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Transcrição
00:00Mas antes, eu queria uma avaliação sua, pessoal, porque eu sei que isso virou uma questão pessoal, ou pelo menos te toca no coração, essa gestão do Arthur Lira, que venceu a eleição para a presidência da Câmara e vem fazendo um tipo, vem tendo um comportamento, a meu ver, pouco democrático.
00:23Ele esteve aqui, eu fiz minhas críticas a ele, ele responde também claramente, ele tem o posicionamento dele, mas eu não posso, obviamente, deixar de fazer essas ressalvas, porque tem muita queixa, queixas de colegas de parlamento, colegas seus de parlamento, que não conseguem analisar muitas vezes matérias importantes.
00:49Nós tivemos aí vários casos, agora estamos hoje presenciando novamente um caso semelhante com a aprovação da urgência do Código Eleitoral, Código Eleitoral este que traz uma série de artigos polêmicos, inclusive aquele dispositivo que impede ex-juiz, ex-procuradores e policiais de concorrerem na próxima eleição, que a gente já entende que vai barrar a candidatura do Sérgio Moro.
01:14Enfim, a sua avaliação em relação aí à gestão do Arthur Lira.
01:23Para, Cláudio. Primeiro dizer que discutei a presidência da Câmara dos Deputados e defendi aquilo que eu acredito.
01:33Coloquei, de maneira muito clara, em todas as possibilidades que eu esperava do parlamento brasileiro, uma conexão maior com a própria população, para dar respostas à população das suas angústias.
01:49E, infelizmente, a gente vê uma Câmara sem agenda, sem uma agenda clara.
01:56O Arthur, a quem eu respeito, e é o presidente da Câmara dos Deputados, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados e tem uma responsabilidade muito grande,
02:05ele falava muito em previsibilidade quando candidato a presidente.
02:13E o que nós não estamos tendo na pauta hoje é previsibilidade.
02:21Saca-se qualquer projeto da noite para o dia, coloca na pauta da Câmara dos Deputados.
02:28Mas, muitas vezes, os partidos não discutiram, as bancadas não discutiram, e isso prejudica o bom debate, principalmente nesse momento que as votações estão ocorrendo remotamente.
02:41Muitos dos parlamentares não estão em Brasília, portanto, nós precisaríamos de uma previsibilidade de pauta
02:49para que todos os assuntos possam ser discutidos pela imprensa, pela sociedade e, principalmente, pelos parlamentares.
02:59Tem um assunto que, infelizmente, foi engavetado pelo presidente Arthur Lira, que eu lamento muito, que é a reforma tributária.
03:10E foi arquivado, foi colocado na gaveta por uma questão menor de picuinha política.
03:18Por quê?
03:19Porque a PEC 45, que é uma reforma tributária que foi amplamente debatida, mais de 1.500 horas de debates com todos os envolvidos,
03:31com estados, com municípios, com a sociedade civil organizada, com todos que fazem parte da nossa economia,
03:40quem produz no país, era um projeto que estava muito avançado,
03:45numa convergência muito grande, com uma perspectiva de aprovação real,
03:53e, por três motivos principais, foi arquivada pelo presidente Arthur Lira.
04:00Primeiro, porque eu sou autor da PEC 45 e fui o candidato que me opus a ele.
04:08Por que o Aguinaldo Ribeiro, que é do partido dele, acabou me apoiando para presidente da Câmara dos Deputados
04:17e foi o relator e fez um belíssimo trabalho na relatoria da PEC 45?
04:23E por que o Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que era o patrocinador político desta proposta
04:31e participou amplamente do debate, também acabou me apoiando.
04:37Eu acho que, na eleição da presidência da Câmara dos Deputados, o presidente que ganhou,
04:43tinha que virar a página, começar a vida nova e pensar no país,
04:47e não pensar numa questão de picuinha política e arquivar um projeto estruturante
04:55que estava maduro para ser votado, que dava uma perspectiva de futuro de geração de emprego, renda,
05:02para a população. Portanto, por uma questão menor, prejudicou o povo brasileiro.
05:17Legenda Adriana Zanotto
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