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Após a derrubada de vetos que impunham limites ao orçamento secreto e às emendas, o governo tenta reconstruir pontes com o Congresso. A estratégia busca conter novas derrotas e retomar a pauta econômica. Dora Kramer e Cristiano Vilela analisam os impactos políticos dessa movimentação.

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Transcrição
00:00Bom, a gente fala agora sobre a derrota do governo do Congresso Nacional, ou seriam as derrotas.
00:05Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann,
00:10se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
00:13Quem traz as informações é o repórter André Anele, chegando agora aqui para falar com a gente.
00:18O que foi discutido nesse encontro, afinal? O que se sabe, André?
00:22Bem-vindo. Boa noite para você.
00:26Obrigado, Tiago. Boa noite a você também.
00:28Boa noite a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:31A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa,
00:37eles não têm o objetivo de barrar esse avanço da CPMI, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito,
00:42mas sim de mitigar os eventuais danos que o colegiado pode causar ao governo.
00:49As articulações tratadas na reunião de hoje com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
00:54são agora no sentido de garantir que a oposição não assuma totalmente a narrativa das apurações dos desvios nas aposentadorias e pensões.
01:04Conforme a gente ouviu agora há pouco do repórter Bruno Pinheiro,
01:08o senador Omar Aziz é o mais cotado para assumir a presidência do colegiado,
01:13enquanto os governistas defendem a relatoria da deputada Tabata Amaral.
01:19Uma das estratégias da base de apoio do presidente Lula vai ser aquela repetição de que as fraudes tiveram início no governo Bolsonaro
01:28e que foram finalizadas no atual governo, apesar de o ex-ministro Carlos Lupe ter engavetado as denúncias quando foi informado a respeito.
01:39E outra derrota do governo, além dessa, da CPMI,
01:42foi a aprovação da urgência do decreto que pode derrubar os aumentos no imposto sobre operações financeiras, o IOF.
01:50O governo quer usar esse período agora de feriado e de festas juninas com o esvaziamento aqui do Congresso Nacional
01:57para tentar retomar fôlego e negociar a manutenção do decreto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
02:04Para atingir esse objetivo, um fluxo maior de emendas parlamentares deve ser liberado nesses próximos dias,
02:12além de muita conversa com lideranças, tudo isso ocorrendo nesses próximos dias de esvaziamento aqui do Congresso, né, Tiago?
02:22Mas também com muitas articulações em torno, então, dessas demandas do governo.
02:28É isso. O governo, então, tentando selar uma espécie de paz com o Congresso Nacional é saber se isso vai dar resultado.
02:36Andréa Nelly, até daqui a pouquinho, chamar a Dora Kramer e também o Cristiano Vilela.
02:40Dora, até que ponto essa tentativa dos dois ministros de conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
02:46já vimos esse filme outras vezes, não é, Dora?
02:50Já vimos esse filme várias vezes e a gente sabe quem morre no final, né?
02:54É, geralmente, o governo morre com uma derrota na mão.
02:58E além dessas que o Andréa Nelly citou, a gente teve a mais impressionante que foi ontem,
03:06a derrubada daqueles 12 vetos e vão ficar outros que o Alcolumbre deu 25 dias para ver se o governo resolve
03:15amenizar a derrubada, sinalizando que seriam derrubados também.
03:20E aí a gente vê duas coisas, né?
03:23Primeiro que o governo, até quando tem razão, perde, né?
03:27Porque os vetos, o que o presidente Lula vetou, muito do que o presidente Lula vetou,
03:32tinha razão de ser com relação às boas práticas, né?
03:36Da governança.
03:37E a outra evidência é que essa conversinha do Congresso de cobrança
03:42por austeridade na condição das políticas públicas é mais ou menos, né?
03:47Para inglês ver, porque na hora do vamos ver, o que prevaleceu aí?
03:53Primeiro, lobby do setor de energia e, segundo, a sanha de impor uma derrota ao governo,
04:01porque houve consequências, né?
04:03Vou citar duas nessa derrubada de vetos.
04:07Com isso, a conta de luz deve ficar mais cara, a conta de luz de todo mundo,
04:13portanto, é todo mundo que vai pagar essa conta.
04:16E, em segundo lugar, o fundo eleitoral, que também estava nos vetos.
04:21E aí, quando o veto sendo derrubado, houve um aumento de 100 milhões de reais.
04:27Eu sei que agora a gente está acostumado achando que só bilhão é que serve.
04:31Não, gente.
04:32100 milhões é dinheiro pra caramba, tá?
04:35E aí o fundo eleitoral, com a derrubada do veto, ganhou.
04:38Quer dizer, sabe, então, o Congresso mostra aí que está mais interessado
04:44em defender grupos de interesse e também em só impor uma derrota
04:51do que em defender o que ele foi eleito pra fazer,
04:56que é o interesse da população representada ali no Congresso.
05:00Achei que ficou muito ruim e ficou pior ainda,
05:03porque o governo não soube reagir a isso.
05:05tinha uma oportunidade de reagir, porque estava com a razão.
05:09E aí ficou o presidente da República do Canadá,
05:12ministro da Fazenda em férias,
05:15e os líderes desnorteados,
05:17e os ministros Gleisi Hoffman, Rui Costa,
05:20indo lá rezar no altar do Davi Alcolumbre.
05:23É assim, claro.
05:24Vai continuar levando derrota.
05:26E por que ele não reage?
05:27Porque não tem força.
05:29Ô, Vilela, então, trocando em miúdos,
05:30não existe malzinho nem bonzinho nessa história, é isso?
05:35Exatamente, Thiago, de forma alguma.
05:38O governo é bom a gente lembrar que,
05:39nas eleições de 2022,
05:41o então candidato Luiz Anácio Lula da Silva
05:44bradava que o executivo não poderia ficar refém do parlamento,
05:49do centrão,
05:50de determinados grupos dentro da Câmara dos Deputados,
05:54do Senado Federal,
05:56que faziam o que queriam no governo Bolsonaro, por exemplo.
05:59Só que agora o que a gente vê claramente
06:02é um fortalecimento ainda maior desses grupos políticos do parlamento.
06:06Então o governo já sabia onde estava se colocando
06:09e em todo momento colocou a gestão do presidente Lula
06:13como uma gestão de alguém que teria capacidade de diálogo,
06:17capacidade de unir forças de diversos pensamentos
06:20e uma capacidade de gerar uma relação de parceria com o Legislativo.
06:25Mas isso não aconteceu nesses dois anos e meio.
06:28O que se vê é um Legislativo fortalecido,
06:31um Executivo sem capacidade nenhuma de se articular,
06:35de ditar a pauta do Legislativo,
06:38de ver os seus interesses sendo atendidos
06:40e absolutamente emparedado.
06:42E numa situação como essa,
06:44a gente sabe claramente que o Legislativo
06:47acaba fazendo a sua pressão,
06:49no sentido de fazer valer seus interesses,
06:51e com isso temas importantes, temas ruins, temas bons,
06:55de tudo acaba passando pelos interesses do parlamento.
06:59E o governo mais uma vez mostra
07:01que não tem capacidade nenhuma de reverter esse jogo.
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