- há 1 hora
- #jovempan
Do sonho de uma criança com doença grave à autoestima de mulheres com câncer. O Documento Jovem Pan apresenta o trabalho da Make-A-Wish, que realiza sonhos para promover a saúde emocional, e da Cabelegria, ONG que doa perucas gratuitamente e possui um banco móvel em caminhão.
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Amiga Wishi é uma organização, é a maior organização do mundo
00:03que realiza sonhos de crianças em tratamento de doenças graves.
00:07Ou seja, através do sonhar, através da gente entregar experiências maravilhosas,
00:12a gente promove a saúde emocional da criança e da sua família
00:16no momento mais importante do tratamento e da manutenção daquela doença.
00:24Amiga Wishi no mundo, ela existe há 45 anos
00:27e no Brasil a gente fez 17 anos em outubro esse ano.
00:32E a gente está em 50 países em todos os continentes.
00:35Acho que o último continente que falta a gente ter no nosso cantinho lá é a África,
00:39que com certeza em 2026 é onde todos nós estamos buscando alcançar
00:45e poder estar justamente no mundo todo, né?
00:47Porque a gente entende que a nossa causa é uma causa universal, né?
00:50Crianças em tratamento, acho que não importa a etnia, a classe social,
00:55todas essas crianças merecem e precisam ter a sua saúde emocional estimulada.
01:00Crianças se inscrevem ao nosso programa, sempre através do nosso site,
01:04são muitas vezes referenciadas pelos hospitais parceiros, né?
01:07Então, principalmente a equipe de psicologia, assistente social,
01:13ela fomenta e estimula as famílias a se inscreverem,
01:15principalmente quando ela entende que aquela criança precisa de um estímulo
01:19para melhorar a saúde emocional.
01:22Ao receber essas crianças, o que nós fazemos?
01:24A gente faz toda uma validação documental de laudo médico,
01:27entender qual que é o momento da doença dessa criança.
01:31Mas o mais importante, a gente começa a se conectar,
01:33criar vínculo com essa família para entender qual é o sonho.
01:37Isso acontece através do nosso grupo de voluntários.
01:39Então, a gente tem uma comunidade no Brasil de mais de 200 voluntários ativos
01:44e no mundo são 36 mil voluntários atuando dessa mesma forma,
01:49que é criar vínculo com aquela criança e com aquela família.
01:52A partir desse vínculo criado, a gente captura o sonho.
01:56Ou seja, a gente tem quatro tipos de sonho na Make a Wish,
01:58de ter, de ser, de ir, quer dizer, de viagens,
02:03e de conhecer pessoas que as inspiram.
02:05Então, dentro dessas quatro categorias, a gente entende qual que é o sonho daquela criança
02:09e a gente desenha uma jornada.
02:11A jornada de sonho é uma metodologia da Make a Wish,
02:15que ela é baseada na psicologia positiva,
02:17que ela cria pequenas doses de positividade ao longo de um período de três a oito semanas.
02:23O que a gente está fazendo?
02:25A gente está criando momentos que aquela criança pare de pensar na doença,
02:29aquela família pare de pensar no tratamento
02:31e ela volte a pensar no que ela quer do futuro,
02:34o que ela ama, o que traz alegria para ela.
02:38E toda essa jornada, ela é realizada com essa comunidade de voluntários ativos
02:42e, principalmente, parceiros que dão os produtos, os serviços,
02:46as experiências para aquela família.
02:48Que isso pode ir desde o cinema, do teatro,
02:51pode ir desde a doação de produtos como videogames, bicicletas,
02:55e, obviamente, a participação de celebridades
02:57que nos ajudam justamente a devolver um pouco para essa comunidade
03:01a alegria que, muitas vezes, eles fomentam.
03:04A psicóloga Elaine Santos é voluntária da Make-A-Wish no Brasil há quatro anos.
03:11Chamada delicadamente de fada,
03:14ela ajuda a realizar os sonhos das Rush Kids,
03:17que são crianças em fase terminal de determinada doença
03:21ou as que não têm um bom prognóstico.
03:24Lembrando que tem uma estatística dentro da Make-A-Wish
03:28nem todas as crianças vêm falecer.
03:31Então, muitas doenças são remissivas.
03:36A proposta da Make-A-Wish é justamente envolver essa criança,
03:41essa família, no sonho, para que ela tenha uma esperança.
03:44E esse papel é fundamental, porque muitas crianças,
03:48a doença zero entra em remissão e precisa só de algum outro cuidado.
03:52O papel da psicologia é principalmente sobre o luto,
03:55porque ainda é um tabu na nossa cultura, na nossa sociedade,
04:01falar sobre o luto.
04:02Por quê?
04:03Ele é dolorido, é uma perda.
04:06Então, é importante a gente sempre cuidar dessa família
04:10para aprender a elaborar esse luto, porque é uma perda.
04:14E eu não digo só uma perda da criança,
04:17claro que é a mais importante,
04:20mas é uma perda também da vida social.
04:22Muitas mães ficam internadas com essas crianças, meses e anos.
04:27A criança não vai para a escola.
04:29Então, muitos sonhos são de um tablet ou de um smartphone
04:32para que elas possam acompanhar a escola, os amiguinhos.
04:37Então, é uma perda geral.
04:38E a psicologia ajuda essa família, essa criança,
04:42a entender aquele momento que ela está vivendo.
04:44E, principalmente, o suporte para o luto.
04:47Todos os sonhos são diferentes,
04:58marcam a gente muito.
05:00Mas este sonho foi especial,
05:03era uma criança já em fase terminal,
05:05tanto que eu realizei o sonho,
05:07que eram compras no shopping.
05:10Ele queria compras.
05:11E era uma criança que já não conseguia andar,
05:14estava bem à base de morfina,
05:16muita dor.
05:18E aí fui eu e a mãe ao shopping.
05:20Aí eu coloquei ele no meu ombro
05:22e a gente ficou andando.
05:23Depois, um pouco no colo, ele pesado.
05:25Aí no colo da mãe,
05:26a gente pegou um carrinho,
05:28aqueles carrinhos que tem no shopping.
05:30E o pai é mecânico desses carrinhos de Fórmula 1.
05:34E o menininho tinha uma habilidade
05:36para manobrar aquele carro,
05:38que você não tem ideia.
05:39Parou o shopping.
05:40Foi uma coisa incrível.
05:42E à medida que eu fui dizendo para ele,
05:44vamos comprar isso, aquilo,
05:45que eram sonhos.
05:46Ele queria bala, carrinho, um bonequinho.
05:49E num determinado momento,
05:52eu fico até emocionada,
05:54ele começou a andar.
05:55Andar e olhar pelo shopping e pelas vitrines.
05:59Gente, foi lindo demais.
06:00Daí ele parou e disse assim,
06:02mãe, eu estou andando.
06:04A gente almoçou no shopping e foi em dezembro.
06:08E aí ele queria um carrinho de controle.
06:10Eu falei, olha, a fada não tem recurso para isso.
06:12Mas o que você acha da gente pedir para o Papai Noel?
06:15Claro que eu tinha um recurso para comprar.
06:18E aí o Papai Noel, ele foi lá,
06:19conversou, fez foto com o Papai Noel.
06:22A gente fez um álbum dele,
06:24enfim, com toda essa experiência.
06:27E aí a gente queria que o Papai Noel
06:29entregasse para ele,
06:31para fazer tudo,
06:32porque eu sabia que ele não ia chegar
06:33até dezembro, até no Natal.
06:36E aí a gente arrumou toda uma...
06:39Todo mundo se engajou,
06:40o pessoal da loja.
06:41Aí o Papai Noel falou,
06:42olha, eu não posso entregar,
06:43porque tem uma fila de crianças gigantes.
06:46E a gente deu um jeito.
06:47Aí o Papai Noel falou que a toalete
06:48veio e ele no meu colo, assim,
06:51já vem cansadinho,
06:52tudo realizou o sonho.
06:53Foi a coisa mais linda, assim, sabe?
06:55De ter pessoas que também ajudaram a gente
06:58a realizar esse sonho.
06:59Então me marcou muito.
07:01Infelizmente, depois de um tempo,
07:03ele faleceu.
07:03Mas ficou aquela memória.
07:07Isso que é muito importante.
07:09A advogada Vanessa Santos
07:11é voluntária da Make-A-Wish
07:13há oito anos.
07:14Bom, a Make-A-Wish, para mim,
07:16é uma forma de ter um contato
07:18com um mundo diferente
07:19do mundo em que eu estou circunscrita,
07:23digamos assim.
07:24Eu tenho contato com crianças,
07:25com famílias,
07:26realidades diferentes.
07:28E uma possibilidade também de troca.
07:31troca das minhas, dos meus sentimentos,
07:34do meu tempo, da minha energia
07:36com essas famílias.
07:38Então, para mim,
07:41é um trabalho voluntário
07:42que tem bastante significado.
07:44E para as crianças,
07:45basicamente, são crianças
07:46de 3 a 17 anos
07:48que tenham doenças graves,
07:50que coloquem em risco
07:51a vida dessas crianças.
07:53Bom, essas crianças
07:54têm uma rotina muito difícil.
07:57hospital, tratamento,
08:00dor, remédio.
08:02Porém, elas continuam sendo crianças.
08:05E, como conversamos,
08:07a alegria é muito
08:08incitar essas crianças.
08:10Elas querem continuar
08:11a ser crianças.
08:12Elas querem continuar a brincar.
08:13Elas querem continuar
08:14a sonhar,
08:15a ter uma vida normal.
08:17Elas não entendem
08:19exatamente por que
08:20elas estão passando por isso.
08:21Algumas crianças,
08:22a gente tem contato
08:23com uma da Valentina,
08:24ela já nasceu
08:25com uma doença congênita
08:27e, enfim,
08:29nunca teve uma vida normal.
08:30Mas a gente faz bastante sonho
08:31de criança que chegou
08:32a ter uma vida normal,
08:33as crianças com câncer,
08:35sobretudo.
08:36Então, ela não entende
08:37por que a vida dela
08:38mudou tanto.
08:40O que a gente faz
08:41é exatamente trazer
08:42esse resgate da infância,
08:45esse resgate da alegria,
08:46esse resgate de poder sonhar
08:47e sair um pouco
08:49daquele mundo de hospital.
08:51A Make Wish realiza sonhos.
08:53Então, o nosso intuito
08:55não é simplesmente
08:55ela quer um tablet,
08:57vamos lá,
08:58e manda pelo correio o tablet.
09:00A gente quer que aquele dia
09:01seja inesquecível.
09:02É o dia,
09:03é a experiência
09:04de ter o sonho realizado.
09:06Então, essa parte da magia,
09:07o quanto mais a gente consegue
09:09trazer de mágico,
09:11de bonito,
09:12de inesquecível
09:13para essa criança,
09:14é o que torna
09:15mais importante para a gente.
09:17Por exemplo,
09:17para as crianças pequenas,
09:18nós não nos vestimos de fadas.
09:20Porém, para as crianças maiores,
09:21a gente tenta trazer outros elementos
09:23e mesmo para as crianças pequenas,
09:24a gente traz outros elementos também
09:26para tornar aquele dia inesquecível.
09:28Perguntamos,
09:29sempre tentamos trazer
09:30comida predileta da criança,
09:32às vezes fazemos decoração
09:33de balões,
09:36ou leva num,
09:38por exemplo,
09:39a Valentina pediu para ir
09:40no shopping center.
09:41Levamos ela no shopping center,
09:43levamos ela na casinha
09:43do Papai Noel,
09:45andar de carrinho.
09:46tentamos fazer
09:47que aquele dia
09:48seja inesquecível
09:49para a criança,
09:50não seja só a entrega
09:51do objeto
09:52que ela pediu.
09:53Além de que a gente pode fazer sonho,
09:55a gente não faz sonho
09:55só de entrega de objeto,
09:57mas a grande maioria
09:57das crianças pedem o objeto
09:58e a gente tenta trazer
10:00uma forma
10:02com que
10:02a gente chama
10:03de magia mesmo,
10:04que para aquele dia
10:05seja inesquecível
10:06para a criança.
10:07Porque
10:07até mesmo
10:09dentro do contexto
10:10de outras crianças
10:11que estão
10:11numa situação de saúde
10:13mais grave
10:15é que
10:16aquele dia
10:17seja importante.
10:25Mariana Arrobra
10:27é fundadora
10:28e presidente
10:28da Cabelegria
10:29que nasceu
10:30em 2013.
10:32O que começou
10:32como um projeto
10:33pessoal de Mariana
10:34e sua sócia Milene
10:36para doarem
10:37seus próprios cabelos
10:38transformou-se
10:39em uma rede
10:40de solidariedade
10:41que já atendeu
10:42milhares
10:43de pessoas
10:43em todo o Brasil.
10:45A ideia inicial
10:46era apenas
10:46uma campanha
10:47nas redes sociais
10:48para coletar
10:49doações de cabelo
10:50de forma mais expressiva.
10:52O sucesso
10:53foi imediato.
10:54Em menos de um mês
10:55receberam mais
10:56de mil doações
10:57de cabelo.
10:58O grande ponto
10:59de virada
10:59ocorreu
11:00quando as fundadoras
11:01perceberam
11:01que os hospitais
11:02não tinham
11:03estrutura
11:04para transformar
11:05o cabelo bruto
11:06em perucas.
11:07Diante disso
11:08elas decidiram
11:09aprender o processo
11:10de confecção
11:11e buscar parceiros
11:12para garantir
11:13que cada doação
11:14chegasse ao paciente
11:16como uma peruca
11:17de cabelo natural.
11:18foi em 2015
11:23que a gente expande
11:24o trabalho
11:24da Cabelegria
11:25e começa
11:26a atender
11:26mulheres
11:27que passam
11:29e passaram
11:29pelo tratamento
11:30topológico
11:31ou que perderam
11:32seus cabelos
11:32por outras patologias
11:34também
11:34como alopecia
11:35queimaduras
11:35no topo cabeludo
11:36mulheres que foram
11:37escapeladas.
11:39E aí em 2016
11:40a Cabelegria
11:41também deu
11:41dois grandes passos
11:43dentro da história
11:44da organização
11:45que a primeira
11:46delas foi
11:46a contratação
11:47da nossa
11:48primeira costureira
11:49então a gente
11:50conseguiu ali
11:51sair de uma mão
11:52de obra voluntária
11:53e passar
11:54para uma mão
11:54de obra específica
11:55onde a gente
11:56tinha uma pessoa
11:57dedicando
11:58o seu tempo
11:59para a produção
11:59das nossas perucas
12:00para a gente
12:01aumentar
12:01a nossa produção
12:02e foi a abertura
12:04do nosso primeiro
12:05banco de perucas físico
12:06então em parceria
12:08com o Hospital
12:08Santa Marcelina
12:09a gente inaugurou
12:10um espaço
12:11que é onde
12:12é praticamente
12:13uma loja de perucas
12:14um espaço
12:15com diversos
12:15mosturários de peruca
12:17onde o paciente
12:17pode entrar
12:18nesse espaço
12:19experimentar
12:20quantas perucas quiser
12:21e levar gratuitamente
12:23a peruca
12:23que mais gostar
12:24e também inauguramos
12:26o nosso banco
12:27de perucas móvel
12:28que é um caminhãozinho
12:29adaptado
12:30como se fosse
12:32praticamente
12:33um banco
12:33de perucas físicos
12:35só que ele é sobre rodas
12:36o que facilita
12:37bastante
12:37o nosso trabalho
12:38de parar
12:39esse caminhão
12:40levar ele
12:41para outros estados
12:42parar na porta
12:43dos hospitais
12:43e fazer a entrega
12:44e a distribuição
12:45das perucas
12:46gratuitamente
12:47então
12:48eu acho que
12:50bem resumida
12:51a história do Cabo Alegria
12:52é isso
12:52hoje a gente
12:53já também
12:54saiu de um escopo
12:55só de atendimento
12:56com a doação
12:57da peruca
12:58então hoje
12:59a Cabo Alegria
12:59a gente também
13:00oferece um atendimento
13:01multidisciplinar
13:02para os nossos pacientes
13:04com atendimento psicológico
13:06atendimento
13:07com a nossa assistente social
13:08também
13:08tudo de forma gratuita
13:10além da Cabo Alegria
13:11também promover
13:12oportunidade de qualificação
13:15e geração de renda
13:16para mulheres
13:16em situação de vulnerabilidade social
13:18então a gente tem um programa
13:20onde a gente
13:20qualifica mulheres
13:22para que elas possam
13:22aprender
13:23toda
13:24toda a produção
13:26da peruca
13:26produção ali
13:27de cabelos
13:28também
13:28de apliques
13:29para que elas possam
13:30ter isso
13:31como forma
13:32de geração
13:33de renda
13:33para elas também
13:34além da Cabo Alegria
13:35também contratar
13:37algumas dessas costureiras
13:38para produzir as perucas
13:40eu falo que
13:41com o mesmo
13:42carinho
13:43que a gente olha
13:44para as pacientes
13:44e para a autoestima
13:46das pacientes
13:46a gente também
13:47olha
13:48para a autoestima
13:49das costureiras
13:49que fazem esse trabalho
13:50com tanto amor e carinho
13:52então a gente sabe
13:53que a costura
13:53é uma mão de obra
13:54muito desvalorizada
13:55no mercado de trabalho
13:56então a gente
13:57para a gente
13:58é muito importante
13:59também sempre
14:00trazê-las para a mesa
14:01junto com a gente
14:02para entender
14:02se o valor
14:04que a gente está pagando
14:05para elas
14:05é um valor justo
14:06até porque a gente sabe
14:08da importância
14:09do trabalho delas
14:10inclusive a gente
14:10leva as costureiras
14:11junto com a gente
14:12para entregar as perucas
14:14para que elas possam
14:15entender
14:15que o trabalho
14:18delas
14:18não tem só um valor
14:19um valor
14:20em espécie
14:21mas tem um valor
14:22no propósito
14:23que tem um propósito
14:24atrás daquilo
14:25e elas adoram
14:25inclusive participar
14:26desse momento
14:27junto com a gente
14:28então a gente tem acesso
14:35a diversos estudos
14:36que diz
14:36quando o paciente
14:37está com a autoestima
14:38elevada
14:38isso influencia
14:39diretamente
14:40na adesão
14:41ao tratamento
14:41daquele paciente
14:42então a gente tem acesso
14:44a diversas mulheres
14:46que param de socializar
14:47que param de ir
14:48para ir para a igreja
14:50mulheres que param
14:50de sair na rua
14:51que param de ir no mercado
14:53porque não querem
14:53que outras pessoas
14:54a vejam careca
14:55mesma coisa
14:56adolescentes
14:57que param de ir para a escola
14:58e a peruca
14:59para essas pessoas
15:00faz total diferença
15:01claro que aqui
15:02na cabelegria
15:03a gente sempre
15:04levanta a bandeira
15:06da autoestima
15:07independente
15:08de como você
15:09prefere passar
15:09pelo tratamento
15:10mas eu sempre falo
15:11que estar careca
15:12tem que ser uma opção
15:13e não uma condição
15:14então se o paciente
15:15não quiser passar
15:17pelo tratamento
15:17careca
15:18ele pode contar
15:19com a cabelegria
15:20que a cabelegria
15:20vai dar uma fruta
15:21para ele
15:22de forma 100% gratuita
15:24em Pardinho
15:26a mais de 200 quilômetros
15:27de São Paulo
15:28a sociedade civil
15:30se organiza
15:31para carregar
15:31no colo
15:32aqueles
15:32que a sociedade
15:33muitas vezes
15:34vira as costas
15:35os animais de rua
15:37a protetora
15:38de animais
15:39independente
15:40e o presidente
15:40da ONG
15:41Patrulha Pet Pardinho
15:43Juliana Gomes Freire
15:44é exemplo disso
15:46eu hoje atuo
15:49na Patrulha Pet Pardinho
15:51que é uma
15:52um grupo
15:54de proteção animal
15:55independente
15:56da cidade
15:56de Pardinho
15:57que hoje
15:59nós estamos
16:00já há três anos
16:02trabalhando
16:02com proteção animal
16:03de forma independente
16:05e agora
16:06a gente está conseguindo
16:07montar uma ONG
16:09formalizada
16:10então vai ser
16:11a ONG
16:12Patrulha Pet
16:13e Força Pet Pardinho
16:15são dois grupos
16:16de proteção
16:16independente
16:17da cidade
16:18que se juntaram
16:20para formar
16:21uma ONG
16:22formalizada
16:23para poder ajudar
16:25da melhor forma
16:26possível
16:26os animais
16:27da cidade
16:28em situação
16:28tanto de rua
16:29quanto de
16:31maus tratos
16:32e tudo isso
16:33esse grupo
16:33que nós temos
16:34hoje em dia
16:35nós temos
16:35200 pessoas
16:37que fazem
16:37mais ou menos
16:38fazem parte
16:39do grupo
16:39cada um
16:40trabalha
16:41de uma forma
16:41cada um
16:42ajuda
16:42como pode
16:43então a gente
16:44vive muito
16:44de vaquinhas
16:45de rifas
16:47de doações
16:49então
16:49a gente
16:50basicamente
16:51se sustenta
16:53e sustenta
16:53os nossos animais
16:54porque
16:55quando a gente
16:56resgata
16:56um animal
16:57e ele precisa
16:58de um veterinário
16:59precisa de ração
17:01medicação
17:02então tudo
17:03o grupo
17:04se junta
17:05para fazer
17:06as vaquinhas
17:06fazer as rifas
17:08recentemente
17:08a gente
17:09fez um
17:09evento
17:09beneficente
17:10para a causa
17:11animal
17:11a gente
17:12fez um
17:12show
17:13de prêmios
17:13e foi uma
17:15tarde linda
17:16e aí
17:17conseguimos
17:18arrecadar
17:18bastante dinheiro
17:19para pagar
17:20as nossas
17:20dívidas
17:21então o grupo
17:22basicamente
17:23ele se sustenta
17:24hoje
17:24dessa forma
17:27e com a ONG
17:29a gente
17:29pretende
17:30conseguir dinheiro
17:31com o poder público
17:32para conseguir
17:33manter
17:34uma ONG
17:35formalizada
17:36porque você
17:38ter uma ONG
17:39no papel
17:39é uma coisa
17:40você ter uma ONG
17:41física
17:41é outra coisa
17:43então você precisa
17:43de um espaço
17:44esse espaço
17:45precisa de água
17:46luz
17:47enfim
17:47toda a estrutura
17:48precisa de pessoas
17:50trabalhando lá
17:51então a gente sabe
17:52que esse é um passo
17:53grande para o grupo
17:54é um passo grande
17:55para a cidade
17:56do Pardinho
17:57porque vai ser
17:57a primeira ONG
17:58registrada da cidade
18:00graças a Deus
18:01meu propósito de vida
18:03é realmente
18:04assim
18:04ajudar
18:05os animais
18:06eu acho que
18:07os animais de rua
18:08principalmente
18:09eu acho que são muito
18:11é carregar no braço
18:13aqueles que a sociedade
18:15vira as costas
18:16a gente tem muitos
18:19animais domésticos
18:20que são bem cuidados
18:21temos muitos animais
18:22domésticos
18:23que são mal cuidados
18:24e a gente tem
18:25esses da rua
18:26que são totalmente
18:27negligenciados
18:28ninguém olha
18:30por eles
18:31muitas pessoas
18:32passam
18:33e chutam
18:34e maltratam
18:35e dão veneno
18:36então eu acho
18:37que é mais
18:38ajudar
18:39quem realmente
18:41precisa
18:42quem está ali
18:43em situação de risco
18:44eu acho que
18:45é uma frase
18:46do Mandela
18:47que eu gosto
18:47muito de usar
18:48está em nossas mãos
18:51fazer do mundo
18:52um lugar melhor
18:53para todos
18:54né
18:56né
18:56que eu acho
18:57que o
18:59que é
19:00que é
19:01que é
19:02que é
Comentários