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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou neste sábado (07) que a instituição analisa cuidadosamente os dados econômicos antes de decidir sobre a trajetória da taxa de juros na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 17 e 18 de junho. Segundo ele, o momento exige “flexibilidade e cautela” devido à elevada incerteza econômica global, o que descarta a possibilidade de mudanças bruscas na política monetária. Henrique Krigner e Acacio Miranda analisaram.

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Transcrição
00:00O presidente do Banco Central afirmou que a instituição continuará autônoma em todas as decisões e que o dever é proteger a moeda brasileira.
00:09Reportagem de Beatriz Mofredini.
00:11O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil pode se diferenciar na busca por investimentos se der um sinal claro de sustentabilidade fiscal.
00:21Em evento no litoral paulista neste sábado, Galípolo disse que há um movimento positivo de convergência entre executivo, legislativo e setor privado, em torno de uma agenda estrutural voltada para o equilíbrio fiscal.
00:34Um país que tem uma democracia que é uma das maiores democracias do mundo, hoje exemplo para o mundo, um país que tem segurança alimentar, segurança energética e com uma matriz energética que é mais limpa.
00:45Então, eu acho que neste caso, com aquilo que foi dito do cenário internacional que hoje busca diversificação, busca lugares para investir, nós estamos num cenário que hoje depende mais de nós.
00:56Depende muito do que nós vamos fazer enquanto sociedade.
00:59Questionado sobre como a reação do mercado ao anúncio do aumento do IOF afeta o Banco Central, Galípolo respondeu que a autoridade monetária só se posiciona via comunicação oficial e reforçou a postura de buscar flexibilidade e cautela em meio a incertezas.
01:14Para ele, a próxima decisão sobre a taxa de juros no Brasil está em aberto.
01:19A gente está num ambiente de elevada incerteza, no mundo como um todo e aqui também, e que o Banco Central já fez um grande esforço do ponto de vista de colocar a política monetária num patamar que é com alguma segurança contra acionista.
01:32Neste ambiente não é natural e nem normal nem esperado que se faça movimentos bruscos.
01:37O Banco Central reage à política fiscal a partir do que é que aquilo afeta a inflação corrente e as projeções de inflação.
01:46Esse é o nosso mandato.
01:48Então, este momento, eu acho que é o momento que a gente tem que conseguir aproveitar esse tipo de, não é unanimidade, é consenso, mas esse consenso para conseguir produzir as reformas que são necessárias.
01:59A decisão do Copom acontece nos próximos dias 17 e 18 de junho.
02:03Realmente, a taxa de juros em patamares elevadíssimo, 14,75%.
02:09Antes, a culpa atribuída a essa taxa de juros era do Campos Neto, antecessor do Galípolo.
02:16Agora que o Galípolo foi indicado pelo presidente Lula, está à frente do Banco Central, continuou fazendo uma escalada em relação à taxa de juros.
02:25E até mesmo o presidente Lula foi questionado na última coletiva de imprensa aqui no Brasil sobre a possibilidade de que as taxas caíssem e se agora ele criticaria também o Galípolo.
02:37E aí ele amenizou o tom, mas nenhum movimento é feito, Henrique Kriegner, em relação a uma diminuição da máquina pública,
02:46para que realmente a gente veja um corte de gastos efetivo, para que aí sim o Banco Central possa ter uma trajetória de queda.
02:54Esse é o X da questão.
02:56O juros sobe justamente como uma tentativa direta e também indireta, de certa maneira, de se conter a inflação.
03:06Justamente por conta do aumento da máquina pública, do descompromisso com o equilíbrio fiscal apresentado por esse governo desde o início,
03:16e na verdade desde as últimas gestões também do governo PT, mas também especialmente desde 2023,
03:22a maneira atrapalhada com que a pasta da economia tem sido conduzida pelo atual ministro,
03:28em relacionamento com o Congresso e com outros players também.
03:31Toda essa combinação de fatores traz uma tremenda instabilidade para o investidor e também para o mercado dentro do Brasil.
03:40Isso, somado aos altos gastos e a incapacidade de conter os gastos e ir aumentando a arrecadação somente por aumentar a arrecadação tributária
03:49e não por aumentar a produção no país, isso faz com que o saldo fiscal, ele acaba sendo sempre incerto
03:58e por mais que tenha melhoras tímidas, você não consegue ter um avanço de verdade como é o esperado pelo mercado e também pela população brasileira.
04:08O Banco Central sobe os juros nesse sentido para tentar conter a inflação.
04:13A inflação precisa cair e não pode ser de uma maneira artificial descendo os juros,
04:19de uma maneira autoritária, uma maneira direta, uma decisão top-down por parte do Copom ou mesmo do Banco Central,
04:27como era a expectativa anterior do presidente Lula.
04:30O presidente Galipo Lula agora faz um bom trabalho alinhando com o Copom a questão da expectativa do mercado.
04:37Agora, se eu puder fazer só um recorte aqui, nos preocupa.
04:41Na semana em que a gente comemora 20 anos de toda a operação do Mensalão,
04:47depois de alguns anos da operação Lava Jato também, que expôs o esquema do Petrolão,
04:53nós temos ali o presidente do Banco Central ao lado, discutindo a política monetária do país,
04:58ao lado de figuras emblemáticas, como foi Wesley Batista, como foi também ali André Esteves à frente do BTG Pactual.
05:05É um cenário preocupante.
05:07Temos muitas vantagens econômicas, atrativos, competitivos, como disse o Galípolo,
05:12mas falta equilíbrio fiscal.
05:15Eu tenho se dito desde o início do mandato do presidente Lula, né?
05:18Exato. Um dos grandes princípios da economia pública é exatamente esse, o superávit fiscal.
05:25Porque o superávit fiscal leva a uma credibilidade do mercado internacional, principalmente,
05:34em relação ao país e faz com que uma maior quantidade de investimentos
05:39sejam destinados ao Brasil.
05:43Há um fator também que é importante nós levarmos em consideração,
05:47que é da própria característica da economia.
05:50Há quem trate a economia como uma ciência exata,
05:54há quem trate a economia como uma ciência social.
05:58E no Brasil me parece muito mais que a economia é uma ciência social,
06:02porque são diversos os fatores políticos
06:05que acabam influenciando nos resultados econômicos do nosso país.
06:11Campos Neto e Galípolo, por mais que os presidentes responsáveis pelas suas nomeações
06:17sejam pessoas bastante diferentes, mas Campos Neto e Galípolo, na essência,
06:24são de uma escola econômica muito parecida e têm uma forma de atuação muito parecida,
06:31menos intervencionista e dando mais liberdade ao mercado.
06:36A questão é que um e o outro são um pouco reféns da questão dos juros
06:43por conta desta contenção da inflação.
06:47Resta agora ao governo fazer a sua lição de casa.
06:52Superávit fiscal, credibilidade econômica,
06:55maiores investimentos, juros,
06:58caem, inflação, consequentemente, cai também.
07:01Obrigado.
07:02Obrigado.
07:03Obrigado.
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