente fora da realidade.
01:15No fim das contas, nós tivemos um resultado, teremos um segundo turno e tivemos um resultado com uma diferença de cinco pontos percentuais.
01:22Esses institutos também davam uma vitória quase certa, uma vitória em primeiro turno e isso não aconteceu.
01:27Então, de cara, Andrei, primeiro obrigado pela tua presença aqui no Papo Antagonista e, de cara, eu queria a tua avaliação.
01:36O que está acontecendo com os institutos? Por que essas diferenças todas? É uma questão de metodologia?
01:42Ou tem outros fatores envolvidos aí que a gente ainda não conseguiu captar?
01:49Bom, Cláudio, antes de tudo, eu gostaria de falar um pouco sobre o desempenho da Atlas, para situar um pouco a discussão.
01:57Claro.
01:58A gente divulgou dez pesquisas de véspera, uma pesquisa nacional e nove pesquisas estaduais.
02:04Tínhamos também mais uma pesquisa estadual prevista que foi, infelizmente, impugnada pela UTER e a pernambucana.
02:11Então, essa pesquisa para o Pernambuco não saiu.
02:14Para as pesquisas que a gente conseguiu soltar, a gente conseguiu ser a pesquisa com a melhor precisão a nível nacional.
02:23Mesmo subestimando um pouco o desempenho do Bolsonaro em dois pontos,
02:28superestimando o desempenho do Lula também em dois pontos,
02:31foi a pesquisa que mais se aproximou do resultado de cada candidato.
02:37Se a gente for pegar o erro médio da pesquisa, foi o melhor erro médio de qualquer pesquisa em nível nacional de véspera.
02:43Em relação aos estados, das nove pesquisas que a gente divulgou,
02:49seis foram as mais precisas nos respectivos estados.
02:53Então, sete das dez pesquisas que Atlas divulgou na véspera foram as pesquisas mais precisas
03:00para a abrangência que elas contemplavam.
03:03Me parece que, então, foi um resultado bom.
03:05Tivemos, sim, algumas discrepâncias.
03:09Em São Paulo, me parece que houve um movimento bastante forte de última hora
03:14de eleitores do Rodrigo Garcia, que antecipavam que o Tarcísio ia estar no segundo turno com o Haddad
03:23e querendo fortalecer o Tarcísio na disputa com a esquerda, acabaram migrando no final.
03:29Acho que foi aí um movimento de voto útil neste sentido.
03:32No Rio Grande do Sul, onde o candidato do PT tirou votos do Eduardo Leite na última hora, basicamente.
03:44Acho que, de forma geral, também, no Rio Grande do Sul, a gente subestimou o voto bolsonarista, é verdade.
03:50Então, acho que isso foi um erro da pesquisa.
03:53E no Rio de Janeiro, onde, apesar de a gente ter antecipado muito bem a corrida presidencial,
03:59subestimamos o Castro, sinceramente, me parece que o resultado do Rio foi muito impactado
04:06por voto de máquina política, ou seja, coisas que não são tão fáceis de capturar com a pesquisa.
04:13Mas, de forma geral, estou bastante satisfeito com o nosso desempenho.
04:17Agora, em relação ao que explica, de maneira geral, a discrepância das pesquisas,
04:22da média das pesquisas com o resultado, eu diria que são coisas que a Atlas já, assim,
04:28compartilhou no espaço público, a análise que a gente compartilhou no espaço público há mais de um ano.
04:33Acho que em abril de 2021, a Atlas soltou uma nota que está até hoje disponível no site da Atlas,
04:40com pontos sobre a metodologia de calibragem amostral,
04:45depois da retomada das coletas presenciais de data folha,
04:48quando a gente comentou sobre a superestimação sistemática do segmento que ganha até dois salários mínimos,
04:56segmento este que nas amostras do data folha ao longo deste ciclo representou sempre mais de 50% das amostras,
05:03e que pelos dados da PNAD contínua não representa mais de 35% da população adulta do país.
05:08Esse é um ponto que a gente vem fazendo desde abril de 2021.
05:14Além disso, vou ter envergonhado, acho que cada vez mais a gente está vendo que as pesquisas erram
05:19por conta de um contexto de polarização política, onde certos eleitores sentem algum tipo de timidez,
05:28vamos dizer, em termos de declarar realmente o posicionamento que eles terão no final da eleição.
05:34No contexto das pesquisas da Atlas, conduzidas com coleta web,
05:38esse efeito simplesmente não existe,
05:40porque a pesquisa está conduzida a uma situação de pleno conforto, plena anonimidade para o respondente.
05:46Deixa eu te interromper, porque você está tocando num ponto que é fundamental para a nossa conversa.
05:53Primeiro, e eu quero destacar a tua metodologia,
05:58então por isso que eu estou fazendo aqui essa pausa,
06:01para chamar a atenção do meu espectador.
06:05Você falou de patrulhamento ideológico,
06:09até a gente teve aí um cenário de violência política,
06:12de narrativa muito de confrotação, de polarização,
06:16e as pessoas acabam ficando até com medo de declarar seu voto.
06:22Então isso eu acho que é o que faz com que ocorra esse fenômeno,
06:27talvez aí do voto silencioso,
06:29que de repente quando chega na boca da urna,
06:32ele se revela diferente daquilo que foi apurado pelos institutos,
06:38com as metodologias tradicionais.
06:40E isso é fundamental, por quê?
06:41Porque isso coloca um desafio para os próprios institutos de pesquisa,
06:45que é a necessidade de você avançar na metodologia
06:51para a captação dessa intenção de voto,
06:54que é uma coisa que vocês estão à frente.
06:56Aí você me explica, como é que é feita essa apuração?
06:59Então, a Atlas calibra as amostras com mais critérios de representatividade
07:08do que as pesquisas tradicionais.
07:10A gente vai dar, por exemplo, uma pesquisa da Datafolha,
07:14ela vai estar sendo calibrada a partir de quatro critérios,
07:17região, sexo, faixa etária e escolaridade.
07:21Ela não vai estar, por exemplo, calibrada a partir de renda,
07:25o primeiro ponto que eu destaquei, que me parece algo muito importante.
07:32A resiliência do Lula se dá principalmente no segmento mais pobre da população,
07:37saber se esse segmento representa 35% ou 55% do eleitorado faz toda a diferença.
07:43Mas, além disso, a Atlas incorpora alguns outros controles,
07:48controles como, por exemplo, voto em eleições passadas,
07:53no primeiro e no segundo turno da eleição presidencial de 2018,
08:00recebimento do Auxílio Brasil, a gente viu que existiu aí
08:03todo um debate sobre o potencial impacto eleitoral deste programa,
08:09então a gente sabe exatamente qual que é o percentual de beneficiários
08:13estado por estado e a gente pode também calibrar as amostras com esse critério.
08:19O perfil também já localizado dos lugares de onde nossos respondentes
08:23vão submeter os questionários.
08:25A gente vai ter muita cautela devido a fazer uma pesquisa com coleta via web
08:30e a não super representar regiões mais ricas dos estados, dos municípios
08:35de onde os nossos respondentes vão submetendo as respostas,
08:39a gente vai ter uma cautela para representar de maneira uniforme
08:43o território abrangido pela pesquisa.
08:46Eu acho que seria mais ou menos esses os controles que a gente tem,
08:49também tem controle de segurança para prevenir qualquer tipo de
08:53tentativa de manipulação dos nossos dados,
08:55a gente tem identificadores únicos para os questionários,
08:58ninguém pode responder a pesquisa mais de uma vez,
09:00ou pior, compartilhar a pesquisa em uma rede social
09:03para que todo mundo possa também participar.
09:06São questões que a gente calibrou ao longo do tempo
09:09e que permitiram que a Atlas, antes desse resultado,
09:12não é o nosso primeiro resultado de destaque,
09:15a Atlas teve resultados, eu diria, até mais importantes.
09:20A empresa de pesquisa com melhor desempenho na eleição presidencial americana
09:24de 2020, algo que a maioria dos institutos americanos
09:29erraram bem feio, foi uma situação muito semelhante
09:31com o que estamos vendo agora no Brasil.
09:34Três ciclos eleitorais consecutivos na Argentina,
09:37a eleição colombiana, o plebiscito no Chile.
09:41Uma das coisas muito boas sobre a nossa metodologia
09:44é que a gente tem uma grande liberdade em termos de fazer
09:47essas pesquisas em qualquer lugar do mundo.
09:49É uma metodologia que funciona para fazer pesquisa no Brasil.
09:52É fundamental essa mudança de paradigma.
09:59Você citou exemplos da própria eleição americana,
10:01muito parecida com a nossa em termos de ambiente polarizado
10:06e de patrulhamento ideológico e de violência política.
10:10Então, são ambientes que são reproduzidos hoje em vários países.
10:15São novos contextos políticos, novos contextos eleitorais
10:21e as metodologias antigas não parecem ser suficientes
10:25para lidar com esses novos desafios.
10:29Eu queria chamar a atenção aqui, porque tem alguns casos,
10:33vocês também erram naturalmente,
10:35mas eu queria falar dos acertos.
10:38E tem um caso que me chamou a atenção aqui,
10:40que é o caso da Bahia.
10:41Na Bahia, vocês anteciparam o cenário real da corrida,
10:45aquele cenário que seria o final,
10:48porque o ACM era colocado como hiper favorito,
10:53podendo vencer no primeiro turno.
10:55Vocês nunca colocaram ele como favorito.
10:58Já indicava em agosto o Jerônimo à frente do ACM,
11:02muito antes até do episódio.
11:04O pessoal está culpando o ACM de ter perdido a pôr
11:08por causa do episódio lá da questão do bronzeamento artificial
11:13que ele fez, de ter se autodeclarado pardo,
11:16depois no dia seguinte foi aparecer bronzeado.
11:18Enfim, uma pataquada naturalmente,
11:20uma coisa ridícula, absolutamente ridícula.
11:23Mas parece que não foi bem isso
11:26que fez com que ele caísse nas pesquisas.
11:28Vocês já indicavam o Jerônimo na frente.
11:31O Jerônimo que era um político desconhecido,
11:35ele é um político conhecido até um pouco na Bahia,
11:38mas desconhecido do ponto de vista nacional.
11:40Mas vocês já colocaram aqui,
11:42já colocavam um empate técnico,
11:4438 contra 35,6.
11:48E na última pesquisa mais recente
11:51já dava 47,7 para o petista
11:54e 40,9 para o ACM.
11:56E a eleição acabou em 49,45 para o petista
12:01e 40,8.
12:03Quer dizer,
12:04vocês praticamente cravaram o resultado,
12:07verificaram a tendência,
12:09constataram a tendência que ninguém mais constatava
12:12e cravaram o resultado.
12:15Quer dizer, é impressionante.
12:17O IPEC, por exemplo,
12:18dava um cenário absolutamente inverso.
12:20E o Datafone, uma distância ainda maior.
12:24Quer dizer,
12:25é inacreditável, né?
12:29Um negócio assim é sui generis.
12:31É, eu estou muito feliz com o nosso resultado na Bahia,
12:35evidentemente.
12:36As pesquisas de véspera
12:38dos nossos concorrentes
12:40indicavam a maior vitória de primeiro turno
12:42do ACM.
12:43A tendência da União nem era luta na frente,
12:46mas é que ele ia ganhar
12:47uma diferença gigante no primeiro turno.
12:51E o que aconteceu foi que o Jerônimo,
12:54por 0,6%,
12:56não ganhou no primeiro turno.
12:57Então, justamente o oposto.
12:59Mas o que aconteceu na Bahia
13:00nem é tanto uma diferença metodológica
13:02do meu ponto de vista.
13:04O que aconteceu na Bahia
13:05foi uma decisão muito acertada do nosso lado
13:10de construção de questionário.
13:12E a gente optou por identificar o Jerônimo
13:15e todos os candidatos
13:17com os seus devidos partidos,
13:19sabendo que, no contexto da Bahia,
13:22a identificação junto com o PT
13:23faz toda a diferença.
13:25Porque o petismo na Bahia
13:26é muito mais forte
13:27do que a nível nacional.
13:30Existe um voto enraizado
13:32de pessoas, de eleitores,
13:34que simplesmente,
13:35ao apertar o 13,
13:36independente do nome
13:38ou de quem é o candidato,
13:40eles têm uma identificação
13:42muito forte com o partido,
13:44com o Lula
13:45e também com os seus principais líderes
13:48na Bahia,
13:48o Rui Costa,
13:49o atual governador,
13:50e o Jacques Wagner,
13:51o governador anterior.
13:55Então, se vocês forem, por exemplo,
13:58olhar em mais detalhes,
14:00as pesquisas,
14:00teve uma pesquisa da Datafolha
14:02que fez uma pergunta,
14:04assim,
14:06com qual certeza você votaria
14:07no candidato do PT
14:09para o governo do Estado?
14:11e deu o resultado
14:12dessa pesquisa divulgada
14:14no mesmo dia
14:14de uma pesquisa Atlas,
14:1638%.
14:17Na pesquisa Atlas,
14:18Jerônimo pontuava justamente
14:1938%.
14:20Então, me parece que
14:22nesse caso da Bahia,
14:24o erro dos nossos concorrentes,
14:27no caso da Datafolha,
14:29e BOP,
14:29nem foi tanto metodologia,
14:31mas uma escolha
14:32errada de questionário.
14:33Ok.
14:37Eu queria uma avaliação sua
14:41do cenário de Minas.
14:43Me parece que Minas,
14:45vocês fizeram ali a análise,
14:49fizeram o acompanhamento de Minas,
14:50como fizeram toda a região sudeste.
14:54Só que Minas,
14:54ela tem uma característica,
14:56ela acabou,
14:56o cenário eleitoral mais complexo,
14:58mais completo até,
15:00ele se mostrou muito complexo.
15:03porque você tem o Lula
15:05vencendo no plano nacional,
15:07o Zema sendo reeleito
15:08governador em primeiro turno,
15:10e depois candidatos proporcionais,
15:14tanto majoritários proporcionais,
15:16candidatos para o Senado
15:17e candidato para a Câmara,
15:19para a Câmara,
15:20candidatos bolsonaristas.
15:24Inclusive,
15:25nós tivemos o deputado federal
15:28eleito com maior votação da história,
15:31que foi o Nicolas,
15:32maior votação da história
15:34de Minas e do Brasil.
15:35Quer dizer,
15:36uma coisa realmente surpreendente,
15:38o senador também
15:40foi um senador bolsonarista,
15:41outro deputado,
15:43o Engler também foi reeleito,
15:45o Cleitinho para o Senado.
15:47Então, assim,
15:47você tem o Congresso,
15:49candidatos bolsonaristas,
15:51você tem o governo estadual,
15:54o candidato do Novo,
15:56que foi reeleito,
15:57o Zema,
15:57que não declarou apoio ao Bolsonaro,
15:59e nem ao Lula,
16:00ficou independente,
16:02e no plano nacional
16:03você tem o Lula.
16:04Aí, duas perguntas para você,
16:06o que explica isso
16:07na tua visão?
16:09Você que faz esse monitoramento
16:12do comportamento do eleitor,
16:15o que explica essa situação?
16:21Espera aí que eu estou com o meu celular aqui.
16:23O que explica,
16:24como é que a gente deve analisar
16:26esse comportamento,
16:28esse resultado final?
16:29O que explica esse cenário
16:30tão complexo?
16:32E a segunda pergunta,
16:34como é que você consegue,
16:36vocês conseguiram medir
16:38essas nuances,
16:39ou ainda não foi possível
16:41entrar nesses detalhes
16:42para candidaturas mais
16:43para o Congresso,
16:45candidaturas proporcionais?
16:48A nossa pesquisa de Minas
16:50acabou sendo,
16:51talvez,
16:52a mais precisa de todas.
16:53Acho que a margem de erro
16:54foi de menos de um ponto percentual,
16:56para todos os candidatos.
17:00E o que a gente observou lá,
17:02nesse contexto de voto cruzado,
17:04Lula e Zema,
17:05é que simplesmente existe
17:07um legado
17:09que as pessoas consideram
17:11muito positivo,
17:12tanto do presidente Lula
17:13para o Estado de Minas,
17:15quanto também da atual gestão estadual.
17:17O Zema vem sendo avaliado
17:19como um governador
17:22excelente,
17:23com uma taxa de popularidade,
17:25uma taxa de aprovação
17:26muito alta.
17:28E, por mais que as pessoas
17:29entendam que eles fazem parte
17:31de grupos políticos
17:32distintos,
17:35eles não se incomodam
17:37com isso
17:38em matéria de voto.
17:41o Estado de Minas
17:43tem um legado
17:46nesse sentido,
17:46não é a primeira vez
17:47que isso acontece,
17:48a gente lembra
17:49muitas eleições
17:49em que o PT vencia
17:51a eleição nacional
17:53e o PSDB conseguia
17:54emplacar o governador,
17:57isso aconteceu várias vezes.
17:59Minas é
17:59o quintessential swing state,
18:03o Estado
18:05que sempre
18:07está mais próximo
18:08de virada
18:09por ser uma síntese
18:11do Brasil,
18:11um Estado sempre
18:12muito competitivo
18:13que geralmente
18:13antecipa
18:14quem vai vencer
18:15a eleição
18:16em nível nacional.
18:18Isso se dá
18:19por conta
18:20das próprias características
18:22do Estado,
18:23sendo aí
18:23na fronteira
18:24entre as grandes regiões
18:25e sendo
18:26um Estado
18:27tão grande,
18:28tão populoso
18:29e tão diverso.
18:31O Minas
18:32representa um grande desafio
18:33para o Lula
18:33nesse segundo turno,
18:34porque o Zema
18:35já ganhou,
18:36então,
18:37a chance do Zema
18:38entrar no jogo
18:39e fazer a campanha
18:40para o Bolsonaro
18:41é uma chance alta
18:42e tem incentivos
18:43evidentes
18:44para o Zema
18:44tomar essa postura
18:47no contexto
18:49da eleição
18:49presidencial
18:50de 2026,
18:51ele simplesmente
18:52poderia fazer
18:53uma espécie
18:54de pré-campanha
18:54para 2026
18:56já a partir
18:57de agora.
18:58Isso será,
18:59então,
19:01uma das grandes
19:02vulnerabilidades
19:03do Lula
19:03nessa campanha
19:05de segundo turno.
19:07Mas, assim,
19:08ao mesmo tempo,
19:10por mais que o Zema
19:10entre em campanha,
19:12o voto
19:12lista
19:12em Minas
19:13como
19:14o Brasil inteiro,
19:15assim como
19:16o voto
19:16bolsonarista,
19:17é um voto
19:17muito cristalizado,
19:19muito forte,
19:20isso também
19:21explica
19:21essas votações
19:22gigantes
19:23de candidatos
19:25a deputado federal,
19:28a senador
19:29em Minas,
19:30se trata
19:31de uma
19:31nítida
19:32polarização
19:34e da construção
19:35de um polo alternativo,
19:37eu diria,
19:37a UPT,
19:38a gente viu
19:38na última pesquisa
19:39Atlas,
19:40em nível nacional,
19:41que 13% do eleitorado
19:43se identifica hoje
19:43com a sigla
19:44do PL,
19:45algo que
19:46é realmente
19:47surpreendente,
19:48porque é um partido
19:48que não tem
19:50nem história,
19:52acabou de ser
19:52efetivamente
19:54recriado,
19:55então,
19:55ver essa identificação
19:57tão forte com o PL
19:58é algo
19:59bem interessante.
20:01provavelmente via
20:02Bolsonaro,
20:03via a filiação
20:04do Bolsonaro,
20:05passou a ser
20:05identificado
20:06com o Bolsonaro
20:07e conseguiu
20:09desenvolver
20:11essa imagem
20:11pública.
20:14Minas,
20:14você citou
20:15essa coisa
20:16territorial,
20:17fazer fronteira
20:18com o Nordeste,
20:20fazer fronteira
20:21com o Centro-Oeste,
20:21fazer fronteira
20:22com o Sudo-Oeste,
20:23fazer fronteira
20:24estando no Sudo-Oeste,
20:26mas fazendo fronteira
20:27com outras duas
20:27regiões do país,
20:29então,
20:30é muito curioso,
20:31você vai falar
20:33com o eleitor
20:33mais para o Nordeste,
20:35é um eleitor
20:36mais lulista,
20:37mais petista,
20:38vai falar com o eleitor
20:38mais para o Centro-Oeste,
20:41é um eleitor
20:41bolsonarista,
20:43então,
20:43essas nuances
20:44realmente são
20:45muito interessantes.
20:46Você,
20:47aí eu vou inverter
20:48um pouquinho,
20:48em vez de diagnóstico,
20:49em vez de avaliação
20:50do ponto de vista
20:51de projeção,
20:54eu queria usar
20:55o teu conhecimento
20:56para te perguntar
20:56o seguinte,
20:57se você fosse
20:58assessorar
20:59uma campanha
21:00hoje,
21:01campanha do Bolsonaro
21:02ou a campanha
21:02do Lula,
21:03nós vimos um mapa,
21:05com a votação
21:08do primeiro turno,
21:08nós vimos um país
21:09rachado,
21:11um país realmente
21:11dividido ao meio,
21:14com uma parte dele
21:15apoiando o Bolsonaro
21:17e uma outra parte
21:18apoiando o Lula.
21:19você falou de voto
21:20cristalizado,
21:22quais são as regiões
21:23onde há esse voto
21:25é mais cristalizado
21:26no caso do Bolsonaro?
21:27Região Sul,
21:27Sudeste,
21:28Centro-Oeste?
21:29No caso do Lula,
21:30é Norte?
21:31No caso do Lula,
21:31é o Nordeste?
21:32Me parece que sim,
21:33estou aqui fazendo,
21:34falando coisas óbvias.
21:37E aí,
21:37como você descristalizar,
21:39como você quebrar isso?
21:40É possível?
21:41Você,
21:42quando você tem
21:43um eleitor
21:43que tem uma convicção,
21:46você consegue identificar
21:49alguma coisa no comportamento
21:50que possa abrir uma brecha,
21:52uma janela
21:53para tentar convencer ele
21:55a mudar esse posicionamento?
21:57Por exemplo,
21:58o governo Bolsonaro
21:58tentou usar o Auxílio Brasil
22:00para rachar esse eleitor
22:03para abrir a janela dele
22:04e tentar entrar na casa dele.
22:06Não adiantou nada.
22:08Tem caminho?
22:10A gente tem algumas hipóteses
22:13sobre eleitoras mais voláteis.
22:17Dei o exemplo de Minas.
22:19Minas é um...
22:20Assim,
22:20a partir do momento
22:21em que você cruza o voto
22:22dessa maneira,
22:24com um candidato
22:25de esquerda
22:26para presidente,
22:27um candidato
22:27de direita,
22:29centro-direita
22:29para o governo do Estado,
22:31aí tem um caminho
22:32para os dois lados.
22:34Tem um caminho
22:34tanto para o Lula
22:35melhorar o seu desempenho
22:36em Minas,
22:37quanto para o Bolsonaro
22:39aproveitar a fortaleza
22:40do Zema.
22:41Eu acho que Minas
22:42provavelmente será
22:44o centro,
22:45o foco das atenções
22:46das duas campanhas
22:47nessa etapa
22:49do segundo turno,
22:51justamente por conta
22:52dessa análise.
22:54A gente viu que,
22:56em termos de demografias,
22:58ao longo da campanha
22:59existiu todo um debate
23:00sobre o desempenho fraco
23:02do Bolsonaro
23:03no público feminino
23:04e sobre como,
23:05talvez,
23:06trazendo a figura
23:07da mulher dele,
23:09trazendo um discurso
23:10com pautas
23:12em prol das mulheres,
23:14ele poderia,
23:15de alguma maneira,
23:16melhorar o seu desempenho.
23:17Isso não aconteceu.
23:19Há uma forte,
23:21nítida estabilização
23:22dos dois candidatos
23:24no público feminino
23:25que tende a ser
23:25um público
23:26extremamente estável
23:27em relação
23:27às preferências
23:29de intenção de voto.
23:32Mas,
23:32ao contrário disso,
23:33a gente viu
23:33muito mais volatilidade
23:34no público masculino,
23:35onde cada vez
23:36quer reverber
23:37algum tipo
23:38de acusação
23:40de corrupção,
23:41existe uma tendência
23:44mais clara
23:45de penetração
23:47ainda maior
23:48do Bolsonaro
23:48no público
23:49em que ele já
23:50está muito bem
23:51realizado,
23:52em que ele já
23:52está muito forte,
23:54e também
23:57o potencial
23:58do Lula
23:58ganhar eleitores
24:00a partir de
24:00cobertura de noticiário
24:02negativa
24:02para o Bolsonaro.
24:03Então,
24:03acaba sendo que
24:04os eleitores homens,
24:05de fato,
24:06são mais
24:06predispostos
24:10a mudar
24:11o seu voto
24:12neste instante
24:12do que
24:13as mulheres.
24:15E essa análise
24:15pode ser feita
24:16com outros nichos
24:18menores,
24:19mas eu ilustrei aqui
24:20acho que dois
24:20grupos significativos,
24:22o Estado de Minas,
24:23que é o segundo
24:24colégio mais importante
24:25do país,
24:26e o público masculino
24:27que representa
24:2847% do eleitorado.
24:30Eu acho,
24:31então,
24:31que não vai adiantar
24:32nada o 13º
24:33para o Auxílio Brasil
24:34que o Bolsonaro
24:35está prometendo
24:36entregar até o fim
24:37do mês
24:37para as mulheres,
24:39que ele quer
24:39tentar baixar
24:40a rejeição dele
24:41entre o público feminino,
24:42entre o eleitorado
24:42feminino,
24:43mas, pelo visto,
24:44vai ser mais difícil,
24:45é mais fácil
24:45o 13º
24:47para os homens.
24:51Deixa eu te
24:52perguntar uma coisa
24:53assim para a gente
24:54ir encerrando
24:56a nossa conversa.
24:59Perdão,
25:00abstenções.
25:01A gente
25:01viu aí
25:03que tem um contingente
25:04de 32 milhões
25:05de eleitores.
25:07Se somar isso
25:08com os 8 milhões
25:09de Ciro e Simone,
25:10temos um contingente
25:10de 40 milhões,
25:11que são votos
25:12que estão aí.
25:13É uma massa
25:14de votos gigantesca
25:15que será atacada
25:17pelos dois candidatos
25:19agora no segundo turno.
25:20Você já colocou
25:22a tua lupa
25:23sobre esse universo
25:26de eleitores?
25:26Dá para saber
25:27quem está mais pendente
25:30para um lado,
25:30quem está mais pendente
25:31para o outro?
25:35A abstenção
25:36é uma das questões
25:37mais difíceis
25:38para pesquisas
25:39de opinião em geral.
25:40Abstenção
25:40e mobilização
25:41relativa.
25:42Isso porque
25:42não há um jeito
25:45muito claro
25:45de medir
25:46a partir de uma pesquisa
25:47de opinião
25:48qual será o nível
25:48de abstenção.
25:49As pessoas
25:50vão sempre
25:50exagerar
25:52as suas respostas
25:53em termos
25:53de comparecimento.
25:55Se eu fosse,
25:56por exemplo,
25:56perguntar
25:57você vai participar
26:00amanhã
26:00dos protestos
26:01organizados
26:02contra o Lula
26:03no Brasil inteiro.
26:06A gente vai ter
26:0620% da amostra
26:07dizendo que sim
26:08vou participar
26:09quando de fato
26:10não tem nenhum
26:10protesto marcado
26:11e então
26:13não vai ter
26:13um único participante
26:15de dezenas
26:16de milhões
26:16que dizem
26:18que poderia
26:18vir.
26:21O comparecimento
26:22no dia da votação
26:24é algo semelhante.
26:25As pessoas
26:25declaram uma coisa
26:28e o padrão
26:28de abstenção
26:29ou comparecimento
26:30vai ser distribuído
26:31de uma maneira
26:32muito mais caótica
26:33do que
26:34as respostas
26:36podem indicar
26:37na pesquisa.
26:39Então,
26:39acaba sendo
26:40algo que é
26:41muito mais útil
26:42ser feito
26:42a partir de
26:43modelagem
26:44probabilística
26:46com regressão
26:47a partir de dados
26:47históricos.
26:50Assim,
26:50e aí você pode
26:52considerar diversas
26:53métricas,
26:53padrões
26:54em eleições
26:55anteriores,
26:56até
26:57indicadores
26:58de engajamento
26:59em rede social,
27:00interesse
27:01por eleição
27:02medido
27:03de diversas
27:04formas.
27:05Eu não diria
27:05que nesse contingente
27:06que não votou
27:07existe uma nítida
27:08fortaleza do Lula
27:09ou do Bolsonaro.
27:10Eu diria
27:11que é muito
27:12importante
27:12para as duas
27:13campanhas
27:14obtiverem
27:16pelo menos
27:16o mesmo nível
27:17de mobilização
27:18que eles tiveram
27:19no primeiro turno.
27:21o Lula
27:22não pode deixar
27:23com que o seu lado
27:24fique menos
27:24engajado
27:25porque
27:25essa seria
27:28uma vulnerabilidade
27:29que o Bolsonaro
27:29poderia explorar
27:31e no caso
27:31do Bolsonaro
27:32para que ele
27:32possa
27:33na margem
27:34aumentar
27:35o seu desempenho
27:36ele teria
27:36que ter uma
27:36mobilização
27:37ainda mais forte
27:38do que ele já
27:39conseguiu no primeiro
27:40turno e não
27:40foi pouca
27:41mobilização
27:41como a gente
27:42viu.
27:44Muito bem.
27:45Andrei Romã,
27:46CEO do Atlas Intel,
27:47Instituto
27:48Especializado
27:49em Ciência
27:50de Dados
27:50Big Data
27:51High Frequency
27:52Polling
27:53quer dizer
27:53vocês fazem
27:55um tipo
27:55de pesquisa
27:56diferente
27:57fazem uma pesquisa
27:58baseada
27:59no comportamento
28:00e não uma pesquisa
28:01ali no tete a tete
28:03você quer
28:05deixar alguma
28:05mensagem final
28:06a gente já
28:07encerra.
28:09Eu só queria
28:10agradecer
28:10a sua disponibilidade
28:12para fazer
28:13essa entrevista
28:13enfim
28:16muito obrigado
28:17estou sempre
28:19sempre aqui
28:19para prestar
28:20para ter esclarecimento
28:21sobre as nossas
28:21pesquisas
28:22sobre a nossa
28:22metodologia
28:23é isso.
28:25Maravilha
28:26vamos ficar em cima
28:27vamos ficar em contato
28:28tem muita
28:29coisa a acontecer
28:30ainda nessas próximas
28:31semanas
28:31antes do dia 30
28:32dia do segundo
28:34turno
28:34e teremos
28:36o prazer
28:36de divulgar
28:37também
28:37as suas projeções
28:39para esse dia.
28:41Muito obrigado
28:41até logo
28:42tchau
28:43tchau
28:44tchau
28:45Legenda Adriana Zanotto
Comentários

Recomendado