Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 7 meses
Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com

Curta O Antagonista no Facebook:
https://www.fb.com/oantagonista

Siga O Antagonista no Twitter:
https://www.twitter.com/o_antagonista

Siga O Antagonista no Instagram:
https://www.instagram.com/o_antagonista

Assine nossa newsletter:
https://goo.gl/mTpzyB

___

***

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Senhoras e senhores, boa noite. Então vamos começar o terceiro depoimento do senhor Lúcio Bolonha Funaro, colaborador, já conhece os direitos já esclarecidos, sendo em vez de falar a verdade.
00:17Senhor Lúcio, começaria perguntando relacionado a esse anexo 3, quando que o senhor começou a ter um relacionamento mais forte com o PMDB?
00:30Quando o deputado Eduardo Cunha se transferiu do Partido Progressista, o PMDB.
00:38Certo, foi aí que o senhor começou a conviver com mais membros do Congresso Nacional?
00:42Foi aí que eu tive uma convivência mais de perto com o Congresso Nacional.
00:48Certo, o senhor passou a participar mais vezes, relações entre o Senado, Câmara, negociações para aprovação dos projetos?
00:54Senado e Câmara não, mas eu comecei a ter uma participação mais de perto dentro da Câmara.
01:01Da Câmara, né?
01:02Isso.
01:04Tá, principalmente da Câmara. Vou botar aqui.
01:06Era comum a bancada negociar do PMDB, dentro da Câmara do Senado, pagamentos, propinas em troca de aprovações, enfim, de qualquer medida legislativa?
01:28Era um fato que acontecia.
01:30Certo.
01:30Essa parte operacional era negociada por quem na Câmara?
01:35Normalmente, quem tinha o poder mais influência dentro da Câmara para esse tipo de negociação era o deputado Eduardo Cunha.
01:42E no Senado? Quem tinha esse poder no Senado?
01:44Quem fazia interface com ele no Senado era o senador Romero Juca.
01:48O senhor tem conhecimento que o esquema funciona dessa maneira desde a ascensão de Eduardo Cunha, do PMDB, em minha casa?
01:55Foi a partir desse momento ou teve outro momento?
01:59Ele sempre foi um deputado que tinha muito conhecimento do regimento interno.
02:06Então, ele tinha... e fora isso, ele tinha uma bancada evangélica sempre do lado dele.
02:12Ou seja, esse esquema...
02:13Dentro da Câmara, ele tinha um poder de barganha muito grande.
02:16Esse esquema podia já até existir, mas o que o senhor conhece é que ele existe desde a ascensão de Cunha.
02:21E aí o senhor começou, pelo relacionamento com ele, a observar?
02:25Desde 2009.
02:26Desde 2009?
02:27É.
02:27Ou antes, né? O senhor não teve relacionamento antes com ele?
02:29Tive relacionamento antes com ele, mas desde 2009 eu tenho certeza que ele...
02:33Então, principalmente depois de 2009.
02:36Por causa da influência que ele tinha na bancada...
02:38Não, tinha uma bancada evangélica, tipo SC, tinha o PMDB, ele tinha várias áreas de influência.
02:46Dentro da Câmara, a influência da bancada.
02:47Então, eu vou acrescentar aqui que Cunha tinha áreas de influência do PSC, na bancada evangélica e outros.
03:07Dentre outros.
03:08Perfeito.
03:19O senhor devido a esse relacionamento com Cunha, o senhor venciou essa parceria de Cunha e Romero Jucá dentro do Congresso?
03:25O senhor presenciou isso?
03:27Sim.
03:27Era, então, o Romero Jucá que negociava os projetos que, no caso, o PMDB queria aprovar, os caciques do PMDB queriam aprovar dentro do Senado?
03:40Dentro da Câmara, né?
03:41Não. No caso, sim. Mas o Jucá representando esses caciques no...
03:46O Jucá representava os caciques perante o Eduardo Cunha...
03:49E vice-versa.
03:50E vice-versa.
03:51E esses caciques, quem é? Renan Calheiro, Jader Barbalho...
03:53Quem seriam esses caciques?
03:54Seriam Romero Jucá, Jader Barbalho, Eunice Oliveira, Vital do Rego, que depois foi substituído pelo senador Raimundo Lira, Edson Lobão, o ex-senador José Sarney.
04:09Esses são os caciques do PMDB.
04:11Também vou incluir, então, certo. Então, também... José Sarney?
04:17Uhum.
04:18Tá.
04:21Esse esquema funcionava de que forma? Quando o projeto de lei e a medida provisória chegavam com grana? Como é que ocorria?
04:29Chegava, eles viam de que tema se tratava, quem tinha interesse nessa medida provisória ou nesse projeto de lei...
04:36Quais empresários poderiam ser associados...
04:37Quem tinha interesse. Qual era o tipo de empresa, quem tinha interesse e via quem iria ser o responsável por chegar nesse empresário ou nessa empresa.
04:50Isso quando a empresa não tinha área de relação institucional, porque normalmente podia acontecer isso aí também.
04:57E aí a própria empresa já chegava direto neles.
05:00Só um segundo. Então, quando a empresa tinha área de relacionamento institucional...
05:09Aí o próprio representante da empresa procurava eles.
05:13O representante das relações institucionais.
05:17O próprio diretor de relações institucionais.
05:20De relações...
05:21Procurava um grupo político, né?
05:25Que ele sabia, por ser diretor de relações institucionais, ele sabia que tinha força dentro das casas para provar os pleitos que eles estavam querendo.
05:36Certo.
05:39Ok.
05:43Nisso, a negociação costumava ser liderada por quem? Pelo político que era mais próximo do setor?
05:47Você vê isso?
05:48É.
05:49E havia um pedido, normalmente você sabia se havia pedido de troca de uma contrapartida para essas...
05:56Às vezes eles podiam trocar emendas também, entendeu?
05:58Passa essa aqui e aí quando você tiver alguma que tiver que precisar passar aqui no Senado, eu vou passar para vocês.
06:02E era comum também a troca de emendas e de favores, é isso?
06:10É, desde que não fosse um negócio que fosse muito grande, entendeu?
06:15Entre parlamentares.
06:16Entre Senado e Câmara, entendeu?
06:21Entre Senado e Câmara.
06:27Certo.
06:30Ok.
06:33E aí nisso os deputados e senadores conversavam para definir a estratégia de aprovação da medida.
06:37É isso mesmo?
06:38Os senadores conversavam entre si...
06:40E os deputados e senadores conversavam entre si?
06:42Então, deputados conversavam entre si, senadores conversavam entre si.
06:47O representante do Senado vinha e falava com o representante da Câmara, acertava os detalhes e tocava para frente.
06:53Certo.
06:54Era sempre Cunha quem liderava na Câmara essa discussão?
06:59Na grande maioria das vezes, sim.
07:01E pelo Senado quem era?
07:02Pelo Senado Romero Jucá.
07:04E Renan Calheiros também?
07:05Renan Calheiros não, porque ele não se dava com Eduardo Cunha.
07:08Renan, então era mais Romero Jucá?
07:12Romero Jucá.
07:13E eventualmente só que seria Renan Calheiros?
07:16Eventualmente.
07:17Se o projeto saísse do Senado e fosse para a Câmara, aí o que acontecia é que o Renan poderia liderar o projeto no Senado e quando ele fosse para a Câmara, o Romero fizesse a interface com o Eduardo Cunha.
07:31Porque o Eduardo e o Renan não tinham... eles se davam mal.
07:34Lúcio, tinha pedido de valores para essas medidas provisórias aí, essas emendas?
07:44O ministro que normalmente pedia essa partida?
07:46Tinha outra partida.
07:47Tinha outra partida.
07:48A conta partida podia se dar de duas maneiras.
07:51Antes disso, vamos lá.
07:52Parou, parou.
07:53Parou, olha só.
07:53Vamos lá voltar aqui.
07:54Primeiro a gente está mencionando, só voltando, que Renan não se dava bem com o Cunha.
08:05É, eles não tinham um relacionamento bom.
08:08Por isso que o Romero Jucá era o principal interlocutor.
08:12Você pode explicar como era essa contrapartida?
08:19A contrapartida podia ser de duas maneiras.
08:22Ou... as duas maneiras é a mesma coisa, propina.
08:27Ou em forma de dinheiro, ou em forma de doação para a campanha eleitoral.
08:36Tudo é propina, só a forma de pagamento.
08:38É, as duas são propinas.
08:40Só que uma é dinheiro que ele dá na mão do deputado e do senador,
08:45para ele usar da maneira que ele quiser.
08:47E a outra é dinheiro direto para uso em campanha,
08:51porque ele não tem como sacar do que foi doado no partido.
08:52A forma de pagar os propinas propinitários eram ou em dinheiro...
08:58Espécie.
09:00Espécie.
09:00Ou em dinheiro ou em doação eleitoral.
09:03Ou em doações eleitorais.
09:05Seja em caixa 2 e caixa 1, independente.
09:07É, independente.
09:09Independentemente.
09:15Está 1, caixa 2.
09:19Perfeito.
09:21Então, com Cunha a interface...
09:24Com Calheiros a interface nunca era feita por Cunha.
09:27É isso, eles não tinham bom relacionamento.
09:29Tanto que o Renan Calheiros tinha dentro da câmara...
09:33Ele tinha uma bancada dele, que era o filho dele, era o Aníbal Gomes.
09:39Calma aí, calma aí.
09:41Que eram os deputados que eram ligados a ele.
09:45Que eram o PMDB Renan.
09:46Então, você tem dentro do PMDB várias divisões.
09:50PMDB Renan, PMDB Cunha, PMDB que não tem tipo Jarbas Vasconcelos, que é um cara que tem independência.
10:03Você tem o PMDB Maranhão, que é o Sarney, o Lobão, esse tipo, essas pessoas.
10:08Então, em resumo, que cada cacique...
10:12Tinha uma parte da bancada do PMDB.
10:14É, que cada cacique...
10:17Como já citado, cada cacique no Senado...
10:22No Senado não tinha, no Senado como...
10:25Os senados são unidos.
10:28Os senados eles são unidos.
10:30Mas dentro da bancada da câmara, cada cacique do Senado tinha um grupinho.
10:35Tinha um grupo específico na câmara.
10:38É.
10:39E o Renan, então, ele se relacionava com o Aníbal Gomes e o...
10:42E o filho dele.
10:44O filho dele.
10:45Deve ter mais algum outro deputado de Alagoas ali, que era do PMDB, que ele também devia ter...
10:50É, isso.
10:50O controle sobre o cara.
10:51Isso aí são fatos públicos, né?
10:53E com relação ao Eduardo Cunha, o que ele comentava para o senhor, respeito ao treino dos projetos, medidas específicas,
10:59que já...
11:00Que poderiam conversar com o Juca.
11:02Ele comentava esses projetos para o senhor?
11:04Ele falava que você chegava, propunha para ele o negócio e ele falava, tá bom, tudo certo.
11:09Deixa eu combinar com o pessoal do Senado.
11:12E aí ele combinava com...
11:14Quando ele falava pessoal do Senado, era o Romero Juca.
11:17E ele te explicava sobre os trâmites?
11:19Aí nesse caso, sobre esse trâmite...
11:21Vamos só focar essa pergunta do trâmite?
11:23Especificando no caso de hipermarcas, né?
11:26Como é que foi essa alteracionalização para a câmara nesse esquema criminoso do PMDB?
11:31Foi via Eduardo Cunha?
11:33Foi.
11:33Ela foi feita através do senhor?
11:36Foi.
11:36E no Senado foi feita através de quem?
11:38Foi de Milton Lira, participou nisso?
11:41Foi feita através do Romero Juca e o Milton Lira, parece que participou.
11:47Romero Juca...
11:48E Milton Lira.
11:50Com participação de Milton Lira.
11:53Tá.
11:53Sabe se o senhor senador Eunício Oliveira recebeu valores através de notas também de alguma
12:02entidade?
12:03O Nelson Melo falou para mim que tinha negócios com o Eunício Oliveira e que pagou ele através
12:14de notas da confederal.
12:16Segundo que ele contou o Nelson Melo, né?
12:18Isso.
12:19Nelson Melo é quem?
12:20Era o diretor institucional da hipermarcas.
12:23Como que foi feito esse pagamento?
12:30E no caso...
12:30É, esse pagamento no caso, ele se deu como?
12:33Eu acho que ele deve ter feito da mesma maneira que ele fez comigo, fez um contrato forjado
12:38e pagou para a hipermarca, no caso do senador Eunício, pagou a confederal através de um
12:45contrato.
12:46Existia algum, alguém, um parente do senador Eunício, que tinha nomeado Ricardo?
12:49Parece que ele tinha um primo, um sobrinho, que chamava Ricardo e trabalhava na confederal.
12:54Primo ou sobrinho?
12:54Não sei se é primo ou sobrinho.
12:55Mas é primo ou sobrinho, tá.
12:57E o outro contato era Nelson Neves.
13:01E através de Nelson?
13:02Quem é Nelson Neves?
13:03Era funcionário, é um braço direito do Eunício dentro da confederal.
13:08Eu não conheço, estou te relatando...
13:13Isso é o que o Nelson...
13:14Nelson Melo me relatava.
13:16Tá.
13:22Certo.
13:23O senhor conhecia o Nelson Melo quando?
13:25Em que ano foi?
13:262012.
13:272012.
13:28E o seu relacionamento comercial com ele foi até quando?
13:32Até...
13:33Final de 2015.
13:37Dezembro de 2015.
13:38Tá.
13:44O senhor conheceu também João Alves, que é heróis júnior?
13:50Conheci, era o proprietário da empresa Hipermarcas, onde o Nelson Melo trabalhava.
13:55Tá, é proprietário da...
13:56Acionista majoritário, né?
14:00Hipermarcas.
14:01Acionista majoritário.
14:03Como é que ele é conhecido?
14:05Júnior Andarisco.
14:12Quem me apresentou pra ele foi o Joel.
14:16Júnior Andarisco.
14:17Júnior Andarisco.
14:19A senhora, através de Joesley, esse relacionamento foi de que ano até que ano?
14:242011 até 2015.
14:27Certo.
14:29Nelson Melo disse ao senhor alguma vez quem respondia, além dele, pelas relações institucionais
14:34do grupo?
14:36Ele e o Júnior.
14:37O Júnior, que é o João Alves.
14:38É.
14:39Os dois juntos.
14:39Os dois juntos, né?
14:40Sabe-se ouve tratativas através do deputado Alexandre Baldi?
14:46O Alexandre Baldi, ele é genro do sócio do Júnior.
14:51Certo.
14:52E ele uma vez foi tentar falar com o Eduardo sobre assuntos relacionados a Hipermarcas.
14:58E aí o Nelson Melo se dirigiu a mim e disse que quem podia falar em nome da Hipermarcas
15:04sobre assuntos que envolvessem propina, era somente ele e o Júnior.
15:13Certo.
15:14E ele chegou a informar ao senhor de outra empresa do grupo que tinha rede de televisão,
15:19rádio em Goiás?
15:20Ah, eles têm uma empresa, eles têm uma holding que é dona de rádios e televisões em Goiás.
15:26Acho que é repetidora do SBT lá.
15:30Que é...
15:32E essa rede contribuiu para a eleição de algum deputado?
15:36Ela que é onde aquele deputado Sandy, Sandy e Júnior, faz mais...
15:41Sandy e Júnior?
15:42É, Sandy e Júnior faz mais propaganda, tem programa de rádio, de televisão.
15:46Eu não sei porque eu não sou.
15:47Sandy e Júnior, é isso?
15:48É.
15:48Porque eu não sou do Estado, eu não sei qual é o tipo de propaganda que ele faz na televisão do Júnior.
15:55No caso, o senhor Nelson Melo chegou a solicitar para o senhor.
15:59Tanto que ele utiliza muito esse Sandy e Júnior para fazer esse povo jabuti dentro de emenda, entendeu?
16:05Ele que é o Cunho?
16:06Não, não, não.
16:06Quem utiliza?
16:07O Nelson Melo e o Júnior.
16:11Tá.
16:12Vamos botar.
16:12Nelson Melo e o Júnior se utilizam do deputado para a inserção de jabutis.
16:41Em legislações tributárias.
16:45É isso?
16:45Ou outras de interesse deles.
16:57Certo.
16:58Essa medida provisória que Nelson Melo solicitou para o senhor, né?
17:03Tá.
17:03Qual do que se tratava?
17:04Era matéria tributária?
17:05Era para não arrolar bens, era em matéria tributária, para não arrolar bens em autos de infração que fossem inferiores a 30% do patrimônio da empresa.
17:19Não arrolar os bens dos diretores da empresa.
17:22De sócios, né?
17:23É.
17:24Ele tinha o intuito de facilitar as ações do Júnior Darisco?
17:28Com essa MP que ele queria.
17:30Que os bens...
17:31Porque o Júnior tem uma incorporadora em São Paulo, na qual ele é sócio.
17:34Chama Stam.
17:36Ah.
17:36Que toda vez que ele queria vender...
17:38Stam de meninos imobiliários, é isso?
17:40Toda vez que ele queria vender um imóvel, ou comprar um imóvel, e ele estava com esse problema de arrolamento de bens,
17:47ele tinha que entrar com uma liminar, pedindo para desbloquear o bem, para poder vender, por conta dessa lei que existia.
17:53Certo.
17:54Nesse relacionamento com o Júnior Darisco, o Júnior Alves, o senhor notou algum interesse dele por ação dos políticos?
18:04Notei um interesse dele crescente.
18:07Crescente, né?
18:08É.
18:08Com o passar dos anos.
18:09E para aumentar esse relacionamento com parlamentares, o que foi que ele fez?
18:15Ele começou a mandar o Nelson frequentar cada vez mais Brasília, e depois disso, eles alugaram uma casa no Lago Sul,
18:26para promover jantar, almoço, essas coisas, com o que era de interesse deles.
18:31Ele estava tentando implantar alguma estratégia cibelar do grupo do JBS, segundo o senhor entende?
18:35Eu acredito que ele queria adotar o mesmo perfil, mas um pouco mais discreto, entendeu?
18:45Entendi.
18:48Com menos exposição.
18:50Alguém mais teria mais alguma pergunta?
18:51As doutoras?
18:52Não, não sei.
18:53Doutor Cajato, Sérgio Bruno.
18:55Doutores, então eu dou por encerrado este depoimento.
18:59Obrigado.
19:00Obrigado.
19:29Obrigado.
19:30Obrigado.
19:31Obrigado.
19:32Obrigado.
19:33Obrigado.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado