- há 2 meses
Temas como o futuro do agro e soluções inteligentes foram debatidos durante o evento realizado por A Gazeta
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00:00:00Boa tarde a todos, sejam bem-vindos.
00:00:05A gente agradece aqui a organização a oportunidade de estar conversando com vocês nesta tarde.
00:00:11Quando nos foi passado essa sugestão de tema, lógico, evidente,
00:00:16a gente logo faz uma reflexão e vieram essas duas fotos aí na minha cabeça.
00:00:22Quando a gente fala de futuro, primeiro tem um incógnito.
00:00:27A gente vai estimar algo que não aconteceu, mas existem as tendências daquilo que está acontecendo.
00:00:35Então, a gente logo pensa no que tem de bom hoje,
00:00:38são animais geneticamente melhorados, muita tecnologia atrás disso, né, Gessilio?
00:00:43Trabalho de muita gente.
00:00:45Então, assim, eu penso que no futuro a gente vai continuar na busca da eficiência ótima, econômica dos animais,
00:00:54o máximo produtivo econômico.
00:00:55Mas aí tem a questão da responsabilidade ambiental nossa, que é cada vez maior, correto?
00:01:02E o discurso hoje da pecuária,
00:01:07a gente está vendo uma cobrança muito grande em cima do setor,
00:01:11para que a gente não só use tecnologias, use inovação,
00:01:16aquela cordinha no pescoço daquela vaca lá,
00:01:19é tecnologia.
00:01:21É uma coisa, é uma prática de manejo simples, mas não deixa de ser uma tecnologia.
00:01:27Aquela forrageira ali que passou por um programa de melhoramento por mais de 30 anos,
00:01:31é uma tecnologia.
00:01:33Um programa de avaliação de raças, de corte, como aqueles animais ali passaram e foram bem avaliados,
00:01:39tem muita gente envolvida nisso.
00:01:41O futuro vai passar por isso, por essas tecnologias,
00:01:45pela robustez do conhecimento,
00:01:48e a gente está vivendo uma fase de muito conhecimento,
00:01:52tem até um certo filtro.
00:01:54Passa por gentileza para o próximo.
00:01:56Então essa pegada de preocupação ambiental e sustentabilidade,
00:02:01ela hoje é realidade no nosso sistema de produção.
00:02:05O INCAPER hoje, por exemplo,
00:02:08a gente trabalha tentando ser eficiente,
00:02:13do ponto de vista produtivo,
00:02:15usando aquelas tecnologias que vão minimizar perdas,
00:02:18e aí isso vai para o lado da sustentabilidade,
00:02:21minimizar a perda de carbono,
00:02:24minimizar o impacto de ambiente.
00:02:26Sistemas que sequestram, como sistemas intensivos,
00:02:30ou sistemas integrados,
00:02:31que as árvores sequestram carbono.
00:02:33Então um trabalho recente da Embrapa,
00:02:36um sistema de produção de leite a pasto,
00:02:39com parte dele integrado,
00:02:43a forma que a gente tem.
00:02:45O ruminante por si só, o Gersil vai falar disso,
00:02:48ele produz um pouco de metano,
00:02:50que tem lá um efeito deletério no ambiente,
00:02:52mas isso é fisiológico do animal, isso é natural.
00:02:55Esse animal também entrega para a gente o quê?
00:02:57Ele come um alimento de baixa qualidade,
00:03:00fermenta aquilo, nos entrega um alimento nobre,
00:03:02carne e leite, proteína de alto valor biológico.
00:03:05Então isso tem a ver com a nossa segurança alimentar.
00:03:08A gente não consegue mudar a fisiologia do animal,
00:03:10mas a gente consegue o quê?
00:03:13Minimizar as perdas.
00:03:15E a gente está trabalhando para isso.
00:03:17Então práticas sustentáveis que vão utilizar plantio direto,
00:03:21como no sistema integrado,
00:03:22embaixo aqui é sorgo,
00:03:25junto com capim,
00:03:26e lá em cima capim junto com árvore.
00:03:28Essa árvore sequestra carbono.
00:03:30Obrigado.
00:03:31Por exemplo,
00:03:32esse estudo da Embrapa,
00:03:34um sistema de produção de leite a pás,
00:03:36deixa eu para o Gersil falar um pouco mais desse assunto,
00:03:38depois da nutrição.
00:03:40Para cada vaca que você tem que ter no sistema,
00:03:42para você atingir o equilíbrio,
00:03:44você tem que ter,
00:03:44para cada vaca do sistema,
00:03:46você tem que ter equilíbrio,
00:03:47você tem que ter 52 árvores de eucaripto plantado.
00:03:50Você tem o leite baixo carbono.
00:03:52Então um exemplo,
00:03:53hoje o discurso está caminhando para isso,
00:03:55os estudos estão caminhando para isso.
00:03:57Então o futuro, na minha opinião,
00:03:58é isso.
00:03:59Então nós aqui,
00:04:01da extensão rural,
00:04:02da pesquisa,
00:04:03a gente desenvolve,
00:04:05tenta validar e transferir para o produtor.
00:04:07O foco principal do Encaper hoje,
00:04:10na pecuária bovina,
00:04:11é capacitar pessoas.
00:04:13É mostrar para o produtor
00:04:15qual é o caminho dele,
00:04:16facilitar o acesso à genética melhoradora,
00:04:19seja um touro, seja um sêmen,
00:04:20enfim.
00:04:21E capacitar o produtor a entender
00:04:23o que ele está fazendo,
00:04:25quando que ele vai utilizar cada tecnologia,
00:04:27quando que ele vai pisar mais ou menos no acelerador.
00:04:30Mas o foco principal é esse aí.
00:04:32E é um desafio.
00:04:34Eu coloquei essas fotos aqui,
00:04:36porque a gente fala de Espírito Santo,
00:04:38e essa vaca aqui comendo palma,
00:04:39é aqui em Santa Tereza.
00:04:41A gente não está no Nordeste.
00:04:42E é uma tecnologia para a região seca.
00:04:45Então o futuro vem com um drone,
00:04:48vem com um aplicativo que ajuda,
00:04:49mas vem com essas coisas básicas.
00:04:52Então, assim, pessoal,
00:04:54a gente pensou isso aqui hoje
00:04:55para fazer uma abordagem
00:04:59baseada naquilo que a gente tem,
00:05:00que seria o ótimo.
00:05:01Essa propriedade lá de Vila Pavão,
00:05:04que em uma área pequena,
00:05:05o produtor está ganhando 9 mil reais
00:05:06por mês com a sua família.
00:05:08É um bom manejo,
00:05:09animais selecionados,
00:05:10e vamos por aí afora.
00:05:12Eu vou chamar o Felipe
00:05:13para seguir a fala aqui.
00:05:16Ele vai falar um pouco para a gente
00:05:18do que a gente tem trabalhado
00:05:19em parceria com a secretaria.
00:05:23Dentro das nossas práticas de manejo,
00:05:25o que ele vai falar,
00:05:25que a gente usa na nossa rotina,
00:05:28tem aquelas que o plano ABC,
00:05:29que é o que ele vai dizer,
00:05:30incentiva.
00:05:31Também você vai dar uma pecelada nisso.
00:05:33Então a gente está à disposição de vocês
00:05:34aí hoje para conversar um pouco sobre isso.
00:05:40Obrigado.
00:05:41Obrigado.
00:06:09Obrigado.
00:06:21Obrigado.
00:06:23Obrigado.
00:06:33Obrigado.
00:07:02Obrigado.
00:07:05É um programa que tem efeito a várias mãos, a gente pode ver que tudo o que eu falar aqui
00:07:11foi respirado dessa porta aqui, ela está abrindo bastante, que é o que o produtor está necessitando, que tem a
00:07:22cultura que está necessitando, que o que ela sabe, ela tem a nossa lei, então o programa...
00:07:31O programa é um programa que fala que eu sou eu, porque na parte de profissional só tem eu, então
00:07:38assim, o nosso gráfico de execução mesmo no governo do Estado é a minha carteira, a minha internet recebe com
00:07:44os colegas também.
00:07:46O programa foi baseado através de uma empresa que é uma empresa renomada em todo o país, da Academia do
00:07:57Leite, e ele foi uma parceria pessoalmente com o CEDRAG, o CEDRAG foi um grande colaborador,
00:08:02e antes do lançamento nós tivemos um refinamento com todas essas entidades aqui.
00:08:12Não vou citar hoje, mas temos aqui gente público e privado que ajudaram na construção do programa.
00:08:21É importante falar que hoje faz um ano e um dia que nós lançamos um programa de executamento.
00:08:28Nós estamos lá, o CEDRAG, o CEDRAG, o CEDRAG e o CEDRAG, o CEDRAG e o CEDRAG.
00:08:33E nós estamos aí um ano e um dia, eu vou falar assim, é muito desafiador, tá pessoal?
00:08:41Só para vocês entenderem, a cadeia do leite do Estado de São Paulo, nós temos um impacto industrial que ele
00:08:46necessita de leite,
00:08:50que nós tivemos uma queda, em 2014 nós produzíamos cerca de 400 mil litros de leite por dia,
00:08:57hoje, até o ano passado, foi cerca de 940, 960 mil litros.
00:09:04Então nós tivemos um declínio da produção leiteira no Estado.
00:09:07A indústria ficando ociosa, nós temos depreciação, perda de renda, de emprego.
00:09:15Então, assim, nós, governo do Estado, estamos fazendo, fizemos um programa de Estado e não um programa de governo.
00:09:24É um programa em que todos têm participação e todos dêem as sugestões, deram as sugestões e continuam dando as
00:09:34sugestões.
00:09:34Nós refinamos esse programa sempre e tem uma continuidade não só em um mandato, mas sim a longo prazo.
00:09:41Principalmente, nós estamos mexendo com a cadeia do leite, que é uma cadeia que não dá um resultado como uma
00:09:47avicultura de 45, 50 dias.
00:09:50Então, nós precisamos de meses e anos para que dê essa diferença.
00:09:56Nós temos, basicamente, cinco eixos estratégicos, que é agregação de valor, produção, produtividade e tecnologia do campo,
00:10:03sustentabilidade, recursos humanos e estímulo ao consumo.
00:10:08Dentro desses cinco eixos estratégicos, nós temos 17 projetos.
00:10:12Dentro desses 17 projetos, nós temos subprojetos também.
00:10:18Então, assim, são 17 projetos, não vão achando que é uma coisa simples, porque eu lá, eu, Bernardo,
00:10:27a gente sempre se envolve muito nisso, os colegas da SEAG, que hoje de manhã, só para vocês terem uma
00:10:34ideia,
00:10:34tem uns colegas aqui que estavam comigo hoje lá em Alfredo Chaves.
00:10:38Então, assim, é todo dia, dia de sábado, domingo, assim como produtor de leite, pecuarista de leite, não tem sábado,
00:10:46não tem domingo, não tem feriado, não tem dia, não tem noite, nós também.
00:10:49Tem dias que a gente percorre aí nesse estado, divulgando essa política pública, até 600 quilômetros.
00:10:56A gente, só para vocês terem uma ideia, no mês passado eu estava em Nova Venécia e no mesmo dia,
00:11:01eu saí de Vitória e fui a Nova Venécia e depois fui a Piacar, porque no outro dia eu tinha
00:11:06uma agenda lá.
00:11:06Então, assim, cerca de 480, 500 quilômetros, só para vocês terem uma ideia.
00:11:14Dentro do eixo produção, produtividade e tecnologia no campo, eu coloquei algumas fotos ali
00:11:19do circuito mais leites em 2024.
00:11:22Essas já são ações que foram realizadas este ano por nós.
00:11:27Esses dias de campo, eles têm por objetivo levar a tecnologia ao produtor rural.
00:11:33ali nós temos desde, deixa eu lembrar, desde Boa Esperança, Nova Pinheiros, Guaçuí e Mucurici.
00:11:45E hoje eu cheguei lá de Alfredo Chaves também, porque nós estávamos nesse tipo de atividade.
00:11:49Então, assim, nossa programação, nosso planejamento, ele sai daqui da sede e ele, juntamente com o Incaper,
00:12:00com as outras instituições, UFs, IFs, ele vai até o produtor.
00:12:05Um dos grandes problemas que nós achamos aqui no Espírito Santo
00:12:08é exatamente o que a gente está vivendo agora, que é a falta de alimento para os animais.
00:12:15Chega nessa época do ano agora, que é a época da entre safra de capim, basicamente,
00:12:20porque a base alimentada dos nossos animais são as pastagens.
00:12:24Se a gente não tem chuva, não tem temperatura alta, não temos pastagem, não temos alimento para os animais.
00:12:31Então, um dos projetos é esse fomento à produção de volumoso.
00:12:34Aqui eu vou passar duas fotos para vocês, só para vocês terem uma ideia.
00:12:38Isso daqui é uma ação, um projeto, como se fosse um subprojeto do nosso programa,
00:12:45da Natercope, lá em Pinheiros, onde ela fomentou e produziu alimento para os seus animais.
00:12:55Nós tivemos um aumento de cerca de 21% na produção de cerca de 70 produtores pecuaristas
00:13:04que foram contemplados com essa silagem de milho de boa qualidade.
00:13:07É uma tecnologia, aqui no Espírito Santo nós não tínhamos essa máquina,
00:13:11que é aquela máquina última de embalador,
00:13:13que é essa máquina embaladora, onde cerca de 900 kg de silagem de milho
00:13:25são levados aos produtores, desde Aracruz até o extremo norte do estado.
00:13:34Então, foi uma percepção da cooperativa em que ela fez isso daí para os pecuaristas.
00:13:42De outra maneira, nós do governo do estado compramos, adquirimos,
00:13:4840 máquinas ensacadoras de forragem.
00:13:51Nem todo produtor tem um trator, nem todo produtor tem um relevo para colher uma silagem,
00:13:56para colocar um trator para colher a silagem.
00:13:59E aí nós vimos essa tecnologia de baixo custo e eficiente.
00:14:04Cerca de 2021, em 2021 a tonelada de silagem de milho aqui no Espírito Santo
00:14:09custou cerca de 900, 950 reais.
00:14:13Isso é praticamente absurdo.
00:14:16Para comprar.
00:14:17Exatamente, para comprar.
00:14:18Então, hoje a gente está com uma média de 400 reais, 450.
00:14:23Agora começa a aumentar porque o produtor está vendo que a seca não está acabando.
00:14:30Porque a gente vai ter um prolongamento do período de estiagem.
00:14:33Então, aqui é uma atividade que foi feita lá em Pacotuba.
00:14:35Essa foi uma entrega que foi feita no sul.
00:14:38Em 40 ensacadoras, 30 municípios atendidos e cerca de 3.560 produtores atendidos.
00:14:45Ou seja, isso é demanda lá do campo.
00:14:48Isso daí é alimento para as vacas.
00:14:52Isso foi entregue, esses equipamentos foram entregues em janeiro.
00:14:56E eles já estão mandando, quem me acompanha em rede social,
00:15:00vê que quase toda semana eu estou publicando foto de ensacadora de forragem.
00:15:04Então, assim, para mim isso é uma alegria.
00:15:06Para a gente, através do próprio Incaper, que é o nosso foco,
00:15:12isso é uma alegria eu receber um monte dessas imagens.
00:15:16Porque eu tenho certeza que estão fazendo alimento para os animais.
00:15:19E, se Deus quiser, né, Daniel?
00:15:21Daniel é nosso gerente de dados.
00:15:24Essa curva de lactação, essa curva de produção de leite que abaixava agora,
00:15:29se Deus quiser, a gente vai tentar dar uma subida nela.
00:15:34Dentro do eixo Recursos Humanos, nós temos a capacitação continuada dos técnicos.
00:15:39E, mais uma vez, envolvimento de todos da cadeia.
00:15:43São temas que trazem para a gente vários desafios e também algumas soluções.
00:15:51Essa troca de assuntos entre técnicos faz com que o nosso programa seja exitoso.
00:15:59Dentro dos projetos também, a modernização.
00:16:01No caso aqui, a pecuária 4.0, a gente tem que inserir tecnologias para que o negócio seja sustentável e
00:16:11seja rentável.
00:16:12A sustentabilidade, ela engaja no ESG como econômica, social e ambiental.
00:16:18Então, basicamente, todo o programa, ele é nisso daí, nesse tripé.
00:16:24Dentro desses incentivos da prática ESG, nós temos a recuperação de pastagens degradadas,
00:16:30que daqui a pouco o Arsonio vai falar, o Bernardo também já começou.
00:16:34Aqui no Espírito Santo, como vocês podem ver, cerca de 48% das pastagens são consideradas como degradação moderada.
00:16:44Mas esse moderada, pessoal, acho que é um dado do MapBiomas, não é um moderado assim, ah, dá para continuar.
00:16:52Não, é bem severa a degradação.
00:16:55Ou seja, a gente conta ali 60%.
00:16:59Como severa e moderada, a gente tenta trabalhar em cima desses 60%.
00:17:06Dentro dessa prática de sustentabilidade, do eixo de sustentabilidade, nós temos o Plano ABC,
00:17:11que inclusive é conduzido pelo nosso colega Fabrício aqui, ele estava aqui até agora.
00:17:18Mas é o Plano Estadual Capixaba para a Adaptação da Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária
00:17:24com vistas ao Desenvolvimento Sustentável.
00:17:26Um nome grande, né?
00:17:27Difícil de gravar.
00:17:29Mas Plano ABC mais ES, basicamente, é um plano de desenvolvimento sustentável
00:17:34focado na agricultura de baixo carbono.
00:17:37Ou seja, emissão de gases de efeito estufa.
00:17:40Que é basicamente o que meus colegas aqui depois vão continuar falando.
00:17:46Então assim, só para falar com vocês.
00:17:49Os cinco eixos nós não conseguimos fazer programado porque a cadeia do leite está funcionando.
00:17:57Então a gente, dentro dos cinco eixos, é esse que é o maior desafio.
00:18:01Tem gente que está começando a tirar leite, tem gente que está desenvolvendo tecnologia
00:18:05para nutrição animal diferente do seu gado.
00:18:07Tem pessoas que estão até saindo da atividade.
00:18:10Então assim, é uma ordem do nosso secretário Enio.
00:18:15O seguinte, produtor rural que quiser ter uma sustentabilidade na pecuária leiteira,
00:18:22o que quiser, nós estamos com toda a cadeia, público-privada, para segurar a mão dele e prosseguir.
00:18:28Mas o produtor que ele mesmo fala que é um famoso gigolô da vaca, desculpa a palavra,
00:18:34ele ou sai da atividade ou ele vai sofrer com as penalidades.
00:18:41Tanto penalidades, questões ambientais, questão de bem-estar animal, entendeu?
00:18:46Então quem quiser produzir leite de uma forma sustentável, economicamente, ambientalmente e social,
00:18:52vem com a gente que o programa é desafiador, mas é...
00:18:58Como que eu vou falar?
00:19:01Quando a gente executa o programa...
00:19:03Guilherme, você falou...
00:19:05Execuível.
00:19:06Obrigado, Gercílio.
00:19:08Dentro do plano ABC+, aqui a gente está vendo pastagem.
00:19:12Só para vocês terem uma ideia, nós temos essas práticas sustentáveis,
00:19:16desde a adubação mínima, que o Guarçoni vai falar depois para a gente,
00:19:20e LP e LPF, sistemas integrados, a parte de confinamento de animais
00:19:27que diminui a quantidade de gases de efeito estufa,
00:19:31o Gercílio também vai falar aqui para a gente, tá?
00:19:33A questão de bioinsumos, o manejo correto de pastagens, irrigação de pastagens,
00:19:40e coloquei ali de novo a foto do ILP, do sistema integrado,
00:19:44mas só para falar que o bem-estar animal também está atrelado ao nosso programa.
00:19:50Algumas metas eu coloquei aqui, dois slides de metas,
00:19:53as metas são ousadas do plano ABC, tá?
00:19:56Aqui para o Espírito Santo.
00:19:59Basicamente, todas elas encaixam no programa de desenvolvimento da cadeia do leite.
00:20:05Então, assim, os maiores problemas ambientais que a gente tem aqui de proporção,
00:20:09principalmente são pastagens degradadas.
00:20:11Então, os maiores desafios aqui também, pelo Ministério da Agricultura
00:20:15e também pela Secretaria de Agricultura nossa aqui,
00:20:18que o plano ABC é um plano que é desenvolvido em todo o país, tá?
00:20:22E dentro do país tem os subplanos, que são exatamente as realidades que a gente faz aqui.
00:20:28Só para vocês terem uma ideia.
00:20:30A meta até 2025 aqui de ILPF, que é a Intregação Lavoura Pecuária Floresta,
00:20:35basicamente uma foto que eu mostrei lá,
00:20:38são de implantação de cerca de 10 mil hectares.
00:20:41É um desafio grande, tá?
00:20:44Prática de recuperação e renovação de pastais degradados.
00:20:47O primeiro, cerca de 100 mil hectares.
00:20:50Então, assim, é desafiador.
00:20:54Terminação intensiva de bovinos, que é a terminação de gado de corte.
00:21:00A gente coloca aqui também porque, assim como o Bernardo disse,
00:21:02a genética de bovinos capixabas, ela tem...
00:21:05A gente não tem o costume, em algumas regiões do país,
00:21:10eles têm o costume de eutanasiar os animais, tá?
00:21:13Os animais machos, que nascem de algumas raças.
00:21:17Aqui no Espírito Santo nós usamos todos, basicamente.
00:21:20A maior parte dos produtores usam os animais para terminar e virar um gado de corte.
00:21:24Então, ali, cerca de 20 mil bovinos a gente colocar.
00:21:27São metas pegadas.
00:21:30A questão de bioinsumos também, que é chorume,
00:21:35esse resto de material de indústria.
00:21:39Também é uma meta usada.
00:21:41Cerca de 2.500 hectares para a gente utilizar isso daí.
00:21:45Principalmente na recuperação de pastagem, tá?
00:21:47A gente lê.
00:21:49Pessoal, era isso que eu ia falar.
00:21:51Eu deixei o meu contato aqui, se alguém quiser.
00:21:54Coloquei uma fotinha ali de vaquinha,
00:21:57porque vocês forem me seguir na rede social também,
00:21:59que eu acredito que o QR Code depois joga para lá.
00:22:03Só tem boi, vaca, alimentação animal na minha rede social.
00:22:08Então, era isso.
00:22:09Muito obrigado a todos.
00:22:16Vou passar a palavra para o André.
00:22:19Só fazer uma complementação na fala do Felipe.
00:22:24É que ele falou que não se considera...
00:22:26Quando ele estava falando de terminação intensiva,
00:22:28ele só esqueceu de dizer, né?
00:22:30Você pulou essa frase.
00:22:32Você considerou a do leite,
00:22:33mas a terminação intensiva no corte,
00:22:35dos animais de origem leiteira, né?
00:22:38A terminação intensiva no corte, ela é uma realidade.
00:22:41Do jeito que você falou deu a entender
00:22:42que a gente está eutanasiando todos os animais.
00:22:45Não é.
00:22:46É porque os animais de origem leiteira,
00:22:47os machos, aqui no estado,
00:22:49se considera eles para produção de ganho de peso também, né?
00:22:52Beleza. Obrigado, Felipe. Parabéns.
00:22:54André, por favor.
00:23:05Pessoal, boa tarde a todos.
00:23:07É um prazer estar aqui,
00:23:09falando sobre esse tema tão importante
00:23:12para o nosso estado.
00:23:15E, dentro do INCAPER,
00:23:16está coordenando esse processo aí
00:23:18de regeneração de pastagem
00:23:21dentro de uma visão mais prática,
00:23:26técnico-científica, mais prática
00:23:29da coisa que possa ser utilizada
00:23:32pelo nosso pecuarista.
00:23:34A nossa ideia não é criar uma tecnologia
00:23:39muito inovadora, né?
00:23:41Diferenciada,
00:23:42e que chegue no final das contas
00:23:44o nosso pecuarista não utilize.
00:23:46O que nós queremos é que seja utilizado realmente.
00:23:52Então, nós temos aí...
00:23:54Essa foto que eu tirei aqui não é do Espírito Santo,
00:23:56é foto minha que eu tirei.
00:23:58Uma área completamente degradada, né?
00:24:02E isso aí, no Brasil,
00:24:04a gente tem essa característica,
00:24:07e no Espírito Santo,
00:24:08eu vou discordar um pouquinho de você,
00:24:10um pouco mais, né?
00:24:1279% aí está degradado.
00:24:14Então, é pior do que o Brasil como um todo.
00:24:17Então, é um problema
00:24:19que nós temos que tentar resolver.
00:24:22Nós não podemos continuar
00:24:26fazendo uma pecuária
00:24:28com essa quantidade de pastagem degradada.
00:24:31Então, é um problema sério mesmo para o Estado,
00:24:34por isso que nós estamos imbuídos
00:24:35no sentido de tentar criar soluções
00:24:38para esse problema.
00:24:40Então, as passagens...
00:24:41Também foto aqui do Estado, tá?
00:24:43Alguém já pode ter visto isso aí
00:24:44na passagem ali para Alegre,
00:24:47ali, Cachoeiro Alegre,
00:24:48é lá que está isso aí.
00:24:50Certo?
00:24:50Então, as causas, né?
00:24:52Elas são a Iaração Morro Abaixo,
00:24:54que é uma prática recorrente,
00:24:56nós sempre fazemos,
00:24:58o nosso pecuarista não sabe fazer outra coisa,
00:25:00só sabe trabalhar com a Iaração Morro Abaixo.
00:25:04Lotação exagerada de animais,
00:25:05isso aí é um problema sério.
00:25:08E o manejo nutricional inadequado,
00:25:11que não é feito, né?
00:25:13Não existe manejo nutricional em pastagem nossa.
00:25:16Eu, pelo menos assim,
00:25:18a não ser áreas intensivas, né?
00:25:21De piqueteamento e tal, ok.
00:25:23Mas uma pastagem extensiva como essa aí,
00:25:27não existe manejo nutricional.
00:25:30Então, seria muita pretensão
00:25:32querer entregar ao nosso pecuarista
00:25:39um programa, um processo de manejo nutricional
00:25:43de uma pastagem,
00:25:44onde ele mal, mal coloca calcário.
00:25:46Então, nós temos que botar o pé atrás um pouco
00:25:50e começar do zero mesmo
00:25:53para tentar demonstrar algumas coisas
00:25:55que eu vou tentar mostrar para vocês.
00:25:57Isso aqui tudo...
00:26:05Está passando, não.
00:26:09Passa para mim aí.
00:26:16Melhor passar aí mesmo.
00:26:18Deixa. Não, não. Agora eu volto.
00:26:21Está passando aqui? Então tá.
00:26:24Estes três fatores aí levam à erosão,
00:26:28que é a principal causa da degradação.
00:26:31Só existe degradação porque existe erosão.
00:26:35Se não houvesse erosão,
00:26:37não haveria degradação na pastagem.
00:26:39Certo?
00:26:40Então, o solo, ele vai se degradando.
00:26:42Primeiro degrada a pastagem,
00:26:44depois degrada o solo.
00:26:45São coisas diferentes.
00:26:47Você pode ter uma pastagem degradada,
00:26:49mas o solo não está degradado.
00:26:50Certo?
00:26:51A pastagem pode estar degradada
00:26:53por um crescimento excessivo de planta daninha.
00:26:58Certo?
00:26:59A pastagem está completamente degradada.
00:27:00Mas o solo está coberto.
00:27:02O solo não está sofrendo erosão.
00:27:04Então, são coisas um pouco diferentes.
00:27:06Então, a erosão leva à degradação.
00:27:08O que nós temos que fazer
00:27:08é tentar reduzir a erosão.
00:27:11Então, nós temos aqui áreas degradadas.
00:27:14Tirando aquela aração morro abaixo
00:27:17que eu tirei da internet.
00:27:18O resto é todo aqui do Espírito Santo.
00:27:20Mas a gente vê aquilo ali no Espírito Santo fácil também.
00:27:23Vou tentar fazer uma coisa bacana.
00:27:27A gente vê isso aqui também.
00:27:29Bacana isso.
00:27:29A gente vê isso aqui no Espírito Santo bastante também.
00:27:34Facilmente a gente encontra isso no nosso estado.
00:27:36Então, é um problema.
00:27:38E eu quero ressaltar para vocês o seguinte.
00:27:40O que está claro ali onde você tem degradação
00:27:45é que o solo está descoberto.
00:27:49Onde o solo está descoberto,
00:27:51cai a gota de chuva com elevada energia,
00:27:56desagrega, vem a enxurrada, faz o transporte
00:27:59e vai depositar aqui a terceira fase da erosão.
00:28:03Então, aonde?
00:28:03Lá no córrego, lá no corpo de água que está embaixo.
00:28:08Certo?
00:28:09Então, esse é um problema que nós temos que resolver.
00:28:11Então, se o problema é solo descoberto,
00:28:15nós temos que tentar cobrir esse solo.
00:28:18Perfeito?
00:28:19Então, a regeneração de pastagem,
00:28:22a ideia que nós estamos levantando é o quê?
00:28:25É pegar uma área como essa
00:28:28e tentar reincorporar essa área ao processo produtivo.
00:28:34Certo?
00:28:35Até que eu exagerei um pouco ali,
00:28:37coloquei uma foto assim bem chamativa, bacana,
00:28:41com o sol ali, está se pondo, me parece,
00:28:44acho que está se pondo.
00:28:45Bem bonito.
00:28:47Bem diferente.
00:28:48Choquei bastante vocês com uma área degradada nossa
00:28:53e uma imagem bonita, parece um paraíso bacana.
00:28:57Vamos reincorporar essa área no processo produtivo.
00:29:03E, obviamente, a gente fazendo essa reincorporação,
00:29:09nós estamos promovendo captura de carbono,
00:29:12melhoria da qualidade biológica do solo,
00:29:17incorporação de matéria orgânica no sistema
00:29:20através de uma pastagem
00:29:23que vai poder alimentar.
00:29:25O Felipe mesmo falou aqui, não é?
00:29:27Gerando qualidade, é segurança alimentar.
00:29:32Certo? Segurança alimentar.
00:29:34A gente reincorpora, captura carbono,
00:29:38melhora a infiltração de água.
00:29:41Isso é fundamental aqui nesse solo aqui,
00:29:44até que pode até infiltrar alguma coisa que é um solo mais arenoso.
00:29:48Mas vocês viram algumas imagens de solos argilosos,
00:29:52não entra água ali.
00:29:53A água que bate ali escorre toda,
00:29:56causando ainda mais erosão.
00:29:59E ali a possibilidade de infiltração de água é muito maior,
00:30:03porque o sistema radicular agressivo dessas plantas,
00:30:08ele consegue aumentar a porosidade do solo e, com isso,
00:30:13a infiltração de água é maior.
00:30:16Então, uma coisa que a gente trabalha no Incapé há muito tempo,
00:30:20a gente já enxergou, é o seguinte,
00:30:22que uma tecnologia para ela ser adotada não é tão simples assim.
00:30:26falar assim, tem aqui essa tecnologia, usa aí.
00:30:30O pecuarista está aqui, vai lá, usa.
00:30:33Você vai se dar bem, vai gerar renda, não sei o quê.
00:30:36Ela precisa de ser fácil aplicação.
00:30:40Não adianta inventar coisa mirabolante.
00:30:42O cara não vai usar.
00:30:45Não adianta.
00:30:46Ela tem que ter baixo custo de investimento,
00:30:49senão o governo vai ter que ficar no fomento para sempre.
00:30:53Se tiver um custo elevado de implantação,
00:30:58só via fomento,
00:31:00porque ninguém vai meter a mão no bolso para fazer.
00:31:02O cara deixa a área degradada, mas não vai mexer nela.
00:31:06Certo?
00:31:06Tem que ter um adequado retorno financeiro,
00:31:10porque você tem que mostrar para ele
00:31:12que aquilo vai gerar um retorno financeiro.
00:31:14Ele não está fazendo aquela recuperação,
00:31:17a regeneração daquela área,
00:31:19simplesmente por questões ambientais.
00:31:23Não é isso.
00:31:24Tem retorno financeiro embutido.
00:31:27E tem que estar dentro do universo cultural do pecuarista.
00:31:32Não adianta você tentar sair muito do universo cultural dele.
00:31:38Se você propuser algo que ele sabe fazer,
00:31:44que ele já sabe fazer,
00:31:45a possibilidade daquilo ser implantado é muito maior
00:31:48do que você propor alguma tecnologia,
00:31:51alguma estratégia que ele nunca utilizou,
00:31:54que é algo muito inovador para ele.
00:31:57Certo?
00:31:57Então, em cima disso, nós tentamos trabalhar.
00:32:01Então, nessa tecnologia, nós geramos uma proposta.
00:32:04A capixaba é aqui do Espírito Santo.
00:32:06Nós é que fizemos, nós é que propusemos,
00:32:08junto com a secretaria, com o pessoal do INCAPER.
00:32:11Está certo?
00:32:11Essa proposta é a nutrição mínima para regeneração de pastagem.
00:32:17Por que não recuperação?
00:32:18Porque nós entendemos que o processo é muito maior
00:32:24do que a simples recuperação.
00:32:26Ele melhora a qualidade do solo em todos os sentidos,
00:32:31tanto física, química e biologicamente.
00:32:35Incorpora carbono, captura,
00:32:38então melhora a regeneração da pastagem.
00:32:41Não só da pastagem, como também do solo.
00:32:43Nós melhoramos muito esse solo.
00:32:45Tem um projeto que foi financiado pela SEAG,
00:32:49a gestão financeira da FAPS,
00:32:50a elaboração e a execução é nossa no INCAPER.
00:32:54Então, dentro desse projeto,
00:32:57nós geramos um conceito.
00:32:59Para começar um trabalho,
00:33:01começar uma ideia,
00:33:03nós temos que ter um conceito.
00:33:04Não basta ter um objetivo.
00:33:07Nós temos que ter um conceito
00:33:08para saber exatamente o que nós vamos fazer.
00:33:11Então, o conceito é esse aí.
00:33:13Aplicação de nutrientes mais responsivos,
00:33:17a partir de fontes eficientes e economicamente viáveis,
00:33:23no processo prioritário para a regeneração de pastagem degradada
00:33:27ou envio de degradação.
00:33:28Resumindo tudo,
00:33:31aplicar apenas os nutrientes mais responsivos,
00:33:36fazendo com que fique cada vez mais econômico ainda para o pecuarista.
00:33:41E fontes baratas e eficientes.
00:33:46não adianta.
00:33:48As empresas, hoje em dia, só estão com fontes,
00:33:50com tecnologia agregada, maravilhoso,
00:33:54até jogar uma planta morta,
00:33:56aquilo reviver novamente.
00:33:58É incrível.
00:33:59É incrível o que o pessoal está conseguindo fazer.
00:34:01Agora, será que é isso que a gente precisa
00:34:04para regenerar uma pastagem daquele nível de degradação?
00:34:07A gente acredita que não.
00:34:09Então, dentro dessa proposta,
00:34:12nós selecionamos aí essas características
00:34:15como as mais responsivas para a regeneração da pastagem,
00:34:19que é o cálcio,
00:34:21nutriente essencial para o desenvolvimento de raiz,
00:34:23o fósforo fundamental para o crescimento inicial da planta,
00:34:28e o nitrogênio,
00:34:29que é o nutriente mais importante
00:34:32para o desenvolvimento de qualquer vegetal.
00:34:35Certo?
00:34:36E nós temos uma propriedade do solo, que é o pH,
00:34:40que quando ela está em seu nível adequado,
00:34:42ela melhora o funcionamento de todos os processos no solo,
00:34:48ou no sistema solo-planta-atmosfera.
00:34:51E isso aí causa um incremento positivo,
00:34:55um efeito sinérgico em relação aos outros nutrientes
00:34:59que nós estamos trabalhando ali.
00:35:01Então, para isso, o que a gente faz?
00:35:03A gente aplica o calcário, que fornece cálcio e eleva o pH.
00:35:08A gente fornece o fosfato natural reativo,
00:35:11que nada mais é do que uma rocha fosfórica moída.
00:35:15É rocha, pessoal.
00:35:17Não é nenhum fertilizante que passou por uma transformação industrial.
00:35:23Nada disso, não.
00:35:24É uma rocha moída.
00:35:25Só que ele é reativo.
00:35:27Ele é de uma rocha sedimentar.
00:35:31Então, tem efeito residual.
00:35:33Isso é muito importante na pastagem.
00:35:37E, como o nitrogênio, as fontes de nitrogênio são as mais caras da agricultura,
00:35:43obviamente pela forma com que ele é desenvolvido,
00:35:47a redução da amônia, do N2, do A em amônia.
00:35:52Isso aí gerou três prêmios Nobel.
00:35:54É incrível.
00:35:56Foi uma revolução, realmente.
00:35:58Por isso, eles são os mais caros.
00:36:00O nitrogênio é essencial.
00:36:02Então, a gente pensa em quê?
00:36:04Em fazer o consórcio do capim com alguma leguminosa,
00:36:07para conseguir incorporar nitrogênio no sistema,
00:36:12de forma barata para o nosso pecuarista.
00:36:15A gente poderia fazer aplicação de adubo nitrogenado com liberação programada.
00:36:25Existem esses fertilizantes no mercado,
00:36:27mas isso só encarece o sistema, não é isso que a gente quer.
00:36:30A gente quer fazer coisas simples e que seja efetiva,
00:36:34que seja execuível.
00:36:38Boa palavra.
00:36:39Execuível e que seja facilmente incorporada pelo nosso pecuarista.
00:36:43Certo?
00:36:45Então, a gente fez um trabalho.
00:36:47Isso aqui é uma validação.
00:36:48A gente já sabia o que ia funcionar aqui.
00:36:51Não é experimento científico,
00:36:53porque não tem repetição, não tem casualização,
00:36:55não tem os princípios da experimentação.
00:36:59Não tem casualização, não tem controle local e não tem repetição.
00:37:06Isso aqui é apenas um trabalho de validação.
00:37:09A gente já sabe o que vai funcionar melhor.
00:37:11Certo?
00:37:13Então, calcário, calcário mais gesso, uma tecnologia,
00:37:17calcário mais fosfato natural reativo e lá uma testemunha ali
00:37:23sem corretivo ou fertilizante.
00:37:25E tem só 33 segundos.
00:37:29Isso aqui em Guaçuí.
00:37:32Vocês estão vendo alguma coisa diferente nessa foto aí?
00:37:34Pode ver alguma coisa diferente ali?
00:37:37Consegue ver?
00:37:38Consegue?
00:37:39Olha lá.
00:37:42Numa área completamente degradada, um quadradinho ali, um oásis no meio ali.
00:37:47Aquilo é a nossa unidade de validação.
00:37:51Certo?
00:37:52Onde a gente aplicou agora, mais de perto um pouquinho, não é?
00:37:57A gente, nessa mesma área, a gente dividiu ali em quatro.
00:38:00Testemunha, calcário, calcário mais gesso e calcário mais fósforo.
00:38:06Devido a...
00:38:08Eu precisava de algo um pouco mais pontual.
00:38:12Aquelas três do lado ali, a gente vê que elas não têm muita diferença.
00:38:15A gente vai fazer uma medição ainda, a gente não fez, mas não tem diferença.
00:38:19Mas a testemunha...
00:38:21Agora eu vou entrar na frente.
00:38:22A testemunha, onde não recebeu nada, foi só cercado,
00:38:27vocês podem ver que ela se recuperou em relação ao seu lateral,
00:38:31mas ela está um pouco pior do que as outras.
00:38:34Certo?
00:38:34Então, demonstrando que a calagem, a gessagem e a adubação fosfatada
00:38:40promove realmente a melhoria dessa pastagem aí.
00:38:44Olha só, compara com o resto, pessoal.
00:38:46É incrível.
00:38:46Estava tudo daquele jeito lá.
00:38:48E até eu fiquei um pouco surpreso com isso aí.
00:38:51Ih, já acabou.
00:38:52Isso aqui em Mimoso do Sul, em uma propriedade particular.
00:38:56Nós chegamos lá, conversamos com o proprietário.
00:38:59Está certo?
00:39:00E ele aceitou seguir a nossa ideia.
00:39:05Essa aqui era tudo desse jeito.
00:39:07Está certo?
00:39:08E depois virou assim.
00:39:09Oito meses, pessoal.
00:39:11Oito meses.
00:39:12E aqui...
00:39:13Passei demais?
00:39:14Posso voltar?
00:39:15Posso.
00:39:16Aqui não aparece.
00:39:18Do lado ali, a gente só fez calagem.
00:39:21Só calagem.
00:39:23Só calagem.
00:39:25Só calagem.
00:39:26Em oito meses, nós conseguimos essa diferença aí.
00:39:30Está certo?
00:39:31Ah, não.
00:39:31Mas isso é muito simples.
00:39:33Isso é simplório.
00:39:34Você está apresentando um negócio que todo mundo faz.
00:39:37Não.
00:39:38A gente pegou o que é simples e transformou em um conceito.
00:39:42Agora a gente pode chegar para alguém e falar assim.
00:39:44Olha, é assim.
00:39:45Faz.
00:39:46É simples.
00:39:47Utiliza essa fórmula de cálculo de calagem.
00:39:50É, claro.
00:39:51Aí eu não falei.
00:39:51Mas aí tem uma fórmula de calagem nossa que a gente desenvolveu para o estado do Espírito
00:39:56Santo.
00:39:57Isso é importante.
00:39:58Não é a fórmula da situação por base simples que ela para os nossos solos.
00:40:02Aquela fórmula não é muito adequada.
00:40:04A gente desenvolveu outra que já está publicada.
00:40:06Tem revista do Incapé.
00:40:07O pessoal já está sabendo fazer.
00:40:09Certo?
00:40:09É uma nova fórmula de necessidade de calagem para os nossos solos.
00:40:14Certo?
00:40:14Então, olha a diferença ali em oito meses.
00:40:18Certo?
00:40:20Aqui, novamente, uma foto lá em cima.
00:40:23Subiu.
00:40:23Essa área aí foi a área que a gente tratou.
00:40:25A propriedade era toda como vocês estão vendo do lado.
00:40:28E essa área no meio aí foi a área tratada.
00:40:30Em oito meses ela se modificou.
00:40:33Certo?
00:40:35E aí a água e o calcário está aí.
00:40:38Calcário só a gente aplicada.
00:40:40Então, olha.
00:40:40Essa aqui é a idealização.
00:40:42Não é?
00:40:42Aquela ideia de transformar uma coisa na outra.
00:40:45Eu acho que eu fui um pouco exagerado aí, Gessy.
00:40:47O que você acha, Gessy?
00:40:49Eu acho que não.
00:40:51Aquela ali é a nutrição mínima que a gente fez em Mimoso do Sul,
00:40:54na área particular.
00:40:55Certo?
00:40:56Então, claro, aqui tem uma luz bonita e tal.
00:40:58Se a gente tivesse colocado um sol expondo ali, ia ficar bonito também.
00:41:01Certo?
00:41:02Então, eu acredito que a gente conseguiu aproximar bastante
00:41:05com uma tecnologia simples e de fácil utilização.
00:41:10Não é nada demais, gente.
00:41:12Regenerar uma pastagem não é nada demais.
00:41:15É só contar com a natureza e dar uma forcinha para ela através de corretivo e fertilizante.
00:41:21Certo?
00:41:23Muito obrigado a todos.
00:41:24Sou o André Guassoni.
00:41:26Podem entrar em contato comigo.
00:41:27Obrigado.
00:41:31Obrigado, André.
00:41:33O animal é nômade na natureza, né?
00:41:35É de vida livre.
00:41:37Então, o peso da responsabilidade de degradar não é dele, né?
00:41:40É do manejador, né, gente?
00:41:42Então, ficou bem claro ali que quando você vedou a área, fez uma adubação mínima,
00:41:46a correção mínima, o resultado vem.
00:41:50Professor Gercílio, por gentileza, você ficou por último, foi de propósito.
00:41:57Eu quero olhar quantos minutos vai aparecer naquela telinha ali.
00:42:02Você não sabe a agonia que é a cinco minutos, André?
00:42:05A agonia que é, você convidar um professor para falar um assunto que é amplo, né?
00:42:10E você pegar um professor que tem aí mais de 20 anos de docência e falar para ele que só
00:42:14tem 15 minutos para falar.
00:42:15É um sofrimento, uma angústia que vocês não têm ideia, né?
00:42:18Mas eu agradeço aí o convite.
00:42:22Posso ficar à vontade?
00:42:24Falaram?
00:42:25Então, tá bom.
00:42:28Agradeço o convite por estar participando.
00:42:29É sempre bom vir em Vitória, a gente poder rever amigos aí de longa data.
00:42:33Pude reencontrar alguns contemporâneos.
00:42:35Eu não vou apontar aqui no auditório, então o pessoal pode julgar a idade, né?
00:42:38Não vai ser elegante.
00:42:40Mas o André é contemporâneo meu também, tá?
00:42:42Então, estamos batendo aí mais ou menos de igual para igual.
00:42:45É, né?
00:42:46Foi, não.
00:42:48Mas o Felipe foi meu aluno, o André, não.
00:42:51A gente vai estar falando aí sobre esse tema de tecnologias aplicadas à redução do impacto ambiental na pecuária bovina.
00:42:57E eu realmente vou tentar ser um pouco ligeiro em alguns slides.
00:43:00Vou tentar fazer pelo menos uma visão panorâmica desse assunto que é muito amplo, muito abrangente, né?
00:43:06Por que que isso é relevante para nós?
00:43:08Em termos de introdução, eu queria destacar para você isso daí.
00:43:11O Brasil é o principal exportador mundial de proteína de origem animal.
00:43:16Então, nós somos os maiores exportadores de carne bovina, de carne de aves, né?
00:43:22Grandes exportadores de carne...
00:43:23Não somos os maiores de carne bovina, perdão.
00:43:25Estamos entre os maiores.
00:43:26Os maiores de carne de aves e também de carne suína.
00:43:30Mas se você somar todas as carnes, nós estamos na cabeceira.
00:43:32Então, tem muitos olhos internacionais sobre o nosso país, tá?
00:43:38Se a gente pegar o complexo aí das três principais carnes, né?
00:43:41As carnes de aves.
00:43:45Esse zoom aqui, eu tô me perdendo um pouco nele.
00:43:47Mas se você pegar aqui as carnes de aves, que tá nessa parte azul, né?
00:43:52Das colunas.
00:43:53Essa é a nossa produção anual.
00:43:56Pegando aí do período de 2017 até 2024.
00:43:59Na parte preta das colunas, as carnes de bovinos, né?
00:44:05Vitelos.
00:44:06Nosso caso é basicamente bovino mesmo.
00:44:08E por último, a coluna, a parte cinza, o topo da coluna, carne suína.
00:44:12Então, você vê que a gente tem uma produção muito grande, né?
00:44:15Principalmente aí no caso de carne de aves.
00:44:17Se a gente pegar entre elas, em termos de carne bovina, o Brasil, ele nessa apresentação
00:44:26aí, no ano de 2023, apontado como principal exportador de carne bovina.
00:44:33Eu falei na carne de aves, a carne bovina também, né?
00:44:37Eu tava me confundindo.
00:44:38Em alguns anos, até alguns anos atrás, né?
00:44:41O Brasil não...
00:44:42O Brasil, na realidade, ele é o maior exportador, mas não é o maior produtor.
00:44:45Essa confusão que eu tava fazendo.
00:44:47Mas se você pegar em termos de exportação, o Brasil, então, ele aparece bem na frente
00:44:51dos outros países, né?
00:44:52Isso atrai óleos, né?
00:44:53Pra nossa produção.
00:44:54Se você pegar na carne suína, o Brasil fica em terceiro lugar.
00:44:58Você considerando ali a União Europeia, né?
00:45:01O bloco, né?
00:45:02Como sendo o maior produtor.
00:45:03E pegando a carne de frangos, o Brasil, disparado.
00:45:08Exatamente, o maior produtor mundial.
00:45:09Isso são estatísticas recentes, né?
00:45:11Estatísticas aí do ano de 2023.
00:45:16Por que que a gente aborda esses aspectos?
00:45:19Nós estamos numa situação em que produção de gases de efeito estufa é um problema continental
00:45:24e é um problema mundial.
00:45:26Não é só pra nós aqui no Brasil, não é só pra continente americano, não é só
00:45:31América do Sul, não é só pra Europa, não é só pra África, é pro mundo inteiro,
00:45:34é pro nosso planeta.
00:45:35E a queima de combustíveis fósseis, juntamente com o desmatamento, produção de alimentos,
00:45:42principalmente alimentos de origem animal, né?
00:45:44O excesso de consumo pela população humana.
00:45:47Estão aí entre os principais causadores das mudanças climáticas e aquecimento global.
00:45:54Então, existe uma conta que não tem fechado e a gente faz parte desse processo.
00:46:00tanto de uma ponta quanto na outra.
00:46:03Se a gente encurtar o caminho, nós vamos entender que o aumento do consumo pela população
00:46:09que já existe no planeta Terra, à medida que aumenta a capacidade e o poder de compra,
00:46:16renda per capita das populações dos países, principalmente dos países em desenvolvimento.
00:46:20Agora, mais recentemente, nos países asiáticos, o consumo dispara.
00:46:25E quem ganha mais dinheiro consome mais proteína.
00:46:28Essa é a verdade.
00:46:29Proteína é mais caro.
00:46:30Quem tem déficit econômico consome mais carboidrato.
00:46:35Então, proteína é uma primeira coisa que quando você recebe mais dinheiro,
00:46:40você gasta mais dinheiro, é você comprar alimentos mais proteicos.
00:46:44E isso gera incremento, aumento na demanda.
00:46:47A taxa de crescimento da população mundial, no ano de 2020, foi de 1,1% ao ano.
00:46:52A taxa brasileira foi de 0,8%.
00:46:55Estima-se que o Brasil vai equilibrar a sua taxa de crescimento,
00:46:59estagnar o crescimento populacional lá pelo ano de 2040.
00:47:01Então, até 2040, a gente deve estar crescendo.
00:47:04Taxas um pouquinho menores do que essa, mas continuamos em crescimento.
00:47:08Essas são as expectativas.
00:47:10E a população mundial também por aí.
00:47:12Alguns países continuam em franca expansão demográfica e outros menos.
00:47:17A produção pecuária, ela vai ter que se adequar a essa nova realidade global.
00:47:21Porque, ao mesmo tempo que ela contribui para a atividade na geração de gás de efeito de sufo,
00:47:27ela sofre consequências.
00:47:28Principalmente quando a gente está falando da produção de bovinos.
00:47:31Que a gente está trabalhando com produção em sistemas abertos.
00:47:36Então, nós temos um desafio muito grande.
00:47:39Se você pegar aí, seria a curva de crescimento da população humana ao longo dos anos.
00:47:44Se você pegar aí, a partir da primeira revolução industrial,
00:47:48disparou a população humana no planeta.
00:47:52E a gente está tendo dificuldades para entregar alimentos
00:47:56para essa quantidade crescente de pessoas que nós temos no nosso planeta.
00:48:01Então, nós estamos chegando na parede ali, desse processo.
00:48:04É muito difícil a gente atender.
00:48:05A gente precisaria de 1,7 planeta Terra para atender a demanda que a gente tem hoje.
00:48:10Então, isso gera desequilíbrio no planeta.
00:48:14O planeta não está preparado para atender a demanda de uma população crescente.
00:48:18Alguns estudos aí mostram que essas crescentes demandas devem ficar na faixa de 56% até o ano de 2050.
00:48:29Segundo outros dados, dados da ONU,
00:48:31podendo chegar até 70%, mais de 70% de crescimento de demanda de proteínas de carne bovina,
00:48:39carne de ovinos, carne de suínos, carne de aves e ovos.
00:48:44Então, se você tirar a média disso dali, 73,5%.
00:48:48Então, é muita coisa que vai ter que ser produzida para alimentar essa população crescente.
00:48:54E esse aumento de consumo pela população que já existe.
00:48:59E onde a gente entra nessa história?
00:49:01Os três principais gases causadores de efeito estufa são o metano, o CO2 e o óxido nitroso.
00:49:08Então, o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso,
00:49:12eles estão envolvidos no processo de produção animal.
00:49:16E a gente tem uma contribuição mais chamativa proeminente, talvez,
00:49:22aqui nesse grupo aqui onde está o metano,
00:49:26que é produzido grandemente pelo processo de digestão dos animais herbívoros, principalmente.
00:49:37Mas vamos seguir um pouco aí.
00:49:40Se a gente olhar nesses três principais gases,
00:49:42você pode olhar nessa primeira pirâmide invertida em azul ali,
00:49:46os incrementos na produção de óxido nitroso.
00:49:49O óxido nitroso, ele é 280 vezes mais potente do que o CO2 para aquecimento da nossa atmosfera.
00:49:58Então, daí a relevância dele.
00:50:00Ele é extremamente potente para aquecer a nossa atmosfera.
00:50:05E de onde que vem a produção de óxido nitroso?
00:50:08Principalmente do manejo de dejetos, manejo inadequado de dejetos,
00:50:13da produção pecuária e também da produção de alimentos.
00:50:19Alimentos para os animais e também para a população humana.
00:50:23Então, os processos que a gente trabalha com fixação de nitrogênio no solo,
00:50:28para adubação nitrogenada.
00:50:30Nesses processos todos aí nós temos liberação de óxido nitroso.
00:50:34E aí o Guassoni já falou ali de algumas práticas de manejo que a gente pode mitigar isso daí.
00:50:38A aplicação de fertilizantes, dependendo do pH do solo, cobertura,
00:50:44isso vai gerar influência em perda maior ou menor de nitrificação dos fertilizantes.
00:50:50Isso gera diferentes níveis de produção de óxido nitroso.
00:50:55A urina dos animais, etc.
00:50:57A segunda coluna ali, a segunda pirâmide invertida ali em roxo,
00:51:03essa cor do meio ali, é o incremento de CO2.
00:51:08A gente vai ver que o incremento de CO2 está mais envolvido com o quê?
00:51:11Com processamento e transporte.
00:51:13Então, processamento e transporte de alimentos são os principais fatores envolvidos aí
00:51:19com o aumento da produção de CO2 envolvido no processo de produção pecuária.
00:51:24E o metano, ele está basicamente envolvido com a situação...
00:51:30Perdão.
00:51:31E o metano a gente vai ter ali, principalmente aonde?
00:51:35No manejo de dejetos e na fermentação entérica e ruminal.
00:51:40Existe uma coisa que ficou muito falado e é corrente aí.
00:51:45Eu discordo dessa terminologia, fala do ruminante em termos de metano entérico.
00:51:50Toda produção de metano animal é classificada como produção de metano entérico.
00:51:54Na realidade, entérico é um termo que remonta à produção intestinal de gases,
00:51:57produção no seco, intestino grosso.
00:52:00E o ruminante, ele produz muito mais no rumen do que no intestino grosso.
00:52:04Os herbívoros produzem no seco.
00:52:06Os ruminantes, de modo geral, os herbívoros ruminantes produzem principalmente no seco também,
00:52:10mas principalmente no rumen.
00:52:11Então, o metano ruminal, no caso dos bovinos, esse é o grande impacto.
00:52:15Então, nós temos um problema que é a produção de herbívoros, principalmente no nosso caso os ruminantes,
00:52:22que geram grande produção de metano via rumen, que é liberado para a atmosfera.
00:52:27Se você pegar estatísticas mundiais aí de quanto que é a pegada de carbono por quilo de produto animal que
00:52:35você produz,
00:52:36se você pegar, por exemplo, os bovinos, a pegada de carbono, o equivalente de carbono,
00:52:42se você converter óxido nitroso, se você converter metano em equivalente CO2,
00:52:47a moeda, digamos, o CO2 equivalente,
00:52:50a gente vai encontrar que a gente tem uma produção de aproximadamente 99,48 quilos de CO2 por quilo de
00:53:01carne bovina.
00:53:02Isso é uma média mundial.
00:53:04Se você pegar o queijo, 23,88, 24 quilos de CO2 por quilo de queijo produzido.
00:53:11Carne suína, 12,3 quilos de CO2 por quilo de carne produzida.
00:53:16No leite, 3,15, tomates 2 quilos e batatas aí cerca de meio quilo por quilo produzido.
00:53:23Então, os luminantes ali estão disparadamente na frente nesse processo de produção de gases por quilo de proteína produzida.
00:53:32Então, o que a gente pode fazer no contexto da pecuária para mitigar essa pegada ambiental da produção,
00:53:40seja na bovinocultura de leite, seja de ovinos, bovinocultura de corte.
00:53:44Nós temos quatro grandes frentes.
00:53:46E a primeira delas é o manejo de solos e pastagens.
00:53:50A segunda é o manejo de dejetos.
00:53:52A terceira, a nutrição.
00:53:53E a quarta é a genética.
00:53:55E elas têm que estar interagindo entre si.
00:53:58Não basta você ter o foco em apenas uma delas,
00:54:00você tem que agir nas quatro frentes para você ter sucesso nesse controle
00:54:06dessa produção de gases de efeito estufa na atividade pecuária.
00:54:11Do manejo de solos e pastagens eu não preciso falar muito,
00:54:13porque o André já abordou bem aqui o assunto.
00:54:16Mas nós temos aí um número grande de hectares de pastagens em degradação no país.
00:54:22O André mostrou que o Espírito Santo tem uma estatística infelizmente superior
00:54:27àquelas fotos que o André mostrou no meu caminho para casa.
00:54:29Eu fico chateado porque eu passo por ali e vejo aquilo.
00:54:32Aquilo me incomoda há anos e isso não muda.
00:54:35E o problema não é só a degradação da pastagem,
00:54:38mas a degradação dos solos sob a pastagem.
00:54:42E o André também já falou sobre isso.
00:54:44Eu não preciso me delongar aqui.
00:54:46Então, é necessário que haja práticas conservacionistas.
00:54:49E é muito difícil você convencer o produtor pecuarista
00:54:54a ter práticas conservacionistas.
00:54:56Eu lembro que, logo que eu me informei,
00:54:58fui trabalhar no estado de São Paulo,
00:54:59uma cooperativa muito grande de produtores de leite.
00:55:02E era muito difícil você convencer um produtor,
00:55:05até mesmo converter um produtor a ele ser agricultor de pastagem.
00:55:08Alguns chegavam e falavam assim,
00:55:09eu não quero ser agricultor de pasto.
00:55:12E se você quer produzir ruminantes em pastagem,
00:55:15você vai ter que ser agricultor de pasto.
00:55:17É inevitável isso.
00:55:18Não tem para onde fugir.
00:55:20O manejo de pastagens tem que seguir critérios técnicos,
00:55:23científicos que já são estabelecidos
00:55:25para a gente poder ter sucesso.
00:55:26Senão, você não consegue ter êxito na atividade.
00:55:29Pastagens bem manejadas, elas produzem mais carne,
00:55:32mais leite, menos tempo.
00:55:34Isso significa menores emissões de CO2 equivalentes.
00:55:38Alguns dados da Embrapa sugerem redução
00:55:40de cerca de 30 milhões de toneladas de CO2 equivalente
00:55:46por ano em pastagens que são devidamente manejadas.
00:55:50Se a gente manejar bem uma pastagem,
00:55:52a pegada de carbono diminui de uma maneira extremamente responsiva a isso.
00:56:01A agricultura generativa de pastagens também,
00:56:03eu vou falar um pouco sobre isso,
00:56:04é uma alternativa interessante.
00:56:06Esse slide aí, eu quero só mostrar aqui
00:56:08essa última linha ali embaixo.
00:56:10Você vai observar que a quantidade de CO2
00:56:14que você vai produzir por quilo de carne bovina,
00:56:17se você trabalhar no ciclo tradicional brasileiro,
00:56:20que é de uma cabeça por hectare,
00:56:22animais abatidos ali com 36 meses de idade,
00:56:25é de 150 quilos de CO2 por quilo de carne bovina.
00:56:30151 quilos de CO2 por quilo de carne bovina.
00:56:33A média mundial é 100 quilos.
00:56:35Isso é 50% acima.
00:56:37Por outro lado, se a gente intensificar,
00:56:39baixar isso para duas cabeças por hectare,
00:56:41fazendo um bom manejo de pastagens,
00:56:43no ciclo de 24 meses,
00:56:45a pegada de carbono cai para 3 quilos de CO2,
00:56:49equivalente por quilo de carne bovina.
00:56:51Então, eu posso fazer um trabalho melhor
00:56:54no meu manejo de pastagem com isso,
00:56:56diminuir a pegada ambiental da carne bovina.
00:57:00E uma das maneiras é a agricultura regenerativa.
00:57:02A agricultura regenerativa é uma agricultura
00:57:04que parte dos princípios de cobertura do solo,
00:57:08manter o solo coberto ao longo do ano,
00:57:10mexer menos possível com o solo,
00:57:12manter o sistema radicular das plantas vivas
00:57:15ao longo de todo o período do ano,
00:57:17e ter uma produção animal integrada
00:57:19a esse sistema e maximizar a produção vegetal
00:57:23em cima desse modelo.
00:57:24Colhendo isso.
00:57:25Hoje nós temos um problema
00:57:26que estávamos até eu e Felipe
00:57:29no evento esse final de semana,
00:57:30e o palestrante falou que nós não colhemos
00:57:33cerca de 60% do que a gente produz nas nossas pastagens.
00:57:36É um sistema extremamente ineficiente.
00:57:38Então, quando a gente fala de agricultura regenerativa,
00:57:41nós estamos falando disso daqui.
00:57:42Do lado esquerdo, você tem uma maior captação de CO2,
00:57:46e do lado direito, uma menor captação de CO2.
00:57:50A retenção de água no solo é muito maior
00:57:53quando você trabalha com isso daqui,
00:57:55e muito menor quando você tem esse modelo convencional.
00:58:00Isso aí é uma foto de uma pastagem lá na Nova Zelândia,
00:58:03na Messe University.
00:58:04A gente tem esse trabalho em parceria com a professora da Messe University,
00:58:08a professora Meryl, uma colega nossa.
00:58:10E isso é uma pastagem diversificada.
00:58:12Ali você tem gramíneas, você tem leguminosa,
00:58:14você tem ciperacea, você tem outros tipos,
00:58:17a curcubitácea, que eu acho que é da couve,
00:58:19é curcubitácea, não me lembro.
00:58:22Plantas do gênero da couve, tudo misturado ali.
00:58:25Isso é uma salada.
00:58:25Tem hora que você entra ali e tem vontade de comer.
00:58:28Aliás, dá para comer algumas coisas,
00:58:29algumas delas são comestíveis.
00:58:30Tem chicória, tem couve,
00:58:32tem coisas ali que são até para alimentação humana.
00:58:35E aí, lá a gente tem feito, eu faço parte desse projeto,
00:58:39e a gente tem avaliado as emissões de óxido nitroso
00:58:42nessas pastagens diversificadas.
00:58:45E você vai observar que aquela linha em vermelho ali,
00:58:48é a linha do sistema convencional.
00:58:50A produção de óxido nitroso é muito maior em sistemas convencionais,
00:58:54em pastagens convencionais,
00:58:55do que em pastagens consorciadas.
00:58:58Usando princípios de agricultura regenerativa,
00:59:01que são aquelas duas linhas de baixo,
00:59:02que estão apontadas ali no gráfico.
00:59:04Então, a gente tem menos emissão de CO2 equivalente,
00:59:08no caso do óxido nitroso.
00:59:10A segunda frente é de manejo de dejetos.
00:59:14Deposição concentrada, contínua de dejetos,
00:59:17sem nenhum manejo desses animais, principalmente nos confinamentos
00:59:21de gado de corte e gado de leite,
00:59:23gera contaminação química, gera contaminação biológica dos solos
00:59:26e dos recursos hídricos.
00:59:28A gente vê isso aí de maneira constante na nossa região.
00:59:33Infelizmente, é um problema cultural.
00:59:36O armazenamento de dejetos.
00:59:38Ele vai gerar emissão de metano, de amônia,
00:59:42e a sua aplicação direta no solo aumenta a emissão de CO2 e óxido nitroso.
00:59:46Então, tem diferentes estratégias de manejo,
00:59:49as lagosas e terqueiras.
00:59:50Algumas têm mais pontos positivos, outros negativos.
00:59:53Para alguns casos, umas são mais viáveis do que outras.
00:59:55Mas nós temos que buscar tecnologias de manejo desses dejetos
00:59:59nos sistemas intensivos de produção.
01:00:00Eu não estou falando de sistemas de produção a pasto,
01:00:03estou falando dos confinamentos.
01:00:04E eles sempre vão coexistir junto ao sistema de produção a pasto
01:00:08para que esses dejetos não sejam potencializadores
01:00:11da produção de gás de efeito estufa.
01:00:13Hoje, no Espírito Santo, nós estamos com bastante evidência
01:00:16do compost burning nos confinamentos para gado de leite.
01:00:21E é uma fermentação, não é uma fermentação,
01:00:23é um processo aeróbico de decomposição,
01:00:26onde você tem uma menor produção de metano do que nos processos anaeróbicos.
01:00:31Então, é uma tecnologia interessante de mitigação também nesse manejo.
01:00:35A terceira frente, eu tenho que passar um pouquinho mais rápido,
01:00:37porque eu já esgotei meu tempo, é a nutrição.
01:00:40Em termos de nutrição, o que a gente tem trabalhado
01:00:43para buscar mitigar a produção de gás de efeito estufa pelos luminantes,
01:00:48no caso, principalmente, o metano?
01:00:50Nós temos duas frentes principais que a gente vai estar atuando
01:00:55para controlar esse processo fermentativo que acontece lá dentro do rumen.
01:01:01Então, a produção de gás não é pelo animal em si, pelo seu processo digestório,
01:01:06mas pela fermentação ruminal, no caso dos luminantes.
01:01:11Existe uma intensa fermentação microbiana, que vai beneficiar o ruminante,
01:01:15é uma simbiose, vai fornecer precursores energéticos, proteína microbiana para esse animal.
01:01:21Mas, nesse processo todo, vai haver o quê?
01:01:25Produção de CO2 e de metano dentro do rumen.
01:01:28E esse gás vai ter que ser eliminado.
01:01:30Aí o pessoal chama do... falava que era o pum da vaca, na verdade, é o arroto.
01:01:35Então, a vaca, o bovino, vai ter que eructar esse gás.
01:01:39E isso vai gerar um impacto na atmosfera.
01:01:42Agora, o que a gente pode fazer para diminuir essa emissão de metano?
01:01:46Nós temos algumas coisas que a gente pode lançar a mão e serem mais eficientes ou menos,
01:01:52dependendo do contexto.
01:01:55A manipulação da dieta pode reduzir a emissão de metano entre 40% até 75% em alguns estudos.
01:02:02Então, algumas estratégias vão trazer um impacto maior, outras um pouco menor.
01:02:07Primeiro seria a melhoria da qualidade da forragem e da alimentação.
01:02:11São dois grupos básicos.
01:02:13Segundo seria a utilização de aditivos, para inibir a atividade de micro-organismos
01:02:19que são grandes produtores de metano dentro do rumen.
01:02:22E aí nós temos também como exemplo, nesse contexto principalmente dos segundos aditivos,
01:02:27algumas vacinas que podem ser utilizadas contra micro-organismos metanogênicos
01:02:34para inibir a ação deles no rumen e de alguma maneira a gente controlar, mitigar essa produção.
01:02:42Esse gráfico é uma síntese de tudo que é utilizado hoje para controle de metano em ruminantes,
01:02:48mas o mundo inteiro está focado naquele que está em vermelho lá, que são os ionóforos.
01:02:53Só que os ionóforos são classificados como antibióticos.
01:02:56E aí nós temos um problema.
01:02:58Alguns países não aceitam o ionóforo na alimentação dos ruminantes.
01:03:01Porque é um antibiótico, é um agente antimicrobiano.
01:03:05Então, alguns países não aceitam, no Brasil é permitido a utilização de ionóforos,
01:03:09mas nós temos hoje moléculas que são o Brasil exportador.
01:03:13Nós temos que produzir o que os outros países vão aceitar.
01:03:15Então, nós temos que buscar modelos alternativos.
01:03:17E hoje nós temos algumas alternativas.
01:03:19Nós temos o Bovaer, uma molécula nova que inibe o enzimo que desencadeia a produção de metano no rumen.
01:03:25Nós temos algas, alga vermelha, que também tem um efeito até melhor do que o Bovaer,
01:03:31que já é uma molécula química patenteada, que já é comercializada, totalmente segura.
01:03:38E alguns estudos mostram a eficiência de até 90% no controle de redução de metano.
01:03:44Estudos feitos com Bovaer no Brasil mostraram 55% da redução de metano ruminal.
01:03:49Estudos feitos na Unesp.
01:03:51Estudos com algas vermelhas também mostrando resultados bem promissores.
01:03:55Então, nós temos produtos alternativos para promover essa redução de metano,
01:04:01fugindo do grupo dos antibióticos,
01:04:03porque a gente, em algum momento, vai ser proibido de utilizá-los também,
01:04:06os ionóforos, na alimentação dos ruminantes.
01:04:10E o último é a genética.
01:04:12Genética é um negócio complicado para a gente controlar a emissão de metano.
01:04:15Por quê?
01:04:15Porque quem produz o metano, propriamente dito, não é o animal,
01:04:19mas é a microbiota que está dentro dele, no seu trato digestório.
01:04:22Então, você manipula a genética,
01:04:24porque alguns fatores de eficiência e de conversão alimentar do animal
01:04:28podem gerar animais que produzam menos metano por leite produzido,
01:04:33ou por quilo de carne que ele produziu.
01:04:36Então, um exemplo muito simples é o seguinte.
01:04:37Se você tem uma vaca produzindo 20 litros por dia,
01:04:40você ter duas vacas produzindo 10 litros por dia,
01:04:42a produção de leite é a mesma, mas a produção de metano não.
01:04:46Você vai ter muito mais metano produzido com animal menos eficiente.
01:04:49E a mesma coisa se aplica para o bovino.
01:04:51Um boi ganhando 1,2 kg por dia produz menos metano do que dois bois ganhando 600 gramas por dia.
01:04:57Então, hoje, a seleção de reprodutores, ela leva em consideração a eficiência alimentar dos animais
01:05:03para a menor emissão de metano.
01:05:05Então, nós temos trabalhos feitos no mundo inteiro,
01:05:07e a Embrapa também já está nesse processo também aqui no Brasil.
01:05:11Nova Zelândia também.
01:05:13Nós temos aqui no Brasil a ST Genetics também com índice Ecofeed,
01:05:17para você ter produtores que tenham a menor pegada de produção de metano.
01:05:23Isso é uma câmara respirométrica lá na Nova Zelândia.
01:05:27Isso aqui é caro para Dedel, mas isso a gente lá tem para levar nas fazendas.
01:05:31Você consegue levar nas fazendas e ver um animal que está no pasto,
01:05:33qual que é a produção de metano desse animal,
01:05:35e você seleciona animais que são menos, na mesma dieta, produzem menos metano.
01:05:40E esses animais são selecionados, então, para permanecerem no sistema produtivo.
01:05:44Trabalho feito aqui no Brasil, selecionando lá na Embrapa Pecuária do Sul,
01:05:48animais que produzem menos metano.
01:05:50Aqui na Embrapa é de Coronel Pacheco,
01:05:54o gado de leite produzindo menos metano.
01:05:56E a Embrapa tem feito um excelente trabalho nisso.
01:05:58Nos últimos 20 anos, essa curva aqui mostra o decréscimo na produção de metano por quilo de leite.
01:06:06E as colunas em azul aumentam na produção de leite do gado de Girolando no Brasil.
01:06:11Então nós temos trabalho para que a gente consiga mitigar pegando nessas quatro frentes.
01:06:18E eu quero encerrar aqui, então, agora, concluindo o seguinte.
01:06:21O Brasil tem que avançar nessas estratégias de controle de emissão de gás de efeito estufa
01:06:25para que as suas metas de redução sejam atingidas.
01:06:28Nós temos metas.
01:06:29Nós somos signatários do protocolo de Kyoto.
01:06:33E a gente confirmou isso.
01:06:35A gente não é só signatário, a gente ratificou.
01:06:38Então nós temos metas de redução de metano que não vão ser cumpridas para 2030.
01:06:42E temos metas outras que têm que ser atingidas.
01:06:45Em algum momento a gente vai começar a sofrer retaliações se a gente não cumprir essas metas.
01:06:49A pecuária bovina, ela precisa dar a sua contribuição através de uma maior profissionalização do setor.
01:06:56O pecuarista tem que se profissionalizar.
01:06:57E nós temos aí quatro frentes que têm que ser encaradas de forma conjunta pelos produtores, pelos técnicos,
01:07:04que é melhorar o manejo de solos e pastagens, melhorar o manejo de dejetos das propriedades,
01:07:09melhorar o manejo nutricional dos rebanhos e melhorar a genética utilizada para a produção.
01:07:14Se a gente não pegar essas quatro frentes, a gente não consegue diminuir essa pegada de carbono da pecuária.
01:07:21É o meu contato.
01:07:22Agradeço e peço desculpas pelos minutos que eu avancei, além do horário previsto.
01:07:27E peço perdão, mas o professor fala muito, não tem jeito, não é, gente?
01:07:30Vocês perdoem.
01:07:32Então, nosso contato aí.
01:07:39Obrigado, Gessília.
01:07:44Pessoal, quem tiver pergunta aí pode ir preparando que a gente vai passar.
01:07:48Pode levantar a mão que a gente passa o microfone.
01:07:52Acho que ficou claro para a gente aqui na apresentação dos colegas
01:07:55que a gente tem uma responsabilidade, nós técnicos,
01:07:59mas também tem uma culpa da degradação e do ônus da pecuária
01:08:05sobre a pecuária que às vezes não está envolvida diretamente com quem está lá hoje,
01:08:11mas sim com fatores históricos.
01:08:13Por exemplo, é muito comum no Espírito Santo a gente ver áreas abandonadas.
01:08:17e essas áreas não plantou café, não plantou nada, nenhuma outra agricultura, só o do gado.
01:08:25E essa culpa vai caindo nas costas da pecuária.
01:08:27E a gente sabe que o grande desafio nosso, Gessília, ao meu ver, é chegar nas pessoas.
01:08:38porque muita gente hoje, ainda a gente tem dificuldade, nós, nós instituições,
01:08:43seja a UFES, INCAPER, SENAR, Federação, as cooperativas,
01:08:47faz um trabalho brilhante.
01:08:49Mas algumas vezes, Felipe, a gente tem que escolher alguns produtores lá da cooperativa
01:08:53para se fazer um trabalho de foco para que aquele produtor
01:08:57seja um multiplicador naquela comunidade.
01:08:58O desafio nosso, na minha opinião, ainda é subir a régua da capacitação do nosso público.
01:09:04Isso é um desafio muito grande, entendeu?
01:09:06Para a gente poder ter uma pecuária mais sustentável no futuro, que é o nosso tema.
01:09:11Pessoal, dúvidas?
01:09:14Considerações?
01:09:14Aqui, Lucimere.
01:09:19Obrigada.
01:09:20Eu queria fazer uma consideração, parabenizar o trio pelas palestras,
01:09:24o Bernardo, que está conduzindo essa mesa redonda.
01:09:27Dizer que, quando o Gercílio falou que o pecuarista, de leite a pasto,
01:09:32ele tem que ser um cultivador de solo, um agricultor do solo.
01:09:38A gente passa isso na piscicultura,
01:09:40porque o cara que produz peixe tem que saber produzir água.
01:09:43Eu queria parabenizar o André também.
01:09:46Eu gostei muito dos resultados que você está tendo lá em Mimoso, Guaçuí.
01:09:51Eu tive a oportunidade de assistir uma palestra no último congresso que eu fui.
01:09:56Tinha uma zootecnista e ela comentou sobre essa coisa da extensão,
01:10:00que existe a assistência técnica, a insistência técnica.
01:10:05Ela tinha um slide que tinha persistência técnica.
01:10:08Muitas vezes a gente passa por isso.
01:10:10Mesmo que tenha baixo custo, seja uma tecnologia fácil de ser implantada,
01:10:15de alta rentabilidade, a gente tem esse desafio, nós, como extensionistas,
01:10:19de levar isso para o produto e convencer ele de usar uma coisa que só vai beneficiar
01:10:23e gerar mais lucratividade para ele.
01:10:26É um desafio nosso, como extensionistas, e nós estamos aí.
01:10:29Não podemos desistir.
01:10:30Ela mencionou a desistência técnica.
01:10:33Ainda tinha vendência técnica.
01:10:35Você comentou na palestra desses produtos mirabolantes que as pessoas inventam,
01:10:39caros, como o da planta, que joga a planta morta no solo e ela ressuscita.
01:10:45Acontece o milagre ali, mas são coisas muito caras e não há necessidade de utilizar,
01:10:49muitas vezes, esses produtos.
01:10:51Às vezes, com uma tecnologia muito mais simples,
01:10:53se for adotada pelo produtor, ele vai ter mais sucesso.
01:10:57E parabéns a todos.
01:10:59Obrigado.
01:11:06Alguma pergunta?
01:11:07Vou fazer uma pergunta para mim mesmo.
01:11:13André, essa nutrição mínima vai funcionar em todas as situações?
01:11:17Não.
01:11:18Em solos que estão muito compactados, não funciona.
01:11:24Porque a compactação, o capim, a raiz, apesar de ser agressiva,
01:11:30ela não é suficiente, está certo?
01:11:32Mesmo estando bem fechada ali, não consegue romper a camada compactada.
01:11:39Certo?
01:11:40Então, temos que lançar alguma outra alternativa para tentar romper essa camada compactada.
01:11:46A sorte é que não são todos os solos que têm essa camada tão compactada assim.
01:11:51Mas temos muito.
01:11:52Inclusive, nós estamos mandando um projeto agora para o edital Inovagro, não é?
01:11:57Onde nós estamos tentando ver aí uma alternativa,
01:12:03alternativa mesmo para tentar romper essa camada compactada,
01:12:08que não seja utilizando a ração e gradagem.
01:12:12Certo?
01:12:12Muito obrigado.
01:12:13É isso aí.
01:12:24Tenta fazer no microfone, por favor, que está gravando.
01:12:27Não tem problema de tossir, não?
01:12:29Estou com uma tosse meio alérgica, se eu for tossir.
01:12:33Mas, André, você comentou que uma das estratégias que não deu muito certo,
01:12:40mas ainda deu, foi só fechar o seu testemunho lá.
01:12:46E aí eu te pergunto, você acha que as mudanças climáticas,
01:12:50com o aumento da temperatura que já está aí e o aumento das taxas de CO2,
01:12:56vai te ajudar nessa sua empreitada de nutrição mínima das pastagens?
01:13:04Essa é uma colocação muito importante.
01:13:07Porque o CO2 é uma molécula tida como a grande vilã,
01:13:12na verdade, atual da situação climática e tal.
01:13:17Só que o CO2, nós não podemos esquecer que o CO2 é a molécula
01:13:20que vira alimento na fotossíntese.
01:13:23O carbono da glicose, que é o foco de energia principal
01:13:32que vai gerar todo o carboidrato, todo o alimento,
01:13:35é o carbono do CO2 que a planta retira do ar.
01:13:39Então, quanto mais CO2 na atmosfera, mais as plantas vão se desenvolver.
01:13:45É claro que tem esse processo todo.
01:13:47E agora, quanto mais quente você tendo água, tendo nutriente, tendo CO2,
01:13:54a fotossíntese vai ser mais ativa e a planta vai se desenvolver mais.
01:13:59Certo?
01:14:00Então, é uma coisa um pouco dúbia.
01:14:04Mas nem todas as plantas vão sofrer de forma diferenciada.
01:14:08Eu concordo.
01:14:08Mas uma pastagem de clima tropical, ela vai se desenvolver mais.
01:14:15Certo?
01:14:16Agora, tem um detalhe que eu não falei aqui,
01:14:19mas sua pergunta vai me ajudar muito no seguinte.
01:14:21A cobertura do solo, ela pode até acontecer.
01:14:25Mas depois, quando a gente soltar o gado em cima,
01:14:28para pastar, aquela área que não recebeu nem calcário,
01:14:33nem adubo fosfatado principalmente,
01:14:35ela não vai ter uma capacidade de suporte tão grande
01:14:40quanto aonde a gente jogou calcário quando a gente jogou o adubo fosfatado.
01:14:44Então, ela vai perder essa massa de matéria seca
01:14:51mais rápido do que aonde a gente jogou.
01:14:55Aparentemente, ela até pode cobrir,
01:14:57mas quando a gente soltar o gado em cima,
01:14:59ela vai se degradar mais facilmente
01:15:03do que aonde a gente fez o tratamento.
01:15:05Mas você tem toda razão.
01:15:07Quanto mais CO2, quanto mais temperatura,
01:15:10mais capim vai crescer.
01:15:12Certo?
01:15:12Isso aí não há dúvida não.
01:15:21Alguma consideração a mais?
01:15:24Vou passar para o Felipe e o Gercílio
01:15:25fazerem as considerações finais então.
01:15:27Pode ser?
01:15:39Bom, eu gostaria de só fazer um comentário aqui.
01:15:42Essa discussão dos gases de efeito estufa e a pecuária,
01:15:47vou ficar em pé aqui para não ficar escondido
01:15:49alguns colegas do lado de cá.
01:15:51Nós temos que entender que o carbono não é produzido.
01:15:54O carbono só é mudar de lugar.
01:15:58Todo o carbono que está na nossa atmosfera hoje,
01:16:00ele já estava no nosso planeta antes.
01:16:03A ação humana está mudando o endereço do carbono.
01:16:07Então, hoje, se a gente parar para pensar,
01:16:10tem muito boi, tem muito bovino.
01:16:12A quantidade de animais domésticos que devem existir hoje no planeta
01:16:16para alimentação humana, principalmente vão considerar de bovinos,
01:16:20não é maior, certamente não é maior do que a quantidade de animais
01:16:25herbívoros ruminantes e não ruminantes que existiam no planeta Terra
01:16:28há cinco séculos atrás.
01:16:32Eu falei isso aqui até no encontro que a gente teve recentemente.
01:16:35Antes do homem branco chegar na África,
01:16:37tinha cerca de, estima-se que tinham pelo menos 26 milhões de elefantes na África.
01:16:41Hoje tem 400 mil.
01:16:43Isso dá 1,5%.
01:16:44Não foram só os elefantes que foram dizimados no continente africano.
01:16:48As manadas de herbívoros e de grandes luminantes da África também foram reduzidas.
01:16:52Então, a produção de metano desses animais sempre existiu
01:16:55e não tinha aquecimento global no nível que tem hoje.
01:16:59Onde é que está o problema?
01:17:00É que hoje nós estamos tirando carbono do subsolo
01:17:03na forma de combustíveis fósseis
01:17:05e trazendo para a atmosfera fazendo a combustão disso.
01:17:09Então, os processos de geração de energia que são necessários
01:17:12para manter a nossa vida
01:17:14geram queima de carbono que antes estava no subsolo.
01:17:17E a gente está jogando isso para a atmosfera.
01:17:19Só que agora a conta tem que ser rateada por todo mundo.
01:17:21Quem não contribuiu muito para isso ou não contribuiu nada
01:17:24vai ter que pagar a conta.
01:17:26O lucro foi privatizado.
01:17:29Agora, o prejuízo é solidário.
01:17:31Vai ser socializado.
01:17:32E nós vamos ter que entrar nesse racho.
01:17:34Nós temos parcelas de contribuição?
01:17:35Temos.
01:17:36Estão vendo aí o pessoal atacando fogo no nosso país.
01:17:38Incêndio para tudo quanto é lado.
01:17:40Isso não tem impacto?
01:17:41Lógico que tem.
01:17:43Mas o carbono está mudando de endereço.
01:17:45Então, a gente quer deixar claro que esse aspecto
01:17:47a gente tem que ter uma abordagem um pouquinho mais sóbria disso daí.
01:17:51e, às vezes, menos passional
01:17:54acerca do que pode ser feito.
01:17:56Agora, a gente tem que aprender a ser eficiente.
01:17:58Isso não pode nos deixar naquela condição de berço esplêndio.
01:18:02Então, agora eu vou ficar sossegado aqui
01:18:04porque isso não é culpa minha.
01:18:06Então, não.
01:18:07Espera aí.
01:18:07Nós temos que dar a nossa parcela de contribuição.
01:18:09Obrigado, Gersilio.
01:18:13Obrigado, Gersilio.
01:18:53Obrigado, Gersilio.
01:18:56Obrigado, Gersilio.
01:18:58Felipe.
01:19:01Pessoal, agradeço a todos.
01:19:03Se permanecer alguma dúvida, a gente está à disposição.
01:19:06E, com isso, a gente encerra esse painel.
01:19:09Ok?
01:19:09Obrigado a todos.
01:19:11Obrigado, Bernardo.
01:19:13Esse foi o nosso Painel Pecuária do Futuro,
01:19:16com Felipe Barbosa Martins, André Guarçoni,
01:19:20Gersilio Alves de Almeida Jr.,
01:19:22finalizando as atividades do nosso auditório
01:19:26Inovação do Tecnoagro.
01:19:27Muito obrigado a todos vocês que estiveram aqui conosco no painel,
01:19:32a vocês também que estiveram presencialmente
01:19:34e pela internet no site A Gazeta.
01:19:37Daqui a pouco o Tecnoagro ainda não acabou.
01:19:39Tem apresentação musical com Evandro e Ranieri
01:19:42no palco principal
01:19:43e ainda a feira de expositores que segue ali fora.
01:19:48Muito obrigado a todo mundo que esteve com a gente
01:19:49nesses dois dias de Tecnoagro aqui no nosso auditório.
01:19:53E é isso.
01:19:54A gente se vê de novo em 2025.
01:19:55A gente se vê de novo em 2025.
01:20:25...
01:20:56E aí
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