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Em entrevista ao Papo Antagonista, o governador do Piauí comentou a situação dramática do sistema de Saúde do estado e a relação dos governadores com o presidente Jair Bolsonaro.
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Transcrição
00:00Muito boa noite, estamos em linha com o governador Wellington Dias, governador do Piauí e que
00:05também lidera o consórcio de estados do Nordeste, que envolve os governadores também do Nordeste.
00:13Boa noite, bem-vindo ao Papo Antagonista, governador Wellington Dias.
00:18Boa noite, primeiro, boa noite, é um prazer também para mim partilhar aqui desse momento
00:22e poder contribuir aqui com as informações que sejam importantes.
00:32Perfeito. Para começar, governador, gostaria de perguntar justamente o que está sendo feito
00:40pelos governadores para a aquisição de vacinas. Nós sabemos que existe uma limitação,
00:47assim, até uma limitação administrativa para essa aquisição, porque uma limitação até legal
00:57para essa aquisição, porque o governo federal tem a prioridade para a aquisição e distribuição
01:05dentro do Plano Nacional de Imunização. Vocês fizeram alguns anúncios, um dia estavam falando
01:10de 20 milhões de doses, outro dia de 50 milhões de doses. Queria que o senhor, por favor, primeiro
01:15fizesse aí um balanço geral de como isso está hoje e de que maneira vocês pretendem garantir
01:22essas vacinas justamente em função dessas limitações.
01:29Ok, então veja só. Primeiro lembrar que nós temos um plano estratégico nacional nessa área da imunização.
01:38ele foi aprovado ali em 20 de outubro, depois foi lançado no Palácio do Planalto,
01:46com a presença do presidente Jair Bolsonaro, ali com os ministros, ministro Pazuello, outros ministros,
01:53e nós governadores estivemos ali também presentes. Nesse plano estratégico, ele tem dois pontos importantes.
02:00Um deles é uma estratégia de trabalhar com variadas vacinas e, ao mesmo tempo,
02:07de se alcançar um objetivo de trabalhar com fases, fase 1, fase 2, fase 3, fase 4,
02:15que leva em conta um estudo que demonstra o nível de risco.
02:20E no caso do Brasil, como ele foi feito em outubro, teve um lado que já reconheceu
02:28o que aconteceu a partir de março. O que se verificou?
02:31Quando a gente olha 70% das internações no Brasil, 70% dos óbitos para mais,
02:40nós vamos encontrar essa faixa de idade acima de 60 anos e também pessoas que,
02:50mesmo com a idade abaixo de 60 anos, mas tem alguma comorbidade.
02:54Tem problema cardíaco, tem problema neurológico, tem problema de diabetes.
03:00Ou seja, e a partir daí, foi criado esse grupo que corresponde, Cláudio Dantas,
03:07aproximadamente 50 milhões de pessoas. Então, qual é o objetivo?
03:11Até abril, trabalharmos para garantir a vacinação para essas pessoas.
03:16Então, teve ali um trabalho para começar a vacinação.
03:19Os contratos, os primeiros contratos ali e a autorização da Anvisa com a AstraZeneca,
03:26AstraZeneca vinda da Índia, AstraZeneca a partir de insumos vindo da China
03:34e também com a participação da Sinovac também através do Butantan.
03:41Bom, a partir daí, qual foi o passo seguinte?
03:44É ter um cronograma.
03:46Então, o que a gente verificou?
03:48O cronograma, ele tinha um descompasso com o plano estratégico.
03:53A ideia era trabalhar numa perspectiva de acelerar.
03:57E eu levo de dizer que não é concorrendo com o Ministério.
04:01Aliás, foi combinado na última reunião dos governadores com o ministro Pazuello,
04:06em que nos colocamos à disposição para também ter iniciativa de ir atrás de alternativas.
04:13Nós já tínhamos vários estados, aqui o Consórcio Nordeste, mas outros estados, o Paraná, Goiás,
04:20vários estados do Brasil já tinham contratos que a gente chama de opção de compra com empresas.
04:26É claro que, para nós, é importante a coordenação do Ministério para ter uma política única, nacional.
04:35Por isso mesmo, acertamos.
04:37Qualquer vacina, isso aqui é combinado com os 27 estados da federação, independente da disputa política.
04:45Qualquer vacina, seja vinda do exterior ou produzida no Brasil,
04:49seja adquirida por município, estado, ou pelo governo federal, ou pelo setor privado.
04:56Ela deve compor o Plano Nacional de Imunização e seguir a regra,
05:00para não ter exatamente um estado que vacinou todo mundo e o outro que não vacinou ninguém.
05:05O município que vacinou todo mundo e o outro que não vacinou ninguém.
05:08E quando desregula, veja aí um caso que está hoje,
05:12de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
05:14Você termina causando um tumulto, termina causando uma desordem.
05:20Então, nós temos sim, contrato com a Sputnik, para mais de 50 milhões de doses.
05:25O governo federal já fez um contrato com 10 milhões e agora esteve na reunião conosco,
05:32lá na União Química, e ali manifestou uma posição.
05:35Dessa opção de compra dos estados, tanto vinda de vacinas da Rússia,
05:41como também de vacinas produzidas no Brasil pela União Química,
05:45bastava a gente acompanhar para ter a aprovação da Anvisa e também ali faria a compra.
05:51Então, estamos centrados aqui para ver se até a próxima semana a gente tem a aprovação da Anvisa.
05:57Que é a Covaxin, o governo foi lá também e firmou um contrato com 20 milhões de doses.
06:03Agora, nós estamos trabalhando aqui com a Sinovac,
06:05porque abriu a possibilidade de, com vacina vinda de fora, ter mais 30 milhões de doses.
06:13E agora, com essa autorização da Pfizer, é claro que a Pfizer não tem vacina para agora.
06:20Vai ser lá um pouco mais à frente, assim como a Janssen, a Moderna.
06:24Então, a ideia é de centrar, porque, Cláudio, está ficando claro cada vez mais,
06:28eu vou licitar só um episódio de hoje e de ontem,
06:32nós estamos trabalhando, porque houve uma mudança no calendário,
06:36no cronograma, na entrega da Serum, da Índia, está certo?
06:40Ou seja, estava prevista 4 milhões de doses agora em abril,
06:444 milhões de doses em março e 4 em abril,
06:48e foi comunicado que não era possível entregar em março.
06:51Então, conversei com o doutor Marzei, que é da direção da Serum,
06:57e também, aqui, acompanhado pelas nossas embaixadas do Brasil e daqui,
07:02e também com a Fiocruz.
07:04E veja só, a Índia está numa situação muito delicada lá,
07:09e proibiu exportação de vacina.
07:12Qual é a nossa sorte?
07:13Já tinha chegado no Brasil o IFA, que são 15 milhões.
07:17Nós estamos trabalhando para retomar, para poder voltar,
07:21o cumprimento lá do contrato, a partir de abril.
07:23No final de contas, são contratos, países com países, enfim,
07:27nesse caso, acertado pela diplomacia brasileira e da Índia,
07:32para que se tenha um cumprimento.
07:34Então, situações como essa, de um país como a Índia,
07:38pode causar atraso no cumprimento.
07:41Então, criamos um grupo de trabalho para acompanhar cada passo.
07:45E o objetivo é esse, é ter um cronograma com variadas vacinas,
07:49vacinas que tenham mesmo condições de entrega,
07:53que eu acho que o forte vai ser Fiocruz,
07:56Guntantan, essa da União Química,
07:59com alguma possibilidade de importação.
08:02Então, para a gente poder chegar em abril,
08:05reduzindo tanto internações, como reduzindo óleo.
08:09É, isso que a questão toda é justamente cronograma.
08:15Acho que o Brasil entrou muito tarde
08:17para garantir o fornecimento dessas vacinas,
08:20e agora estamos à mercê,
08:24tanto das circunstâncias, como essa da Índia,
08:27como também da fila,
08:30da fila de outros países,
08:31que já contrataram na frente do Brasil
08:34os seus lotes.
08:37Eu estou entendendo, então,
08:40que a iniciativa dos governadores,
08:43ela, na verdade, é mais uma, vamos dizer assim,
08:44um instrumento de pressão,
08:46tanto no governo federal,
08:49como também junto às farmacêuticas,
08:52um instrumento também de negociação
08:55para tentar, de alguma maneira,
08:57prestar contas,
08:58que os governadores possam prestar contas
08:59para os seus eleitores,
09:00e também tentar, de alguma maneira,
09:04com a pressão, agilizar esse processo.
09:07Como é que está a situação hoje no Estado?
09:13Nós temos visto colapso em vários estados do país,
09:19colapso justamente no sistema de saúde.
09:22O senhor andou falando de colapso hoje também.
09:25Por favor, como é que está essa situação de UTIs,
09:29saturação dessas UTIs?
09:31Já há relatos de pessoas morrendo também no Piauí,
09:36em filas, esperando UTIs?
09:40Então, Cláudio, aqui, primeiro, só para clarear,
09:43é claro que, se, por uma determinada situação,
09:48não houver contrato firme do Brasil,
09:52através do Ministério da Saúde,
09:53que, por exemplo, com a Sputnik,
09:55nós firmaremos o contrato firme.
09:58A decisão que foi dada do Supremo,
10:02embora tenha sido vetada aquela parte da lei,
10:04mas ela continua prevalecendo.
10:06É possível comprar,
10:09e o cuidado que a gente tem é para que
10:11essa compra seja toda para essa cesta nacional.
10:15Tudo que for comprado,
10:17ser utilizado nesse critério nacional,
10:20em 27 unidades da Federação,
10:235.600 municípios.
10:25Bom, a situação é crítica,
10:27é crítica e ela é mais grave,
10:31porque agora,
10:32diferente do que a gente teve o ano passado,
10:35final do ano, começo desse ano,
10:37não é mais só um ou alguns estados.
10:40Agora, nós temos praticamente 24 estados brasileiros
10:48numa situação em que ou já está em colapso
10:52ou no limite.
10:54No caso do Piauí,
10:55nós estamos nesse instante com 84% dos leitos,
10:59com respiradores, dos leitos de UTI ocupados.
11:04Estamos aqui no esforço,
11:06mas já praticamente chegando no limite
11:08para ampliar mais 46 leitos.
11:11Aqui eu fui avisado agora pela nossa equipe
11:14que provavelmente nós teremos dificuldade
11:18de ir além da capacidade
11:20desses novos 46 leitos.
11:24Por quê?
11:24Porque tem um problema de pessoal,
11:28ou seja,
11:28para poder funcionar uma UTI,
11:30às vezes o pessoal acha que é só equipamento.
11:32A parte mais difícil é profissional.
11:34Eu tenho que ter intensivista,
11:36neurologista, cardiologista,
11:39ou seja,
11:39são oito profissionais
11:41de diferentes áreas,
11:43precisa ser profissionais qualificados
11:45e que possam lidar
11:47em situações de UTI.
11:50E 24 horas,
11:51ou seja, 24 horas.
11:53Você tem ali
11:53rodízio de 6 em 6 horas,
11:55de 12 em 12 horas,
11:57ou seja,
11:57é algo que levou
11:59a esses profissionais,
12:01desde março,
12:02a uma situação de exaustão.
12:03Então, a condição de novos profissionais
12:06abre editais,
12:07não aparece mais ninguém.
12:09Então, é algo que soa sem experiência.
12:12Então, o fato é que essa situação aqui
12:15ainda conseguimos raga,
12:18mas já em alguns lugares,
12:20cidades ali como Parnaíba,
12:23no norte do estado,
12:24cidades como Periperi,
12:26aqui onde tem um parque nacional
12:28de sete cidades,
12:29a cidade ali de Floriano,
12:32ali na divisa com o Maranhão,
12:34ou seja,
12:34são regiões
12:35e mesmo Teresina
12:36nós estamos com essa dificuldade.
12:38Isso que acontece no Piauí,
12:40ela também já é
12:41até de forma mais grave.
12:43Em vários estados,
12:44a gente acompanhou aí
12:45a situação de Santa Catarina,
12:47a situação de Rondônia
12:49e várias outras regiões.
12:51O lado bom,
12:52aquilo que a gente viveu em Manaus,
12:54nós tiramos aquela medida
12:56de contemplar com uma cota extra de vacina,
13:00ela deu certo.
13:02A Manaus está se preparando
13:04para receber pacientes de Rondônia.
13:06Por quê?
13:07Porque a vacina fez diminuir adoecimento,
13:10fez diminuir o número de internação
13:12e está diminuindo o número de óbitos.
13:15Então, é sinal que a estratégia,
13:17vacinando esse grupo de 70% do grupo,
13:21mas, aliás, desculpe,
13:22esses 50 milhões de pessoas
13:24do grupo de maior risco,
13:27também é esperado
13:28uma redução de até 60%,
13:31pelo que aconteceu em outros lugares,
13:33Israel, aconteceu também
13:34no Reino Unido,
13:36tanto de adoecimento
13:37como de internações
13:39e também de ópera.
13:40Tudo que o Brasil precisa.
13:43Parece até óbvio, né?
13:45A gente está falando
13:45que a vacina ajuda a imunizar as pessoas.
13:49Eu estou com o Wilson Lima,
13:50aqui o nosso repórter também,
13:51no estúdio aqui.
13:53Wilson,
13:54alguma pergunta para o governador?
13:57Governador,
13:58boa noite para o senhor.
14:00Na terça-feira,
14:01o senhor teve uma reunião
14:02com o presidente da Câmara,
14:04o Arthur Lira,
14:05em que se falou
14:06de 14 bilhões
14:08para reforçar as ações de saúde
14:11e de combate ao coronavírus.
14:13Eu queria aproveitar essa situação
14:14para lhe fazer duas perguntas.
14:16A primeira,
14:17a impressão que se deu
14:20que nós tivemos
14:21ao final da reunião
14:22é que esses 14 bilhões
14:24me pareceram mais
14:25um protocolo de tensão
14:28do que necessariamente
14:29um dinheiro
14:30para ser usado
14:31de forma urgente.
14:32De fato,
14:33existe um protocolo
14:35para que seja feita
14:36essa aplicação
14:37desses recursos?
14:38Como isso vai ser feito
14:40a partir de agora?
14:41E o segundo ponto,
14:44o presidente da Câmara,
14:45o Arthur Lira,
14:46praticamente,
14:47isso na reunião,
14:49ele tomou uma postura
14:50que deveria ter sido
14:51do presidente da República.
14:53Aí eu lhe pergunto,
14:55qual é a responsabilidade
14:56ou a falta de responsabilidade
14:58do presidente
14:58nesse momento de crise?
15:01Quer dizer,
15:01o presidente deveria
15:03vir ao público,
15:03deveria também
15:04fazer o seu trabalho agora
15:06de comandar
15:07um esforço nacional?
15:09E por que o senhor acha
15:10que ele terceirizou isso
15:11para o Arthur Lira,
15:12para o presidente do Senado,
15:14enfim,
15:14para outros personagens?
15:17Claramente,
15:18Wilson,
15:19queria lhe saudar aqui,
15:20saudando você aqui,
15:22todos que nos acompanham,
15:23claramente é um vazio
15:25do papel
15:27que presidentes
15:28de outros países
15:29estão fazendo.
15:30Quem é que,
15:32na Alemanha,
15:33coordena
15:34todo esse processo?
15:36No Chile,
15:36está certo?
15:37Quem coordena?
15:38Na Argentina,
15:38lá na Índia,
15:40hoje quem tomou a decisão
15:42de planejar tudo
15:43foi o presidente
15:44da República,
15:45em Israel,
15:46quem é que adotou
15:47a medida lá em Israel?
15:49Nos Estados Unidos,
15:50olha a diferença,
15:51a gente tinha ali
15:51o presidente Trump,
15:53que praticamente
15:53não coordenava,
15:55e veja o desastre,
15:56500 mil
15:59óbitos
15:59no país,
16:01meio milhão,
16:03mais ou menos,
16:05sei lá,
16:05um número
16:07muito acima
16:08da proporção
16:09da população,
16:09que nem no Brasil
16:10também.
16:11Assumiu o Joe Biden,
16:12vê o que ele faz,
16:13chama os laboratórios,
16:15faz ali um acordo,
16:16com isso amplia
16:17vacinação,
16:19tanto produzida
16:19nos Estados Unidos,
16:20como produzida
16:21em outros países,
16:23adota medidas
16:24de contenção
16:25para poder
16:25reduzir
16:26adoecimento,
16:27reduz adoecimento,
16:29reduz internação
16:30e reduz óbito,
16:31ou seja,
16:32é claro que nós somos
16:33um país continental.
16:35O ideal,
16:36o ideal seria
16:37a gente ter também
16:38aqui no Brasil
16:39o presidente Jair Bolsonaro,
16:41não é,
16:41era primeiro
16:42colocando como
16:44um exemplo
16:46na linha
16:46da prevenção,
16:47tem que usar máscara,
16:49porque ela protege
16:50isso aqui,
16:51ninguém pode negar,
16:52ninguém gosta,
16:53quem é que gosta
16:53de andar de máscara,
16:55mas ela é o que protege,
16:57a higienização,
16:58o distanciamento,
16:59em alguns momentos
17:00precisava fazer formas
17:03de evitar aglomerações,
17:05onde a gente fez isso melhor,
17:08ela deu um resultado melhor,
17:10onde se fez pior,
17:11ela estourou
17:12e deu consequências
17:13muito elevadas.
17:14E o mais importante,
17:16na agenda
17:17desse vazio,
17:18tanto lá atrás
17:19como o presidente
17:21do Senado,
17:21o senador Rodrigo Pacheco,
17:23que inclusive participou
17:24ao telefone lá,
17:26mas também
17:26com o Arthur Lira,
17:28o que eu quero lhe dizer?
17:29O objetivo da reunião,
17:32na verdade,
17:32era maior,
17:33na verdade,
17:33nós estamos falando
17:34de 43 bilhões de reais
17:36que foi colocado
17:37a menos
17:38na proposta orçamentária
17:40para 2021
17:41e que nós trabalhamos
17:43para ser mantida
17:44para o Ministério da Saúde
17:46em 2000,
17:47aliás,
17:49em relação a 2020
17:51e seja mantida
17:53no orçamento de 2021.
17:55Esses 43 bilhões
17:56não é dinheiro
17:58para Estado,
17:58é dinheiro
17:59para todo o sistema
18:01de saúde.
18:01A gente está falando
18:02de Covid,
18:03mas é muito,
18:04muito grave
18:04a situação
18:05das outras doenças.
18:06Vamos também
18:07fazendo conta
18:07todo dia
18:08de quantos estão morrendo
18:10na fila
18:11das outras doenças.
18:12Está morrendo
18:13na fila de Covid?
18:14Sim.
18:14E também
18:15na fila
18:15de outras doenças.
18:17Os sequelados,
18:18pessoas que,
18:19pós-Covid,
18:20precisam de tratamento.
18:22Há necessidade
18:23do Brasil trabalhar.
18:25Um plano,
18:25porque como foi dito aqui,
18:26e o Cláudio está correto,
18:28é o óbvio,
18:29seja vacina
18:30é que salva vida
18:32e salva a economia.
18:34No momento
18:34que a gente tem
18:35um cronograma
18:36para valer
18:37com vacina,
18:38aí sim,
18:39permite um cronograma
18:40de retomada,
18:42segura,
18:42para a economia.
18:44Esses 14 bilhões,
18:45na verdade,
18:46nós falamos deles,
18:48estava presente
18:49a presidenta do orçamento,
18:50a deputada
18:51da Flávia Arruda,
18:52e ela tinha
18:53colocado que
18:54na pactuação
18:56com as bancadas
18:57de todo o país,
18:59ficou esse valor
19:00também com o esforço
19:02dos estados,
19:03com suas bancadas federais,
19:05para o fundo.
19:07Foi criado um fundo
19:08de emergência
19:09e um fundo
19:10para compra,
19:12para aquisição
19:12de vacina.
19:13Então,
19:13não é problema
19:15por conta disso,
19:16de dinheiro.
19:17Se não tem problema
19:18de dinheiro,
19:19se tem alguma condição,
19:20não é fácil,
19:21mas tem,
19:22para alguma vacina a mais,
19:23a gente tem que trabalhar.
19:24Tem uma coisa
19:25que cria pudor.
19:26Ah,
19:26que a agência Anvisa
19:28é uma agência reguladora,
19:29não pode receber pressão.
19:31Uau,
19:31ela é uma agência reguladora,
19:33mas ela tem que lidar
19:35da mesma forma
19:36que todo mundo,
19:37como um momento
19:37de calamidade.
19:39A necessidade,
19:40por exemplo,
19:41de validar,
19:42em vez de ir
19:42por um processo
19:43tradicional,
19:44validar vacina
19:46já aprovada
19:47em outras agências
19:48reguladoras,
19:49já em uso,
19:50em uso
19:51e comprovada
19:51eficiência,
19:53em uso
19:53e comprovado
19:54que imunizou,
19:55tá certo?
19:56Então,
19:56não tem sentido
19:57a gente não ter
19:58um sistema
20:00mais célebre
20:01para que se tenha
20:02novas alternativas
20:03de vacina.
20:04É sobre isso
20:05que tratamos,
20:06além do auxílio emergencial,
20:08além desse plano
20:09retomado da economia.
20:12Governador,
20:12a gente está com
20:13o nosso tempo
20:14aqui estourando,
20:15só queria lhe fazer
20:15mais uma pergunta breve.
20:16na questão
20:19da compra,
20:20no ano passado,
20:21nós tivemos
20:22várias denúncias
20:23de desvios
20:24nas compras
20:25de respiradores,
20:27de kits,
20:27etc.
20:30Como evitar
20:30que isso aconteça
20:31novamente?
20:32Como evitar
20:32corrupção
20:33e como evitar
20:34desvio
20:35de vacinas?
20:36O pessoal
20:37cria listas VIPs,
20:38etc.
20:39Isso já vem acontecendo.
20:40O que o senhor está
20:41fazendo concretamente
20:42para evitar isso,
20:43tanto no âmbito
20:44do Piauí,
20:44como também
20:45no âmbito
20:46do consórcio?
20:48Veja só,
20:49para você entender
20:50aqui,
20:51no mundo real,
20:52dois pontos
20:53importantes.
20:54O primeiro,
20:55nós trabalhamos
20:56e nesse aspecto
20:57o ministro Pazuello
20:59deu um passo
21:00importante,
21:01que foi criar
21:01um registro
21:03de preço nacional.
21:04Nós estamos
21:05cobrando,
21:05inclusive agora,
21:06porque isso é importante,
21:07um acompanhamento
21:09do estoque
21:10de medicamentos,
21:11de exames,
21:12de insumos
21:15na indústria
21:17nacional,
21:18dos distribuidores
21:19nacionais,
21:19exatamente para
21:20não ter especulação,
21:22porque eles tiram
21:23o proveito
21:23de um momento
21:24como esse,
21:24muita gente,
21:25para especulação.
21:27Aqui nesse instante,
21:28eu estou no conflito
21:29aqui no Estado.
21:30A gente lá atrás
21:31fez uma chamada
21:33pública
21:34e ali tivemos
21:35a contratação
21:36para leito hospitalar.
21:38Agora fizemos de novo
21:40e estavam apresentando
21:41uma proposta
21:42de aproximadamente
21:4370% a mais
21:45do preço
21:45que pagamos lá atrás.
21:47Não,
21:47para aí,
21:48a gente chama
21:48aqui então
21:49uma conciliação
21:51com a Procuradoria
21:53de Justiça,
21:55com a Procuradoria
21:56do Estado,
21:58para que a gente
21:58tenha ali
21:59a apresentação
22:00da planilha,
22:01o que é,
22:02e muitas vezes
22:02tem situações,
22:04os insumos
22:04aumentaram os preços,
22:06é dolarizado,
22:07o dólar subiu,
22:08mas dentro
22:08de um patamar
22:10racional.
22:11O outro ponto
22:12é,
22:13que é o ideal,
22:14é o que a gente
22:14está cobrando o tempo todo,
22:16era o próprio Ministério
22:17fazendo uma compra geral,
22:20até porque com isso
22:21barateia mais o preço
22:22para poder
22:23a gente ter,
22:25ele descontava
22:25daquilo que repassa
22:26para os Estados,
22:27já descontava
22:28a cota parte
22:29de cada um,
22:30ou encontrava
22:31um meio
22:32de trabalhar
22:32fundo a fundo.
22:34Então,
22:34isso aqui é fundamental
22:35para a gente evitar,
22:37inclusive,
22:38risco.
22:38Agora,
22:39eu estou aqui
22:39com uma situação,
22:41pessoas,
22:42vamos dizer,
22:43como acontece
22:43em vários estados,
22:44faltando respirador,
22:46você tem a alternativa
22:47que a gente faz
22:48a requisição
22:49administrativa
22:51e depois vai tratar
22:52de quanto
22:53que vai ter que pagar.
22:56É,
22:56infelizmente,
22:57é isso que acontece
22:58quando há falta
22:58de planejamento.
22:59Agora,
23:00em janeiro,
23:01Teresina desativou
23:03o último hospital
23:03de campanha.
23:04Esses hospitais
23:05vieram sendo desativados
23:06ao longo do meio do ano,
23:08final do ano,
23:09último trimestre,
23:10especialmente,
23:10para cá.
23:11Por que que desativaram
23:12os hospitais de campanha
23:13se todas as projeções
23:15indicavam
23:16que a pandemia
23:17ia entrar
23:18numa segunda,
23:19numa terceira onda,
23:20ia piorar muito?
23:21Se falava em mega pandemia,
23:23já tinha novas variantes?
23:26Então,
23:26nós tínhamos aqui,
23:27realmente,
23:28o hospital de campanha,
23:29Arena Verdão,
23:30por parte do estado
23:31e tinha um outro
23:33por parte do município.
23:34Ali,
23:35tudo era desconhecido
23:36e a gente fez
23:37e ali
23:37nós abrimos
23:39a oportunidade
23:40para 95 leitos clínicos
23:42e 15 salas
23:44de estabilização.
23:46Agora,
23:47a nossa necessidade
23:48não está sendo
23:50leito clínico.
23:51Tem ocupação?
23:52Tem.
23:52Nós estamos ocupando
23:53em torno de 63%
23:55dos leitos clínicos
23:56do estado
23:57e aproximadamente
23:5835%
24:00das salas
24:00de estabilização.
24:01Aliás,
24:02estou aqui,
24:02nesse instante,
24:03trabalhando
24:04para transformar
24:05a sala de estabilização
24:06em UTI.
24:07Qual é o problema?
24:08É recursos humanos.
24:09Estamos vendo aqui
24:10uma possibilidade
24:12com o CRM
24:13de trabalhar
24:13com telemedicina,
24:14enfim,
24:15para poder ter
24:16profissionais
24:17mais experientes,
24:18trabalhando com outros
24:19que tenham
24:20menos experiência.
24:22O que eu lhe digo
24:23é que,
24:24se for necessário,
24:25se crescer
24:27a demanda
24:28por leito clínico,
24:30eu também
24:30abrirei.
24:31Nós estamos,
24:32inclusive,
24:32com esses equipamentos
24:33prontos.
24:35Agora,
24:35não fazia sentido
24:36a gente ter
24:37toda uma estrutura
24:38de despesa
24:39quando ele estava
24:40desocupado.
24:41Ou seja,
24:41os leitos clínicos
24:42que nós temos,
24:44que são permanentes,
24:45estão sendo suficientes
24:47para atender
24:48a demanda
24:49e, assim,
24:50a sala de estabilização.
24:51Mas,
24:52se houver um crescimento
24:53eventual,
24:55não tenha dúvida.
24:56o que for necessário,
24:57nós faremos.
24:59Perfeito.
25:00Bom,
25:00muito obrigado
25:01pela sua participação
25:02aqui conosco
25:02no Papo Antagonista.
25:03O programa permanece
25:04aberto para futuras
25:05colaborações.
25:07Este foi o governador
25:08do Piauí,
25:09Welton Dias.
25:09Muito obrigado.
25:10Uma boa noite.
25:12Eu agradeço
25:12a você,
25:13Cláudio Dantas,
25:14também ao Wilson Lima.
25:15Para mim,
25:15é uma honra muito grande
25:16partilhar aqui
25:17desse momento.
25:18E,
25:19aqui,
25:19a gente tem que ter
25:20esse olhar,
25:21não é?
25:21Ou seja,
25:22de um lado,
25:23ver como é que a gente
25:24reduz
25:25essa possibilidade
25:26pressão por leito
25:27hospitalar e óbito
25:28ao mesmo tempo,
25:29vacina.
25:30Vacina é o que faz
25:31a saída definitiva.
25:33E,
25:33com certeza,
25:35muitas bênçãos de Deus
25:36aqui para a gente
25:36vencer aqui
25:38essa guerra
25:39contra o coronavírus.
25:56que o coronavírus.
25:57Não,
25:58o coronavírus,
25:59não é?
26:00Obrigado.

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