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Especialistas e autoridades acreditam que o enfrentamento ao crime organizado deve contar com união de forças e também com a regulação das redes sociais e uma investigação maior nas finanças das quadrilhas.


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Transcrição
00:00Muito bem, o combate ao crime organizado no Brasil vai além, evidentemente, da integração das forças.
00:06Para especialistas e também autoridades, o enfrentamento às facções também passa por medidas como a regulação das redes sociais
00:14e também o avanço sobre as finanças das quadrilhas.
00:18A reportagem agora do Misael Mainetti.
00:21Não basta a PEC da Segurança Pública para resolver os problemas enfrentados pelo país.
00:26Para especialistas que passaram pelo seminário, outros mecanismos também são complementares e muito importantes.
00:35É o caso da regulação das redes sociais.
00:38Como explica o diretor-geral de Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
00:43Para ele, este assunto deve ser tratado dentro da PEC.
00:47Percebemos o papel que as redes sociais, que a internet tem nesses casos.
00:53E aqui estamos falando de toda sorte de delitos, como violação de crianças, mutilação de crianças, assassinato de pessoas,
01:01mutilação de animais, tráfico de drogas, além de outros crimes contra o Estado Democrático de Direito.
01:07O crime organizado foi o tema de vários dos painéis aqui desse Fórum de Segurança Pública.
01:12Para Lincoln Gaki, promotor de justiça, especializado no combate ao PCC, existe uma simbiose muito clara entre o crime e as instituições.
01:23Junto à criação das fintechs, ele chama toda essa situação de pejotização do crime organizado.
01:30Elas precisam, elas necessitam dessa simbiose, infelizmente, com órgãos e aparelhos do Estado.
01:40Quer seja para lhe dar algum tipo de facilidade, de proteção, e até mesmo protegê-la contra as facções inimigas, por incrível que pareça.
01:50É a pejotização do crime organizado, infelizmente.
01:55São criadas diariamente dezenas, centenas de empresas ligadas ao crime organizado,
02:04inclusive empresas que atuam como bancos hoje, as fintechs, eu venho falando isso há três anos.
02:12Nós tivemos operações fechando duas delas com a participação da Polícia Federal aqui de São Paulo no início desse ano.
02:19Então, é preciso que nós tenhamos esse conhecimento de que o crime mudou.
02:27Durante o painel, sem citar nomes, Lincoln Gakia ainda mencionou o episódio envolvendo as empresas de ônibus Transwolf e Upbus em São Paulo,
02:37investigadas por terem ligação com o PCC.
02:41Como é que indivíduos que são narcotraficantes internacionais, que fazem negócios com a Drangheta, por exemplo,
02:48que estão procurados e na lista de difusão vermelha da Interpol,
02:54façam parte do controle acionário de empresas que preçam serviço na maior capital do Brasil.
03:01Transportam 30 milhões de passageiros e arrecadam em torno de um bilhão de reais por ano de subvenção da Prefeitura,
03:11fora a arrecadação que vem das catracas.
03:14Para José Eduardo Cardoso, ex-ministro da Justiça, é preciso acabar com o crime organizado no lugar onde ele nasce, nos presídios.
03:23As pessoas não acordaram para perceber que, em larga medida, o crime organizado nasce nos presídios.
03:30Se nós não enfrentarmos a questão prisional da forma adequada, nós acabamos criando condições para que as organizações criminosas floresçam e ganhem mais adeptos.
03:42Ou seja, a questão prisional no Brasil é uma questão chave que precisa ser enfrentada.
03:47Infelizmente, nem sempre quando se discute segurança pública se trata desse problema.
03:51Para Benedito Mariano, coordenador do Núcleo de Segurança Pública do Instituto para Novas Relações entre Estado e Empresa, o IRI, não adianta apenas a aprovação da PEC da Segurança.
04:03É necessário mais.
04:05No meu entendimento, falta ter um órgão nacional da política de segurança pública.
04:12Esse órgão é o Ministério da Segurança Pública.
04:14Nós tivemos por dez meses o Ministério da Segurança Pública no governo Temer.
04:21Em toda a República, nós só tivemos uma única Conferência Nacional de Segurança Pública.
04:27Com o Ministério da Segurança Pública, a cada dois anos, uma Conferência Nacional de Segurança Pública para, a cada dois anos, renovar diretrizes nacionais dialogando com estados e municípios.
04:41O segundo Seminário Internacional de Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia termina na quinta-feira, dia 29 de maio.
04:50E eu faço o convite a você, participe da campanha Chega de Violência, enviando seu vídeo pelo nosso WhatsApp que aparece na tela, o número DDD 11913258055.
05:05Grave um vídeo, se identifique, diga de onde você é, conta pra gente aí qual violência você, sua família ou seus amigos enfrentam no dia a dia, o que deve ser feito, inclusive, para diminuir a criminalidade.
05:21As denúncias serão exibidas durante nossa programação Chega de Violência, uma campanha do Grupo Jovem Pan.
05:28Chega de crime, de assalto, de medo, de impunidade.
05:36Chega, uma campanha da Jovem Pan contra o crime.
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