O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu as medidas fiscais do governo em entrevista coletiva ao vivo, questionou privilégios tributários e sugeriu um debate público com bancos e empresas de apostas. A fala aconteceu diretamente de Brasília.
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NotíciasTranscrição
00:00Voltamos com Agora e vamos direto à Brasília para ouvir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
00:06que concede uma entrevista neste momento. Vamos então acompanhar Fernando Haddad.
00:12Já temos tempo?
00:13Não vai, absolutamente não, porque eu tenho outras maneiras de canalizar esses recursos
00:19que inclusive não chegam, não estão chegando no produtor.
00:23Não é verdade que esses recursos estão chegando no produtor.
00:26Mais da metade desse subsídio está ficando no meio do caminho,
00:31ou com o detentor do título ou com o intermediário.
00:37E outra parte nem é direcionada para a construção civil e para o agro.
00:43Então é outro equívoco.
00:46Isso não vai afetar minimamente.
00:48O que está afetando o mercado é a taxa Selic,
00:50que nós temos que criar as condições para ela começar a cair.
00:56E esse conjunto de medidas ajuda a criar o ambiente econômico
01:01para fazer cair aquilo que está fora do lugar, completamente fora do lugar.
01:06E a outra questão é a seguinte,
01:08é a equalização dos impostos das instituições financeiras.
01:15Eu vou citar nomes aqui só para caracterizar.
01:19Eu só tenho conta no Banco do Brasil,
01:20só faço propaganda de banco público,
01:22não faço propaganda de banco privado.
01:24Mas por que um banco do tamanho do Nubank
01:27paga menos impostos do que um banco do tamanho do Bradesco?
01:30São bancos da mesma dimensão,
01:32estão competindo pelo mesmo mercado, pelo mesmo cliente,
01:36corrigir essa distorção.
01:39Quando, felizmente, nós temos um ambiente mais competitivo,
01:42mais competitivo, mas se ele é mais competitivo,
01:45nós temos que ter algum equilíbrio na competição.
01:48Então, já está aumentando o imposto de um banco em detrimento do outro?
01:52Não.
01:52Eu estou nivelando o pagamento de tributo pelas instituições financeiras,
01:58a partir de um determinado patamar,
02:01para criar as condições de concorrência igual.
02:05Não vejo nenhum sentido em falar disso como um ambiente de tributo.
02:09Então, vamos lá.
02:10O que está em jogo nessa MP?
02:13A questão das instituições financeiras
02:15não afeta nada a vida da população.
02:19Equilibra o pagamento de tributos das instituições financeiras,
02:23corrige uma distorção de títulos isentos,
02:25que está criando problema para a economia do país.
02:28Isso não vai afetar os setores,
02:30porque nós temos outras formas de resolver,
02:32que não penalizam o Tesouro e a Receita,
02:36e a questão das BETs,
02:41que nós estamos recuperando a proposta original do governo,
02:46que diante dessa montanha de recursos
02:49que está sendo direcionada para uma atividade que não gera um emprego,
02:54nós estamos recalibrando a alíquota na forma da proposta original.
02:58Eu penso assim, com alguma explicação,
03:03se eles derem tempo de explicar,
03:05e fazer chegar a opinião pública é verdade.
03:08Porque está faltando um pouco de clareza,
03:11é BET e banco que nós estamos falando.
03:16E aí parece que você está afetando o dia a dia da população.
03:20Ao contrário, nós estamos isentando as pessoas que ganham até 5 mil,
03:24baixando o imposto de quem ganha de 5 a 7,
03:27mas nós temos que corrigir as distorções das contas públicas.
03:31Ministro, o objetivo é aquele 5% dos 800 mil.
03:37A meta que nós temos para o ano que vem é desde o que a gente...
03:43Não tem que corrigir o buraco lá.
03:45Quanto vai ficar nesse ano de arrecadação a mais com esse pacote?
03:49Para conseguir equilibrar as contas, as medidas vão equilibrar as contas?
03:53Por exigência da lei,
03:55eu tenho que compensar a queda do IOF com esse conjunto de medidas.
04:01Esse conjunto de medidas, esse ano,
04:04ele atende a meta fiscal desse ano.
04:08Quantos milhões?
04:09Não, veja bem,
04:13para cumprir a meta desse ano,
04:16para mirar o centro da meta desse ano,
04:18nós estamos negociando dividendos extraordinários com as estatais,
04:25a questão do PL do óleo,
04:27que é aquele perímetro adjacente ao que foi licitado,
04:32e é essa questão que deve gerar alguma coisa,
04:35um pouco menos de 20 bilhões de reais.
04:37Ministro, e essa momento é a solução para barrar essas alternativas no Congresso?
04:42Olha, toda medida que a gente mandou teve o mesmo processo.
04:47Os lobbies são mais rápidos do que o governo,
04:51eles atuam com muita força,
04:53lembra dos fundos fechados e fundos offshore?
04:56O Guedes tentou, não conseguiu, nós tentamos e conseguimos.
04:59Por que nós conseguimos?
05:01Porque nós fomos para o Congresso sem arrogância,
05:03nós fomos abrir as contas, negociar.
05:06Depois de poucas semanas de negociação, o que aconteceu?
05:10A opinião pública ficou favorável à medida.
05:14E aí o Congresso Nacional consegue compreender.
05:18Deixa eu dar um dado para vocês.
05:20Sabe quanto o governo Bolsonaro deixou de arrecadar de betes,
05:24subvencionou as betes?
05:25Nos quatro anos, alguma coisa em torno de 40 bilhões de reais.
05:31O governo Bolsonaro abriu mão de 40 bilhões de reais em quatro anos
05:35para apoiar o jogo online, o jogo virtual.
05:42Vocês acham que tem cabimento um governo que diz que é pela família
05:50abrir mão de 40 bilhões de reais de tributo de jogo
05:54e deixar de corrigir a tabela do imposto de renda,
05:58deixar de corrigir o salário mínimo?
06:01Que país é esse?
06:03Ô, ministro, como que o senhor avalia?
06:06Tudo que é IR tem anualidade, né?
06:10Praticamente todas as, quase todas as medidas têm anualidade.
06:14Tudo que envolve imposto só vale a partir de 1º de janeiro.
06:17Ministro, como que o senhor avalia essa declaração do setor agropecuário
06:21que fala que essas medidas vão prejudicar o setor de certa forma?
06:25Como que o senhor avalia essas últimas declarações do setor em si?
06:28Se eles tiverem a abertura de ter uma reunião conosco,
06:32eles vão mudar de opinião.
06:34Porque nós temos um planejamento de plano safra,
06:37de regulamentação do Conselho Monetário Nacional,
06:40que, pelo contrário, o agro nunca cresceu tanto como agora.
06:45Nós vamos para o terceiro plano safra de crescimento.
06:49Você viu a inflação do mês passado.
06:52Caiu, sobretudo, no que diz respeito a alimentos.
06:55Estamos trabalhando isso.
06:56O dólar está caindo.
06:58A inflação veio bem, a do mês passado.
07:03Isso não vai acontecer.
07:05O presidente Lula não vai deixar isso acontecer.
07:07Agora, nós temos outros instrumentos que custam menos para a sociedade.
07:11Entende?
07:13A gente tem que buscar apoiar os empreendedores
07:17ao menor custo para a sociedade.
07:20E é isso que nós estamos buscando fazer.
07:22Não vai faltar apoio.
07:23Esse é um instrumento que está causando uma enorme distorção.
07:27Há outros que não causam distorção.
07:29E é esses que nós temos que acionar
07:31para continuar fazendo a Constituição Civil crescer.
07:35A Constituição Civil nunca viveu um momento tão bom.
07:39É até desleal da parte de algumas lideranças
07:44atacar o governo.
07:46Metade da Constituição Civil nesse país
07:47é minha casa, minha vida.
07:49Que tinha acabado no governo anterior.
07:52Então, vamos deixar a ideologia à parte.
07:54Vamos deixar.
07:55E vamos para a mesa.
07:57Explicar para as pessoas.
07:59Abrir os números.
07:59Não tem nenhuma medida aí
08:01que do ponto de vista econômico não seja justa.
08:05Não esteja corrigindo uma distorção.
08:08Agora, eu estou sempre disposto ao debate.
08:12O que eu não gosto é
08:13que a pessoa xinga e sai correndo.
08:16Aqui não dá.
08:17Esse negócio de se xingar e sair correndo
08:19é coisa de rua.
08:22Moleque de rua.
08:24Eu estou discutindo com o Congresso Nacional.
08:26Estou 100% disponível para visitar os presidentes,
08:30os líderes, as bancadas.
08:33Quantas horas precisar?
08:35Não tem dia para nós
08:36do ponto de vista do interesse público.
08:39Agora, os lobbies precisam vir para a luz do dia.
08:45Quem quer defender bete, vem a público.
08:48Quem quer defender banco, vem a público.
08:52Não tem problema.
08:53Mas tem que fazer um debate transparente.
08:55Não vai se esconder aí.
08:58Vem a público e discute o que for.
09:01Podia fazer uma audiência pública, por exemplo,
09:04com o sistema bancário
09:05e com as bets, por exemplo.
09:07Eu gostaria de participar desse debate.
09:10Eu iria.
09:11Pega um lobista de banco,
09:13um lobista de bete e eu.
09:15Vamos discutir publicamente
09:16se isso vai impactar
09:18alguma coisa do setor.
09:20Eu tenho certeza
09:21que eles não vão conseguir demonstrar prejuízo nenhum.
09:24Pelo contrário, vai ficar demonstrada a justiça das medidas.
09:29Ministro, a questão do fim da taxação,
09:31da operações de risco sacado,
09:33que foi revogado em si,
09:35essa taxação poderia prejudicar
09:36o pequeno, médio e grande empresário.
09:38O fim dessa taxação não vai prejudicar
09:40a questão da arrecadação?
09:41Não, veja bem.
09:43Nós, a primeira posição,
09:46se tiver uma alternativa...
09:48O problema do IOF
09:49é que o IOF é uma medida
09:51que eu posso tomar imediatamente
09:53que ela entre em vigor
09:54e eu tenho que salvar,
09:56guardar as contas públicas.
09:58Óbvio que o IOF tem dimensão regulatória,
10:02mas ela tem uma arrecadação importante.
10:04Agora, quando apareceu
10:06essa alternativa,
10:07que na nossa opinião é melhor,
10:09de fazer algo estrutural,
10:11como os presidentes das casas propuseram,
10:15nós levamos essas propostas
10:17e fizemos uma reunião de cinco horas
10:19no domingo.
10:22E falamos,
10:23olha, isso aqui corrige distorções.
10:25Na segunda e na terça
10:26entraram em campo
10:27a turma do interesse privado.
10:30Normal.
10:30Só que eu estou aqui
10:32defendendo interesse público.
10:34Então, de novo,
10:35se fizer uma audiência pública,
10:37bete, fazenda, banco.
10:39E vamos discutir
10:40se tem alguma injustiça nessa história.
10:43Ministro, como é que está a sua expectativa?
10:45Para entrar no orçamento no ano que vem,
10:47tem um deadline, tem um prazo ou não?
10:49Não, para entrar no orçamento,
10:53basta que ela não seja rejeitada
10:55até 31 de agosto.
10:57O orçamento já está em elaboração.
10:59O senhor vai ter aquela reunião
11:00que vocês vão fazer,
11:01cada um vai apresentar,
11:02isso tem que ser apresentado
11:03até agosto,
11:03a conclusão dessas reuniões
11:05que o senhor vai fazer.
11:05Não, não, não.
11:07Ela pode ser votada a qualquer tempo.
11:09Ela tem que ser votada
11:10até o final do ano.
11:11Sim, porque aí é o orçamento no que vem.
11:13É, não, porque aí garante-se
11:15que entra no orçamento no...
11:16Uma coisa é o projeto
11:17de lei orçamentária,
11:18outra coisa é o próprio orçamento.
11:20Para entrar no próprio orçamento,
11:22ela tem que estar aprovada.
11:24Para entrar no projeto
11:25de lei orçamentária,
11:26ela tem que estar em tramitação.
11:28É assim que funciona.
11:29Bom, ministro,
11:30como é que está a sua expectativa
11:31com relação a essa comissão especial
11:32que vai ser criada
11:33com líderes partidários
11:34para analisar a questão
11:35da contenção de gastos?
11:37Ontem eu falei por telefone
11:38com o presidente Coeda,
11:41União Brasil,
11:42falei com o senador Ciro Nogueira
11:45e disse a eles,
11:47eu não tenho nenhum problema
11:48com a agenda de gastos primários.
11:50Essa medida, que foi hoje,
11:53já tem quatro medidas
11:54de gastos primários.
11:55ela trata de pé de meia,
11:58ela trata de seguro defeso,
12:00ela trata de previdência,
12:03ela trata de vários temas,
12:05já trata,
12:06que nós vimos ali
12:06que entre os líderes
12:07havia uma boa receptividade
12:10dessas medidas.
12:12Pode ser que surjam outras,
12:13quatro, outras oito,
12:15nós não temos nenhuma dificuldade.
12:17Agora, nós precisamos ter
12:18alguma sensibilidade.
12:19O que eu pedi a eles é o seguinte,
12:21olha,
12:21em vez de nós ficarmos
12:22descarregando medidas aqui,
12:24sem medir o pulso do Congresso,
12:27vamos fazer uma reunião prévia,
12:28como fizemos um domínio,
12:30vamos fazer uma outra,
12:31e uma outra,
12:32e quantas forem necessárias,
12:34para saber, assim,
12:34o que tem aderência aqui no Congresso.
12:38Porque nós aí mandamos
12:39com a certeza de que a coisa
12:40vai acontecer.
12:42E outro pedido que foi feito
12:43é em relação ao que já foi mandado.
12:45O que já foi mandado.
12:47Por exemplo,
12:48Devedor Contumaz.
12:50Devedor Contumaz
12:51é um nome bonito
12:52para falar de um criminoso.
12:55Nós criamos esse nome
12:57para falar de crime.
12:58Mas, na verdade,
12:59nós estamos querendo
13:00combater o crime.
13:01A lei do Devedor Contumaz
13:03está pronta para ser votada.
13:05Por que nós não votamos?
13:09Então, medidas como essa
13:11vão ajudar o Brasil.
13:13Vão combater o crime,
13:15vão combater distorções.
13:17Essas quatro medidas
13:18de despesa primária
13:20já estão na MP.
13:22Podemos fazer outras,
13:24mas nós precisamos sentir
13:25o pulso do Congresso
13:27para saber
13:28o que soma voto suficiente
13:32para dar conforto
13:34para a base do governo
13:37aprovar essas medidas.
13:38E essas medidas
13:39podem, de fato,
13:40ajudar na queda
13:40da taxa de juros
13:41e na queda do dólar também, né?
13:43Tem outro caminho.
13:44Senão, não arrumarmos as contas.
13:46Pelo lado da receita,
13:47pelo lado da despesa,
13:48nós vamos ter dificuldade.
13:50Agora, está tão fácil
13:51fazer isso
13:53perto do que acontecia
13:56há quatro, cinco anos atrás.
13:58Está tão mais fácil resolver.
14:00Por que nós vamos perder
14:02essa oportunidade?
14:03Eu estou esperando o acordo.
14:11Eles estão prestes
14:12a firmar um acordo judicial.
14:14Assim que o acordo
14:15for fechado,
14:17nós vamos cumprir a determinação.
14:18não, não, não.
14:28Está discriminado
14:29na exposição de motivos
14:30e no decreto
14:31quanto perde de um lado
14:32e quanto ganha do outro.
14:35E os secretários aqui
14:37estão hoje à disposição
14:39de vocês
14:40para esclarecer
14:41os detalhes.
14:42para eu responder
14:44eu preciso...
14:45Eles vão chamar...
14:46A Ana Flávia
14:47vai organizar
14:49os secretários
14:50para recebê-los
14:51e detalhar
14:52os aspectos
14:54da medida.
14:55Tanto o Dario
14:56quanto o Barreirinhas
14:57quanto o Senão.
14:58É, mas eles estão aqui
15:00só para isso.
15:00Hoje e amanhã...
15:02Fala com o secretário
15:07porque está discriminado
15:08numa tabela
15:09que eu não tenho aqui.
15:10Eu estou chegando agora.
15:12Mas eu não quero errar
15:13no número
15:14e depois ter que me corrigir.
15:16Então eles têm os números
15:17das tabelas
15:18e eles passam para você.
15:19E só para encerrar
15:20a questão da reforma administrativa
15:22que o senhor falou
15:22a questão dos supersalários
15:24que tem previsão
15:25de começar a ser tramitada
15:26no Congresso
15:27no início de julho.
15:28É também uma possibilidade
15:30de arrecadação também?
15:32Não é de arrecadação.
15:33É de contenção de gasto.
15:36Porque às vezes
15:37você não está cortando o gasto.
15:38Mas quando você contém
15:39você já sinaliza
15:42para o equilíbrio
15:43das contas.
15:44Entendeu?
15:46Obrigado, gente.
15:46Muito obrigada, ministro.
15:48Bom, nós ouvimos então
15:49o ministro da Fazenda
15:50Fernando Haddad
15:51ali na porta
15:52do Ministério da Fazenda
15:53chegando lá no prédio
15:55ali na esplanada
15:56dos ministérios.
15:57E essa última pergunta
15:58da nossa repórter
15:58a Fernanda Sete
15:59é uma pergunta
16:00muito relevante.
16:02que aí sim
16:03ele entrou no assunto
16:03porque se fala muito
16:04das medidas, propostas
16:06aumenta aqui, tira dali
16:07mas a gente tem que falar
16:09de corte de gastos
16:10que os congressistas
16:12estão cobrando
16:12e da parte dele também
16:13de discutir super salários.
16:15Não é, Mari?
16:16E uma coisa
16:17a gente não pode dizer
16:18do ministro Fernando Haddad
16:20ele está colocando
16:21a cara para bater
16:21está sempre falando
16:22sempre atendendo
16:24os jornalistas
16:25atendendo também
16:26os congressistas
16:27tentando explicar
16:28tentando negociar
16:29isso a gente
16:30não pode falar
16:31pode falar, Mari?
16:33Não, Cláudio
16:33acho que tem uma questão
16:34que é super importante
16:34para o país conseguir
16:35avançar de fato
16:37de maneira consistente
16:38que é destravar
16:39a capacidade
16:40e a confiança
16:40na conversa
16:41sobre o papel
16:42do Estado aqui
16:43e pensando
16:44nas contas públicas
16:45como um todo
16:46ou seja, fazer a conversa
16:47porque a Fernanda Sete
16:48tocou no ponto
16:49ali na pergunta final
16:50que é importante
16:51sobre super salários
16:52esse é do lado
16:52da despesa
16:53do lado da despesa
16:54é um gasto
16:55que não é que ele
16:55ele é grande
16:56mas além dele ser grande
16:58o problema dele
16:58é que ele é um privilégio
17:00é um gasto
17:01imoral da forma
17:02como ele acontece
17:03e que gera desconfiança
17:05desconfiança no que?
17:05na capacidade do Estado
17:06de fazer a gestão
17:07das suas despesas
17:08quanto mais desconfiança tiver
17:11mais peso
17:12aí fica na dúvida
17:13em relação
17:13então não dá para
17:14toda vez que vem
17:15uma conversa
17:15sobre o lado da receita
17:16falar não
17:17mas eu quero que fale
17:17sobre a despesa
17:18por quê?
17:18porque tem desconfiança
17:19de que não está sendo
17:20tratada a despesa
17:21então é preciso entender
17:22que tem que tratar a despesa
17:24e aí sinais como esse
17:25do super salário
17:26são importantíssimos
17:27porque na confiança
17:28de que a despesa
17:29vai ser bem gerida
17:29eu consigo trabalhar
17:30também a receita
17:31e são os dois
17:32que tem que ser reformados
17:33não existe uma solução
17:34só de um lado
17:35ou só do outro
17:36nem para o ano
17:37para fechar a conta
17:37nem para criar realmente
17:39um modelo de desenvolvimento
17:40mais consistente
17:40por quê?
17:41porque as receitas
17:42nossa estrutura tributária
17:43ela é alta
17:44mas pior do que alta
17:45é que ela é mal feita
17:46ela cobra
17:47de quem está
17:48principalmente começando
17:49a processos de investimentos
17:51cobra de quem está
17:51trabalhando mais
17:53então como fazer uma cobrança
17:54que é uma cobrança justa
17:56sistema tributário justo
17:57com despesa bem gerida
17:58aí sim você começa a conversar
18:00só que isso não vem
18:01de uma hora
18:01do dia para a noite
18:02com anos e anos
18:03de pauta de foco
18:05nesses dois olhares
18:06e de conversa
18:07você não migra
18:07para um sistema
18:09mais consistente
18:10tem que falar
18:10e para falar
18:11vai precisar criar
18:12esse ambiente de confiança
18:13entre sociedade
18:14governo
18:15e legislativo
18:16porque o legislativo
18:17também foge
18:18cada vez que aperta
18:19para o lado dele
18:19então quando a gente
18:20encarar os privilégios
18:21regarantir confiança
18:23sobre a gestão
18:23a gente pode tratar
18:24com mais facilidade
18:25todo o debate
18:26sobre a receita
18:26e quem sabe
18:27caminhar com a sensação
18:28de que está indo
18:29para frente de fato
18:29e não sempre
18:30num zigue-zague
18:31que parece que nos coloca
18:32de novo no ponto zero
18:33Maria Almeida
18:34eu anotei duas
18:35duas falas aqui
18:37do ministro
18:37que me chamaram também
18:38a atenção
18:39uma que ele disse
18:40que a taxação
18:40das fintechs
18:41o aumento da taxação
18:42corrige ali uma distorção
18:44em relação a grandes bancos
18:45que ele compara
18:46por exemplo
18:47o Nubank
18:48tem um grande número
18:49de clientes
18:50também tem recebíveis
18:51grandes
18:51porque tem que pagar
18:52menos do que
18:53grandes bancos
18:54então ele falou
18:55em corrigir distorções
18:56dentro do mercado
18:58bancário
18:59das instituições
19:00financeiras
19:00e também
19:01ele fala sobre
19:02criar condições
19:03para a queda
19:04da taxa selic
19:05da taxa de juros
19:07que está fora
19:08do lugar
19:09em nenhum momento
19:09ele critica o Galípulo
19:11você vê que ele
19:12não fala
19:13pô está errado
19:14vamos falar com o Galípulo
19:15não
19:16a gente precisa criar
19:17essas condições
19:17para o Galípulo
19:18então quer dizer
19:19ele trabalha bem
19:21essa coisa
19:22entre o Banco Central
19:25e o governo
19:26para não ficar
19:26com esse ruído
19:27e faz ali
19:28estende a mão
19:29estamos trabalhando
19:30junto aqui
19:30parceiro Galípulo
19:31não te critiquei
19:32mas presta atenção
19:33também em mim
19:34ele fez bem
19:35essa diplomacia
19:36né Mari
19:36é Galípulo
19:37que foi o secretário
19:38executivo
19:38do Fernando Haddad
19:39antes de ir
19:40para o Banco Central
19:41e reafirmando
19:42mas aí o Fernando Haddad
19:43também assumindo
19:43como ministro da Fazenda
19:44o papel do fiscal
19:45para poder criar
19:46as condições do monetário
19:48essa organização
19:48das duas frentes
19:50aí de macroeconomia
19:51é super importante
19:52então o Banco Central
19:53vai lidar com a política monetária
19:54mas para baixar
19:55tem que ter estrutura
19:56no fiscal
19:57para poder fazer isso
19:58e acho que a questão
19:59das fintechs
20:00dessa adaptação
20:02é importante
20:03para reforçar
20:04o que a gente vinha falando
20:05antes aqui Eric
20:05sobre confiança
20:07para poder trabalhar
20:08e credibilidade
20:09no olhar
20:10sobre as taxações
20:11quando você cria
20:13o mercado ele é dinâmico
20:14a economia ele é dinâmica
20:15ela se movimenta
20:16em algumas situações
20:17você cria espaços
20:18para fazer incentivos
20:19então o mercado financeiro
20:21brasileiro por exemplo
20:21durante um tempo
20:22foi muito concentrado
20:23e aí fazia sentido
20:25até criar alguns tipos
20:26de incentivo
20:26para a entrada
20:27de novos agentes
20:28e fortalecer
20:29uma certa concorrência
20:30nesse mercado
20:31isso vem acontecendo
20:32é um mercado
20:33menos concentrado
20:34com mais concorrência
20:35mas alguns incentivos
20:37permaneceram
20:38e essa é uma dificuldade
20:39que a economia brasileira
20:40tem gigantesca
20:41ela coloca um incentivo
20:42mas não coloca prazo
20:44e não discrimina resultado
20:45o que você quer
20:46com esse incentivo
20:46é criar concorrência
20:48legal
20:48o que é criar concorrência
20:49criou
20:50vamos tirar o incentivo
20:51porque dá essa
20:52explicitar
20:54qual que é
20:55a intenção de uma política
20:56e qual que é
20:57o prazo para ela
20:58é fundamental
20:59para a gente não criar
20:59uma economia
21:00que se acostuma
21:01na verdade
21:01depois que passa
21:03o interesse
21:04ou mesmo quando não
21:05chega o interesse
21:05não atinge o resultado
21:06ainda assim
21:07a gente continua pagando
21:08coletivamente por isso
21:09então para a sociedade
21:10não pagar por aquilo
21:11que ela não entende
21:12e não recebe o benefício
21:14a gente precisa conhecer
21:15qual é a intenção
21:16e avaliar
21:17para saber se essa intenção
21:18está ou não está sendo alcançada
21:19Maria Almeida
21:20um dos pontos também
21:21só para a gente
21:22dar uma amarrada
21:23nessa questão do IOF
21:24um dos pontos
21:25é essa desoneração
21:26da folha de pagamento
21:28é um benefício
21:28que já vem ali
21:29desde 2014
21:3017 setores da economia
21:32porque isso ajuda
21:33a gerar emprego
21:34carteira ali
21:35assinada
21:36emprego até formal
21:37e esse é um ponto
21:39discutido
21:40porque querem tirar
21:40esse benefício
21:41o que não dá
21:43outro dia a gente
21:44estava comentando aqui
21:45é que muitos estados
21:47ou muitos entes
21:48da federação brasileira
21:49tem mais gente
21:51no Bolsa Família
21:52do que com carteira assinada
21:53se você tira
21:54esse benefício total
21:55dos 17 setores
21:56você deixa de incentivar
21:58o emprego formal
21:59e aí você acaba
22:00tendo mais pessoas
22:01talvez dentro
22:02de um programa
22:02Bolsa Família
22:03que é custeado
22:04pelo governo
22:04então talvez o governo
22:06também precisa achar
22:07o equilíbrio aí
22:07também não dá para cortar
22:08tudo de uma vez
22:09senão volta o cobertor curto
22:11você descobre de um lado
22:11para cobrir o outro
22:12tem a coisa do cobertor curto
22:14e tem aquela coisa
22:15sabe quando uma água
22:16está vindo
22:16e tem alguma frente
22:17aí que está com vazamento
22:18aí você cobre um
22:19ele explode do outro
22:20aí cobre um
22:20explode do outro
22:21um pouco a gente
22:22às vezes trata
22:23dessa questão
22:23do emprego no Brasil
22:25dessa forma
22:25tentando tapar
22:26sem resolver o processo
22:27todo do encanamento
22:28porque na prática
22:29se a gente quiser trabalhar
22:31olhar com cuidado mesmo
22:33a questão do emprego
22:35e do incentivo a emprego
22:36todo o processo
22:37de carga tributária
22:37de organização
22:38da economia
22:39com base
22:39nos acontecimentos
22:41mais recentes
22:42tem uma transformação
22:43gigantesca no mercado
22:44de trabalho
22:44inclusive do ponto de vista
22:45das formas de contratação
22:47que ainda a nossa
22:48seguridade social
22:49como um todo
22:50não incorporou isso
22:51ou seja
22:51não sei se o melhor caminho
22:53é pensar em beneficiar
22:55escolher alguns setores
22:56e com isso consolidar
22:58um tipo de trabalho
22:59nesses setores
22:59que é meio que sempre
23:00com um benefício
23:02uma exceção
23:02uma troquinha
23:03e não necessariamente
23:04a regra
23:05ou vamos olhar para a regra
23:07vamos ver como é preciso
23:08incentivar o trabalho formal
23:10para todos os setores
23:11por que 17 setores
23:12por que não todos
23:13o que está dificultando
23:14o conjunto
23:15da atividade econômica
23:17e da promoção
23:17do trabalho formal
23:18esse jeito de olhar
23:19encarando o problema
23:20na sua amplitude
23:21com a dificuldade que tem
23:22de reformar
23:23processos históricos anteriores
23:25talvez fosse um caminho
23:26mais difícil
23:27mas muito mais consistente
23:29porque enquanto a gente tenta
23:30escolhe um setor aqui
23:31fecha um aqui
23:32diz que vai ser só por um tempo
23:34mas depois estica
23:34mais um pouquinho
23:35a gente bagunça
23:36a tomada de decisão
23:37bagunça a confiança
23:38bagunça a credibilidade
23:40e muito provavelmente
23:41dificulta a solução real
23:42acontecer
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