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  • há 6 meses
Claudio Dantas e Leonardo Barreto comentam o ótimo resultado da ex-ministra Damares Alves na campanha ao Senado pelo DF, e como a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fez parte dessa estratégia.
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Transcrição
00:00Eu quero ver os candidatos ao Senado, parece que a Damares está na frente, é isso?
00:06No Distrito Federal...
00:0745%.
00:08Cadê? Ah, está lá, ó.
00:10À esquerda, pessoal, lá perto do Leonardo, Damares Alves, 45%.
00:16Flávia Arruda, 26%, quer dizer, a Damares realmente bem à frente da segunda colocada,
00:23que é a Flávia Arruda, que são duas candidatas oriundas do governo, ex-ministras,
00:27ambas disputaram o mesmo eleitorado, mas parece que o eleitorado evangélico,
00:33o eleitorado ligado à igreja, está com mais força no DF.
00:39Você sabe o que me levanta isso?
00:42Se a Damares tivesse sido vice do Bolsonaro.
00:46E por que eu estou colocando?
00:48Porque a Damares é, talvez, a mulher mais importante no meio evangélico.
00:52Ela é a autoridade feminina mais importante desse meio neopetecostal que existe no Brasil hoje.
00:59Perfeito.
01:00E talvez, se ela tivesse sido a vice do Bolsonaro,
01:04e aí ela contou com uma militância da Michele,
01:07aliás, uma participação que a primeira-dama não colocou nem na campanha do marido,
01:11colocou na campanha da Damares,
01:14talvez ele tivesse tido uma facilidade maior
01:17para poder reverter essa dificuldade que ele tem no eleitorado feminino.
01:21A gente chegou até a noticiar isso na ocasião,
01:24a articulação da primeira-dama para tentar colocar a Damares na vice-presidência,
01:32na candidatura de vice, na chapa de reeleição do Bolsonaro,
01:35mas aí ela enfrentou o poder dos militares,
01:38que ficam com aquela mesma lógica.
01:42Primeiro foi o Mourão, agora o Braga Neto,
01:44que é o seguinte,
01:45não tentem empichar o Bolsonaro porque a situação vai ser pior,
01:50porque aí vai entrar um general, vai sair o capitão, vai entrar um general.
01:54E é isso, mas aí abriu mão dessa força toda aí da Damares.
01:59Foi um erro crasso,
02:00porque se a gente lembra,
02:02ele fez um acordo com o casal Arruda,
02:05e isso motivado,
02:07numa articulação para o Ibanez apoiar o Bolsonaro em Brasília,
02:12aliás, um apoio que o Ibanez sempre fez de maneira envergonhada,
02:17e eles escantearam a Damares.
02:20Perfeito.
02:20E a Damares não seria candidata,
02:22ficou doente,
02:23quase foi para deputada,
02:24e não ia porque o Republicanos tinha medo dela ir roubar a vaga de deputados que ele tinha aqui,
02:30e ela quase não foi candidata a nada.
02:33E aí o que corrigiu esse erro foi a primeira-dama,
02:39a Michele Bolsonaro,
02:41que mostrou ter muito mais status político do que o pessoal que articulou essa composição, essa chapa.
02:47Você sabe que você me lembrou agora um artigo do Pondé,
02:49Pondé que eu convidei para o nosso podcast,
02:52que vai estrear agora nas próximas semanas,
02:55mas aí eu tive de remarcar com o Pondé,
02:57porque coincidiu da dinâmica aí da nossa cobertura política,
03:03ela se agudizar e ficou muito difícil a gente sentar para conversar,
03:05e eu queria realmente ter uma conversa bem longa com o Pondé,
03:09que tem uma cabeça diferenciada.
03:12E ele escreveu um artigo para a Folha, algumas semanas,
03:16falando exatamente isso que você está dizendo,
03:20chamando a atenção para esse poder dos evangélicos, do voto evangélico,
03:26e lançando essa coisa assim,
03:30se o Bolsonaro foi reeleito,
03:33ou mesmo não sendo,
03:35mas o bolsonarismo permanecer latente na política,
03:40a Michele pode ser um bom nome para a disputa presidencial de 2026.
03:47Você concorda com isso?
03:48Olha, é uma questão muito importante.
03:52Acho que pode ser, embora ela...
03:57Eu não sei se ela tem vontade,
03:59ela ficou com muita restrição de entrar nessa campanha,
04:03mas acho que você traz uma questão fundamental,
04:06que é Bolsonaro não tem partido, certo?
04:10Ele está se candidatando pelo PL,
04:12mas ele fracassou em montar a própria legenda.
04:14Quem vai se apropriar desse patrimônio de direita conservador
04:21caso o Bolsonaro não seja reeleito?
04:25Porque se você olha para o Congresso,
04:27terminou a eleição,
04:29você não necessariamente tem uma oposição automática ali.
04:32Diferente de outras eleições,
04:34onde o PSDB perdia, o PT perdia,
04:37e automaticamente você sabia quem era o líder da oposição,
04:41quem ia capitalizar os votos da oposição,
04:43hoje esse desenho não está pronto.
04:47E aí, voltando até na temática dos partidos,
04:49com a aplicação da cláusula de barreiras,
04:52a gente vai ter muito partido
04:53que vai parar de receber fundo público.
04:57E esses partidos tendem a criar um processo de fusão,
05:00de união.
05:01Então o quadro partidário brasileiro
05:03vai mudar muito daqui do resultado da eleição
05:06até, por exemplo, a escolha do presidente da Câmara
05:09no início de fevereiro do ano que vem.
05:12E aí uma das questões que podem surgir é exatamente
05:15quem vai ter coragem de capitalizar,
05:18tentar capitalizar esses votos do Bolsonaro.
05:21E ao fazer isso,
05:22quem vai ter coragem desses partidos do Centrão
05:24de pular para a oposição?
05:27Então assim,
05:27a gente tem um conjunto de questões estratégicas
05:30que são muito importantes,
05:31que estão nascendo a partir desse desenho
05:33que o Congresso vai ter,
05:34mas combinado com o resultado da eleição presidencial.
05:38Legenda Adriana Zanotto
05:43Legenda Adriana Zanotto
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