00:00O IBGE anunciou que o índice de desemprego no Brasil atingiu 7% no período de janeiro a março,
00:06um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
00:12O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 7%.
00:17Esse patamar fica acima do registrado no trimestre anterior, encerrado em dezembro, com 6,2%.
00:24No entanto, o número é o menor para os meses de janeiro a março
00:27em toda a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 2012.
00:33O recorde anterior era de 2014, quando a taxa de desocupação no período marcou 7,2%.
00:39O desemprego vinha seguindo uma tendência de queda desde o período de janeiro a março do ano passado
00:45e atingiu seu nível mais baixo, de 6,1% de setembro a novembro.
00:50Desde então, o caminho tem sido ascendente.
00:52O Brasil registrou 7,7 milhões de pessoas em busca de emprego entre janeiro e março,
00:58mais de 890 mil que no trimestre anterior, aumento de mais de 13%.
01:03Em um ano, o número caiu 10,5%.
01:06A população formalmente empregada no setor privado permaneceu praticamente inalterada,
01:11com 39,4 milhões de pessoas.
01:14A redução do desemprego é um dos aspectos positivos da perspectiva econômica do governo do presidente Lula,
01:19que retornou ao poder em janeiro de 2023.
01:23No entanto, o aumento da inflação, especialmente nos alimentos,
01:26contribuiu para diminuir a popularidade de Lula,
01:29que atingiu um nível recorde de baixa em seus três governos.
01:34Vamos então ver números desse levantamento do IBGE,
01:37que foi divulgado hoje com o retrato do desemprego no Brasil.
01:41Então, a taxa de desocupação, que é aquilo que a gente chama popularmente de taxa de desemprego,
01:46ficou em 7% nesse trimestre, o primeiro de 2025.
01:50No último trimestre do ano passado, ela estava em 6,2%.
01:53Então, a taxa de desemprego aumentou.
01:55Número absoluto de pessoas desocupadas eram 6,8 milhões no fim do ano passado,
02:01isso subiu para 7,7 milhões.
02:04As pessoas ocupadas eram 103,8 milhões de outubro a dezembro,
02:09isso caiu para 102,5 milhões entre janeiro e março.
02:13Taxa de informalidade, aqui um dado positivo, porque recuou,
02:18era 38,6, agora 38%, ou seja, 38% das pessoas que estão ocupadas
02:24não têm registro, não recebem benefícios, por exemplo.
02:29E a renda média era de R$ 3.371,00 no último trimestre do ano passado,
02:34e melhorou, passou agora para R$ 3.410,00 no primeiro trimestre de 2025.
02:40Vou chamar o Vinícius Torres Freire mais uma vez aqui ao estúdio
02:43para ele comentar os resultados do IBGE.
02:47O que aumenta nessa época do ano?
02:49A gente já sabe que aumenta, né, Vinícius?
02:50Agora, embora tenha aumentado, para esse período é o melhor resultado da série histórica.
02:55É verdade, a gente tem sempre que lembrar.
02:57Taxa de desemprego tem uma variação típica, que nem é de chuva.
03:01É no chuva, no metade do ano aqui no Sudeste, não cai.
03:06E a taxa de desemprego sobe normalmente.
03:09O que você tem que fazer é comparar ano com ano.
03:12E a gente, comparando essa época do ano passado e dos anos até 2012,
03:17que é quando começa a nova série de dados do IBGE,
03:20não tem taxa de desemprego tão baixa.
03:22Então, na nossa história, essa é a menor taxa,
03:25nossa história conhecida, a menor taxa que nós temos.
03:29Mais que isso, o número de pessoas empregadas continua subindo 2,6% ainda ao ano.
03:36Então, são 103 milhões, está crescendo quase 3 milhões de pessoas a mais por ano.
03:40Isso é mais do que está entrando gente no mercado de trabalho.
03:42Tanto que tem um outro indicador lá dentro, que o pessoal usa, a gente vê menos,
03:45que chama nível de ocupação,
03:46que é o número, a porcentagem das pessoas em idade de trabalhar, mais de 14 anos,
03:51que estão empregadas.
03:53Está crescendo e está nos níveis mais altos dessa série histórica.
03:56É o segundo mais alto.
03:58A renda está subindo.
04:00Quando a renda está subindo, é que não tem gente sobrando para trabalhar.
04:04E está subindo ao nível de 4% ao ano, acima da inflação.
04:09Ela deu uma desacelerada no ano passado, que estava muito forte,
04:12janeiro, fevereiro.
04:14Mas só que essa taxa de crescimento da renda é maior do que a de janeiro e fevereiro.
04:18Então, aquilo que parecia uma desaceleração, não é.
04:22Agora a gente está vendo uma subidinha.
04:24E como você falou, taxa de informalidade, a gente está numa mínima também.
04:28Só que a gente tem que dizer que taxa de informalidade não é só quem tem carteira assinada.
04:31É empregado público que tem registro,
04:33pessoas que trabalham como autônomas que têm CPF, pagam as contas, etc.
04:37Pagam contas formais, etc.
04:38Então, de qualquer modo, essa medida também é a menor desde 2012.
04:42Então, pelos dados do IBGE, o mercado deu uma reaquecidinha e está crescendo muito rapidamente.
04:49O total de salários, a massa salarial, quer dizer, junta tudo o que todo mundo ganha, do trabalho,
04:55está crescendo 6,5% acima da inflação.
04:59Isso é um ritmo mais do que o triplo do crescimento do PIB previsto para 2025.
05:04Então, pelos motivos bons ou ruins, o pessoal do Banco Central fala assim,
05:08puxa, sim, a inflação vai ficar ruim.
05:10É possível, mas não está tendo desaquecimento, está muito forte.
05:13A gente teve os dados do Caged, não sei se você vai fazer ele falar daqui a pouco,
05:16que foram um pouco diferentes, mas a gente pode comentar isso daqui a pouco.
05:19Dá uma ligeira discrepância com o que está acontecendo aí, mas é explicável.
05:23Obrigado, Vinícius.
05:25Obrigado, Vinícius.
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