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  • há 4 semanas
Promvido anualmente pela Rede Gazeta, o evento contou com a presença de autoridades, empresários e entidades para debater o futuro do agro com palestras, espaços para negócios, feira de expositores e atrações culturais

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Transcrição
00:00:00que é a gerente de programas e projetos sustentáveis da CEAG.
00:00:04Por favor, Patrícia.
00:00:16Boa tarde a todos, novamente.
00:00:18Agora que as meninas estão sentadas, vamos começar.
00:00:24Meu nome é Elane Silva, eu sou jornalista da Gazeta há 25 anos.
00:00:28Atualmente, eu sou gerente de produto.
00:00:31Mas eu fui a primeira editora-chefe mulher da Gazeta em 90 anos, de jornal.
00:00:36E sou uma das idealizadoras do projeto Todas Elas,
00:00:39que é um projeto que a gente tem um canal na Gazeta
00:00:43para combater a violência contra a mulher
00:00:45e brigar muito pela valorização de gênero.
00:00:48E também contar histórias inspiradoras,
00:00:51histórias de mulheres como as mulheres que estão aqui hoje.
00:00:54E, pela terceira vez, eu estou aqui no Tecnoagro,
00:00:57que é uma feira superimportante que a Gazeta tem feito
00:01:02e tem levado até exportado para outros lugares.
00:01:04E é muito gratificante a gente ter a chance de ter um painel
00:01:08com histórias de mulheres que estão inovando,
00:01:13que estão levando sustentabilidade para o campo,
00:01:16que estão herdando propriedades das suas famílias
00:01:19e fazendo uma diferença tremenda na hora de dar continuidade.
00:01:24E essas histórias que estão aqui hoje,
00:01:26elas meio que se entrelaçam.
00:01:28É por isso que a gente está aqui hoje,
00:01:30é para contar exatamente essas histórias.
00:01:37E eu vou começar.
00:01:40A gente tem três histórias aqui,
00:01:42que seriam da Natielle e da Valesca.
00:01:45Elas são as irmãs Amazonas.
00:01:47Elas comandam a produção de leite
00:01:49em uma propriedade rural em Baunilha,
00:01:51distrito de Colatina, noroeste do estado.
00:01:55Para elas, foi um desafio muito grande
00:01:58tomar conta da propriedade do pai
00:02:01depois da morte precoce dele.
00:02:03Elas focaram na produção leiteira
00:02:05e elas usam hoje as redes sociais
00:02:08para amplificar o trabalho no campo,
00:02:10para incentivar outras mulheres
00:02:12que também estão na mesma situação delas.
00:02:15Então, eu vou passar a palavra para elas,
00:02:17para elas contarem.
00:02:18Depois a gente vai falar com as outras,
00:02:21com a Camila do Café Chiari,
00:02:23com a Patrícia,
00:02:23que está à frente de um órgão público.
00:02:25E é tão importante ter esse olhar
00:02:27para o trabalho da mulher no campo.
00:02:29Mas vamos começar contando a história
00:02:31das irmãs Amazonas.
00:02:32E eu já começo com a curiosidade,
00:02:34porque é irmãs Amazonas.
00:02:35Se é sobrenome, o que é?
00:02:37Boa tarde a todos.
00:02:39Eu sou a Natielle Esperandil.
00:02:41Junto com a minha irmã Valesca,
00:02:42nós formamos as irmãs Amazonas.
00:02:45Somos de Culatina, como ela falou.
00:02:47E somos da parte da sucessão familiar.
00:02:50E esse nome intriga muito as pessoas.
00:02:53Por que Amazonas?
00:02:54O sobrenome de vocês realmente não é.
00:02:59Nós colocamos Amazonas pelo fato de,
00:03:02depois que o nosso pai morreu,
00:03:04só ficou a nossa mãe,
00:03:06nós duas e outra irmã.
00:03:08Então, só ficou mulheres na propriedade.
00:03:10Então, a minha irmã teve ideia assim,
00:03:13vamos colocar algo bem relacionado a isso?
00:03:16Aí a gente pegou esse fato de Amazonas
00:03:19ser o feminino de cavaleiro,
00:03:21que monta cavalo e tal.
00:03:23E essa parte da mitologia toda,
00:03:25que Amazonas eram mulheres guerreiras,
00:03:27independentes, de homens, que guerreavam.
00:03:30E era algo que a gente estava fazendo ali no momento.
00:03:33Então, Irmãs Amazonas veio...
00:03:36Depois disso, a gente fez a nossa rede social
00:03:38e mostra o nosso cotidiano.
00:03:40E desde já, quero já agradecer a Rede Gazeta
00:03:43pelo convite de estarmos aqui no Tecnoágua,
00:03:46a primeira vez que estamos.
00:03:48E agradecer sempre a Rede Gazeta,
00:03:51sempre mostrar a Irmãs Amazonas em matérias,
00:03:54em reportagens.
00:03:55E agradeço demais.
00:04:00Boa tarde, pessoal.
00:04:01Meu nome é Valesca.
00:04:02Junto com a minha irmã,
00:04:04minhas duas irmãs, minha mãe,
00:04:05nós tocamos a nossa propriedade.
00:04:07Isso já faz 20 anos.
00:04:09Nosso pai faleceu em 2004,
00:04:11devido a um câncer.
00:04:14Então, a gente se viu numa situação
00:04:16onde a gente vendia tudo
00:04:19e ia para a cidade,
00:04:21ou a gente assumia.
00:04:22A gente era muito nova,
00:04:24nós éramos muito novas.
00:04:25Eu ainda era menor de idade.
00:04:27Nós tivemos problemas familiares,
00:04:29problema com divisão de terra,
00:04:31com outras pessoas familiares,
00:04:34tios, enfim.
00:04:36Então, nós enfrentamos vários problemas,
00:04:39além do luto da nossa mãe,
00:04:40de ter perdido o marido,
00:04:43problemas familiares em questão financeira.
00:04:46Então, foi sempre muito desafiador,
00:04:49é desafiador até hoje,
00:04:52mas a gente, com certeza,
00:04:54evoluímos muito nesses 20 anos.
00:04:56Nós enxergamos onde a gente precisava melhorar,
00:05:00nós fizemos cursos,
00:05:01nós não temos formação,
00:05:03nós não temos faculdade,
00:05:05mas nós temos uma equipe muito preparada,
00:05:07nós temos veterinário, técnico.
00:05:09Então, a gente sabe os passos
00:05:11que a gente deve seguir todos os dias.
00:05:15E enfrentamos os preconceitos,
00:05:17por ser mulheres,
00:05:18é sempre um ambiente muito masculino,
00:05:22mas eu acho que a gente está lidando muito bem com isso hoje.
00:05:27Vocês têm um vídeo para mostrar para a gente?
00:05:29É, pode passar um videozinho do nosso cotidiano,
00:05:31que a gente tem em nossa rede social.
00:05:33Para quem nos segue, já pode seguir, gente.
00:05:36Pode seguir.
00:05:36Irmãs Amazonas,
00:05:37Underline Oficial, né?
00:05:39Isso.
00:05:40A gente põe a mão na massa mesmo, tá?
00:05:43Esse negócio é brincadeira, não.
00:05:45A gente faz de tudo.
00:05:47Desses 20 anos, a gente evoluiu muita coisa.
00:05:49A gente trabalhava muito no pesado no início.
00:05:52Hoje, graças a Deus,
00:05:53a gente já tem funcionário para poder ajudar a gente.
00:05:57Mas a gente já fez de tudo.
00:05:58Tudo que vocês pensarem no meio rural,
00:06:00a gente já fez mesmo.
00:06:03Temos as mãos calejadas,
00:06:05temos o rosto marcado de sol,
00:06:06temos o cabelo queimado de sol,
00:06:09mas a gente está aí,
00:06:11fazendo cerca ali,
00:06:14carregando o bezerro nas costas.
00:06:15O bezerro era maior que ela, gente.
00:06:16Sem brincadeira.
00:06:17Pode ver no vídeo aí, ó.
00:06:21Pesado.
00:06:21É quase o Big Brother, né?
00:06:23O Big Brother da vida real de vocês.
00:06:25Isso, o pessoal gosta bastante.
00:06:27A gente mostra de tudo lá.
00:06:28O pessoal gosta principalmente dos bezerros.
00:06:31Esse foi um vídeo que deu muita repercussão.
00:06:34Nossa ordem mecânica,
00:06:35com as nossas vacas,
00:06:36nosso melhoramento genético com os anos.
00:06:38Temos muito carinho para os nossos animais,
00:06:40nossas vacas.
00:06:42São sempre muito carinhosas com a gente também.
00:06:44Deita em cima, faz sofá elas.
00:06:48E a gente também mostra o nosso...
00:06:50A gente sai, a gente faz viagens,
00:06:52a gente mostra tudo.
00:06:53É um blog, né?
00:06:55A gente está lá para mostrar de tudo.
00:06:57As partes boas e as partes ruins
00:06:59da produção leiteira
00:07:01e da nossa vida também, pessoal.
00:07:04É a nossa logomarca ali.
00:07:07Muito bom.
00:07:08Vamos conversar mais com elas.
00:07:10Agora a gente vai deixar a Camila.
00:07:12Camila, gente,
00:07:13passando do leite para o café, né?
00:07:14A Camila é filha de uma produtora rural,
00:07:18que é uma das fundadoras, né?
00:07:20Do Kiara Café,
00:07:22que é de Brejetuba.
00:07:24Então, ela viu a sua mãe passar também
00:07:25por dificuldades, agora sim,
00:07:27no mercado de café.
00:07:28E ela decidiu industrializar
00:07:30e fortalecer essa marca do café Kiara
00:07:33para valorizar não só a produção
00:07:35do café especial, do café arábica,
00:07:38mas a sua própria cidade, né?
00:07:39Que hoje é a capital do arábica
00:07:41aqui do nosso estado.
00:07:43Eu vou passar para a Camila.
00:07:44A Camila tem uma apresentação para a gente.
00:07:46Depois a gente volta para a Patrícia.
00:07:48Olá.
00:07:51Oi.
00:07:52Oi, estão me escutando?
00:07:54Tudo bem?
00:07:56Meu nome é Camila Vivacqua.
00:07:58Eu hoje estou CEO da Kiara Café
00:08:01e do Marapé Café.
00:08:04Eu estou muito honrada
00:08:06por ter sido escolhida para esse painel.
00:08:09Vou tentar trazer um pouquinho aqui
00:08:12do que a gente tenta fazer na Kiara
00:08:14para ter chegado até onde a gente chegou.
00:08:18Eu sou filha de produtora rural,
00:08:20como eu já disse.
00:08:21Sou engenheira civil, só no papel mesmo,
00:08:24porque eu nunca exerci.
00:08:26E comecei na faculdade
00:08:28a admirar muito o trabalho da minha mãe.
00:08:32Minha mãe tem 25 anos de mercado
00:08:37na propriedade rural.
00:08:40E a gente está lá em Brejetuba.
00:08:43Alguém aqui sabe onde é Brejetuba?
00:08:47Então, lá em Brejetuba,
00:08:49a gente tem mais de 500 propriedades produtoras de café.
00:08:52Todo mundo acha que os cafés vêm de outros lugares
00:08:57porque conhece muito pouco Brejetuba.
00:08:59Então, uma das nossas missões hoje
00:09:01é levar reconhecimento para a cidade
00:09:03que hoje é a capital estadual do café arábica.
00:09:06A minha trajetória foi exatamente porque
00:09:11a minha mãe sempre quis dar oportunidade para a gente.
00:09:14Para mim e para o meu irmão,
00:09:15a gente veio morar aqui em Vitória no segundo ano.
00:09:18Então, ela trabalhava demais
00:09:22e eu sentia necessidade de ajudar financeiramente na minha casa.
00:09:26Comecei, então, pelo DNA da família,
00:09:29que foi com café.
00:09:31Resolvi começar a vender os pacotinhos de café
00:09:33que todo mundo pedia para a minha mãe torrar
00:09:35e começou a dar super certo.
00:09:38Eu faturava, eu vendia, eu entregava.
00:09:41O supermercado começou a comprar.
00:09:45Eu era promotora, eu era vendedora.
00:09:47Até que a empresa começou a crescer.
00:09:51Hoje a gente tem algumas pessoas aí,
00:09:53que, inclusive, algumas estão aqui trabalhando com a gente.
00:09:56E a gente tem uma missão muito clara.
00:09:58Eu também comecei com tudo certinho.
00:10:01Eu registrei a marca, eu fazia custo, despesa e tudo mais.
00:10:07Isso é muito importante,
00:10:08você ter a visão de futuro desde a hora que você começa.
00:10:14Como a empresa começou a crescer muito,
00:10:17eu comecei a ter necessidade de ter mais conhecimento em algumas áreas.
00:10:22Porque eu nem sabia que eu estava empreendendo quando eu comecei.
00:10:25Então, eu comecei a estudar.
00:10:27Eu vou falar aqui brevemente, porque a gente tem tempo.
00:10:30RH, marketing, branding, financeiro, vendas.
00:10:34Tudo isso tem muita técnica.
00:10:37Então, eu comecei a estudar.
00:10:39E hoje, eu entendo que todas essas áreas são interligadas.
00:10:43Uma depende da outra.
00:10:44E é muito importante a gente, como produtor,
00:10:47como a sua área.
00:10:52Patrícia da SEAG, da Secretaria de Agricultura.
00:10:54Então, da Secretaria, tudo a gente precisa entender muito bem as áreas
00:10:59para performar melhor.
00:11:03Hoje, a população feminina no campo são 15 milhões de mulheres.
00:11:07E, do total de empreendimentos rurais,
00:11:1220% apenas é dirigido por mulher.
00:11:15Então, isso mostra que nós ainda estamos sub-representadas,
00:11:19apesar do crescimento estar sendo grande já
00:11:22da representação de mulheres no campo.
00:11:24Então, como que a gente resolve isso?
00:11:27O que a gente pode fazer?
00:11:29Eu, na minha cultura familiar,
00:11:32como eu vi a minha mãe,
00:11:33eu nunca morei em Brejetuba,
00:11:35ela ia e voltava de castelo
00:11:38para cuidar da gente,
00:11:39ela fazia dupla, tripla jornada.
00:11:43Eu aprendi que a capacidade não se define por gênero.
00:11:46Então, eu nunca levei isso para o trabalho.
00:11:48Se eu falar que eu senti dificuldade por ser mulher
00:11:50ou porque eu me senti privilegiada por ser mulher,
00:11:53é mentira.
00:11:54Mas, eu entendo que, em áreas rurais,
00:11:57a mulher tem muito menos oportunidade.
00:12:01E coloquei até ali
00:12:02que existe ainda essa mentalidade
00:12:04que a mulher é mais responsável pela criação,
00:12:06pela casa,
00:12:08o machismo ainda existe,
00:12:10só que a gente está conquistando o nosso espaço.
00:12:12E, por isso,
00:12:13que na indústria da Chiara,
00:12:15a gente hoje pegou as mulheres da fazenda
00:12:18e hoje a gente trabalha só com mulheres
00:12:21e da fazenda
00:12:23para dar oportunidade para elas.
00:12:24Porque, normalmente,
00:12:25a colheita de café é uma vez no ano.
00:12:28E elas colhiam café,
00:12:29elas ganhavam dinheiro uma vez no ano.
00:12:32Então, a gente queria dar um emprego
00:12:34durante o ano inteiro para elas.
00:12:38Para a gente aumentar o acesso das mulheres
00:12:46nesse mercado,
00:12:47eu acredito muito em capacitação.
00:12:50Hoje, a mulher pode encontrar uma capacitação
00:12:53de graça no celular, por exemplo,
00:12:56ou subsidiada pelo Sebrae.
00:12:58Então, eu, pessoalmente,
00:13:00acredito muito em capacitação.
00:13:01Tanto em pessoas que estão trabalhando
00:13:02dentro de empresas,
00:13:03quanto nas que querem empreender.
00:13:05Aqui, um exemplo,
00:13:07é a nossa gerente, Sandra.
00:13:08Ela sempre colheu café.
00:13:11E, dentro da indústria,
00:13:12a gente trabalha muito com planilha,
00:13:13gestão de pessoas.
00:13:15E ela achava que ela nunca ia conseguir.
00:13:17Ficava super nervosa.
00:13:19Hoje, ela está tendo até certa facilidade.
00:13:22Depois de muito tempo que a gente está ensinando,
00:13:25tentando passar para ela.
00:13:27E, então, a gente precisa tentar se dedicar,
00:13:33precisa investir na gente
00:13:34para o nosso gênero se destacar cada vez mais.
00:13:41E a gente sabe que a capacidade não falta.
00:13:45Eu queria saber o que vocês acham que é inovação.
00:13:50O que é inovação para vocês?
00:13:52Inovação é algo de sete cabeças?
00:13:59Não dá para eles responderem, né?
00:14:02Inovação, todo mundo acha que é algo de sete cabeças.
00:14:05Todo mundo acha que exige tecnologia.
00:14:08O que eu queria passar aqui hoje
00:14:10é que a inovação, muitas vezes, está no simples.
00:14:15Que você tem que inovar dentro da sua realidade.
00:14:19E como que eu, Camila, fiz isso, né?
00:14:23Quando nem se falava em ESG, sustentabilidade,
00:14:26a minha mãe já era inovadora.
00:14:28Ela já fazia várias coisas dentro da fazenda.
00:14:31E uma delas é a reserva legal.
00:14:34Que, pelo Código Civil, são 20%.
00:14:37Ela sempre teve 30% ou mais, além de outras ações.
00:14:40Com isso, a gente conseguia avistar muitos pássaros na fazenda.
00:14:45E um deles era o tangará.
00:14:47O tangará é um passarinho dançarino, colorido.
00:14:50E, desde o início, a gente colocou o tangará na nossa embalagem.
00:14:53Não sei quem já viu a nossa embalagem antiga.
00:14:55Ele era muito mais colorido que esse aí.
00:14:57Essa é a embalagem nova.
00:14:58E todo mundo sempre elogiou.
00:15:00Todo mundo comprava pela embalagem.
00:15:02Então, foi uma pequena inovação no meu ambiente.
00:15:06E, a partir de quando você vai inovando e vai desenvolvendo,
00:15:08você vai inovando em coisas maiores, né?
00:15:12Mas a gente tem que começar.
00:15:15E, dito isso, uma mulher que quer começar um negócio,
00:15:21quer liderar um projeto,
00:15:24como a gente lidera, né?
00:15:26Eu acredito muito em liderança por propósito.
00:15:29O meu propósito hoje é valorizar o produtor rural,
00:15:33depois de tudo que eu vi a minha mãe passar.
00:15:36E, também, gerar reconhecimento para a Brejetuba.
00:15:39Então, eu tenho meu propósito muito claro.
00:15:42A liderança, ela é baseada no exemplo.
00:15:46Então, quando você lidera, você passa a sua visão para as pessoas,
00:15:50elas vêm junto com você, elas compram o seu propósito.
00:15:53Então, liderança nada mais é que isso.
00:15:55Você saber onde você quer chegar, o seu objetivo e inspirar pessoas.
00:16:00Isso é um líder natural.
00:16:03Me perguntaram também sobre marca forte.
00:16:07Marca, hoje, eu entendo que não é uma logo.
00:16:12Marca é a sua história.
00:16:14Marca é a sua visão.
00:16:18Marca é a linguagem que você conversa com as pessoas.
00:16:21Não é uma logo.
00:16:23Então, eu queria falar um pouquinho de como que eu tentei gerar valor para a minha marca.
00:16:29E como que as pessoas que estão começando a empreender,
00:16:31que querem empreender, podem fazer isso.
00:16:33Eu sempre tentei levar um a mais na minha marca.
00:16:38E um a mais, como eu falei, no simples.
00:16:41Uma pessoa que está começando pode, por exemplo,
00:16:45só ter um cuidado a mais na hora de embalar o produto,
00:16:47ou personalizar de acordo com o cliente,
00:16:49ter um atendimento excepcional.
00:16:52Isso tudo são coisas simples que são o a mais.
00:16:55E aí, quando você tem maior valor
00:16:58em relação à relevância do seu produto,
00:17:01quando o seu produto tem mais relevância, tem mais experiência,
00:17:03o preço fica mais alto também.
00:17:06Então, você consegue agregar valor no preço.
00:17:10Gente, se alguém tiver alguma dúvida, pode ir falando,
00:17:14porque eu estou correndo um pouquinho que eu tenho tempo.
00:17:16Vocês vão mandar depois as perguntas para mim.
00:17:18Pode deixar.
00:17:19Eu também busquei muito por mentores.
00:17:22Um exemplo é que, quando eu comecei a marca,
00:17:24o meu tio, ele até trabalhava na área de inovação do governo,
00:17:28ele falou comigo,
00:17:29Camila, coloque em italiano.
00:17:31Vai que um dia você quer exportar.
00:17:32Eu nem sonhava em exportar.
00:17:34Hoje, a gente está abrindo a Chiara na Holanda.
00:17:37Então, ele, desde o início, me mentorou,
00:17:40me ajudou em várias coisas.
00:17:42E a importância de mentor é fundamental.
00:17:45E também do padrão da gente criar procedimentos dentro da empresa.
00:17:49Um procedimento é uma receita de bolo.
00:17:53Tudo que a gente faz dentro da empresa,
00:17:54desde a pequena coisa até a maior,
00:17:57tem que ter um procedimento.
00:17:59Isso mitiga muito erro e custo.
00:18:03Nos desafios,
00:18:05hoje, o maior desafio que a empresa enfrenta
00:18:08é o crescimento exponencial.
00:18:10A gente está crescendo muito
00:18:12e a estrutura toda abala.
00:18:15Então,
00:18:17o que eu estou fazendo para isso?
00:18:19Tem uma frase que eu gosto muito que fala,
00:18:23a cultura como estratégia no café da manhã.
00:18:26O que acontece?
00:18:27Se a gente tem uma estratégia,
00:18:29se eu tenho um lugar que eu quero chegar,
00:18:31um propósito,
00:18:32e eu não tenho uma cultura alinhada,
00:18:34igual eu tive lá na minha casa,
00:18:36que eu aprendi que mulher
00:18:39não tem diferença de gênero,
00:18:41é a cultura dentro da empresa.
00:18:43A gente tem que ter essa cultura
00:18:44alinhada com a estratégia,
00:18:46porque senão a gente não consegue
00:18:48chegar onde a gente quer chegar.
00:18:50Então, como eu estou fazendo isso?
00:18:52Eu estou me aproximando dos meus liderados,
00:18:54estou tomando um cafezinho com eles,
00:18:56tentando entender as dificuldades
00:18:58e tentando trazer eles
00:19:00para o mesmo propósito que eu.
00:19:02Isso é muito importante
00:19:03para a cultura da empresa.
00:19:05E também a cultura fala
00:19:07o que é aceitável
00:19:08e o que não é aceitável.
00:19:10A gente tem que ser muito forte na cultura,
00:19:14senão as coisas vão desalinhando.
00:19:17E agora,
00:19:18no final,
00:19:20sustentabilidade.
00:19:21Lá na Fazenda,
00:19:22a gente tem várias ações,
00:19:24eu poderia falar um milhão de ações,
00:19:28mas, no final,
00:19:30a gente tem ações sustentáveis
00:19:33para poder deixar um legado
00:19:35para gerações futuras,
00:19:36para não degradar o nosso meio ambiente.
00:19:39Então, isso hoje está muito em alta
00:19:42e é muito importante.
00:19:44Então, o planeta só se transforma
00:19:46a partir da gente.
00:19:47A gente tem que ter coragem
00:19:48e tem que começar o que está na cabeça
00:19:51e a gente não tem coragem.
00:19:54Obrigada, Camila.
00:19:56Agora, acho que Patrícia pode dar um overview aí,
00:19:59porque Patrícia ouve diariamente
00:20:01tantas histórias parecidas com essas meninas,
00:20:05acompanha de tantas culturas.
00:20:07Patrícia atua hoje na Secretaria de Agricultura,
00:20:10na missão de valorizar as mulheres no campo,
00:20:12reduzir a invisibilidade,
00:20:14que, por mais que a gente tenha números,
00:20:16esses números não traduzem exatamente
00:20:19o papel dessas mulheres no campo
00:20:21e apoiar todas elas nesses desafios,
00:20:24todos que elas têm.
00:20:25Então, eu queria que você falasse um pouquinho
00:20:27para a gente depois trocar mais uma ideia aqui,
00:20:29por favor.
00:20:31Boa tarde a todos.
00:20:35Está funcionando?
00:20:37Está.
00:20:38Boa tarde.
00:20:40Agradecer o convite, Eliane,
00:20:42agradecer as meninas da Camila
00:20:44e as irmãs Amazonas que aceitaram.
00:20:49Obrigada.
00:20:57Agradecer as meninas que aceitaram o convite.
00:21:01Lá na SEAG, a gente desenvolve o projeto
00:21:03chamado Elas no Campo e na Pesca.
00:21:05É um projeto da SEAG,
00:21:07em parceria com o Incapé.
00:21:09Esse projeto nasceu em 2019.
00:21:13E, justamente, o que a gente via aqui
00:21:15no setor da agricultura e da pesca,
00:21:18a gente se depara com muitos entraves
00:21:21para a participação feminina.
00:21:22Em eventos, geralmente, as mesas.
00:21:26Se você vê uma mesa de autoridades
00:21:28de um evento voltado para a agricultura,
00:21:30você vai ver, majoritariamente,
00:21:32homens ali presentes.
00:21:34Isso é bem comum e aqui,
00:21:35quem conhece a realidade do campo sabe disso.
00:21:38Um dia de campo, uma capacitação técnica,
00:21:42a maioria, quando é voltado para algo produtivo,
00:21:45você tem a maior presença dos homens.
00:21:48Então, a gente via a necessidade
00:21:51de ter uma inserção maior das mulheres
00:21:53e de proporcionar a essas mulheres
00:21:56uma assistência técnica
00:21:57mais voltada para as questões,
00:22:00os problemas que elas identificavam na propriedade.
00:22:03O projeto nasceu, então,
00:22:05a partir de um questionário
00:22:06que nós aplicamos com as servidoras
00:22:08do Incapé, do IDAF,
00:22:10das secretarias municipais de agricultura
00:22:12e com lideranças, agricultoras,
00:22:15produtoras rurais e pescadoras,
00:22:18perguntando a elas o que elas esperavam do projeto,
00:22:21ou seja, qual era o maior problema
00:22:23que essas mulheres enfrentavam
00:22:26na trajetória profissional delas,
00:22:29de trabalho, de vida.
00:22:31E a gente imaginou, assim,
00:22:33capaz que iam surgir questões voltadas
00:22:35para capacitação,
00:22:38mais questões voltadas para a área técnica,
00:22:40e a principal reclamação
00:22:43para a nossa surpresa
00:22:44foi a invisibilidade.
00:22:46Elas falavam que se sentiam desvalorizadas,
00:22:49se sentiam invisíveis
00:22:51e que elas queriam ações
00:22:53que promovessem essa valorização
00:22:55e essa visibilidade feminina.
00:22:58Então, a partir desse diagnóstico
00:23:00é que nasceu o projeto
00:23:01Elas no Campo e na Pesca,
00:23:04que depois eu acho que a gente
00:23:05pode falar mais um pouco deles.
00:23:07Fazendo um resumo aqui
00:23:09das histórias das meninas,
00:23:12são duas histórias de sucessão,
00:23:15mas que tiveram caminhos diferentes.
00:23:17As irmãs amazonas
00:23:19perderam o pai,
00:23:21muito novas,
00:23:23e se depararam.
00:23:24Uma família toda de mulher,
00:23:26o único homem da casa,
00:23:28o provedor,
00:23:29o que detinha todo o conhecimento
00:23:31e toda a informação,
00:23:33faleceu,
00:23:34e elas se viram na situação assim.
00:23:35Ou elas aprendiam
00:23:37e tinham que trabalhar
00:23:39e tinham que fazer
00:23:40a gestão da propriedade,
00:23:42ou elas teriam que vender,
00:23:45teriam que colocar,
00:23:45às vezes, um tio
00:23:47para tomar conta da propriedade
00:23:49e terceirizar essa responsabilidade.
00:23:52E elas foram muito fortes
00:23:54e muito decididas,
00:23:56mesmo não dominando a técnica,
00:23:58porque tem isso,
00:24:00os pais, muitas vezes,
00:24:02eles não treinam as filhas
00:24:03para que elas sejam
00:24:05suas sucessoras,
00:24:07eles imaginam que os filhos,
00:24:11os homens,
00:24:11vão ser seus sucessores,
00:24:13mas as filhas não.
00:24:15Então, eles acabam deixando,
00:24:18não inserindo as meninas
00:24:20nessa parte produtiva,
00:24:23ensinando as questões técnicas
00:24:26da propriedade.
00:24:27E aí, no momento que elas se viram
00:24:29sem o pai,
00:24:30elas se viram nessa situação
00:24:33e tiveram essa dificuldade toda
00:24:35para poder vencer
00:24:36e para poder caminhar.
00:24:38E hoje,
00:24:40estão como estão,
00:24:42super bem,
00:24:43mas foi uma trajetória
00:24:44de muita luta,
00:24:44se vocês enfrentaram
00:24:45muito preconceito.
00:24:47A gente fez um livro,
00:24:48um livro do projeto,
00:24:50e nesse livro
00:24:51elas contam as histórias.
00:24:53Então, a gente vê,
00:24:54nos relatos,
00:24:55que vocês enfrentaram
00:24:56muito preconceito
00:24:57para estar onde vocês estão hoje
00:24:59como gestoras
00:25:00ali da propriedade.
00:25:02E Camila...
00:25:03Interessante que elas focaram,
00:25:04não é, Patrícia?
00:25:05Porque elas me contaram
00:25:06que elas tinham
00:25:07uma propriedade
00:25:08com multiproduções,
00:25:10não era só o gado,
00:25:11não era só o leite.
00:25:12E vocês conseguiram chegar
00:25:14nesse caminho,
00:25:15que eu acho que isso
00:25:16é bem interessante também.
00:25:17E muitas vezes,
00:25:18sem ter todo o acesso.
00:25:20Então, como é importante
00:25:21um projeto,
00:25:21como vocês tocam
00:25:22na secretaria,
00:25:23para que essas situações,
00:25:24tenha sempre alguém ali
00:25:26do Incaper,
00:25:27do IDAF,
00:25:28de algum organismo próximo
00:25:30a essas propriedades,
00:25:32para que elas possam ter
00:25:34o conhecimento,
00:25:34que é tão importante
00:25:35como a Camila falou.
00:25:36Ter o conhecimento
00:25:37nessa hora
00:25:38é fundamental.
00:25:40Com certeza.
00:25:42E já o exemplo
00:25:42da Camila,
00:25:43que é diferente,
00:25:45porque ela já via
00:25:46a mãe ali
00:25:46à frente da propriedade
00:25:48sendo uma liderança,
00:25:49sendo uma força.
00:25:50E aí ela sentiu
00:25:52a necessidade
00:25:53de contribuir
00:25:54com a mãe,
00:25:55colaborar financeiramente.
00:25:56E a partir disso,
00:25:57ela começou
00:25:58a desenvolver inovações,
00:26:00ter ideias
00:26:01para conseguir
00:26:04comercializar o café.
00:26:05E aí foi conseguindo
00:26:06todo esse mercado
00:26:07que o Café Chiara
00:26:08tem hoje.
00:26:09Então,
00:26:10são histórias
00:26:11de mulheres realmente
00:26:12que fazem a diferença
00:26:14dentro da agricultura capixaba,
00:26:16como tantas outras
00:26:17que a gente tem.
00:26:18mas são dois exemplos
00:26:19de sucessão
00:26:20com diferentes trajetórios,
00:26:24mas exemplos de sucessão.
00:26:26Quando eu ouvi as histórias,
00:26:28eu falei,
00:26:28são situações realmente diferentes,
00:26:30mas que têm um ponto em comum
00:26:32muito forte.
00:26:34Tem um problema,
00:26:36tem um desafio,
00:26:39mas eu não vou abandonar,
00:26:40eu não vou sair correndo,
00:26:41eu não vou me esconder,
00:26:42eu não vou precisar de,
00:26:44sei lá,
00:26:45um tio,
00:26:45um marido.
00:26:46eu posso resolver,
00:26:47eu posso me juntar
00:26:48com a minha mãe,
00:26:49eu posso me juntar
00:26:49com a minha mãe
00:26:49e com a minha irmã
00:26:50e a gente vai tentar
00:26:53fazer isso aqui
00:26:54de uma outra,
00:26:56crescer e mudar.
00:26:57Então,
00:26:58o ponto em comum
00:26:59e é legal porque
00:27:00todas as vezes
00:27:02que a gente trouxe
00:27:02mulheres aqui
00:27:03nesse painel,
00:27:04nos outros anos também,
00:27:06você percebe
00:27:07que tem esse ponto em comum
00:27:08da invisibilidade,
00:27:10da dificuldade,
00:27:11de perder meu marido,
00:27:12de perder meu pai,
00:27:14de minha mãe
00:27:14estar com uma situação assim.
00:27:15Então,
00:27:17nunca,
00:27:17e o que a gente
00:27:19está batalhando aqui
00:27:19é para que seja
00:27:20uma coisa muito orgânica
00:27:21daqui para frente,
00:27:22de que nasci,
00:27:24aprendi
00:27:25e estou herdando
00:27:26isso aqui.
00:27:27E não assim,
00:27:28é na necessidade,
00:27:29é para sobreviver.
00:27:30A gente quer contar histórias,
00:27:32claro,
00:27:33porque inspira
00:27:33outras histórias,
00:27:34mas que isso seja
00:27:35uma coisa também
00:27:36natural dentro
00:27:37das propriedades,
00:27:38que as mulheres
00:27:39estão herdando
00:27:40as suas propriedades
00:27:41com conhecimento,
00:27:42com técnica,
00:27:43com apoio,
00:27:44para poder
00:27:45que outras mulheres
00:27:46se inspirem
00:27:47e não queiram
00:27:47sair do campo,
00:27:49não queiram
00:27:50se tornar mais invisíveis,
00:27:51queiram sim
00:27:52ser protagonistas,
00:27:53como vocês são.
00:27:54Vocês são protagonistas
00:27:55da história de vocês,
00:27:57da história da família
00:27:57de vocês.
00:27:58Isso é incrível.
00:28:01Patrícia trouxe até um material
00:28:02sobre o Elas,
00:28:03que traz outras histórias,
00:28:05depois a Patrícia
00:28:06vai mostrar para a gente,
00:28:07mas o Elas no Campo
00:28:08eu acho que é muito
00:28:09reflexo disso,
00:28:10capturar essas histórias
00:28:12de protagonismo
00:28:13para que outras mulheres
00:28:14se sintam prontas,
00:28:16se sintam,
00:28:16eu consigo,
00:28:17eu sei fazer,
00:28:19eu me inspirei nessa história
00:28:20aqui,
00:28:20eu vou seguir igual.
00:28:22Exatamente.
00:28:23E é importante
00:28:25a gente salientar
00:28:26que quando a gente
00:28:27fala de gênero,
00:28:28é claro que existem
00:28:30diferenças biológicas
00:28:31entre homens e mulheres,
00:28:33mas quando a gente
00:28:34fala de gênero,
00:28:35a gente está falando
00:28:35de papel e expectativa.
00:28:37Então qual a expectativa
00:28:39ou qual o papel
00:28:40que eu vejo na mulher?
00:28:41A mulher é criada
00:28:43para ser delicada,
00:28:45ser cuidadora,
00:28:47cuidar da casa,
00:28:48dos filhos,
00:28:49ter um papel
00:28:50de delicadeza,
00:28:53de submissão,
00:28:54enquanto o homem
00:28:55é criado para ser corajoso,
00:28:58para ser decidido,
00:29:00existe a expectativa
00:29:01de que ele seja
00:29:02o provedor.
00:29:04Então isso é cultural,
00:29:06mas isso está
00:29:06muito naturalizado
00:29:08no nosso processo
00:29:09de socialização.
00:29:11Então a gente naturaliza isso
00:29:13e aí quando você vê
00:29:14o exemplo delas,
00:29:16você vê que elas chegaram
00:29:18num ponto,
00:29:19perderam o pai e aí?
00:29:20Como é que a gente faz
00:29:21para continuar?
00:29:22Então elas tiveram
00:29:23que romper
00:29:23com essa cultura,
00:29:25com essa naturalização
00:29:26e tiveram que assumir
00:29:28um papel de liderança,
00:29:29um papel de força
00:29:31que foge
00:29:32da expectativa social
00:29:35em relação às mulheres.
00:29:37Claro que isso está mudando,
00:29:38tá, gente?
00:29:39Mas ainda é muito assim,
00:29:41a gente tende
00:29:42a naturalizar algo
00:29:43que é construído
00:29:44em cima do gênero ali,
00:29:46do que espera
00:29:48que sejam homem e mulher.
00:29:50Já a Camila é diferente,
00:29:52ela já vê na mãe
00:29:53essa liderança
00:29:54e ela já tinha, né,
00:29:57ela já tinha
00:29:57essa consciência.
00:29:58Essa fala dela
00:29:59de que eu não cresci
00:30:01com essa diferenciação
00:30:03de gênero
00:30:03é excelente,
00:30:04porque é para ser assim,
00:30:06isso é para ser natural.
00:30:07Exatamente.
00:30:09A gente...
00:30:10Vou mostrar o vídeo
00:30:11que eu acho que é legal
00:30:11para as pessoas verem.
00:30:14O vídeo do projeto
00:30:15Elas no Campo
00:30:16que é tocado
00:30:17pela Secretaria de Agricultura.
00:30:19Eu estou aqui hoje
00:30:19com a Secretaria Estadual
00:30:20de Agricultura
00:30:21gravando para o projeto
00:30:23Elas no Campo
00:30:24e na Pesca
00:30:25para valorizar o trabalho
00:30:27da mulher na agricultura.
00:30:29Quando alguém
00:30:30me reconhece
00:30:30da rua
00:30:31é muito bom.
00:30:32Talvez a gente
00:30:33fala assim,
00:30:33ah, mas você é a menina
00:30:34daquele vídeo
00:30:35que ele está comendo a bontô.
00:30:36Então a gente
00:30:37foi taxada
00:30:37de mulher macho,
00:30:38de mulher que se vestia
00:30:39de bota e calça.
00:30:40A gente conhece,
00:30:41sabe da gente,
00:30:42mas não sabe
00:30:42o que a gente realmente
00:30:43faz aqui, né?
00:30:44O início mais difícil
00:30:45para mim
00:30:46foi trazer,
00:30:47explicar o porquê
00:30:48que a agroecologia
00:30:48é importante,
00:30:49porquê que o nosso trabalho
00:30:50é importante
00:30:51e a forma que produzimos
00:30:52é diferente,
00:30:53porque deve ser valorizada também.
00:30:55Antes ela só fazia
00:30:56o trabalho,
00:30:56fazia o queijo
00:30:57e na comercialização
00:30:58já era o esposo
00:31:00que fazia o filho
00:31:01e hoje não.
00:31:03E nós somos um sucesso
00:31:04porque a nossa equipe
00:31:05é muito bem orquestrada.
00:31:07Esse é o segredo de tudo,
00:31:08é o entendimento,
00:31:09o diálogo
00:31:09e o trabalho em família.
00:31:11Foi onde eu me apaixonei
00:31:12pela produção de queijos.
00:31:14Depende de todo mundo ali
00:31:17do pós-colheto
00:31:18e a mulher
00:31:18sabe fazer isso
00:31:19perfeitamente.
00:31:20Precisamos dizer
00:31:20que na agricultura,
00:31:22principalmente no café especial,
00:31:24se a mão da mulher,
00:31:25o trabalho da mulher
00:31:26não estiver junto ali
00:31:27porque a família
00:31:28não tem café especial.
00:31:30E a partir dali
00:31:31a gente já fazia
00:31:32algumas receitinhas
00:31:33em casa
00:31:33do que a gente sabia
00:31:34e tinha um sonho.
00:31:36Aí esse sonho foi
00:31:39ficando cada vez mais aguçado,
00:31:41mais com vontade.
00:31:42O sonho da gente
00:31:44é trabalhar cada vez mais
00:31:47na agendúcia
00:31:48para a gente não precisar
00:31:50sair fora
00:31:50para trabalhar
00:31:51em outros serviços.
00:31:52Para falar a verdade,
00:31:53é uma paz que a gente tem
00:31:54aqui na praia,
00:31:55no mar,
00:31:56tirando tanta coisa
00:31:57de boa do mar.
00:31:58Um salmarisco,
00:31:59um peixe também,
00:32:00que eu peço,
00:32:01que também...
00:32:01Essa semana já arrastei rede,
00:32:03fazemos mais de 10 mil de peixe.
00:32:05A gente tira o marisco,
00:32:07que é o churru,
00:32:08nas feiras,
00:32:09a gente leva para esse local,
00:32:11a gente cozinha,
00:32:14a gente limpa ele,
00:32:15faz todo o processo,
00:32:17embala para a gente
00:32:18estar vendendo nas feiras.
00:32:20A nossa associação
00:32:21é uma associação
00:32:22só de mulheres.
00:32:24Então lá,
00:32:25são um ajudando a outra.
00:32:27A gente está sempre presente,
00:32:29trabalhamos juntas,
00:32:30somos unidas.
00:32:31Acho que é mais um sonho
00:32:34realizado, né?
00:32:35E que está começando
00:32:36a trazer retorno financeiro agora.
00:32:38Representa uma conquista, né?
00:32:40Quando eu decidi
00:32:41que seria a rosa,
00:32:42foi um sonho,
00:32:44a rosa.
00:32:45É um sonho realmente.
00:32:47Eu decidi,
00:32:48eu sonhei
00:32:49que estava no campo de rosa.
00:32:51Eu me sinto
00:32:52o resultado
00:32:52como agricultora, sim.
00:32:53Parece que as mulheres
00:32:55continuam assim,
00:32:56vão desistir.
00:32:57Exerço a profissão
00:32:58que os meus pais
00:32:59me ensinaram muito orgulho
00:33:00e eu não.
00:33:01eu decidi sair daqui do orçamento.
00:33:03E a partir daí,
00:33:04nosso projeto
00:33:06é agora melhorar
00:33:06a nossa renda.
00:33:07É partir para cima,
00:33:09trabalhar,
00:33:09juntar o grupo.
00:33:10Para a gente falar assim,
00:33:12que é uma vida fácil,
00:33:13não é.
00:33:14Então,
00:33:15eu me sinto realizada
00:33:16como agricultora, sim.
00:33:26Muito bom.
00:33:27As histórias inspiram
00:33:29a todos nós.
00:33:31quer completar mais alguma coisa,
00:33:32Patrícia?
00:33:33Já estão começando
00:33:33a chegar algumas perguntas aqui.
00:33:36Não,
00:33:37eu acho que o vídeo
00:33:38dá um resumo
00:33:39do projeto.
00:33:40O projeto já atendeu
00:33:43seis mil mulheres
00:33:44aqui no Estado
00:33:45do Espírito Santo,
00:33:46ao longo desses anos,
00:33:48todos.
00:33:49E a gente continua,
00:33:51ele foi aprovado novamente
00:33:53pela FAPES,
00:33:55que é uma fundação
00:33:55de apoio à pesquisa.
00:33:57Então, ele continua.
00:33:58A partir dele,
00:33:59nós aprovamos outros projetos
00:34:01também,
00:34:02que é o Mulheres do Cacau,
00:34:04a produção de morangos
00:34:06hidropônicos também,
00:34:08um trabalho feito
00:34:08com mulheres,
00:34:10produção de abelhas,
00:34:11de mel,
00:34:13a partir da criação
00:34:14de abelhas sem ferrão,
00:34:16com o Mulheres do Café,
00:34:18que a Camila participa,
00:34:19com o Café Chiara.
00:34:20Então, a partir do Elas
00:34:22no Campo e na Pesca,
00:34:23nós começamos
00:34:24a movimentação
00:34:25de outros projetos
00:34:26também que foram aprovados
00:34:27nesse sentido.
00:34:29E, quando a gente fala
00:34:30dessa invisibilidade,
00:34:32gente,
00:34:32ela está ligada
00:34:33a esses papéis
00:34:35do feminino
00:34:35e do masculino
00:34:36que eu coloquei
00:34:37para vocês.
00:34:38E isso,
00:34:39no campo,
00:34:40isso piora.
00:34:42Por quê?
00:34:42O universo,
00:34:43o ambiente rural,
00:34:46ele não tem
00:34:47uma divisão muito clara
00:34:48do público
00:34:49e do privado.
00:34:49Então, o trabalho,
00:34:51ele se dá
00:34:52em torno
00:34:54do ambiente doméstico.
00:34:55Então, o trabalho
00:34:56da mulher no rural,
00:34:58ele é ainda mais invisibilizado.
00:35:00E a gente também
00:35:01tem uma questão cultural
00:35:02de que o homem
00:35:03é o provedor
00:35:04e isso é mais forte
00:35:05no meio rural.
00:35:07Então, a gente tem
00:35:07diversas dificuldades
00:35:09para que as estatísticas
00:35:12demonstrem, de fato,
00:35:14a importância
00:35:15e o quantitativo
00:35:16do trabalho feminino
00:35:17que existe no campo.
00:35:19É isso mesmo.
00:35:20E essa questão
00:35:21da invisibilidade,
00:35:22eu vou começar
00:35:22a pergunta
00:35:24pelas irmãs amazonas
00:35:25para ver quem
00:35:26quiser responder,
00:35:27que eu acho
00:35:28que a rede social hoje,
00:35:29a forma como vocês
00:35:30estão levando
00:35:31o dia a dia
00:35:32de vocês,
00:35:33que são os desafios,
00:35:35os problemas,
00:35:36as alegrias,
00:35:37as coisas engraçadas,
00:35:40vocês falaram
00:35:41que muitas pessoas
00:35:42e mulheres
00:35:44procuram vocês.
00:35:45Então, ou seja,
00:35:46é uma forma
00:35:47de você dar visibilidade
00:35:48a uma profissão
00:35:52ou a uma atuação
00:35:54de vocês
00:35:55que talvez vocês
00:35:57nem imaginassem
00:35:58que isso chegaria
00:36:00a ser dessa forma,
00:36:01chegando a mulheres
00:36:02que estão procurando
00:36:03vocês hoje.
00:36:04Então, eu queria
00:36:05que vocês falassem
00:36:06um pouquinho disso.
00:36:07Como é que é
00:36:07essa busca de pessoas
00:36:09que querem ser
00:36:09como as irmãs amazonas,
00:36:12querem estar
00:36:13no patamar
00:36:13que vocês estão hoje?
00:36:14Como é que é isso?
00:36:16Pois então,
00:36:16de início,
00:36:18foi assim algo
00:36:19bem de supetão.
00:36:21Vamos fazer
00:36:22a rede social?
00:36:24Foi ideia minha
00:36:25e a Valência
00:36:26foi um pouco
00:36:26relutante
00:36:27nisso aí.
00:36:29Justamente assim,
00:36:30com medo
00:36:30de ter
00:36:31um lado contrário,
00:36:33de tornar algo
00:36:34que fosse invejoso,
00:36:35de ter algo
00:36:36que fosse tornar
00:36:37negativamente.
00:36:38Mas aí eu dei
00:36:39uma insistida
00:36:40e aí ela topou,
00:36:42nós fizemos
00:36:42a rede social
00:36:43e começamos
00:36:44a colocar
00:36:44a nossa rotina
00:36:45e a gente
00:36:47via que tinha
00:36:47resposta do outro lado.
00:36:49Mais pessoas
00:36:50queriam saber
00:36:52como que era
00:36:53a parte do leite,
00:36:54como que se produz
00:36:55leite,
00:36:56porque muita gente
00:36:56vê na caixinha
00:36:57o leite,
00:36:58mas não sabe
00:36:59de onde vem,
00:37:00como que é produzido.
00:37:01Então,
00:37:02foi algo assim
00:37:03bem bacana
00:37:04que é uma troca
00:37:05de experiências também.
00:37:07A gente vê também
00:37:08relatos de meninas
00:37:09que estão no meio,
00:37:11que iam sair
00:37:12do meio rural,
00:37:13iam para a cidade
00:37:14e viram
00:37:16a nossa rede social
00:37:17e acharam
00:37:18inspirador.
00:37:20Mulheres do café,
00:37:21mulheres do cacau.
00:37:23Então,
00:37:23independente do setor,
00:37:25elas viram
00:37:25que a mulher
00:37:26dá para seguir.
00:37:27Vou continuar aqui,
00:37:29vou insistir
00:37:29com o meu pai,
00:37:30tem pessoal antigo,
00:37:32tem aquela cabeça dura
00:37:33que não vai dar certo,
00:37:34tem medo
00:37:36de inovar,
00:37:37tem medo da mudança.
00:37:38E eu acho
00:37:39que a mulher
00:37:40tem um papel
00:37:42mais persistente
00:37:43nisso daí,
00:37:44de querer elevar,
00:37:45de inovar.
00:37:46E a mídia social,
00:37:47a gente vem
00:37:48para poder mostrar
00:37:50que a mulher
00:37:50também é capaz.
00:37:52Muito bom.
00:37:54Tem uma pergunta
00:37:54aqui para a Camila.
00:37:58Camila,
00:37:59a pessoa não se identificou,
00:38:00tá, Camila?
00:38:00O que você pode passar
00:38:01para os outros produtores,
00:38:03como aprendizado
00:38:04e dica
00:38:05sobre o investimento
00:38:06em estratégia da marca,
00:38:08da sua marca?
00:38:09Além de ter uma embalagem
00:38:10bonita,
00:38:10dar logo,
00:38:11o que você acredita
00:38:12que veio de retorno
00:38:14para você
00:38:15a partir do momento
00:38:16que você fez esse,
00:38:17traçou essa estratégia
00:38:19e o que o Café Chiara
00:38:20colheu com isso?
00:38:21Então,
00:38:22além de criar uma embalagem,
00:38:23além de criar
00:38:24uma logo,
00:38:25o que foi esse,
00:38:26o estabelecimento
00:38:27da estratégia
00:38:27foi definitivo
00:38:28para quê,
00:38:29no seu caso?
00:38:33Foi definitivo,
00:38:34para praticamente
00:38:35tudo o que a gente
00:38:36tem hoje.
00:38:37Quando eu comecei,
00:38:39por exemplo,
00:38:40eu sempre falava
00:38:41que eu queria
00:38:42sensibilizar o café especial,
00:38:45porque eu não via
00:38:46café especial
00:38:47em supermercado,
00:38:48nem em mercadinhos,
00:38:51só em delicatessen
00:38:52e cafeteria.
00:38:53Então,
00:38:54eu falei,
00:38:54ah, não,
00:38:55vou começar
00:38:55por supermercado,
00:38:57vai ser onde eu vou atacar,
00:38:58porque eu quero
00:38:58que as pessoas,
00:38:59eu falava que
00:39:00o supermercado
00:39:00era uma vitrine,
00:39:01que depois eu ia
00:39:02ganhar dinheiro.
00:39:03então,
00:39:04isso é um exemplo
00:39:05de estratégia.
00:39:06Eu tracei
00:39:06que eu queria isso,
00:39:08fui,
00:39:08hoje eu atingi
00:39:10e aí estou mudando
00:39:11a estratégia.
00:39:12Estou pensando mais
00:39:13em ter um valor
00:39:14maior agregado
00:39:15e não tanto volume
00:39:17quanto eu tinha antes.
00:39:18Mas,
00:39:19para isso,
00:39:19eu precisava gerar,
00:39:20minha marca precisava
00:39:21ter nome,
00:39:22precisava ser vista,
00:39:23então,
00:39:23é um exemplo
00:39:24de estratégia.
00:39:25A pessoa perguntou
00:39:26também
00:39:26o que ela pode fazer
00:39:28além da marca
00:39:32e tudo mais.
00:39:32Além da embalagem
00:39:33da marca.
00:39:34E se pode investir,
00:39:37se vale a pena
00:39:37investir agora.
00:39:40Começando,
00:39:40eu acho
00:39:41que você
00:39:42pode ter
00:39:43a sua estratégia.
00:39:45Não precisa
00:39:46necessariamente
00:39:47contratar alguém
00:39:48para isso,
00:39:49nada assim,
00:39:50mas vale muito a pena
00:39:51você ter esse momento
00:39:52com você mesmo,
00:39:53para você traçar
00:39:54as suas estratégias,
00:39:55você saber
00:39:55onde você quer chegar,
00:39:57porque senão,
00:39:58quem não sabe
00:39:59para onde está indo,
00:40:00se perde.
00:40:01Então,
00:40:02a estratégia
00:40:03é fundamental,
00:40:04não importa
00:40:05o tamanho
00:40:05do seu negócio.
00:40:08É interessante
00:40:08que você falou,
00:40:10aí eu estou falando
00:40:11no meu universo,
00:40:12que agora eu estou
00:40:13atuando no produto digital
00:40:14e como gerente executiva,
00:40:17que às vezes
00:40:18a gente tem uma noção
00:40:19que talvez a gente
00:40:19esteja meio perdida
00:40:20no início,
00:40:21que você falou,
00:40:21eu vou para o supermercado,
00:40:22eu quero atacar volume,
00:40:23mesmo que não tenham
00:40:24tantos cafés especiais
00:40:26e o supermercado
00:40:27ainda,
00:40:28e às vezes
00:40:28o preço era diferenciado,
00:40:30o preço é maior
00:40:30do que os produtos
00:40:31que estão lá,
00:40:32então tem uma certa
00:40:33ousadia,
00:40:34inovação,
00:40:35coragem de acreditar
00:40:37e ao mesmo tempo,
00:40:38a partir de que
00:40:38esse objetivo
00:40:40você conquistou,
00:40:41bom,
00:40:41é aqui que eu quero estar
00:40:42ou eu quero caminhar
00:40:44para o outro lado?
00:40:44Você também está agora
00:40:45partindo para um outro caminho
00:40:47que também requer coragem,
00:40:48mas não é só coragem
00:40:50de arriscar,
00:40:51é pesquisa,
00:40:53você me falou
00:40:53que você,
00:40:54eu achei muito interessante
00:40:55na conversa que a gente teve
00:40:56que você mostrou assim,
00:40:58a questão de ouvir
00:40:58o usuário sempre,
00:41:00eu vou vender um leite,
00:41:02eu vou vender um café,
00:41:03eu vou vender um jornal
00:41:04como eu vendo,
00:41:05a gente precisa ouvir
00:41:06as pessoas,
00:41:07a gente precisa ouvir
00:41:07quem está do outro lado
00:41:09para saber,
00:41:09está legal isso?
00:41:10É assim,
00:41:11você foi fazendo
00:41:12vários aprimoramentos
00:41:14no seu café
00:41:15até chegar a esse ponto
00:41:17que você está hoje,
00:41:18então acho que
00:41:18essa questão...
00:41:19Ainda tem muito,
00:41:20a gente ouve muito cliente ainda,
00:41:22mas já é um caminho legal
00:41:25de uma história traçada aí,
00:41:26né?
00:41:26Outro exemplo de estratégia
00:41:28que eu lembrei aqui
00:41:29é que eu sabia
00:41:30que o que mais vendia
00:41:31o meu café,
00:41:32eu tinha isso comprovado,
00:41:33era degustação,
00:41:34só que degustação
00:41:35é muito caro,
00:41:37aí eu comecei a pensar
00:41:38como que eu vou fazer
00:41:39uma degustação paga,
00:41:41como que eu vou fazer
00:41:42as pessoas pagarem
00:41:42para provar o meu café,
00:41:44e aí eu tive a ideia
00:41:45de fazer um comodate máquina,
00:41:48alugar máquinas
00:41:48para os estabelecimentos
00:41:49que já serviam café
00:41:50por um preço um pouco menor,
00:41:51e também fazer marcas
00:41:53terceirizadas,
00:41:54que hoje é o private label,
00:41:55que a Gazeta, por exemplo,
00:41:57já fez com a gente
00:41:58um café com a marca,
00:42:01então isso é uma forma
00:42:03de uma degustação paga,
00:42:05isso é uma estratégia também,
00:42:06aí você tenta entender
00:42:07como que você quer
00:42:09chegar naquele lugar,
00:42:10essa é a estratégia.
00:42:11E não achar que é impossível,
00:42:13é sempre tentar acreditar
00:42:16Mas não é impossível.
00:42:17É isso aí.
00:42:18Eu acho que essa aqui,
00:42:19a Patrícia,
00:42:20que pode responder.
00:42:21A Simone Almeida,
00:42:23que é da APSE Consultoria,
00:42:26ela pediu para citar
00:42:28algumas ações educativas
00:42:29voltadas para a equipe feminina,
00:42:32que são desenvolvidas
00:42:33nas propriedades de vocês,
00:42:35ou vocês também podem citar,
00:42:37coisas que vocês passam,
00:42:40no caso,
00:42:41para as pessoas
00:42:41que estão nas propriedades,
00:42:42em outras funções,
00:42:44para fortalecer
00:42:45essa questão da mulher no campo.
00:42:47vocês citaram,
00:42:48você citou que tem muitas mulheres
00:42:50que trabalham com você,
00:42:52eu não sei como é,
00:42:52no caso das Amazonas,
00:42:54e você citou esse trabalho
00:42:55do Elas no Campo
00:42:56que promove isso,
00:42:58que as mulheres possam se juntar
00:42:59em cooperativas,
00:43:00em associações.
00:43:01Então,
00:43:02cita algumas ações
00:43:03que são feitas.
00:43:04Ah, sim.
00:43:07Nós trabalhamos,
00:43:08o primeiro processo educativo
00:43:10que nós tivemos que fazer,
00:43:11a partir do projeto,
00:43:13foi com os técnicos
00:43:15de assistência técnica
00:43:17e extensão rural.
00:43:18Porque muitos tinham muito
00:43:19essa tendência
00:43:21de ir na propriedade
00:43:22e procurar o marido,
00:43:25o homem,
00:43:25o provedor.
00:43:26Então, nós fizemos um trabalho
00:43:28com os técnicos,
00:43:29que foram capacitados,
00:43:30135 técnicos do Incapé,
00:43:33da SEAG,
00:43:34da Secretaria de Agricultura,
00:43:36para ter esse olhar
00:43:37para a mulher,
00:43:38para identificar
00:43:39as atividades da mulher
00:43:40ali dentro da propriedade,
00:43:42que são várias,
00:43:43e conseguir trabalhar
00:43:45e atender também,
00:43:47prestar assistência técnica
00:43:48para essas mulheres.
00:43:49Porque a maioria das mulheres
00:43:51também tem dificuldade
00:43:52de acesso à assistência técnica.
00:43:54Então, esse foi o primeiro
00:43:55trabalho educativo
00:43:56que foi feito.
00:43:58Fora esse trabalho,
00:43:59nós trabalhamos
00:44:00em diversas capacitações
00:44:02com essas mulheres.
00:44:02nas diversas áreas
00:44:04que elas demandam.
00:44:06Então, toda demanda
00:44:07que chega,
00:44:09independente da área,
00:44:10café, cacau, morango, leite,
00:44:12a gente procura atender
00:44:13ou através da instituição,
00:44:17do Incapé,
00:44:17ou através do Senado,
00:44:19do SEBRAE,
00:44:19que são nossos parceiros
00:44:21nesse projeto.
00:44:22E a gente tem também
00:44:24a formação de associações,
00:44:26de grupos,
00:44:27de mulheres.
00:44:27Então, a gente faz um trabalho
00:44:30de organização desses grupos
00:44:31nas comunidades,
00:44:33de formação de associações
00:44:34de mulheres.
00:44:35E a gente também promove
00:44:37a participação dessas mulheres
00:44:39em eventos,
00:44:40em feiras,
00:44:41para gerar acesso ao mercado,
00:44:43gerar visibilidade.
00:44:45Então, todas essas ações
00:44:46são educativas.
00:44:47Nós fazemos também
00:44:48encontros municipais,
00:44:50às vezes falando sobre a questão
00:44:51da violência doméstica,
00:44:52porque muitas dessas mulheres
00:44:54no campo,
00:44:54elas estão mais sujeitas
00:44:56a sofrer violência doméstica,
00:44:58elas estão mais isoladas.
00:45:00Então, a gente também trabalha
00:45:01em parceria com outras secretarias
00:45:04a questão da violência doméstica,
00:45:06que é muito presente no rural,
00:45:10aqui no Estado do Espírito Santo,
00:45:12e é subnotificada justamente
00:45:14pela cultura e pela distância
00:45:17mesmo das propriedades ali.
00:45:19E a mulher tem mais dificuldade
00:45:20de acesso aos serviços
00:45:22para poder denunciar.
00:45:24Então, todo esse trabalho
00:45:25é feito através do projeto.
00:45:28Interessante.
00:45:29Vocês têm algum trabalho
00:45:30na propriedade de vocês?
00:45:31Como é que funciona?
00:45:33Até então,
00:45:34são só nós duas mulheres,
00:45:36a gente tem um colaborador.
00:45:38A gente reduziu
00:45:39para a gente poder,
00:45:41mesmo só nós três,
00:45:42tomarmos conta.
00:45:44É certo.
00:45:45E você falou que tem uma rede,
00:45:47você falou que era de...
00:45:49mais na lida do café
00:45:51e que agora você levou
00:45:52para a parte da indústria.
00:45:54É, a gente fez isso.
00:45:55E tem algumas ações lá,
00:45:57por parte da minha mãe também,
00:45:59da fazenda.
00:46:00Ela, por exemplo,
00:46:01tem um posto de saúde,
00:46:02fez parceria para ter um posto de saúde
00:46:03dentro da fazenda,
00:46:05que vai em ginecologista,
00:46:07para dar acesso à saúde.
00:46:10Além das capacitações,
00:46:11que eu falei,
00:46:12que a gente sempre tenta levar para lá.
00:46:15E eu acho que a mulher querer
00:46:18é o principal.
00:46:21Coragem.
00:46:22Quer complementar alguma coisa,
00:46:23Patrícia?
00:46:25Não,
00:46:26eles fazem um trabalho bacana também
00:46:29com as coletoras de café,
00:46:31lá na propriedade.
00:46:33Vocês dão preferência para mulheres,
00:46:35não é isso?
00:46:36No trabalho da colheita?
00:46:38É.
00:46:39Como eu falei,
00:46:40minha mãe tem um pensamento
00:46:41parecido comigo.
00:46:42a gente,
00:46:43quando olha,
00:46:44por exemplo,
00:46:44um currículo,
00:46:45a gente não olha se é homem ou mulher,
00:46:46não.
00:46:47Mas,
00:46:47a gente tem muitas famílias
00:46:49na fazenda.
00:46:50Então,
00:46:50tem muitas mulheres
00:46:51que colhem café.
00:46:53Não vou saber falar
00:46:53se é mais mulher
00:46:54ou mais homem.
00:46:55Mas,
00:46:57na indústria,
00:46:58eu estou fazendo esse trabalho
00:46:59com mulheres,
00:47:01devido à maior dificuldade
00:47:02de serviços para mulheres
00:47:04dentro da fazenda
00:47:05durante o ano inteiro.
00:47:06Mas,
00:47:06eu acho que é interessante
00:47:07que você citou uma funcionária
00:47:08que você falou,
00:47:09ela achava que ela não tinha condição.
00:47:11Então,
00:47:11eu acho que essa questão
00:47:12dessa capacitação,
00:47:14que eu acho que a pessoa perguntou,
00:47:16ações que você consiga realmente,
00:47:18mesmo que as pessoas
00:47:18talvez não tenham
00:47:19uma capacitação
00:47:20tão técnica nisso,
00:47:22acreditar,
00:47:23levar esse conhecimento.
00:47:24Eu acho que isso vai mudando
00:47:25as realidades
00:47:26de pouquinho em pouquinho
00:47:27para que a gente tenha
00:47:28mais pessoas capacitadas
00:47:30e mesmo,
00:47:32por exemplo,
00:47:32muitas meninas
00:47:33que tem hoje
00:47:34que estudam
00:47:34nos IFES,
00:47:36fazendo cursos
00:47:37mais técnicos
00:47:38ligados ao veterinário
00:47:39ou agronomia,
00:47:41que essas também
00:47:41se enxerguem.
00:47:42Às vezes,
00:47:43elas não são herdeiras
00:47:44de uma propriedade,
00:47:45mas elas vão trabalhar
00:47:46nessas propriedades
00:47:47e fortalecendo o campo
00:47:49dessa forma.
00:47:50Só um complemento,
00:47:52a Sandra,
00:47:53que eu dei exemplo,
00:47:53imagina se um dia
00:47:54ela sair da fazenda,
00:47:55ela vai ter muito mais oportunidades
00:47:58sabendo o que ela sabe hoje
00:47:59de planilha,
00:48:00de gestão de pessoas,
00:48:03de gestão de produção.
00:48:03Então,
00:48:05a oportunidade,
00:48:06se a gente dá
00:48:07a oportunidade,
00:48:08a pessoa pode se desenvolver
00:48:10muito mais.
00:48:11É o que a gente vem falando
00:48:12sempre,
00:48:12o conhecimento
00:48:13vai fazendo a diferença
00:48:15nesse momento
00:48:15que a gente quer
00:48:17dar espaço
00:48:18para todas as mulheres
00:48:19e homens
00:48:19de uma forma igual.
00:48:21O Fúvio Marcelan
00:48:23está perguntando
00:48:24para as irmãs Amazonas
00:48:25que na rotina delas,
00:48:26o que vocês mais gostam
00:48:28de fazer
00:48:28no dia a dia
00:48:29da rotina de vocês
00:48:30e quer saber o canal,
00:48:31depois vocês repetem,
00:48:32por favor,
00:48:33para eles seguirem vocês.
00:48:34É,
00:48:35nosso Instagram,
00:48:35irmãs Amazonas,
00:48:36oficial,
00:48:37quem puder seguir,
00:48:39a gente agradece muito,
00:48:41a gente está
00:48:41em crescimento
00:48:42bem orgânico
00:48:43no nosso Instagram,
00:48:44devagarzinho,
00:48:45está crescendo.
00:48:46O que a gente mais gosta
00:48:47de fazer,
00:48:49eu,
00:48:50digo por mim,
00:48:51eu prefiro mexer
00:48:52com gado,
00:48:53eu acho que
00:48:54esse foi o direcionamento
00:48:56desde lá do início
00:48:57quando era propriedade
00:48:58e nosso pai tomava conta,
00:48:59como foi citado,
00:49:01eram várias coisas,
00:49:02era um pouco de café,
00:49:03um pouco de leite,
00:49:05um pouco de gado solteiro
00:49:07e gado solteiro,
00:49:08a gente fala gado de corte,
00:49:09né,
00:49:09vamos dizer assim.
00:49:11Então,
00:49:11a gente quis direcionar
00:49:13para o leite,
00:49:14o leite,
00:49:15a gente tem
00:49:15uma proximidade maior
00:49:17com os animais,
00:49:18como vocês viram
00:49:19no vídeo,
00:49:20a gente deita
00:49:21em cima das vacas,
00:49:22a gente abraça as vacas,
00:49:23eu acho que
00:49:24a parte que eu mais gosto
00:49:25é de lidar com elas,
00:49:27bezerros,
00:49:28recém-nascidos,
00:49:29não tem quem
00:49:30não olha
00:49:31para um bezerro
00:49:32recém-nascido
00:49:32e não fala
00:49:33que é bonitinho,
00:49:34então,
00:49:34eu acho que
00:49:35a parte que eu mais gosto
00:49:36é de lidar
00:49:37diretamente
00:49:38com os animais.
00:49:43Fico também
00:49:44nessa parte
00:49:44dos animais
00:49:45e eu acho
00:49:47que o tratamento
00:49:48também é
00:49:49sempre que acontece
00:49:51de algum animal
00:49:51adoecer
00:49:52por algum motivo,
00:49:53a gente se empenha
00:49:54o máximo que pode
00:49:55para poder
00:49:56aquele animal
00:49:57reagir
00:49:58e continuar,
00:50:00entendeu?
00:50:00Eu acho que
00:50:00a parte
00:50:01que eu me dou
00:50:03melhor,
00:50:04vamos supor
00:50:05mais esse lado
00:50:06da veterinária,
00:50:07mesmo que eu não
00:50:08sou formada,
00:50:08mas eu gosto
00:50:09desse cuidado
00:50:10com o animal.
00:50:12Eu vou entrar agora
00:50:13numa seara
00:50:14que é de sustentabilidade,
00:50:16a gente está vendo
00:50:17as notícias
00:50:18sobre
00:50:20grandes propriedades
00:50:21pegando fogo
00:50:22e muitas coisas
00:50:23acontecendo
00:50:24que a gente
00:50:24fica triste
00:50:25e eu estou me lembrando
00:50:26do ano passado
00:50:27no Tecnoagro,
00:50:28não sei se a Patrícia
00:50:29estava comigo,
00:50:30que a gente
00:50:30trouxe uma produtora
00:50:31do Centro-Oeste
00:50:33e ela
00:50:34estava falando
00:50:35sobre como
00:50:36a relação da mulher
00:50:37com a terra,
00:50:37muitas vezes,
00:50:38ela é até
00:50:39um pouco diferente
00:50:40porque a gente gera,
00:50:41a gente gera uma criança,
00:50:42a gente gera um filho,
00:50:44então a gente tem
00:50:44mais cuidado
00:50:45e a gente entrou
00:50:46nesse assunto.
00:50:48Eu queria que vocês
00:50:48falassem um pouquinho
00:50:49sobre essa questão
00:50:50da sustentabilidade
00:50:51na propriedade
00:50:52de vocês,
00:50:53porque
00:50:54isso hoje
00:50:55é uma coisa
00:50:55que cada vez mais
00:50:57é exigido,
00:50:59você citou um pouquinho
00:51:00que a sua mãe
00:51:00já fazia um trabalho
00:51:01lá atrás,
00:51:01que coisa maravilhosa,
00:51:03como que isso
00:51:04é importante
00:51:05também para vocês
00:51:06no negócio,
00:51:07porque não é só
00:51:08a gente estar pensando
00:51:09assim,
00:51:09é para fazer
00:51:10a natureza,
00:51:12preservar e tudo,
00:51:13mas a gente sabe
00:51:14o quanto que é isso
00:51:14é condição hoje
00:51:16para o negócio existir
00:51:17no meio
00:51:18do agronegócio.
00:51:19Então,
00:51:20se cada um pudesse
00:51:20falar um pouquinho
00:51:21e Patrícia também
00:51:21que está em uma área
00:51:22que puxa um pouco
00:51:23da sustentabilidade.
00:51:26Bem,
00:51:27em 2021
00:51:28a gente chegou
00:51:30num ponto
00:51:30que a gente
00:51:31precisava
00:51:33ter uma parte
00:51:35na inovação.
00:51:36A gente
00:51:37procurou
00:51:38o que a gente
00:51:39deveria fazer
00:51:40para a gente
00:51:41poder conseguir
00:51:42irrigar melhor
00:51:43nosso pasto
00:51:44de forma sustentável.
00:51:46Então,
00:51:47a gente procurou
00:51:48as placas
00:51:49fotovoltaicas,
00:51:50que são as placas
00:51:51solares,
00:51:51e a gente implementou
00:51:53na nossa propriedade.
00:51:54E, até então,
00:51:55na nossa região
00:51:56não tinha ninguém.
00:51:57Então,
00:51:57lá nós fomos pioneiras
00:51:59nessa área,
00:52:00que era algo
00:52:01tipo assim,
00:52:01será que isso
00:52:02dá certo?
00:52:02Será que isso funciona?
00:52:04Será que daqui a um tempo
00:52:05vai continuar
00:52:07a funcionar?
00:52:07Como que é?
00:52:08E a gente
00:52:09implantou isso
00:52:10na nossa propriedade
00:52:11e hoje nós temos
00:52:12até um novo projeto
00:52:14para poder ampliar
00:52:15isso ainda mais.
00:52:16A gente via
00:52:18quantas árvores
00:52:19que a gente deixa
00:52:20de desmatar
00:52:22tendo as
00:52:23placas solares.
00:52:23acho que isso
00:52:25é uma forma
00:52:26de sustentabilidade
00:52:28que deu certo
00:52:28lá em casa.
00:52:30Legal.
00:52:31Pode falar, Camila.
00:52:31É,
00:52:32eu acho que o nosso papel
00:52:33que somos produtoras
00:52:35é fundamental,
00:52:36né?
00:52:37Porque,
00:52:38quando a gente
00:52:39preserva
00:52:40na nossa
00:52:42região,
00:52:42a gente consegue
00:52:43criar um microclima.
00:52:45Então,
00:52:45o clima daqui
00:52:46fica diferente
00:52:47do clima de lá
00:52:48exatamente porque
00:52:49é um lugar
00:52:50mais arborizado
00:52:51e tudo mais.
00:52:52e isso é muito
00:52:52importante,
00:52:53por exemplo,
00:52:53para o café,
00:52:55o microclima
00:52:55que ele gosta.
00:52:57Fora isso,
00:52:58a gente tem
00:52:58preservação,
00:52:59movimento de preservação
00:53:01de nascentes
00:53:01na fazenda,
00:53:03plantio de árvores
00:53:04nativas,
00:53:05hoje a gente
00:53:05apontou mais de 10 mil
00:53:07árvores nativas,
00:53:08tem a reserva legal
00:53:09que é 30%.
00:53:10a gente faz
00:53:16a produção,
00:53:17o beneficiamento
00:53:18do café,
00:53:19a gente faz
00:53:20aproveitamento
00:53:21de todos os
00:53:25dejetos.
00:53:26Então,
00:53:27lá,
00:53:27tudo que a gente
00:53:28pode fazer,
00:53:29a gente faz
00:53:29para poder
00:53:30ajudar,
00:53:31né?
00:53:32O meio ambiente.
00:53:34Falando de dejetos,
00:53:35a gente também tem
00:53:36uma esterqueira,
00:53:37a gente direciona
00:53:38as fezes dos animais,
00:53:40né?
00:53:40Urina.
00:53:41E a gente está
00:53:42estudando,
00:53:43desenvolvendo
00:53:44esse projeto
00:53:44para poder
00:53:45direcionar
00:53:46esses dejetos
00:53:46de volta
00:53:47para a pastagem.
00:53:48Elas comem
00:53:49o capim,
00:53:51fazem toda
00:53:51a digestão dela,
00:53:53enfim,
00:53:53vocês sabem
00:53:53como é que são
00:53:54as coisas.
00:53:55Então,
00:53:56isso aí a gente
00:53:56volta
00:53:57para o capim,
00:53:58que serve
00:53:59como adubação
00:54:01para ele mesmo,
00:54:02para elas
00:54:02fazerem aquele ciclo
00:54:03novamente.
00:54:04Então,
00:54:04a gente está
00:54:04em desenvolvimento
00:54:05desse projeto
00:54:06para poder
00:54:08diminuir
00:54:09o custo
00:54:09também
00:54:09na questão
00:54:11da adubação,
00:54:12que é feita
00:54:13anualmente,
00:54:14que nós também
00:54:14fazemos isso.
00:54:16E a gente
00:54:17também teve
00:54:17um irrigâmetro.
00:54:18O irrigâmetro
00:54:19é um equipamento
00:54:20que foi desenvolvido
00:54:21para ele
00:54:22coleta,
00:54:23o fluviômetro,
00:54:25ele coleta
00:54:25a quantidade
00:54:26de milímetros
00:54:26de chuva.
00:54:28Então,
00:54:28a gente tem
00:54:29uma forma de,
00:54:30só quem
00:54:30mexe com esse equipamento,
00:54:32é treinado
00:54:33para fazer esse equipamento,
00:54:34que sabe a quantidade
00:54:35que a gente
00:54:35deve irrigar
00:54:37relacionado
00:54:38à quantidade
00:54:38que choveu.
00:54:39Para eu não
00:54:40irrigar nem a mais,
00:54:41se eu irrigar mais,
00:54:42eu vou estar
00:54:42gastando energia
00:54:43e não preciso
00:54:44gastar tanta energia,
00:54:46sendo que o capim
00:54:47já está molhado.
00:54:48Vamos dizer assim,
00:54:49a terra já está úmida,
00:54:50já é necessário
00:54:52aquilo ali para ela.
00:54:53E também
00:54:54nem irrigar menos
00:54:54para não fazer falta
00:54:56no desenvolvimento
00:54:57do capim ali,
00:54:59da forragem
00:55:00que as vacas
00:55:01se alimentam ali.
00:55:02Muito bom.
00:55:04Quer complementar,
00:55:04Patrícia?
00:55:06Dentro das atividades
00:55:08do projeto,
00:55:09a gente sempre
00:55:10procura trabalhar
00:55:12com práticas
00:55:13sustentáveis.
00:55:14Dentro de todas
00:55:15as capacitações,
00:55:17a própria
00:55:18assistência técnica
00:55:19e extensão rural,
00:55:20ela já é feita
00:55:22visando que o produtor
00:55:23adote práticas
00:55:25sustentáveis
00:55:26ali na propriedade.
00:55:28Então,
00:55:28o mesmo trabalho
00:55:30é feito
00:55:30nas capacitações
00:55:32com as mulheres.
00:55:33eu acho bacana
00:55:34destacar das meninas
00:55:36é a questão
00:55:37do bem-estar animal,
00:55:39porque o carinho
00:55:40e o cuidado
00:55:41também que elas têm
00:55:42com os animais
00:55:43é uma prática
00:55:45de sustentabilidade
00:55:46e quando a gente
00:55:48vai e visita
00:55:49propriedades
00:55:49a gente fica encantada
00:55:51com a forma
00:55:52como elas tratam
00:55:53os animais ali.
00:55:56Então,
00:55:56acho que isso também
00:55:57para a produção animal
00:55:58é super importante,
00:56:00a questão do bem-estar
00:56:01e às vezes a gente
00:56:02esquece de dimensionar
00:56:05o bem-estar
00:56:05como uma prática
00:56:06ligada à sustentabilidade.
00:56:09A gente vê pelos vídeos
00:56:10que está na cara isso.
00:56:12Gente,
00:56:13está chegando já
00:56:13o nosso final.
00:56:14Viu como é que passa rápido?
00:56:15A gente fica planejando,
00:56:16planejando,
00:56:17de repente passa o tempo
00:56:18muito rápido.
00:56:19Quero agradecer muito
00:56:21a vocês,
00:56:22agradecer a todos
00:56:22que estão aqui
00:56:23aproveitando.
00:56:24Vai ter muito mais
00:56:25Tecnoagro até amanhã,
00:56:26para quem quiser aproveitar
00:56:27hoje e amanhã.
00:56:28eu queria só passar
00:56:29para uma rápida
00:56:31despedida de vocês.
00:56:32Eu fiquei só curiosa,
00:56:33Camila,
00:56:34Chiara vem de onde o nome?
00:56:36Para você falar.
00:56:36E vamos despedir aí
00:56:38porque já chegou
00:56:39o nosso fim.
00:56:40Chiara é minha bisavó,
00:56:42italiana.
00:56:43Ela tem 106 anos,
00:56:44está viva.
00:56:46Que linda!
00:56:46É, maravilhosa.
00:56:48E ela é uma pessoa
00:56:49muito bondosa,
00:56:50então parece que nunca
00:56:51envelhece.
00:56:53e aí a gente fez
00:56:54uma homenagem a ela.
00:56:56Muito bom.
00:56:57Uma mulher...
00:56:57Tudo é história,
00:56:58viu, gente?
00:56:59Uma mulher que começou
00:56:59tudo, né?
00:57:02Muito legal.
00:57:03Obrigada.
00:57:03Essas histórias
00:57:04realmente marcam a gente,
00:57:05assim, né?
00:57:06E é muito bom saber
00:57:07que sua mãe,
00:57:08com certeza,
00:57:10tirou forças
00:57:10toda a luta dela
00:57:12porque ela sabia
00:57:12que tinha uma mãe,
00:57:13uma avó,
00:57:14que começaram tudo
00:57:15aquilo por ela.
00:57:16E hoje você acha
00:57:17que está fazendo
00:57:18uma diferença tremenda aí
00:57:19e levando,
00:57:21não só para a Ituba,
00:57:21mas o Espírito Santo,
00:57:22o nome do nosso estado,
00:57:23do nosso café,
00:57:24para o Brasil
00:57:25e para o mundo,
00:57:26parabéns.
00:57:27Amém.
00:57:28Obrigada.
00:57:28Vamos lá, meninas.
00:57:30Pessoal, a gente agradece
00:57:32demais o convite
00:57:33de estar aqui
00:57:33no evento com vocês.
00:57:35A gente agradece
00:57:36a TV Gazeta,
00:57:37principalmente,
00:57:38a gente está sempre junto,
00:57:39sempre nas reportagens
00:57:40que precisam
00:57:41de algum tipo
00:57:41de informação,
00:57:42sempre estão lá.
00:57:44Parabenizar também
00:57:45pelo evento,
00:57:46pela estrutura,
00:57:47pela organização,
00:57:48os profissionais,
00:57:48todos vocês.
00:57:49E contem sempre com a gente.
00:57:51E peço novamente
00:57:53quem não segue
00:57:54o nosso Instagram,
00:57:55Irmãs Amazonas Oficial,
00:57:56sigam lá
00:57:57e divulguem nosso trabalho,
00:57:59mostrem para outras pessoas.
00:58:00Lá a gente mostra
00:58:01a nossa rotina
00:58:01e vocês vão ver
00:58:03que quanto mais
00:58:04vocês veem a gente
00:58:05fazendo os vídeos,
00:58:06mais vocês vão querer ver,
00:58:07porque é sempre
00:58:08muito interessante,
00:58:09a gente sempre faz
00:58:11tudo com muito carinho
00:58:13e sempre tudo
00:58:14muito verdadeiro.
00:58:14Ali não tem nada
00:58:15de fake,
00:58:16não tem nada
00:58:17de programado,
00:58:18é sempre tudo
00:58:19muito natural
00:58:20e muito obrigada
00:58:21pela oportunidade.
00:58:26Do mais
00:58:27é o agradecimento
00:58:28também
00:58:28à Rede Gazeta,
00:58:30que essa parceria
00:58:31das Irmãs Amazonas
00:58:32podem contar com a gente.
00:58:34Agradecer
00:58:35a SEAG também
00:58:36que sempre
00:58:37conta com a gente.
00:58:38Obrigada também
00:58:39por sempre lembrar
00:58:40de a gente estar
00:58:41no livro.
00:58:42Vou pegar o livro
00:58:43daqui a pouco
00:58:43que vim
00:58:45de vergar
00:58:46e é isso aí.
00:58:47Sigo então
00:58:48as Irmãs
00:58:49Underline Amazonas
00:58:50Oficial,
00:58:51que vocês vão
00:58:52ter muito conteúdo
00:58:53bacana,
00:58:54que nós somos
00:58:54firmes na lida
00:58:55e firmes no gole.
00:58:58É a nossa luta.
00:59:00É, vamos explicar aí,
00:59:01né?
00:59:02A gente fez uma
00:59:03uma
00:59:05é, a marca, né?
00:59:07Nós registramos
00:59:07a marca,
00:59:08o nosso nome,
00:59:09Irmãs Amazonas
00:59:09é marca registrada.
00:59:11Nós registramos também
00:59:12a nossa frase,
00:59:14nosso bordão.
00:59:15Firmes na lida
00:59:16e firmes no gole.
00:59:18Então, deu para entender
00:59:19como é que é o sistema, né?
00:59:20A gente bebe
00:59:21o mesmo tanto
00:59:22que a gente trabalha.
00:59:23E pode ser gole de leite também.
00:59:26Gole de leite,
00:59:26gole de outro.
00:59:27É, isso não, gente.
00:59:29Café, exatamente.
00:59:30Eu queria complementar,
00:59:31se eu puder.
00:59:32Não é leite.
00:59:32Para benizar.
00:59:34Não é leite
00:59:34que elas bebem.
00:59:37Parabenizar
00:59:37pelo trabalho de vocês.
00:59:39Do mesmo jeito
00:59:39que eu admiro
00:59:39o trabalho da minha mãe,
00:59:41eu acho que tem
00:59:41que ter uma força
00:59:42tremenda
00:59:43fazer o que vocês fazem.
00:59:44Muita coragem.
00:59:46Então, é isso
00:59:46que eu estou tentando falar,
00:59:47que é importante,
00:59:48que a gente tem que fazer mais.
00:59:50E vocês estão
00:59:51divulgando muito, né?
00:59:53Dando força
00:59:54para as mulheres.
00:59:55Vocês também.
00:59:56A gente vive
00:59:57tendo projeto
00:59:57da SEAG.
00:59:58Todas as feiras
00:59:59eles levam a gente
01:00:00sem cobrar nada, né?
01:00:03Então,
01:00:04eu agradeço muito
01:00:05em nome de todos os produtores.
01:00:13Obrigada, gente.
01:00:15Eu que agradeço
01:00:15a presença
01:00:16de vocês aqui
01:00:17e vocês sempre
01:00:18aceitarem
01:00:18os nossos convites,
01:00:20as nossas roubadas também.
01:00:23É um prazer,
01:00:24Eliane,
01:00:25estar aqui.
01:00:26É agradecer
01:00:27a todos.
01:00:28Dizer que
01:00:28o projeto
01:00:29Elas no Campo
01:00:30na Pesca
01:00:32foi aprovado
01:00:33novamente.
01:00:33então vamos tocá-lo
01:00:35por mais três anos.
01:00:37Está garantido
01:00:38por mais três anos.
01:00:40E aí vamos ter
01:00:41novas ações
01:00:42e quem tiver
01:00:44interesse
01:00:45de participar
01:00:45é só entrar
01:00:46em contato
01:00:47com a gente
01:00:47lá na secretaria.
01:00:49Agradecer
01:00:50o convite
01:00:51e eu trouxe
01:00:51um livro
01:00:52para você.
01:00:53Eu quero,
01:00:54eu quero mesmo.
01:00:55A gente lançou
01:00:55no final do ano
01:00:56e aí eu trouxe
01:00:58ele está digital,
01:00:59tá, gente?
01:01:00Na Biblioteca do Incapé
01:01:01no Google.
01:01:02Se vocês jogarem
01:01:04quem são elas,
01:01:05vocês vão achar.
01:01:06Tem os capítulos,
01:01:08tem a história
01:01:08das irmãs Amazonas,
01:01:10tem a história
01:01:11da Joyce
01:01:12que está ali,
01:01:13das mulheres lá
01:01:13do Canaã,
01:01:14que é bacana também.
01:01:16Então,
01:01:16todas as histórias
01:01:17aqui são muito
01:01:18inspiradoras,
01:01:19de muita luta,
01:01:19de muitos sonhos,
01:01:21de muitas mulheres
01:01:22aqui no Espírito Santo.
01:01:23E tem,
01:01:24ele é interativo,
01:01:25então tem uns vídeos
01:01:27curtinhos,
01:01:27como aquele
01:01:28que a gente mostrou
01:01:28no início,
01:01:29tem um vídeo
01:01:30de cada história.
01:01:31Então,
01:01:32vocês também podem
01:01:34assistir os vídeos
01:01:35que estão bem legais.
01:01:36E é isso,
01:01:37agradecer e
01:01:38estamos à disposição.
01:01:39E a Elaine também,
01:01:41agradecer a você
01:01:42por trazer a gente.
01:01:44Eu que agradeço.
01:01:44O projeto Todas Elas,
01:01:45como eu falei com vocês,
01:01:46que eu fui uma das
01:01:47idealizadoras em 2020,
01:01:49a gente vem contando
01:01:49muitas histórias legais
01:01:51desde lá,
01:01:53que mistura,
01:01:53urbano, rural,
01:01:54não importa,
01:01:55são histórias de mulheres
01:01:55maravilhosas como vocês.
01:01:58e coloco já sempre
01:01:59à disposição
01:02:00a Gazeta
01:02:01e o projeto,
01:02:02porque a gente tem
01:02:02uma parceria também
01:02:03muito forte
01:02:04com a CEAG
01:02:05para a gente poder
01:02:06levar não só
01:02:07a questão das histórias,
01:02:08mas de cursos
01:02:09que vão ser oferecidos,
01:02:11palestras que vão ser
01:02:12oferecidas
01:02:12para as mulheres.
01:02:13É um canal mesmo
01:02:14que a gente criou
01:02:15para isso,
01:02:16para a gente estar aqui,
01:02:17para a gente estar
01:02:17em outros espaços,
01:02:19mas para a gente estar
01:02:19sempre junto,
01:02:20porque a gente quer
01:02:22naturalizar
01:02:22o que é para ser igualdade,
01:02:24o que é para ser desigualdade,
01:02:25a gente está aqui
01:02:26para combater.
01:02:26É isso que é importante.
01:02:28Então, muito obrigada,
01:02:30espero que todos
01:02:31tenham gostado
01:02:31e vamos curtir mais
01:02:33o Tecnoagro aí.
01:02:34Obrigada.
01:02:40É isso.
01:02:41Obrigado, Elaine,
01:02:42obrigado, Nathiele,
01:02:43Valesca, Camila e Patrícia
01:02:45que estiveram com a gente
01:02:46aqui no palco principal.
01:02:47Oi?
01:02:48Ainda funcionando.
01:02:50E a gente vai encerrando,
01:02:51então,
01:02:51esse painel
01:02:52reforçando
01:02:53que o Tecnoagro
01:02:54acontece
01:02:55por causa da parceria
01:02:56com o Banco do Brasil,
01:02:58com o Banestes,
01:02:59a Fundação Dom Cabral,
01:03:01Hidra e A,
01:03:02Instituto de Defesa
01:03:03Agropecuária e Podestal
01:03:05do Espírito Santo,
01:03:06IDAF,
01:03:07Instituto Capixaba
01:03:08de Pesquisa,
01:03:09Assistência Técnica
01:03:10e Extensão Rural,
01:03:11o Incapé,
01:03:12MMB Módulos,
01:03:14Natercope,
01:03:15Sebrae,
01:03:16Secretaria de Estado
01:03:17de Aquicultura,
01:03:18Abastecimento,
01:03:19Agricultura e Pesca
01:03:20do Espírito Santo,
01:03:22Senar,
01:03:22Cicope,
01:03:24VRTec Solar
01:03:25e Patrocínio de Caixa
01:03:27e do Governo Federal.
01:03:28Para você que nos acompanhou
01:03:30aqui no palco principal
01:03:31presencialmente,
01:03:32muito obrigado.
01:03:33Para quem nos acompanhou
01:03:34também pela internet.
01:03:36E agora termina a programação
01:03:38aqui do palco principal,
01:03:39mas o Tecnoagro
01:03:40segue ainda hoje
01:03:41no Auditório Inovação.
01:03:43a partir de 4h30 da tarde
01:03:45tem o painel
01:03:46Conjuntura Econômica
01:03:48e Resultados Práticos
01:03:49da Boa Gestão do Campo
01:03:51e a partir das 17h
01:03:53tem a palestra
01:03:54Inteligência Financeira
01:03:55um rolê que rende
01:03:57um oferecimento
01:03:58do Banco do Brasil
01:03:59no Auditório Desenvolvimento.
01:04:02Lembrando que no final do dia,
01:04:03logo mais a partir das 18h,
01:04:05ainda tem o nosso
01:04:06Happy Hour
01:04:07com André Violet.
01:04:09E se você,
01:04:10por acaso,
01:04:11tirar uma foto
01:04:12ou publicar
01:04:12nas redes sociais,
01:04:13não esquece de marcar a gente
01:04:15com a hashtag
01:04:17TecnoagroES.
01:04:18A gente se encontra amanhã
01:04:20aqui no palco principal
01:04:21com mais programação
01:04:23do Tecnoagro.
01:04:24Até amanhã!
01:04:43Tchau!
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