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Após mais de uma década de sanções, Síria volta ao radar de Europa e EUA. O país, devastado pela guerra, mira a retomada de exportações estratégicas como azeite, algodão e fosfato de cálcio. No quadro Análise Exclusiva, o apresentador Marcelo Favalli, analisou o impacto geopolítico e econômico dessa reaproximação no Conexão.

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Transcrição
00:00A União Europeia e os Estados Unidos fecharam o mercado deles para a Síria há mais de duas décadas.
00:06A retomada da parceria vai ser um ponto-chave na reconstrução do país no pós-guerra.
00:11Mas a Síria também tem o seu lugar no mercado global como exportadora de produtos essenciais.
00:16O apresentador do Conexão, Marcelo Favalli, já está aqui para falar sobre o papel da Síria nesse mercado internacional.
00:23Boa noite para você, Favalli.
00:25Boa noite, Cris Pelágio. Sabe que a Síria é a prova de que a geopolítica não é recente.
00:30A Síria é tão importante que ela já foi império romano.
00:34E para a gente poder entender melhor, vamos voltar um pouco no tempo.
00:38Estou falando de posição geográfica e também um terreno fértil para o que depois nós viemos a chamar de commodities.
00:47A exemplo de óleos e comida, o trigo.
00:51Mas antes disso, vamos olhar para a Síria contemporânea.
00:56Estamos falando de uma reaproximação com a União Europeia, um blocão de 27 países, zona do euro, as potências da Europa Ocidental.
01:04Mas no final de semana já houve um aceno muito importante do presidente Donald Trump com essa reaproximação da Síria.
01:11Então nós estamos falando de 28 países, dentre eles, muitos dos mais ricos do mundo que estão derrubando barreiras para, primeiro, retomar um comércio com a Síria.
01:23O que é muito vantajoso para a Síria, mas também muito vantajoso para estes próprios países.
01:30Tudo começa com os Estados Unidos.
01:34Tudo bem, a Síria passou de março de 2011 até dezembro de 2024, vamos falar aí, 13 anos de guerra civil,
01:46em que boa parte do país foi devastada, centros financeiros, a exemplo da cidade de Alepo, resumidas a escombros,
01:54por isso a importância da reconstrução, mas diante dessa necessidade, dessa reintegração, ficaram posições estratégicas.
02:06Eu estou falando de guerra, ela teoricamente acabou, mas eu preciso voltar a um outro cenário de guerra
02:12que não tem muito a ver com a Síria diretamente, mas indiretamente.
02:17Esta é a quantidade de bases militares que os Estados Unidos têm só nessa região.
02:23entre bases aéreas e bases navais, ou seja, a Síria está cercada por unidades militares
02:32fortemente armadas, treinadas e equipadas dos americanos.
02:37E aqui eu excluí os britânicos, que também têm base nessa região, só para a gente olhar para os americanos,
02:43porque no final de semana houve essa reaproximação dos Estados Unidos-Síria pelo presidente Donald Trump.
02:49Mas o que isso tem a ver com essa retomada de crescimento da Síria?
02:53Pois é, desde o final da década de 70, quando o governo da família Assad tomou o poder e ficou até agora,
03:00dezembro de 2024, a Síria criou uma importante aliança, não com a Europa Ocidental,
03:06e sim com a Europa Oriental, com a União Soviética e com o que restou da União Soviética, a Rússia.
03:13A Rússia manteve importantíssimos laços com a Síria.
03:17A Rússia é um gigante em vários sentidos, territorial, de postura política contemporânea, de armamento,
03:26mas a Rússia, por exemplo, não tem saída para mares relevantes, não tem uma conexão com o mar Mediterrâneo.
03:36A Síria garante esta posição para os russos, que por conta desta aliança com a família Assad,
03:46que estava no poder desde o final da década de 70 até agora, 2024, finalzinho de 2024,
03:52conseguiu colocar navios de guerra aqui em Latakia e Tartus,
03:58dois importantes portos, não só para a Síria, mas como Mediterrâneo para um todo.
04:04Só que a União Europeia também está de olho para quebrar esta aliança política,
04:12essa aliança militar com os russos.
04:15Uma vez que os americanos já têm tomado essa área,
04:19a presença ou agora a aproximação dos europeus com a Síria
04:24pode garantir um ponto mais confortável para cá.
04:29Claro que a União Europeia também está toda virada para o Mediterrâneo,
04:32mas impede, por exemplo, uma maior ascensão dos russos pós-governo Assad.
04:39Mas vamos voltar a falar dos negócios.
04:41A próxima arte mostra o que era a relação comercial do mundo,
04:45Estados Unidos e União Europeia, com a Síria antes da guerra.
04:49Era isso aqui, as exportações da Síria para a União Europeia,
04:55nesse azul mais claro.
04:57A relação com os Estados Unidos já era mais conflituosa,
05:00então as relações comerciais com os Estados Unidos menores.
05:04Mas a Síria entregava importantes produtos para a União Europeia,
05:0727 países, nesta quantidade.
05:10Depois que a guerra avança, a partir de 2011,
05:14tem uma queda abrupta, porque aqui também, coincidentemente,
05:18começam as sanções.
05:20A Síria só não foi sufocada porque neste vácuo entra também países como a Turquia,
05:26um pouco da Rússia, que compram os seus produtos.
05:28Agora, a cereja do bolo está na próxima arte,
05:32em que a gente começa a entender o quão a Síria é importante no comércio internacional.
05:38Olha o tamanho dos produtos e quais são os produtos de exportação da Síria.
05:43Azeite puro, na casa de 140 milhões de dólares por ano de exportação.
05:48Ainda é um número pequeno, porque a gente tem que considerar isso aqui
05:51num período de guerra, mas azeite vale muito no mercado internacional.
05:55A gente teve uma crise aqui e o azeite custava uma fortuna.
05:59Pronto, a Síria é um grande produtor exportador de azeite,
06:03um dos maiores do mundo.
06:05Oleogenosas, mas aqui, fosfato de cálcio,
06:09que é importante para a fabricação de um monte de produtos,
06:11entre vitaminas e até fertilizantes.
06:13algodão de ótima qualidade, porque o terreno prevê isso,
06:19e depois especiarias, o que tornou ali a parte do Oriente Médio
06:23internacionalmente famosa na antiga, inclusive, Rota da Seda.
06:28Mas entre algodão, fosfato de cálcio e azeite puro,
06:32a Síria passa a vir a ser ou volta a ser um importantíssimo fornecedor
06:38desses produtos caros, commodities, para a Europa Ocidental,
06:43para a União Europeia.
06:44Tudo, no final, a gente acaba amarrando com finanças,
06:48porque essas relações aí dependem de um comércio internacional.
06:52Cris Pelagio, de novo, a gente vai, vai, vai, fala de guerra, de economia.
06:56É, eu estava pensando nisso.
06:57Mas o grande Deus chamado dinheiro sempre aparece aqui.
07:00Exatamente. Obrigada.
07:02Te chamo já, já, daqui a minutos.
07:03Te chamo já, daqui a minutos.
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