- há 4 semanas
Promovido anualmente pela Rede Gazeta, o evento contou com a presença de autoridades, empresários e entidades para debater o futuro do agro com palestras, espaços para negócios, feira de expositores e atrações culturais
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NotíciasTranscrição
00:04Agro, estamos também tendo transmissão pela internet, ao vivo, por meio do nosso site,
00:10agazeta.com.br barra agro.
00:14Lembra, então, temos o palco principal e dois auditórios nas laterais aqui do nosso
00:18espaço, além também da feira de produtores rurais, uma área de expositores, o espaço
00:23Fonte Hub, que apresenta startups com soluções inovadoras para o agronegócio.
00:28E logo aqui fora, bem na frente, tem a carreta Senai, na entrada aqui do nosso evento,
00:35com visitação e demonstração de modelos de biodigestores.
00:40No final, temos momento de interação, diversão também, temos na praça de alimentação,
00:46aqui ao lado, tem um chopinho ali, pessoal de salgadinho, e tem música também, não é, Fabiola?
00:51É, tem donuts também ali, gostoso.
00:53Donuts deliciosos os donuts.
00:55Pipoca também ali, caramelada, gostosa também.
00:57Gostosa também.
00:58Sabor, limão, sabor, esqueci agora os outros.
01:01Limão, chocolate, por aí vai.
01:03É, por aí vai.
01:04Pipoca, pipoca, caramelizada.
01:05A gente está experimentando tudo já um pouco, não é, Mário?
01:06Isso.
01:08Isso, e depois nós vamos ter a palestra...
01:10Não, tem música à noite.
01:12Ah.
01:12Não pode esquecer do happy hour, né, gente?
01:14Não pode esquecer do happy hour.
01:14Depois, ao final das palestras, seremos um happy hour com música sertaneja aqui,
01:18com a dupla Evandro e Ranieri.
01:21Isso, Evandro e Ranieri.
01:24Vamos lembrar também que o pessoal pode postar, pode postar foto, pode postar vídeo também,
01:30marcar as redes sociais aqui do Tecnoagro.
01:33O pessoal adora repostar, viu, o conteúdo de vocês.
01:36Então, arroba tecnoagro.es.
01:40Pode compartilhar nas redes sociais aí e marcar tudo o que vocês forem registrando.
01:45E caso queiram fazer pergunta, tem o QR Code aqui ao lado, vai aparecer.
01:50Como a gente tem painéis, palestras, basta apontar o celular para o QR Code, encaminhar
01:54a pergunta e essa pergunta vai chegar até o mediador do painel, ok?
02:00Agora, se a palestra de agora, das duas da tarde.
02:03O que tem a palestra de agora?
02:04Vamos falar dela.
02:05Vamos falar da palestra de agora.
02:07O tema, inovações em máquinas agrícolas para pequenos produtores rurais.
02:13Teremos um mediador para essa palestra.
02:15Isso, vamos convidar o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura
02:20Familiar, no Espírito Santo, Laércio Nochenk.
02:29E a palestra, cujo tema, repito, inovações em máquinas agrícolas para pequenos produtores
02:35rurais, vai ser ministrada pelo Coordenador-Geral de Pesquisa, Inovação e Patrimônio Genético
02:42do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
02:44Convido ao palco, o senhor Zaré Augusto Soares.
02:51Bem-vindos, uma alegria recebê-los aqui.
02:53Sejam bem-vindos.
03:09Olá, boa tarde a todas, a todos.
03:13É um prazer estar aqui nessa feira de tecnologia para o agronegócio, para a agricultura familiar
03:21também, que é importante, né, agricultura familiar no nosso estado, são mais de 75% das
03:29propriedades pertencentes à agricultura familiar.
03:32É bom ver esse público, principalmente os jovens, né, para debatermos sobre a questão
03:44das tecnologias para a agricultura familiar, né.
03:48E aí está aqui meu colega de trabalho, Zaré, né, que é do Ministério do Desenvolvimento
03:56Agrário e Agricultura Familiar, trabalha lá em Brasília.
04:00Ele que é pesquisador da Embrapa, né, e está aqui para falar sobre as tecnologias, sobre
04:07o trabalho que o Ministério, juntamente com parcerias com o Ministério de Ciência e
04:12Tecnologia, Indústria e Desenvolvimento e a Embrapa, estão pensando e desenvolvendo
04:17para a agricultura familiar.
04:19Zaré?
04:20Zaré.
04:24Boa tarde a todos e todas.
04:26Muito obrigado, Laércio.
04:28Eu queria agradecer também à Rede Gazeta pela oportunidade de estar aqui conversando
04:33com vocês.
04:34Eu vou me levantar, vou fazer a apresentação ali do, aqui do púlpito.
04:45Mas, antes, eu queria só fazer um breve comentário, né, sobre esse processo de recuperação
04:54e reestruturação, né, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
04:58A gente aqui no Brasil tem dois ministérios que tratam da agricultura, né, de uma forma
05:03geral.
05:04A gente tem o Ministério da Agricultura e Pecuária, que trata principalmente dos grandes produtores,
05:11do agronegócio brasileiro.
05:13E a gente tem também o Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, que trata
05:19dos pequenos produtores, dos agricultores familiares.
05:23E isso, a existência desses dois ministérios é resultado de toda uma luta, né, dos movimentos
05:30sociais que representam a agricultura familiar no Brasil, considerando o quê?
05:35Por que dois ministérios, né?
05:37Porque a agricultura familiar, ela tem as suas especificidades, né, ela é uma agricultura
05:43familiar que funciona de uma forma um pouco diferente da agricultura empresarial, apesar
05:48de muitas coisas serem parecidas, né.
05:50E aí, já há muito tempo, vem se discutindo a importância de se ter um conjunto de políticas
05:57públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar no Brasil.
06:01A agricultura familiar é responsável principalmente pela produção de alimentos, né, esse alimento
06:07que chega no dia a dia, na casa de cada um, de cada uma de nós, quem produz em geral
06:14é
06:15a agricultura familiar, as cadeias do leite, das proteínas animais, né, do feijão, do arroz,
06:22das frutas, hortaliças.
06:24A agricultura familiar tem um papel muito importante na produção desses produtos que chegam no dia
06:30a dia, dia a dia, na casa da gente, né.
06:32Por isso, é tão importante um conjunto de políticas voltadas, né, para essa agricultura
06:39que tem a responsabilidade de colocar o café da manhã, o almoço e o jantar na mesa de
06:46cada um de nós.
06:48Bom, o Laércio já fez a minha apresentação, eu sou pesquisador da Embrapa, estava trabalhando
06:56até fevereiro do ano passado na Embrapa Cerrados, lá em Brasília, e fui convidado para assumir
07:02um departamento novo dentro do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que é um departamento
07:07de pesquisa, inovação para produção familiar e transição agroecológica.
07:13A agenda da transição agroecológica, do desenvolvimento de um padrão de produção na agricultura mais
07:22sustentável é uma agenda muito importante dentro das estratégias desse governo e do
07:29Ministério do Desenvolvimento Agrário em especial.
07:34A gente está retomando a política nacional de produção orgânica e agroecologia.
07:40A gente deve ter, em breve, o lançamento do terceiro plano de produção orgânica e
07:46agroecologia, ainda nesse mês de setembro.
07:49Estamos finalizando os detalhes para o lançamento desse plano e estamos construindo também, no
07:56âmbito desse plano, um programa novo de pesquisa e inovação para a agricultura familiar
08:03e agroecologia, do qual eu vou falar um pouquinho mais na frente.
08:08E essa agenda de ampliação do acesso a tecnologias, mas a máquinas e equipamentos em especial para
08:20agricultura familiar é um dos eixos de atuação desse programa.
08:25Está legal?
08:26Eu vou começar a palestra falando um pouco da agricultura familiar.
08:32Então, eu vou explicar um pouco a dimensão da agricultura familiar aqui no Brasil, quantidade
08:40de estabelecimentos que compõem essa categoria de produtor, falar um pouco desses dados gerais.
08:49No Brasil inteiro, a gente tem em torno de 5 milhões de estabelecimentos rurais.
08:56Desses 5 milhões, quase 80%, 77% são agricultores e agricultoras familiares.
09:04Tem muitos estabelecimentos rurais na agricultura familiar que são conduzidos, liderados por mulheres.
09:12Então, é muito importante a gente sempre enfatizar isso, que tem muitas mulheres que são agricultoras
09:19familiares que são responsáveis pela condução desses estabelecimentos rurais.
09:24E, bom, a gente vê um pouco as características da nossa agricultura quando a gente percebe que
09:31dos 300, aproximadamente, 360 milhões de hectares ocupados por esses estabelecimentos rurais,
09:39a agricultura familiar ocupa 23%.
09:44Então, se ela é responsável por aproximadamente 77% dos estabelecimentos, ela só ocupa 23%
09:56da área ocupada por esses estabelecimentos.
10:00Então, isso reflete um pouco uma das características estruturais da nossa agricultura, que é a concentração
10:07da terra.
10:07Então, a gente tem isso aí como um problema muito importante também, que vai orientar
10:13as políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
10:17E também a gente tem uma diferenciação regional da ocupação do espaço rural brasileiro
10:29e da participação da agricultura familiar nesse espaço.
10:33Então, a gente vê, por exemplo...
10:39Estou tentando indicar aqui, mas acho que não dá.
10:43A gente vê, por exemplo, que na região Nordeste, a gente tem mais ou menos quase 50% da agricultura
10:51familiar do Brasil todo está concentrada na região Nordeste.
10:55São 47,2%.
10:59E aí você tem, nas outras regiões, uma distribuição um pouco mais igualitária.
11:03Então, você tem 17% na região Sudeste.
11:07Aqui no Espírito Santo, o Laércio me falou que mais de 70% dos estabelecimentos rurais do Espírito
11:14Santo são agricultores e agricultoras familiares.
11:18Então, isso tudo vai mostrando para a gente a importância que tem a agricultura familiar
11:25no país.
11:26E aí, do outro lado, a gente vê a participação da agricultura familiar na área ocupada pelos
11:39estabelecimentos.
11:41Então, por exemplo, na região Centro-Oeste, apenas 8,9% da área ocupada pelos estabelecimentos
11:48é ocupada pelos estabelecimentos da agricultura familiar.
11:52Na região Nordeste, isso já chega a 36%.
11:56Tem estados do Nordeste que a agricultura familiar ocupa mais de 50% da área total dos estabelecimentos.
12:04Então, tudo isso vai mostrando para a gente a importância que tem a agricultura familiar,
12:11a importância social e a importância econômica.
12:20Mais um aspecto bastante importante para a gente entender é o pessoal ocupado.
12:28Quando a gente olha para as oportunidades de trabalho, emprego, ocupação e renda, a gente
12:36vê que a agricultura familiar no Brasil é responsável por mais de 15 milhões de pessoas
12:42ocupadas.
12:43Também é um...
12:45Poucos são setores da economia que ocupam ainda tantas pessoas na economia do país.
12:51Então, isso mostra para a gente, mais uma vez, a importância da agricultura familiar
12:56e de você ter políticas específicas para o fortalecimento desse setor da agricultura
13:03responsável pela segurança e pela soberania alimentar da sociedade brasileira.
13:09E aí, a gente tem, naquele outro mapa, o percentual de pessoal ocupado na agricultura familiar e
13:20na agricultura não familiar, na agricultura patronal.
13:23Então, no Nordeste, a gente tem 73% das pessoas ocupadas no setor agropecuário estão ocupadas
13:32em estabelecimentos da agricultura familiar.
13:35Na região Norte, 77%.
13:39E por aí vai, né?
13:41Tudo isso reforçando a importância da agricultura familiar brasileira, né?
13:48Tanto social, econômica, quanto ambiental também, né?
13:51Porque muitas das estratégias de desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, mais
14:00amigável com o meio ambiente, com a conservação do meio ambiente, tem relação com a forma
14:07como a agricultura familiar trabalha.
14:09Bom, então, a partir desses dados gerais sobre a agricultura familiar, a sua importância,
14:16a gente vai entrar agora no tema mais central do trabalho que a gente vem desenvolvendo lá
14:25no Ministério, né?
14:26A gente já viu, a partir desses dados iniciais, que a gente vive numa sociedade desigual, né?
14:34E a agricultura familiar, apesar de ter um percentual grande de contribuição para
14:39produção de alimentos, etc., tem muito pouco acesso à terra, né?
14:43Tem acesso a uma quantidade pequena da terra ocupada pelos estabelecimentos rurais.
14:51E a gente vai ver que esse padrão, ele se reproduz quando a gente fala de acesso à tecnologia
14:58e mecanização em especial.
15:02Então, vamos avançar lá no entendimento do problema, né?
15:06Que a gente está enfrentando lá no Ministério, quando a gente busca a ampliação do acesso
15:12a máquinas e equipamentos pela agricultura familiar.
15:15A gente vê que, de uma forma geral, né?
15:20Quando a gente olha para o cenário do acesso à tecnologia, a mecanização na agropecuária
15:25brasileira, é muito mais comum você ver máquinas, equipamentos, tratores, etc., em grandes
15:33propriedades, né?
15:36E também tem uma concentração regional.
15:40A agricultura familiar da região sul, por exemplo, ela tem um acesso bastante significativo
15:49a máquinas e equipamentos quando a gente compara com a região nordeste, né?
15:54Tem também uma concentração da produção e da comercialização de máquinas e equipamentos
16:00na região centro-sul, né?
16:03No sul e no sudeste.
16:05E apesar da gente ter tido um crescimento bastante significativo a partir dos anos 2000
16:14em máquinas e equipamentos no país, essa concentração, ela permaneceu da mesma forma, né?
16:28Então, a gente teve um crescimento na produção de máquinas e equipamentos de 34,7% entre 2000 e 2020,
16:39né?
16:40Em 2000 foram produzidas 35 mil unidades de máquinas de uma forma geral, tratores, né?
16:48Cultivadores, colheitadeiras, jetoscavadoras, e em 2020 essa produção atingiu a marca de quase 50 mil unidades, né?
17:06Agora deu uma travadinha aqui.
17:15Na pesquisa que a gente fez junto às empresas, às associações de representação das empresas
17:23responsáveis pela produção de máquinas e equipamentos no Brasil, né?
17:27São principalmente duas, a Anfávia e a Abimac, a gente viu que 70% das máquinas agrícolas
17:34produzidas são tratores de pneu, né?
17:37E apesar dessa produção estar num processo de crescimento significativo,
17:48a gente ainda tem esse problema de acesso por parte dos pequenos agricultores
17:53a esse tipo de equipamento.
17:55Bom, para a gente entender um pouco esse cenário, né?
18:00Eu trouxe alguns números, então, a gente tem, quando a gente analisa entre a agricultura
18:10familiar e não familiar, somente no Brasil como um todo, na média, né?
18:1611,5% dos estabelecimentos da agricultura familiar tiveram acesso a tratores até o ano
18:26de 2017, que é o último dado que a gente tem do IBGE através do censo agropecuário, né?
18:34E enquanto que na agricultura empresarial, na agricultura patronal, né?
18:40Quase 25% dos estabelecimentos tiveram acesso a tratores, né?
18:48No sudeste, né?
18:49Aqui na região onde está o Espírito Santo, 33% dos estabelecimentos não familiares
18:55tiveram acesso a tratores e 16,6% dos estabelecimentos da agricultura familiar tiveram acesso, né?
19:04Quando a gente olha para a região sul, isso já é bem diferente, né?
19:07Então, na região sul, 45% dos agricultores não familiares têm acesso a máquinas
19:14e em torno de 40%, né?
19:17Um número bem próximo dos agricultores familiares.
19:31Bom, esse quadro, esse mapa traz os dados daquele quadro que a gente viu, né?
19:38E aí isso fica mais evidente.
19:40Por exemplo, 1% só dos agricultores familiares da região nordeste têm acesso a máquinas,
19:47atratores, né?
19:49Enquanto que na região norte isso é 3% só, né?
19:53Então, a gente traz esses números para deixar claro que o desafio que o Ministério do Desenvolvimento Agrário
20:03está se propondo a enfrentar é um desafio enorme, né?
20:07A produtividade, a penosidade do trabalho, a qualidade da produção
20:13tem muita relação com acesso a tecnologia e acesso a máquinas de uma forma geral, né?
20:19Então, o Ministério está estruturando um conjunto de políticas
20:22que busca avançar numa estratégia de ampliação de acesso a máquinas e equipamentos
20:30para a agricultura familiar.
20:35Quando a gente olha para outros tipos de máquinas, né?
20:39Além dos tratores, como semeadoras, plantadeiras, né?
20:45Esse acesso cai ainda mais.
20:47Então, a gente tem, por exemplo, na região sul,
20:5115% dos agricultores familiares têm acesso a máquinas e equipamentos.
20:59Na região sudeste, 2,8%.
21:02E no nordeste, que é a região, e no norte, que é a região onde a gente tem uma percentual
21:08menor,
21:09é menos de 1%.
21:12Colheitadeiras, bem parecido também a situação, né?
21:20Adubadeiras, a mesma coisa.
21:22Obrigado, esqueci de trazer.
21:28Então, aí quando a gente observa também por extrato de área, né?
21:35Então, os estabelecimentos de 0 a 5, de 5 a 10,
21:40a gente vê que tem uma distribuição parecida, né?
21:45E a partir dos estabelecimentos, entre 20 e 50 hectares,
21:49passa a haver um acesso um pouco maior a tratores e outros...
21:55Pode deixar essa aí.
21:59Bom, essa questão do acesso, né?
22:02Da oportunidade de se adquirir uma máquina,
22:05tem vários condicionantes, né?
22:09A gente tem máquinas aqui no Brasil, de uma forma geral, muito caras, né?
22:14Então, por exemplo, um trator de 25 cavalos, com 4 rodas, né?
22:21Tração nas 4, tomada de força, etc., está custando em torno de 100 mil reais, né?
22:29Uma máquina com esse valor, né?
22:33Por esse valor, ela é muito difícil de ser adquirida por um agricultor familiar de mais baixa renda, né?
22:39Apesar de que agora estão surgindo novas linhas de financiamento, estão viabilizando esse acesso.
22:46Mas também você tem uma concentração na distribuição das fábricas,
22:51das empresas que produzem máquinas e das revendedoras e do conjunto de empresas
22:58que prestam serviço de manutenção, né?
23:01Então, por exemplo, no Nordeste, apenas 10%, está localizado apenas 10% das distribuidoras
23:09e concessionárias de máquinas agrícolas do país, né?
23:12Na região Norte, 8,7%, né?
23:16No Sudeste, próximo a 28%.
23:25Bom, esse mapa também reflete, né?
23:30A distribuição das revendedoras, né?
23:35De tratores, de rodas e de colheitadeiras, né?
23:39Então, a gente vê uma concentração muito grande nas regiões Sul e Sudeste, né?
23:45Avançando um pouco para a região Centro-Oeste, pela expansão da agricultura nessa região,
23:50mas ainda com poucas empresas nas regiões Norte e Nordeste, né?
24:00Bom, o programa que o governo vem estruturando para dar conta desse desafio, né?
24:09É um programa chamado Mais Alimentos.
24:18Esse programa, ele já existia no desenho anterior do Ministério do Desenvolvimento Agrário, né?
24:25Antes do Ministério ser extinto.
24:28Ele se chamava Mais Alimentos.
24:30Ele estava focado principalmente no financiamento de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar.
24:38Ele funciona no âmbito do PRONAF, né?
24:41Do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
24:44E ele foi reestruturado agora por esse decreto em junho de 2023.
24:51E ele agora está focado num conjunto mais amplo de políticas, né?
24:58A gente tem uma política chamada Nova Indústria Brasil, que é uma política de reindustrialização do país.
25:07E o programa Mais Alimentos, ele faz a conexão entre essa política, que é conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento,
25:17da Indústria e do Comércio, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, né?
25:22Então, o acesso a máquinas e equipamentos para a agricultura familiar é um dos eixos de fortalecimento do Programa Nova
25:32Indústria Brasil.
25:33A gente tem uma meta de ampliação em mais de 50% do acesso a máquinas e equipamentos para a
25:40agricultura familiar durante o período de 10 anos, né?
25:44Então, a ampliação do acesso a máquinas e equipamentos tem que ser feita através de máquinas e equipamentos nacionais,
25:51que contribuam para o fortalecimento da própria indústria brasileira, na geração de emprego de qualidade.
25:59E a gente tem buscado estruturar a implantação de novas fábricas,
26:07considerando essa distribuição concentrada de empresas na região sul.
26:12Então, a gente está buscando, através de financiamentos via BNDES e outros bancos públicos,
26:19a instalação de fábricas na região norte, nordeste, principalmente, que é onde a gente tem menos fábricas instaladas, né?
26:27Então, de uma forma geral, o programa tem como objetivo ampliação da capacidade produtiva da agricultura familiar
26:36através do acesso a máquinas e equipamentos, buscando a ampliação dessa dimensão de segurança e soberania alimentar da sociedade brasileira,
26:47né?
26:48A gente busca fortalecer o acesso através de novas linhas de financiamento,
26:54de oferta de assistência técnica e extensão rural para os agricultores,
26:59voltada para essa agenda de operação, manutenção de máquinas e equipamentos,
27:06e fortalecimento da política industrial e inovação, inclusão produtiva,
27:13investimentos externos de empresas estrangeiras na produção de máquinas e equipamentos aqui no Brasil,
27:19e incentivos à inovação tecnológica.
27:24Para isso, a gente estabeleceu um...
27:29Pode passar.
27:31Um acordo de cooperação técnica envolvendo esses três ministérios,
27:36desenvolvimento agrário, ciência, tecnologia e inovação,
27:40a Embrapa, o BNDES, a FINEP, a Embrapi,
27:50que é uma empresa brasileira voltada para o fortalecimento da pesquisa na área industrial,
27:58e os bancos, de uma forma geral, além do BNDES, né?
28:01Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.
28:09Bom, o objetivo desse acordo de cooperação técnica é fortalecer essa agenda de ampliação do acesso,
28:16coordenar, criar um espaço de coordenação das políticas desenvolvidas por esses três ministérios,
28:23e orientar a atuação dos bancos, da FINEP, da Embrapi,
28:27e contribuir para o processo de reindustrialização do país.
28:36Então, a gente tem feito todo um processo de construção, de interlocução com as agências de financiamento,
28:46então, recentemente, a FINEP, que é uma agência que financia pesquisa e inovação,
28:53lançou um conjunto de editais e chamadas para empresas e instituições de ciência e tecnologia
29:01para o desenvolvimento de novas máquinas, né?
29:06O BNDES abriu uma linha especial de financiamento de inovação,
29:11para fortalecer a capacidade da indústria.
29:15Então, tem todo um conjunto de ações que a gente vem desenvolvendo
29:18para fortalecer o processo de produção dessas máquinas
29:22e ampliação do acesso pela agricultura familiar.
29:26A gente está tendo o cuidado de olhar para essa questão de gênero, né?
29:33É importante desenvolver máquinas adequadas, adaptadas,
29:37para serem conduzidas pelas mulheres que lideram os estabelecimentos da agricultura familiar, né?
29:46Então, tem toda uma agenda de desenvolvimento de máquinas mais adequadas
29:50para serem operadas por mulheres, né?
29:54E aí, a gente tem todo esse conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas
29:58no âmbito do acordo de cooperação técnica,
30:03que é mapear a oferta e a demanda de máquinas.
30:08A gente tem feito um conjunto de seminários regionais para trabalhar nesse sentido.
30:13organizar melhor o ecossistema de inovação e de produção, né?
30:20De empresas, instituições de ciência e tecnologia,
30:25organizações da agricultura familiar
30:26para identificar a necessidade de desenvolvimento de novas máquinas.
30:32Fortalecer a capacidade de produção das empresas,
30:36porque hoje, se a gente consegue realmente alavancar,
30:39através do crédito, a aquisição de máquinas pelos agricultores,
30:44as nossas empresas não vão ter capacidade de produzir máquinas suficientes,
30:49então, os bancos estão aí para fortalecer a capacidade de produção dessas empresas,
30:54e ampliação do acesso ao financiamento, né?
30:58Para a agricultura familiar poder adquirir essas máquinas, né?
31:02Pode passar.
31:10Então, para isso, a gente está organizando esses seminários, né?
31:14Como eu falei, a gente está elaborando algumas propostas
31:19de encomenda tecnológica para o desenvolvimento das máquinas que não existam, por exemplo.
31:26Nesses seminários, a gente está fazendo o mapeamento do que existe de máquina no mercado, né?
31:31Para a agricultura familiar, para as diferentes cadeias em que a agricultura familiar está inserida.
31:39A gente tem uma série de instrumentos, parcerias, né?
31:44Com a FINEP, com algumas universidades, institutos federais,
31:53para avaliar o desempenho das máquinas brasileiras,
31:59identificar necessidades de adaptação para que elas possam ser operadas com mais facilidade pelas mulheres.
32:06Estamos trazendo máquinas de outros países também, como China, Japão, Coreia,
32:12para avaliar o desempenho e adequação dessas máquinas produzidas em outros países
32:18para a agricultura familiar brasileira, né?
32:21Isso tem sido feito, principalmente, na região Nordeste.
32:26E a gente criou uma linha nova agora, no último Plano Safra, que foi lançado em junho,
32:32para aquisição de máquinas e equipamentos de um valor mais baixo, né?
32:37É uma linha com condições bem favoráveis,
32:40É uma linha que tem uma taxa de juros de 2,5% ao ano,
32:463 anos de carência e 10 anos para pagar, com um teto de até 50 mil reais.
32:51Então, para máquinas, conjuntos de máquinas, etc., que custem até 50 mil,
32:59a gente tem essas condições bastante favoráveis, assim,
33:04para facilitar o acesso dos agricultores a esses equipamentos.
33:12E, bom, além desse programa Mais Alimentos, tem toda uma agenda que a gente está desenvolvendo
33:22voltada para a inovação, pesquisa e inovação para a agricultura familiar e agroecologia.
33:29É um programa novo, que deve ser lançado ainda no mês de setembro, pelo governo federal.
33:36É um programa que busca adequar a política de pesquisa e inovação para as condições da agricultura familiar,
33:49abordando diferentes temas que dão sustentação para um processo de transição,
33:56para uma agricultura mais sustentável, para a agroecologia, produção orgânica, etc.
34:01E aí a gente tem, entre os eixos de implementação desse programa,
34:07essa agenda de desenvolvimento de máquinas e equipamentos adaptados para a agricultura familiar.
34:13Mas a gente também trabalha, dentro do programa, com o manejo da agrobiodiversidade,
34:18com essa agenda de produção de sementes adaptadas para a agricultura familiar,
34:25melhoradas nos sistemas de produção dos agricultores familiares.
34:29A gente trabalha com o fortalecimento de redes locais, redes sociotécnicas e ecossistemas de inovação
34:37em base territorial, para fortalecer o processo de transição para a agroecologia,
34:43produção de bioinsumos, biocombustíveis e geração de energia sustentável para a agricultura familiar.
34:53E também a questão da adaptação a mudanças climáticas e remuneração de serviços ecossistêmicos.
35:04São eixos que compõem esse programa de pesquisa e inovação, que vai ser lançado agora em setembro.
35:11Sendo que o principal desses eixos é essa agenda de desenvolvimento de máquinas para a agricultura familiar.
35:21A gente tem considerado o porquê de a gente criar um programa de pesquisa e inovação específico para a agricultura
35:32familiar.
35:32Da mesma forma que a gente avalia que a agricultura familiar tem características
35:40que demandam uma política de crédito específica, uma política de financiamento da produção,
35:50uma política de assistência técnica, uma política de acesso ao mercado,
35:58considerando as especificidades da agricultura familiar.
36:04A gente precisa também, para orientar a ação da Embrapa, para orientar a ação das universidades,
36:12para orientar a ação dos institutos federais,
36:16a gente precisa de uma política de pesquisa e inovação
36:20que considere as características e as especificidades da agricultura familiar.
36:25A agricultura familiar, quando a gente olha para o país todo,
36:32ela é muito mais diversificada do que a agricultura empresarial.
36:36Ela está baseada em uma relação muito mais positiva e de troca
36:42com a base de recursos naturais que ela utiliza na produção.
36:48Então, ela dialoga muito melhor com os ecossistemas.
36:51Então, todas essas características, ela é muito mais dispersa,
36:57ela tem várias características que exigem um sistema de pesquisa e inovação
37:03diferente do que existe hoje para apoiar a agricultura empresarial.
37:08Mas, ao mesmo tempo, a gente sabe que o agronegócio brasileiro,
37:12ele se desenvolveu nos últimos 30, 40 anos,
37:16em função dos investimentos que o Estado brasileiro fez em ciência e tecnologia.
37:23Grande parte do desenvolvimento do agronegócio é resultado das pesquisas
37:28que a Embrapa fez, que as instituições de pesquisa estadual fizeram.
37:33Então, a gente está querendo, a partir da estruturação dessa política,
37:37remodelar o sistema de pesquisa agropecuário
37:41para que ele produza resultados de uma forma mais eficiente
37:46para as demandas e desafios tecnológicos que a agricultura familiar tem.
37:50Para isso, a gente tem que considerar a importância do entendimento
37:57da dinâmica da agricultura familiar nos territórios.
38:01Então, a gente fala dos territórios como se fossem nichos,
38:05e promover um processo de inovação em bases territoriais,
38:10considerando toda a diversidade da agricultura familiar,
38:14é um dos objetivos desse programa.
38:18Dentro da agenda de desenvolvimento de máquinas e equipamentos,
38:23esse programa vem trabalhando da seguinte forma,
38:27a gente está trabalhando num processo permanente de levantamento da demanda
38:32de desenvolvimento de novas máquinas e equipamentos para a agricultura familiar.
38:37Então, a gente está levantando, nas diferentes cadeias produtivas,
38:42as máquinas que já existem,
38:44para as diferentes operações que possam ser mecanizadas,
38:48e estamos levantando as máquinas que precisam ser desenvolvidas.
38:53E aí, mapeando isso, a gente vai orientar,
38:56está orientando como foram essas chamadas agora,
38:59que foram feitas pela FINEP,
39:02o setor de financiamento da pesquisa
39:05para trabalhar o desenvolvimento desses equipamentos.
39:10Então, para isso, a gente está fazendo esse conjunto
39:13de seminários regionais que estão acontecendo.
39:17Semana retrasada, a gente teve o seminário do Nordeste.
39:23Semana seguinte, 10 e 11,
39:25a gente vai ter o seminário da região Sudeste.
39:28lá em São Paulo, na sede da Abimac,
39:32que é a Associação Brasileira de Empresas que Produzem Máquinas e Equipamentos Agrícolas.
39:39Esses seminários estão gerando uma base de dados e informações
39:45que a gente vai utilizar para a estruturação de uma plataforma virtual em parceria com a Embrapa.
39:52Estamos estruturando esses centros de testagem de máquinas e equipamentos.
39:56Estamos orientando a elaboração dos editais da FINEP
40:00para financiar o desenvolvimento dessas novas máquinas.
40:06e estamos trabalhando com o monitoramento do impacto dessas máquinas
40:13nos sistemas de produção dos agricultores.
40:15Um dos instrumentos que a gente está usando dentro dessa estratégia
40:20é esse instrumento de encomenda tecnológica,
40:23que exemplifica, por exemplo, como a gente pode trabalhar
40:26o desenvolvimento de novas máquinas.
40:28Então, a gente percebeu, por exemplo, criando essa nova linha de financiamento
40:36para aquisição de máquinas pelo Mais Alimentos,
40:44que equipamentos até, por exemplo, 20 cavalos,
40:53com quatro rodas, tração nas quatro, tomada de força,
40:59não estão disponíveis com muita facilidade aqui no Brasil para os agricultores.
41:06A gente vê tratores a partir de 25 CV,
41:11que custam esse valor que eu mencionei antes de mais ou menos 100 mil reais.
41:18E a gente tem essa linha de financiamento até 50 mil,
41:23que poderia viabilizar a aquisição de tratores entre 15 e 20 CV,
41:31com um conjunto de implementos que garantisse uma versatilidade
41:36para o uso desses equipamentos em diferentes cadeias de valor.
41:42Por exemplo, aqui a gente tem alguns exemplos.
41:46de máquinas e equipamentos que a gente consegue importar,
41:51mas que a gente não consegue adquirir sendo produzidas aqui no Brasil.
41:59Algumas, por exemplo, essa colheitadeira de feijão e batata,
42:03essa colheitadeira de soja, arroz e girgelim,
42:07que você pode acoplar em um trator de baixa potência,
42:10como esse aí, que é um trator entre 15 e 20 CV,
42:13que permite o acoplamento desse conjunto de implementos,
42:19dando versatilidade para ele,
42:22facilitando a operação,
42:25a mecanização de uma série de operações
42:28em diferentes cadeias de valor,
42:31em que a agricultura familiar está conectada.
42:34E aí a gente está discutindo com algumas empresas,
42:38com a área de ciência e tecnologia do governo federal,
42:43e o BNDES,
42:45uma encomenda tecnológica
42:47que garanta o desenvolvimento de um equipamento brasileiro
42:51adequado às condições da agricultura familiar,
42:55de baixo custo e de alta versatilidade.
42:59Inclusive, incluindo um componente de agricultura de precisão,
43:05que vai garantir uma operação mais eficiente
43:08desse equipamento
43:10pelos agricultores e pelas agricultoras.
43:13Então, esse está sendo agora uma das discussões
43:18que a gente está fazendo
43:18em termos de encomenda tecnológica.
43:22É um equipamento que não está disponível
43:24e que, se a gente conseguir desenvolver,
43:28junto com as empresas,
43:30vai passar a disposição dos agricultores familiares brasileiros
43:34em, provavelmente, em torno de um ano,
43:37um ano e meio, mais ou menos.
43:38garantindo para esse agricultor de mais baixa renda
43:42um equipamento de entrada,
43:45como se fosse um fusquinha dos tratores,
43:48que vai permitir ele dar mais eficiência,
43:52mais qualidade,
43:53mais produtividade,
43:55mais renda
43:55para os trabalhos que o agricultor desenvolve.
43:59Bom, era isso.
44:05Pode...
44:07Era isso aí que eu tinha para falar.
44:13Muito bem, Isaré.
44:15Eu acho que é importante esse debate
44:17das tecnologias para a agricultura familiar,
44:20que a gente precisa manter o jovem no campo.
44:25E, para manter o jovem no campo,
44:27a gente tem que ter novas tecnologias.
44:29Tem que adaptá-las e deixá-las versáteis,
44:32assim como o Isaré falou,
44:34nessa questão,
44:35para que o trabalho no campo seja menos penoso.
44:39E levar também outras tecnologias de comercialização
44:44e de escoamento desses produtos,
44:49para que a gente possa manter a agricultura familiar ativa,
44:54produzindo alimento que serve à mesa de todos os brasileiros.
44:59Então, se nós não tivermos a agricultura familiar,
45:02ou se ela não permanecer,
45:05daqui a alguns anos,
45:07a gente terá dificuldade
45:08de ter o nosso próprio alimento
45:12produzido no nosso país.
45:14Isso é fundamental
45:15para a gente ter essas tecnologias,
45:17Isaré,
45:18para fortalecer a agricultura.
45:22E, assim, dentro do Ministério,
45:23vem trabalhando essas tecnologias,
45:27vem trabalhando políticas públicas
45:29para que a gente consiga manter
45:31o homem no campo,
45:33produzindo o alimento que é consumido.
45:35Não sei se você quer fazer alguma consideração,
45:37Isaré.
45:39Acho que seria isso.
45:40E colocar o Ministério também à disposição.
45:44A gente tem a superintendência
45:46aqui em São Torquato e Vila Velha.
45:49E também o Ministério lá em Brasília.
45:54Eu acho que o pessoal ficou
45:56de mandar algumas perguntas.
46:02Deixa eu me organizar aqui, então.
46:19A gente está recebendo as perguntas
46:22pelo WhatsApp.
46:27Sim.
46:28Também, se alguém quiser,
46:30aqui da plateia,
46:31fazer alguma pergunta.
46:33E aqui veio
46:34escolas-famílias agrícolas,
46:36como as da Rede Mepes,
46:38poderão ser contempladas
46:39pelo Mais Alimentos?
46:42Então, os agricultores,
46:44as famílias desses alunos,
46:47com certeza poderão
46:49acessar esses créditos
46:51para que a gente possa desenvolver.
46:54Não sei se Isaré quer falar sobre isso mais.
46:57A gente também está fazendo,
47:00dentro desse programa
47:00de pesquisa e inovação,
47:02que a gente vai lançar agora em setembro,
47:06a gente construiu ele em parceria
47:08com o Ministério da Ciência e Tecnologia,
47:10o MEC,
47:12é o Ministério da Educação,
47:13o Ministério do Meio Ambiente
47:17e a Embrapa.
47:18E dentro da participação do Ministério da Educação,
47:26está o pessoal que trabalha com a educação do campo
47:28e que trabalha também com escolas-família.
47:31A gente vê um potencial muito grande
47:33no envolvimento das escolas-família
47:37dentro desse programa de pesquisa e inovação,
47:41porque as escolas mantêm um processo
47:43de diálogo direto com as comunidades,
47:46através dos estudantes,
47:49nesse esquema da pedagogia de alternância.
47:52Então, a gente acha que seriam parceiros
47:54muito importantes
47:55para a gente avançar nesse programa
47:57de pesquisa e inovação,
48:00essa parceria com as escolas-família.
48:04Com relação ao financiamento,
48:06ao Mais Alimentos,
48:06é isso que o Laércio colocou.
48:08A gente tem linhas de financiamento
48:10para jovens também,
48:11dentro do Pronaf,
48:13que permite a aquisição de máquinas e equipamentos.
48:16Então, os jovens também poderiam ter acesso,
48:19os jovens agricultores,
48:20filhos de agricultores,
48:21poderiam ter acesso também
48:23a linhas de financiamento
48:24que permitisse a aquisição de máquinas e equipamentos
48:27para fortalecer a capacidade de produção
48:30desses jovens
48:31dentro dos estabelecimentos.
48:34Aqui, o Machado faz uma pergunta.
48:36Quanto ao Plano Safra,
48:38financiamento de compra de equipamentos
48:40até 50 mil reais,
48:41qual o tamanho da área do agricultor?
48:44Pode ser equipamento seminovo,
48:47como, por exemplo,
48:48o trator segunda mão?
48:51Não, não pode.
48:52O trator tem que ser zero,
48:53eu acho, não tenho certeza.
48:55Teria que perguntar para o pessoal do crédito,
48:58que eu trabalho em uma outra área.
49:00Mas o trator tem que ser zero,
49:01o Laércio talvez saiba melhor,
49:03não tem limite de área.
49:06Quer dizer, tem o enquadramento
49:08como agricultor familiar.
49:10Se ele estiver no CAF,
49:11ele tem que ter o CAF
49:12para ele acessar o Pronaf.
49:14Ele, estando no CAF,
49:16ele vai acessar o Pronaf
49:18e aí ele pode acessar essa linha
49:20até 50 mil reais
49:21com essas condições ali
49:23que a gente apresentou.
49:23É, aqui o enquadramento,
49:25são até quatro módulos fiscais,
49:29e para poder acessar a linha de financiamento,
49:32ele tem que fazer o cadastro da agricultura familiar,
49:34que é o famoso CAF.
49:35Então, eu acho que isso é importante frisar também aqui.
49:39Aí temos mais uma pergunta aqui.
49:41Meu nome é Cláudio Almeida,
49:42Ação Técnico em Segurança no Trabalho.
49:45No âmbito de segurança no trabalho,
49:47independente de área,
49:49seja ela industrial ou agricultura,
49:51quando se fala em máquinas,
49:53existe uma probabilidade muito grande
49:55de ocorrência de mutilações das pessoas
49:58que operam esses equipamentos
50:00pela falta de conscientização,
50:02qualificação e fiscalização
50:04de um órgão de nível municipal,
50:06estadual ou federal.
50:07Gostaria de saber
50:09se esse programa também vai atender
50:12a essa necessidade,
50:14pois já se tem relatos de pessoas mutiladas
50:17justamente pelo manejo errado desses equipamentos.
50:20Ou, se somente para aquisição,
50:23pois temos que pensar
50:25depois do produtor agrícola familiar
50:27se mutilar,
50:29e dependendo da mutilação,
50:31ele pode ficar impossibilitado de trabalhar.
50:35O que acontece,
50:37todos esses equipamentos vendidos
50:40através das linhas de financiamento do Pronaf,
50:44Mais Alimentos, etc.,
50:45eles têm que atender a um conjunto de normas.
50:49O que estabelece as normas de proteção,
50:52segurança,
50:54a NR12 e a NR35.
50:58Então, são essas normas
50:59que os equipamentos têm que seguir
51:02para serem comercializados
51:04através dessas linhas de financiamento.
51:06Eles, seguindo essas normas,
51:08a gente reduz
51:09a probabilidade de acidentes,
51:12mas não
51:15torna impossível
51:16esses acidentes acontecerem.
51:18Os acidentes, eles são inerentes
51:20a qualquer atividade de trabalho,
51:23trabalho manual, etc.
51:24E, além disso,
51:26o que o Ministério oferece também
51:28é assistência técnica
51:30para os agricultores e as agricultoras
51:35adquirirem o conhecimento
51:37para o uso e a operação
51:40dessas máquinas e equipamentos.
51:42Isso são as condições que o Ministério tem.
51:45Trabalhar com equipamentos
51:46que estejam enquadrados
51:50nas normas de segurança
51:52e operabilidade
51:54e garantir a assistência técnica
51:58ou conhecimento necessário
51:59para a operação dessas máquinas.
52:02Isso é importante,
52:04eu acho que, Zare,
52:05e também a gente tem
52:07as redes parceiras,
52:08SENAR,
52:10aqui no Estado
52:11a gente tem o INCAPER,
52:12através dos seus técnicos
52:13que nos ajudam também,
52:15e também os institutos federais
52:17e a universidade
52:18que auxilia
52:19nesse trabalho
52:22também de conscientização.
52:24Bom, temos mais uma pergunta,
52:25a gente tem um tempinho aqui ainda.
52:28me chamou Roberta
52:29e com relação ao trator
52:31na minha região
52:33em Marechal Floriano,
52:35lá chamamos de Tobata
52:36e Aranha,
52:38são feitos com motor de fusca.
52:40A maioria das famílias agrícolas
52:43tem um.
52:44Eu acho que isso é importante
52:45a gente melhorar essa questão.
52:48O que a gente tem feito,
52:50a gente tem visto
52:51que tem muitas microempresas,
52:55muitas vezes,
52:56de agricultores familiares
52:58ou filhos de agricultores familiares
53:02que têm uma trajetória
53:03na atividade agrícola,
53:06mas que têm lá
53:07a sua oficinazinha
53:08no fundo de quintal,
53:10tem a sua microempresa
53:12que às vezes produz
53:13um determinado equipamento
53:15que ele mesmo desenvolveu
53:17a partir da demanda
53:18dos seus vizinhos.
53:20A gente acha que
53:21esse ator do processo,
53:25do ecossistema
53:27de máquinas e equipamentos,
53:29ele é muito importante, sabe?
53:31Ele não é valorizado,
53:32a gente não tem uma política
53:34para fortalecer
53:35a capacidade de produção
53:37dessas micro e pequenas empresas.
53:39A gente acha que ele faz
53:41uma conexão
53:43com os agricultores ali
53:45da região dele
53:46muito interessante
53:48e muitas vezes
53:49produz um equipamento
53:51bastante adaptado,
53:53adequado
53:54às necessidades
53:55da agricultura familiar
53:56ali daquela região.
53:58Claro que muitas vezes
54:00esse equipamento
54:01não segue todas as normas
54:03de segurança,
54:05mas também
54:05esse cara não recebe
54:07um financiamento
54:08para melhorar
54:09a qualidade do produto dele,
54:11ele não tem acesso
54:12a parcerias
54:14com a universidade,
54:15com a Embrapa,
54:16para melhorar
54:17a qualidade desse produto.
54:19Então, a gente está...
54:22Desculpa.
54:22A gente está olhando
54:24para esses atores,
54:26a gente acha
54:26que eles têm
54:27um papel
54:27mais importante
54:29ainda a cumprir,
54:32desenvolvendo
54:32esses equipamentos
54:33ali bem
54:35sob medida
54:36para a demanda
54:37dos agricultores,
54:38mas a gente também
54:39precisa construir
54:40políticas
54:40que melhorem
54:42a participação
54:44desses inventores,
54:46desses mecânicos
54:48ali dentro
54:49do ecossistema,
54:50ampliando
54:51as políticas
54:53de financiamento
54:55para esse tipo
54:56de empresa,
54:57de apoio
54:59em termos
55:01de desenvolvimento
55:02científico
55:03e tecnológico,
55:04para ele desenvolver
55:05um produto
55:05de mais qualidade
55:07e que possa realmente
55:09entrar nesse circuito
55:11de soluções
55:13para a agricultura
55:15familiar
55:15nas diferentes
55:16regiões.
55:17A gente tem chamado
55:18para todos os seminários
55:19que a gente tem feito,
55:21a gente tem chamado
55:22representantes
55:23desses inventores
55:25para apresentar
55:26os equipamentos
55:27que eles têm
55:27desenvolvido
55:28e tem sido...
55:30Eles têm tido
55:30surpresas
55:31bem interessantes
55:33com esse pessoal.
55:35Muito bem.
55:36Não chegou mais
55:37nenhuma pergunta
55:37aqui para nós.
55:40Agradecer novamente
55:41à Rede Gazeta.
55:42Acho que é importante
55:43a gente ter
55:46eventos
55:46para discutir
55:47a tecnologia
55:48para a agricultura
55:49familiar
55:50e a agricultura
55:51como um todo.
55:52Acho que é fundamental
55:53usar.
55:54E o Ministério,
55:55como falei antes,
55:55está à disposição
55:56para contribuir
55:57nesse debate
55:58e nesses esclarecimentos.
56:00Eu queria agradecer também
56:01e fico à disposição
56:03para as próximas
56:09edições do Tecnoagro.
56:10Um abraço a todos.
56:11Valeu, um abraço.
56:12Obrigado a todas e todos.
56:16Aplausos.
56:19Aplausos.
56:20Aplausos.
56:23Aplausos.
56:23Oi.
56:24Quero agradecer então
56:25ao senhor Zaré
56:27Augusto Soares
56:28e ao Laércio
56:28Nochang.
56:29Nós vamos fazer
56:29uma pequena pausa
56:30agora no nosso auditório
56:32principal.
56:33A programação
56:34segue daqui a pouco.
56:36E lembrando também
56:37que nós estamos
56:38transmitindo
56:38todos os auditórios,
56:41os painéis
56:41e palestras
56:42pela internet.
56:44Daqui a pouco
56:45a gente volta
56:46e fechando
56:47as apresentações
56:48do Tecnoagro
56:50no palco principal
56:50nós vamos falar
56:51em tokenização,
56:54como a tokenização
56:55pode revolucionar
56:56o agro.
56:58Daqui a pouco
56:58a gente volta já
57:00com a nossa programação.
57:11daqui a pouco.
57:13Aplausos.
57:14Aplausos.
57:15Aplausos.
57:18Aplausos.
57:21Aplausos.
57:51Aplausos.
58:21Aplausos.
58:49Aplausos.
58:49Aplausos.
58:51Aplausos.
58:52Aplausos.
58:53Aplausos.
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