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O embaixador Jamieson Greer detalhou à CNBC o novo plano dos EUA para conter barreiras comerciais da China. Com tarifas suspensas por 90 dias e inflação anual em 2,3%, o cenário é de reabertura estratégica das negociações. O foco agora é propriedade intelectual, dumping e acordos com Índia, Japão e Reino Unido.

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Transcrição
00:00Nos Estados Unidos, o governo está recalculando a rota para além do período de alívio tarifário de 90 dias com a China.
00:06O principal negociador americano, Jameson Greer, disse a CNBC que no momento os países estão mais bem posicionados para conversar
00:14e o desafio agora é eliminar as barreiras comerciais não monetárias da China.
00:19Mais detalhes estão surgindo sobre o acordo comercial entre os Estados Unidos e a China e outros acordos desta semana.
00:30Nos juntamos ao representante comercial dos Estados Unidos, o embaixador Jameson Greer.
00:36Senhor embaixador, é um prazer vê-lo. Como foi seu fim de semana? Algo interessante aconteceu recentemente?
00:43Fiz uma agradável turnê pela Suíça e comi muito chocolate delicioso, entre outras coisas.
00:52Não dá para evitar, né? O chocolate deles é bom demais.
00:57O secretário do Tesouro esteve conosco ontem e eu perguntei a ele sobre o tom inicial.
01:03Ele disse que foi muito cordial e conciliatório. O senhor descreve a situação da mesma forma?
01:09Sim, concordo. Como mencionamos, houve muito trabalho de preparação para esses eventos.
01:18Portanto, quando chegamos lá, os dois lados estavam prontos para negociar.
01:23A Suíça nos recebeu de uma forma que nos permitiu chegar rapidamente ao ponto de partida e chegar a um acordo.
01:31Claro, há ainda muito a ser feito. E estou preparado para enfrentar os desafios com otimismo.
01:37Porém, nem todos compartilham dessa visão.
01:41Ouvimos mais ou menos o mesmo desânimo, provocando um incêndio e depois apagando-o de uma maneira desnecessária.
01:50As tarifas foram impostas rapidamente e sem reflexão suficiente.
01:56E agora retirá-las não representa uma vitória.
01:59Há ações a serem tomadas nos próximos 90 dias que poderão ser consideradas um sucesso nas negociações dos Estados Unidos.
02:10Resta saber se isso se concretizará, não é mesmo?
02:15É exatamente isso.
02:19Estamos envolvidos em um processo de duas etapas com a China, bem como com outros países.
02:25Em 2 de abril, o presidente impôs tarifas recíprocas, incluindo a China.
02:31Ele temporariamente suspendeu as tarifas com países em negociação, que puderam adotar uma taxa de 10% durante esse período.
02:40A China foi a única a retaliar, com um rápido aumento nas tarifas.
02:44Após ampliarmos nossa escalada para corresponder, eles concordaram em negociar e reduzimos as tarifas para 10%,
02:50pausando as hostilidades por 90 dias.
02:54Este plano tem sido eficaz, envolvendo agora a China.
03:00Tentar descobrir como reduzir as barreiras não tarifárias parece que levaria 90 dias só para tentar fazer isso.
03:09E eu não perguntei ao secretário do Tesouro, eu pretendia perguntar, mas não tivemos tempo.
03:15Qualquer menção ao roubo de propriedade intelectual ao longo dos anos na China é inaceitável.
03:23Dumping, há muitas coisas, temos muitos problemas com a China nesse momento.
03:29É exatamente isso.
03:31E eu sou um veterano de algumas dessas disputas do passado, e muitas delas ainda estão em andamento.
03:37O foco desse acordo e das conversas no fim de semana foi realmente abordar a atual situação de escalada,
03:43e era equivalente a um embargo, que não era sustentável para nenhum dos lados.
03:47Assim, conseguimos chegar a uma posição em que os Estados Unidos ainda têm tarifas substanciais sobre a China.
03:54A China retém algumas, não tanto quanto nós, mas estamos em uma posição em que podemos realmente conversar,
03:59podemos fazer isso de forma construtiva, e quanto ao seu ponto, derrubar barreiras não tarifárias, que são muitas.
04:06E a China é, de longe, o maior desafio nessa frente, o que levará tempo, mas os dois lados querem conversar sobre isso.
04:13A ameaça de tarifas de 30% em 90 dias é suficiente para garantir que os chineses continuem a cooperar?
04:21Bem, há um interesse mútuo em fazer isso.
04:24Vocês viram a queda dos pedidos de exportação chineses, fábricas chinesas paradas,
04:29e, na verdade, outras fábricas e instalações na China sendo alugadas e pessoas demitindo temporariamente trabalhadores na China,
04:37portanto, é uma situação desafiadora para eles.
04:40E, é claro, não queremos fazer um embargo à China.
04:44Portanto, havia um interesse mútuo em chegar a um ponto em que pudéssemos ter algum tipo de comércio com eles
04:49que fizesse sentido para ambas as partes e, ao mesmo tempo, protegesse os Estados Unidos,
04:55mantendo nossas tarifas recíprocas e a alavancagem de que precisamos para obter bons resultados no futuro.
05:02Embaixador, uma das coisas que eu imagino que acontecerá é que a Índia, obviamente, está esperando fazer um acordo,
05:09o Japão e outros também, e esperam fazer acordos que beneficiem a eles, ou seja, contra a China de várias maneiras.
05:17Com relação ao momento de tudo isso, você prevê que haverá uma série de acordos antes mesmo de continuar a negociar com a China.
05:25Como isso vai funcionar do ponto de vista da negociação?
05:30Bem, isso está acontecendo paralelamente.
05:32Ainda hoje, vou ligar para o ministro do Comércio indiano, que é meu colega em questões comerciais.
05:37Depois, vou para a Coreia para me reunir com o ministro do Comércio coreano nos próximos dias
05:42e com ministros do Comércio de muitos outros países asiáticos que estão se reunindo para a PEC.
05:48Agimos tão rápido quanto as outras partes estiverem dispostas a agir.
05:52Todos viram o Reino Unido agir com muita rapidez.
05:56Na Suíça, entre todas as reuniões com os chineses, encontrei-me com o presidente suíço.
06:01Eles querem acelerar as coisas.
06:02Portanto, estamos nos movendo o mais rápido possível com pessoas ambiciosas.
06:07Mas, em última análise, você acha que uma tarifa mínima de 10% em quase todos os setores,
06:12em todos os lugares, é algo que o público americano deve esperar entender?
06:16E talvez nossas contrapartes entendam?
06:19Isso. O presidente fez campanha por uma tarifa global de 10% e tarifas um pouco mais altas para a China.
06:25E é mais ou menos onde estamos agora.
06:27Portanto, promessa cumprida.
06:29Mas isso não significa que não possamos acomodar as cadeias de suprimentos com parceiros confiáveis.
06:34No acordo com o Reino Unido, consideramos o setor automotivo e discutimos sobre produtos farmacêuticos e semicondutores.
06:42Queremos cadeias de suprimentos seguras e maior quantidade possível de produção de volta ao país.
06:48E a tarifa global de 10% ajudará a reduzir o déficit comercial, que é o principal impulsionador de todo o programa,
06:55mas também a criar condições comerciais mais justas com nossos parceiros no exterior.
06:59A inflação anualizada dos Estados Unidos desacelerou para 2,3% em abril, surpreendendo analistas que esperavam um número mais alto.
07:09O resultado reflete somente parte do período em que a guerra tarifária de Donald Trump entrou em vigor.
07:15O indicador foi destaque na CNBC americana.
07:17Esses são os números do índice de preços ao consumidor de abril, provavelmente uma das métricas mais importantes no momento.
07:27Alta de dois décimos no principal, um décimo abaixo do esperado.
07:32E vale lembrar que no retrovisor, pelo menos até agora, sem revisões, aquela queda de um décimo foi a menor em cinco anos.
07:40Tirando alimentos e energia, alta de dois décimos também, um décimo abaixo das expectativas,
07:47e isso vem depois de uma alta de apenas um décimo, que já era a menor em quatro anos.
07:54Vamos ampliar a visão.
07:55Na comparação ano a ano, 2,3%.
07:58Isso mesmo, um décimo abaixo do esperado, um décimo abaixo do mês anterior, e agora marca uma nova mínima de quatro anos.
08:07Porque está abaixo da última leitura, uma queda sequencial.
08:11E por fim, ano a ano, excluindo alimentos e energia, o chamado núcleo, vem a 2,8%.
08:18Dentro do esperado, igual a última leitura, e também, veja só, uma mínima de quatro anos.
08:26Agora, eu gosto de olhar os índices.
08:28Esse é o índice do CPI, que remonta a 1913.
08:32Veio a 320,795, um novo recorde histórico.
08:37Praticamente acontece todo mês.
08:38O índice em si bate novos recordes.
08:41E se olharmos o núcleo, que começou em 1957, chegou a 326,43.
08:47E adivinha só, outro recorde histórico.
08:49Estamos vendo os juros caírem um pouco devido ao progresso.
08:52A ironia aqui é, no retrovisor, aquelas taxas eram bem menores há quatro ou cinco anos nesses períodos intermediários.
09:01Numa época em que o FED, reformulado, via a inflação como algo ligado, possivelmente, a tarifas.
09:08Ficamos um ano e meio sem fazer progresso real.
09:12Mas o FED agia como se estivéssemos avançando.
09:15Agora estamos, de fato, avançando.
09:17E só se fala de inflação, inflação, inflação.
09:21Vinícius Torres Freire, boa noite.
09:23Como eu falei agora há pouco, esse resultado aí não pega totalmente o efeito das tarifas, né?
09:29Boa noite, Marcelo.
09:30Boa noite para todo mundo.
09:31Não, não pega.
09:32Mas, em primeiro lugar, vamos olhar para o número, esse número um pouco do passado.
09:37Inflação de 2,3% ao ano.
09:40Não é um indicador de inflação preferido do FED, do Banco Central dos Estados Unidos, que é um outro, que é a inflação do consumo real dos americanos.
09:48Mas é um índice que mostra que a economia americana ia bem antes de haver a turbulência de Donald Trump.
09:56O emprego estava em nível alto, desemprego em nível baixo, PIB crescendo, consumo crescendo e, ainda assim, inflação caindo.
10:07Quer dizer, a estrutura da economia americana estava bem, inclusive com a inflação indo para perto da meta desejada pelo FED.
10:14Então, quer dizer que, na base, na estrutura, sem maluquices do Trump, a economia estava bem.
10:19Agora, como você disse, Marcelo, não pega quase nada do efeito das tarifas do Trump, por quê?
10:26Os produtos que vão para as lojas, que são consumidos mesmo pelas pessoas e os serviços também, não sofreram esse impacto, por quê?
10:33Eles advêm os preços dos produtos de contratos fechados há dois, três meses.
10:38Então, não pegou nada ou quase nada das tarifas do Trump, talvez tenha pegado alguma expectativa de aumento de preço.
10:44O que a gente vai ver, quando a gente vai ver impacto de Trump, vai ser lá por junho, julho.
10:50Aí você vai ter um impacto total, isso ainda depender de mudanças que pode haver nos impostos de importação.
10:57Mas vai ficar para junho, pelo menos junho ou julho, para ver se a gente descobre se o aumento de imposto de importação bateu na economia
11:06e batendo as empresas se elas estão segurando o preço ou não.
11:09Então, só lá o FED, o Banco Central americano, vai ter uma ideia mais precisa do que aconteceu na economia
11:14e tomar atitudes em relação aos juros.
11:16É por isso que a decisão do FED de, talvez, abaixar juros acontece em julho.
11:22Vai ter uma reunião no começo de junho, outra em julho, no final.
11:25É possível que fique para julho ou, a depender do tamanho da bagunça que virá, talvez até para setembro.
11:31E o que isso importa para a gente?
11:33Claro que a economia americana sempre importa para o mundo inteiro.
11:36Mas o nível de taxa de juros nos Estados Unidos tem efeito no nível de taxa de juros no Brasil e no preço do dólar.
11:44Se a inflação cair por lá ou não subir muito e se o FED puder reduzir juros,
11:48a gente tem perspectiva melhor para o preço do dólar e para a inflação no Brasil também.
11:53Então, essas decisões no centro da economia capitalista mundial, que são os Estados Unidos,
11:57afetam, sim, a nossa vidinha mais comezinha, mais cotidiana aqui.
12:00E, pelo jeito, dada a turbulência, dada a incerteza, a gente vai ter mais ideia do que vai ser a respeito de juros nos Estados Unidos,
12:09lá pela metade do ano só, quando tiver o efeito das tarifas nas lojas, que vai demorar um pouco.
12:16Agora, a despeito de tudo isso que você falou, esse número baixo de inflação aí,
12:20pode dar mais gás para o Trump para continuar a cruzada dele contra o Jerome Powell, não?
12:24Já deu, né?
12:26Marcelo, hoje mesmo ele falou de novo, o Powell, o atrasadão, continua não baixando os juros.
12:31Ele diz, olha, a inflação está baixando, o FED tem que baixar, como qualquer político normal de qualquer lugar do mundo,
12:38mas era uma coisa que não se via nos Estados Unidos, essa pressão sobre o presidente do Banco Central,
12:43desde os anos 1970, final dos anos 70 do século passado.
12:49O Trump voltou a esse tipo de comportamento, que é um pouco primitivo e não adianta em nada, a não ser causar confusão, porque é Trump.
12:58Mas, claro, ele está jogando também com um dado que a gente acabou de dizer, não é relevante no sentido de perspectivas para a inflação,
13:05porque não pegou o efeito da bagunça que ele mesmo criou.
13:10Então, a gente vai ver como é que o Trump vai continuar a falar sobre isso, se tiver aumento de preços,
13:15que é previsível, algum aumento previsível, pelo menos lá por junho.
13:20Obrigado, Vinícius.
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