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  • há 2 semanas
Alice Sarcinelli fala sobre sintomas, diagnósticos e terapia de reposição hormonal com a ginecologista especialista em climatério e menopausa, Madalena Bandeira e o ginecologista e mastologista, Luiz Sobral.

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Transcrição
00:00Olá, bom dia! Começa agora o nosso Check-Up Saúde, o programa que coloca você frente a frente com os
00:07maiores especialistas em saúde do Espírito Santo.
00:17A pausa para um chá nesse canto preferido da casa, os momentos descontraídos com o filho ao ar livre para
00:25sorrir,
00:26fazem parte da receita do equilíbrio nessa nova fase da vida da Ellen.
00:33Eu não menstruava, mas eu sentia tudo, a TPM, a chateação, as dores de cabeça.
00:41Eu cheguei a ficar seis meses sem menstruar, e sempre com esses intervalos, mas quando vinha, era nove, doze dias.
00:48Eu estou aí perto de uns oito meses sem menstruar, mas cólica esse mês eu tive.
00:54Então eu já estou esperando que tenha algum escape ainda.
00:59Por quase um ano, tudo era intenso.
01:02Cansaço, desânimo, temperatura do corpo.
01:06Eu ficar nervosa.
01:09Às vezes eu procrastinava muito.
01:13Cansada, não tinha vontade de fazer as coisas, chorosa, calor, frio, calor, frio, mudança, alteração de humor.
01:21Terrível.
01:23Ellen está no climatério, um período de mudanças no corpo feminino.
01:29Quando a gente tem uma queda de estrogênio, de testosterona, então já começa a ter um pouco de fadiga, de
01:34cansaço, de indisposição.
01:35O desejo sexual, ele diminuiu um pouco.
01:38A resposta metabólica, então, vai fazer exercício físico, a resposta do corpo já não é mais a mesma coisa.
01:44Um estudo internacional recente constatou que mulheres que estão na fase de pré-menopausa,
01:50ou seja, que já apresentam falhas no ciclo menstrual, tem até o dobro de chances de desenvolverem transtorno bipolar.
01:59Ellen teve muitas alterações de humor.
02:02Ah, eu acordava bem, bem humorada, do meu jeito, né, dando bom dia pro sol.
02:08E qualquer coisinha virava uma chave.
02:11E eu ficava intolerante, chata, aquilo ficava o dia inteiro me corroendo, porque aquilo, aquilo, parece que era pontual.
02:20Era isso.
02:21E depois voltava também, né, às vezes passava uma borboleta e levava isso e eu voltava da risada.
02:29Parecia uma caminhada sem rumo.
02:32Ellen achou melhor procurar um médico e relatar como estava se sentindo.
02:38A gente primeiro vem como uma loucura, né, bipolaridade, ah, você tá bipolar.
02:43A gente precisa se entender, procurar entender o que que tá acontecendo,
02:46pra poder pedir o apoio de quem tá do lado.
02:50Pra você poder se comunicar e falar, olha, eu tô passando por um processo hormonal,
02:55e isso tá alterando tudo aqui dentro.
02:58Então eu peço um pouco de paciência e apoio, né?
03:02Ellen mudou o estilo de vida para enfrentar os desafios que muitas mulheres já conhecem
03:08e outras ainda conhecerão.
03:10Ela faz exercícios todos os dias, perdeu peso.
03:16Então pegando a expectativa de vida de uma brasileira em torno de 73, 75 anos de idade,
03:20e a média de entrar na menopausa, que é os 50 anos, ela vai passar de 20 a 25 anos
03:25na menopausa.
03:26Se a gente não cuida dessa qualidade de vida, a paciente tem uma vida muito ruim por muito tempo.
03:33Como a Ellen se imagina quando completar um ano na menopausa?
03:39Pelo menos uns 15 quilos mais magra.
03:43E sem nada disso, sem os calores, sem nada.
03:47E com bom humor?
03:48Sempre, esse eu sempre tenho, né?
03:51Hoje falamos de um assunto que está presente na vida de nós mulheres em algum momento,
03:56a menopausa.
03:58Das alterações de humor aos sintomas físicos,
04:00o período pré e pós-menopausa é marcado por impactos significativos na vida da mulher.
04:05No Brasil, o IBGE estima que 29 milhões de mulheres estão nessa fase.
04:11Ondas de calor, insônia, mudanças de humor, diminuição da libido,
04:16são reclamações bem comuns.
04:18Mas uma nova fase também pode trazer novas possibilidades.
04:23No Check-Up Saúde, deste domingo, quem veio conversar com a gente
04:27é a doutora Madalena Bandeira de Melo, ginecologista, especialista em climatério e menopausa,
04:34e o doutor Luiz Sobral, ginecologista e mastologista.
04:38Sejam bem-vindos.
04:40Bom dia.
04:41É um prazer estar aqui, Alice, mais uma vez.
04:44Bom dia.
04:44É um grande prazer estar aqui com vocês.
04:47Doutor, a gente quer saber o que é climatério e como ele se diferencia da menopausa.
04:53Climatério é diferente mesmo de menopausa?
04:55É, o climatério, a gente fala que ele é uma data, é uma fase, né?
05:00E a menopausa é uma data.
05:01O climatério hoje a gente chama muito de perimenopausa,
05:04que é aquele período que antecede a menopausa, né?
05:07Onde geralmente iniciam-se os sintomas, os maiores, os sintomas mais importantes que a mulher tem,
05:12como as irregularidades da menstruação, as ondas de calor.
05:15E aí ele vai terminar na menopausa, que a gente estabelece quando ela fica um ano sem ter menstruação.
05:22Aí a gente sabe que a partir dali ela entrou na menopausa.
05:26Doutor, e a menopausa, ela vai afetar a saúde das mamas?
05:31A menopausa, ela influencia em todo o corpo da mulher.
05:34E a mama também, como um órgão hormônio dependente, né?
05:37Ela sofre algumas alterações com a menopausa, sim, Alice.
05:40Ela pode começar a ter um processo de involução e aparecer cistos.
05:44Os ductos principais da mama também se dilatam, a paciente pode começar a sentir um pouco de dor,
05:50empontada no bico do seio, por alterações da mama no climatério.
05:56Agora, doutora, a gente quer saber quais são os principais sintomas do climatério,
06:00que está aí contando que a menopausa pode estar chegando.
06:04O que a mulher sente?
06:05E também a gente quer saber quando começar algum tipo de tratamento.
06:09Os sintomas, eles são muito variados, né?
06:11Eles podem variar bastante de mulher para mulher, mas assim, o que mais chama a atenção
06:17são as irregularidades da menstruação, que no início a gente sempre acha que a menstruação vai ficar falhando.
06:23Não, no início é o contrário.
06:24No início ela vai chegando, elas ficam mais próximas umas das outras, né?
06:28Curta.
06:28A mulher, isso, ela tem ciclos mais curtos.
06:31Ela começa a ter menstruações mais perto uma da outra, né?
06:34E são os primeiros sintomas que a diminuição do hormônio está acontecendo.
06:38E acompanhado a isso, muitos sintomas emocionais, né?
06:41Algum nervosismo, irritabilidade, a mulher fica um pouco mais impaciente, o sono fica pior,
06:47as ondas de calor começam a acompanhar o que atrapalha mais ainda o seu sono e as suas funções do
06:54dia a dia.
06:55E algumas alterações da sexualidade também podem acontecer.
06:59Então, são muito inespecíficos e muito variáveis de acordo com mulher, de mulher para mulher.
07:05E a gente vê que nessa hora a mulher não sabe muito o que fazer, né?
07:08Às vezes fica com vergonha que dá aquele suador no meio do dia, no trabalho.
07:12Já vi gente que carrega até um ventiladorzinho portátil.
07:16Às vezes, quando vai para essa parte da emoção, é difícil explicar para o companheiro, para as pessoas que estão
07:22próximas.
07:22Mas quais são os tratamentos disponíveis para lidar, então, com esse período do climatério, doutora?
07:28Hoje em dia, a gente já tem, né? Já está bastante estabelecido a terapia hormonal,
07:33que ela vai justamente repor esse hormônio, que é o estrogênio, né?
07:38Que é o que começa a diminuir ao longo da vida da mulher.
07:42Naturalmente, toda mulher tem uma diminuição da sua produção de hormônio pelos seus ovários.
07:47E, gradativamente, como essa quantidade for diminuindo, os seus sintomas, geralmente, vêm apresentando.
07:53Vão piorando e agravando.
07:54Então, normalmente, o que a gente costuma fazer com bastante segurança hoje é a terapia hormonal,
07:59que a gente repõe um pouquinho de estrogênio e aquelas pacientes que têm útero também vão fazer uso da progesterona.
08:04E aí, para ter acesso a esse tratamento, o próprio ginecologista, nas nossas visitas de rotina,
08:11ele vai pedir um exame de sangue? Como isso é feito?
08:14Porque tem gente que vai na farmácia, eu acho que é copiar a receita da amiga, né?
08:18Isso jamais pode acontecer, né?
08:21Com certeza, o seu ginecologista que te acompanha ao longo da sua vida,
08:24ele vai ser capaz, sim, de diagnosticar, de saber exatamente quais são as deficiências,
08:29em que fase que você está, se você está na perimenopausa, na menopausa,
08:33vai conseguir avaliar, selecionar se você é uma paciente candidata a isso ou não,
08:37que a gente precisa de fazer alguns exames antes,
08:39e prescrever para você com toda a segurança.
08:43Doutor, ainda falando sobre os sintomas, a gente queria saber o que é a dor nos seios,
08:48a mastalgia e se ela pode ser realmente sintoma na menopausa.
08:53A mastalgia, a dor na mama, né?
08:56Ela ocorre durante toda a vida da mulher, né?
08:59E na menopausa, a gente pode ter uma dor mais específica, aquela que eu falei,
09:02empontada no bico do seio, mas não é um sintoma da menopausa.
09:07Mas é mais comum aparecer na menopausa pela dilatação dos ductos principais.
09:12Não tem relação com câncer, mas pode incomodar,
09:16e é um bom motivo para a gente chamar a paciente para fazer o seu check-up, né?
09:21Da mamografia, do ultrassom, para poder avaliar o risco de câncer que ela pode ter.
09:27E é um momento de orientação.
09:30Doutora, e a gente ouve muito falar em menopausa precoce, né?
09:34Quando que a menopausa é realmente considerada precoce e por que ela acontece?
09:38A gente tem que entender que são duas coisas diferentes.
09:41Uma coisa é quando você tem uma insuficiência do seu ovário prematuramente,
09:44que isso acontece antes dos 40 anos.
09:47A outra coisa é uma menopausa precoce, que acontece antes dos 45 anos.
09:51Então, são dois termos diferentes, mas que têm importâncias diferentes também.
09:56A gente sabe que a mulher, ela nasce com um número de células determinado no seu ovário
10:00e que ela vai gastando ao longo da vida dela.
10:02Ao longo da sua vida reprodutiva, ela vai gastando essas células.
10:05Até que chega um determinado momento da vida, e essas células são as que produzem os hormônios.
10:09Então, até que ela vai chegando no determinado momento da vida em que essa população se esgota.
10:13E com isso, a produção hormonal também diminui bastante.
10:16Não vamos dizer esgotar, porque tem outras fontes, mas diminui bastante,
10:19o que faz com que ela comece a ter esses sintomas da baixa da produção do estrogênio.
10:24Isso pode acontecer tanto antes, aliás, pode acontecer em qualquer fase da vida, né?
10:28Mas a gente chama de insuficiência variana quando ela acontece antes dos 40 anos,
10:32o que é assim uma condição de, a gente considera como uma doença.
10:36Inclusive, isso deve ser tratado como uma doença.
10:39E o estresse, ele pode levar?
10:41Quais são as causas dessa menopausa precoce?
10:44É, aí é multifatorial, né?
10:46Aí a gente não tem, assim, talvez ela tenha nascido com uma população folicular,
10:49uma população de células um pouco menor, fatores externos, ambientais, radiação,
10:55quimioterápicos, medicação, tabagismo, o estresse.
10:57Não são inúmeros fatores que a gente não vai saber dizer exatamente, mas é tudo junto, um contexto.
11:03Temos uma dúvida dos nossos telespectadores. Vamos ver?
11:07Ei, boa tarde. Meu nome é Rita e a minha pergunta é,
11:11estando na menopausa com ou sem os sintomas, é necessário fazer reposição hormonal?
11:17Bom, a gente não considera apenas um sintoma para julgar a necessidade de tratamento, né?
11:24Porque a gente sabe que a falta do hormônio no organismo feminino,
11:28ele pode levar a repercussões muito negativas no seu aparelho cardiovascular,
11:33nos seus ossos, principalmente, na sua sexualidade, numa atrofia genital.
11:38Então, a gente, não necessariamente você, ela precisa manifestar um sintoma específico.
11:44Ela precisa saber que a terapia existe e que pode beneficiá-la de várias maneiras.
11:50E cabe a ela, compartilhadamente com a gente, decidir pela terapia ou não.
11:55E quais são esses tratamentos, doutora, de reposição hormonal?
12:00O que existe para o tratamento da menopausa?
12:03Olha, existe o hormônio que a gente produzia.
12:07É injetável, é via oral?
12:07Existem várias vias de administração, né?
12:09Mas a gente prefere mais, hoje em dia, a via não oral, não comprimido.
12:15Não que isso seja contraindicado, não que a gente demonizar isso de maneira nenhuma.
12:19Tem mulheres que se beneficiam com isso também.
12:21Mas, de preferência, o que a gente tem feito mais atualmente é pela via, pela pele.
12:27E não é tomar o comprimido.
12:30Agora, tem muita gente que faz receita caseira também, né?
12:33É, mas isso a gente...
12:33Chá daquilo, planta daquilo, legume.
12:36Tem alguma verdade nisso?
12:39Olha, assim, quem sou eu para dizer que não?
12:41Mas, assim, você pode ter, talvez, algum alívio dos sintomas, talvez.
12:46Mas o benefício real que a gente deseja com o estrogênio, essas medicações não vão fazer.
12:52Aí, a mulher foi ao médico, recebeu o tratamento, tem acesso a essa medicação, o SUS fornece os medicamentos de
12:58reposição?
12:59Não, ela tem que comprar particular.
13:01Se o SUS fornece, como nós, no Hospital das Clínicas, é porque a gente leva.
13:06A gente tem parcerias com o laboratório, a gente tem... nós levamos as medicações também,
13:12mas não existe uma pactuação para o fornecimento, pelo menos em Vitória.
13:19E aí, essa mulher, então, resolveu fazer esse investimento, ou conseguiu um médico anjo lá,
13:24com essa doação da medicação, se ela não fizer o tratamento, o que pode acontecer?
13:29Quais são as consequências de não tratar algo que foi detectado como sendo necessário?
13:35Não, primeiro a gente tem que entender que a gente não está falando de doença, né?
13:38Não estamos falando de uma doença menopausa, tipo assim, se você não tratar, você vai ter um agravo à sua
13:43saúde.
13:44Não, mas a gente sabe que as mulheres que submetem à terapia hormonal, elas, de fato, têm uma qualidade de
13:49vida muito melhor, né?
13:50Ela diminui a incidência de algumas doenças.
13:53A osteoporose, que mata demais a mulher, assim, não é que mate, mas a consequência dela pode levar a uma
13:59péssima qualidade de vida.
14:00A doença cardiovascular, que é o que mais mata a mulher hoje em dia, né?
14:04E a terapia hormonal tem uma participação também nisso.
14:07Então, não que ela seja um motivo de uma doença, mas a gente sabe dos benefícios na melhoria da qualidade
14:15de vida dela.
14:16Então, o que a doutora está falando é que tratamento e lidar com a menopausa é lidar com a sua
14:20saúde, com a sua qualidade de vida.
14:22Não deixe de procurar o seu médico, o seu ginecologista, se você está tendo qualquer um desses sintomas que a
14:28gente está trazendo aqui.
14:29E a gente quer saber, doutor Luiz Sobral, quando é necessário fazer a mamografia após a menopausa?
14:36A gente sempre preconiza a mamografia anual.
14:38A gente começa antes até, né?
14:40Porque a gente recomenda a Sociedade Brasileira de Mastologia, ela bate muito nisso, a Sociedade de Radiologia também,
14:48no sentido de fazer mamografia anual a partir dos 40 anos.
14:51E na menopausa, a gente mantém essa mamografia anual.
14:55Então, uma vez por ano é o ideal para a gente poder fazer a detecção precoce do câncer de mama.
15:01E acontece alguma mudança na densidade da mama dessa mulher na menopausa, no corpo como um todo?
15:07A mama pode diminuir a densidade depois da menopausa.
15:10Isso é uma coisa boa porque a mama com menos densidade tem mais risco de câncer de mama, né?
15:15Mas nem todas as mulheres têm diminuição da densidade no climatério.
15:19Então, é uma coisa individual.
15:21Toda paciente deve fazer sua mamografia anualmente e a densidade mamária vai ser um ponto importante aí no controle das
15:28pacientes.
15:29Doutor, e se a gente tiver que falar de um protocolo, quais são os exames recomendados durante a menopausa?
15:35O que a mulher não pode abrir mão de fazer?
15:37Na verdade, a mulher tem que tentar ao máximo chegar na menopausa saudável, né?
15:41Ela tem que tentar chegar na menopausa com um controle adequado do peso, com seus níveis pressóricos adequados, com seu
15:48colesterol adequado, ou seja, com a sua saúde adequada, né?
15:52Porque aí a gente vai ter um resultado muito melhor na manutenção da sua saúde.
15:57Mas basicamente uma rotina ginecológica, que a gente faz anualmente nesses pacientes a partir dos 40 anos.
16:03Uma mamografia bem feita, né? Se precisar, um tração de mama também associado.
16:07Uma avaliação da sua saúde geral, como um todo, seus exames de rotina, seu colesterol, sua glicose, os seus fatores
16:14de risco cardiovascular, né?
16:17Então, a gente não é nada de tão grande, tão importante.
16:20Uma avaliação geral da sua saúde, não só ginecológica, quanto metabólica também.
16:25E o alerta, hein? Quem passou aí mais de um ano sem fazer nenhum tipo de exame, olha o que
16:29a doutora falou.
16:30Eu queria aproveitar esse gancho para falar um pouquinho da questão do tabagismo, né?
16:35Porque a gente fala muito de câncer de mama, mas o câncer de pulmão hoje já é o quarto na
16:39mulher.
16:40E a mulher parece estar assumindo o papel do homem na manutenção do uso do cigarro, do tabaco, né?
16:45Nós estamos vendo uma diminuição da mortalidade do câncer de pulmão no sexo masculino.
16:50Isso não está sendo observado no sexo feminino.
16:52Agora, com os novos métodos de prevenção do câncer de colo, eu acho que o câncer de pulmão vai acabar
16:57ultrapassando até mesmo o câncer do colo do útero.
17:00Então, a gente faz um alerta que nos hábitos de vida saudáveis, o combate ao tabagismo, eu acho que também
17:07é uma coisa que no climatério a gente preconiza, mas que deve ser em qualquer fase da vida.
17:10Eu acho que o cigarro eletrônico deve estar tendo algum papel aí, né?
17:14Porque facilita ali o acesso, não tem o cheiro.
17:16Com certeza, com certeza.
17:18Fica o alerta, gente.
17:19Temos mais dúvidas dos nossos telespectadores.
17:22Vamos ver?
17:23Olá, bom dia.
17:25Meu nome é Franciene.
17:26Gostaria de saber se existe menopausa cirúrgica e qual a diferença da menopausa normal.
17:32Sim, a menopausa cirúrgica acontece em algum momento da sua vida que você precisa retirar os seus ovários, né?
17:38Por algum motivo, ou um tumor ovariano, ou alguma situação em que se fez necessário a retirada dos ovários antes
17:45da sua menopausa.
17:47Doutor, e a gente quer saber se a terapia de reposição hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama.
17:53O senhor estava falando sobre câncer, aumento de risco elevado.
17:57Esse é um medo comum, né?
18:00Ali do coletivo.
18:01Os grandes estudos mostram que realmente há uma elevação de risco, mas é pequena.
18:06Essa elevação, o risco de câncer depois de 5 anos, ela aumenta para 1.26.
18:13O grande estudo do WHI mostra que se você tinha pacientes não usando hormônio, 30 tinham câncer de mama a
18:20cada mil,
18:21e 38 tinham câncer de mama a cada mil que fazia reposição.
18:25Então, esse aumento de risco existe, é uma preocupação, mas não é um aumento de risco grande.
18:32A gente considera aumento de risco grande quando um risco relativo acima de 2.
18:36E para o uso de hormônio é 1.26, é um risco baixo.
18:41E a gente sempre deve individualizar, ver a história familiar, a história pessoal.
18:44Se a paciente tiver testes genéticos, avaliar também testes genéticos,
18:48para decidir qual é a melhor conduta para aquela mulher individualmente em relação à reposição hormonal.
18:53Nós não devemos ter esse medo exagerado, porque alguns cânceres, o câncer de colo do útero, por exemplo,
19:00de endométrio, o de colo do intestino, a reposição hormonal até ajuda a diminuir.
19:06Nós especialistas alertam, é importante fazer a reposição quando necessário,
19:11mas fazer com a ajuda de um especialista.
19:13Gente, mais uma vez, não é para copiar a receita de ninguém.
19:17Cada um tem que seguir uma recomendação individualizada.
19:20Daqui a pouco, nossos especialistas vão responder a gente sobre mitos e verdades
19:25quando o assunto é menopausa.
19:27Será que no SUS existe algum tratamento gratuito?
19:31A gente já falou aqui sobre a medicação.
19:32Eu te respondo já, já.
19:48Estamos de volta com o Check-Up Saúde, com os maiores especialistas em saúde do Espírito Santo aqui para você.
19:55E a gente vai de mito e verdade agora.
19:57Doutor, falando em menopausa, o único tratamento possível é a reposição hormonal?
20:03É lógico que hábitos de vida, alimentação saudável, combate ao álcool, tabagismo são importantes.
20:08Mas o tratamento mais efetivo, que melhora a onda de calor, ressecamento vaginal, é o tratamento hormonal.
20:14É uma verdade isso.
20:16Doutor, e a gente quer saber, depois da menopausa não é possível engravidar.
20:21É verdade?
20:22Verdade.
20:24Pelas vias naturais, verdade.
20:27Doutor, e a gente quer saber, a menopausa só chega depois dos 50 anos?
20:32Não, isso é mito.
20:33A idade da menopausa coincide com a idade da mãe.
20:37As telespectadoras podem até perguntar a sua mãe quando entraram na menopausa, que é uma boa estimativa.
20:42E ela ocorre normalmente no Brasil em torno de 50 anos.
20:45Mas dos 40 em diante, a gente já considera normal.
20:48E antes dos 40, a gente considera a menopausa precoce.
20:52A mulher fica mais suscetível a algumas doenças na menopausa.
20:55É verdade, doutora?
20:56Sim, a osteoporose principalmente, que é uma causa importante, que agrava a saúde da mulher, alterações do coração, dos vasos
21:04sanguíneos.
21:05Sim, verdade.
21:07Problemas como insônia, depressão e ansiedade são comuns nessa fase.
21:12Verdade ou mito, doutor?
21:13Verdade. Ela vai ter que fazer o luto da perda da fase reprodutiva dela.
21:18Ela, dependendo de outras situações, pode estar mais suscetível à depressão, à ansiedade.
21:25E isso é uma verdade que ela deve ser acompanhada com um especialista.
21:31Doutora, e a menopausa altera a aparência de pele, de unha, de cabelo, é verdade?
21:36Sim, é verdade. A regressão biológica, o processo de envelhecimento, isso é uma coisa natural e que as mulheres têm
21:43que saber lidar com isso.
21:45Porque isso é a vida, né? Nossa vida é isso e a gente tenta lidar da melhor maneira possível com
21:49isso.
21:51Doutor, esclarece pra gente o que o SUS oferece no acompanhamento e tratamento da menopausa.
21:56Bom, hoje a gente tem um ambulatório lá no UCAM, de climatério, e também tem um ambulatório de osteoporose que
22:02é feito pelo professor Ben-U.
22:04E algumas medicações pra osteoporose têm gratuitamente pelo SUS.
22:10No entanto, a terapia hormonal não tem, a não ser que os professores levam a amostra grátis e ajudem os
22:16pacientes a fazer a sua reposição.
22:20Perfeito. Esse foi o Check-Up Saúde de hoje, no seu domingo.
22:24Agradeço a presença, doutora Madalena, doutor Sobral.
22:28Obrigado, Alice. É um prazer estar aqui junto com a Madalena, minha colega de departamento.
22:33Somos todos UFs.
22:35Exatamente.
22:35Somos todos UFs.
22:36Pela sua saúde, gente, se cuida, procura o seu médico, procura a unidade de saúde do seu bairro, não deixe
22:43os seus exames pra amanhã.
22:44A prevenção pode mudar a sua história e a história da sua família.
22:49Até o próximo Check-Up Saúde.

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