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  • há 4 semanas
EVERTON WUTKE - Sócio do Grupo Quattror e presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior

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00:05Olá pessoal, tudo bem? Mais uma edição de Papo de Valor e hoje aqui com Everton Wuttke,
00:12que vem a ser sócio e diretor de novos negócios no Grupo Quatror, que é uma empresa capixaba
00:19fundada aqui no Espírito Santo, que vem crescendo muito nos últimos anos, uma plataforma logística
00:24e agora recentemente assumiu a ABS, que é a Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior.
00:32Momento ideal para falar com Everton aqui, né?
00:37Aliás, eu chamei o Everton para vir aqui para falar de reforma tributária, futuro aqui do Espírito Santo,
00:45enquanto plataforma logística, investimentos e importos, só que a economia do mundo está como antigamente era a política.
00:54Antigamente não, a política até hoje muda como as nuvens mudam, né?
00:58Então de lá para cá temos o anúncio de tarifácio, essa confusão toda, o Espírito Santo é um estado muito
01:02aberto,
01:03isso tem impacto no comércio internacional.
01:06Então Everton, eu não posso, seja bem-vindo.
01:08Muito obrigado.
01:09Mas eu não posso, bom dia, eu não posso começar de outra maneira a não ser perguntar o seguinte para
01:14você,
01:16qual é o impacto aqui nos nossos negócios, no comércio internacional brasileiro e também aqui do Espírito Santo?
01:23Seja bem-vindo, muito obrigado por estar aqui com a gente e a gente começa com essa pergunta.
01:27É, realmente eu esperava que a pauta fosse bem diferente, mas não tem realmente como fugir desse assunto,
01:33é o assunto do momento, não só no Brasil, nos Estados Unidos, mas também ganhando em outros holofotes, em outros
01:39países.
01:41É, o impacto é gigantesco, né?
01:43Prova disso é todo o esforço que os empresários e políticos têm feito para tentar reverter, de alguma forma, essa
01:52posição do governo Trump.
01:54E além de todo esse impacto na exportação, a gente também tem impactos na importação.
02:01Porque se a gente entrar um pouquinho no setor de rochas, a gente tem esse setor consumindo insumos, né?
02:11Que em grande maioria são importados, né?
02:14Você tem desde fio diamantado, abrasivo, disco, máquinas e equipamentos.
02:18Que inclusive é um dos argumentos que estão sendo usados, né?
02:21O setor de mineração, que ele é muito forte na...
02:24Se você pegar mineração, é um setor exportador.
02:27Exportador.
02:27Só que no meio da cadeia você tem muita importação, inclusive dos Estados Unidos.
02:32Então é um dos argumentos...
02:33Você tem produtos americanos, você tem muito insumo vindo de outros países também.
02:38Então você pega, por exemplo, produtos de outras origens que fazem parte dessa cadeia de produção.
02:45E naturalmente você vai ter uma redução de arrecadação, porque você não está importando.
02:50Você não tem no Brasil, muitas vezes, produtos similares.
02:55Então você tem um problema aí em cadeia, falando de Brasil.
02:58Aliás, você tocou num ponto que é muito interessante quando a gente fala de comércio internacional, né?
03:03Porque assim, você não pega, vamos botar qualquer produto assim, qualquer coisa, esse copo.
03:10Ah, eu peguei esse copo, vendi para a Argentina.
03:14Eu sou vencedor e a Argentina é perdedora, né?
03:17Porque a Argentina...
03:18Não funciona assim.
03:19O que eu tive que usar para fazer esse copo?
03:23Exato.
03:24Você pega o agronegócio.
03:26A gente vende commodity.
03:28Soja, milho, carne, enfim, essa coisa toda.
03:31Mas para você fazer soja, na alta produtividade que a gente tem, você precisa de máquina.
03:37O Brasil produz máquina?
03:39Não.
03:40Aliás, a gente...
03:41Algumas indústrias até estão aqui de máquina, né?
03:43Mas não na quantidade.
03:44Mas aí você pega...
03:45Olha como é que é.
03:46Mesmo as máquinas produzidas no Brasil, as peças são importadas.
03:50Então normalmente tem aqui o quê?
03:51Uma unidade de montagem dessas unidades.
03:54É uma cadeia muito conectada.
03:57Muito complexa.
03:58Muito complexa e conectada.
03:59Então realmente os impactos são muito grandes em termos de exportação, mas também de importação.
04:05E aí afeta muito, né?
04:07Porque a BES é a Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior, mas ela é muito forte as tradings de
04:12importação.
04:13Eu queria...
04:14Assim, como é que...
04:14Vocês estão fazendo algum movimento específico?
04:17Não, ainda não há um movimento específico forte.
04:20A BES, bom, ela é composta pelas principais trade companies do Brasil.
04:24A gente tem ali, talvez, as 20 principais tradings do Brasil, né?
04:28São empresas que nos últimos anos vêm crescendo e se destacando, abrindo os novos mercados, tanto aqui quanto fora.
04:35Mas a característica das trades, elas são majoritariamente importadoras.
04:39Então a gente tem acompanhado as notícias, a gente tem acompanhado os movimentos, mas sem uma ação específica ainda com
04:47relação a isso.
04:47A gente tem empresas que são exportadoras também, mas num volume ainda menor.
04:53Aí olhando para o... assim, nitidamente você...
04:57Quando você fala dos Estados Unidos, a gente tem que entender que é a maior economia do planeta, né?
05:01Grande comprador, então qualquer movimento que os Estados Unidos façam é um movimento que o mundo todo vai acompanhar.
05:07E muitas vezes acompanhar, que eu falo, enxergar, olhar, observar e muitas vezes acompanhar.
05:15Você acredita num aumento do protecionismo mundial depois de tudo isso que está acontecendo?
05:21Como é que você enxerga esse momento que a gente está vendo?
05:24É claro que é difícil perguntar isso porque você está muito próximo dos fatos, né?
05:27Mas como é que você está vendo isso?
05:29É, eu não sei, não tem uma relevância tão grande, mas houve um sinal agora recente que saiu uma notícia
05:34que a Venezuela também resolveu taxar.
05:37Com relação ao que é os Estados Unidos, é meio que significante.
05:40Eu honestamente não acredito, é um assunto muito difícil de comentar, né?
05:45O mundo tem sido muito contra as ações dos Estados Unidos nesse sentido, mas estão acontecendo acordos, né?
05:52Então, o Brasil, por exemplo, ele já tarifa muito os produtos importados, né?
05:59O Brasil é um país historicamente fechado, né?
06:00É, historicamente, se você pega em termos de importação, existe já uma tarifação aplicada nos produtos muito alta,
06:07comparada, por exemplo, ao que os Estados Unidos aplicava.
06:10Você tinha no setor de rocha, antes desse aumento, era 6%, praticamente.
06:15Depois botou o incremento de 10% e agora 50%.
06:19Mas comparado aos Estados Unidos, comparado ao Brasil, o Brasil era muito mais fechado,
06:24exceto quando você tinha um produto de interesse nacional.
06:28Por exemplo, máquinas que não têm similaridade no Brasil, que não há produção local.
06:34O governo concede um benefício chamado ex-tarifário, onde ele reduz o imposto de importação normalmente a zero.
06:42A empresa tem que entrar com o projeto, demonstrar a aplicação, a criação desse projeto,
06:48na entrada no órgão do governo, é avaliado, é submetido ao Ministério da Indústria,
06:54para ver se tem alguma similaridade, e se não houver, é concedido esse benefício.
06:59Inclusive, um dos receios é que isso possa ser impactado, em algum caso,
07:03o Brasil tente aplicar alguma reciprocidade com relação às tarifas americanas.
07:08Mas isso, inclusive, o ex-tarifário que você chama, isso vem diminuindo também a quantidade?
07:15Vem diminuindo.
07:16Nos últimos anos, nós tínhamos um número aproximado de 25 mil produtos listados na lista da KMES.
07:23Que pagavam menos tarifa.
07:24Que pagavam normalmente zero de imposto de importação.
07:27Caiu para 14 e a gente tem aí, no final do ano...
07:3025 mil foi para 14 mil.
07:3214 mil nos últimos dois anos.
07:34E agora a gente tem um novo vencimento, porque isso é dado esse benefício por um período.
07:40É interessante falar isso, porque a gente ouve muito, agora que o Brasil foi afetado por uma decisão protecionista,
07:49ouve muito falar, não, que o Brasil, a gente tem que estar aberto para o comércio, para o livre comércio,
07:55mas, na verdade, essa coisa não acontece muito aqui no país.
07:58E é ruim para o país, né?
07:59A última vez que a gente teve redução de impostos foi no governo anterior,
08:04onde a gente teve a redução de IPI, por exemplo, em 4 mil itens, praticamente.
08:09Houve redução ali de 35% no IPI desses produtos.
08:13Mas nos últimos anos, vem novamente tendo acréscimo de imposto.
08:17E aí a gente pega, por exemplo, o tarifaço ganhou toda a mídia e as discussões.
08:24E é interessante que hoje você discute tarifaço em tudo que é canto, né?
08:27Virou um assunto...
08:29Está igual futebol.
08:30Exato, virou um assunto do momento.
08:32Mas nós esquecemos da tarifação, por exemplo, do IOF.
08:37Exato, que pega muito aqui o Espírito Santo.
08:40Que pega muito.
08:40A gente tem...
08:41Nós temos, por exemplo, a aplicação de IOF em transações internacionais.
08:46A gente fala muito do IOF sobre a tomada de crédito.
08:48Hoje nós já temos um cenário de juros altos, né?
08:52O crédito está limitado e você já tem ainda um incremento do IOF.
08:57Mas quando você fala de transação internacional, nós temos contratação, por exemplo,
09:02não existe aplicação de IOF em produto.
09:04Mas se você vai importar um produto dos Estados Unidos, por exemplo,
09:08você não tem aplicação do IOF na importação desse produto.
09:12Mas quando você fala de contratação de serviços no exterior,
09:15e aí entra as big techs, todo esse tipo de contratação, serviço em nuvem,
09:21nesse tipo de contratação você tem um aumento de IOF.
09:24A gente teve um aumento de IOF de 0,38 para 3,5.
09:28Então, um aumento muito alto.
09:31E quando você faz uma importação, existe o frete internacional.
09:37E o frete internacional, quando ele é pago aqui no Brasil,
09:42você tem uma transferência desse câmbio,
09:45você tem um fechamento do câmbio pagando os armadores no exterior.
09:49E nessa remessa você tem uma aplicação de IOF.
09:53Então, com o aumento do IOF, a gente tem uma previsão de aumento de custo de IOF
09:59nesse tipo de transação, saindo de R$ 85 milhões para R$ 798 milhões.
10:05Isso no Brasil todo.
10:07No Brasil todo.
10:08E aí você tem essa aplicação no início da cadeia produtiva.
10:11Eu falo produtiva no processo de internalização do produto.
10:14Sim.
10:15Quando você coloca esse IOF no custo do frete,
10:20ele está lá no início da cadeia de formação de preço.
10:23Produto, frete.
10:24Aí você vem com os impostos que são aplicados.
10:27Produto e frete.
10:29E aí nos impostos a gente tem imposto de importação,
10:31IPI, PIS, COFINS e ICMS.
10:35Então, você incrementa esse valor na cadeia de produção, de formação de preço.
10:40Quando chegar à ponta no consumidor,
10:43esse valor vai ser multiplicado muitas vezes por 2, 2,5.
10:46E é, é interessante você colocar isso,
10:49porque as pessoas muitas vezes não têm noção
10:51que o Espírito Santo, a economia do Espírito Santo,
10:55é um dado do Instituto João de Santos Neves do final do ano passado.
11:00Como proporção do PIB,
11:02a economia do Espírito Santo,
11:05ela é 64%,
11:0664% da economia do Espírito Santo é ligada ao comércio internacional.
11:10E, enquanto isso, a brasileira fica na casa ali de 27%.
11:14Para a gente mostrar como é que o impacto dessas questões tarifárias,
11:17de OF, impactam muito mais o Espírito Santo.
11:20No PIB do Estado, né?
11:21Isso.
11:21Como proporção, lógico, do que no resto do país.
11:25E outra coisa importante,
11:27que além da gente ser muito mais aberto,
11:29grandes empresas, né,
11:31de importação,
11:33plataformas de logística,
11:36de comércio internacional,
11:37estão sediadas aqui.
11:39Então, o impacto do IOF,
11:41disso que você está falando,
11:42proporcionalmente no Espírito Santo,
11:43é muito maior do que no Brasil.
11:44Muito maior.
11:45É esse o raciocínio?
11:46Esse é o raciocínio no impacto direto da formação de custo.
11:49Só que os produtos vão ser vendidos em todas as pontas.
11:52No Brasil todo.
11:53No Brasil todo.
11:53Eu estou dizendo como resultado das empresas que estão aqui.
11:55Exatamente.
11:57Como fonte de arrecadação,
11:59como fonte de impacto.
11:59Geração de emprego,
12:01cadeia de negócio.
12:02Mas, em termos de aplicação no custo do produto,
12:04vai ser generalizado.
12:05Vai ser generalizado.
12:06Então, são assuntos delicados.
12:09A gente vem num período de tentativa de controle inflacionário.
12:13Então, a gente tem o IOF impactando isso diretamente.
12:17E, espero que não,
12:18que o Brasil não aplique nenhum tipo de reciprocidade nos Estados Unidos,
12:21porque seria um outro impacto muito forte.
12:23Eu quero entrar nisso.
12:25Bom, você terminou de concluir a parte do IOF?
12:28Não, porque você falou que era a minha pergunta seguinte.
12:33Você acredita numa...
12:35Retaliação?
12:35Na retaliação?
12:37Porque eu estava conversando com um empresário do ramo de laboratório,
12:42e ele falou,
12:43ah,
12:44inclusive médico,
12:46se tiver uma retaliação por parte do Brasil
12:51aos Estados Unidos,
12:53o custo de medicamento,
12:57laboratorial,
12:58e tudo isso que envolve a parte de saúde,
13:01eu estava falando com uma pessoa da parte de saúde,
13:04cresce muito.
13:04Que é um segmento sensível, né?
13:06Exatamente.
13:07Então, eu falei, caramba, é mesmo?
13:09Pensando, né?
13:10Porque o jornalista conversa com um monte de gente,
13:12mas ele não está olhando naquele...
13:14Como é que você acredita?
13:16O que que...
13:17Numa retaliação do Brasil...
13:19Qual seria o impacto disso?
13:21É, num curto prazo, eu espero...
13:23Eu acredito que não.
13:24Até porque,
13:25neste momento,
13:27as tentativas são de retomar
13:29as relações diplomáticas, né?
13:31O Brasil perdeu, de certa forma,
13:33essa aproximação dos Estados Unidos.
13:36Não tem conversa hoje em dia.
13:37Não tem...
13:37Não está aberta a conversa,
13:39então eu acredito que a tentativa no momento,
13:41os esforços estão concentrados nessa tentativa.
13:44Qualquer movimento nessa direção de retaliar,
13:47de reciprocidade,
13:50vai travar ainda mais a pauta,
13:52uma possível abertura para um diálogo.
13:55E uma carestia violenta aqui no setor,
13:57em setores sensíveis,
13:58como a gente estava falando aqui de saúde, por exemplo.
14:00Exatamente, é.
14:01E o Brasil hoje, por exemplo,
14:02com relação aos Estados Unidos,
14:04representa um pouquinho mais de 1%
14:06somente nas exportações americanas.
14:07Sim.
14:08Então, assim, não tem...
14:09Para eles, não tem uma relevância tão grande.
14:12Mas, eu não acredito que, no curto prazo,
14:15esse vai ser o movimento do governo, não.
14:18Entendi.
14:18Porque eu acredito que a tentativa no momento...
14:22O governo tem ouvido os empresários,
14:24eles têm comitiva lá no momento,
14:26com os senadores, enfim.
14:29Embora a gente lê que não está tão aberto para negociar,
14:32mas eu acredito que os esforços estão muito nessa direção.
14:35É, Everton, você é um cara que gosta do negócio.
14:38E quando você tem uma crise,
14:40logo temos oportunidades.
14:43Você enxerga?
14:44Você está de um mês aí, quase,
14:47de que foi anunciado o tarifácio.
14:49Você enxerga algumas oportunidades?
14:51É claro que eu não estou te querendo dizer, assim,
14:53que coisa boa surgiu.
14:54Não, não é isso.
14:54É óbvio que é ruim.
14:57Mas...
14:57Sempre nesses momentos de crise,
14:59enquanto uns choram, outros vendem lenço.
15:00Isso, você está enxergando alguma coisa?
15:03Olha, desde quando começou esse tarifácio,
15:06não especificamente do Brasil,
15:07desde quando os Estados Unidos
15:08iniciou esse movimento de tarifação,
15:11surgiram oportunidades.
15:12Por exemplo, nós já fomos procurados, né?
15:14O Grupo 4, você citou no início,
15:17é uma plataforma hoje logística, né?
15:19É uma plataforma de negócio
15:20e hoje tem 11 empresas no grupo
15:23totalmente interligadas.
15:25Isso cria uma facilidade para a geração de negócio,
15:28de tratar o negócio do cliente.
15:31O cliente é muito bom ter todos os serviços
15:33dentro de uma única plataforma.
15:36E nós já fomos consultados por duas multinacionais
15:38que têm hub nos Estados Unidos,
15:40então importam de diversos países
15:42e de lá, dos Estados Unidos,
15:44exportam para a Latam.
15:46Tem conversas avançadas...
15:47Latam, América Latina.
15:48Exato.
15:48Tem conversas avançadas conosco
15:50para que essa unidade dos Estados Unidos
15:52venha para o Brasil
15:53e que as importações venham para o Brasil
15:56e daqui seja o hub Latam.
15:59Então, da mesma forma que negócios são perdidos,
16:03em outros cenários eles também podem ser absorvidos.
16:07É igual água, né?
16:09Vai procurando um caminho, né?
16:10É.
16:10E outra coisa,
16:12vai ser também um movimento,
16:13eu acredito que,
16:15por mais que tenha uma solução,
16:18uma saída,
16:19não acredito que vai voltar o que era antes,
16:20a questão do tarifácio.
16:21Você vê a União Europeia negociando 15%,
16:24o Japão 15%,
16:25diversos países fechando acordo com os Estados Unidos
16:28com alguma coisa do tarifácio,
16:30ele veio para ficar.
16:31Essa é a realidade.
16:32A gente espera que não fique em 50%,
16:35porque essa...
16:36Enviabiliza muita coisa.
16:37É, e o Brasil fica...
16:39Por exemplo, o Vietnã ficou acho que em 19 ou 20.
16:4120.
16:4220, né?
16:43Não lembro de todos, mas...
16:44Está difícil também lembrar de todos.
16:46Não dá para lembrar de todos,
16:47são dados muito espalhados, né?
16:49Mas o Vietnã é um concorrente, por exemplo,
16:51do Espírito Santo na exportação de café.
16:52Do Conilon.
16:53Do Conilon.
16:54Então, se o Brasil iguala,
16:55você pelo menos fica em pé de igualdade.
16:57Inclusive, quando foi feito aquele anúncio de abril,
16:59o Vietnã, não me lembro também agora,
17:01se foi a 40,
17:02mas enfim, ficou muito acima do Brasil,
17:04que tinha ficado em 10%.
17:05Exato.
17:06E o mercado de café enxergou,
17:08opa, temos uma oportunidade.
17:10Agora a coisa se inverteu.
17:11Inverteu, exatamente.
17:12É importante que o Brasil dê sinais para os Estados Unidos
17:16para que essas negociações possam avançar,
17:18para que abra uma fenda de negociação.
17:20Porque os sinais que foram dados até agora
17:22não foram positivos.
17:24Não sou eu que estou falando,
17:25é isso que é noticiado.
17:27A gente acompanha o que lê.
17:29Então, é importante que o governo sinalize
17:31que alguma coisa não somente no âmbito econômico.
17:35Então, voltando aqui às oportunidades,
17:37elas vão surgir de alguma forma,
17:41mas a 50% realmente fica muito difícil surgir.
17:45O que eu estava buscando retomar da fala é
17:48tem que ficar também uma certa lição
17:51para toda a classe de empresários,
17:54para fazer um trabalho de diminuição
17:58dessa dependência.
18:00De qualquer coisa, de cliente, fornecedor.
18:02Quando você, nos indicadores internos,
18:05aqui você está aí cheio de medições,
18:09tanto no nosso grupo,
18:11você não pode ter uma concentração tão grande
18:13em um único cliente,
18:15num único negócio, na verdade.
18:16Então, vai servir, eu acho,
18:18até de dever de casa para as companhias
18:22esse trabalho de diversificar.
18:25Mas não é fácil, né?
18:27Não é fácil.
18:28Porque você tem a maior economia do mundo
18:30e maior cenário consumidor.
18:33E aí o valor agregado.
18:34É, e você pega o setor de rochas, por exemplo,
18:37o setor de rochas tem essa característica
18:40que o americano muda de tempos em tempos
18:43o seu ambiente.
18:44E compra os produtos mais exóticos,
18:46ou seja, mais valor...
18:47Ele tem escala e valor agregado.
18:49É a cultura do povo, né?
18:51Então, assim, é isso que eu ia te perguntar,
18:52porque, assim, quando a gente...
18:53Desde que foi anunciado,
18:55temos que diversificar, temos que diversificar.
18:56Eu mesmo escrevi colunas.
18:58Mas não é tão simples assim, né?
19:00Não é tão simples.
19:02Se fosse simples, por exemplo,
19:04você teria os países se negando
19:07a negociar com os Estados Unidos.
19:08A União Europeia foi lá e negociou
19:10enquanto bloco.
19:11Porque realmente é o país hoje
19:13que é o maior consumidor.
19:15É, normalmente, o maior parceiro comercial
19:18desses países.
19:19Não dá para ignorar isso.
19:20Não dá para ignorar esse fato.
19:21Mas, ao mesmo tempo,
19:22tem o dever de casa que você falou, né?
19:23Fica o dever de casa, não tenha dúvida.
19:25E vamos voltar um pouquinho no papo
19:27e colocar a Bess aqui,
19:29porque você falou do IOF,
19:32você falou do Brasil fechado.
19:34Uma das pautas com você à frente
19:38lá da Bess é justamente
19:39a gente facilitar as trocas, né?
19:41Exatamente.
19:42E aí você está falando de burocracia,
19:44você está falando de IOF,
19:45você está falando de tarifa,
19:46você está falando de receita federal.
19:51Também tem essa lição para o Brasil, né?
19:53A gente precisa ajudar a troca a acontecer, né?
19:57Exato.
19:58O Brasil, ele tem evoluído bastante
20:01nesses sistemas de importação.
20:04O Brasil, ele é referência mundial,
20:06por exemplo, em sistema bancário.
20:07E no sistema de importação,
20:09a gente tem tido grandes avanços, né?
20:12Temos agora a pauta da reforma tributária,
20:14também, que vem para...
20:15Vamos entrar nela, vamos entrar nela.
20:17Vamos entrar daqui a pouco.
20:18Então, antes de entrar nela,
20:18então, assim, a gente tem avanços acontecendo
20:21na parte sistêmica, né?
20:23E a BES tem se envolvido,
20:25ela é convidada constantemente pelo governo
20:27a participar da construção disso.
20:31A gente tem um corpo técnico muito bom,
20:33pessoas que vieram de órgãos do governo
20:35e que tem uma entrada muito forte junto ao governo.
20:40E a gente tem participado, por exemplo,
20:41agora da construção da...
20:43A gente participou da constituição da reforma tributária,
20:46no que tange a parte de benefícios.
20:49Nós participamos, por exemplo,
20:53estamos participando agora
20:54dessa questão da ex-tarifária,
20:56defendendo ali a renovação,
20:59uma postergação.
21:00O governo nos convidou a participar,
21:02por exemplo, do programa OEA,
21:04que é de operador econômico autorizado,
21:06que está sendo também uma evolução,
21:09que é um programa linkado
21:10às boas práticas internacionais
21:12que visa facilitar o comércio internacional,
21:15mas que, para isso,
21:15as empresas precisam ter,
21:17atender pré-requisitos.
21:19Hoje, tradings, por exemplo,
21:21não podem aderir ao OEA.
21:23As tradings não têm...
21:25São vedadas.
21:27Mas existe um trabalho grande sendo feito
21:29e a reforma tributária está exigindo isso
21:32porque na exportação indireta,
21:34ou seja, onde a trading trabalha
21:37a exportação de algum produtor
21:39ou de mais de um produtor,
21:40para essa pauta, por exemplo,
21:41a BESA está encabeçando as discussões
21:43junto ao governo.
21:44Tudo isso para melhorar essa qualidade,
21:47facilitar...
21:47Para você melhorar o fluxo do comércio internacional,
21:51para que a gente, de fato, possa,
21:53dependente de tarifas,
21:54deixando esse assunto de lado,
21:55mas que você possa ser um país
21:57que tramita um processo de importação
22:00e exportação com mais agilidade.
22:02Porque a tarifa é o imposto,
22:03mas se você...
22:04Exato.
22:04Mas você tem toda a plataforma...
22:06Tem que ser simples.
22:07Mais simples possível, né?
22:09E aí a gente caminha também com a do INPE,
22:11onde a BESA tem participado ativamente
22:13junto com o governo,
22:14que é o novo processo de importação.
22:17É o novo sistema da Receita Federal,
22:20que ele está dividido por fases.
22:22Então, a gente acredita aí que ao longo de 2026,
22:28ela seja totalmente implantada,
22:29onde vai criar ali um ambiente muito mais amigável
22:34para as empresas realizarem suas importações.
22:37Reforma tributária.
22:39Outro tema.
22:41Importante.
22:42Qual é o...
22:43Bom, vamos lá.
22:44Desde os anos 70, né,
22:46que o Espírito Santo,
22:47a economia do Espírito Santo,
22:49ela está ancorada nos benefícios,
22:52nos incentivos fiscais.
22:53Como é que você enxerga essa situação
22:59a partir de 2000...
23:01A transição já começa agora?
23:02Em 29?
23:03Em 27 começa para alguns impostos,
23:05IPI, Fiscofins.
23:07A partir de 29 começa um descréscimo do ICMS.
23:10naturalmente dos benefícios.
23:11Isso.
23:12Como é que você enxerga isso a partir de 29 e 2032,
23:14que é quando acaba o ICMS, né?
23:16Então, assim,
23:17como é que você enxerga essa situação capixaba
23:20a partir de 32?
23:22O que a gente precisa fazer agora para conseguir?
23:26Eu acredito que o que a gente precisa fazer agora
23:28nós estamos fazendo.
23:30O Espírito Santo meio que, vamos dizer assim,
23:32dormiu no ponto por muitos anos,
23:35exatamente porque ficou muito focado no benefício
23:38e deixou de fazer trabalhos estruturais, né?
23:44Você vê que Santa Catarina...
23:46Eu comecei a trabalhar aqui em 99.
23:48Em Santa Catarina, eu fui abrir a primeira filial da empresa em 2006.
23:54Santa Catarina é muito menos importante
23:57no cenário de importação, de benefícios,
23:59do que o Espírito Santo.
24:01Só que, em pouco tempo, Santa Catarina tinha três portos
24:05que operavam contêiner, né?
24:08O Espírito Santo sempre dependente de um único...
24:09Ficou parado.
24:10Ficou dependente de um único porto.
24:13Então, por anos, se fosse ser feita essa pergunta
24:16três, quatro anos atrás, eu falava
24:18que o Espírito Santo precisa de agir rápido
24:20em termos de estrutura.
24:22A gente vê hoje com grande otimismo
24:26a questão do porto, de ter mais de um porto
24:30para a operação de contêiner.
24:31E uma operação privada na antiga Codesa.
24:34Exatamente.
24:35Então, a gente tem essa operação privada na Codesa
24:37que já melhorou muito o ambiente de negócio.
24:40Mas falando especificamente de contêiner, por exemplo,
24:43que é o grande vetor das operações,
24:47o grande modelo das tradings,
24:49hoje a gente tem aí uma grande possibilidade
24:53de sair o porto é metano.
24:55Eu digo hoje que já é uma realidade.
24:56Sim, analgo a previsão para inaugurar ano que vem.
24:58E inaugurar ano que vem, não sei se é exatamente
25:00com contêiner, mas para receber talvez...
25:02Mas já começa a operar.
25:02Carga a projeto, começa a operar.
25:04Então, acredito que o Espírito Santo
25:05está fazendo o dever de casa nesse sentido.
25:07Porque quando a gente fala de logística
25:12ligado à importação,
25:14que fala de benefício, fala de importação,
25:16a gente tem que olhar um tripé.
25:19O impacto da soma do internacional,
25:22do armazenamento local
25:24e do rodoviário interno.
25:27A soma desse tripé vai determinar
25:29onde as empresas vão colocar
25:32seus centros de distribuição.
25:35Qual vai ser o polo logístico
25:38que vai me conceder o melhor fator
25:41da soma desse tripé?
25:44Esse é um trabalho que a gente já faz hoje.
25:46Hoje nós operamos por 10 estados simultaneamente.
25:48Sempre vai analisando esse tripé.
25:50E o Espírito Santo tem que fazer
25:52um esforço muito grande
25:53para compensar o internacional.
25:57Entendendo?
25:58Por quê?
25:59Porque o internacional do Espírito Santo
26:00é mais lento e mais caro.
26:02Quando você fala de...
26:03Hoje.
26:04Hoje.
26:05Porque você tem poucas linhas,
26:07pouca oferta de linha direta.
26:08Quase não tem mais.
26:09Quase não tem mais.
26:10Tem uma linha da China,
26:13mas é muito limitada,
26:14é muito em termos de contêiner.
26:16Você tem uma linha da Europa.
26:18E acredito,
26:19uma dos Estados Unidos.
26:21Mas não são navios de volume.
26:25Não são os navios...
26:26Até porque não consegue entrar.
26:27Não consegue entrar.
26:28Então, se o Espírito Santo consegue resolver
26:31essa parte internacional,
26:33e eu acredito muito que vai acontecer com a Emetane,
26:35a gente se torna muito competitivo
26:39a nível Brasil.
26:40Hoje, você vê um aumento significativo
26:46na constituição de empresas atacadistas
26:48no Espírito Santo.
26:51Eu costumo dizer que o Espírito Santo
26:52é a meca das distribuidoras de cosméticos e perfumaria.
26:56Se você olhar num cenário nacional,
26:59o Espírito Santo tem uma participação muito grande
27:01na distribuição desses produtos saindo daqui.
27:04E isso, ao longo dos anos,
27:06veio dando ao Espírito Santo
27:07muita expertise no tratamento desses produtos.
27:10Produtos que sofrem etiquetagem,
27:12pique, inseparação.
27:13Então, não é fácil também a empresa pegar
27:16e transferir.
27:18E ao sair,
27:20novamente,
27:20ela vai ter que avaliar esse tripé.
27:22A gente teve um cenário recentemente
27:24que Minas concedeu um benefício
27:26e muitas empresas
27:27foram se instalar em Extrema.
27:30Extrema está a 130 quilômetros de Santos.
27:33O que aconteceu?
27:34Um boom imobiliário,
27:36custo por metro quadrado
27:37bateu o pico de 32, 35
27:39e pior, não tinha mão de obra.
27:42Então,
27:43sem um planejamento,
27:45sem organização
27:45e sem estrutura para receber.
27:46É porque essa curva do Espírito Santo
27:48é uma curva longa.
27:49É uma curva longa.
27:50É aprendizado de mão de obra.
27:51Você tocou num ponto
27:52que todo mundo sofre.
27:53E de anos, exatamente.
27:54Então, você tem um cenário
27:56que não pode ser ignorado
27:58que é o fator mão de obra.
28:00E o Espírito Santo, hoje,
28:02tem se especializado
28:03e tem investido cada vez mais
28:05em tecnologia aplicada
28:07nessas operações.
28:09Porque quando você começa
28:10a atingir a escala,
28:11te permite também fazer
28:12esses investimentos
28:13para ter o retorno
28:15num certo prazo.
28:16Então,
28:17e o outro ponto
28:19que a gente acredita e espera
28:21é que as duplicações saiam.
28:23As estruturas...
28:24Das duas,
28:25262 e 101.
28:27Porque,
28:27se você vai se tornar
28:28um polo distribuidor,
28:31um polo atacadista,
28:34industrial,
28:34e você tem o porto chegando,
28:36você tem um porto chegando,
28:38você tem as empresas
28:39se localizando aqui,
28:40você vai precisar
28:41escoar esse produto.
28:42E hoje a gente já tem
28:43certo gargalo
28:43na saída dessas cargas
28:45aqui do Espírito Santo.
28:46Então,
28:47entendi.
28:48Da porteira para dentro
28:49a gente está bem.
28:50Exato.
28:51Tem a questão dos portos
28:52que dá a entrada física
28:53dos produtos.
28:54A coisa está caminhando
28:56e agora a gente precisa
28:57resolver a questão
28:57de rodovia e ferrovia.
28:59Exatamente.
28:59Não falo de ferrovia aqui,
29:00mas temos que resolver também.
29:01Em termos de operação,
29:02de logística interna...
29:04Da porteira para dentro.
29:05Exato.
29:05Eu te digo assim,
29:06para quem...
29:07A palavra de quem opera
29:08em 10 estados,
29:09o Espírito Santo
29:10está muito bem servido.
29:11De mão de obra,
29:13de estrutura,
29:15de oferta de galpão,
29:17de mão de obra.
29:19Eu acho que é um problema
29:20que todo mundo vive,
29:21mas o Espírito Santo
29:22tem conseguido dar conta.
29:25Agora precisa resolver
29:26essa entrada e a saída.
29:28E a gente,
29:29pelo que a gente tem acompanhado,
29:31e aí a gente vê um governo,
29:32a gente vê um governo
29:33muito atuante nessa pauta.
29:35Eu acho que esse governo,
29:38a participação do Ferraço,
29:39Casa Grande,
29:40eles estão muito ligados
29:41a essa pauta do comércio exterior.
29:43Acho que como nunca teve
29:44todos os outros governos.
29:46Você vê um esforço conjunto
29:47muito grande do...
29:49E até o motivo que eu me empolguei
29:54em assumir a BES,
29:55é essa aproximação,
29:56esse associativismo,
29:57porque não tem como desconectar
29:59o público do privado.
30:02Isso é impressionante
30:04como isso tem funcionado bem aqui.
30:07Também com outros trabalhos,
30:09por exemplo,
30:10do Sindiex,
30:11essa pauta é uma pauta muito viva
30:13e está sendo a todo momento explorada.
30:16Eu acho que eu,
30:17jornalista,
30:18acompanho essas coisas,
30:19as pessoas entenderam
30:21a importância do comércio internacional
30:22aqui.
30:23O comércio internacional
30:23como um todo.
30:25Minério é comércio internacional,
30:26celulose é comércio internacional,
30:29arce é comércio internacional,
30:32petróleo é comércio internacional.
30:34Então, assim,
30:34é uma coisa...
30:35Não é tratado como coisas específicas.
30:38Não pode...
30:38Os cosméticos.
30:39Os cosméticos,
30:40a fumaria,
30:41e você vê, assim,
30:42a importância do Espírito Santo hoje,
30:45a relevância dele no comércio internacional,
30:47o reconhecimento.
30:48Por exemplo,
30:48a BES é uma instituição do Rio de Janeiro,
30:51começou no Rio de Janeiro,
30:52está lá até hoje,
30:53formada normalmente por empresas paulistas
30:55e uma empresa do Espírito Santo,
30:56um capixaba,
30:58presidindo.
30:58Então, a força do Espírito Santo
31:01a nível Brasil
31:02é algo muito reconhecido
31:03em termos de comércio internacional,
31:05de logística.
31:06Importante dizer também,
31:07que inclusive são filiados da ABS,
31:11dos cinco maiores faturamentos
31:14aqui do Espírito Santo
31:16nos últimos anos,
31:19isso é o manuário da...
31:21Sim, do IEL.
31:22Do IEL, da FINDES,
31:24tem lá a Comexport
31:26e a Sertrade, né?
31:28Então, assim,
31:28são empresas que atuam aqui
31:30e que muitas vezes as pessoas não conhecem, né?
31:33Mas que já estão
31:34há algum tempo
31:35entre os maiores faturamentos
31:37do Espírito Santo.
31:39E nos últimos anos,
31:40você vê um movimento,
31:41porque teve uma virada
31:44em determinado momento
31:45dos incentivos que...
31:46do Espírito Santo, por exemplo,
31:48que passou a ser obrigatória
31:49a entrada física da carga aqui.
31:50O FUNDAP, quando nasceu,
31:51não era obrigatório,
31:52você poderia descer em qualquer porto
31:53e usufruir do FUNDAP.
31:55Depois passou a ser obrigatório,
31:57inclusive as empresas...
31:57Você criou uma atividade.
31:59Exato.
32:00E aí as empresas começaram
32:01a colocar sede aqui,
32:02mas você não via muitos movimentos,
32:04às vezes,
32:05das empresas trazer
32:06estruturas físicas para cá.
32:08E você vê nos últimos anos
32:09um aumento enorme.
32:11Você vai na rodovia do contorno,
32:14quem não passa,
32:15não costuma passar lá,
32:16dá uma olhada lá
32:17como é que a coisa está.
32:18Exatamente.
32:18As empresas cada vez mais
32:20utilizando das estruturas
32:21do Espírito Santo
32:22para fazer suas distribuições.
32:24Manutenção de carga,
32:26geração de valor,
32:27de emprego aqui.
32:28Então, você vê investimentos
32:30nos últimos anos,
32:32investimentos grandes
32:33dessas companhias
32:34e de outras
32:36em instalações físicas
32:38no Espírito Santo.
32:40Contribuindo.
32:40Por exemplo,
32:41quando você faz
32:42um operador logístico,
32:43você vai incentivar
32:45o teu cliente
32:46a armazenar a carga
32:47dentro do teu operador logístico.
32:50muitas vezes
32:50a operação...
32:51Você vai trazer carga para cá.
32:52A operação dele
32:53às vezes está em São Paulo,
32:54está em Minas,
32:55está no sul,
32:55você vai convencer ele,
32:57falar,
32:57olha,
32:57eu tenho uma estrutura própria,
32:59você vai estar dentro
33:00de um único ambiente,
33:02vamos operar
33:02a partir do Espírito Santo.
33:03E agora,
33:04tendo...
33:05A partir do meio que você tem
33:05porto,
33:06a coisa facilita.
33:07Esse convencimento
33:08fica mais fácil.
33:08Exatamente.
33:09Então,
33:09o Espírito Santo
33:09não tem outra saída.
33:11Falando de reforma tributária
33:12e de manutenção de cargas,
33:13é.
33:14Esse porto precisa,
33:15de fato,
33:17sair e a gente
33:18fazer uma combinação
33:19dessas três matrizes
33:21de formação de preço
33:23bem competitiva.
33:24E eu acredito
33:25que a gente tem
33:25muita condição para isso.
33:27E quando você fala de porto,
33:27você fala do hub portuário,
33:29que ali,
33:29o Podemetam fica pronto
33:31em 2026,
33:31mas Porto Ocel
33:32tem planejamento
33:33de expansão.
33:34O Presidente Kennedy
33:34tem expectativa...
33:36Porto Central.
33:36Porto Central.
33:37A V-Portes
33:37tem um projeto,
33:38inclusive,
33:39tem a V-Portes
33:39que a concessionária
33:42que assumiu com a Desa
33:44tem um projeto grande
33:45ali para Aracruz.
33:47Exatamente.
33:48E, claro,
33:49você vai acabar
33:52descomprimindo
33:52o Porto de Vitória
33:53para ele assumir
33:54outras...
33:55Outras atividades.
33:56Outras atividades,
33:57o que também é muito importante
33:58aqui para o Espírito Santo.
33:58Ele tem uma importância grande
34:01porque ele é um dos portos
34:02que faz essa parte
34:04de cabotagem
34:05dentro do Brasil.
34:06Exato.
34:06Você pode fazer
34:07um incremento forte
34:09nessa atividade
34:09que ainda não é
34:11tão explorado...
34:12Aliás, é pouquíssimo
34:13explorado.
34:13Pouquíssimo explorado.
34:14Então, ele é um dos portos
34:15de parada
34:16dessa costa
34:18operada por esses navios
34:19que a gente chama
34:20de navio Fide
34:20que fica fazendo
34:22essa costa brasileira
34:23subindo e descendo.
34:24Então, é um importante
34:27ponto de parada.
34:28O que há pouco tempo
34:30foi batizado,
34:30inclusive,
34:31um bom nome
34:31de BR do Mar.
34:32BR do Mar,
34:33muito bom.
34:35É, o tempo passa rápido.
34:36Passa e o papo está bom.
34:37O papo está bom,
34:38mas a gente precisa
34:40ir para os finalmentes
34:42aqui.
34:42E vou terminar
34:44com uma pergunta
34:44que eu acho mais simples
34:45do que eu comecei.
34:46Para ser justo, né?
34:47Boa.
34:50Diante disso,
34:50tudo que você me explicou
34:52agora,
34:52nessa última
34:54resposta que você me deu,
34:55eu posso acreditar,
34:56então,
34:56que o Espírito Santo
34:58tem tudo para,
34:59sim,
35:00virar uma importante
35:01plataforma logística
35:03do país
35:04e,
35:05porque você tem um medo
35:06muito grande
35:06com a reforma tributária
35:07que o Espírito Santo
35:08perca a atividade econômica,
35:09né?
35:10Tem o medo da perda
35:11de arrecadação,
35:12mas o grande medo
35:14é uma perda
35:15de atividade econômica.
35:16Então, aí você tem
35:16algumas alternativas
35:17e entre elas
35:18está o Espírito Santo
35:20tornar-se
35:22uma plataforma logística
35:24para o Brasil,
35:24com portos,
35:26com armazéns,
35:27com mão de obra,
35:28com infraestrutura
35:29para você escoar,
35:30por exemplo,
35:31a carga do agronegócio,
35:33a carga de Minas Gerais,
35:35para entrar produto,
35:36por exemplo,
35:37fertilizante,
35:37isso importa 80%
35:39dos seus fertilizantes,
35:40não adianta você produzir
35:41se você não tem fertilizante,
35:42vai entrar por onde
35:43fertilizante?
35:44Pode entrar aqui
35:44pelo Espírito Santo.
35:45Então, você enxerga
35:46que isso está mais perto
35:48do que já teve
35:48há pouco tempo, né?
35:50Enxergo pelos movimentos
35:52que a gente acompanha,
35:53participando de feiras,
35:54de eventos,
35:55eu vejo que o Espírito Santo
35:57tem condições.
35:58Importante,
35:59sempre,
36:00manter esse bom ambiente
36:04em estado como em si,
36:05o Espírito Santo
36:06sempre...
36:07Um ambiente equilibrado,
36:08um ambiente fiscal equilibrado,
36:10você vê o Rio de Janeiro
36:11tenta, por exemplo,
36:12fazer movimentos
36:13parecidos com o Espírito Santo
36:14em termos de benefícios,
36:15tem limitações
36:16porque é um estado
36:16que está em recuperação fiscal,
36:19então você não pode ter
36:20perda de arrecadação,
36:21então tem uma série
36:21de travas impostas
36:22que não te permite
36:24criar um ambiente
36:24de negócio
36:26puljante,
36:27no âmbito da importação
36:28onde estou me referindo,
36:30mais do que ele é,
36:31tem a importância dele,
36:32mas perdeu muito
36:33por conta disso.
36:33E o Espírito Santo
36:35tem esse cenário positivo
36:36em termos políticos
36:37de equilíbrio fiscal
36:39que permite
36:40o Estado investir,
36:42na verdade,
36:43o Espírito Santo
36:43tem uma capacidade
36:44de investimento grande
36:45para ter esse ambiente
36:47de negócio favorável.
36:48E quando eu olho
36:49para a plataforma
36:50de negócios ligados
36:51ao comércio internacional,
36:53à logística,
36:54eu vejo que se manter
36:55e se realmente trouxerem
36:58as entregas
36:59que estão previstas,
37:00o Espírito Santo
37:01se torna,
37:01se mantém muito competitivo
37:03no âmbito desses negócios
37:06para a manutenção
37:06dos negócios aqui.
37:07E como bom capixaba
37:09e investidor aqui,
37:12a gente tem feito
37:13esses movimentos
37:13acreditando nisso,
37:14a gente não tirou o pé
37:15em nenhum momento
37:16até hoje.
37:17E você falou
37:18a questão da infraestrutura,
37:19o governo do Estado
37:20de fato está com
37:21uma capacidade
37:22de investimento importante,
37:23é muito relevante
37:24o governo mantenha
37:26esse olhar atento
37:28porque você vai ter
37:29a duplicação promessa
37:30da Eco Rodovias,
37:34da Eco 101,
37:34é que até 2028
37:36entre João Neiva,
37:38o Trevo ali de 259
37:39e Safra lá em Cachoeiro,
37:42esteja duplicado,
37:43100% duplicado.
37:45Exato.
37:45Então é importante,
37:46então você vai ter
37:46uma melhoria muito grande
37:49da BR-101
37:49em um espaço curto de tempo,
37:51pelo menos essa é a promessa.
37:522062 é um troço
37:53mais complicado,
37:55projeto ali,
37:55mas tem...
37:56Mas existe ali
37:57uma perspectiva melhor,
37:59é importante que o Estado
38:00esteja de olho
38:01para fazer as conexões,
38:02né?
38:03Exato.
38:03Será que a conexão
38:05da BR-101
38:06ao hub portuário
38:07de Aracruz
38:08está perfeita?
38:09Será que a conexão
38:10da Serra
38:11para o hub portuário
38:12de Aracruz
38:13está na melhor das condições?
38:14Será que a conexão
38:15com o Porto Central
38:16está na melhor das condições?
38:17É importante que a gente
38:18tenha esse olhar atento
38:19para não perder tempo.
38:20É, mas quando o Estado,
38:22se o Estado
38:22se mantém engajado
38:23como está,
38:25eu entendo que essas obras
38:26é, como você disse,
38:27da porteira para dentro.
38:29É um pouco mais simples, né?
38:30Não, é mais simples.
38:30Quando você pega obras...
38:32Mas é importante estar atento, né?
38:33Exatamente.
38:33Não pode perder,
38:36não pode deixar que se perca
38:38o que foi conquistado
38:39nos últimos anos.
38:40Sem dúvida.
38:41Como eu disse,
38:41por muito tempo
38:42a gente ficou meio que
38:43adormecido em termos
38:44de estrutura,
38:45principalmente portuária.
38:47Que era o mais difícil.
38:48Que era o mais difícil.
38:50Demos uma esticada boa
38:52nos últimos anos.
38:53Nos últimos três anos
38:54o Espírito Santo conseguiu
38:57criar ali um facho de luz, né?
38:59Que isso vai acontecer.
39:00E não podemos perder isso agora.
39:03O mais importante
39:04é a manutenção
39:05desse programa de investimento.
39:07Mais uma vez,
39:08com equilíbrio entre Estado,
39:11e a rede privada.
39:13Everton Wuttke,
39:14sócio e diretor
39:16de novos negócios
39:17do Grupo Quatror,
39:18empresa aqui do Espírito Santo,
39:20e presidente da ABS,
39:22Associação Brasileira
39:23de Empresas de Comércio Exterior.
39:24Muito obrigado
39:25por estar aqui
39:26no Papo de Valor,
39:27discutindo em alto nível
39:28o comércio internacional
39:29aqui do Espírito Santo
39:31e do Brasil.
39:31Eu que agradeço
39:32a oportunidade
39:33de estar aqui falando
39:34para você
39:34e para toda a sua audiência.
39:37Um prazer grande
39:38estar aqui com você.
39:39A gente admira muito
39:40o seu trabalho.
39:41e conte com a gente sempre.
39:43Muito obrigado
39:44e muito obrigado a você
39:45que está nos acompanhando
39:46e até a próxima edição
39:47de Papo de Valor.
39:48Até lá!
39:49E aí
39:50E aí
39:52E aí
39:53E aí
39:54E aí
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