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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser “radicalmente contra” pedidos de indenização ou compensação feitos por empresas diante da proposta de fim da escala de trabalho 6x1. Durante audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados que debate o tema, Durigan declarou que mudanças trabalhistas desse tipo fazem parte de “ganhos geracionais” já adotados em outros países sem compensações ao setor empresarial.

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Transcrição
00:00O debate sobre a redução da jornada de trabalho está no topo da lista como a principal pauta do governo.
00:05Os ministros articulam e defendem a medida.
00:09Reportagem de Beatriz Souza.
00:11Em audiência na comissão especial da PEC do fim da escala 6x1,
00:16o ministro da Fazenda, Dário Dúriga, disse ser radicalmente contra compensar empresas em caso de redução da jornada.
00:24Eu queria trazer aqui um último ponto que me parece fundamental.
00:27A gente tem tratado da 6x1, com redução de horas trabalhadas na semana, sem redução de salário,
00:34e muita gente às vezes fala em indenização, em compensação.
00:38E eu digo que eu sou radicalmente contra isso.
00:40E por conceito, a titularidade da hora de trabalho, a titularidade do trabalho não é do empregador.
00:47Então não é como foi no debate da escravidão, assim, não, vou acabar com a escravidão e mudar o regime
00:52de trabalho no país.
00:53Não, então você tem que indenizar o proprietário do escravo.
00:56Ou, nós vamos diminuir na Constituição de 88, de 48 horas para 44 horas.
01:00Não, trata de indenizar o patrão, porque ele era o titular da hora de trabalho.
01:05Ou como no trabalhador doméstico, ele está mudando de...
01:08Não, indenize, porque o trabalhador doméstico era o titular do trabalho.
01:12Então ele merece uma indenização por isso.
01:15A mesma coisa aqui, por isso que o debate tem que ser enfrentado, francamente,
01:19porque não cabe indenização.
01:21Quando a gente reconhece ganhos geracionais, isso não é só o Brasil que faz,
01:25isso é um debate mundial.
01:26Outros países fazem, fazem melhor que a gente, já fizeram há muitos anos antes da gente,
01:31e não coube indenização para quem não é o titular dessa hora de trabalho.
01:35Duas PECs sobre a redução da jornada de trabalho tramitam na comissão especial.
01:40A primeira, apresentada pela deputada Erika Hilton,
01:45prevê semana de quatro dias de trabalho e prazo de 360 dias para a nova regra entrar em vigor.
01:52Já a segunda proposta, do deputado Reginaldo Lopes,
01:56reduz a jornada para 36 horas com implementação gradual ao longo de 10 anos.
02:02E acho que a busca aqui é para que a gente diminua esse gap,
02:06para que a gente tenha, para quem é menos favorecido,
02:11então a população trabalhadora mais pobre, negra, com menos formação,
02:16para que ela não seja discriminada na realidade do trabalho.
02:20Então quem se forma melhor, quem ganha mais,
02:24já trabalha no 5x2 hoje no que a gente quer atingir na votação da PEC e do projeto de lei
02:29do governo.
02:30Quem não está nessa situação é quem é menos favorecido.
02:34Na contramão do que defendem os ministros e o governo,
02:38representantes do setor produtivo avaliam que a redução da jornada de trabalho
02:43teria forte impacto financeiro para os empregadores,
02:46com consequências bilionárias para a economia do país.
02:50Em debate mais cedo na comissão,
02:52o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo,
02:57Fábio Pina, afirmou que o fim da escala 6x1 pode elevar em 160 bilhões os gastos das empresas com folha
03:06de pagamento.
03:06Eu vou produzir dois tipos, eu tenho dois tipos de empresas no Brasil hoje,
03:10as que podem absorver esse custo e vão repassar por preço.
03:13As que podem fazer isso e vão repassar por preço.
03:16O que não me parece muito inteligente,
03:18eu ganhar a mesma coisa trabalhando menos,
03:20mas quando eu vou para o supermercado eu vou ter que pagar mais.
03:22Na prática eu não estou ganhando a mesma coisa.
03:24E o outro tipo de empresa é aquele que não tem condições,
03:27ele vai gerar dois casos, a demissão ou a informalidade.
03:31Ou seja, as três coisas acabam no limite prejudicando os empregados.
03:36Apesar da proposta prever uma implementação gradual ao longo de 10 anos,
03:41o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos,
03:45já afirmou que para o governo são inegociáveis,
03:48tanto a aplicação imediata das mudanças,
03:51quanto a manutenção do salário dos trabalhadores.
03:55Quando aprova penduricalho e privilégio, vale no dia seguinte que foi aprovado.
04:00Quando aprova desoneração para grande empresário, vale no dia seguinte.
04:05Quando o banco aumenta juros, está contando no teu cartão no dia seguinte.
04:10Agora, quando é uma medida para beneficiar trabalhador,
04:14vai valer daqui a um ano, daqui a dois, daqui a cinco?
04:16Que critério é esse?
04:17Guilherme Boulos foi convidado para participar nesta quarta-feira
04:21para falar na Comissão Especial dos Impactos Sociais da Redução da Jornada.
04:26Também é esperada, no mesmo dia, a presença da ministra das Mulheres, Marcia Lopes.
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