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A China e os Estados Unidos avançam em tratativas para reduzir tarifas e ampliar a cooperação comercial, redesenhando o mercado global de commodities e aproximando gigantes como a Boeing do mercado asiático. O acordo abre uma janela estratégica para o agronegócio brasileiro, impulsionado pela escassez de gado em solo norte-americano. Em paralelo, a articulação política de Pequim com a Rússia de Vladimir Putin reforça o papel da China como o principal centro gravitacional das negociações globais de energia e alimentos.

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Transcrição
00:00A China e os Estados Unidos, as duas maiores economias do mundo, estão em tratativas para ampliar uma aproximação comercial.
00:07Eliseu Caetano tem as informações.
00:09A reaproximação entre China e Estados Unidos no comércio global começa a redesenhar o mapa das commodities.
00:16E o Brasil pode sair ganhando no curto prazo.
00:20Após semanas de tensão tarifária, a Pequim e o Washington anunciaram um acordo para reduzir as tarifas e ampliar as
00:26compras chinesas de produtos americanos,
00:28incluindo aeronaves da Boeing e commodities agrícolas.
00:33O movimento acontece em paralelo à renovação de mais de 400 licenças de frigoríficos americanos para a exportação de carne
00:41bovina para a China,
00:42algo que é vencido suspenso no auge do tarifácio.
00:45Mesmo assim, analistas do agro enxergam espaço para o Brasil ampliar a participação no mercado global da proteína.
00:52Isso porque os Estados Unidos enfrentam escassez histórica de gado e devem aumentar a importação de carne bovina para abastecer
01:00o próprio mercado interno.
01:02Na prática, cria-se um efeito em cadeia.
01:05Os Estados Unidos exportam carne para a China e aumentam as compras da proteína brasileira para equilibrar a oferta doméstica.
01:12O acordo sino-americano também tem peso geopolítico.
01:15Além da compra potencial de centenas de aviões da Boeing e do aumento das compras de soja americana,
01:22a China e os Estados Unidos anunciaram a criação de conselhos bilaterais para discutir a redução de tarifas e de
01:28barreiras comerciais.
01:29Para o Brasil, o cenário abre uma janela estratégica.
01:33Enquanto as duas maiores economias do mundo tentam reorganizar as suas relações comerciais,
01:38o agro-brasileiro segue como fornecedor confiável e alternativa de escala para atender tanto chineses quanto americanos.
01:47E o componente político ganha ainda mais relevância porque o presidente russo Vladimir Putin também deve intensificar as articulações com
01:56a China,
01:57ampliando o tabuleiro geoeconômico em torno de comércio, energia e alimentos.
02:02O movimento reforça a percepção de que Pequim virou o principal centro gravitacional das negociações globais,
02:09enquanto Estados Unidos, Rússia e emergentes disputam espaço e influência ao redor da economia chinesa.
02:17Direto dos Estados Unidos, Eliseu Caetano para a Jovem Pan.
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