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Transcrição
00:00a cassação da Flor de Lis.
00:04O plenário da Câmara, então, por 437 votos a 7,
00:10cassou o mandato da Flor de Lis.
00:13A cassação exigia, no mínimo, 257 votos a favor.
00:17Freitas, põe na tela a maioria absoluta dos deputados.
00:21A decisão vale a partir de hoje.
00:24Desde agosto de 2020, Flor de Lis é ré,
00:27na terceira vara criminal de Niterói,
00:29onde foi denunciada por ser mandante do assassinato do marido,
00:33pastor Anderson do Carmo,
00:35ocorrido há mais de dois anos, em julho de 2019.
00:39O Conselho de Ética recomendou a cassação no começo de junho deste ano,
00:42por 16 votos a 1,
00:44e nessa ocasião apenas o bolsonarista Márcio Labre votou contra.
00:48Hoje ele se absteve.
00:50Em seu parecer, o deputado Alexandre Leite afirmou que Flor de Lis
00:53é a única pessoa do caso,
00:56abre aço que detinha as condições materiais
00:58para financiar a compra da arma de fogo usada no crime.
01:01No mais grave, a representada se utiliza de seu cargo
01:04para deliberadamente tentar subjugar seus filhos,
01:08notadamente Simone, Lucas e Misael,
01:10utilizando o acesso da mídia que seu cargo lhe proporciona
01:13para, de toda forma, transferir a ele sua responsabilidade.
01:17A deputada recorreu à CCJ, mas foi derrotada de novo em julho
01:20por 47 votos a zero.
01:23Está aí o trecho do relatório do Alexandre Leite.
01:28Pode baixar mais um pouquinho?
01:30Ok?
01:31E durante a votação, como registra aqui o CD Silva,
01:35que acompanhou esta votação em tempo real e registrou tudo para vocês,
01:39o Arthur Lira tentou mudar, ou melhor, mudou o regulamento,
01:42levando ao plenário um projeto de resolução,
01:45em vez do parecer votado lá no Conselho de Ética.
01:47O texto poderia ser modificado para Flor de Lis
01:50sofrer uma pena menor.
01:51No entanto, nenhum deputado apresentou uma emenda
01:54para ser colocada em votação.
01:55A emenda precisaria reunir ao menos 103 assinaturas.
01:59Em 2018, Flor de Lis foi a quinta candidata
02:01a deputada federal mais votada no Rio de Janeiro,
02:03com mais de 196 mil votos.
02:06Durante a votação, ela se pronunciou.
02:10Freitas, solta o VT.
02:14Vocês já responderam a um processo?
02:22Muitos dos senhores dirão que sim.
02:26E sabe o quanto é importante o direito de defesa?
02:33E é só isso que eu venho pedir nesta casa.
02:36É só isso que eu quero, é só isso que eu peço.
02:41Como vocês estariam se estivessem no meu lugar hoje?
02:51Como vocês estariam?
02:54Os senhores sabem o quanto é difícil chegar aqui nesta casa.
03:02Chegar aqui requer renúncia e muito trabalho.
03:06Nós estamos aqui colocados pelo povo.
03:12Permita que eu seja julgada pelo povo, retirada daqui pelo mesmo povo
03:18que me colocou neste lugar.
03:23Se caso, eu repito, se caso, porque eu não acredito nisso.
03:28Deputado Molon, se caso, eu sair daqui hoje, eu saio de cabeça erguida.
03:40Porque eu sei que sou inocente.
03:44Muito bem.
03:50Bom, vamos dar as boas-vindas aqui.
03:52Mário Sabino, boa noite.
03:53Já está conectado conosco no estúdio de São Paulo.
03:57Boa noite, Cláudio.
03:58Boa noite a todos.
04:00Finalmente, a caçação da Flor de Lis.
04:05Uma novela.
04:06A deputada, apesar das acusações gravíssimas dessa investigação que corre contra ela,
04:13ela permanecia.
04:15Houve muitos adiamentos, muita forçação ali dos colegas.
04:25Aliás, a gente está colocando no ar agora como votaram esses deputados.
04:32E havia aí realmente uma tentativa de se postergar ao máximo essa caçação.
04:37Mas, finalmente, agora isso está consumado, Mário.
04:42É, sempre é bom ter alguém enrolado para manter refém, né?
04:50Então, eu entendo o empenho pela Flor de Lis, sobre a qual eu jamais tinha ouvido falar.
04:58Eu sou um sujeito muito mal informado em relação a alguns assuntos, né?
05:01Foi depois que ela, enfim, surgiu no noticiário policial que eu soube.
05:06E tinha até filme sobre ela, né?
05:08Feito por um monte de ator da Globo e tudo mais.
05:11Tem que sair direto para o camburão, né, essa senhora?
05:15Então, parece que as provas são inequívocas, né?
05:17Dos assassinatos que ela cometeu, dos quais foi mandante.
05:25É uma história horrorosa, né?
05:27A gente já teve deputado que mandou cortar a cabeça, né?
05:32De adversário, de desafeto, de concorrente.
05:36Com a serra elétrica, né?
05:38O quê?
05:39Com serra elétrica.
05:40Com serra elétrica.
05:42Se fosse também com facão, não seria menos chocante, né, Claudio?
05:48Mas, enfim...
05:51Eu acho que demorou muito, óbvio, né?
05:56Porque tudo demora no Brasil.
05:57O tal do presuntão de inocência, no caso dela, né?
06:02Foi levado longe demais, né?
06:06Então, a Flodeliza agora, né, Robson?
06:08Ficou sem o presuntão de inocência.
06:11Presuntão de inocência.
06:12Eu espero que ela pague pelos crimes dela, né?
06:15Que caso venham a ser provados inequivocamente.
06:19Como disse, já parece que estão.
06:22Que fique na cadeia, né?
06:23Que também é outra coisa difícil no Brasil, né?
06:27É criminoso ficar na cadeia, como deve ser, né?
06:32Agora, ela parecia bastante preocupada com o cabelo, né?
06:36Não sei se era cabelo.
06:38Aquilo era aplique, peruca.
06:40É uma peruca, né?
06:42Você tem uma igual, Robson?
06:44Ah, tá certo.
06:49Enfim, ela sai de cabeça erguida, né?
06:53Com uma peruca.
06:55E com a peruca.
06:57É trágico, né, Mário?
06:58Porque, além de tudo, ela é conhecida como uma líder religiosa, né?
07:04Ela é uma pastora, tem essa carreira paralela de cantora gospel,
07:09ou tinha, pelo menos, né?
07:12E, de repente, uma história pessoal que foi, que virou filme,
07:17como você mencionou, é uma história que envolve a adoção de crianças.
07:22De crianças...
07:22De dezenas, né?
07:24De crianças, não foi isso?
07:25Dezenas de crianças...
07:26Aliás, eu, olha, eu vou te...
07:28Eu acho...
07:29Eu fico...
07:31Olha, desculpe quem acha o contrário e tal,
07:33mas eu sempre fico horrorizado
07:35com esse tipo de gente que adota dezenas de crianças.
07:39Porque quem adota dezenas de crianças,
07:40nós que temos filhos, sabemos, né?
07:42Não tá adotando filho, né?
07:44Tá montando um negócio, né?
07:47Porque é impossível você dar atenção filial, né?
07:52Ou paternal, no caso, ou maternal, né?
07:55A atenção paterna, materna,
07:58a 50 crianças, a 20 crianças, a 15 crianças e tal.
08:01Então, essas histórias que aparecem aí, de vez em quando, né?
08:05Os jornalistas adoram mostrar, falando de tal, doutor...
08:09Eu...
08:09Veja, não...
08:11Quer montar uma creche, quer montar um orfanato, né?
08:15Não sei se orfanato hoje chama de orfanato,
08:17se tem outro nome.
08:19Eu acho mais honesto do que dizer que adotou, né?
08:22E no caso aí, dessa senhora,
08:25ela tava montando, aparentemente,
08:27uma organização criminosa
08:29composta por crianças arregimentadas
08:31pra...
08:33Enfim, pra praticar crime, né?
08:35Eu nunca tinha ouvido falar, Cláudio.
08:37Cláudio, eu nunca...
08:39Mário, 55 filhos.
08:41Eu fico me perguntando...
08:43Eu fico me perguntando como alguém consegue,
08:47que não seja com a cumplicidade, né?
08:49De um juizado,
08:51como alguém consegue adotar 55 filhos?
08:55É uma pergunta...
08:56E vários outros crimes que ainda precisam ser apurados, né?
08:59É uma pergunta razoável,
09:01porque quem tem 55 filhos, né?
09:04Também tem acesso a 55 verbas, né?
09:0955 facilidades, né?
09:11Então, assim, não é...
09:13Não é...
09:15Não é...
09:16Não é normal, né?
09:17Alguém adotar 55 filhos.
09:20Faz aí, monta um orfanato,
09:22uma instituição de caridade,
09:23uma casa de acolhimento.
09:24Eu não sei mais como que é o nome dessas coisas.
09:27Eu não faço ideia.
09:28Mas é mais...
09:29Teoricamente, né?
09:30Pelo menos, é mais honesto do que dizer que adotou.
09:33Aí você tem razão, Cláudio.
09:35Um juiz que dá guarda para uma mesma pessoa,
09:39um casal de 55 crianças,
09:42ou juízes, né?
09:43Que não...
09:46É estranho, né?
09:48Então, tem sempre aí uma...
09:50Oi?
09:51Considerando, Mário,
09:52que o Anderson é um desses filhos adotados.
09:55O Anderson, é.
09:57O Anderson também era um filho...
09:59É um filho...
10:00O Anderson é um dos...
10:02É um dos adotados, né?
10:03Dos adotados que está aqui...
10:05Que virou marido, né?
10:06É.
10:08O Robson, você pode aumentar um pouco, Cláudio?
10:13Opa, valeu.
10:14É, eu não estava ouvindo nada aqui.
10:17Então, é o marido,
10:18é o filho que virou marido,
10:20e com quem ela teve alguns filhos também.
10:23Quer dizer, além dos...
10:24Ah, eu não...
10:25Ah, olha, você sabe que esse detalhe sórdido,
10:28eu não sabia, não.
10:29Eu não me interesso...
10:30Eu, assim...
10:31Eu sou igual o leitor do Antagonista.
10:33Faz post da Flor Delis,
10:35eu mudo.
10:36Eu vou para o próximo, você entendeu?
10:39É, não tenho interesse nenhum.
10:40Mas aí, eu não sabia.
10:41Ela casou com...
10:42É mesmo, desculpa, viu?
10:43Eu não estou interessado nessa...
10:45Nunca me interessei muito nesse tipo de coisa.
10:47E a investigação...
10:49É tão barra...
10:50Mas espera aí, mas espera aí.
10:51Ou ela casou-se com um filho adotado?
10:53Mas isso...
10:54Mas isso...
10:55Olha, isso não pode, né?
10:57Eu acho que...
10:59Eu acho que isso é incesto, né?
11:03Casar com um filho adotado, não pode.
11:05Porque se você adota alguém como filho,
11:08ele é seu filho mesmo.
11:09É como seu filho natural.
11:11Então, eu acho que ela cometeu incesto também.
11:13Tem alguma coisa aí complicada nisso, viu, Cláudio?
11:17Ela quebrou o tabu do incesto também, além de tudo.
11:22É, foi só...
11:23É uma coisa...
11:25É, estou aqui puxando algumas das manchetes que saíram na ocasião.
11:30Cláudio Elisa adotou como filho e foi sogra do marido morto.
11:33Olha só que...
11:34Peraí, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí.
11:37Ih, peraí, rapaz, eu sou péssimo pra isso.
11:41Como é que é?
11:41Ela adotou o marido...
11:44Desculpe aqui, pessoal.
11:45Todo mundo tá aí meio...
11:47Muita gente já sabe dessa história, mas eu tô interessado.
11:50Ela adotou...
11:52Como é que é?
11:52Adotou o Anderson.
11:54Do Carlos, que é o pastor, casou com ele.
12:00Ele chegou a ser tratado como o genro dela, porque ele namorou uma das filhas dela.
12:06Ah, peraí, certo.
12:09É, e aí é isso, e aí ainda tem esses outros...
12:14Eu acho que nenhum antropólogo francês Claude Lévi-Strauss seria capaz de entender muito esse troço aí.
12:22Quer dizer, a lei brasileira permitiu, então, tudo isso.
12:26Tudo isso.
12:27Bacana, bacana.
12:28Tudo isso.
12:29A investigação descobriu, inclusive, que ela fazia orgias com essas coisas...
12:35Com esses filhos adotados, né?
12:38Ah, também?
12:40Mas, olha, eu tô caindo aqui, eu juro, tô caindo na cadeira.
12:44Ah, tinha orgia no meio?
12:46Tem orgia.
12:49Orgia.
12:50Que legal.
12:50E ela tava na câmara.
12:53Tava, né, Robson?
12:55E fizeram filmes sobre ela, achando ela legal.
12:58É.
12:59Quem é que...
13:01Quem é que interpretou a Flor Delis no cinema?
13:05A Flor Delis, deixa eu ver aqui.
13:07Olha, eu tenho aqui, ó, foi...
13:10O filme chama Basta Uma Palavra para Mudar.
13:12Longa-metragem dirigido por Marco Antônio Ferraz.
13:15O elenco contou com atores como Ana Furtado, Letícia Sabatella, Cauã Raymond, Bruna Marquezine, Ali Moraes e Débora Seco.
13:22Ah, olha só.
13:26Olha só.
13:26Quem interpretou a Flor Delis?
13:28Vamos ver aqui.
13:29Quem que interpretou a Flor Delis?
13:31Foi a própria?
13:32Não, não foi, não.
13:33Foi a...
13:33Teve Débora...
13:34Ah, peraí, deixa eu ver aqui.
13:36Filme Contas...
13:36Olha, se foi a Débora Seco, foi bem melhorada, né?
13:44Ai, ai, ai.
13:46Bom, a gente não...
13:47Ô, Robson, você que viu...
13:49Isso aí, ô Freitas, que eu tô...
13:52Não, tudo bem.
13:53Olha, é uma curiosidade, é uma curiosidade realmente...
13:56Ah, é, Flor Delis, como Flor Delis.
13:58Ela interpretou ela mesmo.
13:59Ah, ela também.
14:00Ou seja, deputada e a mãe adotiva, protagonista de orgia e atriz.
14:10Que bacana.
14:11Quer dizer, ela fez o teste do sofá nela mesma, né?
14:13Essa que é a...
14:15Entendi.
14:15É um...
14:16Agora, deixa eu te dar um...
14:17Deixa eu te dar aqui um...
14:18Deixa eu te dar uma tristeza, rapaz.
14:20Deixa eu te dar um elemento a mais, né?
14:22Aí, político, né?
14:24Nessa equação, porque quem votou contra a Cassação?
14:27Cassação teve sete votos contrários.
14:31Carlos Gaguinho, do DEM, de Tocantins.
14:34Dimas Fabiano, do PP de Minas.
14:37Fausto Pinato, do PP de São Paulo.
14:39Glauber Braga, aquele que chama o Sérgio Moro de juiz ladrão, né?
14:46Que é do Pissol.
14:48Olha aí o Pissol.
14:49Pissol do Rio, lá do Rio.
14:51O Glauber Braga.
14:53O Jorge Braz, republicanos, também lá do Rio.
14:55Leda Sadala Avanti.
14:58Do Amapá.
14:59E Maria Rosas, do Republicano de São Paulo.
15:01Eles acharam que ela tinha que continuar no mandato dele, dela.
15:05Mas realmente...
15:07Será que eles não foram também adotados pela Flor de Lídera, filho dela?
15:11Podiam ser filhos, né?
15:12Vai saber.
15:13É, Pissol.
15:14Mas...
15:15É...
15:16Tá bom.
15:19Bom, vai pra cadeia, né?
15:20Eu imagino, né?
15:22Eu imagino que vai agora...
15:24Perdeu...
15:24Perdeu o foro privilegiado.
15:27A coisa vai enroscar pro maratão.
15:29Perdeu o foro...
15:30Flor...
15:30É.
15:31Perdeu o foro privilegiado, né?
15:33Flor...
15:33Flor...
15:33É.
15:34A última...
15:35A última flor...
15:36Isso tudo é Rio de Janeiro?
15:38Rio de Janeiro.
15:39Rio de Janeiro.
15:40Olha, tem umas...
15:42Tem mais coisas envolvidas aí.
15:43É só a terra, Cláudio.
15:44É só a terra, Cláudio.
15:46É.
15:47É, mas a minha terra é assim.
15:48Por isso que eu saí de lá, correndo.
15:50Ah, tá certo.
15:51E foi pra Brasília, né?
15:53Boa troca.
15:55Então...
15:56Eu até fui pra São Paulo.
15:58Passei em São Paulo uma época, mas acabei voltando pra cá.
16:04O crime...
16:05O crime...
16:06A investigação desses crimes aí...
16:09Me demandaram.
16:11As investigações me demandaram a minha volta aqui.
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