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00:00:00É que o corpo reacciona assim, ante um trauma severo.
00:00:02Sim, mas por que agora?
00:00:03É como se o cérebro decidisse apagasse para ahorrar forças.
00:00:07O organismo continua a sua recuperação, mas a consciência se retira.
00:00:12A senhora já não está dormida.
00:00:13A entrada em estado de letalgo.
00:00:15Espero sinceramente que não tenha sucumido ao chantage do capitão
00:00:19e que não tenha chamado ao duque de Carvajal e Cifuentes
00:00:22para que não lhe concedam esse título.
00:00:26Às vezes penso que não tem sentimentos, Leocadia.
00:00:28Que te importamos um comino e os demais só te importas tu mesma.
00:00:33Nada mais.
00:00:34Nos hemos relaxado por atender a os heridos, mas temos que denunciar Lucha.
00:00:38Tienes toda a razão.
00:00:40Esta mesma tarde me acercaré ao quartel e eu
00:00:41e pondré os hechos em conhecimento da Guardia Civil.
00:00:44Le passou algo a Maria?
00:00:45Le dava outro baído como quando se torceu o tobillo?
00:00:47Não, não le dava nada, mas me está fazendo a vida impossível.
00:00:50Me habla mal e ralentiza toda a tarea para perjudicarme.
00:00:55Maria, não é assim.
00:00:56Me está machacando e não posso mais.
00:00:57Mas, enquanto eu viva,
00:01:00viverás comigo, filho.
00:01:02Em cada recuerdo,
00:01:04cada vez que eu faço uma coisa bem,
00:01:06me ensinaste a ser o melhor padre.
00:01:09Descansa, filho.
00:01:10Como está Julieta?
00:01:12Supongo que bem.
00:01:13De o contrário, me haveriam avisado, né?
00:01:15Agora iré a verla.
00:01:16E eu passei toda a tarde fora,
00:01:19resolvendo alguns assuntos da finca.
00:01:21Você pode estar tranquilo, porque Manuel está com ela todo o dia.
00:01:26Recibe em teu seno o alma de teu filho santo.
00:01:29Perdone as suas faltas.
00:01:31Que...
00:01:31E conceda-lhe o descanso eterno junto a ti.
00:01:35Que a luz perpetua le ilumine.
00:01:38E encontre a paz que aqui lhe foi negada.
00:01:41Tanto Martina como eu o apreciamos.
00:01:42E o sentimento totalmente mutuo.
00:01:45Por isso mesmo, eu acho que o melhor é que o distanciamos.
00:01:48Não quisiera que por cuidar-me a mim,
00:01:50se descuiden vocês, entende?
00:01:52Sim.
00:01:52Sim, o compreendo perfectamente.
00:01:54Pero,
00:01:55no processo intente
00:01:57não ser tão duro com Martina.
00:01:59Eu só quero saber por que está estar afectada.
00:02:01Pois porque Santos ha morto.
00:02:02Santos lleva morto todo o dia.
00:02:04Además, tu és a responsable de sua morte.
00:02:06Como?
00:02:07É mais, se a Julieta le ocorriera algo,
00:02:09Deus não o queira.
00:02:11Suas duas mortes pesarão sobre a tua consciência.
00:02:14O importante é que temos que redoblar a vigilancia
00:02:16e estar preparados.
00:02:18Preparados para quê?
00:02:19Para tentar detenerlo.
00:02:21O que quer dizer com isso?
00:02:22Que é levarse a sua filha.
00:02:23E já demonstrado o perigoso que é.
00:02:26E de verdade, pensas que poderia voltar?
00:02:28Em qualquer momento.
00:02:32Mas como vai voltar?
00:02:34O duque é consciente do que ele fez.
00:02:35Se desapareceu, será para esconderse.
00:02:37Não o creio.
00:02:38E como não dan com ele?
00:02:40É um duque, não um ratero qualquer.
00:02:42Alonso acaba de denunciar os hechos.
00:02:44Não é que este escondido,
00:02:45sencamente não há tempo material de buscarlo.
00:02:47Verde?
00:02:48Te equivocas.
00:02:49A guarda civil leva quase dois dias buscándolo.
00:02:52Como?
00:02:52Mas se você...
00:02:53A comunicação tudo isto esta tarde.
00:02:56Já tinha constância dos hechos por o Dr. Peribáñez.
00:02:59Que?
00:03:01É amigo do sargento Burdina.
00:03:03E ao haver dois heridos por arma de fogo, ele mesmo o comunicou.
00:03:07E se atreveu a fazer algo assim, sem consultáronoslo?
00:03:10Como médico está obrigada a denunciar um delito se tem constância de ele.
00:03:13Seja como seja, eu já não poderei viver tranquila sabendo que esse homem pode regressar em qualquer momento.
00:03:19Não, nem você nem ninguém.
00:03:20É que a guarda civil deveria custodiar o palacio.
00:03:23Eu falei com o sargento e nos han enviado alguns homens.
00:03:26Será inútil.
00:03:28O duque já demonstrou que não vai parar nada.
00:03:30Se apresentou aqui armado.
00:03:33E não dudo nem um segundo em abrir fogo contra quem se lhe interpusiera em seu caminho.
00:03:37Está claro.
00:03:37Não, somente uns barrotes o contendrán.
00:03:41Esperemos que pronto ven com a sua pista.
00:03:49Vera.
00:03:51Vera.
00:03:53Estás bem?
00:03:56Sim.
00:04:00Por momentos me sobrevine a congoja, pero estou bem.
00:04:04Quem não estaria congojado depois das fatídicas notícias desta mañana, verdade?
00:04:10Justo o meu tio nos informava de sua visita ao cuartelillo.
00:04:13Supongo que será de seu interés.
00:04:16Há encontrado a meu pai?
00:04:18Não.
00:04:20Mas o está buscando.
00:04:21Me sorpreende que alguém tão principal como um duque huyera como uma rata.
00:04:28Porque me mira a mim.
00:04:31Talvez a guardia civil não lhe vendaria mal um pouco de ajuda.
00:04:35Creio que estou encubrindo a meu pai.
00:04:37Encubrindo?
00:04:38Não.
00:04:39Mas não podemos esquecer de que é seu pai.
00:04:42E que você é o origem desta tragédia.
00:04:44Tiro.
00:04:46Não, dona Alonso.
00:04:49Se, no fundo, tem razão.
00:04:57Queria pedirle desculpas a todos de novo.
00:05:01Jamais imaginé que as coisas poderiam haver acabado assim.
00:05:05Esas disculpas não lhe sirven de nada a minha esposa agonizante.
00:05:08Nem ao pai do garoto que morreu.
00:05:10Basta já!
00:05:11Vera não é responsável das acções de seu pai.
00:05:14O único culpado é ele.
00:05:17E se eu volvo a ouvir qualquer comentário em sua contra,
00:05:21a essa pessoa eu mesmo lhe pondrei as maletas na porta.
00:05:29Vamos.
00:05:45Menudas, Maria.
00:05:47Que te parece?
00:05:49Se han acabado los crisantemos e...
00:05:51E o estava completando con claveles.
00:05:55Não me referi a Alra.
00:05:58Sino a ti.
00:06:00Bueno, pois estou triste, como todos.
00:06:03E também estou morta a sueño.
00:06:06Por o embarazo.
00:06:08Também.
00:06:11Mas é que ayer estive até bem tarde com a senhora Martina,
00:06:14porque se quedou helando o corpo com don Jacobo.
00:06:18E eu era a encargada de ajudar ela a desvestirla.
00:06:22Me lo podrías haber dicho e...
00:06:24E teria mandado a outra doncella.
00:06:27Tanto monta, monta tanto. Alguém não tinha que ser.
00:06:30Sim, Maria, pero te recuerdo que tu eres la única que está a pocas semanas de dar a luz.
00:06:36Olha, pois perdona.
00:06:39E tampouco tenías que haber madrugado tanto depois de haberte acostado tanta tarde.
00:06:43E que remedio.
00:06:44Quero ir ao cementerio, Teresa.
00:06:46E não quero deixar a nadie colgado por não fazer meu trabalho.
00:06:49Maria.
00:06:51De verdade, não insista, Teresa.
00:06:53Sei que já tampouco podia dormir.
00:06:54E isto me tiene a cesera ocupada.
00:06:58De todas formas, deixa que seja eu quem termine o ramo.
00:07:00Como amã de llaves, me tenho que quedar no palacio e assim tu podes descansar um prazo.
00:07:05E...
00:07:06Não.
00:07:07É que quero hacerlo eu.
00:07:10Lo quero fazer por santos.
00:07:13Não se merecia acabar assim.
00:07:17En a guerra lhe viram dando uma medalla.
00:07:21É a terceira vez que o fazes.
00:07:24O que?
00:07:25Pois pôs por delante ao resto, sem preocuparte de ti.
00:07:29Anoche com a senhora, esta mañana madrugando muito e agora com o ramo.
00:07:33Bom, assim me ensinaron.
00:07:36Eu tenho boas maestras também.
00:07:38Doña Pia, Hanna...
00:07:41E tu.
00:07:45Não te equivoques.
00:07:47Sou eu a que aprende de ti dia tras dia.
00:07:55Aunque...
00:07:56Me preocupa que...
00:07:59Que há outras pessoas que não pensam o mesmo que eu.
00:08:03Quem é?
00:08:06Estefanía.
00:08:07As cocineras me contaram que ayer se la encontraron sollozando e...
00:08:10E acusando que de hacerle a vida imposible.
00:08:13Que?
00:08:14Pero isso não é verdade.
00:08:15Me lo imaginava, Maria.
00:08:17E precisamente por isso queria falar primeiro contigo.
00:08:19Pero, quem se pensou essa que é?
00:08:21Pra acusar-me a mim?
00:08:23Se que quando a coja, lhe vou cantar as 40, vamos.
00:08:26Tranquilízate.
00:08:27E deixa que seja eu quem resolva este assunto.
00:08:34E tu.
00:08:37Paiséa sinvergüenza.
00:08:38Maria, calma-te.
00:08:39Quem é para ir soltando embustes de mim?
00:08:41Não sei de que me acusas.
00:08:43Agora mesmo me vai pedir perdão por ir mintendo a cara descubierta das cocineras.
00:08:46Dizendo que eu te faço a vida imposible.
00:08:49Creo que, Teresa,
00:08:50tens os olhos na cara para ver como agora mesmo me está acusando sin motivo.
00:08:54Te parece pouco acusaciones falsas.
00:09:00Delante de ella vas a negar que me tienes tiria.
00:09:03Que me abroncas a la mínima, a pesar de obedecer-te em todo.
00:09:08Pero que eso no é certo, Estefanía.
00:09:11Pois demuéstralo.
00:09:13Pois claro que lo vou demonstrar.
00:09:15Pois claro que lo vou demonstrar.
00:09:17Vamos, a Olpes te vou sacar a verdade.
00:09:20Maria,
00:09:21tu és de esas cogas unha ordem.
00:09:23Maria.
00:09:23Teresa, que te ve en medio se não queres que te de ti tamén.
00:09:25Para, suelta, para.
00:09:27Suelta, anda.
00:09:28Que estás soltando mentiras sobre a minha pessoa.
00:09:30Ana.
00:09:31Eso, fije, fije.
00:09:32Comediante, que eres una comedianta.
00:09:35Tonta.
00:09:35Que no sabe tomar una cabeza.
00:09:37Ana, Ana.
00:09:37Espálvate, por favor.
00:09:38Llévatela inmediatamente de atrás.
00:09:39Por supuesto, acompáñame.
00:09:41Pero no la ve.
00:09:42¿Qué estás pidiendo?
00:09:42Maria, que te vas a traer de aquí.
00:09:43Ya, por favor.
00:09:45Suertes.
00:09:48Ve con ella, por favor.
00:10:01Después del desayuno he pedido que me ensille en un caballo porque me apetece salir a montar.
00:10:07Pero tranquila, no tienes que acompañarme si no quieres que imagino que estarás muy ocupada con el patrón a tempo.
00:10:13No dejo de pensar en Vera.
00:10:17Tú no estuviste en la tertulia después de la cena, pero Ciro y el capitán la atacaron como si ella
00:10:22tuviese la culpa de algo.
00:10:23Sí, sin ninguna idea.
00:10:24Es que anoche justo fui a la alcoba de Adriano para hablar con él y fuimos testigos del rincón que
00:10:30le guarda el capitán.
00:10:32Es que no tienen alma.
00:10:34Si los demás no estuviésemos preocupados por el futuro incierto de Julieta.
00:10:38A ver, yo comprendo que Ciro esté resentido.
00:10:40Yo desde luego no sé cómo estaría en su lugar si es que se acaba de casar y la vida
00:10:44de su esposa ya pende de un hilo.
00:10:46Cuando todo parecía que iba bien, que la bala había salido sin que afectara ningún órgano y el médico había
00:10:51dicho que su recuperación sería pronta.
00:10:53Sí, Martina, pero es un disparo.
00:10:55Quiero decir, siempre puede haber complicaciones.
00:10:57Sí, pero Julieta tiene que superar esto.
00:11:00Tiene que hacerlo, vamos.
00:11:01Sí, sí, sí, perdóname.
00:11:02Ya bien, hay que pensar en positivo y ella es joven, es fuerte y va a salir adelante.
00:11:10No como Santos.
00:11:13De verdad, estábamos velando su cuerpo y yo era incapaz de rezar porque solo podía pensar en lo injusto que
00:11:21es que haya perdido su vida por culpa de ese monstruo.
00:11:24Sí, yo tampoco sabía cómo conducirme.
00:11:27Es que, ¿cómo se consuela a alguien tras una tragedia así?
00:11:30No sé, lo único que pude decir fue que había muerto como un héroe.
00:11:34Tú me dirás.
00:11:35Y aún así hay personas que parecen inmunes a ese dolor.
00:11:39Bueno, en fin, no la tomes con ciro tampoco.
00:11:43No, no, si hablo de Leocadia y el capitán, que no los soporto, de verdad.
00:11:47Ya, bueno, piensa que cada persona tiene una forma diferente de lidiar con las desgracias y ellos lo hacen así
00:11:53desde esa frivolidad suya.
00:11:54Yo no sé cómo don Ricardo es capaz de mantenerse al pie.
00:11:58A mí me sobrarían segundos para plantarme delante de ese desalmado y pagarle con la misma moneda.
00:12:03Bueno, Martina, cuidado con lo que dices porque a ver si ese desalmado se va a presentar aquí en la
00:12:06promesa para ir a Porvera.
00:12:08No digas eso porque suelo de pensarlo mientras los siete males ha dejado.
00:12:11Que no, que no, cálmate, que lo he dicho por decir.
00:12:13Si al fin y al cabo el palacio está muy bien protegido por las guardias.
00:12:16¿Y qué?
00:12:17¿No viste que el duque no dudó en disparar a todo quien se interpuso en su camino?
00:12:21Sí, pero ahora las circunstancias son otras.
00:12:23Ya sabemos a qué atenernos y estamos mucho más preparados.
00:12:27Menos mal que Curro y Ángela están en Madrid.
00:12:29Bueno, pero es que aunque estuvieran aquí estarían a salvo.
00:12:32Martina, de verdad, ya te he dicho que la promesa está muy bien vigilada.
00:12:34Sí, pero que no lo digo por eso. Lo digo porque a Curro le costaría mucho asumir la muerte de
00:12:38Santos.
00:12:40Bueno, sé que fueron compañeros ahí abajo, pero tampoco me consta que fueran grandes amigos.
00:12:45Ya, pero esto le recordaría a la muerte de Feliciano.
00:12:48Y al momento en el que él mismo estuvo a punto de perder su vida.
00:12:52Es como si la historia se repitiera.
00:12:54Bueno, Martina, aparta esos pensamientos tan oscuros de tu mente que no te ayuda.
00:12:58Venga, vamos a desayunar.
00:13:02¿De acuerdo?
00:13:08Ya he dado orden para que empiecen a desmontar la capilla ardiente.
00:13:12La comitiva saldrá hacia el cementerio después de la comida de los señores.
00:13:16Debemos hablar de quién acudirá al entierro.
00:13:19Todos han pedido asistir.
00:13:21Eso es imposible.
00:13:23Aunque sí creo que podrán acudir la gran mayoría.
00:13:26El marqués está mostrando muy benévolo para que quien lo desee pueda presentar sus respetos a Santos.
00:13:32El sepelio será una hora en la que no habrá muchas tareas.
00:13:37Los señores estarán descansando después del almuerzo.
00:13:40Así que no debería haber muchas demandas.
00:13:42Hago una lista de las doncellas de las que crea que pueda prescindir.
00:13:45Yo haré lo mismo con el resto del personal.
00:13:47Será difícil determinar quién puede asistir y quién no, pero tendrá esa lista.
00:13:53Sé que no es la ideal, Teresa.
00:13:55Pero al menos todos han podido velar su cuerpo.
00:13:58Sí.
00:14:00Todos se han podido despedir.
00:14:02Cuando tenga esa lista, hágamela llegar.
00:14:05Hay un asunto más que debemos discutir, señor Ballesteros.
00:14:10Doña Pía reclama la carta que le confiscó.
00:14:14Y lo justo es que se la devuelva.
00:14:18Ya le dije tanto a usted como a la señora Darry
00:14:20que lo haré cuando lo considere oportuno.
00:14:24Si quiere puede dármela a Billo.
00:14:26Yo misma se la entregaré.
00:14:28Así no tendrá que hacerlo usted.
00:14:29Ese no es el asunto.
00:14:31Ella ha cometido una falta.
00:14:32Y lo justo es que cumpla con su sanción correspondiente.
00:14:35Pues entonces elija otro castigo, señor Ballesteros.
00:14:38Se trata de correspondencia privada.
00:14:40Y es una irregularidad que se le prive de ella.
00:14:42Si tan personal era que se lo hubiera pensado dos veces
00:14:45antes de ocupar en ello sus horas de trabajo.
00:14:47Don Cristóbal, he hablado con ella.
00:14:49Le aseguro que está arrepentida y ha hecho propósito de enmienda.
00:14:53No volverá a faltar a sus responsabilidades.
00:14:55Palabras que se lleva el viento, Teresa.
00:14:57Con la carta a mi poder me aseguraré
00:14:59de que se mantiene firme en su propósito.
00:15:02¿Y entonces cuándo se la devolverá?
00:15:03Ya se lo he dicho.
00:15:04Cuando lo crea conveniente.
00:15:06Y eso será cuando ella muestre claros signos
00:15:08de que el trabajo es su prioridad absoluta.
00:15:10Doy fe de que es así.
00:15:12No me sensación.
00:15:13Desde luego no es la primera vez que debo llamarle la atención
00:15:16por dejadez en sus obligaciones, ya lo sabe.
00:15:18Quizá piense que soy demasiado duro.
00:15:20Pero hablando en plata,
00:15:22estoy harto de que me tome por el pito del sereno.
00:15:24Lo que pienso es que se está excediendo, señor Ballesteros.
00:15:27Privarla de esa carta es una injusticia.
00:15:30Que me denuncie al marqués o a doña Leocadia.
00:15:33Ya veremos quién de los dos lleva la razón.
00:15:36Y esta es mi última palabra.
00:15:38Ahora le pido, por favor, que se vaya
00:15:40y me traiga la lista que le he pedido.
00:15:45¿No me has escuchado?
00:15:48Hay un asunto más.
00:15:50Se trata de Estefanía y de María Fernández.
00:15:53¿Han vuelto a discutir?
00:15:54Algo peor.
00:15:56Y ya va siendo hora de que tomemos cartas en el asunto.
00:16:07Manuel, deberías descansar.
00:16:09Entre el velatorio y ahora cuidar de Julieta.
00:16:14No estoy casado, padre.
00:16:17Sí, preocupado.
00:16:21Además, así al menos me siento útil.
00:16:24Es que cualquier doncella puede cuidar de Julieta.
00:16:26No tienes que hacerlo tú.
00:16:34No puede evitarlo.
00:16:38Es verla y...
00:16:39Manuel, ya lo hemos hablado.
00:16:42Esto no tiene nada que ver con lo que pasó entonces.
00:16:47Pero siga insistiendo con que no guardan similitudes.
00:16:49Julieta no se va a morir.
00:16:52Y tú no deberías ni pensarlo.
00:16:54Y menos estando ella presente.
00:16:56Y usted ni nadie sabe cuál es el destino de Julieta.
00:17:00Así que tampoco debería dejar que su buena voluntad lo nuble.
00:17:03Mi actitud de desesperación.
00:17:05Yo sé que no es fácil.
00:17:06Pero tienes que alejar todos los recuerdos de Hanna.
00:17:09Y mantener la esperanza.
00:17:18Quizás no sea el lugar más propicio para tener una reunión entre padre e hijo.
00:17:25Buscaríamos otro lugar para tener esta conversación si tú estuvieses acompañando a tu esposa.
00:17:30Ya sabes lo que dijo el doctor.
00:17:33Lo único que podemos hacer es esperar.
00:17:35Y a Julieta no le va a importar si yo estoy aquí o no.
00:17:38¿Y a ti?
00:17:38Manuel.
00:17:40No, no se preocupe, tío.
00:17:41Sé defenderme solo.
00:17:43A mí todo esto no me exime de mis obligaciones.
00:17:45Manuel, no todos tenemos la misma suerte que tienes tú.
00:17:48Ciro, ya lo hemos hablado.
00:17:51Puedes aparcar tus compromisos de la finca mientras sea necesario.
00:17:55Tío.
00:17:56Pero es que el campo no comprende de enfermedades ni convalescencias.
00:18:00De hecho, venía a despedirme.
00:18:03Tengo que ir a revisar las acequias con el capataz.
00:18:07Qué oportuno.
00:18:09Manuel, ¿qué insinúas?
00:18:12¿Que no me preocupo por mi esposa?
00:18:14Porque si es así te estás equivocando completamente.
00:18:17Yo no insinúo nada, Ciro.
00:18:18Te retratas tú mismo.
00:18:19Basta ya.
00:18:20Los dos.
00:18:22Esta discusión está fuera de lugar.
00:18:24Y mucho más aquí.
00:18:28Tienes razón, tío.
00:18:30No compete discutir lo evidente.
00:18:33Yo ya he perdido mucho dinero a cuenta de los Luján.
00:18:35Y no pienso perder mi empleo también.
00:18:37¿Cuándo vas a dejar de insistir con lo mismo?
00:18:40¿Y por qué debería?
00:18:41Podéis callaros.
00:18:42No me escucháis.
00:18:48Ciro, yo sé que estás pasando por un momento duro, pero eso no justifica que faltes a la verdad.
00:18:57Ni tu puesto de trabajo está en peligro por estar junto a tu esposa.
00:19:00Ni Manuel ni yo somos responsables de lo que tú hayas hecho con tu dinero.
00:19:05Así que deja de vernos como tus enemigos.
00:19:09Porque el único culpable de tus males es el duque de Cariel.
00:19:15Ahora lo único que importa es la sanación de Julieta.
00:19:20Pero para eso tenemos que estar unidos.
00:19:23Como una familia.
00:19:26Tienes razón.
00:19:31Por mi parte no volverá a salir el tema.
00:19:34Puede estar tranquilo.
00:19:41Será mejor que nos vayamos, padre.
00:19:44Seguro que mi primo quiere estar un rato a solas con su esposa antes de ir a revisar las acequias.
00:19:49No, no, no.
00:20:27Quería verme, don Lorenzo.
00:20:28¿En qué puedo ayudarle?
00:20:31Supongo que ya se lo imagina.
00:20:34Lo lamento, pero no sé a qué se refiere.
00:20:44Eso es lo que le ha pedido doña Leocadia.
00:20:47Que niegue la mayor.
00:20:50Ya se lo dijimos los dos, señor.
00:20:52Tuvo que ser un malentendido.
00:20:54¿Y por eso está aquí?
00:20:57Para explicarme un poco mejor su clandestino romance con una señora.
00:21:02Hay varias incógnitas que me tienen intranquilo.
00:21:06No puedo explicarle lo que nunca ha sucedido.
00:21:09¿Persiste en su negativo?
00:21:12Mira, mira, fíjese.
00:21:15¿No hay nadie?
00:21:18¿Puedes ser sincero conmigo?
00:21:22Mire, don Cristóbal.
00:21:24Yo sé muy bien lo que vi.
00:21:27De veras.
00:21:29Así que mi consejo es que actúe como un hombre que afronte la verdad con valentía.
00:21:36Esa es la verdad.
00:21:39Muy bien, se lo voy a poner más fácil.
00:21:42Me he tomado la molestia de hacer ciertas llamadas telefónicas.
00:21:47No me mire con esa cara.
00:21:48Estaba intrigado.
00:21:51¿Cómo es posible que la persona que más desprecio demuestra por los criados acabe encamada con uno?
00:21:58Con el debido respeto, señor.
00:22:00No puedo permitir que falte así al honor de una invitada del marqués.
00:22:03Por supuesto.
00:22:05Arrebatarle ese honor es un derecho que se ha reservado para usted mismo, ¿no es así?
00:22:08Pero déjame terminar.
00:22:10Estoy seguro de que le va a interesar lo que he descubierto.
00:22:14Usted y doña Leo cada día comenzaron su romance muchos años antes de llegar aquí a la promesa.
00:22:22Y desde luego mucho antes de que ella se convirtiera en la señora que hoy conocemos.
00:22:26Eso no es cierto.
00:22:27Y entonces, ¿cómo se explica que sus destinos hayan estado ligados durante tantos años?
00:22:34Cabría pensar que es fruto del azar, pero no, no, no lo creo.
00:22:38¿Sabes? Yo soy un gran aficionado al póker.
00:22:40Y cuando existe tanta coincidencia, suele ser señal de que alguien hace trampas.
00:22:45Pero la pregunta es, ¿por qué?
00:22:48¿Por qué?
00:22:50¿Son ustedes dos simplemente unos amantes que se buscan con desespero o hay un motivo de mayor peso?
00:22:57No sé a dónde quiere llegar, capitán, pero todo lo que afirma es falso.
00:23:04Yo no he faltado a la verdad en ningún momento, señor Ballesteros.
00:23:10Y tengo pruebas para demostrarlo. Pruebas que estoy seguro de que le gustaría mantener el secreto.
00:23:17Pero ¿por dónde íbamos, por Dios?
00:23:19¡Ah, sí! La guinda del pastel.
00:23:23¿Por qué?
00:23:25¿Por qué siguió los pasos de doña Leocadia?
00:23:27Para mí la respuesta es evidente.
00:23:31Usted es el padre de su hija.
00:23:34Se equivoca, señor.
00:23:36Le aseguro que yo no soy el padre de la señorita Ángela.
00:23:39También cabe la posibilidad de que se lo haya ocultado.
00:23:43Ya sabemos lo aficionada que es nuestra querida amiga a guardar sus secretos.
00:23:48Debe creerme, yo no soy su padre.
00:23:52Lo lamento, entonces.
00:23:56Por el dolor de sus palabras, siento yo que le hubiese gustado ser su padre.
00:24:04Le ruego que no me haga más preguntas, señor.
00:24:10Le ruego que no me haga más preguntas, señor.
00:24:16Sobre todo con su querida Leocadia.
00:25:00Suponía que estaría aquí.
00:25:08En realidad, preferiría no estar en ninguna parte.
00:25:13Yo no creo que pueda vivir sin mi hijo.
00:25:17Simplemente no puedo.
00:25:22Esto es un teatro.
00:25:24Una broma macabra.
00:25:28Y luego pienso en cómo murió aquí, a mi lado.
00:25:40Uno sabía que ese iba a ser su último aliento.
00:25:44Que si no...
00:25:47No hubiera dejado que ese aire se le saliera del cuerpo.
00:25:55Y ahora tengo que ir a un cementerio.
00:26:02Echarle tierra por encima.
00:26:05Y que desaparezca para sí.
00:26:10No.
00:26:13Ricardo, eso no...
00:26:14Eso no va a ser así.
00:26:20Santos pervivirá en la memoria de todos.
00:26:23Y nunca lo olvidaremos.
00:26:26Y usted menos que nadie, por supuesto.
00:26:32¿Y qué vida es esa en la que no se puede gozar, ni reír, ni disfrutar con las personas que
00:26:38uno quiere?
00:26:40Mira, yo sé que...
00:26:42Que no hay nada que le pueda decir ahora que...
00:26:45No es lo que le sirva de consuelo, pero...
00:26:49También sé que...
00:26:51Bueno, que algún día podrá levantar la cabeza.
00:26:59¿Cómo?
00:27:03¿Cómo se hace eso?
00:27:09Ya.
00:27:16Un padre nunca debería sobrevivir a sus hijos.
00:27:21Tiene usted razón.
00:27:26Pero el pasado no lo podemos cambiar, Ricardo.
00:27:30Pero sí que depende de nosotros.
00:27:33Cómo afrontemos el futuro, ¿no?
00:27:38Mire, no debería pasar por esto solo.
00:27:43Hay mucha gente aquí que le quiere...
00:27:45Que le quiere ayudar.
00:27:48Y yo la primera, vaya.
00:27:51Pia, yo no puedo ir al cementerio.
00:27:54No puedo.
00:27:55No puedo.
00:27:55Por favor.
00:27:57Por favor.
00:27:58Haga copio de las fuerzas que le quedan y vaya.
00:28:01Que Santos se merece.
00:28:04Se merece que usted lo despida.
00:28:09Mire.
00:28:10Carlos está en su dormitorio.
00:28:12Le va a ayudar a vestirse.
00:28:14Y yo, si quiere, le acompaño hasta allí.
00:28:17¿De acuerdo?
00:28:23Sí.
00:28:26Ricardo.
00:28:33Ya.
00:28:34Me esperé.
00:28:48Ya está.
00:29:11Señorita Fernández.
00:29:15¿Qué sucede, señor Bellesteros?
00:29:17Déjese de preguntas retóricas.
00:29:19Lo sabe perfectamente.
00:29:21Mi pregunta era de las normales, no era retórica.
00:29:23Escúcheme bien.
00:29:25¿Quién se ha creído que es para andar hostigando a sus compañeras?
00:29:28Si se refiere a lo de Estefanía, ella fue la que empezó y por eso discutimos.
00:29:32¿Discutir?
00:29:33Fue un intento de agresión en toda regla, señorita Fernández.
00:29:37¿Qué?
00:29:38¿Ahora calla?
00:29:40Tampoco le va a servir de nada negarlo.
00:29:42La propia señora Villamil le ha denunciado.
00:29:45¿Teresa se lo ha contado?
00:29:46Con pelos y señales.
00:29:48Intentó suavizarlo, pero no había mucho que hacer.
00:29:51Sus actos hablaron por sí mismos.
00:29:53Debería darle vergüenza.
00:29:55Una mujer que está bajo su tutela y usted hace abuso de poder para dejarla sin compasión.
00:30:00Pero eso no es cierto, señor Ballesteros.
00:30:02¿Y cómo le llama entonces?
00:30:04¿A perseguir la armada con una escoba dispuesta a tizarla a la mínima?
00:30:08Perdí la forma.
00:30:10Lo reconozco.
00:30:11Y lo siento.
00:30:12Pero no solamente tuve yo la culpa.
00:30:14Ella es la primera que va soltando infundios sobre mí.
00:30:17No se excusen.
00:30:18Su proceder ha sido intolerable.
00:30:20Por algo así debería ponerla de patitas en la calle.
00:30:23¿Por qué me abró un camisón?
00:30:24¿A que dos no se pelean si una no quiere y ella también tuvo la culpa?
00:30:27¿Se lo puede preguntar a cualquiera?
00:30:28Puede elegir.
00:30:31Si lo que pretende es que le encubran sus compañeros, se equivoca.
00:30:35Verá, quizá no puedo despedirla.
00:30:37Pero le aseguro que su castigo va a ser ejemplar.
00:30:41El maltrato entre compañeros es intolerable, impropio.
00:30:46Y bajo mi dirección, nadie es más que otro porque lleve más tiempo en su puesto.
00:30:51¿Se entera?
00:30:52Es que yo no tengo nada en contra de ella porque sea nueva.
00:30:56¿Todavía se atreve a contravenirme, señorita Fernández?
00:30:58¿Se puede saber qué está ocurriendo aquí, señor Ballesteros?
00:31:01Como si no fuera suficiente con el atentado de la señorita Fernández esta mañana, aún persiste negarlo.
00:31:07Ya le pedió disculpas.
00:31:09Pero no en todo es culpa mía.
00:31:10No voy a permitir que desacredite mi autoridad entera.
00:31:14Les pido calma a los dos, por favor.
00:31:17Vamos a continuar mejor en mi despacho.
00:31:19No.
00:31:20Prefiero que todos me escuchen.
00:31:22Así aprenderán la lección.
00:31:25No voy a consentir que en mitad de un momento tan delicado como el que estamos viviendo, una doncella se
00:31:30amotine.
00:31:31Quiero que sean testigos del castigo que conlleva acciones como estas.
00:31:36A partir de este instante, la señorita Fernández...
00:31:39Espere, señor Ballesteros.
00:31:40Le pido que no se meta, padre.
00:31:42Lo hago porque está a punto de cometer una injusticia.
00:31:44Pero si ni siquiera ha escuchado de qué va este asunto.
00:31:47Lo suficiente como para saber que se trata de la disputa que ha habido esta mañana.
00:31:50Y debería escucharme antes de cometer un error.
00:31:54Sé que piensa que es María quien ataca a Estefanía, pero es todo lo contrario.
00:31:59Eso no ha sido lo que me ha referido el ama de llaves.
00:32:01Entonces, quizás hoy María haya perdido los papeles.
00:32:08Pero ¿quién podría soportar el acoso continuado sin perder el temple?
00:32:12Es María quien sufre los envites de Estefanía.
00:32:14Y si se ha callado es porque es buena persona.
00:32:17Y sabe que si va contando sus maldades le arruinaría la vida.
00:32:22Espero que tenga pruebas de lo que dice, padre.
00:32:24Porque es una acusación muy grave.
00:32:27Con gusto se las daré si me da la oportunidad.
00:32:30Pero no aquí.
00:32:34Acompáñame a mi despacho.
00:32:35Y usted también, señora Villamil.
00:33:11No te vayas.
00:33:15Que sé que me has reconocido, pero no pasa nada porque estemos los dos juntos.
00:33:20¿No?
00:33:21¿Y tú crees que sería lo más adecuado?
00:33:25Creo que merece la pena intentarlo por los viejos tiempos.
00:33:33¿Quién te ha vestido esta mañana?
00:33:36Que llevas la corbata colgando como un cencerro.
00:33:41Espera.
00:33:42Déjamelo a mí.
00:33:46Que me imagino que todos tendrán la cabeza en el sepelio de Santos.
00:33:50Pero este nudo está tan mal hecho que parece a propósito.
00:33:58¿Estoy intentándose las cosas por mí misma?
00:34:05Pues como primer intento tiene un pase.
00:34:08Pero tienes que seguir intentándolo.
00:34:15¿Ha terminado ya?
00:34:17Sí.
00:34:18Sí.
00:34:21Ya nadie va a pensar que acabas de salir de una taberna.
00:34:26Gracias.
00:34:32Ayer hablé con don Jacobo.
00:34:35¿De qué?
00:34:37No me ha comentado nada.
00:34:39No, ni lo hará.
00:34:42Quería interceder por ti.
00:34:44Bueno, en realidad lo que quería era pedirme que no me alejara de vosotros por muchos problemas que pudierais tener
00:34:49en el noviajo.
00:34:53Opino igual.
00:34:57No me gusta que te alejes de mí ni que pongas tierra de por medio.
00:35:04Ya.
00:35:07Porque te doy pena, ¿no?
00:35:11Sacaste de contexto mis palabras.
00:35:14Pero las dijiste, Martina.
00:35:16Y eso es lo que cuenta.
00:35:20Don Jacobo y tú me habías enseñado a caminar por todo el palacio con sigilo.
00:35:25Y puede que esté ciego.
00:35:28Pero no estoy sordo.
00:35:29Ya, pero no escuchaste toda la conversación.
00:35:31Así que si me dejaras que me explicara...
00:35:33No, prefiero...
00:35:34No, no.
00:35:34Ya ha sido suficiente todo.
00:35:38Y yo lo último que quiero es darte lástima.
00:35:43Es algo que...
00:35:46Que no puedo soportar.
00:35:48No puedo.
00:35:50¿Por qué te niegas de escucharme?
00:35:55Es por orgullo.
00:36:01Deja de buscar excusas para alejarme de ti.
00:36:09Ganaríamos algo estando juntos.
00:36:14¿Eh?
00:36:23No podemos, por favor...
00:36:28Apartar nuestras diferencias hasta que esta crisis se pase.
00:36:35No.
00:36:43Si hemos de vivir sin el apoyo del otro cuanto antes nos acostumbremos...
00:36:49...mejor.
00:36:59Martina.
00:37:02Martina.
00:37:05Ya está.
00:37:16Escúchame.
00:37:20El dolor pasará.
00:37:22Y ambos sabremos que estamos haciendo lo correcto.
00:37:27De verdad.
00:37:31De verdad.
00:37:49Aquela noite se me vai ficar gravando na salsera para sempre.
00:37:53Mira que tu e eu não somos de jogo, e decidimos quedar no parxi, não é Simona?
00:37:59Sim, havíamos terminado a faína e se havia quedado muito boa noite.
00:38:04E por que, Santito, que Deus tenha sua glória.
00:38:09Era tu liante.
00:38:11E depois viste tu?
00:38:12Sim, com a doña Julieta.
00:38:16O pasamos de maravilha.
00:38:19Quem nos ia dizer que depois vendría a desgracia?
00:38:23Eu quero recordar sempre ao Santos de esa noite, porque se le veia tan feliz.
00:38:29Como para notá-lo, se nos estava dando um repasso bom.
00:38:32Se zampaba a ficha ena como se fosse um pota de garbanzo.
00:38:35Pois eu tenho a impressão que eu teria estado igual de feliz e de contento,
00:38:40aunque não se teria comido nem uma ficha, porque Santos havia cambiado para bem.
00:38:44Isso foi todo um milagro, e mira que nós com ele a tuvimos tiesa.
00:38:49Bom, você não, doña Petra.
00:38:51Bom, sim, sim que tuve, não, senhor Arcos.
00:38:54Em todas as casas condenadas.
00:38:57Mas é certo que, a pesar de nossos desencuentros, sempre havia algo que nos unia de novo.
00:39:03Sim, Santos demonstrou que era um bom chato, um noble e justo.
00:39:10Su trabalhito era costoso, né?
00:39:12Mas o fez doña Candela.
00:39:14E isso é o que importa.
00:39:16É certo.
00:39:18E agora que teníamos ao melhor Santos, apenas o temos disfrutado.
00:39:23A Parca nunca chega a boa hora, é assim.
00:39:27Aunque a Santos se o leva muito pronto.
00:39:30Pez!
00:39:32Agradeço eu algo malo.
00:39:33Cállate, Candela.
00:39:37Que te pasa, Adela?
00:39:39Que le vai passar.
00:39:40Que é a pena sair do corpo que não se pode, doña Simona.
00:39:45Não é só a pena o que duele, senhora Arcos.
00:39:49É a culpa.
00:39:52Eu sou responsável de tudo o que lhe aconteceu a Julieta e a Santos.
00:39:57E é que vocês têm razões como se o tiverem matado.
00:39:59Para, eh, para.
00:40:02Que tu não has matado a nadie.
00:40:04Escucha, a nadie.
00:40:06Não sei quem te habrá metido essas ideias na cabeça,
00:40:08mas já te as podes ir sacando.
00:40:10Foi o teu pai que entrou aqui, arramblando a todos e a todos.
00:40:13Sim, mas porque vindo a por mim.
00:40:16Se eu não tivesse estado aqui, Santos seguiria vivo.
00:40:18E se eu tivesse feito, não seria um motivo.
00:40:22O que quer dizer, doña Candela Vera,
00:40:24é que pode ser que tu formes parte das circunstancias.
00:40:27Mas não foste tu que decidiu empuñar a pistola e dispararla.
00:40:32Então, por que não sou capaz de mirar a cara do Ricardo?
00:40:39Ayer não fui ao velatório e hoje...
00:40:44Hoje eu decido que não vou ir ao entierro.
00:40:48E talvez creem que sou uma cobrada,
00:40:50mas eu juro que não há nada que dizer mais que dar uma última despedida a Santos.
00:41:01Eu o que quero ver, e me parece que estamos todas de acordo,
00:41:05é que é muito normal que te sientas assim.
00:41:10E também te diré que tudo isso se vai passar agora porque estamos todo mundo com os sentimentos a flor
00:41:17de piel.
00:41:17Mas as águas volverão a sua causa.
00:41:20E com o Ricardo também.
00:41:23E não é certo que não te despedirás de Santos, Vera.
00:41:27O que você fez em vida.
00:41:29E isso é o que conta.
00:41:32Sim.
00:41:35Tu não me dê mais voltas, hein?
00:41:38O que você tem que fazer agora é...
00:41:40É falar com a sua mãe quanto antes.
00:41:42Sim.
00:41:43Assim é.
00:41:44Há que avisar a sua duquesa.
00:42:12O que você tem que fazer agora é...
00:42:14Você tem que fazer agora?
00:42:19O que você tem que fazer agora?
00:42:20Com leite.
00:42:25Não lhe serve a ninguém.
00:42:28Quero dizer, não é muito comum que lhe deixem ao marquês fazê-lo a ele.
00:42:32Eu dou permissão a todo o que o desee para que acude ao cementerio.
00:42:36Aqui você tem.
00:42:37Obrigado.
00:42:43Padre, o que parece se falamos de qualquer outro assunto menos de esse entierro?
00:42:50É que quando não penso em esse pobre muchacho, não me quito da cabeça a teu primo Ciro.
00:42:55E sua deuda com o duque de Carril.
00:42:59Não entendo tanto a sua razão.
00:43:03Hable por você.
00:43:05Al menos com você.
00:43:07Se corta um pouco.
00:43:08Comigo não perdo ocasião de restregar-me-lo por a cara.
00:43:11É desesperante.
00:43:13E mais tendo em conta que tanto sua esposa como tu, lhe advertisteis de os riscos.
00:43:18Mas o lhe faz oídos sordos.
00:43:19Não se pode razonar com ele.
00:43:21A questão é que talvez Ciro tenha razão.
00:43:25Mas o que dices?
00:43:27Agora estás perdendo tu o juicio.
00:43:29A culpa de tudo isto só a tem o desgastado do duque de Carril, que tinha armado essa estafa desde
00:43:34o princípio.
00:43:34Sim, mas fui eu quem abriu de pra em par as portas do nosso palácio, padre.
00:43:39E não sabe quanto me pesa não haverle feito caso quando se opusou a que viremos com ele.
00:43:45Sim, uma coisa é que não me inspirará confiança, mas outra muito distinta é estar onde estamos.
00:43:52Também, enquanto te avisei, tu tomaste medidas.
00:43:55A vista está que não foram suficientes.
00:43:57Porque tu não sabias quais eram suas autênticas intenções.
00:44:01Padre, isso não me exime de nada.
00:44:05Se eu não me hubiese obcecado em fazer negocios com esse homem,
00:44:08agora mesmo Ciro e Julieta não hubiesen perdido todo o seu patrimônio.
00:44:11Ou sim, porque o mundo das finanças está cheio de tiburões sem escrúpulos que só pensam em seu próprio benefício.
00:44:17Sim, mas fui eu quem quis fazer negocios com ele.
00:44:21Padre, é minha a responsabilidade de que encontrase a Vera.
00:44:24E minha a responsabilidade de que Julieta se debate entre a vida e a morte.
00:44:27E isso que, ao menos, Julieta tem esperança.
00:44:30Não como santos.
00:44:32Padre, sei que não opina o mesmo que eu, o sei.
00:44:36Mas não posso quitarme do cabeça e a realidade é a que é.
00:44:40Manuel, escúchame atentamente.
00:44:42O que dices é tão ridículo como quando acusam a Vera do ataque do duque.
00:44:46É distinto.
00:44:48Vera não tomou nenhuma decisão, eu sim.
00:44:50Sim, o fiz.
00:44:52A de esconderse aqui, na promesa.
00:44:54E por isso é culpa sua?
00:44:56Não, claro que não.
00:44:59Vosotros não empunasteis essa pistola.
00:45:01Foi o duque que disparou.
00:45:04Manuel,
00:45:06tu não podes fazer responsável dos desmanos de um louco.
00:45:10Tu obraste de boa fé.
00:45:12Aqui o malnacido, o estafador, o asesino, é o duque de Carril.
00:45:17E pagará por isso.
00:45:18Só se o encontram, o farão.
00:45:22Manuel, o único pecado foi ser boa pessoa.
00:45:25E confiar em que tenias a oportunidade de ajudar outros com seus negócios.
00:45:30Mas tu não podes flagelar por isso.
00:45:32Não.
00:45:33Não.
00:45:35Não.
00:45:37Não.
00:45:38Não.
00:45:52Não.
00:45:54Não.
00:45:54Não.
00:45:54Não.
00:45:54Não.
00:45:54Não.
00:45:55Não.
00:45:59Não.
00:46:02Não.
00:46:03Não.
00:46:19Não.
00:46:21Não.
00:46:23Não.
00:46:23Não.
00:46:24Não.
00:46:24Não.
00:46:26Não.
00:46:28Não.
00:46:30Não.
00:46:30Não.
00:46:31Não.
00:46:31Não.
00:46:32não.
00:46:32Não.
00:46:33Não.
00:46:33Não.
00:46:33Não.
00:46:34Não.
00:46:34Não.
00:46:39Não.
00:46:41Não.
00:46:41Não.
00:46:42Está no periódico.
00:46:42Tem que ser verdade.
00:46:44Não dúde isto.
00:46:45Tem uma palavra naquil.
00:46:47É o que é isso.
00:46:47Agora.
00:47:17Ah, é você.
00:47:18Eu ia a broncarla por entrar sem chamar a conta.
00:47:21Não há tempo para isso.
00:47:22O que é o que é?
00:47:24Lea.
00:47:26Agora estou ocupada, senhora Villamil.
00:47:28Reservo o receso da merida para me dar ao dia com a prensa.
00:47:31Lea.
00:47:33O que o Carlos viu enquanto planchava o periódico.
00:47:44Arriba ainda não sabe nada.
00:47:46Devo informar ao marquês inamorado.
00:47:49Vamos.
00:47:52Vamos, senhora Villamil.
00:48:13Olá, Ciro.
00:48:20Temos que falar.
00:48:23Acabo de regresar do campo.
00:48:26Tiene que ser agora.
00:48:27Não acho que uma conversa amigável disturbe o descanso.
00:48:32Não é que o ponha em dúvida, mas se vem a broncarme por a discussão entre Manuel e eu, acho
00:48:38que temos conceitos distintos de amigável.
00:48:41Vengo a falar de isso, sim, mas em som de paz.
00:48:46Reconozco que esta mañana me deixaste intranquilo.
00:48:50E eu acho que a actitud com a que estás afrontando esta situação não é a correta.
00:48:54Agora a minha actitude é o problema.
00:48:56Eu sei que estás passando momentos difíceis, Ciro.
00:49:01Para a desgracia de perder o seu patrimônio se une o estado incierto de Julieta.
00:49:06Ambas provocadas por o mesmo homem, o Duque de Carril.
00:49:09Aquel que se la tiene jurada a Manuel e a usted.
00:49:11Ves, aí é onde te equivocas.
00:49:14Responsabilizándonos a nós ou a Vera, te olvidas de quem é o autêntico culpable.
00:49:18Créame que o tenho bem presente.
00:49:20Pois então não te enfrentes aos que te queremos.
00:49:23Eres meu sobrino e a família nunca abandona a nadie, as primeiras de cambio.
00:49:28Pois é precisamente o que penso.
00:49:30Que me han abandonado.
00:49:33Se equivocam pensar que Vera, Manuel ou você são as víctimas.
00:49:38Sou eu o que o perdido todo.
00:49:47Palacio de los Marqueses de Lujar.
00:49:48Al habla el mayordomo.
00:49:50Creo que es justo que reclame lo que...
00:49:52Espera.
00:50:14Por supuesto, agora mesmo se pone.
00:50:18É para mim.
00:50:20Pregunta por la señorita Mercedes.
00:50:22Por la señorita Vera, quer dizer.
00:50:23É a duquesa de Carril.
00:50:26Vai a buscarla inmediatamente.
00:50:40Vai.
00:50:57A ver, tu va mal con ele.
00:50:58E por que tu?
00:50:59Porque tu tienes mal labia.
00:51:18Ricardo.
00:51:21Ya sabe que estou aqui.
00:51:23Para o que necesite.
00:51:24Cualquier coisa.
00:51:26Todos le vamos a ajudar a tirar para frente agora.
00:51:29Gracias.
00:51:31Muchas gracias.
00:51:36Están de volta.
00:51:38Ha sido breve.
00:51:40Sí, me juro así.
00:51:41Todos conocíamos muy bien a Santos y sobraban las palabras.
00:51:46Ha sido un entierro precioso.
00:51:48La despedida que Santos se merecía.
00:51:51Sí.
00:51:51Samuel estaba muy emotivo.
00:51:53Sin empalagar.
00:51:54Y lleno de esperanza, que es lo que ahora necesitamos todos.
00:51:56¿No es así?
00:51:57Sí.
00:51:58Yo estoy seguro de que Santos, desde allí arriba, estaba muy contento de que estuvieran allí.
00:52:03No es para mim.
00:52:04Se ha hecho todo con mucho cariño.
00:52:07Pero no solo queríamos acompañarle a él.
00:52:09A usted también, señor Pellice.
00:52:11Bien dicho.
00:52:13Le toca dejarse cuidar.
00:52:15¿Quiere usted una tisana?
00:52:16Yo se la voy a preparar en un sartén.
00:52:18Sí, una tisana nos va a ir bien a todos para templar un poquito el cuerpo.
00:52:23Yo voy a por las tazas.
00:52:24Esperen, por favor.
00:52:26Lo siento mucho, pero no va a ser posible.
00:52:30El marqués ha sido...
00:52:33Ha sido generoso, permitiendo que puedan asistir al entierro.
00:52:38Así que ahora tienen que volver a sus puestos de trabajo.
00:52:42Pero si va a ser cosa de quince minutos...
00:52:44Aún así, doña Candela.
00:52:47Él ha cumplido con su palabra y nosotros tenemos que cumplir con la nuestra.
00:52:53Tiene razón.
00:52:54Ya habrá tiempo de noche.
00:52:56Pues a ver quién tiene cuerpo ahora para servirle la merienda a los señores.
00:53:00Lo siento mucho, María, pero es lo que toca.
00:53:04Usted no, señor Pellice.
00:53:08Puede marcharse a descansar a su habitación o dar un paseo por los jardines, si lo prefiere.
00:53:14Prefiero trabajar.
00:53:18Las órdenes del marqués han sido claras.
00:53:21Está libre de tareas hasta que él determine lo contrario.
00:53:24Yo no puedo estar mano sobre mano.
00:53:27Quiero volver a la faena.
00:53:32Todo lo que puedo decirle es que...
00:53:34hable con el señor Ballesteros.
00:53:37Pero mientras tanto, lo único que podemos hacer es acatar.
00:53:43El resto, por favor, vayan a ponerse sus uniformes y vuelvan al trabajo.
00:53:48Si tienen cualquier duda, estaré en mi despacho.
00:53:50Algo me dice que va a haber mucho ajetreo en el palacio.
00:54:12¿Tú sabes que ha querido decir con lo del aedrío?
00:54:14Ni idea.
00:54:21Sí, sí, sí, la escucho.
00:54:25De acuerdo.
00:54:27Así lo haré.
00:54:31No, don Alonso está aquí conmigo.
00:54:34Ya se lo digo yo.
00:54:37No, no, muchas gracias a usted.
00:54:40Yo también la quiero mucho.
00:54:43Y vuelva a llamarme pronto.
00:54:46De acuerdo.
00:54:47Adiós.
00:54:53¿Qué te ha dicho tu madre?
00:54:56Está bien, gracias a Dios.
00:55:00En cuanto sospechó que mi padre tramaba algo,
00:55:02le mintió diciendo que una amiga de Valencia la necesitaba allá
00:55:04e hizo las maletas.
00:55:06¿Y sigue en Valencia?
00:55:08Así es.
00:55:09¿Y no sabe nada del paradero de su esposo?
00:55:12No.
00:55:13Ha hablado con el mayordomo del palacio de mis padres,
00:55:16pero le ha dicho que no ha regresado desde él.
00:55:20Bueno, desde aquella noche.
00:55:23Don Alonso se lo he tenido que contar todo,
00:55:25pero no se preocupe,
00:55:26que nadie fuera del palacio sabe nada.
00:55:28Has hecho lo correcto.
00:55:29Ella debe saber a qué nos enfrentamos.
00:55:31Sí, pero fuera de eso,
00:55:33ha sido una llamada inútil.
00:55:34No hay que ser un genio para saber
00:55:35que el duque no va a volver a su palacio.
00:55:37Tiro.
00:55:38Disculpe, son los nervios.
00:55:41Lo único que quiero es que ese asesino
00:55:42acabe entre rejas.
00:55:45¿Qué más te ha dicho tu madre?
00:55:47¿Quiere reunirse conmigo?
00:55:49¿En Valencia?
00:55:51No, en mi palacio.
00:55:53Ella partirá en cuanto yo se lo diga,
00:55:55pero antes quería consultarlo con usted.
00:55:59A ver, yo comprendo perfectamente
00:56:00que quieras estar junto a tu madre,
00:56:03pero la verdad no me parece lo más prudente,
00:56:05dada las circunstancias.
00:56:06Es que es un sinsentido que Vera se quede aquí.
00:56:09Su presencia nos pone en peligro a todos.
00:56:10Tío, el duque puede regresar en cualquier momento.
00:56:12Mira, tienes mi permiso
00:56:14para decirle a tu madre que venga también a la promesa.
00:56:17Si lo prefieres, yo mismo puedo invitarla.
00:56:20Don Alonso, es cierto que mi presencia aquí
00:56:22ya ha causado suficientes estragos.
00:56:23Yo no le puedo pedir que me acoja por más tiempo.
00:56:25El duque intentó dispararte.
00:56:27No quiero ni pensar lo que puede pasar
00:56:29cuando se encuentra allí contigo.
00:56:31Aquí estaréis más seguras.
00:56:32Don Alonso, pero una...
00:56:33Yo te lo ofrezco.
00:56:34Y tú eliges.
00:56:36¿Qué quieres, quedarte en la promesa
00:56:37o regresar al palacio de tus padres?
00:56:48Qué extraño que el mayordomo
00:56:50no te haya contado nada
00:56:50de nuestra conversación de esta mañana.
00:56:54Pensé que no había secretos entre vosotros.
00:56:58Lo que yo hable o deje de hablar
00:57:00con Cristóbal o con quien sea
00:57:02nunca ha sido de tu incumbencia.
00:57:04No sé por qué.
00:57:05Ahora tendría que ser diferente.
00:57:07¿Cristóbal?
00:57:09¿A secas?
00:57:11¿Dónde te has dejado el don, querida?
00:57:15No, me parece tierno, ¿eh?
00:57:17Un precioso detalle entre enamorados.
00:57:19¡Cállate!
00:57:22Todavía no sé cómo sigues con esa estupidez.
00:57:24Ay, porque es tremendamente divertida.
00:57:27Ponte mis zapatos.
00:57:28Verás que es bastante gracioso.
00:57:30En una mente desquiciada como la tuya.
00:57:33Ya que él no te ha contado nada,
00:57:34¿no quieres saber de qué hablamos?
00:57:37No.
00:57:38Verás, estuvimos...
00:57:41Estuvimos especulando sobre
00:57:43este curioso juego del gato y el ratón
00:57:46que os habéis traído todos estos años.
00:57:48¿Pero de qué estás hablando, Lorenzo?
00:57:50Ya lo sabes.
00:57:51Vuestro romance viene desde hace muchos,
00:57:55muchos años.
00:57:56Desde antes del nacimiento de tu hija.
00:58:01No sé.
00:58:04Podrías dedicarte a los folletines.
00:58:07No.
00:58:09Ángela no es su hija.
00:58:12Qué oportuna coincidencia
00:58:14que él también lo negara.
00:58:15Pues porque es la verdad, Lorenzo.
00:58:17Lo siento mucho,
00:58:18pero es que has pinchado en hueso.
00:58:19No, no, no.
00:58:21Es la verdad que tú
00:58:23le has hecho creer.
00:58:25Y es de sobra conocida
00:58:27tu afición por los secretos.
00:58:28¿Sabes?
00:58:30Estoy harta de tus
00:58:32insinuaciones
00:58:33y tus palabras a medias
00:58:34para intentar dejarme en evidencia.
00:58:36Como alguien escuche
00:58:37alguna tontería suelta,
00:58:38le va a dar el crédito que no tiene
00:58:40y se va a montar
00:58:41y se va a montar una muy gorda.
00:58:44¿Y luego qué?
00:58:46Ya veremos.
00:58:48¿Cómo que ya veremos?
00:58:50Habrás arrastrado
00:58:51mi reputación
00:58:52y la de mi hija
00:58:52por el fango.
00:58:54Y entonces yo
00:58:55no voy a parar
00:58:56hasta destruirte.
00:58:59¿Ves?
00:59:00Todo esto es tan divertido.
00:59:04Perdón por la interrupción.
00:59:06¿Qué quiere?
00:59:08Han publicado una noticia
00:59:10que creo que será de su interés.
00:59:12Ahora no es el momento
00:59:13de leer la prensa.
00:59:15¿Qué noticia?
00:59:19Busca antes al marqués
00:59:20pero está ocupado
00:59:21con la conferencia telefónica
00:59:22de la duquesa de Carril.
00:59:26Da igual en qué se esté ocupando
00:59:28el marqués.
00:59:29Que venga mediadamente.
00:59:31Es urgente.
00:59:32Pero le acabo de decir...
00:59:33¿Es que acaso
00:59:33no me ha explicado con claridad?
00:59:36Como ordene, señora.
00:59:41¿Qué dice la noticia?
00:59:49Algo que tú, personalmente,
00:59:52vas a encontrar muy divertido.
01:00:10Ciro, hasta ahora
01:00:11he sido muy permisivo contigo
01:00:13porque me hago cargo
01:00:13de tu dolor.
01:00:14pero todo tiene un límite
01:00:16y no voy a permitir
01:00:17que lo cruces
01:00:18cuando te venga en gana.
01:00:20Pero...
01:00:21Se acabó.
01:00:22Hay cosas que son injustificables
01:00:24y estoy cansado
01:00:25de consentirlas.
01:00:26Así que escúchame bien
01:00:27porque no me gusta repetirme.
01:00:29Teniendo en cuenta
01:00:30el incordio que has sido
01:00:31para mí en estos días,
01:00:32es casi de justicia divina
01:00:34lo que te ha sucedido.
01:00:35¿Cómo?
01:00:35Pues eso,
01:00:36lo que has oído,
01:00:36que te lo tienes merecido.
01:00:38¡Que no fijas!
01:00:39¡Que no fijas!
01:00:40A ti esto también te fada.
01:00:41No, insiste,
01:00:43espero que te equivocas de plano,
01:00:44querido.
01:00:45La valentía de su hijo
01:00:46evitó una desgracia mayor.
01:00:48¿Quién sabe cuántas personas más
01:00:50habrían muerto
01:00:51si él no se llega a interponer?
01:00:53Siento mucho el fallecimiento
01:00:54de su hijo.
01:01:00Con su permiso, señor.
01:01:01Hemos sabido que el origen
01:01:02de su disputa
01:01:03con la señorita Fernández
01:01:05es nada más y nada menos
01:01:06que un chantaje
01:01:07que le ha estado haciendo usted
01:01:07al señor Castejón.
01:01:09Ella y Carlos
01:01:09no hacen más
01:01:10que inventarse maldades
01:01:11sobre mí y calumniarme.
01:01:12Esto lo hemos sabido
01:01:13por el padre Samuel,
01:01:14no por tus compañeros.
01:01:15Como si los curas
01:01:16no pudiesen mentir.
01:01:17No es el padre Samuel
01:01:18quien está mintiendo.
01:01:19Reclamo mi derecho
01:01:19a dar explicaciones
01:01:20directamente a los señores.
01:01:22A mí no se me escapa
01:01:23que Vera lo pasó mal
01:01:24esta mañana.
01:01:25Pero te le importa.
01:01:27No es eso.
01:01:28Es que la realidad
01:01:29por mucho que se maquille
01:01:31es que ella
01:01:32es la culpable
01:01:33de la muerte de mi hijo.
01:01:35Dice que está contenta
01:01:36pero sin embargo
01:01:36no lo parece.
01:01:37Solo que me gustaría más
01:01:38que la carta que escribí
01:01:41no la tuviese
01:01:41el señor Ballesteros.
01:01:42Que si no es en su despacho
01:01:43¿dónde la esconde Teresa?
01:01:47La carta.
01:01:49Lo único que se me ocurrió
01:01:50fue decirle que
01:01:51que siento pena
01:01:53pero no es lo único
01:01:54que siento por ti.
01:02:02No es pena.
01:02:04Es amor.
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