- há 5 semanas
As transformações da produção e da venda da bebida e os desafios dos produtores capixabas
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00:00Nós estamos começando então mais um Momento Agro, nosso podcast com assuntos ligados ao agronegócio.
00:08E hoje eu tenho aqui comigo o José Altino Machado Filho, que é pesquisador do Incapé.
00:15Bom dia, Zé, seja bem-vindo.
00:17Agradecido, obrigado o convite.
00:19Eu que agradeço.
00:20E a Kícia Dalorto, que a gente estava até aqui brincando, que é empreendedora, torradora de café,
00:27fazedora de cafés especiais e mais o que, Kícia?
00:30Ai, mas tudo o que precisar fazer dentro da propriedade, né?
00:33A gente está.
00:33Bom dia, obrigada pelo convite.
00:35Eu que agradeço.
00:36Muito obrigada.
00:37A gente vai ter um papo aqui hoje, gente, sobre os novos mercados de café de qualidade, não é isso?
00:42Para onde que está ainda esse mercado?
00:44O que tem de novidade nesse mercado?
00:46O Zé brincou comigo que ele falou assim, falar de canilão de qualidade não é mais assunto.
00:52Isso já está consolidado.
00:54Como é que é isso, Altino?
00:55Fala para a gente.
00:56Realmente, o canilão especial, essa foi uma questão que sempre foi muito levantada.
01:00Se existia, hoje falar isso, que não traz nenhum aquele resultado, é claro que ele existe,
01:08é claro que ele faz parte da nossa realidade hoje.
01:11A partir de 2018, quando a BSA tardiamente assume que existe o canilão, oficializa a existência do canilão especial,
01:19então cai essa ficha para nós.
01:21Mas o canilão especial, ele já existe desde 1995, criado pelo CQI, através de um programa na África.
01:29O que precisava nós entendermos é que ele passa a ser real, na verdade, é quando o produtor começa a
01:34receber por ele.
01:35Essa é a percepção que se torna concreta para o nosso produtor.
01:39Entendi.
01:40Então, assim, passada essa fase de todo mundo entender isso que você acabou de explicar,
01:45em que momento nós estamos com o café conilão de qualidade, Altino?
01:50Agora é o momento de virada de chave, é o momento de grande transformação.
01:56Eu sinalizo como pontos principais.
01:58Primeiro, a norma nova do Ministério da Agricultura, onde as grandes empresas são obrigadas a identificar no pacote de um
02:05supermercado
02:06a presença do canilão.
02:08Ele deixou de entrar mascarado no blend.
02:11E a segunda também mudança, muito importante, foi a queda da produção do arábica.
02:17Que aí o conilão passa a ocupar 90% no blend, 100% no blend dos tradicionais.
02:23E aí, com essa mudança, o consumidor descobriu uma coisa.
02:28Ué, então eu já estou bebendo conilão há muito tempo.
02:31E a outra...
02:32É isso que eu ia te perguntar, só não te interromper.
02:34Mas quando você falou assim, agora tem que ter no selo, não está mais mascarado.
02:38Então ele sempre esteve lá?
02:40Sempre esteve lá, só que sem estar revelado.
02:44Porque, inclusive, de forma equivocada, era colocado em muitos cafés 100% arábicos e nunca foram.
02:50Mas não era obrigado a falar a verdade, não estava na lei, né?
02:54Hoje não, hoje é verificado, a BIC verifica, faz essa fiscalização e ela sabe o que tem no café.
03:00E esse selo tem que ser verdadeiro.
03:02Hoje essa informação tem que ser verdadeira.
03:04E aí, quando o conilão começa a entrar, tinha um medo da indústria, nessa participação do blend ter crescido e
03:14assumido a totalidade,
03:15de que o mercado iria reclamar.
03:17E o que aconteceu?
03:18O telefone do SAC não tocou.
03:22Ninguém questionou nada.
03:23Ninguém questionou.
03:23Não tinha o que questionar também, né?
03:25Não tinha o que questionar.
03:26E aí, puxando um pouco a sardinha pro conilão também, que é uma, assim, a nossa praia, o nosso dia
03:33a dia,
03:34você procurar um café arábico barato, gente, é um café muito, muito, muito ruim.
03:40Você procurar um conilão barato, ele é um café com um pouco de verde, que não faz mal a ninguém.
03:47É um café seco no fogo direto, aí o pessoal fala a fumaça, mas nós comemos alimentos defumados.
03:55Não é a fumaça que faz mal, não é.
03:57A fumaça ruim é um processo ruim que faz mal, mas o fato dele ser seco no fogo direto, bem
04:03feito,
04:04não é isso que transforma ele num café ruim.
04:07E aí, quando esse café, ele entra no mercado e as pessoas começaram a perceber que o café tradicional parou
04:13de dar azia,
04:15parou de dar gastrite, parou de fazer mal pras pessoas.
04:18Era tudo mito, né?
04:19É, e aí, o que que acontece?
04:21Acontece, reduz o preço do arábica, o arábica volta a participar maior no blend,
04:28aí o público começou a reclamar.
04:31Opa, mudou o café.
04:33Ó, o café não tá mais legal.
04:36E isso, gente, não foi só no Brasil, não.
04:38Isso foi internacionalmente.
04:40Então, nós temos hoje uma busca grande pelo conilão participar mais na Europa, nos Estados Unidos.
04:48Mas qual conilão?
04:50E aí, eu coloco essa questão, igual aqui, você presenciou, tá nessa fé dessa mudança, né?
04:57De onde ele viria?
04:58Qual é a necessidade que o Espírito Santo teria de transformação?
05:00Aí vem a outra mudança de chave, que nós trouxemos pro conilão.
05:05Nós temos que começar a beber o próprio café.
05:08E aí, há três anos atrás, numa parceria com a Cris, a gente começou uma torrefação,
05:12a gente começou essa coisa de colocar o conilão num pacotinho.
05:15E aí, eu vou deixar aqui, você fala um pouco desse conhecimento, porque ela presenciou e hoje...
05:22Eu quero que ela comece a falar pra mim do começo, digamos assim.
05:28Porque antes de torrar café, você já começou a fazer conilão de qualidade, é isso?
05:35Você conta pra gente como é que é a sua história aí, como é que é essa trajetória aí?
05:39Na verdade, 2018, 2019, foi justamente o primeiro ano que eu comecei a entender e pesquisar
05:46e correr atrás de informações sobre como produzir conilões de especialidade.
05:51E isso praticamente não existia.
05:53Se você falasse de um conilão de especialidade naquela época,
05:55todo mundo ainda tinha essa coisa de conilão na bebida e tal.
05:59E a gente fala que remou muito tempo sozinho, até ir se conectando com as pessoas certas
06:03e encontrar as pessoas que já estavam vendo que isso estava mudando,
06:06que já estavam presenciando, bebendo cafés, provando cafés e tal.
06:10E eu sempre brinco e falo que o nosso terreiro suspenso
06:14e os nossos processos de produzir café de especialidade na fazenda
06:17sempre tiveram dois grandes propósitos.
06:19Um, consolidar uma marca, que isso aí é uma questão estratégica de negócio.
06:23E consolidar a fazenda como uma referência de qualidade,
06:25que é um propósito que a gente tem, está caminhando um pouco todos os dias para esse propósito.
06:31E a outra era definir como que a gente ia investir no processamento do grande volume.
06:38Todos os produtores que procuram a gente para falar sobre conilão de especialidade,
06:42café, pacotinho de café especial, eu falo assim,
06:44vocês têm que entender o seguinte, sempre serão dois mercados.
06:48Existe o mercado de especialidade, que é um produto artesanal.
06:51Isso existe nos vinhos, nos queijos, nos chocolates.
06:55Esse mercado artesanal, ele sempre vai conferir um nível de qualidade
06:59que é o que vai para os concursos, etc, etc.
07:04Isso é um mercado.
07:05Um outro mercado é o mercado do comodity, do grande volume.
07:10Que é o que a gente está acostumado, não é?
07:12A gente tem que lembrar, eu sempre falo que o mercado de café de especialidade,
07:18ele é um mercado que vai atingir de 2% a 5% da população no mundo todo.
07:2295% da população toma café.
07:25E a gente tem que lembrar que o Brasil é um dos maiores produtores de café do mundo
07:29e também é um dos maiores mercados consumidores de café do mundo.
07:32A gente não pode ignorar que, eu acho que o produtor brasileiro
07:37e o consumidor de café brasileiro,
07:39ele não se dá conta do peso que ele tem na definição do que é um bom café.
07:43A gente tem um monte de gente definindo o que é mercado de café,
07:47falando para um monte de gente hoje nas redes, nas mídias sociais.
07:51Isso está muito acessível.
07:52A pessoa fica ali falando o que é o café de qualidade.
07:54O que é o café de qualidade?
07:55É o café que bebe isso que bebe, aquilo que bebe, não sei o que, não sei o que.
07:59E eu sempre falo, uma coisa que eu falava com meu pai,
08:01e esse é o puxão de orelha, né, Altino, que a gente dá no produtor sempre,
08:04que é o seguinte, café não sobra.
08:08Me apresenta um produtor de café que falou assim,
08:10ah, senão eu não vejo café porque ninguém quis.
08:12Não existe, né?
08:13Pelo contrário, né, Altino?
08:14A gente viu aí falta de café no mercado.
08:17Então, assim, qual é a preocupação que o produtor tem com o café que entrega?
08:24Porque, como o Altino estava falando anteriormente,
08:26o produtor de café tem que deixar de achar que ele produz apenas um grão
08:32e passar a entender que ele produz um alimento.
08:35Então, a gente acha que a virada de chave está sendo puxada por dois momentos.
08:41Um momento de mercado e um momento de tecnologia.
08:45Então, assim, é a coisa do mercado entender que sempre vai existir o mercado de especialidade,
08:50sempre vai existir o trabalho artesanal.
08:52Um trabalho que quem faz, a gente sempre fala,
08:54cafés especiais são feitos por produtores especiais.
08:57Tem produtores que se propõem a isso.
08:59Se dedicam, né?
08:59Que só fazem isso.
09:01E não é somente pelo preço, por isso, por aquilo.
09:04É pelo amor que a gente tem pelo café.
09:07É diferente.
09:08Então, assim, produzir o pacotinho de café especial é um outro processo.
09:12Mas a gente tem que passar a entender que o volume de commodities que a gente produz
09:16precisa começar a trazer uma qualidade maior porque a gente está vendendo e produzindo café
09:22para 95% da população brasileira que precisa tomar um café que não vai dar azia,
09:27que não vai dar gastrite.
09:28E começar a entender esses parâmetros, né?
09:31Do que é esse café de qualidade ou não.
09:34Lembrando uma reflexão que eu fiz, assim,
09:36recentemente o protocolo internacional da SCA, né?
09:39Da BSCA mudou.
09:40Agora a gente tem o CVA.
09:42Então, eu estou nessa fase de procurar certificação.
09:45Então, eu fui fazer esse curso para entender
09:47como que essa classificação de café de qualidade,
09:50de café especial vai ser tratada de agora em diante.
09:52É uma virada para o mundo todo isso, para o mercado internacional.
09:56E a gente até brinca, né, Altino, que a gente fala assim,
10:00muitos provadores de café não entendem o que é defeito.
10:05E tem uma grande...
10:06O que é o defeito no café?
10:07O que é o defeito?
10:08O Altino sempre...
10:09Vou deixar ele falar porque ele sempre bateu muito nessa tecla.
10:11Vocês têm que entender.
10:12O que é a preferência...
10:14Eu falo que é o delírio.
10:15O que é o delírio do sabor, da acidez, da fragrância,
10:18do não sei o que, da nota, do...
10:20Tons de um seu velaço, chefe.
10:23O que é essa avaliação que agora está sendo chamada
10:26de uma avaliação afetiva?
10:28E o que, de fato, é uma avaliação descritiva?
10:30E quando eu estava lá no meio...
10:31Eu e mais uma amiga de Conilon,
10:34no meio de mais 22 pessoas,
10:36produtoras, avaliadores, degustadores,
10:39registrados, certificados de arábica,
10:40e a gente provando café com uma galera,
10:43que a gente virava e falava,
10:43gente, mas isso aqui é um defeito.
10:45E o pessoal estava lá assim,
10:47que delícia.
10:48Gente, isso aqui é um defeito.
10:50Então, esse é um papel fundamental
10:53do mercado de especialidade.
10:55Eu sempre digo assim,
10:56não é o mercado de especialidade
10:58que vai definir o grande mercado,
11:00mas ele valida o nosso produto,
11:03o potencial do nosso produto em volume.
11:06Entendi.
11:06Então, hoje, o pacotinho de café Conilon especial,
11:09100% Conilon,
11:10ele valida o grande potencial
11:12que o nosso commodity tem como bebida.
11:14Entendi.
11:15E isso é importante,
11:16porque...
11:17Por que isso acontece no Espírito Santo?
11:19Por que eu falo que a gente tem
11:20uma responsabilidade grande
11:22e é um diferencial?
11:23Primeiro que o Espírito Santo,
11:24ele sempre teve os dois cafés.
11:27E brinco mais,
11:28implico mais ainda um pouco
11:29com a turma de Rondônia,
11:30que todo mundo hoje fala
11:31dos robustos amazônicos
11:33e tá essa febre de trazer material
11:36de lá, os cones.
11:37E eu falo, gente,
11:39o Espírito Santo sempre teve os dois.
11:41Nós sempre tivemos Conilon,
11:42sempre tivemos robustas.
11:44Nasceram das nossas coleções.
11:45Nós temos híbridos,
11:46mistura dos dois.
11:48E a grande transformação
11:49do Estado ter isso
11:50e ter o Arábica
11:51para o Conilon,
11:52em 2010,
11:53eu como pesquisador,
11:54como cientista,
11:55eu não acreditava
11:57que Conilon tivesse doçura,
11:59acidez, sabor,
12:00essas coisas.
12:00Eu não achava isso.
12:01E então,
12:02o Conilon começou a ter um fluxo
12:05de descer das montanhas.
12:08A partir do momento
12:08que o Conilon subiu,
12:09que o produtor lá na montanha
12:10viu,
12:11opa,
12:11o Conilon produz bastante,
12:12eu vou produzir Conilon.
12:14Isso lá em 2000 e pouco.
12:15Só que ele começou a dar um carinho
12:17para o Conilon,
12:17tal qual dava para o Arábica,
12:19e começou a surgir materiais
12:21que a gente falava.
12:21Aí estava a diferença, né?
12:22Estava a diferença.
12:23O trato.
12:24O trato.
12:25E nós começávamos,
12:25inclusive,
12:26a achar que era por culpa
12:27da altitude, né?
12:28Porque é o café de altitude.
12:29Tem gente ainda que fala
12:30essas coisas.
12:31Eu falo, não.
12:32E, de repente,
12:33começou a ter um fluxo.
12:34Hoje,
12:35o que impulsiona o Espírito Santo,
12:37que é o diferencial
12:37de velocidade de avanço,
12:39é isso.
12:40Porque,
12:41do mesmo jeito
12:41que o trato está descendo
12:42nas montanhas, né?
12:43A tecnologia do trato,
12:44do capricho,
12:45da qualidade está descendo
12:46nas montanhas.
12:47A nossa tecnologia
12:48de clones,
12:49de irrigação,
12:49plantio em linha,
12:50nosso manejo do Conilon.
12:52Hoje,
12:52tem tecnologias
12:53que são preconizadas
12:54no Arábica,
12:55como a poda,
12:56sendo feitas
12:56como o Conilon.
12:58Olha como é que,
12:59então,
12:59esse intercâmbio
13:00que acontece
13:00nesse estado pequeno
13:01e precioso
13:02é importante.
13:03Então,
13:04isso faz com que
13:05a gente tenha
13:05uma característica
13:06de inovação
13:07muito rápida.
13:08Muito grande.
13:11voltando um pouquinho,
13:12você começou primeiro
13:14fazendo o seu café.
13:15Isso.
13:16O que que levou
13:17para esse caminho
13:18da torrefação?
13:19Foi ver,
13:20enxergar essa virada
13:21de chave
13:21que o Altino falou
13:22desse mercado,
13:24desse boom,
13:24desse café,
13:25do Conilon de qualidade?
13:27O que que provocou
13:28isso,
13:28essa iniciativa?
13:30Como a gente
13:30vinha conversando,
13:31eu sou uma
13:32daquelas filhas
13:33de produtor
13:33que foi estudar
13:35e o pai falava assim,
13:36você vai estudar
13:37porque isso aqui
13:38a gente não pode
13:38contar com nada.
13:40Então,
13:41eu sempre brinco
13:41que fala assim,
13:43durante dez anos
13:44da minha vida,
13:45enquanto eu fiquei
13:45onze,
13:46enquanto eu fiquei
13:46fora da propriedade,
13:48eu era a pessoa
13:48que de café
13:49para mim
13:49era só cafeteria.
13:51Então,
13:51café era um negócio,
13:52porque a gente,
13:53como eu fiz arquitetura,
13:54então era coisa assim,
13:55frequentar a cafeteria,
13:56o terceiro lugar,
13:57então eu vivi muito
13:58isso ali em Vitória,
13:59café para mim
14:00era a cafeteria
14:01e a fazenda existia.
14:02Quando eu passei,
14:03quando eu voltei
14:04para Linhares,
14:05eu falo que
14:05a torrefação para mim
14:07ela veio
14:07da outra ponta,
14:09o interesse
14:09pela torrefação.
14:10Muita gente
14:11entra no mercado
14:12de torrefação
14:12pela ponta
14:13da cafeteria,
14:14ou para empreender,
14:16ou porque ama
14:17cafés,
14:18é ali o barista,
14:19um apaixonado
14:19por café,
14:20um copo nove.
14:20ou é um negócio
14:21também,
14:21é um negócio.
14:22Ou é um negócio,
14:22ele vai empreender
14:23com café,
14:24com cafeteria,
14:24e ele vem desse mercado,
14:26desse mercado que,
14:27assim,
14:27fala muito dos especiais,
14:29dos sabores,
14:29das pontuações,
14:30e quer entregar
14:31essas experiências
14:32lá na cafeteria.
14:33Quando eu chego
14:34na fazenda,
14:35eu percebo
14:36que a ponta de cá
14:39está completamente
14:41desconectada
14:41da ponta de lá.
14:43Quem produz café
14:44no Brasil,
14:45na grande maioria
14:46das vezes,
14:47está completamente
14:48desconectado
14:49de quem bebe,
14:49inclusive porque,
14:51por exemplo,
14:52nas regiões de Conilon,
14:53a gente aprendeu
14:54que o Conilon nem bebe.
14:56E aí,
14:57o que eu percebi?
14:57A torrefação
14:58é justamente
15:00a pecinha no meio.
15:02Meio que liga.
15:03É quem transforma,
15:04né?
15:05Quem industrializa,
15:07quem transforma
15:08o produto
15:09para o consumo final,
15:11pode,
15:12se quiser,
15:13pode ter
15:14essa função.
15:15Por isso que aí
15:15veio a decisão
15:16de trazer a torrefação
15:17para dentro da fazenda.
15:18Por que o Arábica
15:20avançou tanto nisso?
15:21Porque é costumeiro
15:22o Arábica
15:22torrar o café
15:23na bolinha.
15:24Que ele torradou
15:25em casa.
15:26Exatamente.
15:26E o Conilon
15:27meio que se perdeu
15:28isso,
15:29porque o produtor
15:30de Conilon
15:30comprava no supermercado.
15:31Eu falei,
15:32gente,
15:32vocês produzem café
15:33e compram no supermercado?
15:35E era uma coisa
15:36também da torrefação
15:37isso,
15:38que a gente vê assim,
15:39não é um grande negócio,
15:40é claro que nós temos
15:41grandes produtores
15:42que a maior renda
15:44não será a torrefação.
15:46Mas isso virou
15:47uma questão de orgulho
15:48dele ter a marca,
15:50o nome dele,
15:51e isso eu falo
15:52que a gente...
15:52E beber o café
15:53que ele faz.
15:54Aqui ela não é
15:55uma torrefadora,
15:56eu brinco que ela é
15:57uma produtora
15:57de cartão de visita,
15:59de visita top,
16:01especial hoje
16:02do produtor,
16:03porque não tem gente...
16:03Já subiu de nível, né?
16:05Não tem nada melhor
16:06do que qualquer produtor
16:07que experimentar isso,
16:08receber uma visita
16:10e falar,
16:10olha o meu café
16:11e ver o brilho
16:13nos olhos da visita,
16:14a gente não tem igual.
16:15Essa é uma virada
16:16de chave muito importante
16:18para o produtor
16:19entender também
16:20por que ele precisa
16:21começar a investir
16:22nesses processos
16:22de qualidade
16:23para o grande volume.
16:24Então, assim,
16:25porque a torrefação...
16:26Hoje a gente torra
16:27os nossos cafés,
16:28a gente torra cafés
16:29de produtores
16:29de todo o norte do estado
16:30e do sul da Bahia,
16:31e assim,
16:32Kícia,
16:33todo produtor
16:33tem uma marca de café?
16:35Não.
16:36Tem produtores que fazem...
16:37Começou muito
16:38com esse movimento
16:39dos produtores
16:39vindo de terreiro
16:41de café especial,
16:42que faziam duas sacas,
16:43três sacas,
16:44cinco sacas de café especial
16:45e ter o pacotinho,
16:47mas hoje a gente
16:47é procurado
16:48por grandes produtores
16:50que trazem duas,
16:51quatro,
16:52seis sacas de café
16:53para consumo próprio.
16:54A gente tem produtores
16:55que estão torrando café
16:57de fogo direto,
16:59que se eu fiz um secador
17:00melhor aqui,
17:01então a gente separou
17:01umas sacas
17:02porque eu quero ter
17:03na fazenda
17:03para funcionários,
17:04para o pessoal da empresa,
17:06tem loja,
17:06para o pessoal da empresa,
17:07então, assim,
17:08tomar o nosso próprio café.
17:10Essa virada de chave
17:11é importante
17:12porque ele, de fato,
17:13começa a entender
17:13que o produto dele
17:15é um alimento.
17:16E fala para mim
17:17uma curiosidade nessa,
17:19você já me falou,
17:19mas para o nosso público,
17:23de três anos,
17:24quando começou para hoje,
17:26quanto que a procura
17:27pela torrefação aumentou?
17:29A gente brinca,
17:30foi mil por cento,
17:31porque todos os dias
17:32a gente recebe
17:33novos produtores
17:34e aí a gente já está
17:35na fase,
17:35como o Altino falou
17:36do cartão de visitas,
17:38que é o seguinte,
17:38Rose,
17:39o Conilon é novo,
17:40o mercado de café
17:41como um todo,
17:42nacional e internacionalmente,
17:44está descobrindo o Conilon,
17:45nós ainda estamos descobrindo
17:46nossos Conilons,
17:47os canéforos,
17:48como um todo,
17:50então, assim,
17:50as pessoas hoje
17:51procuram a torrefação
17:52porque tem a marca própria,
17:53porque querem tomar
17:54o próprio café,
17:55porque querem entender
17:56qual é o café
17:57que nós estamos produzindo,
17:58torrefadores de fora do Estado
18:00estão querendo ter acesso
18:02a bons Conilons,
18:02então,
18:03procuram a gente
18:03como referência,
18:04assim,
18:04você consegue para mim
18:05uma saca?
18:06Ah, eu gostaria
18:06de fazer um blend.
18:07Nossa, eu tomei o seu café
18:08numa feira
18:09e eu vi que é um café bom,
18:10dá para fazer um café legal,
18:11eu quero ter no meu portfólio
18:12de produtos.
18:13Ou seja,
18:13é um perfil bem amplo,
18:15né?
18:15O leque ampliou.
18:16Tem muita gente
18:16por vários motivos
18:18procurando.
18:19Hoje, de fato,
18:21assim como já acontece
18:22no Café Arábica,
18:22porque o Café Arábica,
18:23ele está presente hoje
18:24em todas as etapas
18:26da cadeia,
18:27de mercado,
18:28de consumo.
18:29Tem o commodity,
18:30tem o tradicional,
18:31tem o especial,
18:32tem a cafeteria,
18:32tem o barista
18:33que ganha concurso
18:34com os arábicos e tal.
18:35E eu acho que hoje
18:37a gente,
18:38eu acho que só está faltando isso,
18:39né?
18:39A gente tem um barista
18:39que ganha um concurso
18:40com o Café Corilão,
18:42que isso ia ser um sonho.
18:43Anota aí na carteirinha de sonhos.
18:45Um barista ganhando um concurso
18:46com um comum de qualidade.
18:47Ah, eu fico o recado, viu?
18:48Fico o recado aí,
18:49os baristas.
18:50Exatamente.
18:51Mas a gente já está presente
18:52em todas essas áreas,
18:53de pequenos e médios negócios,
18:55dos grandes negócios,
18:56das grandes torrefadoras,
18:57pequenos e médios produtores,
18:59artesanais ou commodities.
19:00Você sabe que isso é
19:01uma limitação muito grande?
19:04Porque eu percebo
19:05em cafeterias que eu entro
19:07e eu vou de curioso,
19:09estive em Belo Horizonte
19:10até numa famosa
19:11com forma cursos
19:13e forma...
19:13E quando você fala assim,
19:15eu gostaria que fizesse
19:16com um método...
19:17Não, não podemos mudar o método.
19:19Então, é uma coisa muito louca,
19:21porque o café especial,
19:22ele vem para quebrar um padrão
19:23e as pessoas estão criando ditaduras.
19:25O método...
19:26Colocando numa caixinha.
19:27A forma de...
19:27Então, essa é a resistência
19:29que o Conilon enfrenta
19:31para entrar nesse meio.
19:32E essa ficha caiu para mim
19:34que hoje eu falo
19:35uma frase muito interessante
19:37para o produtor.
19:37Quando começamos os concursos,
19:39muitas vezes o café ficou agarrado,
19:41porque ele ganhou o concurso,
19:43matéria-prima,
19:44para fazer o que com isso?
19:45Alguns acabam vendendo
19:47no armazém,
19:47que compra commodity,
19:48não vai pagar mais, né?
19:50Porque o armazém,
19:51ele não tem a saída
19:52para esse café especial.
19:53Ele não tem cliente
19:54para esse café.
19:55Então, isso que deu uma época,
19:56que deu um desânimo,
19:57nos concursos,
19:57hoje não,
19:58hoje tem saída,
19:59nem que seja ele torrar
20:00para a família,
20:01mas hoje tem busca.
20:03E aí,
20:04então,
20:04a gente ficou muito focado
20:06nessa questão de cafeteria.
20:07E aí eu pergunto
20:09para todo mundo,
20:10toda cidade tem cafeteria?
20:12Não tem.
20:13Todo bairro tem cafeteria?
20:14Muito menos.
20:15Muito menos.
20:16Muito menos.
20:17Mas todo bairro tem mercado,
20:18tem padaria,
20:19toda cidade tem supermercados.
20:22E aí,
20:23acordar para esse 95%
20:25que aqui se acordou,
20:26é muito importante.
20:28Acordar,
20:29porque você vai ganhar dinheiro
20:30vendendo um pacotinho
20:31a 40 reais,
20:32eu estou meio defasado de preço,
20:34mas você não vai ganhar dinheiro
20:35vendendo um pacotinho
20:36num valor caro,
20:36mas você vai vender centenas
20:37num valor mais razoável.
20:39Vai ganhar no volume, né?
20:40Vai ganhar no volume.
20:41Vai ganhar no volume.
20:42E a gente bate na tecla
20:43do café honesto, né?
20:46Café honesto no sentido, assim,
20:47de entregar um bom café.
20:49Ah, sim,
20:49que é esse café que ele está falando, né?
20:51É, eu falo que a gente,
20:52como região produtora,
20:53a gente demorou demais
20:55para vender o que produz.
20:57Sim,
20:58é aquela coisa de saber
20:59que produz alimento, né?
21:00Nós somos uma região produtora.
21:02Por que a gente está tomando
21:03tanto café?
21:04Assim,
21:04a gente sempre fala, né?
21:05Quisa,
21:06como é que eu compro um bom café?
21:07Procuro o produtor.
21:08Compre o direto do produtor.
21:09Compre o direto do produtor.
21:10Olha que café bacana.
21:11E, assim,
21:13duas perguntas, né?
21:14Primeiro,
21:16o produtor,
21:16vocês sentem que o produtor
21:17está aos poucos
21:19se tocando disso,
21:20de que ele pode receber alguém lá
21:22querendo comprar o café dele?
21:24Como você está dizendo,
21:24procura o produtor
21:25para comprar um bom café.
21:26Isso,
21:27eles estão meio que,
21:28eles estão caindo a ficha
21:29com o passar do tempo?
21:30Isso precisa de preparo,
21:32Rosi.
21:32Isso aí entra,
21:34são várias mãos,
21:35várias entidades,
21:37porque nós temos que preparar
21:39o nosso produtor
21:40para atendimento ao público.
21:42Não pode servir isso
21:43num copo,
21:44como diz, né?
21:44Num copo sujo, né?
21:46Quem vende o bar,
21:47que vende a cerveja,
21:48não pode entregar a cerveja,
21:50melhor a cerveja,
21:51num copo sujo.
21:52Então,
21:52essa coisa do atendimento,
21:54do apoio público
21:55que hoje tem,
21:57de várias instituições
21:58do turismo,
21:58nós temos que entender
21:59isso como turismo rural.
22:00Na verdade,
22:01eu acho que eu não estou
22:02nem indo para esse ponto
22:03dele receber,
22:05para ele,
22:07para provar o café,
22:09do agroturismo.
22:09Eu digo assim,
22:10de saber que ele pode vender,
22:12não vender só,
22:15peguei meu café,
22:16pilei,
22:17levei tudo
22:18para um grande depósito
22:20e vai,
22:22exporta,
22:22não sei nem para onde vai.
22:23Eu vou contar
22:23uma coisa engraçada,
22:24no primeiro ano,
22:26quando a gente fez
22:26os primeiros pacotinhos,
22:28todo mundo muito entusiasmado
22:30nessa fase.
22:32Quando a gente fez a feira,
22:33os produtores tímidos,
22:35não sabiam assim,
22:36como que eu vou cobrar,
22:37qual o preço,
22:38como é que eu faço Pix,
22:39QR Code,
22:40coisa,
22:40o que aconteceu?
22:41Foi uma coisa até muito engraçada
22:42que os produtores sumiram,
22:44ficou lá a bancada
22:45com os pacotinhos.
22:46Quem assumiu a bancada
22:48e fez a comercialização,
22:49e está fazendo a comercialização
22:50bombar,
22:51são as mulheres,
22:52são as esposas,
22:53são os filhos.
22:54Então eu vejo que
22:56é necessário
22:57preparo,
22:58é necessário
22:59que isso seja
22:59uma caminhada longa,
23:01mas está acontecendo.
23:02A gente tem que entender
23:03que assim,
23:05tudo que diz respeito
23:06ao café de especialidade
23:07em diante,
23:08até chegar na experiência
23:09de café,
23:10de agroturismo,
23:11etc.,
23:12é uma coisa
23:13que sempre foi tratada
23:14como um mercado
23:15de fora da porteira.
23:17É novidade.
23:18É novidade.
23:19Então assim,
23:20pensa que é difícil
23:21para muitos produtores
23:22fazerem a gestão,
23:23entenderem a propriedade
23:24como algo que precisa
23:25de gestão.
23:27Agora que a gente
23:28está vendo os produtores
23:28tratarem a propriedade
23:29como gestão,
23:30como sucessão familiar,
23:31etc.
23:32Então quando a gente
23:32começa a falar
23:33do mercado de especialidade
23:34e do produtor de café
23:35Conilon entender,
23:37assim como o produtor
23:38de café de Arábica
23:38já entende,
23:40que existem diferentes cafés
23:42que podem sair
23:43da propriedade,
23:44existe o commodity inferior,
23:46existe uma bebida
23:46padrão média,
23:47e ele vai conseguir
23:48talvez em alguns talhões
23:49ter uma bebida mais fina,
23:50etc.,
23:51porque isso já acontece
23:52no Arábica,
23:53aí ele vai ter que começar
23:55a lembrar que ele precisa
23:56investir em um outro processo,
23:58que é mercado,
24:00comércio,
24:01venda,
24:02É um outro passo,
24:03é uma outra ação.
24:05É uma outra curva
24:06de aprendizado,
24:07e aí quem está saindo
24:09à frente para começar
24:10esses processos,
24:11geralmente são as esposas
24:12e os filhos,
24:13porque os produtores
24:15ainda muito envolvidos
24:16com a parte agrícola
24:17produtiva,
24:18e tudo bem,
24:19está tudo certo.
24:20Eu falo que o mercado
24:21de Conilon,
24:22eu acho que o mercado
24:23de café como um todo
24:24hoje no mundo,
24:25a gente passa por uma,
24:28as coisas estão
24:28se reacomodando,
24:29sabe,
24:30as pessoas,
24:31eu acho que depois
24:31da pandemia
24:32e depois dessa geada
24:34que a gente teve
24:34no Arábica em 22,
24:36e dessa quebra,
24:37né,
24:37consolidada com essa
24:38quebra grande de safra
24:39que a gente teve
24:39no mundo todo
24:40em 2024,
24:41a gente vê todo
24:42o mercado de café
24:43se reacomodando.
24:45então a gente vê
24:46alguns processos
24:47sendo,
24:48alguns caminhos
24:49de comércio
24:50sendo refeitos,
24:51um mercado se reacomodando,
24:52uma cadeia
24:53se reacomodando,
24:55e com isso
24:56também entrando
24:57nessa onda,
24:58esse próximo passo
25:00do vender,
25:01do precificar,
25:02até chegar
25:03no agroturismo,
25:04experiência em café.
25:04É um processo,
25:05né gente,
25:06é um processo,
25:07estamos nesse processo,
25:08é um caminho
25:09que como você disse,
25:10o pessoal do Arábica
25:10já percorreu,
25:12já fez história,
25:13e agora
25:14está se virando
25:15para essa questão
25:16do conilão.
25:17E aí me corrijam
25:18se eu estiver errada,
25:19o fato de nunca
25:20ter enxergado
25:21o conilão
25:22como um alimento
25:24de entender
25:25eu estou produzindo,
25:26café não sobra,
25:27vai ser bebido,
25:29o fato de ter demorado
25:31ou em muitos casos
25:33ainda não ter entendido
25:34que é um alimento,
25:36isso atrasa
25:37um pouco esse processo?
25:38Não,
25:39eu vou falar
25:39para você
25:40que é uma forma
25:41que a gente
25:43síndrome do vira-lata
25:44como diz de enxergar,
25:46o conilão
25:46não tem nada atrasado,
25:48nós estamos falando
25:49de uma cultura
25:50que o Arábica
25:50já fez,
25:51o Arábica
25:51tem 300 anos
25:52no Brasil,
25:53o conilão
25:54mal tem 50,
25:55da década de 60,
25:5670,
25:5671,
25:57com as primeiras
25:58lavouras plantadas
25:59em São Gabriel,
26:01depois daquela
26:01reedicação,
26:02depois daquele processo
26:03todo,
26:03gente,
26:04o conilão
26:04não tem nada atrasado,
26:05as transformações
26:06hoje são muito rápidas,
26:08e aí como eu falei
26:09no início do podcast,
26:10o mundo mudou
26:11com relação
26:12ao conilão,
26:13e aí a pressão
26:14hoje no armazém,
26:15não é só mais
26:16o café 78
26:17que só foi vendido,
26:18até do produtor
26:19hoje,
26:19o telefone daqui
26:20você já toca assim,
26:21você tem fermentado,
26:22você tem sereira descascada,
26:24você tem...
26:24Você tem o conilão,
26:26você tem o conilão,
26:27o pedido não é mais um só.
26:28Você consegue um contêiner disso aqui?
26:29Eu falei, gente,
26:29um contêiner não é assim.
26:30Um contêiner é muita coisa,
26:31é muita coisa,
26:32calma gente.
26:33Isso está mudando mundialmente,
26:35eu tive uma visita
26:36de um pessoal da Itália,
26:38gerente de compras
26:38de uma grande empresa,
26:39e o que ela falou pra mim,
26:42depois que a gente fez
26:43uma mesa de cafés
26:43aqui do Espírito Santo,
26:45uai,
26:45eu encontrei o mundo inteiro
26:46nessa mesa.
26:47A impressão que eu tinha
26:48é que café
26:49do Espírito Santo
26:50do Brasil
26:51era só fumaça.
26:54Olha só.
26:54E eu estou encontrando aqui
26:55perfis,
26:56e outra grande indústria,
26:58o pessoal da Suíça
26:59também veio,
27:00mês passado
27:01esteve com a gente,
27:02quais são os novos produtos?
27:03Tem um novo produto surgindo,
27:04e nós temos que estar
27:05muito atentos a ele,
27:06ele vai ser desafiador,
27:07que é o produto
27:09da colheita mecanizada.
27:11Grandes lotes
27:12com perfil diferente,
27:14pontuação alta,
27:15com doçura,
27:15com acidez,
27:16grão maduro,
27:17nem o nosso mercado
27:18de grande produto
27:19está apto a absorver isso.
27:21Está preparado
27:21para absorver,
27:23está descobrindo, né?
27:23Está descobrindo,
27:24e aí nós temos que fazer
27:25o quê?
27:26Construção de mercado.
27:27Nós precisamos de pessoas
27:28qualificadas levando
27:29e apresentando esses cafés
27:30mundialmente.
27:32As missões que nós recebemos
27:33no Espírito Santo tem que ser,
27:34tem que encontrar com pessoas
27:35que têm a fala
27:36e que têm qualificado
27:38para desenvolvimento
27:39de um novo produto.
27:40Porque a China
27:41vem a cada ano
27:42dobrando a sua importação.
27:43Está consumindo cada vez mais, né?
27:45Estão descobrindo o café.
27:47Cada vez mais.
27:48O Conilon caiu no gosto
27:49mundialmente,
27:50americano e europeu.
27:51Qual o lugar do mundo
27:52que vai responder a isso
27:53com grande velocidade?
27:55E volume também, né?
27:56Que tem café.
27:58Qual o lugar do mundo?
27:59Então, eu acho que além
28:00do produtor enxergar
28:01o café que ele produz
28:03como bebida,
28:04está faltando ele enxergar
28:06o quanto ele importa
28:07nesse mercado,
28:08que é o maior produtor
28:10de Conilon do mundo,
28:11que é um dos maiores
28:12consumidores do mundo.
28:13Então, a gente tem que
28:15enxergar o...
28:16O olhar tem que ir longe.
28:18A importância que a gente
28:19tem dentro desse mercado.
28:20Uma outra missão, né?
28:21Uns 15 dias atrás,
28:22a gente...
28:2215 dias atrás,
28:24a gente recebeu
28:24oito nacionalidades
28:25em uma única missão técnica
28:26para conhecer Conilon.
28:27Então, avalia a parte
28:31geográfica e climática
28:32do Espírito Santo,
28:33quão diversa é.
28:34Então, a gente tinha
28:36cafés de diferentes perfis
28:38dentro de um dos menores
28:39estados do Brasil.
28:40Então, você tinha
28:41café de montanha,
28:42você tinha café de planície,
28:43tabuleiro costeiro,
28:44você tinha café de semiárido,
28:45você tinha café de região úmida,
28:47café de região seca,
28:48café da região lacustre,
28:50café da região...
28:50Cones diferentes,
28:51processos diferentes.
28:52Gente, isso enlouquece
28:54qualquer cabeça de comprador
28:55de café internacional.
28:56Isso e traz os olhos
28:57dos compradores
28:58para cá também, né?
28:59Com certeza.
28:59Já estão.
29:00Já estão aqui.
29:01E aí vem exigência
29:02de sustentabilidade,
29:03de certificação.
29:04O produtor tem que estar
29:05atento a isso.
29:06Sim.
29:06Ele tem que...
29:07O olhar dele não pode ser
29:09mais só o armazém
29:10que está ali na esquina
29:11da BR.
29:12O olhar dele tem que ser longe.
29:14E aí tem que ser estratégico.
29:16Somente hoje...
29:16Gente, isso é notório.
29:18Hoje, quem vai dar
29:19resposta de volume,
29:20de qualidade,
29:21sul da Bahia e norte
29:22do Espírito Santo,
29:23hoje são as duas regiões
29:24com o olhar.
29:26Hoje, nós já temos
29:26quase 10% na nossa colheita
29:28sendo feita com colheita
29:30mecanizada.
29:31E o café colhido maduro
29:33está gerando lotes grandes
29:35que nem a nossa indústria
29:36é acostumada a receber
29:37uma commodity inferior.
29:39Que produto que eu vou...
29:41E a indústria tem receio,
29:42porque se ela melhora
29:43o padrão de qualidade,
29:44né?
29:44Ela acabou de melhorar...
29:45Sobe a régua, né?
29:46É.
29:46Ela já subiu a régua
29:47botando o Conilon a mais
29:49no blend.
29:49O mercado já não está
29:50muito aceitando
29:51tão bem o retorno
29:53do Arábica.
29:54Imagina, então,
29:54agora a gente vim
29:55com outro Conilon melhor ainda.
29:57E aí, a indústria
29:58faz isso com muito cuidado.
30:00Mas é fato.
30:01É fato.
30:02Hoje, nós temos
30:03uma produção de qualidade
30:04que não é mais saquinha
30:05de concurso.
30:07Hoje, nós estamos
30:07falando de grandes lojas.
30:08Estamos falando de volumes, né?
30:10Nós já vamos encaminhando aqui
30:11para terminar
30:12esse nosso bate-papo
30:13que está maravilhoso.
30:14A gente ficaria aqui
30:15mais três horas, né?
30:16Falando de café.
30:17Mas o Altino falou
30:18do produtor, né?
30:20Então, para a gente
30:20ir encerrando já aqui
30:22o nosso programa,
30:23eu vou pedir para o Altino
30:24falar qual seria o recado
30:26a que o produtor
30:27de Conilon
30:28tem que ficar atento
30:29nesse momento
30:30e daqui por diante,
30:32diante de tudo isso
30:33que a gente conversou aqui.
30:34Do olhar
30:35de fora para cá,
30:37dessa mudança
30:38e desses lotes maiores.
30:39O que o produtor
30:40tem que ficar atento
30:41para acompanhar
30:43esse mercado, Altino?
30:44Eu acho que ele tem
30:45que ficar muito atento.
30:46Nós estamos experimentando
30:47um período de preços
30:48bons,
30:49de bons preços.
30:51A escolha do investimento
30:52agora é muito importante.
30:54O conhecimento
30:55do seu custo,
30:56do seu gasto
30:57e o olhar
30:58no que investir
30:59é muito importante.
31:00E eu baseio muito
31:01que quando as pessoas
31:02perguntam
31:02café de qualidade,
31:04é fogo isso,
31:04é fogo aquilo,
31:05é terreiro,
31:06não sei o quê.
31:06Não.
31:07Nós temos que ter
31:08essa consciência
31:09de que tem um ser humano
31:11do outro lado
31:12consumindo café.
31:13Nós não podemos produzir,
31:15não é mais custo,
31:16nós não podemos produzir café
31:18que faz mal para as pessoas.
31:20No dia que o Espírito Santo
31:22falar de,
31:22eu não quero mais ser
31:23produtor de café especial,
31:25eu quero ser produtor especial.
31:27O especial é o produtor.
31:29Quando a gente colocar
31:30o produtor
31:31como centro nisso,
31:32Ter essa consciência,
31:34né, Eutino?
31:34Ter essa consciência,
31:35nós vamos nos destacar
31:37do mundo
31:37de uma forma
31:39inigualável.
31:40E aí, gente,
31:42com preço alto,
31:43muitos lugares no mundo
31:44podem produzir
31:45conilon
31:45e vim cá
31:46e aprender com nós
31:47a prática,
31:48mas a consciência,
31:50ela pode ser própria
31:51no lugar.
31:52Vai fazer a diferença.
31:52E pode fazer a diferença.
31:53Já está começando
31:54a fazer a diferença.
31:56Você sente essa diferença
31:57que já está fazendo?
31:58que está com os produtores,
31:59assim,
31:59quando eles te procuram?
32:01Com certeza.
32:02Essa virada de chave
32:03de mercado,
32:04essa reestruturação
32:05de mercado
32:05é o que está trazendo
32:06cada vez mais produtores
32:07para a torrefação
32:08ou que seja
32:09para os laboratórios
32:10do Incaper,
32:11das fazendas,
32:12do Ccafés,
32:14procurar conhecimento
32:15e informação
32:15para entender
32:17o que vai ser
32:18esse café de qualidade
32:19e entrar nesse ramo.
32:22E aí, assim,
32:22a gente vinha falando,
32:24certificação vai ser diferencial,
32:26prática sustentável
32:27é diferencial
32:27e o Brasil
32:28é um dos únicos países
32:29que consegue atender
32:30uma demanda e volume
32:32com qualidade,
32:33com mais qualidade
32:34desses cafés
32:35que atendam
32:36níveis altíssimos
32:37de exigências
32:38em sustentabilidade,
32:39ambiental,
32:40social e econômico,
32:41os três eixos
32:41da sustentabilidade.
32:42A gente vê isso,
32:44às vezes,
32:45para a gente é muito comum
32:46porque no Brasil
32:46isso está muito consolidado já,
32:48com o CAR,
32:49com a legislação,
32:50com o CONAMA,
32:51com a legislação trabalhista,
32:52isso é muito consolidado
32:53para a gente.
32:54Mas é importante
32:54as pessoas lembrarem
32:55que para muitos países
32:56do mundo
32:56não é assim.
32:57E a gente tem
32:59essa capacidade
33:00de atender
33:00esse café em volume,
33:02agora,
33:02atentos aos investimentos
33:04em qualidade
33:04para que a gente possa
33:06ter esses cafés
33:07de referência
33:07no mundo todo mesmo.
33:08A gente precisa
33:10virar a chave
33:10do café brasileiro
33:11no mundo,
33:12que ainda é visto
33:13como um café
33:14de baixa qualidade.
33:14de baixa qualidade.
33:15Exatamente.
33:16Exatamente.
33:16Gente, acabou.
33:18Passou muito rápido.
33:20Eu quero agradecer
33:21imensamente
33:22por vocês terem topado
33:23vir aqui
33:24bater esse papo
33:25comigo sobre café,
33:26sobre esse novo
33:26momento do mercado.
33:28Obrigada, Altino.
33:29Um prazer te receber aqui.
33:31E quero deixar
33:31as portas abertas
33:32para as próximas oportunidades.
33:34Com certeza.
33:35Sempre trazendo novidade,
33:36é sempre muito bom
33:36estar trazendo olhares
33:37diferentes.
33:38A gente pode envelhecer
33:40na casca,
33:41nas ideias nunca.
33:42Nunca.
33:43Então, é sempre
33:44quanto mais aprendizado,
33:46quanto mais está
33:47essa troca para nós.
33:48E levar essas informações
33:49para os produtores,
33:50Altino.
33:50Eu acho que o objetivo
33:52maior aqui, gente,
33:53é esse.
33:54É informar o produtor.
33:56Tirar um pouco
33:57o produtor, às vezes,
33:58até dessa bolha
33:58que ele está,
33:59de achar que ele ainda
34:00produz só café
34:02para colocar ali
34:03no armazém da esquina.
34:04A gente fala, né?
34:05A torrefação está na fazenda
34:06de portas e porteiras abertas.
34:08Então, se o problema
34:09é nunca querer sair
34:10de dentro da porteira,
34:11não tem problema.
34:11Vai para lá,
34:12que a torrefação
34:12está dentro da fazenda.
34:14Está dentro da fazenda.
34:14Está dentro da porteira, né?
34:15Incentivando,
34:16apoiando esse movimento
34:17sempre,
34:18não só dos cafés
34:19de especialidade,
34:20que também é uma coisa
34:21que a gente ama fazer,
34:22mas de incentivar
34:24os produtores
34:25a produzirem com qualidade.
34:27Acerto.
34:27Kícia, obrigada.
34:28Obrigada.
34:29Sucesso para você
34:29nessa trajetória aí
34:31que você está crescendo aí,
34:32despontando, né?
34:34Junto com esse novo mercado,
34:35junto com esse movimento.
34:36Um trabalho muito bonito.
34:37Parabéns.
34:38Obrigada.
34:38E obrigada por aceitar
34:39o nosso convite.
34:40Obrigada.
34:41Conilon agradece.
34:42Conilon agradece.
34:43Isso aí, gente.
34:44Muito obrigada.
34:45A gente fica por aqui
34:46e a semana que vem
34:47tem mais Momento Agro,
34:48o seu podcast
34:49do Agro Capixaba.
34:51você está falando com essa
34:51coisa agora.
34:51E aí, gente,
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